UNIVERSIDADES SÉNIORES: ACONTECIMENTOS, TRABALHOS, ETC.

16
Jul 15

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Lenda da Fonte da Moura

 

A muito antiga Fonte da Moura que ainda hoje existe nos arredores de Santarém tem na origem a história da perseguição dos Mouros por D. Afonso Henriques, após a conquista da cidade.

Um grupo de cavaleiros, liderado pelo jovem rei, seguia já há dias pelos campos quando, cheios de sede, procuraram uma fonte.

Foi então que surpreenderam uma jovem moura fugitiva que ao ser questionada onde ficaria a fonte mais próxima lhes disse que era muito longe, acrescentando em tom de desafio que se o Deus dos cristãos era tão poderoso que fizesse nascer ali mesmo uma fonte. Talvez então ela se convertesse.

D. Afonso Henriques desceu do cavalo e retirou-se para rezar e, de repente, ouviu-se um som surdo e viu-se um jato de água límpida e fresca que formou um pequeno regato.

Os cavaleiros ajoelharam-se perante o milagre e a jovem moura, que chorava de emoção, prometeu dedicar a sua vida ao Deus cristão. A fonte ficou para sempre conhecida como a Fonte da Moura.

 

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

 Nada como um dia depois do outro

 

Sugestão de Culinária

 

Filé de frango com bacon (4 Pessoas)

 

Ingredientes:

  • 1/2 peito de frango
  • bacon
  • limão q.b.
  • Sal e pimenta q.b.
  • 1/4 cebola picada
  • 1 dente de alho picado
  • 2 colheres maionese
  • palitos
  • manteiga q.b.

 

Modo de preparação:

Pegue em meio peito de frango, corte em filezinhos.

Tempere com limão, sal e pimenta do reino. Reserve.

Pegue em 1/4 de cebola, pique bem pequenininho, 1 dente de alho também bem picadinho e misture com 2 colheres de sopa de maionese.

 

Montagem:

Coloque uma fatia de bacon e por cima coloque o filé de frango, coloque um pouco da mistura de maionese.

Enrole e prenda com 2 palitinhos.

E vá montando os vários rolinhos.

Unte uma forma com um pouco de manteiga e coloque os rolinhos e leve ao forno até ficarem dourados.

Fica muito gostoso e essa maionese dá um toque bem especial.

 

Poesia

Como te contar?

  

Inquieta-me a lucidez de certas horas.

Como te contar? Tudo nelas é perfeito, 

e claro, e inabalável ... Até a dor!

 

A acomodação à realidade

põe-se a subir sorrateira pelo corpo

dos sonhos e dos desejos. Mata-os!

 

É perigoso viver desarmado 

na lucidez das horas. 

Quando menos se espera, morre-se!

 

Quero a minha lanterna sempre acesa,

Entrar com ela no inexprimível  sossego

que precede a tempestade;

 

Escutar o respirar aflito do mundo

entre dois trovões, duas guerras, dois gritos, 

separados apenas por um fio;

 

Um espaço impreciso, o fio, entre o um e o dois, 

Espaço a que, só por ignorância, 

chamamos silêncio.

 

                                                              Lídia Borges

 

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

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Foto da Semana

 

Alunos e professores da Universidade Sénior no jantar do final do ano lectivo 2014/2015

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publicado por IDADE MAIOR às 13:27

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Lenda da Fundação do Mosteiro de Alcobaça

 

Em 1147, a moura renegada Zuleiman apresentou-se nos paços de Coimbra na presença de D. Pedro Afonso, irmão do primeiro rei de Portugal, surpreendendo o infante com a revelação que aquela seria a melhor altura para conquistar Santarém.

Zuleiman despeitada por ter sido abandonada por Muhamed, o alcaide de Santarém, queria vingar-se dando aos cristãos as informações que tinha sobre a defesa do castelo.

Entretanto, D. Afonso Henriques já tinha enviado o seu cavaleiro Mem Ramires a Santarém para estudar o inimigo e a astúcia e a cautela do cavaleiro foram fulcrais para a decisão do ataque.

Conta a lenda que foi na serra dos Albardos que o primeiro rei de Portugal fez a promessa de construir um mosteiro se Deus lhe desse a vitória.

Mem Ramires segurou a escada contra as muralhas por onde entraram os soldados e Santarém amanheceu cristã.

O mosteiro de Alcobaça foi construído em cumprimento de um voto do primeiro rei de Portugal, sendo juntamente com a Batalha e os Jerónimos uma das jóias mais preciosas do património arquitetónico português.

                                                                              

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Leite de vaca não mata bezerro

 

Sugestão de Culinária

 

Quiche de Cogumelos, Bacon e Azeitonas

Ingredientes:

  • 3 ovos
  • 1 pacote de massa folhada
  • 1 pacote de natas de culinária
  • 1 pacote de queijo mozarela ralado
  • 1 lata pequena de cogumelos laminados
  • 1/2 cebola picada
  • Sal, pimenta, orégãos e azeitonas – q.b.
  • Polpa de tomate – q.b.
  • Tiras de bacon – q.b.
  • Azeite – q.b.

Preparação:

Para começar, agarre numa tarteira e forre com a massa folhada. Faça uns furinhos no fundo com um garfo;

De seguida cubra com polpa de tomate e por cima coloque a cebola frita em azeite, os cogumelos escorridos, o bacon, orégãos e metade do queijo;

Depois bata as natas com os ovos e tempere a gosto. Assim que tiver, despeje na quiche;

Agora vamos decorar com a restante metade do queijo mozarela ralado e com as azeitonas;

Para finalizar, basta levar ao forno (previamente aquecido) e deixar dourar e deixar solidificar sem que fique duro.

 

Poesia

 

AMIZADE

 

Mais que uma mão estendida

mais que um belo sorriso

mais do que a alegria de dividir

mais do que sonhar os mesmos sonhos

ou doer as mesmas dores

muito mais do que o silêncio que fala

ou da voz que cala, para ouvir

é, a amizade, o alimento

que nos sacia a alma

e nos é ofertado por alguém

que crê em nós.


Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

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Foto da Semana

 

Universidade Sénior em visita de estudo a fábrica e museu de vidro em Marinha Grande

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publicado por IDADE MAIOR às 13:07

03
Jul 15

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

As Unhas do Diabo

 

Em tempos que já lá vão, os sinos de Ponte de Lima começaram a tocar a finados pela morte de um célebre escrivão. Pelas reações da população que progressivamente ia recebendo a notícia, era claro que este desaparecimento não era lamentado, pois o escrivão não era modelo de virtude ou honestidade tendo lesado muitas famílias.

Era mesmo sabido que o morto falsificava documentos e aceitava subornos que guardava numa arca escondida no sótão de sua casa. Era do consenso geral que aquela alma não tinha salvação possível e duvidava-se mesmo se teria sequer direito a um enterro cristão.

Estava instalada a polémica, quando os frades franciscanos do Convento de Santo António se ofereceram para o sepultar, o que veio a acontecer.

Nesse mesmo dia à meia-noite, os franciscanos foram acordados por três sonoras argoladas na porta do convento.

Do outro lado da porta, uma voz pedia-lhes para se reunirem na capela pois queria falar-lhes. Quando abriram a porta, um vulto imponente e de olhar penetrante entrou. Os frades assustados reparam que apesar de estar muito bem vestido tinha um pés estranhos, chanfrados como os das cabras.

O visitante dirigiu-se à capela onde estava sepultado o escrivão e parando à frente da sua sepultura, levantou a laje, retirou o corpo amortalhado e fez com que este vomitasse a hóstia que tinha na boca. Transformando-se num vulto negro e temível, elevou-se no ar com o corpo do defunto e saiu por uma janela com um grande estrondo.

A comunidade correu para o adro, ainda a tempo de ver os dois corpos unirem-se num só e voarem pelos céus com uma risada diabólica, deixando atrás de si um rasto de cheiro a queimado.

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Com a Corda Toda

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Antigamente, os brinquedos que possuíam movimento eram acionados torcendo um mecanismo em forma de mola ou um elástico, que ao ser distendido, fazia o brinquedo se mexer.

Ambos os mecanismos eram chamados de “corda”.

Logo, quando se dava “corda” totalmente num brinquedo, ele movia-se de forma mais agitada e frenética.

Daí a origem da expressão.

 

 

Sugestão de Culinária

  

Batido de Banana com Canela

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Ingredientes:

Banana – 2

Leite – 200ml +/-

Mel – 1 Colher de Chá ou Açúcar (Opcional)

Canela – Uma Pitada (Opcional)

 

Preparação:

Se quer uma variação mais refrescante deixe as bananas no frigorífico para o batido ficar mais fresco, depois descasque e coloque num copo triturador ou num recipiente alto para poder usar a varinha magica.

Adicione o leite e adicione um pouco de mel se achar que precisa de doçura e triture bem, se quer um creme bem suave e cheio de espuma, prove, se achar que está demasiado grosso adicione mais leite e volte a triturar.

E já está. Polvilhe um pouco de canela por cima e está pronto a beber!

 

Poesia

 

À nossa professora de Inglês

 

Maria Luísa Osório,

Facho de luz vibratório,

Ilumina quando ri;

Pois se na alma há riqueza

Natural a Mulher a beleza

Natural dentro de si.

Poetisa, é sofredora…

Que brilhante professora,

Sabe dar sem receber;

No aluno vê irmão,

Ajuda-o, abrindo a mão,

Ensina-o com o seu saber.

Em seu nobre português

Vai ensinando inglês

Com lições de Humanidade;

Assim, com bons professores,

Todos seremos doutores,

Doutorados na amizade.

                                                 Ferreira da Costa

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

  

Mosteiro de São Bento da Vitória

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Mosteiro de São Bento da Vitória localiza-se no Morro do Olival, na cidade do Porto, em Portugal.

O mosteiro servia aos monges beneditinos, assim como a igreja monástica, tendo sido iniciada a construção do seu conjunto em finais do século XVI, no local anteriormente ocupado pela Judiaria do Olival.

Em função do que tinha sido determinado no Mosteiro de Tibães, os beneditinos entraram no Porto com o intuito de construírem um mosteiro na cidade, o que veio a acontecer depois de resolvidos alguns entraves, embora a construção só tenha terminado cerca de um século depois do seu início, corria o ano de 1707.

Durante a Guerra Peninsular uma parte do mosteiro foi ocupada pelas tropas invasoras francesas e posteriormente pelas portuguesas, tendo-se servido dele como hospital militar.

No que diz respeito à Igreja de São Bento da Vitória foi desenhada pelo arquiteto Diogo Marques Lucas, discípulo do italiano Filipe Terzio, em estilo clássico já deturpado pela Contrarreforma, com uma harmonia, solidez e proporções equilibradas.

Depois de ter servido de quartel, a administração da igreja e parte do mosteiro foram, confiadas aos beneditinos do Mosteiro de Singeverga, sendo lá instalado o Arquivo Distrital, assim como a Orquestra do Porto.

 

 

Foto da Semana

 

Fogo do S. João do Porto

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publicado por IDADE MAIOR às 10:45

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Conto “O Negócio”

 

     Os Outeiros formava conjuntamente com os lugares contíguos um dos maiores aglomerados populacionais do concelho.

     Todas as regiões têm normalmente os seus usos e costumes e maneiras de agir, e por ali bem curiosa a forma como se espalhavam as notícias.

     Ávidas de falar, de transmitirem algo que suscitasse conversa e quebrasse a monotonia repetitiva do dia a dia, as pessoas começavam à janela, à porta, à guarita e depois quase corriam pelas quelhas a ver quem primeiro fazia chegar a novidade àqueles pequenos núcleos mais distantes:

     -O tio Francisco da Portela dá dois contos e uma casa a quem casar com a filha!

     -Mulher, cala-te aí! Isso pode lá ser, onde é que já se viu uma coisa dessas!

     -Olhe que é verdade, tia Carolina, foi ele quem o disse na taberna, em alto e bom som.

     -Logo vi, logo vi, só da taberna é que saem essas baboseiras. Decerto que ele já estava com alguma torcida daquelas de ser preciso ir levá-lo a casa.

     -Oh, lá tá você, sabe bem que o tio Francisco não é desses.

     -Então que raio é que lhe passou pela cabeça! Eu tenho sessenta e um anos e nunca tal ouvi. Onde é que já se viu fazer do casamento um negócio assim!

     Lameira acima, fonte abaixo, especadas junto aos portais, as mulheres pareciam dobadouras, ora a levantar o avental, ora a baterem com as mãos nas coxas para evidenciarem os seus comentários.

     Chegavam a estar tempos sem fim carregadas com o cesto ou o cântaro à cabeça, tal era a recompensa que encontravam na conversa:

     -Parece que a rapariga foi vista, aqui já há algum tempo, por aí, no meio do milho com um rapaz do lugar de baixo.

     -Pois é, olha, sabes o que te digo, coitado de quem nasce sem ninguém! A madrasta nunca gostou dela, o pai anda sempre por fora, e agora, para se ver livre dela, faz uma coisa dessas. Se ela fosse minha filha eu dava-lhe o negócio, se quisesse vender, vendesse-se a ele, tal está.

     A filha do tio Francisco, a tal que naquela altura andava de boca em boca, chamava-se Virgínia.

     -Ó mulher, eu quase me custa a crer que ela fosse vista com quem quer que fosse, ela parece uma saca de batatas e é mole como uma cebola podre!

     -Ó mulher, tu sabes bem que toda a vida houve gostos para tudo.

     -Lá isso é verdade. E, diga-se quanto é franco, ela lá para o trabalho não vale um chavo, mas quando via um homem nunca mais tirava os olhos de cima dele.

     Cada uma dizia sua coisa, e ai de quem tivesse a infelicidade de cair naquela teia…

     Na maioria dos casos tratava-se apenas da necessidade de alimentar a conversa, mas noutras existiam mesmo segundas intenções.

     Claro que também apareciam as mais contemplativas, “os tais frades encapotados de diabo”…

     Mas as mentalidades por ali eram mesmo do tempo da pedra lascada.

     Os namoros funcionavam à janela durante um ano ou mais, depois o rapaz ia pedir ao pai dela para o autorizar a namorar dentro de casa, onde estava sempre a mãe por perto. E com tudo isto, para uma rapariga ficar solteira, para não mais casar naquela terra não era preciso a efectivação do ato para aparecer a calúnia, para isso bastava somente que terminasse um namoro de alguns meses.

     O assunto corria rapidamente os circuitos habituais e até era cantando através das pulhas. O enxovalho era tal, que os rapazes não se atreviam nem sequer a olhar para essas vítimas. Qualquer aproximação era terrivelmente censurada, situação em que ninguém queria cair, tantos e tão grandes eram os “carrascos”.

     Claro que, como em tudo na vida havia sempre uma exceção, e o Manuel era um desses.

     Começara logo de pequeno a trabalhar nas cerâmicas, e era por aí que se mantinha, de dia a moldar o barro, a fazer tijolo e telhas de canudo, e de noite vigiando os fornos a cozer esses materiais.

     Tinha quase trinta anos e mulheres só as conhecia ao longe. O seu estado de frequente embriaguez, a sua rude e desmazelada apresentação e fundamentalmente a sua falta de vocação a isso conduziam.

     Quando ouviu os colegas falarem da proposta do tio Francisco, largou a forquilha com a paveia de mato e ficou de tronco erguido, muito atento a escutar:

     -Bem, pensando bem, a coisa até nem é má, não senhor. Dá uma casa, dinheiro, faz a boda e os bens ocupam quase meio lugar.

     -Então ó Manel, esse mato não vem de lá? Daqui a pouco o forno apaga-se!

     -És – estava só aqui a fazer um cigarro.

     -Qual cigarro, qual quê, tu estás mas é já a pensar nas casas e no dinheiro. Vê lá, não deixes fugir aquilo, olha que é um bom partido!

     Tocha entre os lábios, resmungando, metido somente consigo, o Manuel nem se apercebia do gozo dos colegas.

   -Se é assim, amanhã já vou saber da coisa, olá se vou.

     E se bem o pensou, melhor o fez. De manhãzinha, barrado o forno, enquanto os colegas, como era hábito, foram para a tarimba descansar um pouco, o Manuel pôs-se a caminho da casa do tio Francisco.

     Parecia não ver ninguém. A sua maior e única preocupação baseava-se na abordagem do problema. Por mais voltas que desse á cabeça não encontrava forma como começar a conversa.

     -Então Manuel, o que é que te tráz por cá?

     Até os olhos lhe sorriram de contentamento, tal foi o peso que aquelas palavras lhe tiraram de cima.

     -Ó tio Francisco, é por causa aí da, da…

     -O quê, da minha cachopa! O quê, mas tu gostas dela! Olha eu cá por mim, para te ser franco, não vejo mal. És bom rapaz, trabalhador e sabes guardar para amanhã. A casa que eu vos dou, é a da Boa Vista, um bom prédio, como tu aliás muito bem conheces, tem muita terra de amanho, macieira, figueiras touças, e só oliveiras são mais trinta.

     -Sim, sim, ó tio Francisco, eu conheço, eu conheço.

     -O dinheiro também já está ali, contadinho e á parte. Olha lá, e para quando é que tu pensavas o casório?

     -Olha cá por mim não seja a demora. E que diabo, tu também já vais tendo idade. Para os papéis correrem, chegam meia dúzia de dias, ora estamos no princípio do mês, que dizes lá para o princípio do que vem, acho que um mês chega bem para tudo. Olha tu é que sabes, mas para mim, quando menos pessoas melhor, mais te fica.

     -É verdade é, tio Francisco.

     - Então estamos combinados, a partir da amanhã a rapariga vai para lá lavar as casas, e entretanto vou ver se enjorco um pedreiro para lhe dar uma caiadela.

     -Sim, senhor, sim, senhor, tio Francisco.

     Despediram-se e o Manuel, feliz e sorridente, seguiu de novo o caminho de forno.

     Todo ele transpirava de satisfação, tinha sido mais fácil do que ele pensava. Não ia dizer nada aos colegas, haviam de se morder todos, ninguém lhe iria arrancar uma só palavra que fosse.

     E o Manuel, mal chegou ao trabalho, foi imediatamente assaltado pelos colegas, pareciam sanguessugas de volta dele, mas não houve tentativa nem jogo de palavras que o desviasse do seu pensamento, daquilo que tinha prometido a si mesmo. Aliás, ele nem ouvia nada do que lhe dirigiam. A vivência e o contentamento que lhe corriam nas veias eram tais que já se via dentro da casa com o dinheirinho na mão.

     E bem pode dizer-se que tudo correu a seu gosto. Aliás, o senhor Francisco bem se esforçou por isso, desde as coisas da igreja até ao arranjo da boda, tudo foi da sua responsabilidade.

     -Ó mulher, mas eu nunca vi uma coisa assim, o sogro é que arranja tudo, senhor!

     -É bem verdade essa, olha eu cá por mim moro praticamente ali ao pé deles e nunca os vi juntos.

     -Realmente é verdade, já agora só falta ser o pai a metê-los na cama.

     -Olha, mulher, que Deus me perdoe, mas isso é aquilo que ela não precisa que lhe ensinem, porque segundo parece já está bem farta de o fazer.

     Mas, quem não queria saber de comentários era o Manuel. Parecia um peru inchado quando saiu da igreja e foi beber um copo à loja do Turdo.

     -Ao menos estes não enganam ninguém, logo à saída da igreja vai um para cada lado.

     -Isto é como diz o outro, lá se voltam a juntar na boda.

     -Ó mulher, mas muito sinceramente, onde é que já se viu uma coisa assim! Uns noivos nascidos e criados porta com porta casarem sem sequer ao menos terem dado uma fala um ao outro!

     -Olha, sabes o que isto me faz lembrar? É o negócio nas feiras. Aí é que as bestas são vendidas por qualquer preço e vão para onde as tocam.

     O falatório não tinha fim, sucedendo-se com nova roupagem, à medida que os acontecimentos iam tendo lugar.

     -Pode ser que o namoro venha agora, depois do casamento.

     -Sim, não eram os primeiros…

     -Ó mulher, olha, quem não põe as mãos no lume sei eu bem quem é.

     Como em todas as situações havia ideias divergentes, as dos otimistas, as dos pessimistas e as dos esperançosos.

     Por ali não era hábito nem costume gozarem-se grandes férias nem prolongada lua de mel, mas guardavam-se sempre um ou dois dias a seguir ao casamento. Mas para o Manuel não fora assim, no dia seguinte ao casamento, enquanto a mulher ficou entregue à lavagem da louça, ele, ao nascer do sol, já estava no barro.

     -Então ó Manuel, valha-te um burro, fizeste mal não sair da igreja e vir trabalhar!

     -Só não o fez para ir receber as massas do sogro, quando não…

     -É o que faz ter o trabalho adiantado, não cansa tanto!

     O Manuel fingiu não ouvir, nem compreender onde os colegas queriam chegar.

     -Virgínia, o casamento fez-te bem, pareces outra!

     E na verdade assim era. A Virgínia estava totalmente diferente, fazia tudo em casa e ainda ia aos dias fora.

     Quem não via isso era o Manuel, que levava o tempo a acusá-la de não fazer nada e a chamar-lhe nomes difamatórios, vendo-lhe amantes por tudo quanto era sítio.

     De início, a Virgínia não ligou, a sua consciência não a acusava de nada.

     -Sim senhor, ninguém diria, trabalha, sorri e o marido nunca andou tão limpo!

     -É verdade, olha que ela agora até vira a cara ao lado quando passa por algum homem! Se uma pessoa não soubesse o que se passou, quase nem acreditava.

     E na verdade assim era.

     Enquanto a Virgínia passara facilmente de lobo a cordeiro, com o Manuel passara-se precisamente o inverso.

     -Então o malandro não deu em zupá-la todos os dias!

     -Ele tinha-o dito.

     -Sim, ele disse que o fazia, mas era para ela se emendar.

     -Mas ela, se teve algum erro, foi em solteira, portanto…

     -Está bem, está bem, mas ele é que não compreende nada disso.

     E perante os maus tratos e as permanentes injúrias, o comportamento da Virgínia alterou-se profundamente.

     Dava o corpo a qualquer gato sapato que lhe aparecesse.

     -Ó mulher, aquilo já lá estava no sangue dela.

     -Tem razão, comadre, eu também sou da sua opinião.

     -Olha, eu não sou, a culpa é toda dele, ela deu provas, ele é que não a ajudou.

     -Mas como é que ele a podia ajudar, ele nunca prestou para nada.

     Dizia-se, desdizia-se, o importante era dar opiniões, manter conversa.

     -Havia de ser comigo, o rais ma parte se não lhe fizesse o mesmo.

     -Oh, ela tem lá força para isso, ela nem foge quando o malandro a está a zupar!

     -Realmente ela nunca foi bonita, mas agora está mesmo transformada num farrapo.

     -Numa miséria comadre, numa miséria! Cá por mim nunca vi relaxamento tão grande.

     Uns duma maneira, outros de outra, todas as opiniões se estavam a conjugar no sentido de que a vítima do “famigerado negócio” era a Virgínia.

     E o seu desmazelo e descontrolo chegaram a tal que dava o corpo indiscriminadamente e tinha os filhos de qualquer maneira e em qualquer lado! Um deles foi mesmo aparado pelo chão, nasceu junto de uma árvore, em pleno mercado, quando se deslocara à Vila para fazer compras.

                                                                                              

                                                                                                             Sá Flores

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

  

Quem corre por gosto não cansa

 

 

Sugestão de Culinária

 

Espetadas com salada verde e carnes frias

Ingredientes: 

-espetadas de peru

- alface

- cenoura

- beterraba

- pepino

- 1 limão

- fatias de queijo

- fatias de fiambre de frango

- 1 queijo fresco

- azeite

- sal

- azeitonas
 

Preparação:

 

Passo 1: Grelhar as espetadas. Fazer uma saladinha com alface, cenoura e beterraba ralada e pepino aos quadradinhos. Temperar.

 

Passo 2: No prato dispor a salada, as fatias de queijo e de fiambre, azeitonas, as espetadas e um belo queijinho fresco temperado com pimenta a gosto.

 

 

Poesia

 

“Vira-te ó Rosa

Se não viro-me eu

Teu pai é meu sogro

Teu amor sou eu.

 

Teu amor sou eu

Tu és muito minha

Tua mãe é sogra

E tu és rainha.

 

E tu és rainha

Dá-me a tua mão

Ó linda rosinha

Do meu coração.”

                                                                         Sá Flores

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

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Foto da Semana

 

Apresentação da peça de teatro “Os Nove Mandriões”, pelos alunos da

Universidade da Terceira Idade de Ferreira do Zêzere.

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publicado por IDADE MAIOR às 10:19

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

São João do Porto

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São João do Porto é uma festa popular que tem lugar de 23 para 24 de Junho na cidade do Porto, em Portugal. Oficialmente, trata-se de uma festividade católica em que se celebra o nascimento de São João Batista, que se centra na missa e procissão de São João no dia 24 de Junho, mas a festa do S. João do Porto tem origem no solstício de Junho e inicialmente tratava-se de uma festa pagã. As pessoas festejavam a fertilidade, associada à alegria das colheitas e da abundância. Mais tarde, à semelhança do que sucedeu com o Entrudo, a Igreja cristianizou essa festa pagã e atribui-lhe o S. João como Padroeiro.

Trata-se de uma festa cheia de tradições, das quais se destacam os alhos-porros, usados para bater nas cabeças das pessoas que passam, os ramos de cidreira (e de limonete), usados pelas mulheres para pôr na cara dos homens que passam, e o lançamento de balões de ar quente. Tradicionalmente, o alho-porro era um símbolo fálico da fertilidade masculina e a erva-cidreira dos pelos púbicos femininos. A partir dos anos 70, foram introduzidos os martelos de plástico que desempenham o mesmo papel do alho-porro, tendo, curiosamente, também um aspeto fálico. Nos anos 70, nas Fontainhas, vendia-se ainda, na noite de S. João, pão com a forma de um falo com dois testículos, atestando muito claramente as conotações da festa com as antigas festas da fertilidade. Existem, ainda, os tradicionais saltos sobre as fogueiras espalhadas pela cidade, normalmente nos bairros mais tradicionais; os vasos de manjericos com versos populares são uma presença constante nesta grande festa e o tradicional fogo de artifício à meia-noite, junto ao Rio Douro e à ponte Dom Luís I que faz as delícias dos milhares de residentes e visitantes que chegam de todo o mundo para assistir. O fogo-de-artifício chega a durar mais de 15 minutos, estando ao nível dos melhores no mundo, e decorre no meio do rio em barcos especialmente preparados, sendo acompanhado por música num espetáculo multimédia muito belo e digno de se ver.

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Além de tudo isto, existem vários arraiais populares por toda a cidade do Porto especialmente nos bairros das FontainhasMiragaiaMassarelos, entre outros, dando mais animação e brilho durante a noite. Nos arraiais, normalmente, existem concertos com diversos cantores populares acompanhados, quase sempre, por boa comida, em especial, o cabrito assado e mais recentemente grelhados de carnes e também sardinhas. A festa dura até às quatro ou cinco horas da madrugada, quando a maior parte das pessoas regressa a casa. Os mais resistentes, normalmente os mais jovens, percorrem toda a marginal desde a Ribeira até à Foz do Douro onde terminam a noite na praia, aguardando pelo nascer do sol.

Não se conhece com rigor quando teve início a festa do S. João do Porto. Sabe-se, pelos registos do Séc. XIV, já que Fernão Lopes, por essa altura se terá deslocado ao Porto para preparar uma visita do Rei, tendo chegado na véspera do S. João, deixou escrito na Crónica que era um dia em que se fazia no Porto uma grande festa, descrevendo-a e como era vivida pelas gentes do Porto.

É no entanto possível que essa festa fosse mais antiga, pois existia uma cantiga da época que dizia até os moiros da moirama festejam o S. João.

Era também no dia de S. João que a Câmara Municipal do Porto se reunia em Assembleia Magna, que corresponderia à atual Assembleia Municipal, reunião essa realizada no Claustro do Mosteiro de S. Domingos, pelo seu grande espaço, onde se procedia à eleição dos Vereadores e onde se tomavam as decisões mais importantes para a cidade.

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

De pá virada

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Um sujeito da pá virada pode tanto ser um aventureiro corajoso como um vadio.

A origem da palavra é em relação ao instrumento, a pá.

Quando ela está virada para baixo, é inútil não serve para nada.

Hoje em dia, “pá virada” tem outro sentido.

Refere-se a uma pessoa de maus instintos e criadora de casos ou a um aventureiro.

 

Sugestão de Culinária

 

Bolo de São João

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Ingredientes:

600gr Farinha;

180gr Frutas cristalizadas;

80gr Miolo de Noz;

80gr Manteiga amolecida;

3 Colheres sopa de açúcar;

2 Ovos;

60gr Amêndoas raladas na 1.2.3;

1dl Leite morno para dissolver o fermento padeiro (não usei);

1dl de Rum (usei Vinho do Porto);

25gr Fermento de padeiro (não usei porque a farinha já tinha fermento);

Ovo batido para pincelar (não usei);

Geleia para pincelar.

 

Preparação:

Colocar as frutas cristalizadas e os frutos secos numa tijela e regar com o Rum (ou vinho do Porto) e deixar repousar durante 20 minutos.

Deitar a farinha em cima do balcão e fazer uma cavidade ao meio. Dissolver o fermento no leite, juntar à farinha e adicionar, também, o açúcar, a manteiga amolecida e os ovos e misturar tudo muito bem com as mãos. Depois de trabalhar bem a massa, até esta se descolar do balcão, juntar a mistura das frutas com o rum e misturar muito bem. Fazer uma bola com a massa, colocar numa tijela polvilhada de farinha, cobrir com um pano por cima e deixar levedar por uma hora num sítio quente.

Passada essa hora, colocar novamente a massa no balcão polvilhado com farinha para a trabalhar mais um pouco.

Reservar um pouco da massa, moldar uma bola com a restante e colocar num tabuleiro untado com manteiga e farinha. Com a massa inicial moldar duas tiras que deverão ser colocadas por cima da bola que está no tabuleiro, em forma de cruz. Deixar novamente levedar por 50 minutos.

Pincelar com o ovo batido (não o fiz) e levar a cozer ao forno pré-aquecido a 180º por 40 minutos. Após a cozedura, retirar do forno, deixar arrefecer e pincelar com geleia a gosto.

Bom S. João!

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Poesia

 

 São João 

 

O São João é do Porto

deste Porto hospitaleiro

uma fonte de conforto

onde bebe o mundo inteiro.

 

S. João já foi a votos

e ganhou com maioria

o lema dos seus devotos

é reinar até ser dia.

 

Na noite de S. João

Ninguém consegue ser pobre!

Porque mesmo sem tostão

Baila sempre como o nobre...

 

As orvalhadas na rua

S. João sobre a cascata,

Lembram rendinhas que a Lua

Urdiu com flores de prata!

 

Meu S. João, não me caso.

Sou solteiro e estou contente...

É na mudança de vaso

Que o manjerico mais sente!...

 

Mais que santo da Igreja

É do Porto o S. João,

Cá todo o povo o festeja

Mouro, judeu ou cristão.

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

Concerto do Rui Veloso

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Poderá não haver estrelas no céu durante os próximos dias. Mas vai haver muitas a brilhar nos Aliados durante os Concertos na Avenida, que se iniciam a 19 de junho e se prolongam até à maior e mais festiva noite do ano. E uma das maiores será seguramente Rui Veloso, que após quase dois anos de pausa nos espetáculos ao vivo, regressa à sua cidade para festejar 35 anos de carreira, dia 20, nos Aliados.

Neste concerto gratuito, o "pai do rock português" irá também assinalar outra data: os 25 anos do lançamento do seu quinto álbum de estúdio, Mingos & Os Samurais. Lançado em 1990, o disco vendeu mais de 200 mil exemplares e esteve durante 24 semanas no primeiro lugar do top de vendas em Portugal.

           

Do álbum, galardoado com sete discos de platina, fazem parte temas como "Paixão" e "Não há estrelas no céu", entre outros sucessos que serão revisados pelo cantor no próximo sábado, na principal sala de visitas da cidade.

           

Os Concertos na Avenida iniciam-se com os D.A.M.A (a 19 de junho) e seguem depois com as atuações de Rui Veloso, (a 20 de junho), dos Deolinda (a 21 de junho), António Zambujo (a 22) e José Cid (na noite de São João, de 23 para 24).

  

Foto da Semana

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 Caminhada da Ribeira de V.N. de Gaia a Lavadores/Casa Branca

publicado por IDADE MAIOR às 09:55

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Conto Popular “O Corno”

 

     -Uma determinada senhora casada tinha um amante, encontrando-se com ele na casa onde morava.

     Para ele saber quando o marido dela não estava, combinaram entre si um sinal que constava da colocação dum corno num determinado sítio em cima do telhado.

     Ora certa noite, quando o marido se encontrava com ela na cama, começou a ouvir-se um grande “arrojeiro” em cima do telhado.

     O marido, ao ouvir aquele barulho tão estranho, disse:

     -Óh mulher, mas que raio é aquilo!

     -Óh homem, são as almas do outro mundo, eu vou já fazer uma reza para eles se afastarem.

 

“Almas do outro mundo

do céu venha o socorro

     eu tenho o meu homem na cama

               e esqueci-me de tirar o corno.”            

                                                                                                                  Sá Flores

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Falar é fácil, fazer é que é difícil.

 

Sugestão de Culinária

 

Salada de Atum e Delicias do Mar

Ingredientes: 

4 Batatas cozidas

1 Lata de atum

6 Palitos de delicias do mar

1 Cebola pequena

1 Cenoura

1 Ovo cozido

1 Colher de sopa de vinagre de vinho

3 Colheres de sopa de maionese

Uma pitada de coentros

Uma pitada de pimenta

Uma pitada de sal

 

Preparação:

 

Abre a lata de atum e deixa este escorrer, retira os palitos de delícias do mar para fora para descongelar.

Pica a cebola e os coentros, junta numa tigela grande, depois adiciona o atum e as delicias do mar cortadas em cubos, corta as batatas e a cenoura e junta também na tigela, seguido do ovo picado, prova e tempera com um pouco de sal e pimenta se necessário.

Agora à parte junta a maionese com o vinagre e depois junta esta à tigela, mistura bem e está pronto a servir.

Pode ser comido assim morno ou deixar arrefecer e comer frio.


  

Poesia

 

O importante da amizade

 

O importante da amizade não é conhecer o amigo;

e sim saber o que há dentro dele!...

 

Cada amigo novo que ganhamos na vida, nos aperfeiçoa

e enriquece, não pelo que nos dá, mas pelo

quanto descobrimos de nós mesmos.

 

Ser amigo não é coisa de um dia. São gestos, palavras,

sentimentos que se solidificam no tempo

e não se apagam jamais.

 

O amigo revela, desvenda, conforta.

É uma porta sempre aberta em qualquer situação.

 

O amigo na hora certa, é sol ao meio dia,

estrela na escuridão.

 

O amigo é bússola e rota no oceano,

porto seguro da tripulação.

 

O amigo é o milagre do calor humano

que Deus opera no coração.

 

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

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Foto da Semana

 

Apresentação do Livro “DAR” da Universidade da Terceira Idade de Ferreira do Zêzere, onde tivemos a honra da presença do

Dr. Bagão Félix e do Presidente da RUTIS Dr. Luís Jacob.

A bordo do Barco de São Cristóvão, desfrutando de um passeio turístico ao longo do Rio Zêzere.

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publicado por IDADE MAIOR às 09:37

16
Jun 15

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Lenda “A Moura”

 

     Era ali, na loja do tio Décio, que toda a gente se juntava.

     Na parte de baixo os que mais gostavam de beber e falar, em cima, separados por uma enorme e espessa parede, os jogadores de cartas e do burro, e ainda do lado de fora, no pátio, aqueles que gostavam de jogar ao chinquilho.

     Vendia-se de tudo ali.

     Foi também em casa do tio Décio que existiu a primeira telefonia do lugar; tinha tamanho monstruoso, funcionava por intermédio da bateria de um carro e juntavam-se à volta dela dezenas de pessoas a ouvir, sobretudo a missa e os relatos desportivos.

   Na casa do tio Décio acontecia de tudo: cantava-se, narravam-se praticamente todas as passagens do quotidiano e até se davam “lições de história”, cujos intervenientes eram dois irmãos, o Joaquim e o José Pegas, excelentes marceneiros de profissão. A tecnologia do tempo era serra braçal, martelo, formão e a arte, muita arte, que fazia sair das suas mãos medidas, portas, mobílias, tudo em madeira, muito bem trabalhado e aferido. À noite, os dois irmãos iam também beber o seu copo à loja do tio Décio, e que agradável era ouvi-los quando estavam já meio “borrachos”! Sabiam a História de Portugal de ponta a ponta e a troco de um tostão de vinho relatavam-na tal qual como se encontrava nos livros.

     Negócios, adivinhas, contractos de homens e mulheres à jorna e outras coisas que mal nos passam pela cabeça, tudo acontecia na casa do tio Décio. Foi lá que tudo começou:

     -Já te disse, era lá no poço escuro que uma Moura tomava banho, e ninguém mais lá mete o cu naquela água, sobretudo na parte mais funda, aquele que o fizer sujeita-se a ficar lá, como já aconteceu a alguns. Cá de fora vê-se bem o remoinho que a água faz, aquele que lá cair é engolido, desaparece imediatamente através de um túnel que ninguém sabe onde vai dar nem o que lá por dentro.

     -Oh, tio André, você a contar histórias ganha ao Bocage! Há-de dizer-me onde é que fica esse poço escuro que é para eu lá ir abraçar a Moura.

     -Tu também o que tens é garganta, mas se lá fosses ficavas sem ela num instante.

     -Ah sim! Olhe lá, você quer fazer uma aposta comigo?

     -Ah pois quero, nem é tarde nem é cedo, vinte escudos para o que ganhar.

     Esta conversa desenrolava-se lá em baixo na adega entre o André da Rosa e o João da Perdida. Entre eles a diferença de idade era grande, o André da Rosa andava pelos sessenta anos, enquanto o João da Perdida não passava dos trinta e cinco.

     Tal e qual como a idade, também as vivências eram diferentes. O André da Rosa nunca tinha saído dali, enquanto o João da Perdida já tinha trabalhado pelo país todo e até em Espanha.

     -Está arrumado.

     Fizeram uma cruz no chão, meteram o dinheiro na mão duma das testemunhas e combinaram ir lá no domingo seguinte.

     Era um rancho considerável. E, para encurtar caminho, desceram os Outeiros pelo lado do poente, precisamente pela parte mais íngreme, onde o caminho era aos esses até chegar à várzea.

Quando se atingia o sopé da montanha dava gosto olhar-se em redor para se desfrutar de uma paisagem ímpar, constituída ao cimo pelo azul do céu, ao lado pelo verde dos pinheiros e do mato, pelo amarelo da flor da carqueja e das acácias, e ali aos nossos pés um ribeiro a correr suavemente com a água a espelhar-se nas pedras soltas, parecendo dançar com elas uma valsa de Chopin interpretada pelos esguios canaviais que circundavam todo o leito.

     Depois, um pouco mais além, encontra-se uma azenha, depois outra, e logo a seguir, como imponentes sentinelas para manter o respeito e a vigilância por aquela deslumbrante e preciosa aguarela natural, lá estão, frente a frente, os Penedos da Moura e da Bica. Depois, tinha-se o Penedo do Galo, da Batata, as casinhas da velha da Cabrieira, a Cova das Mortinheiras, a casa do Silva, os casarões onde dizem terem vivido pessoas muito ilustres, a serra do Poio, etc., etc..

     Todo o caminho era agreste e estreito, parecendo uma serpente ondulante a seguir o ribeiro com idênticas características.

     -Alto lá, próximo do poço escuro, mais propriamente na laje. A partir dali não havia nenhum caminho. Tinha de escorregar-se pelo desfiladeiro, vigiado de perto por uma cascata deslumbrante cuja água fazia lembrar roupa a corar ao sol balanceada suavemente pelo vento.

     -É aqui.

     O poço escuro situava-se mesmo no fim do desfiladeiro, a seguir a uma represa que através de uma levada alimentava uma azenha construída na encosta da serra, a alguns metros de distância.

     Tratava-se de um pequeno lago, estreito, meio coberto com salgueiros e estevas, não aparentando à primeira vista nada de tenebroso, a não ser a água muito escura.

     -Vês, acolá naquele canto, aquele remoinho, aquela água a mexer? É ali que está o perigo.

     -Bem, a aposta está feita, não é verdade?

     -O dinheiro encontra-se na mão das testemunhas.

     Primeiramente o João da Perdida despiu-se. Depois olhou em seu redor, tirou do pequeno saco de pano uma corda, foi amarrá-la a um pinheiro que se encontrava próximo e depois atou a outra ponta por debaixo dos braços.

   -Nem isso te vai salvar, vais ver! Mas fique bem assente, eu não sou responsável por nada. Ouviste? Olha que eu não tenho nenhuma responsabilidade.

     O João da Perdida dá uns passos, coloca-se em cima de uma pedra, respirou fundo e atirou-se para a água.

     O João era magro, baixo, tinha o peito bastante largo e uma caixa toráxica que mais parecia o fole de um ferreiro.

     -Já está, já lá ficou, cá para mim é melhor puxarem a corda – dizia o tio André, ao ver que o João não aparecia à tona da água.

     Já ganhei, botem para cá os vinte escudos. Já lhe partiram a corda, vejam que ela já nem mexe.

     Mas o João sabia o que estava a fazer, nadava bem, aguentava-se debaixo de água quase como um cágado.

     -Ei! Oh tio André que bonita é a Moura! Já lhe dei dois beijos, um abraço e vou-me casar com ela – dizia o João ao mesmo tempo que dava uma gargalhada e nadava por todo o espaço do poço escuro.                                                                                                                                                                                                                                                                                                               Sá Flores

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Em Junho foice em punho.

Sol de Junho madruga muito.

Junho calmoso, ano formoso.

Junho chuvoso, ano perigoso.

Junho floreio, paraíso verdadeiro.

Junho quente, Junho ardente.

A Chuva de São João, bebe o vinho e come o pão

 

Sugestão de Culinária

  

Entrecosto assado no forno

Ingredientes:

1,200 kg de entrecosto

750 g de batatas

3 dentes de alho

1 dl de azeite

1,5 dl de vinho branco

3 colheres (sopa) de massa de pimentão

Sumo de 1 laranja

Sumo de 1 limão

1 folha de louro

Salsa q.b.

Sal e pimenta q.b.

 

Preparação:

Arranje o entrecosto, corte-o em pedaços em coloque-os numa tigela.

À parte, misture a massa de pimentão, o vinho branco, o sumo de laranja, o sumo de limão, os dentes de alho picados, a folha de louro partida e tempere com sal e pimenta.

Junte esta mistura ao entrecosto, envolva bem e deixe marinar durante 1 hora.

Ligue o forno a 170 graus.

Disponha o entrecosto num tabuleiro de forno com metade da marinada, regue-o com o azeite e leve ao forno durante 15 minutos.

Descasque e lave as batatas, corte-as em quartos, junte-os ao tabuleiro da carne, rectifique de sal e pimenta, envolva e deixe cozinhar aproximadamente 30 minutos, mexendo de vez em quando para que fique com uma assadura uniforme. Se necessário, vá regando com o resto da marinada.

Quando estiver cozinhado, retire do forno e sirva polvilhado com salsa picada a gosto.

Pode acompanhar com salada e gomos de laranja.

  

Poesia

 

Erguida nessa Colina

Belo Hino à Natureza

Desce até à campina

Sem deixares de ser princesa.

 

Caminha feita na geira

Olhar posto no Suão

P´ra teres água na leira

Celeiro nobre de pão.

                                                                                                    Sá Flores

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

  

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Foto da Semana

 

As alunas da disciplina de Artes Decorativas participam no workshop de sabonetes

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publicado por IDADE MAIOR às 11:53

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Correr o Fado

 

Em tempos antigos, um rapaz que trabalhava como criado para um lavrador chegava a certa hora do dia e ficava muito cansado e triste.

Foi então que o patrão reparou que o rapaz não andava bem e perguntou-lhe o que se passava.

O rapaz não queria falar, mas como estava desesperado e confiava no patrão, contou-lhe que nas noites de lua cheia se transformava em lobisomem e que também corria o fado.

Isto porque nesse tempo ouvia-se falar que, se o sétimo filho não se chamasse Adão ou Eva, conforme fosse rapaz ou rapariga, mais tarde iria correr o fado e transformava-se em lobisomem.

Como os pais do rapaz assim não o fizeram, o triste fado aconteceu-lhe.

O lavrador, com pena do rapaz, prometeu ajudá-lo. Perguntou-lhe por onde passava quando corria o fado.

O rapaz disse-lhe que tinha de passar sete montes, sete pontes e sete fontes.

O lavrador, numa noite de lua cheia, esperou na sétima fonte com uma foice bem afiada e ficou à espera do rapaz.

Quando o avistou transformado em lobisomem, deu-lhe um golpe com a foice e o lobisomem sangrou transformando-se no pobre rapaz.

O lavrador reparou que ao rapaz lhe faltava um dos dedos. Era a marca da foice.

Foi desta maneira que o rapaz deixou de correr o fado e de se transformar em lobisomem.

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Para Inglês Ver

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 A expressão surgiu por volta de 1830, quando a Inglaterra exigiu que o Brasil aprovasse leis que impedissem o tráfico de escravos.

No entanto, todos sabiam que essas leis não seriam cumpridas.

Assim, elas teriam sido criadas apenas “para inglês ver”.

Foi assim que surgiu a expressão.

 

 

Sugestão de Culinária

 

Sobremesa da Avó

Ingredientes:

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Bananas

Peros

Açúcar

Canela 

Gelado 

 

Preparação:

Pegamos num tabuleiro e colocamos 3 bananas cortadas ao meio, 4 peros cortados em 4 com a casca. Disponham pelo tabuleiro. Por cima de tudo colocar açúcar a gosto e canela.

Levar ao forno a 200 graus. Quando as frutas já tiverem a ficar meladas retirar do forno.

Colocar numas taças e por cima da fruta o gelado.

PS: O gelado pode ser de baunilha não de vários sabores.

 

Poesia

 

Abraça-te a mim!

 

Abraça-te a mim!

Escuta o bater do meu coração

Bem dentro de mim!...

É por ti que bate com paixão.

 

Abraça-te a mim!

Deixa-me sentir o teu calor

Tão perto de mim!...

E eu vou transmitir-te o meu amor.

 

Abraça-te a mim!

Sussurra meu nome com carinho;

Di-lo só p´ra mim!...

Com sempre fazes de mansinho.

 

Abraça-te a mim!

Não deixes escapar o momento;

Fiquemos assim!...

O meu ser inteiro é sentimento.

 

Abraça-te a mim!

Juntinhos, os dois, vamos sonhar;

Feitiço sem fim!...

Pode o mundo mesmo acabar.

 

                        Maria Luísa Osório

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

Museu Nacional de Soares dos Reis

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Museu Nacional Soares dos Reis está instalado no Palácio dos Carrancas, na freguesia de Miragaia, na cidade e Distrito do Porto, em Portugal. Trata-se de um museu de belas artes, artes decorativas e arqueologia.

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O chamado Museu Portuense, também conhecido por Ateneu D. Pedro IV, foi fundado em 11 de Abril de 1833 por decreto do rei Pedro IV de Portugal. Constitui-se, assim, como o mais antigo museu público de arte de Portugal. O museu foi primeiramente instalado no edifício do Convento de Santo António da Cidade, atual edifício da Biblioteca Pública Municipal do Porto, em Santo Ildefonso. A galeria de exposição permanente do museu ocupava o antigo refeitório dos monges capuchos, situado no rés-do-chão do edifício. No andar superior situava-se uma sala destinada ao estudo e exposições temporárias.

Em 1911, o museu passou a designar-se Museu de Soares dos Reis em homenagem aquele escultor portuense. Grande parte do espólio do escultor faz parte da coleção do Museu, sendo talvez a obra mais emblemática a escultura em mármore de nome O Desterrado.

Em 1940, o Estado adquiriu à Santa Casa de Misericórdia o Palácio dos Carrancas para o qual muito contribuiu o empenho do seu então diretor, Vasco Valente.

Concluídas as obras de adaptação do novo edifício, com projeto do engenheiro Fernandes Sá, o museu foi inaugurado em 1942. À época, as alterações mais notáveis consistiram na transformação das oficinas da antiga fábrica em galeria com iluminação zenital, destinada à pintura. Assim como, a criação de outra galeria, desta feita de escultura, para alojar a obra de Soares dos Reis.

Durante a década de 1940, o Museu foi enriquecido com as coleções do Museu Municipal. De museu clássico, de Belas-Artes, passou a museu misto, incorporando as chamadas artes decorativas, que assentavam bem a um Porto industrial.

Sob a direção do escultor Salvador Barata Feyo, na década de 1950, o Museu adquiriu obras de pintura e escultura a jovens artistas.

Em 1992, na sequência da criação do Instituto Português de Museus, o Museu Nacional Soares dos Reis iniciou um projeto de remodelação e expansão, da autoria do arquiteto Fernando Távora, concluído em 2001.

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O acervo do museu contabiliza cerca de 13000 peças, das quais 3000 são pinturas. As restantes, distribuem-se por coleções de escultura, gravura, artes decorativas (mobiliário, faiança, porcelana, vidros, ourivesaria, joalharia, têxteis) e coleções arqueológicas.

 

 Foto da Semana

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 Vista do lado de Vila Nova de Gaia para a Ribeira do Porto

publicado por IDADE MAIOR às 11:25

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Lenda da Princesa Fátima

Fátima era uma jovem e bela princesa moura, filha única do emir.

Este escondia-a dos olhos dos homens numa torre ricamente mobilada.

Fátima tinha por companhia apenas as aias. Apesar de estar prometida a seu primo Abu, o destino quis que Fátima se apaixonasse pelo cristão Gonçalo Hermingues, o cavaleiro poeta conhecido como "Traga-Mouros".

Nas suas cavalgadas pelos campos, Gonçalo via a bela princesa à janela da torre. Sabendo que a princesa iria participar no cortejo da Festa das Luzes, preparou uma cilada de amor.

Os cristãos, liderados pelo "Traga-Mouros", apareceram na festa e raptaram Fátima. Abu partiu com os seus homens em perseguição dos cristãos.

A luta entre os dois revelou-se fatal para o rico e poderoso Abu. Como recompensa pelos prisioneiros mouros, Gonçalo Hermingues pediu a D. Afonso Henriques licença para se casar com a princesa Fátima, a que o rei acedeu com a condição de esta se converter.

A região que primeiro acolheu os jovens viria a chamar-se Fátima. O local onde se instalaram definitivamente ficou conhecido por Vila de Ourém, cuja origem está no nome cristão da princesa, Oureana.

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

  

Guardado em Sete Chaves

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 No século XIII, os reis de Portugal adotavam um sistema de arquivamento de jóias e documentos importantes: um baú que possuía quatro fechaduras.

Cada uma destas chaves era distribuída a um alto funcionário do reino. Portanto, eram apenas quatro chaves. Mas o número sete passou a ser utilizado em razão de seu valor místico, desde a época das religiões primitivas.

Assim, começou-se a utilizar o termo “guardar a sete chaves” para designar algo muito bem guardado.

 

Sugestão de Culinária

 

Lulas com Molho de Mostarda

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Ingredientes:

1kg de lulas limpas

100g de bacon

1 cebola pequena

3 dentes de alho

200ml de natas (creme de leite)

4 colheres de sopa de mostarda

1 colher de sopa de polpa de tomate

Sal e azeite q.b.

 

Preparação:

Num tacho largo colocar a cebola e os alhos picados.

Regar com um fio de azeite e levar ao lume a refogar.

Quando começar a alourar juntar o bacon em tiras finas e deixar fritar um pouco.

Juntar as lulas partidas em rodelas, temperar com um pouco de sal e acrescentar a mostarda e a polpa de tomate.

Deixar cozinhar por 10 minutos. Juntar o pacote de natas, envolver bem e deixar cozinhar mais 10 minutos. Está pronto! Acompanhamos com arroz branco.

  

Poesia

 

As Pessoas Sensíveis

 

As pessoas sensíveis não são capazes

De matar galinhas

Porém são capazes

De comer galinhas

 

O dinheiro cheira a pobre e cheira

À roupa do seu corpo

Aquela roupa

Que depois da chuva secou sobre o corpo

Porque não tinham outra

O dinheiro cheira a pobre e cheira

A roupa

Que depois do suor não foi lavada

Porque não tinham outra

 

“Ganharás o pão com o suor do teu rosto”

Assim nos foi imposto

E não:

“com o suor dos outros ganharás o pão.”

 

Ó vendilhões do templo

Ó construtores

Das grandes estátuas balofas e pesadas

Ó cheios de devoção e de proveito

 

Perdoai-lhes Senhor

Porque eles sabem o que fazem.

 

                                    Sophia de Mello Breyner Andresen

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

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Sea Life Center é um aquário de acesso público, construído e explorado pelo grupo Merlin Entertainments.

É o 30.º aquário da cadeia Merlin Entertainments.

Está localizado no Parque da Cidade do Porto, junto à Praça de Gonçalves Zarco e ocupa uma área de cerca de 2400 metros quadrados, albergando cerca de 5800 criaturas marinhas, pertencentes a mais de cem espécies diferentes, em 31 aquários.

Em exibição estão tubarões  (de pontas negras, zebra e enfermeiro), raias, cavalos-marinhos e exemplares de peixes tropicais, além de espécies indígenas do rio Douro como os barbos, as trutas, as carpas e os vairões.

O maior dos aquários - o "Reino do Neptuno" - tem um túnel que os visitantes podem atravessar .

Abriu ao público a 15 de junho de 2009.

 

Foto da Semana

 

Tertúlia na Universidade Sénior de Gondomar

Realizada no dia 30 de Maio de 2015

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publicado por IDADE MAIOR às 11:10

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Lenda “A coisa Má”

     A Cabrieira, que hoje não passa de um local estéril, totalmente despovoado, onde praticamente só abundam mato, pedras, alguns pinheiros e uma poluição ameaçadora, usufruíra outrora uma situação diferente, totalmente antagónica da actual.

     Por ali são ainda bem visíveis vestígios de humanização, como oliveiras, pedaços de hortas, uma ou outra azinheira que, embora de origem natural mereceram o cuidado do homem, chegando mesmo a fazer parte significativa da rica floresta por ali existente, e fundamentalmente paredes em ruinas, onde nasceu, viveu e morreu muita gente.

     Não tem esta minha afirmação referência ou alguma analogia com os povoados que nela estavam inseridos, como por exemplo o Rebelo, o Vailongo, etc., mas sim a casas isoladas construídas essencialmente junto à ribeira.

     Também o imenso mato e a acentuada poluição que por ali abunda nos revela bem esse grau de desumanização, uma vez que as muitas pessoas que por ali pescavam e totalmente banho, e os numerosos rebanhos que por ali pastavam, não permitiam tal degradação.

     A diversidade de histórias que se narram com origem na Cabrieira davam sobejamente para elaborar um longo e interessante trabalho somente a ela dedicado, o que demonstra bem quão belas e ricas foram as vivências que por ali tiveram lugar.

     Por aqui e por agora, vou apenas debruçar-me sobre um acontecimento relacionado com o penedo do galo.

     Depois de passar o penedo da Bica, e continuando junto á ribeira, temos a cerca de trezentos metros, localizado no lado oposto, sensivelmente a meio de serra, o penedo do Galo. Trata-se de uma rocha de tamanho considerável, com a particularidade de possuir uma pequena reentrância.

     Derivado ao seu isolamento e maus acessos, ninguém ali se deslocava, a não ser algum curioso que gostasse de aventuras e do desconhecido.

     Consta que certo dia, durante uma trovoada, em que o céu vomitava línguas de fogo e a chuva inundava tudo, um pastor, ao ser surpreendido por esse temporal, nele se foi recolher.

     Mas em virtude da chuva, relâmpagos e trovões de uma intensidade e abundância surpreendentes, o pastor, para se livrar dessa tempestade, ia-se encostando à cratera, parecendo a certa altura ter ouvido algo semelhante a pequenos gemidos.

     De início e talvez derivado à grande preocupação de que nada acontecesse ao rebanho, o que obrigava a que estivesse em constante movimento, para vigiar e contar as cabeças, não deu muita importância ao que parecia ter ouvido.

     Depois, e quando a trovoada serenou, a coisa aí mudou de feição, eram mesmo gemidos que vinham do interior da caverna, gemidos que pareciam exactamente choro de pessoa.

     O pastor não era de muitos medos, e depois de ir dar uma volta para juntar e contar o rebanho, voltou ao local disposto a pôr fim aquela situação.

     Só que, quando chegou junto ao penedo e bateu com o cajado duas ou três vezes no chão, pernas para que vos quero, faltando-lhe até a voz para chamar o rebanho!

     Chegando ao povoado, e por não ser usual ele recolher tão cedo, toda a gente se admirou:

     -Então que se passa, estás doente? Aconteceu-te alguma coisa com o mau tempo?

     Mas o pobre pastor não respondia, nem voz tinha para responder.

     -Mas o que é que se passa, homem? Foste mordido por alguma víbora, por algum lacrau?

     -Tia Maria, Deus nos livre, se fosse isso ninguém o segurava com dores!

     E perante o silêncio do pastor, as pessoas começaram a juntar-se à sua volta.

     -Mas, espera lá, ele está branco, branco como a cal da parede! Ó homem, desembucha, fala!

     -Ó tia Maria, ele deve ter-se assustado com a queda de algum raio, o melhor é fazer-lhe um chá de pele de cobra e meter-lho pela boca abaixo.

     -Na, na quero cá, cá chá, não quero co…co…coisa nenhuma. Eu só quero que me deixem, que me deixem, mais nada!

     E depois de tanta persistência, o pastor, com medo que lhe fizessem para ali alguma que ele não gostasse, não teve outro remédio senão revelar o acontecido.

     -Rapaz, gemidos tens tu na pinha, mas é!

     -Diga-lhe que sim, diga-lhe que sim, eu é que sei.

     -O rás ma parta se eu não vou lá ver o que é! Eh, rapaziada, quem é que quer vir comigo?

     -Ê, ê, posso ir.

     E lá foram, armados de foice e forquilha, aqueles que eram considerados os dois homenzarrões lá do sítio.

     Chegados junto do penedo, puseram-se lado a lado a olhá-lo, fazendo incidir toda a sua atenção no tão falado buraco:

     -Ele é parvo!

     -Parvo e bem parvo, nem uma mosca se ouve aqui, quando mais gemidos!

     -Gemidos, coisa má, tem ele mas é na cabeça, eu já lhe digo como é.

     Mas, quando o mais destemido avança para junto do penedo, desata aos berros e cai desamparado no chão sem dizer nem ai, nem ui. O outro desta a correr, caindo e levantando-se sucessivamente, surpreendido e assustado com os muitos e enormes morcegos e a respectiva chiadeira que eles faziam ao saírem da reentrância.

     -Realmente, o rapaz tinha razão, os gemidos daquela bicharada pareciam mesmo o diabo!

     -É verdade, na minha vida nunca assisti a nada igual, ainda sinto os cabelos em pé! – Comentavam a alguns metros do local os dois “audazes”, totalmente rendidos ao susto provocado pela praga dos morcegos.

                                                                                     Sá Flores

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Com a verdade me enganas.

 

Sugestão de Culinária

A MINHA SALADA DE FRANGO (4 Pessoas)

 

Ingredientes: 4 Bifes de Frango;

                       2 Cebolas médias;                       

                       4 Tomates;                       

                       4 Ovos;

                       3 Colheres de sopa de Azeite;   

                       1 colher de sopa de massa de alho;  

                       1 Alface média;

                       1 lata de Cogumelos laminados;

                        8 Colheres de Maionaise Light.(opção)

Preparação:

 Em 4 Pratos prepare a alface bem lavada e cortada em pedaços.

Junte em cada prato um tomate cortado em gomos pequenos.

Adicione em cada um meia cebola às lascas bem finas e reserve.

Coza os Ovos e, depois de cozidos e descascados, corte-os em rodelas, um por prato sobre a salada. 

Numa Frigideira aqueça o Azeite juntando a Massa de alho.

Corte os bifes de Frango em tiras finas e passe bem no Azeite quente.

Junte os Cogumelos bem escorridos e deixe apurar com o frango mexendo bem.

Distribua em 4 porções iguais em cada prato o frango com os Cogumelos sobre a salada e os Ovos às rodelas.

Pode pôr 2 Colheres de Maionese Light sobre cada Prato.

 

Poesia

 

Nos teus campos perfumados

de carqueja e rosmaninho

dá gosto andar p´lo caminho,

despejar nossos cuidados

nos penhascos enfeitados

nos pinheiros e cravinas

nas tuas lindas meninas…

e castelos bem fadados.

Na verdura dos teus prados

no teu rio cristalino

onde mergulha o destino

de quem te ama a valer

e sofre por não te ver,

senhora dóutros cuidados!.

      

                                   Sá Flores

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

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 Foto da Semana

Alunos e professores participaram no projecto do

CAI Cavaquinho Recorde Mundial do Guiness 6 6 2015

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publicado por IDADE MAIOR às 10:57

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

O Galo de Barcelos

Símbolo de Portugal

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Um dos símbolos de Portugal é o Galo de Barcelos. 

Todas as lojas de souvenirs tem um galinho à venda, tornando-o uma das lembranças turísticas mais populares e procuradas no país. 

O que eu não sabia, é que como eu, muitos portugueses também não conheciam a lenda. Então deixo aqui, a famosa lenda que associa o Galo de Barcelos à sorte e à felicidade.

 

Esta é a lenda:

Há muitos séculos atrás um peregrino ia a caminho de Santiago de Compostela (Espanha) e foi acusado de um crime ao sair de Barcelos. Apesar de sua inocência e honestidade, foi incapaz de se defender satisfatoriamente e o juiz condenou-o à forca. O peregrino voltou a afirmar a sua inocência e, perante a incredulidade dos habitantes do burgo, apontou para um galo assado que estava sobre a mesa exclamando: “É tão certo eu estar inocente, como certo é esse galo cantar quando me enforcarem”. Risos e comentários não se fizeram esperar, mas, pelo sim ou pelo não, ninguém tocou no galo.

O que parecia impossível tornou-se então realidade…

Quando o peregrino estava a ser enforcado, o galo assado ergueu-se na mesa e cantou. Neste instante ninguém mais duvidou das afirmações de inocência do condenado.

O Juiz corre à forca e com espanto vê o pobre homem com a corda ao pescoço, mas o nó laço impediu o estrangulamento. Imediatamente solto, foi deixado em paz.

Passados anos o peregrino voltou a Barcelos e fez erguer o monumento, o” Senhor do Galo”, em louvor a Virgem e a São Tiago. Este monumento pode ser visto no Museu Arqueológico Municipal.

 

Sabia que…

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o Dia Mundial da Criança não é só uma festa onde as crianças ganham presentes.

É um dia em que se pensa nas centenas de crianças que continuam a sofrer de maus tratos, doenças, fome e discriminações (discriminação significa ser-se posto de lado por ser diferente).

Sabias que o primeiro Dia Mundial da Criança foi em 1950?

Tudo começou logo depois da 2ª Guerra Mundial, em 1945. Muitos países da Europa, do Médio Oriente e a China entraram em crise, ou seja, não tinham boas condições de vida.

As crianças desses países viviam muito mal porque não havia comida e os pais estavam mais preocupados em voltar à sua vida normal do que com a educação dos filhos. Alguns nem pais tinham!

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Como não tinham dinheiro, muitos pais tiravam os filhos da escola e punham-nos a trabalhar, às vezes durante muitas horas e a fazer coisas muito duras.

Sabia que mais de metade das crianças da Europa não sabia ler nem escrever? E também viviam em péssimas condições para a sua saúde.

Em 1946, um grupo de países da ONU (Organização das Nações Unidas) começou a tentar resolver o problema. Foi assim que nasceu a UNICEF.

Mesmo assim, era difícil trabalhar para as crianças, uma vez que nem todos os países do mundo estavam interessados nos direitos da criança.

Foi então que, em 1950, a Federação Democrática Internacional das Mulheres propôs às Nações Unidas que se criasse um dia dedicado às crianças de todo o mundo.

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Este dia foi comemorado pela primeira vez logo a 1 de Junho desse ano!

Com a criação deste dia, os estados-membros das Nações Unidas, reconheceram às crianças, independentemente da raça, cor, sexo, religião e origem nacional ou social o direito a: - Afeto, amor e compreensão; - Alimentação adequada; - Cuidados médicos; - Educação gratuita; - Proteção contra todas as formas de exploração; - Crescer num clima de Paz e Fraternidade universais.

Sabia que em só nove anos depois, em 1959 é que estes direitos das crianças passaram para o papel?

A 20 de Novembro desse ano, várias dezenas de países que fazem parte da ONU aprovaram a "Declaração dos Direitos da Criança". Trata-se de uma lista de 10 princípios que, se forem cumpridos em todo o lado, podem fazer com que todas crianças do mundo tenham uma vida digna e feliz.

Claro que o Dia Mundial da Criança foi muito importante para os direitos das crianças, mas mesmo assim nem sempre são cumpridos.

Então, quando a "Declaração" fez 30 anos, em 1989, a ONU também aprovou a "Convenção sobre os Direitos da Criança", que é um documento muito completo (e comprido) com um conjunto de leis para proteção dos mais pequenos. Esta declaração é tão importante que em 1990 se tornou lei internacional!

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

O pior cego é o que não quer ver

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Em 1647, em Nimes, na França, na universidade local, o doutor Vicent de Paul D’Argenrt fez o primeiro transplante de córnea em um aldeão de nome Angel.

Foi um sucesso da medicina da época, menos para Angel, que assim que passou a enxergar ficou horrorizado com o mundo que via. Disse que o mundo que ele imagina era muito melhor. Pediu ao cirurgião que arrancasse seus olhos.

O caso foi acabar no tribunal de Paris e no Vaticano. Angel ganhou a causa e entrou para a história como o cego que não quis ver. Atualmente, o ditado se refere a alguém que se nega a admitir um fato verdadeiro.

 

Sugestão de Culinária

Gelado Frito

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Ingredientes:

Gelado Baunilha – 4 Bolas

Ovo – 1

Farinha – 80gr

Água – 60ml

Bolo – 150gr (Brioche, Bolo, Coco ou Pão)

 

Preparação:

Começa por fazer 2 bolas compactas de gelado, embrulha cada uma em película aderente e volta a por no congelador para endurecer (de preferência de um dia para outro).

Tritura o bolo, brioche ou pão até ficar em migalhas, é preferível algo doce para a camada exterior, mas podes usar qualquer uma destas coisas serve, aliás é uma oportunidade para experimentar combinações, guarda a parte.

Numa tigela a parte mistura o ovo, a farinha e a água até obteres uma massa.

Depois das bolas de gelado ficarem duras, passa cada uma pela massa e depois pelas migalhas, repete isso mais uma vez, para criares uma camada espessa de pelo menos meio centímetro de  espessura, volta a levar as bolas ao congelador para endurecer (de preferência de um dia para outro).

Quando for altura de fazer as bolas de gelado frito, aquece óleo num tacho/frigideira ou fritadeira com pelo menos 8 cm de altura de óleo, este deve estar bem quente. Mergulha as bolas de gelado no óleo e frita até o exterior ficar bem dourado (não demora muito tempo, menos de 1 minuto), como o gelado e a cobertura já estão cozinhados é só preciso dourar.

Serve as bolas com caramelo claro ou mel.

  

Poesia

 

Poema a Gondomar

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Eu vi nascer o sol do Monte Crasto,

Inebriei minh´alma de beleza;

Dediquei um pensamento puro e casto

A esta linda terra portuguesa.

 

Gondomar, que eu aprendi a amar

Tal como és,

Com defeitos e virtudes;

Acolheste meu sorrir e meu chorar,

Respeitaste de meu jeito de atitudes.

 

Do cimo de teu monte, com carinho,

Passeio o meu olhar pelo rio Douro,

Que te banha e acaricia de mansinho,

Aliciando o teu coração de ouro.

 

Esse lindo coração bem trabalhado

Na filigrana da tua ourivesaria:

Quem é que alguma vez te tendo amado,

Indiferente a tal beleza ficaria?

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Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

Casa da Música no Porto

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Casa da Música é a principal sala de concertos do Porto, em Portugal.

Foi projetada pelo arquiteto holandês Rem Koolhaas, como parte do evento Porto Capital Europeia da Cultura em 2001(Porto 2001), no entanto, a construção só ficou concluída em 2005, transformando-se imediatamente num ícone da cidade.

Embora o concerto do dia de abertura ocorresse no dia 14 com os Clã e Lou Reed o espaço só foi inaugurado no dia 15 de abril de 2005, pelo presidente da República Jorge Sampaio. O primeiro-ministro, políticos e a sociedade do Porto estiveram presentes para o concerto, dado pela Orquestra Nacional do Porto.

  

Foto da Semana

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 XX Encontro de Grupos Musicais em Vila Pouca de Aguiar

(Tuna da Universidade Sénior de Gondomar)

publicado por IDADE MAIOR às 10:39

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Sugestão de Culinária

Delícia de Chocolate

 

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Ingredientes:

200 g de açúcar

250 g de chocolate de culinária

1050 g de manteiga

6 ovos

50 g de farinha

 

Preparação: 

Derreta o chocolate com a manteiga

Bata as gemas com o açúcar, acrescentando depois o chocolate e a manteiga derretidos.

Adicione a farinha e por fim, as claras batidas em castelo.

Unte uma forma(de abrir) com manteiga e polvilhe com farinha.

Verta a massa na forma untada e leve ao forno aquecido a 200 graus durante 10 minutos. 

Bom apetite!

 

publicado por IDADE MAIOR às 10:29

29
Mai 15

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Lenda do Pedro Sem

A torre medieval que se encontra diante do antigo Palácio de Cristal, no Porto, é ainda hoje conhecida por Torre de Pedro Sem.

A história diz que essa torre pertencia a Pêro do Sem, doutor de leis, jurisconsulto e chanceler-mor de D. Afonso VI, no século XIV.

Mas a lenda remete para uma data posterior, no século XVI, a existência de um personagem Pedro Sem que vivia no seu Palácio da Torre.

Possuindo muitas naus na Índia, Pedro Sem era um mercador rico mas não tinha títulos de nobreza, o que muito o afetava. Era também usurário, emprestando dinheiro a juros elevados, à custa da desgraça alheia, enquanto vivia rodeado de luxo.

Estavam as suas naus a chegar, carregadas de especiarias e outros bens preciosos, quando a sua máxima ambição foi realizada através do seu casamento com uma jovem da nobreza, em troca do perdão das dívidas de seu pai.

Decorria a festa de casamento, que durou quinze dias consecutivos, quando as naus de Pedro Sem se aproximaram da barra do Douro.

O arrogante mercador acompanhado pelos seus convidados subiu à torre do seu palácio e, confiante do seu poder, desafiou Deus, dizendo que nem o Criador o poderia fazer pobre.

Nesse momento, o céu que estava azul deu lugar a uma grande tempestade! Pedro Sem assistiu, impotente e encharcado pela chuva, ao naufrágio das suas naus.

De seguida, a torre foi atingida por um raio que fez deflagrar um incêndio que destruiu todos os seus bens. Arruinado, Pedro Sem passou a pedir esmola nas ruas, lamentando-se a quem passava: "Dê uma esmolinha a Pedro Sem, que teve tudo e agora não tem...".

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

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Lágrimas de Crocodilo

É uma expressão bastante usada para se referir a choro fingido. O crocodilo, quando ingere um alimento, faz forte pressão contra o céu da boca, comprimindo as glândulas lacrimais.

Assim, ele "chora" enquanto devora uma vítima.  

 

 

Sugestão de Culinária

 

Queijadas de Cenoura

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Ingredientes:

500 gr de Cenouras

2 Ovos

180 gr Açúcar

30 gr de Manteiga

80 gr de Farinha

Uma Pitada de Raspa de Limão

Uma Pitada de sal

 

Preparação:

Comece por cozer as cenouras em bastante água com uma pitada de sal, deixe cozer até as cenouras ficarem bem cozidas.

Depois escorra e cria um puré com a varinha.

Separe as gemas e claras, as gemas junta ao puré e as claras bate em castelo.

Junte o açúcar, a raspa e a manteiga ao puré e bata bem até ficar tudo bem incorporado.

Depois peneire a farinha para dentro da mistura e mistura bem.

Por fim envolva as claras em castelo na mistura e deite estas dentro de forminhas.

Pré-aquece o forno a 200ºC, leve ao forno por uns 35 minutos até ficarem bem douradinhas e cozidas.

 

Poesia

 

Não Tenhas Medo!

 

AMIGO! Não tenhas medo!...

Voz da vida é um segredo

que todos vamos ouvir…

Tarde ou cedo, não importa,

se o ouvires bater à porta ,

dá-lhe um abraço, a sorrir.

                       

Que importa o tempo passar…

Se aprenderes a confiar

não existe a escuridão;

Na força do teu querer,

Ninguém poderá vencer

a Lei da própria razão.

                       

Na razão há o elemento,

que supera o sofrimento

e alivia a cruz de alguém;

Se o Homem é rico Ser,

tem com certeza o saber

mais Nobre que a vida tem.

 

                                                      Ferreira da Costa

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

Igreja de São Francisco

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O Museu da VOTSFP é constituído pela Igreja Monumento de São Francisco e a Casa do Despacho, com o respetivo Cemitério Catacumbal. 

A Igreja Monumento de São Francisco foi classificada como Monumento Nacional em 1910, e património mundial em 1996 pela UNESCO, estando inserida na zona histórica do Porto. 

A obra iniciada em 1245, é hoje um espaço de arte sacra que se dedica a acolher visitas escolares e turísticas. Também no seu interior se realizam frequentemente concertos de música clássica.

É assim designada uma Igreja-Museu.  A Igreja de São Francisco foi sendo sucessivamente enriquecida, a ponto de ser hoje considerada um dos mais ricos e belos repositórios de talha dourada de Portugal. 

O que mais surpreende é a riqueza barroca dos revestimentos a talha, trabalhados desde o século XVII a meados do século XVIII, demonstram o trabalho excepcional dos entalhadores portuenses.

Foi esta exuberância de dourado que levou o conde de Raczinsky, a descrevê-la como "Igreja de Ouro".

E, deslumbrado acrescenta: "A talha desta Igreja é de uma riqueza e de uma beleza que ultrapassa tudo quanto vi em Portugal e em todo o mundo".

Uma das particularidades desta Igreja vem precisamente deste singular contraste de ornamentação luxuriante das talhas com a austeridade da estrutura gótica. 

A Casa do Despacho que fica localizada em frente à igreja monumento, começou a ser construída em 1726 sob o risco de Nicolau Nasoni.

O seu interior é composto por, Sala de Sessões, Sala do Tesouro, Sala exposição e Cemitério Catacumbal onde estão expostas ossadas.

 

Foto da Semana

 

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 I Gala de Danças Regionais em Gondomar

publicado por IDADE MAIOR às 15:30

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

Um Conto baseado nas Lendas tradicionais da minha terra

     Todas as histórias e tal como esta começavam por Era uma vez. Num lugar chamado Vale do Sacho, onde existe uma estrada, com entroncamento, na qual, segundo os meus avós e familiares, contavam que certas noites à meia noite em noite de luar havia um encontro entre uma porca a roncar acompanhada de muitos pintos, os quais piavam ao lado daquela mãe emprestada, parando naquele sítio depois de andar por montes e vales e por outros lados: pinhais e matos. Andaria uma galinha seguida dos porquinhos os quais, ao lado da mãe galinha, iam grunhindo e caminhavam sempre para o dito encontro onde à meia noite iria aparecer um cão grande. Ali encontravam-se aquelas famílias de animais trocados fazendo alarido entre porcos, galinhas e pintos, ficando tudo à briga. Levantando-se uma enorme nuvem de pó toda a bicharada desaparecia no ar. Saindo da nuvem de pó que se levantava um homem que aparecia do chão. O homem, ao levantar-se, via o diabo que vinha a chegar de Ferreira. Estivera no baile onde as pessoas diziam que no baile que tinha havido até de manhã havia no chão do salão só as patas do diabo, pois ele aproveitava para ir ao club ver as jogatinas que ali se faziam. O homem não pensou duas vezes montou o diabo e aí vai ele correndo todas as encruzilhadas da freguesia seguindo pela estrada dos Casais direito à casa do homem onde atirando-o para o chão o deixou como morto. Ao acordar encontrou-se ao pé da enxada pronto para ir trabalhar.

     Estas histórias tinham o fim de assustar as crianças para não abalarem para onde não deviam e não demorarem quando íam fazer os recados aos pais. O homem acordado - ao raiar do Sol - indica que todos tinham de ir trabalhar após as noitadas.

   Hoje passados tantos anos, parece-me que ainda estou a ouvir a minha avó Emília e madrinha a contar estas histórias que à luz dos dias de hoje não dão para acreditar. Mas, as crianças daquele tempo ficavam sempre com medo ao passarem pelos sítios onde havia estes encontros. Passavam sempre a correr, sem descanso rumo a casa onde ficavam em paz. Nesse tempo só havia luzes pelos caminhos a passear, não havia telemóveis.

 Maria Emília Pires, aluna da Universidade da Terceira Idade de Ferreira do Zêzere

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Água mole em pedra dura

Tanto bate até que fura

 

Sugestão de Culinária

 

Cachola de Porco

 

Cortam-se quinhentos gramas de redenho e leva-se num tacho, ao lume, a derreter.

Retiram-se em torresmos.

Cortam-se, em pedaços, setecentos e cinquenta gramas de carne magra de porco, duzentos gramas de fígado, cem gramas de baço que se deitam na gordura, bem quente.

Junta-se então, quatro dentes de alho bem picado, uma folha de louro, uma malagueta, duas colheres de sopa de caldo de pimentão, dois cravinhos, uma colher de cominhos e sal.

Deixa-se cozer.

Quando apura, rega-se com vinho branco, sangue de porco (que foi mantido líquido, desde a matança, com vinagre e sal).

Podem adicionar-se batatas no molho, que poderão acompanhar a cachola.

  

Poesia

 

Sou da serra sou serrana

Gosto de ouvir o vento soprar

Gosto muito da minha aldeia

E ver na serra a nevar

 

Gosto de olhar as estrelas

De ver o seu cintilar

A iluminar toda a terra

Quando a Lua a vem beijar

 

As rosas e o jasmim

Muito gosto de os cheirar

A serra é o meu enleio

Mas também gosto do mar

 

O sussurrar das ondas me envolve

Sua maresia me acalma

Quando dele estou perto

Tudo cerca a minha alma

 

Mas Ferreira onde me encontro

Tem muito de me encantar

Tem tojos e rosmaninhos

E o rio zêzere a deslizar

      

                                              Maria do Carmo Carvalho Francisco

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

  

Conferência “A (In)Sustentável Urgência da Ética”( Conferências )

O processo de globalização económica e financeira em curso ameaça os Fundamentos da democracia, ao devorara coesão social e a solidariedade inter e intrageracional.

Torna-se, pois, imperioso e urgente que a defesa do Bem Comum seja levada a cabo com elevados padrões éticos.

É neste contexto que no próximo dia 30 de Maio, o Senhor Doutor António Bagão Félix, referência incontornável e um dos mais destacados e sublimes defensores do primado da ética nas relações sociais, económicas e financeiras, proferirá uma conferência subordinada ao tema

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"A (IN)SUSTENTÁVEL URGÊNCIA DA ÉTICA"

 

 Foto da Semana

 

Seminário sobre prevenção Rodoviária para um público Sénior, realizado em colaboração com GNR de Tomar e o comandante do posto da GNR de Ferreira do Zêzere

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publicado por IDADE MAIOR às 15:07

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Lenda: O Tesouro

  

A pombeira é o nome dado a uma pequena povoação situada junto ao rio Zêzere, a dois passos da Lendária Capela de S. Pedro e a meia dúzia de quilómetros da Vila de Ferreira do Zêzere.

     Tratava-se de uma reduzida zona rural, de escassa população e de difíceis acessos, situação que obrigava os locatários a terem de angariar meios de subsistência pelos arredores, que por sua vez também não eram muito férteis em postos de trabalho.

     Vivia-se, portanto, com algumas carências e dificuldades por aqueles sítios.

     Mas, talvez devido ao bom peixe que apanhavam no rio, ao excelente mel que por ali se produzia e bom clima existente, as pessoas eram saudáveis, audaciosas e sonhadoras…

     Conta-se que um pombeirense cheio de filhos vivia muito preocupado com a difícil situação do seu dia a dia. Pensava, pensava muito, mas não arranjava trabalho nenhum, nem qualquer outro meio que o ajudasse a resolver os seus problemas.

     Religioso como era, não faltava a missa que se efectuasse na capelinha do S. Pedro e nunca se deitava sem fazer as suas orações.

     Segundo a Lenda, esse senhor uma noite sonhou com um tesouro, com muito dinheiro, muito dinheiro! Ouvindo simultaneamente uma voz que dizia:

     “-Vai a Santarém que de lá te vem.”

     O sonho repetiu-se por três noites a fio, e tal como manda a sabedoria popular ele não o revelou, pois se assim não procedesse, o sonho não se realizaria.

     Sem dizer nada á mulher nem a ninguém, mete-se ao caminho a pé, demorando cerca de três dias e outras tantas noites para chegar a Santarém.

     Quando chegou e depois de andar por ali ás voltas, ás voltas, e passados que eram já dois dias, caiu em si e pensou:

     -Mas que ando eu para aqui a fazer! Não conheço nada da cidade, e também não tenho nenhum sítio para me dirigir em especial, mas que burro que eu fui em vir para aqui!

     E, de certo modo desesperado e desiludido, sentou-se cabisbaixo num banco de jardim situado no extremo daquela cidade.

     -O senhor parece estar aborrecido.

     Estremeceu, tal não era o seu estado que nem tinha dado pela presença do sujeito que se lhe estava a dirigir.

     -É verdade, senhor, a vida não me corre nada bem, ando para aqui… olhe ando para aqui a fazer não sei o quê.

     -Então somos dois, eu também ando por aqui farto de pensar onde ficará uma localidade chamada Pombeira e qual será o caminho para lá.

     -A Pombeira e o caminho para lá, mas para quê?

     -É que uma noite destas sonhei que havia lá um tesouro e eu queria ir lá procurá-lo.

     -Mas na Pombeira em que sitio?

     E quando o homem lhe revelou o local, o pombeirense aí vai a caminho da sua terra, indo descobrir o tesouro tal qual o outro tinha sonhado, ali, mesmo junto da sua própria casa. E conforme ia arrecadando as moedas de ouro, balbuciava:

     -Afinal, foi a Santarém que eu fui bem!

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Em casa deste homem

Quem não trabalha não come.

 

Sugestão de Culinária

 

Coelho à Padre Sebastião - Receita tradicional

 

Tempera-se o coelho já limpo e partido aos bocados, com sal, alho, pimenta e bastante vinho branco.

Deixa-se marinar por algum tempo, neste tempero.

Frita-se, de seguida, em banha ou manteiga e um pouco de azeite.

Coze-se muito bem, num tacho, com cebola, acrescentando água sempre que necessário.

 

 

Poesia

 

O quanto te quero

É tanto

Que até no meu leito

Estás presente!

 

Dali,

Através de um horizonte,

Salpicado de pinheiros e olivais

Parecendo pombas brancas,

Vejo as tuas Catedrais:

 

As paredes que são livros

As pedras que sabem ler

As lágrimas dos velhos lírios

P´lo teu jardim a correr;

 

As letras que tangem vida

A fonte onde vais beber

A tua praça florida

Onde eu quero adormecer!

                                                                                    Sá Flores

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

A Gruta-Povoado da Avecasta

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O sítio arqueológico da Avecasta situado no distrito de Santarém, concelho de Ferreira do Zêzere, freguesia de Areias, junto à povoação que lhe dá o nome, constitui um monumento de interesse único em Portugal.

 

A vasta gruta abobadada, a dolina associada que lhe dá acesso pelo noroeste, e a envolvente da colina que a íntegra, deram suporte a um importante povoado que remonta ao Neolítico, mas que se prolonga no tempo de uma forma quase contínua até ao fim da Idade Média, no que se poderá considerar uma das mais longas e bem conservadas sequências estratigráficas de “antigas” culturas e habitats em Portugal.

 

O enorme interesse arqueológico da Avecasta resulta da conservação excepcional das estruturas das várias aldeias sobrepostas, cujos vários horizontes de ocupação (solos, pavimentos, alicerces, muros, lareiras, outras estruturas domésticas, muito espólio utilitário e dejectos) foram sucessivamente selados e preservados por camadas de argila fina.

 

Estas raras condições, potenciadas por uma Arqueologia contextual e multidisciplinar, poderão permitir uma reconstituição rigorosa do espaço de habitat e do modo de vida doméstico destas antigas populações. Por outro lado, a óptima preservação dos materiais de origem orgânica (ossos, conchas, sementes, carvões, grãos de pólen e outros micro e macrofósseis) viabiliza o estudo da evolução do impacte ecológico destas comunidades na paisagem envolvente e dos seus padrões de exploração e ruralização do território.

 

Foto da Semana

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 Alunos e professores numa visita guiada ao Laboratório Chimico, na Universidade de Coimbra.

publicado por IDADE MAIOR às 14:24

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

O Senhor dos Matosinhos

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Segundo a tradição, a imagem do Senhor de Matosinhos é uma das mais antigas de toda a cristandade.

A lenda diz que esta imagem foi esculpida por Nicodemos, que assistiu aos últimos momentos de vida de Jesus, sendo por isso considerada uma cópia fiel do seu rosto.

Nicodemos esculpiu mais quatro imagens mas esta é considerada a primeira e a mais perfeita. A imagem é oca porque nela teria Nicodemos escondido os instrumentos da Paixão e, nesses tempos de perseguição, os objectos sagrados eram escondidos ou atirados ao mar para escaparem à fogueira.

Nicodemos atirou a imagem ao mar Mediterrâneo, na Judeia, e esta foi levada pelas águas, passou o estreito de Gibraltar e veio dar à praia de Matosinhos, perdendo na viagem um braço.

A população de Bouças ergueu-lhe um templo e designou a imagem por Nosso Senhor de Bouças, venerando-a durante 50 anos pelos seus muitos milagres.

Mas um dia, andava uma mulher na praia de Matosinhos a apanhar lenha para a sua lareira, quando encontrou um pedaço de madeira que juntou aos restantes.

Em casa, lançou-o ao fogo mas este pedaço saltou da lareira não só da primeira, mas como de todas as vezes que ela o tentava queimar.

A sua filha, muda de nascença, fazia-lhe gestos desesperados para que dizer qualquer coisa e, por fim, balbuciou, perante o espanto da mãe, que o pedaço de madeira era o braço de Nosso Senhor das Bouças. Assombrada pelo milagre a população verificou que o braço se ajustava tão bem à imagem que parecia que nunca dela se tinha separado. No século XVI, a imagem foi mudada para uma igreja em Matosinhos, construída em sua honra, ficando a ser conhecida por Nosso Senhor de Matosinhos. 

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Farinha do mesmo saco

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“Homines sunt ejusdem farinae” esta frase em latim (homens da mesma farinha) é a origem dessa expressão, utilizada para generalizar um comportamento reprovável.

Como a farinha boa é posta em sacos diferentes da farinha ruim, faz-se essa comparação para insinuar que os bons andam com os bons enquanto os maus preferem os maus.

 

Sugestão de Culinária

 

Rolinhos de Fiambre com Legumes

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Ingredientes:

200g de Fiambre da Perna Extra; 

2 cenouras; 

2 courgettes; 

4 colheres (sopa) de azeite; 

Sal q.b.

 

Preparação:

Descasque as cenouras e corte-as em palitos. 

Retire as extremidades às courgettes e corte-as também em palitos.

Leve os palitos de cenoura a cozer em água temperada de sal durante 5 minutos, junte depois a courgette e deixe cozer mais 5 minutos. 

Depois escorra, deixe arrefecer os legumes e regue-os com o azeite. 

Faça pequenos molhinhos de cenoura e courgette e enrole-os numa fatia Fiambre da Perna Extra Primor dobrada ao meio. 

Sirva decorado a gosto.

 

Poesia

 

Senhor dos Matosinhos

 

Pom pom.......

Da chidade da birgem os dois

Nós biemos à dias para cá

A biagem foi bom mas depois

Ninguém biu o que a gente biu já

 

Dizem que lá por Lisboa

A bida é boa, boa bai ela

Mas só se beêm p'las ruas

Catraias nuas, ó lariló lé las

 

Por isso como em Paranhos

Há paus tamanhos que é de 'spantar

Na Baixa ou no Arrebalde

São de ramal os paus no ar

 

Refrão

Oh! Shenhôr dos Matosinhos

Oh! Shenhôra da Boa-Hora

Enshinai-nos os caminhos

P'ra desandarmos daqui p'ra fora.

 

Pom pom . . .

 

Sant' Antoninho da Estrada

Não digas nada, de tudo isto

Quinté já sinto ingonias

Das porcarias que tenho bisto

 

Ind' ontem ali na abenida

Uma astrebida de perna à bela

Quis m' agarrar na mãozinha

Mas coitadinha lebou com ela

 

Refrão

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

  

Visitar a Festa da Nossa Senhora dos Matosinhos

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Durante cerca de três semanas de festividades religiosas e atividades lúdicas, culturais e desportivas, milhares de lâmpadas iluminam o espaço da festa e a Igreja do Bom Jesus de Matosinhos, obra do arquiteto Nasoni, de onde sai uma grandiosa procissão ao Senhor do Padrão.

A Festa do Senhor de Matosinhos é um dos momentos altos entre as romarias do concelho e do norte do país! 

Bandas de música animam as ruas e os tradicionais coretos, recordam-se lendas e tradições, divulgam-se os receituários gastronómicos de peixes e de mariscos e os céus enchem-se de fogo-de-artifício.

É o evento ideal para quem quer provar um pouco da tradição da cidade de Matosinhos.

Em 2015 o feriado oficial é no dia 26 de maio.

 

Foto da Semana

 

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 Visita às Caves da Raposeira em Lamego

Aproveito para deixar um vídeo da atuação do nosso Grupo de Danças Regionais na Santa Casa da Misericórdia de Gondomar.

 https://www.youtube.com/watch?v=p0mR_M4lCgg

 

publicado por IDADE MAIOR às 13:57

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Conto  A Consulta

  

O doutor Mendes Ferreira foi das ressoas mais ilustres nascidas no Concelho de Ferreira do Zêzere.

     Figura eminentemente reconhecida no estrangeiro e também com referências dos seus feitos de médico e humanista por muitos dos principais hospitais portugueses.

Não é pretensão minha, nem teria cabimento aqui num simples conto, fazer-lhe as merecidas referências, nem dar-lhe os justíssimos elogios. Vou apenas falar de um episódio que com ele tive oportunidade de compartilhar.

É pensamento corrente que o doutor Mendes Ferreira era tão ilustre como simples e popular, daí que sejam inesgotáveis as narrações com ele relacionadas.

     Se é verdade que quando operava só falava em serviço e sem nenhum sentido de humor, fora era totalmente diferente, gostava de uma boa anedota e de uma boa prova de vinho, não podendo á sua volta haver tristezas.

     Por ele protegido durante a pior fase de doença da minha vida, senti necessidade de o consultar, desconhecendo na altura o parentesco que ainda nos ligava.

     Tinha deixado os hospitais há pouco tempo; a guerra, as enfermarias, a deficiência, estava tudo muito fresco, chocavam permanentemente com o meu grande desejo de viver!

     Recebeu-me numa das suas residências de campo, situando no lugar do Castelo em Ferreira do Zêzere.

     Depois do olá habitual com a sua voz extremamente roca, de me ter colocado a mão nas costas e conduzido até à sala, num ápice, e muito naturalmente, baixou-me as pálpebras, olhou para dentro dos olhos, viu-me a língua e a polpa das unhas e começou a servir-me um conhaque.

     -Desculpe senhor doutor, mas eu não posso beber.

     -Não podes porquê?

     -Porque quando eu saí do hospital o médico disse para eu não beber.

     -E tu perguntaste-lhe se ele também não bebia? Ora, ora, vamos lá beber isso tudo.

     E enquanto eu algo timidamente ia saboreando aquele maravilhoso néctar totalmente desconhecido das minhas papilas, ele continuou:

     -os médicos, meu Deus, os médicos! Olha, cheguei há dois dias da Suíça onde fui consultar um sobre a minha garganta. O tipo foi horroroso, pura e simplesmente horroroso. Vê lá tu que depois de me ter examinado se vira para mim e diz:

     «-O colega sabe que tem um cancro?»

     -Senti o sangue gelar-se-me e o corpo paralisar, se tivesse ali uma pistola tinha-lhe dado um tiro. É incrível, dizer-me aquilo assim, a seco, sem mais nada. Um médico, la por saber muito, não pode ser um carrasco. Que diabo, um doente é para além de tudo um ser humano, e tem de se saber como trata-lo e como lidar com ele. –Já bebeste tudo?

     -Já sim, senhor doutor.

     -E que tal?

     - Oh senhor doutor, é óptimo!

     -Não é isso rapaz, como é que te sentes?

     -oh senhor doutor, mais quente, parece que até o sangue circula melhor!

     -E engordar, quando é que tu engordas’

     -Senhor doutor também não posso fugir à dieta.

     -Dieta, que dieta?

     -Galinha corada e fígado grelhado.

     -Ora, ora. Deixa ver o copo para irmos embora.

     Estávamos sós, naquele momento ele ausentara-se, dando-me assim oportunidade de pensar no que ele havia dito.

     Ir embora? E a consulta e a receita? Não, não, não podia ser, eu queria a consultas.

     -Pronto, vamos lá.

     -Senhor doutor, mas eu…

     -Sim, já vamos ver disso.

     Chegados á rua e depois de entramos no carro conduzido por ele, pensei que me iria levar para o hospital afim de fazer ali a tal revisão que eu desejava.

     Mas, quando dou por mim, estava no Salgueiral, em casa do senhor Joaquim António, que já estava á sua espera e se apressou a abrir-lhe a porta do carro e a recebê-lo.

     -Trago companhia!

     -Senhor doutor, a casa é modesta e pequena, mas cabemos cá todos.

     Eu estava confuso, boquiaberto com tudo aquilo, mas não dei parte de fraco, integrei-me num pequeno grupo formado pela família do senhor Joaquim e alguns amigos que aguardavam a chegada do doutor Mendes.

     Passámos então por um portão, por um pequeno pátio e por uma porta, sempre envolvidos por forte latir de cães, que chegavam mesmo a afiar os seus dentes quando nos viam próximo do seu improvisado canil.

     -Sentem-se, façam favor de se sentar.

     Estávamos na adega e o senhor Joaquim convidava-nos a ocuparmos o respectivo ligar numa tábua corrida, suportada por uns tijolos e forrada por uma manta de “trapos”, colocada junto de uma improvisada e tosca mesa, que tinha em cima, dentro de vários pratos, chouriço, presunto, queijo, broa de milho e vinho, tudo regional.

     Cada um começou a petiscar do que mais gostava, enquanto se iam ouvindo pequenas larachas encabeçadas pelo doutor Mendes, que era o rei da festa e o mais desinibido:

     -olha rapaz, tudo isto que está aqui é para se comer e beber, ouviste?

     -Sim, sim, senhor doutor, é isso que estou a fazer.

     E que bem que me estava a saber tudo aquilo! Havia eternidades que pela minha boca não passava coisa igual…

     -Então, ó Joaquim, quando é que vem esse coelho á vilão? Se demoras muito volto a colocar-te aí as hérnias.

     -Vai já, vai já, doutor. Isso lá das hérnias é que não, bendita a hora em que o senhor me pôs a mão.

     E pelo murmurinho fiquei a saber que aquele convívio fora prometido pelo senhor Joaquim ao doutor aquando da operação às hérnias.

     -Eh caramba, já cheira, já cheira!

     -O doutor desculpe lá demora, mas isto tem de ser feito na hora, para ser comido quentinho.

     E por cimo da mesa começaram a aparecer travessas repletas de coelho bravo grelhado e temperado com um molho feito à base de rosmaninho e outras ervas do segredo do senhor Joaquim.

     -Eh Joaquim, onde é que tu foste descobrir esta maravilha?

     -Isso é a comida dos caçadores. Quando andamos por lá e como não há muito tempo a perder, é matar, tirar a pele, grelhar, pôr o molho e comer.

     Era na verdade uma verdadeira maravilha, eu não conhecia “o coelho ao vilão”, mas era realmente delicioso.

     Quem parecia uma dobadoura, era o senhor Joaquim, não parava, ora trazendo travessas e molhos, ora descendo e subindo a escada que dava para o subterrâneo, onde ia buscar as garrafas com vinho especial da sua colheita.

     E, já no final, por entre os acordes de uma viola misturados com o canto de umas baladas, o doutor Mendes aproximou-se de mim:

     -Então rapaz, estás a gostar da consulta?

     -Imenso senhor doutor! A partir de agora não mais quero outro médico.

     Na verdade, aquele convívio tinha-me restituído a confiança, feito acreditar que podia comer de tudo, que a minha doença naquela altura não passava de um problema psíquico.

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Quem não trabuca

Não manduca.

 

 

Sugestão de Culinária

 

Cachola de Porco - Receita popular

 

Cortam-se quinhentos gramas de redenho e leva-se num tacho, ao lume, a derreter.

Retiram-se em torresmos.

Cortam-se, em pedaços, setecentos e cinquenta gramas de carne magra de porco, duzentos gramas de fígado, cem gramas de baço que se deitam na gordura, bem quente.

Junta-se então, quatro dentes de alho bem picado, uma folha de louro, uma malagueta, duas colheres de sopa de caldo de pimentão, dois cravinhos, uma colher de cominhos e sal. Deixa-se cozer.

Quando apura, rega-se com vinho branco, sangue de porco (que foi mantido líquido, desde a matança, com vinagre e sal).

Podem adicionar-se batatas no molho, que poderão acompanhar a cachola.

 

 

Poesia

 

Podias ser rosmaninho

Uma acácia preciosa

Um lindo botão de rosa

Passeado em trenzinho.

 

Ter de cara um bom palminho

Vida liberta e airosa

E p´ra menina famosa

Não te faltar um pouquinho.

 

Mas eis que o mundo interesseiro

No teu leito penetrou

E a tua vida transformou

Em pesar, em duro drama

Que foste cardo e lama

O mais poluído ribeiro!

 

                                                                                                                 Sá Flores

 

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

Táxis do mundo na Biblioteca

Durante este mês estão expostas na Biblioteca Municipal de Ferreira do Zêzere 25 miniaturas de táxis de vários pontos do mundo.

Mais uma parte da coleção do Eng. Rui Simões

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Foto da Semana

 

Alunos e professores numa visita guiada ao Museu da Ciência, na Universidade de Coimbra.

 

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publicado por IDADE MAIOR às 13:06

 

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Canedo, freguesia do Concelho de Ribeira de Pena, localiza-se no vale do Rio Beça, estendendo-se até ao Tâmega, entre os montes de Lesenho a Norte, Santa Comba a Nascente, e Alto do Pinheiro a Poente. Detentora de uma área de 39,46 quilómetros quadrados a freguesia de Canedo é formada pelos lugares de Alijó, Canedo, Penalonga e Seirós, tendo como freguesias limítrofes Vilar de Porro, Viveiro, Santa Marinha, Fiães do Tâmega. Curros, Covas do Barroso, Codeçoso e Parada de Monteiros.

É a freguesia mais afastada da sede do concelho, da qual dista cerca de 25 quilómetros.

O povoamento do território que atualmente constitui a freguesia iniciou-se bem cedo, como se comprova com os vestígios de um reduto castrejo, lusitano ou romano, em Penalonga. Nesta povoação destaca-se ainda um enorme penedo, provavelmente pré-histórico. Os naturais deste lugar dizem que o topónimo Penalonga se deve àquela pedra, uma vez que o primeiro elemento do termo – “pena” – tem o sentido de fortificação.

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

"Não diga tudo quanto sabes

não faças tudo quanto podes

não creias em tudo quanto ouves

não gastes tudo quanto tens

 

porque

quem diz tudo quanto sabe

quem faz tudo quanto pode

quem crê em tudo quanto ouve

quem gasta tudo quanto tem

 

muitas vezes

diz o que não convém

faz o que não deve

julga o que não vê

gasta o que não pode"

 

Sugestão de Culinária

 

Leite Creme Torrado

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Material necessário:

2 tachinhos;

1chávena ou tigelinha;

1 colher de pau;

1 frasco para arrumar as claras que ficarão para outra preparação.

 

Ingredientes:

0,5 l de leite;

150 gr de açúcar;

1 colher (sopa) de maisena;

1 casquinha de limão;

3 gemas de ovo;

canela para polvilhar ou açúcar para queimar, ou ainda caramelo liquido para deitar por cima.

 

Preparação:

Faça ferver o leite com a casquinha de limão e ponha de parte.

Num tachinho, e utilizando uma colher de pau, misture o açúcar e a farinha maisena; em seguida, e continuando a mexer com a mesma colher, vá juntando o leite aos pouquinhos de cada vez e mexendo sempre.

Quando estiver tudo misturado, leve ao lume, sem parar de mexer, espere que ferva e, quando ferver, retire do lume.

Deite as 3 gemas numa tijela ou numa chávena e, aos pouquinhos, junte-lhes algum creme mexendo sempre com uma colher para não deixar cozer as gemas.

Quando tiver a chavena mais de cheia, despeje-a no creme mas devagarinho e sem parar de mexer.

Leve de novo ao lume mas não deixe ferver; é só aquecer bem e deixar cozer as gemas.

Retire então do lume, deite em tacinhas ou apenas numa taça (como eu fiz) e deixe arrefecer.

Só depois de frio é que se deita por cima o açúcar que é queimado com o ferro. Ou então deite-lhe por cima caramelo liquido ou a canela.

A casquinha do limão é retirada antes de deitar o creme na taça.

Nota: O leite não engrossa logo com a maisena, só depois que se adicionam as gemas é que fica com a textura final.

 

Poesia

 

Boa Tarde, boa noite

Povo desta freguesia

Este grupo d´amigos

Saúda-vos com alegria

Ó linda eu vou me embora

Ó linda eu vou eu vou

Dá vida a quem te deu vida

Matar a quem te matou

Rapazes e raparigas

Iam todos para a roda

E lá todos entre amigos

Dançavam aquela moda

Aquela saia de chita

Que juntava a roda atrás

Vestida só ao domingo

Para agradar aos rapazes

Lindos cabelos pretos

Penteados a mar alto

Querem os teus lindos olhos

Cabelos pretos não faltam

Tenho dentro do meu peito

Recordações de outro tempo

Recordar é alegria

Tristezas levas o vento.

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

A  nossa caminhada inicia-se junto ao Lar da Aldeia de Vilarinho em Mondim de Basto.

Percorrendo todo o Campo do Seixo onde os garranos correm livres nesta bela floresta e com vista para o Monte Farinha (lugar onde se localiza o Alto da Sra da Graça).

Esta caminhada demonstra a verdadeira beleza das serras do Norte de Portugal.

Ponto de encontro: 9H00 Junto ao Lar de Vilarinho Coord. GPS: 41°24'46.92"N; 7°52'27.15"W

Duração: 3h30 | 10 km 

Dificuldade: Fácil / Média

5 Euros por pessoa

4 Euros Associados Bastomove.te

Inclui:  Seguro, Reforço alimentar, Guia local

Inscrições obrigatórias até dia 15 de Maio as 20h00 

Pagamento: no local de encontro

Ficha de Inscrição: http://goo.gl/forms/Z088z31Zfj natourtracks@gmail.com ou através do 918839027

 

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Foto da Semana

 

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publicado por IDADE MAIOR às 12:51

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Foto da semana

 

Fotografia do inicio de um trabalho feito na atividade de arraiolos

 

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publicado por IDADE MAIOR às 12:40

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

“FADO”

Qual a origem da palavra FADO?

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Os dicionários situam a origem da palavra no latim fatu- (“destino”). No entanto, como refere José Lúcio, no www.portaldofado.net, “Uma coisa é a palavra Fado, que tem origem no vocábulo fatum (latim) que quer dizer destino e outra é Fado como expressão musical.”

O termo fado só surge associado ao género musical que hoje conhecemos na segunda metade do século XIX.

O dicionário brasileiro Houaiss indica 1879 como data de introdução do sentido de “canção popular de Portugal, frequentemente de caráter lamentoso, sempre acompanhada pela guitarra portuguesa”.

No Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa, José Pedro Machado transcreve um extrato de Eusébio Macário, de Camilo Castelo Branco, 1879, em que a palavra aparece na aceção moderna (“inclinou o tronco sobre o braço da guitarra, e dedilhou uns arpejos… o prelúdio do fado de Coimbra”), acrescentando que “parece que o vocábulo já se empregava com esta aceção por volta de 1820”.

Antes, nomeadamente em Camões, fado surge sobretudo com o sentido de destino, fatalidade.

História do Fado

Os portos de mar sempre foram locais de partida e chegada de pessoas e bens. Mas nos barcos também vinham as culturas e nas cidades portuárias existia uma fusão de culturas.

Ao longo de séculos, os barcos foram transportando, de porto em porto, traços culturais que criaram as raízes da primeira globalização. Muito ligado à vida marítima e à actividade portuária aparece também o fado.     Assim, o fado enquanto expressão de música popular característica e original de Lisboa será inserido numa ligação profunda ao mar. A importância do processo de intercâmbio cultural será uma constante do Festival que se realizará todos os anos, em Fevereiro. 

O fado das tabernas resistiu às luzes do salão. Mas em 1927 surgiu regulamentação que obrigava à posse de carteira profissional para se cantar em público. Mais tarde, o fado projetou-se internacionalmente como a canção nacional.

Mas permaneceu como expressão musical profundamente relacionada com outras manifestações culturais de cidades portuárias, o que exprime uma relação muito antiga de trocas culturais. Este facto dá ao fado um destaque especial na era da globalização. 

 

A alma dos portugueses

O fado não é apenas uma canção acompanhada à guitarra. É a própria alma do povo português. Ouvindo as palavras de cada fado pode sentir-se a presença do mar, a vida dos marinheiros e pescadores, as ruelas e becos de Lisboa, as despedidas, o infortúnio e a saudade.

A grande companheira do fado é a guitarra portuguesa. Juntos, fado e guitarra, contam a essência de uma história ligada ao mar.   O fado, por ser de todos os portugueses, está na taberna e no salão aristocrático. Surgido na primeira metade do século passado, depressa se tornou na canção popular de Lisboa. Desde então, manteve sempre as suas caraterísticas de expressão de sentimentos associados à fatalidade do destino. 

A canção emblemática de Lisboa é também indissociável dos seus bairros mais típicos. Alfama, Mouraria, Bairro Alto e Madragoa são os seus mais autênticos berços. Por esta razão, ouvir o fado é conhecer Lisboa. É também conhecer os portugueses, no mais profundo da sua alma de povo que enfrentou o mar desconhecido.

In attambur

NOTA: E falar actualmente de FADO é ligá-lo a algumas personalidades que levaram o nome de Portugal bem longe através deste estilo musical. AMÁLIA RODRIGUES a “diva” portuguesa do Fado, CARLOS do CARMO, CAMANÉ e, mais recentemente, MARISA entre muitos outros.

Fonte: (guitarrasdelisboa.pai.pt/ms/ms/guitarras-de-lisboa-o-fado-1100-345-lisboa/ms-90045819-p-3/)

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

E como a nossa temática desta semana é o FADO vamos pesquisar provérbios ligados ao FADO, fado estilo musical e fado destino…

 

“Mete a mão no próprio seio, não dirás do fado alheio.”

Aqui significa que devemos olhar primeiro para as nossas atitudes e não falarmos dos outros.

 

"Deus nos livre de bocas abertas, homens de mau recado e de mulheres que correm fado.”

O Fado aparece nos provérbio populares ligado ao destino “correr o fado” significa ter um destino atribulado, precisar de cuidado…

“O corredor é um ser mutante, pode assumir a forma de lobo, de cão ou outro animal. Quando se encontra um, para quebrar o fado deve fazer-se sangue, isto é, fazê-lo sangrar. Dizem que uma pessoa se transforma em Corredor, se em criança, os padrinhos disserem mal o Credo no baptizado. Outra versão consiste em que, nascendo o sétimo filho numa família cujos filhos são todos do mesmo sexo, o primogénito tem de "correr o fado". “

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Corredor_%28folclore%29

 

Sugestão de Culinária

 

Notícias - Abril 11, 2007

Sabores do fado compilados em livro Da ginjinha da Mariquinhas às quentes e boas de Ary dos Santos, o repertório fadista é um cardápio de iguarias nacionais e algumas de além-mar, como a cocada e goiabada de Amália no «Fado Xuxu».

Diana Mendonça investigou durante um mês no Museu do Fado repertórios fadistas de Amália, Mariana Chagas, Quinita Gomes, Berta Cardoso, Carlos do Carmo, Maria Amélia Proença, entre outros, onde encontrou letras com sugestões gastronómicas.

Das entradas e sopas como pastéis de bacalhau, celebrados no fado Cruz Quebrada ao caldo verde de Reinaldo Ferreira cantado por Amália em «Uma casa portuguesa», o livro «Receitas de fado», editado pela 101 Noites, é uma ementa de pratos de peixe, carne, sobremesas e bebidas.

“O fado esteve sempre ligado a casas onde se comia e bebia, além dos piqueniques que se faziam nas hortas”, explicou a investigadora.

“Ao repasto, como se dizia outrora, presidia um espírito de tertúlia e cantava-se o fado, muitas vezes em louvor a um bom prato”, disse. Este espírito é caracterizado no fado «Fidalgo e boémio» de Carlos Conde, uma criação de Maria Amélia Proença, onde se afirma que “naquele típico almoço” alguém escreveu uns versos que a fadista cantou “com devoção”.

Entre os pratos de peixe refira-se o bacalhau assado do fado «Vamos para a farra» onde Carlos Conde faz menção ao prato comido em Odivelas, o peixe frito com salada no «Elogio do fado» de José dos Santos, ou a caldeirada de «Como o fado era diferente» de António Vilar da Costa, cantado por Maria José da Guia. Iscas com elas, do «Fado dos Cheirinhos» de José Carlos Ary dos Santos, cantado por Carlos do Carmo, pato de cabidela do fado homónimo de autor desconhecido, cantado por Teresa Nunes e Filipe Pinto, são dois dos pratos da lista de carnes.

Entre as sobremesas encontramos castanhas assadas, pão-de-ló, pastéis de nata, folar, farturas e pastelinhos de côco, celebrizados por Berta Cardoso no fado «Mais contradições», de Armando Neves. Acrescenta-se a esta lista o exotismo brasileiro da cocada e da goiabada, cantadas por Amália no «Fado Xuxu», de Amadeu do Vale e Frederico Valério, composto pouco depois da primeira ida da fadista ao Brasil, em meados da década de 1940. Completam a ementa as bebidas, vinho, água-pé e ginjinha, referidas em fados de Pedro Figueira, Mascarenhas Barreto e Alberto Janes, respectivamente.

Além das letras completas dos fados, com referência ao seu autor e o fadista que a criou, a investigadora incluiu a respectiva receita culinária. Carlos Conde é o poeta mais citado, com seis fados, incluindo o irónico e divertido, «Fui enganada», com que abre o livro e onde se relata a história de uma mulher que afirma: «Casei-me não sei p’ro quê!/Ele não mexe uma sopa,/Não frita, não faz puré,/Não cose nem lava a roupa», do repertório de Maria Amélia Proença. José dos Santos assina três e Armando Neves e Ary dos Santos, dois cada um, havendo também dois fados de autor desconhecido. Diana Mendonça não é uma estreante nestas lides. Anteriormente escreveu «Receitas de Ópera» e «Receitas dos contos de fadas de Hans Christian Andersen» com os quais venceu o Prémio Gourmand World Cookbook, uma proeza que repetiu com a apresentação do «Receitas de Fado», em Perigeux (Noroeste de França) no Salão do Livro Gourmand.

Nuno Lopes/ Lusa

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Poesia

 

Fado Português

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O Fado nasceu um dia,

quando o vento mal bulia

e o céu o mar prolongava,

na amurada dum veleiro,

no peito dum marinheiro

que, estando triste, cantava,

que, estando triste, cantava.

 

Ai, que lindeza tamanha,

meu chão , meu monte, meu vale,

de folhas, flores, frutas de oiro,

vê se vês terras de Espanha,

areias de Portugal,

olhar ceguinho de choro.

 

Na boca dum marinheiro

do frágil barco veleiro,

morrendo a canção magoada,

diz o pungir dos desejos

do lábio a queimar de beijos

que beija o ar, e mais nada,

que beija o ar, e mais nada.

 

Mãe, adeus. Adeus, Maria.

Guarda bem no teu sentido

que aqui te faço uma jura:

que ou te levo à sacristia,

ou foi Deus que foi servido

dar-me no mar sepultura.

 

Ora eis que embora outro dia,

quando o vento nem bulia

e o céu o mar prolongava,

à proa de outro velero

velava outro marinheiro

que, estando triste, cantava,

que, estando triste, cantava.

José Régio, in 'Poemas de Deus e do Diabo'

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

Fim de semana muito intenso!

1º Noite de Fados em Rio Tinto, quinta à noite

 

Espetáculo solidário: angariação de fundos para

Ajudar o Sport Clube de Rio Tinto.

 

UGIRT solidária… alunas e direcção da nossa UNIVERSIDADE colaboraram neste espectáculo onde o FADO foi REI !

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 Jantamos ao som do FADO

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No dia 3 de maio comemora-se o Dia das Mães

A UGIRT organizou uma Caminhada!

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Mas como a Chuva veio visitar-nos, a Caminhada foi cancelada, no entanto, alguns resistentes insistiram e foram caminhar à beira-mar em Matosinhos, tendo-se passado uma manhã divertida e onde, ainda recolhemos algum conhecimento relativo ao património edificado.

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 Foto da Semana

 

A todas as Mulheres e MÃES

Matosinhos 2/maio/2015

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 A Alegria da Amélia é contagiante!

publicado por IDADE MAIOR às 12:01

26
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publicado por IDADE MAIOR às 13:52

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publicado por IDADE MAIOR às 13:48

 

Momento da entrega do prémio que

a Agitar recebeu da Fundação PT

Categoria de

melhor Site de Universidade Sénior 

2015

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 Fotografia do grupo que acompanhou

a Agitar ao Casino de Espinho

para receber o prémio

publicado por IDADE MAIOR às 13:42

 

PRÉMIOS 2015

 

BLOG SÉNIOR

 

1º LUGAR

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2º LUGAR

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3º LUGAR

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A Administração deste Blog felicita todas as Universidades que participaram com trabalhos e aos felizes contemplados, os nossos melhores agradecimentos.

Gualter Santos

Universidade Sénior de Penela

 

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UNIVERSIDADE SÉNIOR

DE CELORICO DA BEIRA

  

UNIVERSIDADE SÉNIOR

DE TOMAR 

 

 

PARABÉNS A TODOS E BEM HAJAM !!!!

CONTINUEM...

 

 

AGRADECIMENTO

À EQUIPA FANTÁSTICA DA

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E À AUTARQUIA DE PENELA 

 

publicado por IDADE MAIOR às 13:06

19
Mai 15

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Lenda de Valongo e Susão

Os nomes de Valongo e Susão têm origem nesta lenda que remonta à época em que alguns cristãos perseguidos no Oriente se refugiaram em Cale, foz do rio Douro. Entre eles estava o rico negociante judeu Samuel, recém convertido ao Cristianismo, e a sua filha Susana. Pensavam os fugitivos estarem já livres de perseguições quando foram obrigados a defender-se dos árabes que dominavam a região. Com astúcia, prepararam uma armadilha e capturaram o jovem Domus de cujo resgate esperavam obter a paz. Enquanto decorriam as negociações, Domus e Susana apaixonaram-se e o mouro pediu para ser batizado para poder casar-se com a jovem. O acordo com os muçulmanos era assim impossível e decidiram todos fugir, deixando Portucale (Porto) em direção ao Oriente. Chegados ao topo da Serra de Santa Justa depararam com uma paisagem lindíssima e a apaixonada Susana exclamou um elogio sincero ao vale longo que sob os seus olhos se estendia. Desceram ao vale e nele decidiram ficar para sempre, edificando as primeiras casas de uma povoação que se veio a chamar Susão, em memória da bela Susana. O vale que Susana tinha achado belo e longo ficou conhecido como Valongo.

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Tapar o Sol com a Peneira

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Peneira é um instrumento circular de madeira com o fundo em trama de metal, seda ou crina, por onde passa a farinha ou outra substância moída. Qualquer tentativa de tapar o sol com a peneira é inglória, uma vez que o objeto é permeável à luz. A expressão teria nascido dessa constatação, significando atualmente um esforço mal sucedido para ocultar uma asneira ou negar uma evidência.

 

Sugestão de Culinária

 

Arroz de Pato

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Ingredientes:

- carne de pato desfiada, algumas vísceras e água da cozedura do mesmo;

- 150ml de arroz carolino;

- 1 cebolinha (há quem lhe chame ceboleta);

- 2 dentes de alho;

- sal a gosto;

- rodelas de chouriço para decorar.

  

Poesia

 

Presságio

 

O amor, quando se revela,

Não se sabe revelar.

Sabe bem olhar pra ela,

Mas não lhe sabe falar.

 

Quem quer dizer o que sente

Não sabe o que há de dizer.

Fala: parece que mente…

Cala: parece esquecer…

 

Ah, mas se ela adivinhasse,

Se pudesse ouvir o olhar,

E se um olhar lhe bastasse

Pra saber que a estão a amar!

 

Mas quem sente muito, cala;

Quem quer dizer quanto sente

Fica sem alma nem fala,

Fica só, inteiramente!

 

Mas se isto puder contar-lhe

O que não lhe ouso contar,

Já não terei que falar-lhe

Porque lhe estou a falar…

 

                        Fernando Pessoa

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

Fundação Serralves

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A Fundação de Serralves assumiu como sua Missão estimular o interesse e o conhecimento de públicos de diferentes origens e idades pela arte contemporânea, pela arquitetura, pela paisagem e por temas críticos para a sociedade e seu futuro, fazendo-o de forma integrada, com base num conjunto patrimonial de exceção, no qual se destacam o Museu de Arte Contemporânea e o Parque. 

Multidisciplinar e fiel à sua Missão, a Fundação de Serralves é hoje considerada um dos mais bem-sucedidos e consolidados projetos culturais do país e aufere de uma singular projeção e reconhecimento internacionais. 

Localizada na cidade do Porto, a Fundação é detentora de um valioso património histórico e cultural, composto pelo Museu, um projeto do arquiteto Álvaro Siza, vencedor do prémio Pritzker em 1992, pela Casa de Serralves, um exemplar único da arquitetura Art Déco, e pelo Parque, desenhado pelo arquiteto francês Jacques Gréber e galardoado em 1997 com o prémio "Henry Ford Prize for the Preservation of the Environment”.

Em 2012, o conjunto patrimonial de Serralves foi classificado como "Monumento Nacional”. Esta classificação máxima veio reconhecer o valor cultural, arquitetónico e paisagístico do património de Serralves, bem como todo o investimento que tem vindo a ser aplicado na sua valorização, animação e divulgação.

A criação da Fundação de Serralves, em 1989, como uma instituição privada de utilidade pública, assinalou o início de uma parceria inovadora entre o Estado e a sociedade civil. Ao fim de 25 anos, este é o momento de agradecer a todos os que têm vindo a apoiar Serralves, nomeadamente os seus Fundadores e Mecenas. Mas também a todos os visitantes e aos que têm sabido colaborar com Serralves, evidenciando desta forma a crescente e contínua adesão da comunidade a este projeto.

Serralves tem como Visão ser reconhecida, nacional e internacionalmente, como um centro de referência no domínio da arte contemporânea e, em geral, na reflexão sobre temas cruciais da sociedade do nosso tempo, promovendo a diversidade da oferta cultural através de uma intervenção inovadora que, de forma sustentada, atraia públicos diversificados e induza o apoio da Comunidade. 

  

Foto da Semana

 

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Universidade Sénior de Gondomar em visita de estudo a Lamego

 

publicado por IDADE MAIOR às 10:14

12
Mai 15

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Esta semana a nossa escolha recai sobre um escrito , poeta, prosador, natural do Norte de Portugal, Martinho de Anta que prefacia assim a segunda edição do seu livro “Novos Contos da Montanha”, em 1945:

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«Querido Leitor:

Escrevo-te da Montanha, do sítio onde medram as raízes deste livro. (…)»

Na sua obra perpassam valores humanistas que nos emocionam pela veracidade, humildade e lucidez .

Miguel Torga

 

 

 

 

Ladino

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Grande bicho, aquele Ladino, o pardal! Tão manhoso, em toda a freguesia, só o padre Gonçalo. Do seu tempo, já todos tinham andado. O piolho, o frio e o costeio não poupavam ninguém. Salvo-seja ele, Ladino.

Mas como havia de lhe dar o lampo, se aquilo era uma cautela, um rigor!... E logo de pequenino. Matulão, homem feito, e quem é que o fazia largar o ninho?! Uma semana inteira em luta com a família. Erguia o gargalo, olhava, olhava, e - é o atiras dali abaixo!... A mãe, coitada, bem o entusiasmava. A ver se o convencia, punha-se a fazer folestrias à volta. E falava na coragem dos irmãos, uns heróis! Bom proveito! Ele é que não queria saber de cantigas. Ninguém lhe podia garantir que as asas o aguentassem. É que, francamente, não se tratava de brincadeira nenhuma!

Uma altura! Até a vista se lhe escurecia... O pai, danado, só argumentava às bicadas, a picá-lo como se pica um boi. Pois sim! Ganhava muito com isso. Não saía, nem por um decreto. E, de olho pisco, ali ficava no quente o dia inteiro, a dormitar. Pobre de quem tinha de lho meter no bico...

Contudo, um dia lá se resolveu. Uma pessoa não se aguenta a papas toda a vida. Mas não queiram saber... Quase que foi preciso um pára-quedas.

Mais tarde, quando recordava a cena, ainda se ria. E deliciava-se a descrever as emoções que sentira. Arrepios, palpitações, tonturas, o rabinho tefe-tefe. E a ver as coisas baças, desfocadas. Agoniado de todo! Valera-lhe a santa da mãe, que Deus haja.

- Abre as asas, rapaz, não tenhas medo! Força! De uma vez!

Tinha de ser. Fechou os olhos, alargou os braços, e atirou o corpo, num repelão... Com mil diabos, parecia que o coração lhe saía pelos pés! Ar, então, viste-o.

Deu às barbatanas, aflito.

- Mãe! 

Mas afinal não caía, nem o ar lhe faltava, nem coisíssima nenhuma. Ia descendo como uma pena, graças aos amortecedores. Mais que fosse! No peito, uma frescura fina, gostosa... Não há dúvida: voar era realmente agradável! E que bonito o mundo, em baixo! Tudo a sorrir, claro e acolhedor...

A mãe, sempre vigilante e mestra no ofício, aconselhou-lhe então um bonito antes de aterrar. Dar quatro remadas fundas, em cheio, e, depois, aproveitar o balanço com o corpo em folha morta, ao sabor da aragem...

Assim fez. Os lambões dos irmãos nem repararam, brutos como animais! A mãe é que disse sim senhor, com um sorriso dos dela...

E pousou. Muito ao de leve, delicadamente, pousou no meio daquela matulagem toda, que se desunhava ao redor duma meda de centeio.

Terra! Pisava-a pela primeira vez! Qualquer coisa de mais áspero do que o veludo do ninho, mas também quente e segura. Deu alguns passos ao acaso, a tirar das cócegas nos dedos um prazer de que ainda tinha saudades. Depois, comeu. Comeu com fome e com gula os grãos duros que o sol esbagoava das espigas cheias. Numa bicada imprecisa, precipitada, foi a ver, engolira uma pedra. Não lhe fez mal nenhum. Pelo contrário. Ricos tempos! Desde o entendimento ao estômago, estava tudo inocente, puro. Fosse agora, e era indigestão pela certa. Arrombadinho de todo! Por isso fazia aquela dieta rigorosa...

Falava assim, e ria-se, o maroto. Nem pejo tinha da mocidade, que o ouvia deslumbrada.

- A vergonha é a mãe de todos os vícios - costumava dizer.

E tanto fazia a Ti Maria do Carmo pôr espantalho no painço, como não. Ladino, desde que não lhe acenassem com convite para arrozada numa panela, aos saltinhos ia enchendo a barriga. Depois, punha-se no fio do correio a ver jogar o fito, como quem fuma um cigarro. Desmancha-prazeres, o filho da professora aproximava-se a assobiar... Ah, mas isso é que não. Brincadeiras com fisgas, santa paciência. Ala! Dava corda ao motor, e ó pernas! Numa salve-rainha, estava no Ribeiro de Anta. Aí, ao menos, ninguém o afligia. Podia fartar-se em paz de sol e grainha.

- Que mais quer um homem?! 

- O compadre lá sabe... 

- Bem... Tudo é preciso... São necessidades da natureza... Desde que não se abuse... 

E continuava, muito santanário, a catar o piolho. Depois, metia-se no banho. 

- Rica areia tem aqui o cantoneiro, sim senhor! 

Micas concordava. E só as Trindades o traziam ao beiral da Casa Grande. 

Adormecia, então. E a sono solto, como um justo que era, passava a noite.

Acordava de madrugada, quando a manha rompia ao sinal de Tenório, o galo. Isto, no tempo quente.

Porque no frio, caramba!, ou usava duma táctica lá sua, ou morria gelado. Aquelas noites da Campeã, no Janeiro, só pedras é que podiam aguentá-las.

E chegava-se à chaminé. Com o bafo do fogão sempre a coisa fiava de outra maneira.

Ah, lá defender-se, sabia! A experiência para alguma coisa lhe havia de servir. Se via o caso mal parado, até durante o dia punha o corpo no seguro. Bastava o vento soprar da serra. Largava a comedoria, e - forro da cozinha! Não havia outro remédio. Tudo menos uma pneumonia!

A classe tinha realmente um grande inimigo - o inverno. Mal o Dezembro começava, só se ouviam lamúrias.

- Isto é que vai um ano, Ti Ladino!

A Cacilda, com filhos serôdios, e à rasca para os criar.

- Uma calamidade, realmente. Mas vocês não tomam juízo! É cada ninhada, que parecem ratas!

- O destino quer assim...

- Lerias, mulher! O destino fazemo-lo nós... 

Solteirão impenitente, tinha, no capítulo de saias, uma crónica de pôr os cabelos em pé. Tudo lhe servia, novas, velhas, casadas ou solteiras. Mas, quando aparecia geração, os outros é que eram sempre os pais da criança.

- Se todos fizessem como eu...

- Ora, como vossemecê!... Cala-te, boca. Mudemos de conversa, que é melhor... Segue-se que não sei como lhes hei-de matar a fome... - gemia a desgraçada.

- Calculo a aflição que deve ser...

E o farsante quase que chorava também. Quisesse ele, e a infeliz resolvia num abrir e fechar de olhos a crise que a apavorava. Pois sim! Olha lá que o safado ensinasse como se ia ao galinheiro comer os restos!... Enchia primeiro o papo e, depois, a palitar os dentes, fazia coro com a pobreza.

- É o diabo... Este mundo está mal organizado...

Um monumento! Como ele, só mesmo o padre Gonçalo. Quanto maior era a miséria, mais anediado andava.

- Aquilo é que tem um peito! Numas brasas, com uma pitada de sal...

Mas já Ladino ia na ponta da unha. Não queria quebrar os dentes de ninguém. Carne encoirada, durásia... E acrescentava:

- Isto, se uma pessoa se descuida, quando vai a dar conta está feita em torresmos. Que tempos!

O mais engraçado é que já falava assim há muitos anos, com um sebo sobre as costelas, que nem cabrito desmamado.

De tal maneira, que o Papo Magro, farto daquela velhice e daquelas manhas, a certa altura não pôde mais, e até foi malcriado.

- Quando é esse funeral, ti Ladino?

Mas o velho raposão, em vez de se dar por achado, respondeu muito a sério, como se fizesse um exame de consciência:

- Olha, rapaz, se queres que te fale com toda a franqueza, só quando acabar o milho em Trás-os-Montes.

 Miguel Torga, Os Bichos 

  

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Provérbios ligados a animais-pesquisa feita por Natália Machado, aluna da disciplina de Comunicação na UGIRT.

 

“Gato escaldado de água fria tem medo”

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 “A cavalo dado não se olha ao dente”

 

“Todo o burro come palha, a questão é saber dar-lha!”

 

“Cão que ladra não morde”

 

“Quem não tem cão, caça com um gato!”

 

“Quem tem burro e anda a pé, mais burro é!”

 

“Em rio que tem piranhas jacaré nada de costas”

 

“Cada macaco no seu galho”

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Sugestão de Culinária

 

Bola de Carne da CAROLINA!

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Ingredientes:

500 grs de farinha de trigo

120 grs de fermento padeiro

120 grs de manteiga derretida

3 ovos

3 dl de leite morno                                

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Preparação:

Numa tigela põe-se a farinha e no meio faz-se uma cova e pôe-se a manteiga que foi derretida em banho maria. Os ovos inteiros e o fermento derretido no leite morno.

Bate-se a manteiga com a batedeira ou à mãe.

Tapa-se a tigela com um pano e deixa-se levedar umas horas. (2 h + ou -)

Depois forra-se um tabuleiro com manteiga e polvilhado com pão ralado.

Distribui-se metade da massa por cima o fiambre, o salpicão e o toucinho fumado.

A seguir novamente a massa e vai ao forno.

Também se pode aproveitar carne de galinha ou de coelho.

 

 

Poesia

 

Só eu Sinto Bater-lhe o Coração

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Dorme a vida a meu lado, mas eu velo.

(Alguém há-de guardar este tesoiro!)

E, como dorme, afago-lhe o cabelo,

Que mesmo adormecido é fino e loiro.

 

Só eu sinto bater-lhe o coração,

Vejo que sonha, que sorri, que vive;

Só eu tenho por ela esta paixão

Como nunca hei-de ter e nunca tive.

 

E logo talvez já nem reconheça

Quem zelou esta flor do seu cansaço...

Mas que o dia amanheça

E cubra de poesia o seu regaço!

 

Miguel Torga, in 'Diário (1946)'

 

 

Mãe

Mãe:

Que desgraça na vida aconteceu,

Que ficaste insensível e gelada?

Que todo o teu perfil se endureceu

Numa linha severa e desenhada?

 

Como as estátuas, que são gente nossa

Cansada de palavras e ternura,

Assim tu me pareces no teu leito.

Presença cinzelada em pedra dura,

Que não tem coração dentro do peito.

 

Chamo aos gritos por ti — não me respondes.

Beijo-te as mãos e o rosto — sinto frio.

Ou és outra, ou me enganas, ou te escondes

Por detrás do terror deste vazio.

 

Mãe:

Abre os olhos ao menos, diz que sim!

Diz que me vês ainda, que me queres.

Que és a eterna mulher entre as mulheres.

Que nem a morte te afastou de mim!

 

Miguel Torga, in 'Diário IV'

 

Viagem

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Aparelhei o barco da ilusão

E reforcei a fé de marinheiro.

Era longe o meu sonho, e traiçoeiro

O mar...

(Só nos é concedida

Esta vida

Que temos;

E é nela que é preciso

Procurar

O velho paraíso

Que perdemos).

Prestes, larguei a vela

E disse adeus ao cais, à paz tolhida.

Desmedida,

A revolta imensidão

Transforma dia a dia a embarcação

Numa errante e alada sepultura...

Mas corto as ondas sem desanimar.

Em qualquer aventura,

O que importa é partir, não é chegar.   

Miguel Torga 

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

  

Roteiro: “Nos Trilhos de Torga”

9:0 h-Rio Tinto-Vila Real-S.Leonardo da Galafura-S.Martinho de Anta-Amarante-Rio Tinto. 20:0 h.

Do tanto que há para apreciar, para extasiar nossos olhos, encher nossa alma de horizontes de múltiplos azuis nesta terra, que é a nossa, neste Portugal de maravilhosas paisagens, escolhemos Vila Real, S. Leonardo da Galafura, S. Martinho de Anta … para uma simples homenagem ao grande escritor-poeta que foi e, é , Miguel Torga!

Fomos sentir no seu chão, fomos respirar no seu ar, fomos olhar a sua paisagem…

E … Valeu a pena!

Fomos felizes!

Um Grupo de 32 pessoas sorridentes, alegres, felizes pela partilha de tamanha beleza!

Somos os professores, directores, alunos e alunas da UGIRT !

E agora deliciem-se como NÓS!

 

Professor de Património Cultural e aluna Carolina Moreira na Estação de Serviço de Penafiel – 1ª paragem

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No autocarro, muita animação

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 Chegada ao Palácio de Mateus!

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A nossa Presidente e Coordenadora da UGIRT

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 As traseiras do Palácio!

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Nos jardins do Palácio os nossos alunos masculinos estavam animados a descobrir as diferentes ervas aromáticas

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 O Palácio de Mateus, com todo o nosso grupo, ganhou ainda mais brilho!

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 A maravilhosa vista do Restaurante onde almoçamos, S. Leonardo da Galafura!

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 A Isabel e o Fernandes disfrutando dos ares e da beleza da Galafura!

Usufruindo da paisagem…

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 Simplesmente BELO!

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Lendo o poema !

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Em S.Martinho de Anta, Terra natal de Miguel Torga, Espaço lindo para a sua obra, concebido pelo Arquiteto Eduardo Souto de Moura

 

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Comunicação!

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O Diretor do Espaço Miguel Torga recebeu-nos muito bem!

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Em Amarante já quase a terminar este dia Fantástico!

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Para Mais Tarde Recordar…

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 O Autocarro aguarda-nos! Regressamos a Rio Tinto!

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Foto da Semana

 

Palácio de Mateus!

 

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publicado por IDADE MAIOR às 16:13

11
Mai 15

Sugestão de Culinária

 

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Pequenos truques na sua cozinha

 

 

Cheiro a alho nas mãos

- Após descascar os alhos, passe sal grosso pelas mãos (ainda sem molhar), de seguida lave as mãos normalmente.

- Lave as mãos com limão, e seguidamente lave-as normalmente, vai ver que o cheiro desaparece.

- Virar a lâmina da faca para cima, colocá-la debaixo da torneira com água a correr, colocar os dedos da mão livre por baixo da lâmina da faca e deixar a água passar pela faca e pelos dedos.

Mude de mão e repita a operação.

 

 

Acabar com os cheiros a fritos

 

Colocar ao lado da frigideira uma chaleira com água a ferver e um pau de canela.

Um tacho com água a ferver e cascas de laranja.

 

Anular o excesso de sal

 

Se reparar que salgou demasiado a comida, coloque uma batata crua e descascada no tacho. Após alguns minutos, a batata acaba por ensopar o excesso de sal.

 

Evitar que o sal fique húmido

 

Colocar no saleiro alguns grãos de arroz ou um pouco de amido de milho.

 

Como tirar a pele de um tomate

 

Para tirar a pele do tomate, espete-o num garfo e aqueça-o directamente no bico do fogão. A pele soltar-se-á com facilidade.

 

   

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

Férias activas - Rota da Lampreia

No dia 27 de Março no âmbito das Férias activas da Páscoa, a FOS organizou algumas visitas sendo a Rota da Lampreia aqui a visada.

Os alunos fizeram a viagem de comboio partindo do Entroncamento até Vila Velha de Rodão.

Sendo a visita composta por uma visita ao Museu Lagar das Varas, seguido de um passeio de barco no Rio Tejo para visitar o monumento natural das Portas de Rodão.

Aqui ficam algumas fotografias:

 

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publicado por IDADE MAIOR às 17:15

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

O concelho de Ribeira de Pena, integrado no distrito de Vila Real, é atravessado pelo rio Tâmega.

De vales profundos e variedade paisagística, o concelho é apelidado por muitos de “Sintra de Trás-os-Montes”.

Ribeira de Pena é um concelho rico em vestígios arqueológicos, exemplo das diferentes ocupações, desde o Neolítico à cultura castreja, com destaque para os castros de Cabriz e de Lesenho.

Da ocupação romana subsistem exemplos como a Ara a Júpiter, adoçada a uma parede da Igreja de Santa Marinha, a Ara do Concelho e o Tesouro Monetário de Terra Nova.

Com o fim do império Romano, novos povos se instalaram no território. Necrópoles de sepulturas escavadas na rocha, de forma antropomórfica ou retangular, são testemunhos desse período de transição.

“Frequentemente encontradas em rochedos e fonte de variadas lendas são as gravuras conhecidas como “cantinhos”, com origem provável na Idade Média”.

O primeiro foral de Ribeira de Pena data de 1331, outorgado por D. Afonso IV, sendo o segundo conferido por D. Manuel I.

“D. Nuno Álvares Pereira, o Condestável, pelo seu casamento com D. Leonor Alvim, de Pedraça, possuiu diversas propriedades no concelho e a Quinta da Temporã figurou na doação a sua filha no casamento com o filho bastardo de D. João I, origem da Casa de Bragança”.

Aquando da reforma administrativa, no século XIX, o concelho esteve para ser extinto, mas, em 1853, manteve-se no novo mapa dos municípios, tendo sido anexadas as freguesias de Canedo e de Fiães do Tâmega, esta última mais tarde integrada no concelho de Boticas.

A agricultura e a pecuária são as principais atividades económicas da região, rica em gastronomia.

Peixes do rio, cabrito, vitela maronesa, milhos, couves com feijão, morcelas doces e serrabulho doce são algumas das principais iguarias que têm levado muitos turistas a visitar o concelho.

A riqueza paisagística da região tem atraído muitos visitantes que procuram atividades de natureza, cultura, exercício físico e lazer.

Assim, o concelho de Ribeira de Pena oferece um conjunto de percursos pedestres singulares como “O Caminho do Abade”, “A Levada de Stº Aleixo” e “Percurso pelo Rio Póio”, verdadeiros atrativos para os amantes da natureza.

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

A ignorância e o vento são do maior atrevimento.”

“As favas, Maio as dá, Maio as leva.”

“Boa cepa, Maio a deita.”

“Chovam trinta Maios e não chova em Junho.”

“Em Maio queima-se a cereja ao borralho.”

“Em Maio, já a velha aquece o palácio”.

“Em Maio, nem à porta de casa saio.”

“Em princípio de Maio, corre o Lobo e o Veado.”

“Fiandeira não ficaste, pois em Maio não fiaste.”

“Guarda o melhor saio para Maio."

“Maio couveiro não é vinhateiro.”

 

 

Sugestão de Culinária

 

Polvo à Lagareiro

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Ingredientes necessários à confeção desta receita (4 porções)

  • 1,5 kg de polvo
  • 1 kg de batatas pequenas
  • 600 gramas de cebolinhas
  • 1 cebola
  • 1 folha de louro
  • 6 dentes de alho
  • 3 dl de azeite
  • Sal grosso q.b.

 Preparação da receita de Polvo à Lagareiro

Iniciamos esta receita por amanhar o polvo e colocá-lo a cozer numa panela de pressão com água, a folha de louro, a cebola e o sal, por 20 minutos.

Entretanto preparamos dois tabuleiros que caibam em simultâneo no forno.

Num colocamos as cebolinhas e as batatas com casca, previamente lavadas e temperadas com sal grosso.

No outro tabuleiro colocamos o polvo, já cozido e cortado em pedaços, juntamente com os dentes de alho com casca. Regamos este último tabuleiro com o azeite e levamos os dois ao forno por 15 minutos, a 200°C.

Passado esse tempo, ao retirarmos as batatas eliminamos-lhes o excesso de sal e pressionamos ligeiramente, uma a uma, é a chamada batatinha a murro.

Colocamos tudo numa travessa de servir e regamos com o azeite e os alhos assados.

Bom apetite!!

 

  

Poesia

 

São Rosas

 

São tantas rosas que caem no chão

Da primavera, ao fim do verão

Da primavera, ao fim do verão

São tantas rosas que caem no chão

Ó linda rosa deixa-te estar

De dia ao sol de noite ao luar

De noite ao luar, de noite ao luar

Ó linda rosa deixa-te estar

Sou linda rosa do teu coração

Dou-te cheirinho nos dias de verão

Sou rosa encarnada amor e paixão

Sou linda rosa do teu coração

Ó linda rosa, tu és um encanto

Ó rosa branca criada no campo

Ó linda rosa, tu és um encanto

Sou linda rosa, sou o teu encanto

Vivo em jardins e vivo no campo

Vivo em jardins e vivo no campo

Minha vida é curta, não percas mais tempo.

 

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

 

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Foto da Semana

 

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publicado por IDADE MAIOR às 16:11

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Pedaços de História

(Dados fornecidos por Paulo Alcobia Neves)

   Águas Belas é o nome dado a uma das freguesias mais antigas e mais industriais do Concelho de Ferreira do Zêzere.

     São muitos e diversificados os atributos que por ali podemos encontrar: gente afável e trabalhadora, indústrias de cerâmica e madeiras, mantos deliciosamente verdes, planaltos repletos de rochas, eucaliptos e pinheiros, abundante terra de agricultura, múltiplos casarios de características especificas, pomares, vinheiros, excelente gastronomia, fontenários, ribeiros e lençóis de água por tudo quando é sítio. É ainda de salientar as nascentes naturais que se vêem no cimo dos cabeços, em locais onde ninguém esperaria a sua existência, e será talvez por isso que o povo as venerava, resguardando-as em pequenas ermidas eu caiavam de branco, enfeitavam, juncavam e faziam bonitos e vistosos arraiais na altura dos Santos Populares. Enfim, zona verde, zona de beleza natural, de tranquilidade e sossego, centro de uma região de floresta, de flores, de fruta, um prazer para os sentidos!

     É também em Águas Belas que existem muitos e valiosos marcos históricos, que fazem dela um dos mais nobres históricos cantinhos de todo o concelho.

     Em 1836 existiam na região quatro concelhos mais pequenos: Pias, Dornes, Águas Belas e Ferreira do Zêzere.

     Após esta data e através da reforma administrativa, estes concelhos foram extintos, á excepção do de Ferreira do Zêzere, que após várias reformas se tornou sede do concelho que abarcou os restantes.

     Mas, remontam aos primórdios da nacionalidade as notícias que nos chegam do território que hoje compreende esta Freguesia: El-Rei D. Sancho I, vendo em Pedro Ferreira um excelente servidor de seu pai e dele próprio e homem distinto nas Batalhas de Monte- Mor, sentiu o dever de amar, defender e amparar não só a ele mas também á sua mulher e filhos, doando-lhe em 1190 uma herdade em vale de Orjais, entre a Ribeira de Criveiro e o Carril do Soto, nas imediações de Águas Belas.

     Mais tarde, seria este ilustre habitante da nossa querida Freguesia a doar em testamento o Foral á Vila Ferreiro, antecessora da actual sede ao concelho.

     Segundo António Baião, habitou Pedro Ferreiro uma quinta, “A Escusa”, que mais tarde tomaria a denominação de Quinta da Alegria, que se situa no sopé da encosta e que pelo poente sustenta Águas Belas, podendo ver-se ali um lindo e riquíssimo Brasão constituído por lavores de cantaria, um coração e as respectivas armas; brasão esse que se perpetuou ao longo dos tempos, a assinalar a estadia dos diversos Barões que muito se distinguiram em Armas e em Letras.

   Foi dos primeiros o destemido Francisco Sousa Godinho, que pela sua bravura alcançou posição de destaque nas milícias napoleónicas, pelas quais fora raptado quando tinha apenas onze anos. Contam os anciãos do lugar que este patrício, a quem mais tarde alcunharam de Franciscão, estivera em França em 1822, onde fizera fortuna durante as campanhas, regressando quando tinha vinte e dois anos, sendo então reconhecido por um sinal que tinha nas costas, o que lhe deu direito á herança de seu pai, entretanto falecido. Ainda segundo a tradição, o seu fulgor era tal que constituiu três matrimónios, e entre legítimos e bastardos contavam-se-lhe trinta e sete filhos.

     Também sobre as invasões francesas sabe-se que, quando em 1810 as tropas francesas invadiram Portugal, houve um destacamento que estivera aquartelado na Venda da Serra e, segundo contava uma senhora idosa de seu nome Flavina de Alcobia, estes cometiam permanentemente desacatos e exageros de toda a ordem que muito desagradavam ao povo.

     Tal situação de desaforo, por se tornar insuportável, provocara tão grande descontentamento que levara as pessoas a unirem-se e a travarem com as tropas francesas uma batalha, que teria tido o seu embate no lugar da Pinheira, onde morrera muita gente.

     Outra família muito importante, á qual está ligado o riquíssimo historial de Águas Belas, é a dos Álvares Pereira que na pessoa de Rodrigo Álvares Pereira, irmão do Condestável, herdara em 1356, por oferta do Escudeiro Vassalo do Infante D. Pedro, o morgado de Águas Belas velha, situado defronte da Igreja Matriz.

     Por casamento, associaram-se estes Pereiras com os Sodrés, família á qual, dizem alguns genealogistas, pertenceria Vasco da Gama por linha materna, e que foram senhores do dito Morgado até ao século XIX.

     Em 1758 existia entre esse nobríssimo solar e a Igreja Matriz um passadiço que dava a uma tribuna situada por de cima da porta principal da Igreja, onde o Fidalgo mercador Capitão Duarte Sodré pereira e sua família assistiam aos ofícios Divinos.

     Esse nobríssimo Solar, assim como a Igreja Matriz, desapareceram no século passado, mas ali bem próximo podemos ainda hoje admirar o Pelourinho da antiga Vila, onde sobressai a Cruz Floreada dos Pereiras, virado de frente para a pequena Capelinha de culto privado que foi pertença dos Senhores destas terras.

     É ainda de salientar que, contrariamente a muitas linhagens que mais não fazem do que olhar aos feitos dos seus antecessores, sem olhar ás suas desgraças, os Sodrés Pereira foram, dentro da sua categoria, gente empreendedora que no país e no mundo souberam prestigiar o seu nome e a sua terra. Sendo justo realçar a figura do Capitão Duarte Sodré Perreia, distinto governador geral, capitão de várias embarcações e fortalezas e, ao seu tempo, um dos maiores mercadores mundiais.

     Outro marco histórico com imensas tradições, e também pertencendo a Águas Belas, foi, mais tarde, a Estalagem dos Vales. Edificada em 1885, e que se situava á esquina da rua que passa junto da escola das Basteiras, á direita da chamada curva do ferrador, no mesmo edifício onde funcionava a “Mala Posta”, ou seja, a casa onde se rendiam os cavalos que transportavam os mensageiros e onde estiveram hospedadas pessoas ilustres da vida nacional, como o Actor Taborda, que se encontrava em gozo de férias quando em 1896 fundou em Cernache o Teatro que tem o seu nome; o Rei D. Carlos, quando vinha para fazer as suas bem conhecidas caçadas ou como foi o caso para a inauguração da estrada de Tomar para a Sertã, mais propriamente da velha ponte do Vale da Ursa submersa pela barragem do Castelo do Bode; e Alfredo Keil, aquando das suas estadias em Águas Belas, Dornes e Paio Mendes. Durante uma das quais viria em Fevereiro de 1890 a compor a pauta da Portuguesa para orquestra. Fora dali que ele se deslocara a Lisboa a fim de se encontrar com Henrique Lopes de Mendonça e lhe pedir para fazer a letra que depois viria a ser proibida pela Família Real quando em Janeiro do ano seguinte o Movimento Republicano local fez uma manifestação no Porto. Sendo só após esse acontecimento, mais propriamente em 1911, oficializada como Hino Nacional.

Essa estalagem viria mais tarde a ser pertença de um casal meu familiar. Tratava-se de uma tia-avó materna de nome Maria Flores, que comprara essas instalações a uma tal Senhora Ana Rodrigues para o seu marido exercer como ferrador. Profissão que o tornara bem conhecido na região, não só através do seu ofício, como também pelos tratamentos que aplicava á ciática e pelas sangrias que fazia aos animais para os curar de determinadas doenças do tempo.

     Ainda hoje esse local é conhecido pela Curva do Ferrador, encontrando-se ali ainda as instalações e o banco onde ele trabalhava.

     Falámos anteriormente do desaparecimento da antiga Igreja Matriz de Águas Belas. Porém, as igrejas envolvem história e contêm tradições que prendem a atenção do povo. Assim, a actual Igreja de Águas Belas, que substituiu a velha Igreja Matriz, foi mandada construir pelo Senhor Conde de Burnay. Este Senhor precisava dos votos dos aguabelences para ser eleito deputado, e então mandou construir junto á Sede da Freguesia a Igreja para os cativar e para que o elegessem.

     Essa Igreja contém um enorme tesouro. Trata-se de um inigualável Custódia dourada com uma cruz de diamantes. Peça de alto valor religioso e de ourivesaria.

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

A chuvinha pela Ascensão

Vem-nos trazer muito pão.

 

Sugestão de Culinária

 

Cozido

 

     Coze-se um pé de porco, chispe, orelha, toucinho entremeado e carne de vaca, com grão de bico demolhado de véspera.

     Quando estiver quase cozido, juntam-se uma moura de sangue, uma farinheira previamente picada para não rebentar, uma morcela de arroz, um chouriço, um frango e uma cebola com dois ou três cravinhos.

     Retire as carnes e o grão. E passe o caldo por um passador antes de o pôr novamente ao lume, pra nele cozer, cabeças de nabo, cenouras, couve lombarda, molhinhos de feijão verde e batatas.

     Retira-se um pouco de caldo e faz-se um arroz seco. Cortam-se as carnes e serve-se tudo numa travessa.

 

 

Poesia

 

Poema

Dedicado a Águas Belas aquando da comemoração dos seus oitocentos anos

 

Anos

muitos anos,

oitocentas são as velas!

Como é bom ver-te

assim jovem,

assim linda,

Águas Belas.

Tens a Senhora da Graça

a abençoar teus caminhos,

a encher de pergaminhos

aquele que por ti passa;

tens fontes cristalinas

muita verdura nos prados,

filhos,

muitos filhos,

a quererem grandes cuidados!

Outeiros,

a Varela,

Vale Fundeiro

a Portela,

Bela Vista,

Besteiras,

Venda da Serra,

a Camarinha…

Ai terra,

ai terra minha!

Foi em ti

que eu nasci

num dia lindo de Verão.

 

Depois…

fui por lá

por muito longe!

Vi

Cidades

muitos Mares

multidões

gentes diferentes.

 

Ai terra minha!

Ai meu irmão!

 

Vivam, eles:

ricos

nobres.

Mas, deixem-me

aqui,

onde está meu coração.

                                             

                                     Sá Flores

 

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

Vai à Fava!

 

De 1 a 31 de maio não perca oportunidade de saborear os melhores pratos confecionados com esta leguminosa, desde entradas, sopas, pratos principais a sobremesas nos 10 restaurantes e 7 estabelecimentos de Tapas&Petiscos aderentes.

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Foto da Semana

 

Alunos e professores, na sala do Senado do Palácio de S. Bento- Assembleia da República

 

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publicado por IDADE MAIOR às 14:03

 

 

 

 

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 Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

Pesquisado na Internet e apresentado por: Turma 1

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 Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

Autor: António Mordido (pesquisas na Internet)

 

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Sugestão de Culinária

Autor: Turma 2. Pesquisado na Internet

 

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 Poesia

Autor: Turma 3, pesquisado na Internet

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Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 Apresentado por António Mordido, pesquisado na Internet

 

Já visitou as Galerias Romanas, na Rua da Prata, em Lisboa? Faça-o!

Ligue para a Câmara de Lisboa e informe-se dos dias e horas a que está aberto ao público.

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Foto da Semana

Autor: Turma 4, pesquisado na Internet

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publicado por IDADE MAIOR às 13:33

08
Mai 15

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publicado por IDADE MAIOR às 16:25

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Cartaz da Caminhada para dia 2 de maio, sábado

 

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publicado por IDADE MAIOR às 15:34

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Cartaz da 1ª apresentação pública dos alunos da UGIRT, nas disciplinas de "Danças do Mundo", "Teatro" e "Música-Cavaquinho".


Esta atuação será no Centro Social da Paróquia da Rio Tinto e em especial para os utentes do Centro.

 

 

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publicado por IDADE MAIOR às 14:03

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E-news produzida pela EAPN Portugal que pretende assinalar o Dia Europeu da Solidariedade Entre as Gerações – dia 29 de Abril.

 

29 de Abril – Dia europeu da solidariedade entre gerações

A Rede Europeia Anti-Pobreza / Portugal junta-se uma vez mais a esta iniciativa de celebrar o Dia Europeu da Solidariedade entre Gerações e de sensibilizar a sociedade para a importância de se promover uma maior e melhor intergeracionalidade. Para a União Europeia a solidariedade entre gerações refere-se ao apoio mútuo e à cooperação entre diferentes faixas etárias a fim de alcançar uma sociedade onde as pessoas de todas as idades têm um papel a desempenhar, de acordo com as suas necessidades e capacidades, podendo beneficiar do seu progresso económico e social da comunidade em igualdade de condições.

Segundo o Eurostat o impacto do envelhecimento demográfico no seio da UE será significativo nas próximas décadas. As baixas taxas de natalidade e o aumento da esperança ao longo da vida mudarão a estrutura da pirâmide de idades da UE28. As pessoas com idades entre os 0 e os 14 anos correspondiam a 15.6% da população da UE28 (1 de janeiro de 2013); as pessoas em idade ativa, ou seja, com idades entre os 15 e os 64 anos, correspondiam a 66.5% da população e as pessoas idosas, com idades de 65 e mais anos, detinham a parcela de 17.9% da população (um aumento de 0.4% comparativamente ao ano anterior).

Em termos de projeções, espera-se que até 2060 ocorra um aumento da população e um envelhecimento da mesma. Estima-se que a população da UE aumente cerca de 4% (de 507 milhões em 2013 até 2050), quando atingirá um pico (em 526 milhões) e depois iniciará uma lenta diminuição (para 523 milhões em 2060). A proporção das pessoas com idades entre os 0 e os 14 anos está projetada para permanecer moderadamente constante em 2060 na UE28 e na EA (cerca de 15%), enquanto que aqueles com idades entre os 15 e os 64 anos serão uma percentagem mais pequena, diminuindo de 66% para 57%. A proporção das pessoas com 65 ou mais anos será maior (irá aumentar de 18% para 28% da população) e as pessoas com 80 e mais anos (espera-se que aumente de 5% para 12%) serão, em 2060, tão numerosos como as pessoas mais jovens.

O índice de dependência dos idosos está projetado para aumentar de 27.8% para 50.1% na EU (para Portugal estima-se um aumento de 29.8 para 63.9), o que implica que das 4 pessoas em idade ativa que existem para cada pessoa com mais de 65 anos, passarão a existir 2 pessoas em idade ativa.

Não restam dúvidas que o envelhecimento demográfico é um desafio da sociedade de hoje e do futuro. Mas um desafio ainda maior prende-se com o facto de ser necessário existir um compromisso político para lidar com este envelhecimento e com o impacto do mesmo em termos sociais e económicos. É um risco assumirmos que por existirem mais pessoas idosas que isso é um problema na nossa sociedade. É importante reconhecer que a possibilidade de se viver mais tempo é um reflexo dos avanços da ciência e como tal mais do que um problema é uma conquista. No entanto, é errado não perceber os verdadeiros problemas que agravam a situação do envelhecimento e que se prendem, com a baixa taxa de natalidade, com a ainda existente fraca conciliação entre a vida profissional e a vida familiar, a pouca integração dos imigrantes, a pobreza, as baixas pensões, a dificuldade de acesso ao mercado de trabalho por parte de pessoas com idades mais avançadas, a inexistência de uma política de apoio à família, os estereótipos existentes relativamente à idade.

Em Abril de 2014 foi publicado o Livro Branco sobre a Solidariedade entre as Gerações e Envelhecimento Ativo. Este livro é um importante instrumento que permite “descodificar” alguns dos problemas que normalmente são atribuídos às pessoas idosas e, que, no geral, contribuem para aumentar o fosso entre as diferentes gerações. Entre o conjunto de recomendações que são apresentadas  salientamos a necessidade de “transversalizar a solidariedade intergeracional”, uma vez que “a solidariedade intergeracional não depende de uma única medida de política, nem tão pouco de uma área de atuação ministerial. Sendo assim, impõem-se que a solidariedade entre as gerações seja um objetivo assumido e partilhado pelas diferentes áreas das políticas públicas a nível nacional ou local”.

Esta orientação é de extrema importância uma vez que alerta para a necessidade de priorizar do ponto de vista político, e mesmo social, a construção de uma sociedade onde as gerações de todas as idades vejam reconhecidas o seu potencial e possam conviver e participar de modo igualitário numa sociedade que é de todos.

Referências:

  • 2012 Everyone has a role to play, European Year for Active Ageing and Solidarity between generations.
  • CARDOSO, Ana, Livro Branco sobre a solidariedade entre gerações e envelhecimento ativo, Lisboa, CESIS, Abril 20104. Disponível em - http://www.poatfse.qren.pt/content.asp?startAt=2&categoryID=510&newsID=1925&cnt_offset=0
  • European Commission, The 2015 Ageing Report. Underlying assumptions and projection methodologies, Brussels, EC_DG ECOFIN, 2014
  • Eurostat, Key figures on Europe_2014 edition, Luxembourg, Publications Office of the European Union, 2014.
  • Indicadores sobre a  Pobreza. Dados Europeus e Nacionais, EAPN Portugal, Abril 2015
publicado por IDADE MAIOR às 13:58

 

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Lenda das Maias

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Andavam os judeus à procura de Jesus para o matarem, quando certo dia, à noitinha, o viram recolher-se a uma casa de aparência humilde.   

Então, para poderem na manhã seguinte prender Jesus, penduraram um ramo de giestas no fecho da porta, a fim de não terem dificuldade em reconhecer a casa em que ele dormira.   

Mas, na manhã seguinte, por milagre, todas as casas tinham ramos de giestas nas portas. Desse modo, os judeus desorientados, não puderam descobrir a casa onde Jesus estava.   

A partir desse dia e ainda hoje, se costuma, no primeiro dia do mês de Maio, enfeitar as portas das casas com giestas, a que se dá o nome de Maias, por florirem em Maio…

 

 História das Aparições

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Não podíamos deixar de falar, nesta semana, nas aparições de Fátima

 

A 13 de Maio de 1917, três crianças apascentavam um pequeno rebanho na Cova da Iria, freguesia de Fátima, concelho de Vila Nova de Ourém, hoje diocese de Leiria-Fátima.

Chamavam-se Lúcia de Jesus, de 10 anos, e Francisco e Jacinta Marto, seus primos, de 9 e 7 anos. 

Por volta do meio-dia, depois de rezarem o terço, como habitualmente faziam, entretinham-se a construir uma pequena casa de pedras soltas, no local onde hoje se encontra a Basílica.

De repente, viram uma luz brilhante; julgando ser um relâmpago, decidiram ir-se embora, mas, logo abaixo, outro clarão iluminou o espaço, e viram em cima de uma pequena azinheira (onde agora se encontra a Capelinha das Aparições), uma "Senhora mais brilhante que o sol", de cujas mãos pendia um terço branco. 

A Senhora disse aos três pastorinhos que era necessário rezar muito e convidou-os a voltarem à Cova da Iria durante mais cinco meses consecutivos, no dia 13 e àquela hora.

As crianças assim fizeram, e nos dias 13 de Junho, Julho, Setembro e Outubro, a Senhora voltou a aparecer-lhes e a falar-lhes, na Cova da Iria. A 19 de Agosto, a aparição deu-se no sítio dos Valinhos, a uns 500 metros do lugar de Aljustrel, porque, no dia 13, as crianças tinham sido levadas pelo Administrador do Concelho, para Vila Nova de Ourém. 

Na última aparição, a 13 de Outubro, estando presentes cerca de 70.000 pessoas, a Senhora disse-lhes que era a "Senhora do Rosário" e que fizessem ali uma capela em Sua honra.

Depois da aparição, todos os presentes observaram o milagre prometido às três crianças em Julho e Setembro: o sol, assemelhando-se a um disco de prata, podia fitar-se sem dificuldade e girava sobre si mesmo como uma roda de fogo, parecendo precipitar-se na terra.

Posteriormente, sendo Lúcia religiosa de Santa Doroteia, Nossa Senhora apareceu-lhe novamente em Espanha (10 de Dezembro de 1925 e 15 de Fevereiro de 1926, no Convento de Pontevedra, e na noite de 13/14 de Junho de 1929, no Convento de Tuy), pedindo a devoção dos cinco primeiros sábados (rezar o terço, meditar nos mistérios do Rosário, confessar-se e receber a Sagrada Comunhão, em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria) e a Consagração da Rússia ao mesmo Imaculado Coração.

Este pedido já Nossa Senhora o anunciara em 13 de Julho de 1917.

Anos mais tarde, a Ir. Lúcia conta ainda que, entre Abril e Outubro de 1916, tinha aparecido um Anjo aos três videntes, por três vezes, duas na Loca do Cabeço e outra junto ao poço do quintal da casa de Lúcia, convidando-os à oração e penitência. 

Desde 1917, não mais cessaram de ir à Cova da Iria milhares e milhares de peregrinos de todo o mundo, primeiro nos dias 13 de cada mês, depois nos meses de férias de Verão e Inverno, e agora cada vez mais nos fins-de-semana e no dia-a-dia, num montante anual de cinco milhões.

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

De Pequenino…

“De pequenino é que se torce o pepino”

 

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Este provérbio popular português é uma frase bastante utilizada para transmitir a sabedoria popular de que quando uma pessoa ainda é criança, é facilmente moldável para quebrar certos comportamentos, enquanto que se for adulto e se tentar modificar a personalidade dessa pessoa, é uma tarefa bastante árdua, mas não impossível, visto que o carácter de um adulto está completamente formado e bem definido.

Esta comparação do crescimento do ser humano com o crescimento de um pepino é interessante, porque tal como o ser humano, quando um pepino é pequeno é fácil de torcer e quebrar, enquanto que se tentar torcer e quebrar um pepino grande, será preciso usar muita força para se conseguir tal proeza.

 

Sugestão de Culinária

 

 Bolo de Alface

 

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 Ingredientes:

- 4 ovos

- 2 chávenas (chá) farinha

- 2 chávenas (chá) açúcar

- 1 alface

- 1 copo de óleo

- 1 colher (chá) fermento

 

Preparação:

Com a varinha mágica ralar a alface, as gemas e o óleo.

Noutro recipiente juntar a farinha e o açúcar e de seguida juntar o preparado que ralou com a varinha mágica.

Por fim junta-se as claras batidas em castelo, mexendo com cuidado. Coloca-se na forma e leva-se ao forno.

Depois de desenformado polvilhar com canela e açúcar a gosto.

 

 

Poesia

 

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As Maias, Giesta em Flor

 

Já floreiam giestas pelos montes

Aromas acres invadem os caminhos

O amarelo e o branco em horizontes

À mistura com roxos rosmaninhos.

 

Vamos em bando colhê-las aos braçados

Antes que nasça o sol da madrugada

Com elas marcaremos a morada 

Das nossas gentes e dos nossos gados.

 

Para que não entrem nelas inimigos

Nem a má sorte de azares ou castigos

Que às vezes caem sobre a natureza.

 

As maias são prenúncio de farturas

com que a Terra nas suas criaturas

Presenteia o trabalho e a beleza.

 

                                                    Aurora Simões de Matos

 

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

  

Santuário de Fátima

 

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Neste fim-de-semana aconselhamos a Visitar o Santuário da Nossa Senhora de Fátima, Leiria

O Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, localizado na Cova da Iria, freguesia de Fátima, é um dos mais importantes santuários marianos do mundo.

 

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publicado por IDADE MAIOR às 12:45

07
Mai 15

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

Pesquisado na Internet e apresentado por: Turma 2

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Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

Autor: António Mordido (pesquisas na Internet)

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Sugestão de Culinária

Autor: Turma 1. Pesquisado na Internet

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Poesia

Autor: Turma 3, pesquisado na Internet

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Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

Apresentado por António Mordido, pesquisado na Internet

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  Veja aqui:

http://www.museudoscoches.pt/

  

 

Foto da Semana

Autor: Turma 4, pesquisado no Google Imagens

 

Há sombras e “sombras”!?!? Já foi ao Cristo Rei ( de Almada?!?)

 

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publicado por IDADE MAIOR às 13:46

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Significado e História do 1º de Maio, Dia do Trabalhador

 

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1 de maio é o Dia do Trabalhador, data que tem origem a primeira manifestação de 500 mil trabalhadores nas ruas de Chicago, e numa greve geral em todos os Estados Unidos, em 1886. Três anos depois, em 1891, o Congresso Operário Internacional convocou, em França, uma manifestação anual, em homenagem às lutas sindicais de Chicago. A primeira acabou com 10 mortos, em consequência da intervenção policial. São os factos históricos que transformaram 1 de maio no Dia do Trabalhador. Até 1886, os trabalhadores jamais pensaram exigir seus direitos, apenas trabalhavam.

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No dia 23 de abril de 1919, o Senado francês ratificou as 8 horas de trabalho e proclamou o dia 1º de maio como feriado, e um anos depois a Rússia fez o mesmo.

No Brasil é costume os governos anunciarem o aumento anual do salário mínimo no dia 1 de maio.

No calendário litúrgico celebra-se a memória de São José Operário por tratar-se do santo padroeiro dos trabalhadores.

Em Portugal, os trabalhadores assinalaram o 1.º de Maio logo em 1890, o primeiro ano da sua realização internacional. Mas as ações do Dia do Trabalhador limitavam-se inicialmente a alguns piqueniques de confraternização, com discursos pelo meio, e a algumas romagens aos cemitérios em homenagem aos operários e ativistas caídos na luta pelos seus direitos laborais.

Com as alterações qualitativas assumidas pelo sindicalismo português no fim da Monarquia, ao longo da I República transformou-se num sindicalismo reivindicativo, consolidado e ampliado. O 1.º de Maio adquiriu também características de ação de massas. Até que, em 1919, após algumas das mais gloriosas lutas do sindicalismo e dos trabalhadores portugueses, foi conquistada e consagrada na lei a jornada de oito horas para os trabalhadores do comércio e da indústria.

Mesmo no Estado Novo, os portugueses souberam tornear os obstáculos do regime à expressão das liberdades. As greves e as manifestações realizadas em 1962, um ano após o início da guerra colonial em Angola, são provavelmente as mais relevantes e carregadas de simbolismo. Nesse período, apesar das proibições e da repressão, houve manifestações dos pescadores, dos corticeiros, dos telefonistas, dos bancários, dos trabalhadores da Carris e da CUF. No dia 1 de Maio, em Lisboa, manifestaram-se 100 000 pessoas, no Porto 20 000 e em Setúbal, 5000.

Ficarão como marco indelével na história do operariado português, as revoltas dos assalariados agrícolas dos campos do Alentejo, que tiveram o seu grande impulso no 1.º de Maio de 62. Mais de 200 mil operários agrícolas que até então trabalhavam de sol a sol, participaram nas greves realizadas e impuseram aos agrários e ao governo de Salazar a jornada de oito horas de trabalho diário.

Claro que o o 1.º de Maio mais extraordinário realizado até hoje, em Portugal, com direito a destaque certo na história, foi o que se realizou oito dias depois do 25 de Abril de 1974.

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O Dia do Trabalhador também tem sido tubulento na Turquia, muitas vezes violento e mortal. Este ano fica marcado por uma originalidade : o regime não quis proibir diretamente a manifestação tradicional na PraçaTaksim. Mas começou uma renovação completamente desproporcionada para impedir a chegada a concentração de trabalhadores e intelectuais no local histórico.

No Japão, o 1° de maio é comemorado a… 23 de novembro, desde 1948. É chamado de Kinrou Kansha no Hi ( きんろうかんしゃのひ / 勤労感謝 の日), que traduzindo seria “Dia da Ação de Graças ao Trabalho“.

Muito antes de ser considerado o Dia do Trabalhador, 1 de maio foi dia de outros factos históricos.

  • Em 1500, Pedro Álvares Cabral tomou posse da Ilha de Vera Cruz (atual Brasil), em nome do Rei de Portugal.
  • Já em 1707, passou a vigorar o Tratado de União, que transformou os reinos da Inglaterra e da Escócia em Reino Unido. A ópera ‘As Bodas de Fígaro’, de Mozart, estreou em Viena, Áustria, neste dia, em 1786. E em 1834 foi abolida a escravatura nas colónias inglesas.
  • No primeiro dia de maio de 1960, iniciou-se uma crise diplomática entre antiga União Soviética e osEUA, com o abate do U-2, um avião espião norte-americano, pilotado por Francis Gary Powers.
  • O automobilismo sofre uma grande perda num 1° de maio: em 1994, no Grande Prémio de San Marino, o brasileiro Ayrton Senna sofreu um acidente grave e morreu no mesmo dia.
  • A 1 de maio de 2004, a União Europeia cresceu, com a entrada de mais dez países: República Checa, Hungria, Chipre, Eslováquia, Polónia, Eslovénia, Estónia, Letónia, Lituânia e Malta.
  • E em 2011, 1 de maio foi dia da beatificação do Papa João Paulo II, exatamente no dia em que Barack Obama disse “We got him”, referindo-se ao terrorista Osama Bin Laden, capturado e morto numa operação norte-americana, no Paquistão.
  • Nasceram neste dia Jean de Joinville, escritor francês (1225), Aleksey Khomyakov, poeta russo (1804), e Sidónio Pais, presidente da República de Portugal (1872).

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Grão a Grão…

“Grão a grão enche a galinha o papo”

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Este provérbio refere-se às pequenas coisas da vida que poderão ser amealhadas se forem sendo recolhidas, por mais pequenas que sejam, como um grão de milho.

Tal como a galinha que ficará de papo cheio se for comendo os pequenos grãos de milho, se formos juntando todos os dias (por exemplo) o valor de um maço de tabaco num mealheiro, ao fim de um ano estará no mealheiro uma boa quantia que dará para ser gozada com uma viagem de férias.

 

Sugestão de Culinária

 

Marmelada de Maçã

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Ingredientes:

1,200 kg de maçã já descascada e descaroçada

750 gr. de açucar

1 pau de canela

Sumo de limão

 

Preparação:

Colocar a maçã já descascada e descaroçada num recipiente com o açucar, o sumo de limão e 1 pau de canela e levar ao lume. Não é necessário juntar água.

Depois de começar a ferver, deixar cozer em lume brando á volta de 30 minutos, mexendo sempre, até a maçã estar desfeita. Retirar o pau de canela e passar com a varinha mágica, se necessário levar novamente a lume brando, mexendo para engrossar um pouco ou até atingir a consistência desejada.

Colocar em taças e deixar secar durante uns dias, tapando posteriormente com papel vegetal molhado em aguardante.

Nota: esta marmelada fica mais clara do que a marmelada de marmelo e não conserva por muito tempo, mas fica muito boa e pode-se fazer em qualquer altura do ano! 

 

Poesia

 

Poema ao 1º de Maio

 

1° de Maio, 

do sol vê-se o raio 

arauto da vida, 

bandeira estendida, 

com a negra divisa 

que o povo organiza. 

Um mundo de amor 

que extingue o opressor, 

termina com a guerra, 

socorre a terra 

da morte eminente 

sob a forma doente 

do mal capital, 

que recebe o aval 

dos vampiros sedentos 

pelos jovens rebentos, 

sacrificados no rito, 

trabalhando ao apito 

que aciona à alvorada, 

e ao fim da jornada, 

quando o sol já se pôs. 

E a um barraco depois 

seguem rumo inseguro, 

um caminho escuro 

onde esperam soldados 

por patrões ordenados.

Mas alguns não arreiam, 

e indignados semeiam 

nos tijolos pioneiros, 

de corpos guerreiros, 

a justiça que escavam, 

e os braços trabalham 

no levante da massa 

em defesa da causa. 

Frutificai do martírio 

nos campos ó Lírio, 

pois em vão não partiram 

e com gloria caíram 

em Chicago a tiros, 

misturados aos gritos. 

Foram com dignidade 

com firmeza e coragem, 

pois naqueles valentes 

os cães obedientes 

dispararam com fúria. 

Mas para além da penúria 

seus irmãos solidários, 

não mais solitários, 

organizavam mais firmes 

suas marchas sublimes, 

da redenção o ensaio: 

O 1° de Maio.

                                                                Jaguarape

 

            Homenagem ao Trabalhador

 

Obrigado ao agricultor por cultivar a terra

e dela tirar o nosso sustento, nosso alimento.

Obrigado ao professor que transmite o

conhecimento com amor.

Obrigado ao médico que trata a doença

Com paciência.

Obrigado ao operário

Que todos os dias o sonho constrói.

Obrigado ao padeiro

Que com amor prepara

O pão quentinho de cada dia.

Obrigado ao jornalista e ao jornaleiro

Que leva a notícia fresquinha

O dia inteiro.

Obrigado ao motorista

Que com atenção

leva o passageiro.

Obrigado ao dentista

Que trata do sorriso do brasileiro.

Obrigado ao carteiro que leva

A correspondência, a carta

Ao destino certeiro.

Obrigado a todos os trabalhadores

E trabalhadoras que fazem deste país

Um lugar melhor e mais feliz.

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

Museu Romântico da Quinta da Macieirinha

 

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Também designada por Quinta do Sacramento ou Quinta da Macieirinha, esta casa de campo de finais do século XVIII foi adquirida pela Câmara Municipal do Porto, em 1972, para aí ser criado o museu.

O espaço museológico pretende recriar ambientes interiores de uma casa abastada do século XIX, abordando as estéticas, os modos e os costumes relacionados com o Romantismo, a cidade do Porto Oitocentista, assim como perpetuar a memória de Carlos Alberto de Sabóia, rei da Sardenha e príncipe do Piemonte.

Esta figura romântica, que a cidade do Porto recebeu com o coração, veio a morrer nesta quinta, a 28 de julho de 1849, triste, doente e exilado da sua pátria.

 

Horário: seg-sab 10:00-17:30 dom 10:00-12:30 (últimas admissões 12:00)/14:00-17:30 (últimas admissões 17:00) Encerrado: Feriados

  

Foto da Semana

 

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 Foto tirada por Eugénia Fernandes em Gramido, Gondomar

Ponte do Freixo, com vista sobre o Rio Douro e a Cidade do Porto

 

publicado por IDADE MAIOR às 13:31

06
Mai 15

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 Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

O CALDO DE PEDRA

 

Um frade andava ao peditório; chegou à porta de um lavrador, mas não lhe quiseram aí dar nada.

O frade estava a cair com fome, e disse:

– Vou ver se faço um caldinho de pedra. E pegou numa pedra do chão, sacudiu-lhe a terra e pôs-se a olhar para ela para ver se era boa para fazer um caldo. A gente da casa pôs-se a rir do frade e daquela lembrança. Diz o frade:

– Então nunca comeram caldo de pedra? Só lhes digo que é uma coisa muito boa.

Responderam-lhe:

– Sempre queremos ver isso.

Foi o que o frade quis ouvir. Depois de ter lavado a pedra, disse:

– Se me emprestassem aí um pucarinho.

Deram-lhe uma panela de barro. Ele encheu-a de água e deitou-lhe a pedra dentro.

– Agora se me deixassem estar a panelinha aí ao pé das brasas.

Deixaram. Assim que a panela começou a chiar, disse ele:

– Com um bocadinho de unto é que o caldo ficava de primor.

Foram-lhe buscar um pedaço de unto. Ferveu, ferveu, e a gente da casa pasmada para o que via.

Diz o frade, provando o caldo:

– Está um bocadinho insosso; bem precisa de uma pedrinha de sal.

Também lhe deram o sal. Temperou, provou, e disse:

– Agora é que com uns olhinhos de couve ficava que os anjos o comeriam.

A dona da casa foi à horta e trouxe-lhe duas couves tenras. O frade limpou-as, e ripou-as com os dedos deitando as folhas na panela.

Quando os olhos já estavam aferventados disse o frade:

– Ai, um naquinho de chouriço é que lhe dava uma graça...

Trouxeram-lhe um pedaço de chouriço; ele botou-o à panela, e enquanto se cozia, tirou do alforge pão, e arranjou-se para comer com vagar. O caldo cheirava que era um regalo. Comeu e lambeu o beiço; depois de despejada a panela ficou a pedra no fundo; a gente da casa, que estava com os olhos nele, perguntou-lhe:

– Ó senhor frade, então a pedra?

Respondeu o frade:

– A pedra lavo-a e levo-a comigo para outra vez.

E assim comeu onde não lhe queriam dar nada.

Extraído de, Contos Tradicionais do Povo Português, Teófilo Braga, 1883

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Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

  

"A cada boca uma sopa"

 

"Tal é o pão, tal é a sopa"

 

 "Palavras não engordam sopas"

 

"Razões não fazem sopas"

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  "A hóspede comedor, mais água na sopa"

 

"Boca calada faz boa sopa"

 

 

"Muitos cozinheiros estragam a sopa"

 

 

"Amizade renovada é como sopa requentada"

  

“Sopa a meio copo cheio”

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Sugestão de Culinária

SOPA DE LEGUMES   -   SAUDÁVEL

 

 

Ingredientes:

1 xícara de feijão branco 1 xícara de ervilhas

Sal

4 cenouras

1 nabo

2 alhos franceses

1 cebola

Talos de couve portuguesa

 

 

 

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 Preparação:

Coza o feijão branco e as ervilhas num litro de água temperada com sal.

Depois de bem cozidos junte os restantes legumes cortados grosseiramente, e deixe cozer.

Bata a sopa com um "passe-vite" ou uma varinha mágica e leve de novo ao fogo até levantar fervura.

Nota: pode, antes de servir, forrar os pratos ou a terrina, com fatias fininhas de pão.

 BOM APETITE! 

 

Poesia

 

“Rio Tinto com POESIA!”  -os poetas vão ao café!

  • Um projeto para a cidade viver e sentir a poesia, conhecer os poetas vivos e também aqueles que partiram mas estão vivos através dos seus versos!
  • Um projeto que eleva a poesia e os poetas, que aproxima as pessoas, que convida os cidadãos a ouvir e a participar, no dizer, no comentar, na música, no convívio…na arte e cultura!
  • Uma vez por mês num café/confeitaria da cidade… a poesia acontece!

No dia 14 de abril foi assim…no Café City Jovem, na Cidade Jovem em Rio Tinto.

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A Drª Maria José Guimarães fez a abertura da sessão e leu alguns poemas de sua autoria, ao longo da noite.

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Autores de Editora Mosaico de Palavras participaram nesta tertúlia poética…e tocaram viola e cantaram e encantaram!

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A Dª Ilda Sousa e a Dª Maria Teresa (alunas da UGIRT) estavam muito atentas…

 

POEMA DESTACADO nesta sessão

 

“LÁGRIMA DE PRETA” DE António Gedeão

 

Lágrima de preta

Encontrei uma preta

que estava a chorar,

pedi-lhe uma lágrima

para a analisar.

                                   

Recolhi a lágrimaPOESIA 4.jpg

com todo o cuidado

num tubo de ensaio

bem esterilizado.

 

Olhei-a de um lado,

do outro e de frente:

tinha um ar de gota

muito transparente.

 

Mandei vir os ácidos,

as bases e os sais,

as drogas usadas

em casos que tais.

 

Ensaiei a frio,

experimentei ao lume,

de todas as vezes

deu-me o que é costume:

 

Nem sinais de negro,

nem vestígios de ódio.

Água (quase tudo)

e cloreto de sódio.

  

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Dª Amélia e o Sr. António conversando com a professora Maria José

 

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Dª Elvira Santos declamando…

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Manuel Alves, poeta e cantor…

 

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Goreti Dias autora da Editora Mosaico de palavras também nos brindou com a sua poesia!

 

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Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

Visitar o museu interactivo “Discovery World” na cidade do PORTO

 

Uma visita a não perder!

 

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 Uma viagem pela história dos Descobrimentos Portugueses…

 

Foto da Semana

 

As maravilhosas cores da NATUREZA!

e… Os desenhos esculpidos na árvore…

Ao centro, reparem…não parece uma pessoa ali sentada a ouvir o silêncio?!

Simplesmente encantador!

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publicado por IDADE MAIOR às 13:08

05
Mai 15

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

Conto: O Lobisomem

(recolha feita no Freixal)

 

O Ti Joaquim Simões era homem de trato fino, vestia jaqueta e calça de “surrobeco” e fora durante muitos anos responsável pelos trabalhos da quinta do Senhor Correia, uma das maiores da zona do Freixial, e era também um grande contador de histórias:

Esta ninguém ma contou, passou-se nas minhas barbas. Lá na quinta trabalhavam sempre muitos homens e mulheres. Vinham de todos os lugares, mas a maioria deles era Aldeia dos Gagos, de uma pequena povoação ali à volta do Freixal. Homens danados para trabalhar! Às vezes por um copo de vinho a mais ensopavam a roupa do corpo em suor, pareciam charruas a entrar com a enxada por aquela terra fora.

Um dia, depois do sol se pôr, altura em que terminavam o trabalho, o Augusto Carrapinho, um valente homenzarrão, forte e musculoso, disse-me:

     -Oh Ti Joaquim, eu hoje não vou à adega, tenho de ir picar o gajo.

     -Mas à noite não é altura para picar porcos, nem para encurralar touros.

     -Não, não se trata de nada disso! É cá uma outra coisa…

     -Vê lá, vê, põe-te mas é a pau, olha que isso não são coisas para brincadeiras.

     -Não se incomodem, eu não sou cagarola como vocês.

Eu estava um pouco espantado a ouvir aquele pessoal todo, e até um pouco admirado com a atitude do Carrapinho. Ele era sempre o primeiro a chegar à adega e o último a sair. E ir-se embora no meio daquela conversa toda, começou a fazer-me pieira na garganta:

     -Mas o que é que ele vai fazer? Nunca o vi assim tão acelerado.

     -Oh Ti Joaquim, é cá uma história que anda para aí!

     -História não, é verdade, ele é mesmo Blisomem!

     -Blisomem, essa agora!

     -É verdade é, Ti Joaquim. Trata-se ali do António das Carapoulas.

     -Aquilo é matemático, em faltando aí cinco para a meia noite, lá está ele a sair de casa, a espojar-se ali na encruzilhada e a transformar-se em gato, burro, cavalo, olhe, no último animal que por ali tiver passado.

     -Oh Manel, olha que essa é forte, parece-me que faz parte do livro de S. Cipriano!

     -Oh Mantoulas, não digas isso pá, olha que até os cabelos do corpo se me estão a arrepiar.

     -Eu com essas coisas não quero brincadeiras.

     -Não faça caso, Ti Joaquim, esse também tá farto de ver Blisomens!

Cada vez que apanha uma piela, vê-os ás dúzias.

     -Vocês são mesmo de partir o caco. Mas o que é que o diabo do Carapinha vai lá fazer?

     -Ele diz que é mentira, que isso não existe, e, para provar, vai lá estar à meia noite, esta semana toda.

     -Eu avisei-o, disse mais que uma vez para ele não ir. Eu já vi com os meus olhos, aquelo é da gente se arrepiar! Mas isso é lá com ele.

     -Amanhã já me vou meter com ele.

     -Se ele aparecer, ti Joaquim, se ele aparecer!

Parecia uma paródia, aquela conversa toda. Cada um dizia sua coisa.

De Blisomens eu sempre ouvi falar em toda a minha vida, mas o que ali se passava era diferente, e não deixava de ter a sua graça.

No outro dia, ao nascer do sol, o Carapinha não apareceu. E então aí a conversa ainda foi pior. Havia quem risse, quem desse gargalhadas, quem dissesse que ele tinha desaparecido, que tinha levado um encherto de porrada, eu sei lá, só faltou fazerem o funeral ao pobre homem.

A meio da manhã, já com o sol a cobrir todo o cabeço, lá aparece o Carapinha. Parecia que tinha sido desenterrado! O raça do homem até metia medo.

Todos se metiam com ele, mas não lhe arrancavam nem uma fala.

Triste, com os olhos no chão, largou a saca, despiu o colete, e entrou no seu lugar, na cava, ao lado dos outros.

   -Oh homem, diz alguma coisa, ou será que o Blisomem te tirou a fala?

     -Lá amarelo, vem ele.

     -E arrepiado, também! Olhem para o boné, parece espetado nos cabelos.

     Todos largavam a sua laracha. Queriam obriga-lo ma falar fosse a que preço fosse.

     Oh Carapinha, vê lá se não te sentes bem, vai-te deitar ali um pedaço, debaixo de um eucalipto.

     -Não, Ti Joaquim, isso já passa. É cá uma arrelia.

     -Mas que diabo é que te passou pela cabeça, para te ires lá meter com o Blisomem?

     Oh Ti Joaquim, por favor não me fale nisso. Pelo amordeus, não me fale nisso. Se soubesse o que se passou!

     Oh homem, conta lá, já agora também gostava de saber.

O pessoal parou todo, encostado ao cabo da enxada, olhar para o Carapinha.

     -Aí no lugar e arredores, andava tudo cheio que o António das Carapoulas era Blisomem. E ontem eu fui lá para a encruzilhada. E não sei como é que foi aquilo. Era meia noite e picos quando aparece ali um cavalo, ao pé de mim. Não me assustei nada, ele era bonito. Comecei a falar-lhe, tirei a minha cinta e, quando lhe passava com ela pelo pescoço, o raça do cavalo dá cá um esticão. Levou-me a cinta e quase pregava comigo no chão.

Os colegas, contrariamente ao que se havia passado até ali, calaram-se, viram a mágoa com que ele falava, as lágrimas quase a caírem-lhe dos olhos.

Durante muito tempo, não se falou noutra coisa.

Como sempre acontece, havia quem acreditasse e quem desmentisse. Mas, o pobre do Carapinha é que jurou nunca mais se meter noutra, e até quase proibiu de falarem nisso á sua frente.

Na festa da Senhora de Pranto, na maior romaria que se faz aqui nos arredores, o Carapinha foi integrado no Sírio da freguesia de Paio Mendes.

Um espectáculo bonito, muitos carros de mulas enfeitados com flores e carregados de pessoas, muitas pessoas, essencialmente da Irmandade e da banda.

Depois de acabar a missa, ao som da música e da alvorada dos foguetes, Carapinha encaminhava-se para o olival para ir comer o farnel com a família.

Quando descia as escadas de cantaria, deparou com o António das Carapoulas.

Nunca mais tinha olhado para ele mas, naquel dia, sem saber bem porquê, mirou-o debaixo a cima.

E qual é o seu espanto quando reconhece a sua cinta enrolada à cintura do Carapoulas.

Naquela altura não foi capaz de dizer nada.

Desceu a calçada e foi com a família para baixo de uma oliveira, junto ao Zêzere.

O comer enrolava-se na garganta. Não lhe saía aquela da cabeça!

Ainda a meio do farnel, levantou-se e disse à família que já vinha.

Foi ao encontro do António das Carapoulas.

     Encontrou-o no adro, junto à torre secular da igreja, a olhar para os barcos enfeitados que faziam procissão pelo rio.

Naquele momento, não havia Blisomem, nem meio Blisomem, era de homem para homem.

Aproximou-se dele, abriu-lhe as bordas do casaco:

     -Oh Ti António, onde é que você encontrou esta cinta? Olhe que ela é minha, tem aqui este sinal!

     -Onde é que tu a deixastes?

     -Não a deixei em lado nenhum. Aqui há tempos atei-a ao pescoço dum cavalo, e ele fugiu-me com ela.

     -pois é, sabes o que é isso? É a mania de te meteres com quem não deves. Toma lá a tua cinta e nunca mais te esqueças daquele ditado que diz “quem vai vai, quem está está!”

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Circo na lua

Água na rua

 

 

Sugestão de Culinária

 

Miolos

 

Apesar do nome, esta receita popular é confecionada com várias carnes de porco.

Cortam-se em pedaços os lombetes e os rins de porco, temperam-se com pimenta e vinho e alouram-se em banha de porco; com tudo bem misturado, junta-se um pouco de água ou, de preferência, caldo de carne.

Retira-se o tacho do lume, batem-se alguns ovos com os miolos – conforme a porção de miolos assim o número dos ovos -, misturam-se carne e vai ao lume a ferver; desfaz-se, então, miolo de pão de trigo e um pouco de pão de milho, envolve-se bem no preparado, torna a ferver e faz-se uma merenda num tacho de barro.

Por fim mistura-se um pouco de sumo de limão a cortar a gordura.

 

 

Poesia

 

Ao Rio Zêzere

 

 

Eu vi-te um dia, ó Zêzere

Serpenteando p’los montes

Bebendo água p’las fontes

Salpicadinhas de estevas.

 

Vi-te chorar nas cascatas

Passa-las com timidez;

Vi-te por mais que uma vez

Passar rochedos de gatas.

 

Vi-te ser canto e encanto

De rouxinóis e donzelas

E deixares em muitas delas

Um riozinho de pranto.

 

Vi-te pairar de mansinho

P’ra libertares o teu choro

E veres em lindo namora

Carquejas e rosmaninho.

 

Vi-te ser sonho, desejo

Filhinho de mãe brejeira

Dares o teu nome a Ferreira

E partires até ao Tejo.

 

 

                                                                                                       Sá Flores

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

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DIA 30 DE ABRIL (QUINTA)

 

17h00   Receber a Imagem no Santuário de Fátima

18h00   Ponto de encontro na Capela de S. António (FZZ)

18h30   Passagem pelas capelas de Ferreira do Zêzere  (Carvalhais, Portinha, Pombeira)

20h00   Receção e acolhimento da Imagem Peregrina na igreja de Ferreira do Zêzere

20h30   Missa

21h30   Procissão de velas

 

DIA 1 DE MAIO (SEXTA)

 

07h30     Igreja Nova chega para buscar Imagem

         08h00      Passagem pelas capelas de Igreja Nova (Sobral, Mourolinho, passando

                         também por Regueiras e Castelaria)

         08h30     Receção e acolhimento na igreja de Igreja Nova

09h00     Missa

10h00     Catequese: A mensagem de Fátima para os dias de hoje (P. Alberto Sousa, sj)

11h00     Teatro infantil: A vida de Nossa Senhora

12h30     Águas Belas chega para buscar Imagem

13h00     Passagem pelas capelas de Águas Belas (Varela, Besteiras)

14h00      Receção e acolhimento na igreja de Águas  Belas

14h30      Terço

15h30      Catequese: Introdução ao Credo (P. Alberto Sousa, sj)

16h30      Teatro infantil: As Aparições de Fátima

17h30      Paio Mendes chega para buscar Imagem

18h00      Passagem pelas capelas de Paio Mendes (Ereira)

18h30      Receção e acolhimento na igreja de Paio Mendes

19h00      Catequese: Nossa Senhora do sim (P. Alberto Sousa, sj)

20h00      Tempo pessoal de oração

21h00      Procissão de velas

23h00      Regresso à paróquia de Ferreira do Zêzere

 

DIA 2 DE MAIO (SÁBADO)

 

07h30      Pias chega para buscar Imagem

08h00      Passagem pelas capelas de Pias (São Marcos, Pias)

08h30      Receção e acolhimento na igreja de Pias

09h00      Missa

10h00      Catequese: Alegria de Maria e como a partilha (P. Alberto Sousa, sj)

11h00      Crianças louvam Maria

11h30      Areias chega para buscar Imagem (junto à Casa Mortuária)

12h00      Passagem pelas capelas de Areias (Freixial, Gontijas, Portela de Vila Verde, Vila Verde, Matos, Milheiros, Avecasta, Pereiro, Telhadas)

14h00      Receção e acolhimento na igreja de Areias

14h30      Terço

15h30      Catequese: Quem és Tu, Jesus Cristo? (P. Alberto Sousa, sj)

16h30      Teatro infantil: Quero ser como tu, Maria

17h30     Chãos chega para buscar Imagem

         18h00      Passagem pelas capelas de Chãos (Jamprestes, Cumes, Almogadel,                  Quebradas, Ovelheiras, Chãos)

19h00      Receção e acolhimento na igreja de Chãos

         19h30      Catequese: O nosso compromisso com a Pessoa de Jesus Cristo (P. Alberto Sousa, sj)

21h00      Procissão de velas

22h00      Tempo pessoal de oração

23h00      Regresso à paróquia de Ferreira do Zêzere

 

DIA 3 DE MAIO (DOMINGO – DIA DA MÃE)

 

07h30      Bêco chega para buscar Imagem

08h00      Receção e acolhimento no ramal do Carril com procissão a pé até à igreja do Bêco

10h30      Missa

12h00      Saída da igreja do Bêco até ao ramal do Carril

13h00      Passagem pelas capelas de Dornes (Carril, Frazoeira)

14h00      Receção e acolhimento na igreja de Dornes

         14h30      Atuação do Coro Juvenil da Fundação Maria Dias Ferreira e do Coro Juvenil de Santa

                         Cecília (de Aveiro)

         16h00      Missa Campal - presidida por D. Serafim Ferreira e Silva, Bispo emérito da Diocese

                         de Leiria-Fátima, no Santuário de Nossa Senhora do Pranto

         18h30      Despedida e partida para o Sant. de Fátima

         20h00      Jantar partilhado

         21h15      Entrega solene da Imagem e oração do Terço na Capelinha das Aparições

         20h00      Tempo pessoal de oração

         21h00      Procissão de velas

         23h00      Regresso à paróquia de Ferreira do Zêzere

 

 

Foto da Semana

 

No dia 23 de abril, a nossa Universidade atuou no XVIII Festival de Grupos Musicais Seniores da RUTIS, que decorreu em Tábua.

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publicado por IDADE MAIOR às 13:34

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Sugestão de Culinária

 

BAVAROISE DE CÔCO

 

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Ingredientes:

1 lata de 400 ml de leite de côco

1 lata de leite condensado

A mesma lata de leite condensado de água a ferver

8 folhas de gelatina

 

Preparação:

Demolhar as folhas de gelatina em água fria.

Numa tigela misturar o leite de côco com o leite condensado.

Noutro recipiente, juntar a gelatina já diluída na água quente e mexer.

Juntar ao preparado.

Deve fazer-se de véspera e vai ao frigorífico até ser servido no dia seguinte.

 

Calda:

Frutos vermelhos (morangos, framboesas)

2 colheres de sopa de açúcar.

Bate-se com a varinha mágica.

 

Bom apetite!

 

 

Foto da Semana

 

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publicado por IDADE MAIOR às 11:53

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

Parque Ambiental de Santa Margarida

Os nossos séniores foram até ao Parque Ambiental de Santa Margarida, onde realizaram um percurso pedestre.  

Neste percurso descobriram mais sobre a natureza e as diversas espécies de plantas e animais que nos rodeiam.  

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publicado por IDADE MAIOR às 11:34

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

Nossa Srª da Guia

“ A Capela de Nossa Senhora da Guia, sita no concelho de Ribeira de Pena (Trás-os-Montes) – é uma formosa construção dos começos do século XVIII, edificada a expensas de dois beneméritos ribeirapenenses:

Baltazar Pacheco de Andrade, Fidalgo de Cota de Armas (1720), Cavaleiro professo na Ordem de Cristo, Senhor da Casa de Santa Marinha e da Capela e Vínculos de São Francisco Xavier,

e Francisco Borges de Mesquita, Fidalgo de Cota de Armas (1738), Cavaleiro professo na Ordem de Cristo, natural da Casa do Mato e que, pelo seu casamento, foi senhor da Casa do Cabo de Friúme, em Ribeira de Pena.

Ambos militaram com distinção nas guerras do tempo, e de comum acordo, resolveram fazer uma Capela para Nossa Senhora da Guia, sita nos limites da Fonte do Mouro, tomando para modelos as Capelas de Nossa Senhora da Conceição da Granja, instituída pelo Revº Dr. Lourenço de Valadares Vieira, e de Nossa Senhora da Assunção de Senra de Cima, instituída pelo Revº Miguel de Carvalho e Almeida, Abade de Santa Valha em Monforte de Rio Livre.

A escritura de ajuste foi lavrada aos 8 de Maio de 1738 na Casa de Santa Marinha, pelo Tabelião António Martins, da Quinta de Cima, freguesia do Salvador da Ribeira de Pena, no livro de notas respectivo, a fls. 79 e seguintes – sendo empreiteiro Luquas Rodrigues, mestre pedreiro, natural da freguesia de Agoas Santas, Reino da Galiza.

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

"Há três coisas na vida que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida."

"Não há melhor negócio que a vida. A gente a obtém a troco de nada."

"A palavra é prata, o silêncio é ouro."

"O cão não ladra por valentia e sim por medo."

"A gente todos os dias arruma os cabelos: por que não o coração?"

"A língua resiste porque é mole; os dentes cedem porque são duros."

"As dificuldades são como as montanhas. Elas só se aplainam quando avançamos sobre elas."

"Um pai é um banco proporcionado pela natureza."

"Antes de dar comida a um mendigo, dá-lhe uma vara e ensina-lhe a pescar."

Sugestão de Culinária

 

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Pastéis de Feijão

 

Ingredientes:

250 g de puré de feijão branco cozido

2 placas de massa folhada

200 g de açúcar

4 ovos + 3 gemas

200 g de manteiga

100 g de farinha

manteiga para untar

farinha para polvilhar

 

Modo de preparo:

Escorra o feijão e pique-o na picadora até obter um puré. Junte-o ao açúcar e de seguida adicione os ovos e as gemas, um a um mexendo sempre.

De seguida junte a manteiga amolecida e a farinha envolvendo bem.

Corte círculos de massa folhada e forre forminhas de queques, depois de untadas com manteiga e polvilhadas de farinha.

Ponha o recheio nas formas com a massa e leve a forno pré aquecido a 200 º cerca de 25 minutos. Desenforme-os e ponha os pasteis em forminhas de papel frisado. Depois de frios polvilhe com açúcar em pó. 

 

Poesia

 

Ó Ribeira

 

Ó Ribeira, ó Ribeira

Ó Ribeira que és tamanha

Criadinha na Ribeira

Não me faço na montanha

Não me faço na montanha

Entre a queiroga e a carqueja

Da minha janela eu vi a

O Adro da nossa igreja

Lá no adro da igreja

Minha Ribeira deixei

Quando te fiz a vontade

Quando te fiz a vontade

Quando te dei minha mão

Minha mão está cansadinha

Meu coração é que não.

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

SUPER PROMOÇÃO para estadias de Abril a Outubro, no Cabanas Park Resort 4*, em Tavira

Parta à descoberta desta bela zona do Algarve, com principal destaque para a típica cidade de Tavira e a bela natural da ria formosa. São 7 noites de alojamento a preços únicos!  Desde 145€

7 noites de alojamento, em apartamento económico T1;

- Alojamento em regime de Só Alojamento;

- Iva à taxa legal em vigor.

 

Alojamento previsto:

Cabanas Park Resort ★★★★

Tavira/Algarve

 

Não incluído: 

- Noites Extra Disponiveis: Consulte-nos!

- Taxas locais, bagageiros, deslocações,...;

- Serviços não mencionados como incluídos;

- Extras de carácter pessoal.

 

Notas Importantes:

- Confirmação de reserva sujeita a disponibilidade;

- Por favor consulte-nos para estadias menores de 7 noites ou maiores de 7 noites;

- Por favor consulte-nos para valores de criança, outros regimes e outras tipologias de quarto;

- Horário de check-in e check-out do quarto de hotel a reconfirmar posteriormente

 

Foto da Semana

 

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publicado por IDADE MAIOR às 11:10

28
Abr 15

 

RELATÓRIO

O IMPACTO DA CRISE FINANCEIRA NO SISTEMA DE SAÚDE E NA SAÚDE EM PORTUGAL 2014

 

 

https://meocloud.pt/link/f8d14bf0-23cd-478f-ab24-9e43e65a03c1/The%20impact%20of%20crisis%20on%20fundamental%20rights_Portugal_EN_2015.pdf/

 

  

https://meocloud.pt/link/af6e887e-8467-443a-bcc3-da59b5b4a23c/aging%20europe_World%20Bank.pdf/

 

 

https://meocloud.pt/link/c670bb75-887b-40b1-9860-06e2f1e774c0/relatorio%20oess_2014.pdf/

publicado por IDADE MAIOR às 17:34

21
Abr 15

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publicado por IDADE MAIOR às 01:00

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Conto - A Cabrieira

 

     Sensivelmente a meio da distância delimitada pelo Poço Escuro e o Penedo da Bica, situa-se a Cabrieira. Uma zona montanhosa, repleta essencialmente de pinheiros, mato e pedras, salpicada de carquejas, estevas e azinheiras.

     Aos pés da Cabrieira, com caudal muito diversificado, corre um pequeno ribeiro que herdou o seu nome e desagua num dos muitos braços do Zêzere.

     Esse ribeiro revestia-se de grande interesse para as populações dos lugarejos circundantes. Era nele que tomavam banho, pescavam e tiravam água para regar as terras semeadouras contíguas.

     Era também nas margens que existiam várias azenhas, que desempenharam papel muito importante contra a fome durante a guerra, e junco, muito junco, uma espécie de erva que chegava a atingir um metro de altura e nascia e crescia dentro ou muito próximo da água. Era usado para embelezar a atapetar o chão nos dias de festa, e junto das portas principais na altura da páscoa, mais propriamente quando o Senhor Prior vinha dar as boas-festas.

     Nessa altura, dezenas de pessoas desciam as encostas e espalhavam-se ao longo do ribeiro a cortá-lo. E que belo era vê-las de saias e calças arregaçadas, sorrindo, brincando, entoando canções e até arranjando namoricos.

     Era na Cabrieira que morava o senhor Manuel Silva.

     Parece terem existido por ali outros moradores, mas neste tempo a sua era única naquele sítio. Situava-se junto ao ribeiro, não tinha qualquer pintura e, como era usual na região, tinha os currais dos animais por baixo e as pessoas por cima.

     Será difícil admitir a existência de alguém naqueles isolados sítios, e muito menos de uma casa só.

     Mas era na verdade assim.

     E fossem lá dizer ao senhor Manuel que havia coisa melhor. Para ele, o facto da escola, a Vila e as primeiras aldeias ficarem a quilómetros não tinha qualquer problema. A sua grande companhia, o que para ele tinha significativa importância, era o sol.

     Passava horas a olhá-lo, a admirá-lo, e dizia que por ali era mais sublime, diferente!

     Por ser proprietário da maioria das terras existentes à sua volta, o senhor Manuel era considerado uma pessoa rica.

     Mas ninguém se atrevesse a chamar-lhe tal.

     Andava descalço, quase sempre em cabelo, pobremente vestido e trazia um cajado na mão. Dava gosto olhá-lo, estar junto dele. Tinha ar dolente, voz pausada e olhos muito profundos onde se lia amor e justiça.

     Só o viam encostado aos penedos a admirar a natureza e principalmente o seu amigo sol.

     Dizia ele:

     -Vejam por exemplo quando o sol se põe, a festa que ele faz, as vestes coloridas, variadamente coloridas que ele usa para se despedir de nós! A vida do sol é o puro retrato da nossa, funcionando a noite como intróito, o espaço onde é preparada a nova chegada…

  

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Lua nova trovejada trinta dias é molhada... se for antes,

se for depois não é nada.

 

Sugestão  de Culinária

 

Prato de Grão com Massa

 

O grão deve ficar de molho de véspera.

No dia seguinte coze-se o grão com carne de porco e chouriço.

Quando a carne e o grão estiverem cozidos, retiram-se a carne e o chouriço, cortam-se aos pedaços e misturam-se novamente no grão.

Acrescenta-se arroz e massa,- macarrão -, e assim que estiver cozido, serve-se de imediato.

 

Poesia

 

Estou Só

 

Quando estou só

o tempo é meu

e o espaço também.

Eu sou só minha

e o Universo sou Eu!

 

Posso abrir a janela

e deixar entrar todo o ar

posso ler, sonhar, acordar

voltar a ler e a adormecer.

 

Posso não dizer nada

mas, tudo posso escrever!

 

Tenho tempo e espaço para olhar

para compreender, para pensar e rezar

simplesmente Agradecer!

 

Posso Pedir

até chorar ... sem que haja algum ruído a interromper!

 

Ana Godinho

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

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Foto da Semana

 

No dia 2 de abril, a nossa Universidade festejou o seu 6º Aniversario, com as participações das Universidades Seniores de Tomar, Entroncamento e TunAlbirka de Alverca.

 

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publicado por IDADE MAIOR às 00:34

 

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Sugestão de Culinária

 

Bolo de pão ralado e canela

 

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Batem-se 6 gemas com 250 g de açúcar.

Junta-se uma chávena almoçadeira de pão ralado fino com 2 colheres de chá de canela e 1 colher de chá de fermento.

Adiciona-se 1 copo pequeno de óleo e bate-se bem.

No fim, envolve-se a mistura com as 6 claras em castelo.

Vai ao forno em forma redonda untada com manteiga e polvilhada com farinha.

 

Nota: Fica mais requintado se juntar 1 pouco de vinho do Porto ou se rechear com ovos moles.

 

Foto da Semana

 

Momento de Convívio na AGITAR

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publicado por IDADE MAIOR às 00:10

20
Abr 15

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

A ponte de Arame

A Ponte de Arame sobre o Rio Tâmega liga as freguesias de Ribeira de Pena e Santo Aleixo d’Além Tâmega. É uma construção do século XX, datada de 1913, e deveu-se à necessidade de ligação entre as duas margens ao longo do Inverno, quando o caudal do Tâmega encobre as diversas poldras e açudes e torna a travessia por barca perigosa.

Quando esta ponte foi construída, apenas existia nas proximidades um pontão entre Balteiro e Viela, o Ponderado, que facilmente fica submerso impedindo a ligação entre os habitantes das duas margens.

Trata-se de uma ponte de madeira suspensa em cabos de arame retorcido, hoje substituídos por cabos de aço, com portais de pedra em ambas as margens.

A sua travessia, devido a estas características, revela-se uma experiência inesquecível, complementada pela paisagem bucólica que o Rio Tâmega oferece.

Foi uma travessia importante até à construção da nova ponte de pedra em 1963, cem metros a montante, que serve hoje a E.M. 312.

De acordo com a lenda, a sua construção foi motivada pela falta de bacalhau por altura da Consoada, num ano em que o rio impossibilitou o seu fornecimento.

Foi então engendrado um plano para a colocação de uma corda a ligar as duas margens, que possibilitaria o fornecimento do desejado bacalhau por meio de uma roldana.

A tentativa de ligar as margens, no entanto, terá saído gorada pela falta de potência dos foguetes utilizados para lançar a corda, ou a falta de engenho dos intervenientes de então.

Ex-líbris do concelho, é um local de passagem obrigatório e integra o Roteiro Camiliano em Ribeira de Pena.

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

“Em Abril, lavra as altas, mesmo com água pelo machil.”

“Em Abril, vai onde deves ir, mas volta ao teu cuvil.”

“Inverno de Março e seca de Abril, deixam o lavrador a pedir.”

“Não há mês mais irritado do que Abril zangado.”

“No princípio ou no fim, costuma Abril a ser ruim.”

“Quando vem Março ventoso, Abril sai chuvoso.”

 

Sugestão de Culinária

Bolo de Ananás

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 Ingredientes: 

  • 3 colheres de sopa de caramelo líquido
  • 7 rodelas de ananás em calda
  • 7 cerejas em calda (não usei)
  • 250gr de manteiga
  • 300gr de açúcar
  • 5 ovos
  • limão (raspa)
  • 290gr de farinha Branca de Neve
  • 1 colher (chá) de fermento em pó

Preparação:

Unte uma forma de 23 cm e forre o fundo com papel vegetal. Unte-o e polvilhe tudo com farinha.

Coloque o caramelo no fundo e as rodelas de ananás.

No centro de cada coloque uma cereja e reserve.

Misture bem a manteiga com o açúcar até deixar de sentir o granulado.

Junte-lhes os ovos e a raspa de limão.

Por fim, junte-lhes a farinha peneirada com o fermento e coloque a massa por cima do ananás.

Leve a cozer no forno a 190ºC, por 40 minutos.

Retire depois de cozido, deixe arrefecer bem e vire para um prato de servir.

 

Poesia

 

A chuva

Gostámos de ti, ó chuva, de Primavera,

Dizendo coisas que só nós entendemos!

A tua delicadeza nos surpreende

Num gesto  

Cai a chuva de mansinho

Da janela ouvimos sussurrar

A nossa Universidade promete

Que veio para ficar

 

Ó chuva que aquece

Ó chuva que arrefece

Ó chuva que entranha

Nos Corações de quem lhe apetece

A chuva é a água do rio Tâmega

É como a água da fonte

Corre, corre sem parar

Nas serras de Trás- os - Montes

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

Caminhada Trilho do Ourigo

 

O trilho do Ourigo é um percurso de pequena rota (PR) de tipologia circular, com início e fim em Montalegre.

Passa por diversos pontos de interesse, entre os quais caminhos antigos dos pastores e por núcleos rurais de Torgueda da Chã, Castanheira de Chã, Cambeses do Rio e o famoso Fojo do Lobo do Avelar, que consiste numa armadilha de caça para lobos.

Coberto de vegetação e formado por duas paredes de pedra que convergem para um buraco empedrado com cerca de 2 metros de altura, recordando os tempos em que o lobo era temido na serra. 

É um percurso maioritariamente florestal, que nos faz atravessar paisagens verdejantes, áreas de carvalhal, manchas de arvoredo autóctone e campos de cultura.

Podemos ser surpreendidos por uma enorme diversidade de aves florestais e de rapina, assim como, de mamíferos (açor, o gavião, o pica-pau, águia-de-asa-redonda e a águia-cobreira o corço, o lobo, a geneta e o esquilo).

É de realçar, também, os contatos geológicos que este percurso nos proporciona, com especial destaque para as alternâncias entre o xisto e o granito ao longo do percurso.

Ponto de encontro:

9H00 Capela de Nossa Senhora das Treburas

Coord. GPS: 41°48'20.28"N ; 7°48'3.62"W

Duração:

8h | 18 km 

Dificuldade:

Médio / Alto

8 euros por pessoa 6 euros associados Bastomove.te

Inclui: 

Seguro, Reforço alimentar,

Guia local

Nota:

Trazer almoço leve para meio da caminhada

Pagamento:

No local de encontro

Inscrições obrigatórias até dia 1 de Maio através:

Ficha de Inscrição: http://goo.gl/forms/0NmjlPwUgV

natourtracks@gmail.com

ou através do 918839027

 

Foto da Semana

 

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publicado por IDADE MAIOR às 23:50

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

Era uma vez…

Os primeiros periódicos que se publicaram em Rio Tinto

 

“Em trinta anos houve nesta freguesia sete jornais. “O Gondomarense”e o “Eco Popular “foram, provavelmente, os primeiros que se publicaram cá. Aquele fundado em 1893 e este não se sabe bem quando, mas ambos tiveram como diretor o Snr. Alfredo Pereira, farmacêutico e professor.

Para além dos dois já mencionados, e para que os riotintenses saibam, existiram mais os seguintes, entre os anos de 1911 e 1923:

-“ARION”, de Chão Verde, fundado em 01/05/1923 deixando de se publicar cerca de 3 meses depois, mais exactamente em 22 de Agosto; foi seu director Luis Guedes de Oliveira e editor Júlio V.Ramos; era quinzenário de arte e saíram só cinco números.

-“O COMBATE”. Semanário político, Director e Editor Carlos Amaral. Começou a pubicar-se em 16/04/1911 e terminou os seus dias em 27/10/1912. Ainda foram directores deste jornal J. Marques Moura, Camilo de Oliveira e Duarte Carrilho.

-“IDEAL DA MOCIDADE”. Quinzenário literário, noticioso e humorístico. Foi director Amândio António da Silva e editor Mário Barreto. Saíram 23 números, o 1º em 31/07/1921 e o último em 04/06/1922.

-“A MOCIDADE ALDEÔ . Quinzenário. Foi seu director Ferreira dos Santos e editor João Guedes Cardosa. Saíram 15 números, o 1º em 15/01/1923 e o último em 15 de Setembro do mesmo ano.

-“O PROGRESSO DE GONDOMAR”. Terá sido publicado em Rio Tinto? Nâo há elementos que permitam mais esclarecimentos para além do seu nome! Pelo menos que eu saiba.

Uma (infeliz) característica comum a todos eles foi a sua curta duração, o que parece ser apanágio, mesmo hoje em dia, de muios jornais de imprensa regional e local. Obviamente que, a acrescentar a estes há o neófito ARAUTO DE RIO TINTO, para o qual se deseja mais longa vida.

Texto de Junho/94 , in “Uns nadas de tudo” de Joaquim dos Santos Marinho

 

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 Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Qual destes provérbios poderá traduzir a pouca duração dos 1ºs periódicos em Rio Tinto?

  

Bem sabe mandar quem bem sabe obedecer.

 

Faz-se a roupa conforme o pano.

 

Não sabe governar quem a todos quer contentar.

 

A ambição cerra o coração.

 

Muita cobiça e muita diligência, pouca vergonha e pouca consciência.

 

Em Abril, vai onde tens de ir e a casa vem dormir.

 

Recolha e Compilação de Alfredo Cabral

 

 Sugestão de Culinária

 

Já que esta semana a temática é a imprensa…os periódicos,

cá vai  uma receita retirada do” Jornal O Tempo”

 

(em português do Brasil)

 

Parece, mas não é…

Musse "de chocolate" de abacate

 

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Ingredientes

2 abacates médios maduros

2 colheres (sopa) de adoçante culinário (ou o açúcar que preferir)

4 colheres (sopa) de cacau em pó (ou alfarroba em pó)

 

Corte o abacate ao meio e retire a polpa. Em um recipiente, bata o abacate, utilizando um mixer ou liquidificador, até formar um purê liso. Adicione o adoçante, o cacau e misture até ficar um creme uniforme.

 

Poesia

 

Jornal, longe

 

Que faremos destes jornais, com telegramas, notícias,

anúncios, fotografias, opiniões...?

 

Caem as folhas secas sobre os longos relatos de guerra:

e o sol empalidece suas letras infinitas.

 

Que faremos destes jornais, longe do mundo e dos homens?

Este recado de loucura perde o sentido entre a terra e o céu.

 

De dia, lemos na flor que nasce e na abelha que voa;

de noite, nas grandes estrelas, e no aroma do campo serenado.

 

Aqui, toda a vizinhança proclama convicta:

"Os jornais servem para fazer embrulhos".

 

E é uma das raras vezes em que todos estão de acordo.

 

Cecília Meireles, in 'Mar Absoluto'

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

As alunas Carolina Moreira e Ilda Gomes apresentaram

uma sugestão de fim de semana.

Ora vejamos o que nos trazem:

Visitar e conhecer PIÓDÃO

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Onde fica?

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 Habitação típica

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 Memória Coletiva de um povo…

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Nós as duas fomos a PiÓDÃO!

Um dia destes vamos todos! Muito belo!

 

  

Foto da Semana

 

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publicado por IDADE MAIOR às 23:07

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

Retirado de: http://www.infopedia.pt/$lenda-dos-tripeiros

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 Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 Autor: António Mordido (pesquisas na Internet)

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Sugestão de Culinária

 Autor: Turma 1. Pesquisado na Internet

 

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 Poesia

 Autor: Turma 3, pesquisado na Internet

 

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Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

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Foto da Semana

Autor: Turma 3, pesquisado no Google Imagens

 

“Os animais são nossos amigos...”

 

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publicado por IDADE MAIOR às 21:15

19
Abr 15

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Esta semana optamos por contar a História do 25 de Abril

25 de Abril de 1974 

Revolução do Cravos em Portugal

 

Pouco após a meia-noite de 25 de abril de 1974 começou a soar na emissora católica de Lisboa a música até então proibida "Grândola, Vila Morena". Era o sinal combinado para o início do levante militar em Portugal.

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Na madrugada do dia 25 de Abril de 1974 Lisboa assistiu a um movimento militar inusual.

Homens e veículos avançam, através da noite, pela capital do império e vão ocupando, sem resistência visível, vários alvos estratégicos, com o objetivo de derrubar o regime vigente.

  

História do 25 de Abril de 1974

 

Os militares golpistas, auto denominado Movimento das Forças Armadas – MFA – são comandados, secretamente, a partir do Quartel da Pontinha, em Lisboa, por Otelo Saraiva de Carvalho, um dos principais impulsionadores da Acão.

A par das movimentações em Lisboa no  25 de Abril de 1974, também no Porto os militares tomam posições. São ocupados o Quartel-General da Região Militar do Porto, o Aeroporto de Pedras Rubras e as instalações da RTP na cidade invicta.

Aos homens da Escola Prática de Cavalaria de Santarém, comandados por Salgueiro Maia, coube o papel mais importante: a ocupação do Terreiro do Paço e dos ministérios ali instalados. A coluna de blindados vindos da cidade ribatejana chega a Lisboa ainda o dia não tinha despontado, ocupa posições frente ao Tejo e controla, sem problemas aquela importante zona da capital.

Mais tarde Salgueiro Maia desloca parte das suas tropas para o Quartel do Carmo onde está o chefe do governo, Marcelo Caetano, que acaba por se render no final do dia com apenas uma exigência: entregar as responsabilidades de governação ao General António Spínola, oficial que não pertencia ao MFA, para que “o poder não caía nas ruas”. O Presidente do Conselho, que anos antes tinha sucedido a Salazar no poder, é transportado para a Madeira e daí enviado para o exílio no Brasil.

Ao longo do dia  25 de Abril de 1974, os revoltosos foram tomando outros objectivos militares e civis e, pese embora tenham existido algumas situações tensas entre as forças fiéis ao regime e as tropas que desencadearam o golpe, a verdade é que não houve notícia de qualquer confronto armado nas ruas de Lisboa.

O único derramamento de sangue teve lugar à porta das instalações da PIDE (Polícia de Investigação e Defesa do Estado) onde um grupo de cidadãos se manifestava contra os abusos daquela organização e alguns dos agentes que se encontravam no interior abriram fogo, atingindo mortalmente 4 populares. Podemos concluir que o  25 de Abril de 1974 foi um golpe relativamente pacífico.

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Por detrás dos acontecimentos do  25 de Abril de 1974 estão mais de 40 anos de um regime autoritário, que governava em ditadura e fazia uso de todos os meios ao seu alcance para reprimir as tentativas de transição para um estado de direito democrático.

A censura, a PIDE e a Legião e a Mocidade Portuguesas são alguns exemplos do que os cidadãos tinham de enfrentar no seu dia-a-dia. Por outro lado, a pobreza, a fome e a falta de oportunidades para um futuro melhor, frutos do isolamento a que o país estava votado há décadas, provocaram um fluxo de emigração que agravava, cada vez mais, as fracas condições da economia nacional.

Mas a gota de água que terá despoletado a Acão revolucionária dos militares que, durante tantos anos tinham apoiado e ajudado a manter o regime, foi a guerra colonial em África. Com 3 frentes abertas em outros tantos países, Angola, Moçambique e Guiné-Bissau, os militares portugueses, passada mais de uma década, começavam a olhar para o conflito como uma causa perdida.

Internacionalmente o país era pressionado para acabar com a guerra e permitir a autodeterminação das populações das colónias. A falta de armas nas forças portuguesas era proporcional ao aumento de meios dos movimentos independentistas. Os soldados portugueses morriam às centenas a milhares de quilómetros de casa.

Todos estes fatores contribuíram para um descontentamento crescente entre as forças armadas, sobretudo entre os oficiais de patentes inferiores, o que levou à organização e concretização de um golpe militar contra o regime do Estado Novo.

25 de Abril de 1974 ficará, para sempre, na história como o dia em que Portugal deu os seus primeiros passos em direção à democracia. O 25 de Abril de 1974 ficou para sempre marcado na História de Portugal.

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Depressa e Bem…  Depressa e bem, há pouco quem!

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Este provérbio é muito curioso porque retrata fielmente o trabalho que cada um faz.

Para se terem produtos efetuados com qualidade, é preciso fazê-los com calma, bem pensados e estruturados, ou seja devagar, para se ter tempo para se pensar em todos os pormenores a corrigir para evitar falhas.

Tudo o que for feito à pressa, é muito provável que apresente falhas.

De acordo com a lei das probabilidades, se houver um trabalho com 99% de probabilidade de falha, há 1% que não será feito com falha e é a esse 1%, a minoria, que este provérbio se refere: é rara a pessoa que faz tudo bem se for feito à pressa.

Por isso, tudo o que seja feito, mais vale ser feito com calma, para sair tudo certo.

 

Sugestão de Culinária

 

Bacalhau à Liberdade

Ingredientes:

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2 postas de Bacalhau

150 ml de azeite

Farinha q.b.

6 batatas médias cortadas em rodelas finas

2 cebolas cortadas em meias-luas

2 dentes de alho esmagados

Salsa picada q.b.

Azeitonas pretas q.b.

 

Preparação:

Secam-se as postas de bacalhau com um pano e passam-se por farinha.

Levam-se a fritar de ambos os lados em 50 ml de azeite bem quente.

Descascam-se e cortam-se as batatas em rodelas finas. Fritam-se em óleo bem quente e colocam-se sobre papel absorvente para retirar o excesso de gordura.

Retiram-se as postas de bacalhau para o prato de servir.

Num tacho leva-se ao lume o restante azeite, as cebolas e os alhos e deixa-se refogar mas sem deixar alourar muito.

Dispõem-se as batatas em torno do bacalhau. Rega-se o Bacalhau com o azeite e as cebolas.

Se preferirem podem decora-se com um pouco de salsa picada e azeitonas.
  

Poesia

 

25 de Abril

 

Esta é a madrugada que eu esperava 

O dia inicial inteiro e limpo 

Onde emergimos da noite e do silêncio 

E livres habitamos a substância do tempo 

                                                    Sophia de Mello Breyner Andresen,

                                                     in 'O Nome das Coisas' 

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

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publicado por IDADE MAIOR às 15:04

18
Abr 15

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publicado por IDADE MAIOR às 23:24

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

Pesquisado na Internet e apresentado por: Turma 2

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Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

Autores: Turma 3 (pesquisas no Google Imagens)

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Sugestão de Culinária

Autor: Turma 1. Pesquisado na Internet

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Poesia

Autor: Turma 3, pesquisado na Internet

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Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

Apresentado por António Mordido, pesquisado na Internet 

Veja o seguinte endereço: http://www.fimdesemanabarato.com/dicas-para-um-fim-de-semana-low-cost/

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 Foto da Semana

Autor: Turma 4, pesquisado no Google Imagens

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publicado por IDADE MAIOR às 21:01

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

Pesquisado na Internet e apresentado por: Turma 2

Retirado de: http://lisboa.blogs.sapo.pt/11627.html

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Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

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Sugestão de Culinária

Autor: Turma 1. Pesquisado na Internet

Endereço: http://asminhasreceitas.com/receita/berinjela-pimentao-forno-dona-julia

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Poesia

Autor: Turma 3, pesquisado na Internet

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Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

Apresentado por António Mordido, pesquisado na Internet.

 

Digam lá se não por aí tanta coisa para descobrir!?

(mas, a falta de cobre nos bolsos...)

 

Foto da semana

Autor: Turma 4, pesquisado no Google Imagens 

Do nosso país, onde será!? Se alguém souber tire-nos a dúvida, “comente”!

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publicado por IDADE MAIOR às 20:27

17
Abr 15

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Menir de Pedra d’Anta

 

O menir de Pedra d’Anta localiza-se na freguesia de Alvadia numa zona denominada de Veiga de Anta, próximo da estrada entre Alvadia e Macieira.

Trata-se de um menir de grandes dimensões, com 4,30 metros de comprimento. Apresenta uma base retangular desenvolvendo depois um corpo de duas faces que termina em forma elíptica. Encontra-se fora da sua posição original, vertical, tendo sido retirado há uns anos com vista à reutilização da sua pedra.

Atualmente apresenta-se deitado junto ao seu local de implantação original.

Na face visível possui duas cruzes gravadas que não serão únicas no monumento.

Este menir encontra-se num ponto importante de acesso natural entre a Serra do Alvão e o Vale de Cerva, o que sugere uma função de ordenamento territorial. Próximo deste, a

Noroeste, existiu um outro mais pequeno cuja pedra terá sido reutilizada. É também provável que tenham existido mais monumentos megalíticos nas proximidades, o que é indicado pelo topónimo de “Veiga de Anta” que designa o lugar onde hoje existe uma zona de cultivo.

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

"A amizade de duas mulheres é, sempre a conspiração contra uma terceira"

"A amizade é incerta quando a fortuna é próspera "

"A inimizade do sábio é menos prejudicial do que a amizade do ignorante "

"No aperto do perigo, conhece-se o amigo"

 

Sugestão de Culinária

 

Crepes de Camarão com Legumes

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 Ingredientes:

 

  • 300 g de miolo de camarão congelado (calibre pequeno)
  • 30 ml Becel líquida
  • Alho
  • Pimenta preta de moinho
  • ½ limão
  • 150 g de alho francês em rodelas
  • 100 g de cenoura ralada
  • 250 g de espinafres em folha
  • 1 requeijão magro
  • 8 a 10 crepes

 Para os crepes:

  • 125 g de farinha
  • Sal fino
  • Pimenta de moinho
  • 2 ovos
  • 1,5 dl de leite magro Becel
  • Becel Líquida

Modo de Preparação

  1. Passe o camarão por água até estar completamente descongelado e escorra bem.
  2. Aqueça a Becel líquida numa frigideira larga, deixe alourar 2 dentes de alho, junte os camarões e salteie sobre lume médio a forte. Tempere-os com sal e pimenta moída na altura.
  3. Retire-os da frigideira assim que estiverem cozinhados, regue com um pouco de sumo de limão e reserve.
  4. Deite o alho francês em rodelas e a cenoura ralada, na mesma frigideira e deixe cozinhar até amolecerem. Tempere-os com sal e pimenta, adicione os espinafres em folha e deixe cozinhar, mexendo até murcharem.
  5. Retire do lume adicione o miolo de camarão e o requeijão desfeito em pedaços e misture bem.
  6. Peneire a farinha para uma tigela juntamente com uma pitada de sal fino.
  7. Tempere com um pouco de pimenta preta moída na altura e abra uma cavidade ao meio da farinha.
  8. Abra os ovos para essa cavidade, deite aí o leite, ligeiramente amornado, e cerca de 1 colher de sopa de Becel Líquida.
  9. Misture tudo muito bem com uma vara de arames até obter uma massa lisa.
  10. Deixe repousar durante cerca de 30 minutos.
  11. Distribua o recheio pelos crepes preparados e sirva de imediato.

  

Poesia

 

Boa tarde meus senhores

Boa Tarde vimos dar

São os seniores da Ribeira

Que vos vem cumprimentar

Vem vos trazer alegria

Vamos lá todos cantar

Vem vos trazer alegria, ó ai

Vamos lá todos canta

Lembrando seu passado

Em tempos que já lá vão

Recordações são saudades

Cantigas também o são

Recordações São Saudades, ó ai

Cantigas também o são

Cantam com humildade

Sempre com muita alegria

Para quem nos está a ouvir

Amigos até um dia

Para quem nos está a ouvir, ó ai

Amigos até um dia

Aqui nos vamos despedir

Amigos a cantar

Foi um gosto estar aqui

Um dia vamos voltar

Foi um gosto estar aqui, ó ai

Um dia vamos voltar

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

RÉGUA/PINHÃO/RÉGUA, Subida de barco Descida de comboio, 1 dia - €25*

25 de Abril Sábado – Régua Cruzeiro na Régua com Lanche a bordo. Fim da viagem

Condições

O Preço Inclui: Cruzeiro com lanche a bordo.

O preço não inclui: Despesas de carácter pessoal; Taxa de reserva da Agência (10€ por reserva). Notas: Os preços de alojamento disponível nesta oferta, estão sujeitos a confirmação e disponibilidade; Oferta não acumulável com outros descontos/promoções; Nas reservas que abranjam dois períodos, os preços terão que ser  reconfirmados; Serão adicionadas à estadia todas as taxas e suplementos disponíveis.

 

Foto da Semana

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publicado por IDADE MAIOR às 17:36

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Sugestão de Culinária

 

Bolo dos Carmelitas Descalças

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O Bolo das Carmelitas Descalças é uma receita tradicional trazida dos Açores por uma das nossas associadas.

É uma forma antiga de elaborar um bolo e reza a história que quem entregava o copo com a massa mãe era desejar “Sorte e Saúde”

São necessários 10 dias para fazer o bolo, sem usar batedeira, nem frigorífico, nem outros aparelhos modernos.

A tradição diz que, a massa mãe tem que ser oferecida e que tem que se começar a fazer o bolo à 5ª feira para que o mesmo esteja pronto no sábado da semana seguinte.

 

5ª Feira: Verte-se o conteúdo do copo recebido para um recipiente maior e junta-se 1 caneca de açúcar e 1 caneca de farinha. NÃO SE MEXE.

 

6ª Feira: Mexe-se com uma colher.

 

Sábado: NÃO SE MEXE.

 

Domingo: NÃO SE MEXE.

 

2ª Feira: Junta-se 1 caneca de leite, 1 caneca de farinha e 1 caneca de açúcar. NÃO SE MEXE.

 

3ª Feira: Mexe-se com uma colher.

 

4ª Feira: NÃO SE MEXE.

 

5ª Feira: NÃO SE MEXE.

 

6ª Feira: NÃO SE MEXE.

 

Sábado: Separam-se 3 meios copos da massa obtida (massa mãe) que se oferecem a 3 pessoas desejando “Sorte e Saúde”.

 

Ao resto da massa junta-se:

2 canecas de farinha

1 ou ½ caneca de açúcar

1 caneca de óleo

1 caneca de leite

1 caneca de amêndoas ou nozes picadas

1 caneca de sultanas previamente enfarinhadas

1 colher de chá de fermento

2 ovos

1 pitada de sal

1 pitada de canela

1 pitada de baunilha

1 maçã em pedaços

Raspa de 1 laranja.

  

Foto da Semana

 

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 Fotografia ilustrativa de uma das nossas visitas, inserida na atividade de Histórias da Cidade do Porto

publicado por IDADE MAIOR às 17:27

 

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   Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

Lenda de “As Campas”

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É bem conhecido o ditado popular: “Filho és pai serás, como fizeres assim acharás”.

Em Cavez existe um monte chamado “As Campas”.

Segundo a tradição oral, era para aquele monte que se levavam as pessoas moribundas, as quais aí eram enterradas.

Certo dia, quando um filho, continuando a tradição, transportava num carro de bois o seu pai, que seguia embrulhado numa manta, este repetia continuamente: “Filho és pai serás, como fizeres assim acharás.” O filho ouviu, em silêncio, intrigado.

Chegando ao lugar de “As Campas”, o filho perguntou:

– Pai, quer ficar aqui ou mais adiante?

– Onde queiras. Já agora aproveita metade da minha manta, pois, um dia fará falta.

– Falta para quê? – Indagou o filho preocupado.

– Ora, para que é que havia de ser? Para quando chegar a tua vez de vires para este lugar…

– Então eu também venho para cá? – Interrogou o filho, assustado.

– Certamente que sim. Respondeu o pai.

– Não meu pai, não o vou deixar aqui. Voltamos para casa e a partir de hoje ninguém mais virá para cá. Atalhou o filho.

Desde então, as pessoas de Cavez começaram a sepultar os seus mortos no interior da igreja.

Mais tarde seria o adro o abrigo dos defuntos.

Finalmente, mas só longos anos depois, seria construído o cemitério, a última morada para aqueles que partem para a Eternidade.

A velha “história da manta” é conhecida por todos, faz parte da tradição oral de Cavez, a propósito do referido monte “As campas”.

Na verdade os mais antigos contam-na como um testemunho do passado, deixada pelos seus pais e avós.

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

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“Sarampo, sarampelo, sete vezes vem ao pelo”

 

O sarampo é uma doença infecto-contagiosa viral, cujos sintomas iniciais incluem febres, tosse rouca e persistente, coriza, conjuntivite e fotofobia, progredindo para manchas e borbulhas vermelhas na pele, que acabam por passar ao fim de três dias.

Mas a sabedoria popular de há muito tempo atrás não sabia distinguir o sarampo das outras doenças que também se manifestavam com manchas ou borbulhas vermelhas no corpo, logo julgavam que todas as doenças (eram sete) que assim se manifestavam, correspondiam a sarampo.

Nos nossos dias já sabemos que não é bem assim e que as outras seis vezes em que a sabedoria popular julgava ser sarampo, na realidade correspondiam à varicela (1), rubéola (2), varíola (3), escarlatina (4), eritema infeccioso (5) e exantema súbito (6).

 

Sugestão de Culinária

 

Pataniscas da D. Ana

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Ingredientes:

• 4 ovos inteiros

• Bacalhau desfiado (a gosto)

• 0,5 kg de farinha de trigo

• 0,5 litro de água

• Bastante salsa picada

• Cebola picada

 

Preparação:

De véspera, coloca-se o bacalhau a demolhar.

Desfia-se muito bem o bacalhau e pica-se a salsa e a cebola.

Num recipiente coloca-se a água e a farinha, mexendo muito bem, e, se for preciso, acrescenta-se um pouco mais de água.

De seguida, mistura-se o bacalhau desfiado, continuando a mexer muito bem.

Depois vai-se acrescentando os ovos um a um, sempre sem parar de mexer.

Quando o preparado estiver bem envolvido, junta-se a salsa e a cebola picadas.

Utilize uma colher de sopa como medida para cada patanisca, colocando-as numa sertã (em Cabeceiras de Basto a sertã também é conhecida como tacho), com pouco óleo, o qual deve ser previamente aquecido.

Frite-as e durante a fritura, se necessário, pode adicionar pouco a pouco mais óleo, para não queimar. Quando as pataniscas estiverem fritas retiram-se e deixam-se escorrer.

De seguida, colocam-se sobre papel absorvente de cozinha, para que fiquem bem sequinhas. São assim que elas sabem bem.

  

Poesia

Espelho meu…

 

Quando ao espelho me fito,

Nunca ele me responde;

Sou eu ali – acredito!

O meu espelho algo esconde.

 

E se perguntas lhe faço,

Responde-me a confusão;

Às vezes, neste embaraço

Se espalha minha ilusão.

 

Estou aqui, é porque vim…

Que me importa, sei que vou…

Esta vida é mesmo assim;

Eu sei que de cá não sou!!!

 

                       Ferreira da Costa

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

Sé do Porto

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A Sé do Porto é um edifício de estrutura romano-gótica, dos séc. XII e XIII, tendo sofrido grandes remodelações no período barroco (séc. XVII-XVIII).

No interior conserva ainda o aspecto de uma igreja-fortaleza, com ameias. É de destacar a bela rosácea (séc. XII) e a loggia ou galilé lateral (1736), obra de Nicolau Nasoni, voltada para a cidade.

Junto ás portas encontram-se monumentais pias de água benta, dos finais do séc. XVII.

Junto à pia baptismal seiscentista, há um baixo relevo de Teixeira Lopes (Pai).

A torre-lanterna, no cruzeiro, foi construída na segunda metade do séc. XVI, no tempo de D. Rodrigo Pinheiro. O acentuado verticalismo da nave central, marcada por grossos pilares fasciculados, com abóbadas e arcos já levemente apontados, traduz-se numa sóbria imponência.

Todo o monumento passou por obras de restauro de grande vulto durante os anos trinta. A atual capela-mor, que substitui a antiga ábside medieval, é do período maneirista (1610); apresenta um cenográfico retábulo de talha dourada, do segundo quartel do séc. XVIII, considerado um trecho capital do barroco joanino.

A decoração pictórica das paredes é de Nasoni. Por cima dos cadeirais do cabido, ficam dois órgãos de tubos; séc. XVII (esquerdo) e séc. XIX (direito). No transepto, lado esquerdo, está entronizada, desde 1984, a imagem de Nossa Senhora da Vandoma (séc. XIV), padroeira da cidade do Porto, "civitas Virginis". Na capela do SS. Sacramento, destaca-se o célebre "altar de prata" de enormes dimensões e executado em sucessivas fases (desde 1632 até ao séc. XIX).

É considerado uma obra fundamental da ourivesaria portuguesa, com vasta iconografia bíblica, centrada na Eucaristia.

O moderno lampadário tem o desenho de Teixeira Lopes. No transepto, lado direito, está entronizada a imagem de Nossa Senhora da Silva (séc. XV-XVI).

A outra capela barroca é dedicada a S. Pedro. No coro alto foi instalado, em 1985, um grande órgão de tubos, pela firma Georg Jann.

O importante claustro gótico foi começado nos fins do séc. XIV. Apresenta sete grandes painéis de azulejos (segundo quartel do séc. XVIII), com cenas do "Cântico dos Cânticos", em referência ao diálogo místico entre Deus e a Virgem, padroeira da Catedral. Evangelista, do séc. XIV, com a notável arca tumular de João Gordo, Cavaleiro de Malta, com estátua jacente e Ceia de Cristo.

Nos espaços adjacentes conservam-se capitéis das primeiras construções da Sé. O vizinho "claustro velho" integrava outrora o chamado "cemitério do Bispo". Situam-se aqui alguns elementos arqueológicos com interesse. A capela de S. Vicente (fins do séc. XVI), de sóbria arquitectura clássica, apresenta um notável cadeiral, do séc. XVII, com cenas bíblicas, do Antigo e Novo Testamento.

Vários Bispos do Porto estão aqui tumulados. Uma escadaria nobre, de Nicolau Nasoni, concluída em 1736, dá acesso ao pátio superior do claustro gótico.

Nos patamares destaque para a grande estante de bronze (1616), com as armas de D. Gonçalo de Morais, e para o antigo sino do relógio da cidade (1697, obra de D. José Saldanha). No pátio, observa-se a vista panorâmica e painéis de azulejos com cenas campestres e mitológicas.

A Casa do Cabido, anexa ao claustro e à Sé, é edifício arcaizante do primeiro quartel do séc. XVIII. Na andar superior estão expostas notáveis esculturas religiosas (dos séc. XIV a XVIII). Na antiga sala do cartório vêem-se painéis de azulejos, de Vital Rifarto.

Na grande sala capitular destaca-se o tecto de masseira com pinturas de Giovani Battista Pachini (1737), representando catorze alegorias morais, dispostas à volta de S. Miguel, patrono do Cabido. Os lambrins de azulejo foram fabricados em Lisboa, contendo cenas de caça.

No andar intermédio, constituído por quatro saletas abobadadas, está exposto o "tesouro" da Catedral. Em nove grandes vitrinas pode ver-se objectos de ourivesaria, paramentaria e livros litúrgicos, relativos ao culto catedralício. 

 

Foto da Semana

 

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 Praia Fluvial da Lomba, Rio Douro, vista da Freguesia de Melres,

Concelho de Gondomar

publicado por IDADE MAIOR às 17:07

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Conto: O Trafulha

    

     O Trafulha era uma figura típica do Concelho de Ferreira do Zêzere, mais propriamente de Águas Belas. Toda a gente o conhecia pelas suas malandrices e maneira de ser.

     Tinha estatura média, bons sentimentos, era amigo do seu amigo, não faltava a um só funeral, vestia a opa em todas as romarias da freguesia, era um pouco gabarolas e gostava do seu copito.

     A alcunha fora-lhe posta pelo Doutor Real quando no Hospital da Frazoeira o tratou de mazelas adquiridas num acidente com uma barrica da resina que, por via da sua inquietude e rebeldia, lhe passara por cima duma das pernas.

     Tinha então os seus sete anos. A arte de brincar e de fazer partidas nascera com ele. Quando as enfermeiras e o próprio médico o consultava ou lhe fazia o tratamento, o Trafulha, de maneira muito airosa e sem que ninguém se apercebesse, escondia-lhe os utensílios, fazendo-os andar meio embaraçados à procura deles.

     -E depois o malandro põe-se cá com uma carinha de ingénuo que até Deus se admira!

     -É mesmo um grande trafulha, o raça do rapaz!

     Mas divertiam-se muito, achavam-lhe graça e admiravam-se com a sua coragem, nunca chorava! Mesmo durante o tratamento, quando toda a gente pensava que iria chorar ou gemer de dor, ele, contrariando tudo e todos, punha-se a fazer as suas brincadeiras.

     Junto dele ninguém estava triste, as suas anedotas, as suas invenções permanentes geravam e influenciavam a boa disposição.

     Mas, havia também as partidinhas que, embora dinamizadas pelo Trafulha, eram assumidas em grupo pelos seus compinchas.

     Mas, nem toda a gente, nem todas as situações serviam para as suas intervenções. Era incapaz de fazer chacota com a miséria, pobreza ou infortúnio. O seu grande gozo era apanhar na armadilha aquelas pessoas que gostam de fazer partidas mas não admitem que lhe as façam.

     “A “Maria” era uma dessas. Mal se aproximava o Carnaval, aí estava ela a espera as pessoas para depois poder ir desmanchar as camas, esconder uma ou outra coisa do dia, trazer os colchões para o meio da casa e para o quintal, enfim, brincadeiras que ninguém levava a mal, mas que irritavam bastante.

     -Tu és do diabo mulher, mas deixa estar que não perdes pela demora.

     -Isso é que era bom, nem que você se mate, está tudo muito bem fechado.

     E na verdade a “Maria” não só fechava bem as portas como guardava as chaves num cordel que trazia atado à cintura por debaixo da roupa.

     -Estás a olhar, estão aqui estão, mas não são para os teus bigodes, seu Trafulha duma cana.

     -Realmente, eu consigo não quero nada, você não dá nenhuma hipótese.

     Mas mal ela sabia o que lhe estava reservado, o que se escondia por detrás daquelas fingidas palavras.

     Assim que se afastou, o Trafulha, apoiado pelo irmão Chico e pelo primo Manuel, subiu para o telhado, enfiou pela trepadeira uma longa verguinha com um gancho na ponta, onde enfiou o arco da panela que estava em cima do lume, puxa, puxa e aí vem ela cheínha. Tira o chouriço, a morcela, a carne, enfim, tudo o que estava lá dentro, com a excepção do caldo. Depois desceu novamente a panela e colocou-a no mesmo sítio, tal e qual como estava, mas sem a carninha!

     Quando a “Maria” entra tranquilamente em casa, se aproxima da lareira e vai toda lampeirinha para espetar o garfo na carne e no enchido, a fim de verificar se estavam cozidos para confeccionar o almoçarão de carnaval, e encontra a panela somente com o caldo, caiu estarrecida, gritando, rogando pragas, ameaçando matar quem tivesse feito tal coisa”.

     Outras das vítimas do Trafulha eram os chamados “forretas”, aquelas que têm bastante de seu, mas que se andam sempre a chorar e são incapazes de dar seja o que for.

     “A Ti América era uma dessas. O não dar obriga muitas vezes a roubar, e eram os próprios filhos a fazê-lo. Um dia, quando um deles vinha com uma garrafa de vinho para beber com os amigos numa patuscada, teve de a largar e fugir, senão a Ti América ia- lhe aos fagotes.

     Quem ficou a seco e por isso não gostou da brincadeira, foi o Trafulha:

     -Deixa lá que não perdes pela demora!

     E que belo galo ela tinha na capoeira! Pata alta, crista grande e bem vermelha e peito gordo que nem tordos em tempo de azeitona! Sorrateiro, já noite dentro. O Trafulha entra na capoeira, agarra-o e espeta-lhe meia dúzia de alfinetes na cabeça, pelos miolos dentro deixando-o morto junto à rede.

     -Ai Jesus, que me acode, o gineto ou a raposa esta noite mataram-me o meu rico galo, eu bem ouvi as galinhas a cacarejar, e porque é que eu não me levantei, meu Deus, porquê? – Lamentava-se efusivamente a Ti América quando pela manhã deparou com o sucedido.

     E quando o filho levava o galo dentro de um saco para o ir enterrar, aparece o Trafulha:

     - Eh pá, para onde é que tu levas isso?

     -Vou enterrá-lo ali no quintal.

     -Deixa lá ver isso que quem lhe vai fazer o enterro somos nós, mais logo, na azenha do Décio, vai dar cá um arrozinho de sarrabulho de se lhe tirar o chapéu!

     Mas tudo acabava em bem. No momento em que as pessoas eram surpreendidas com os acontecimentos, ficavam furiosas, capazes de matarem cobras e lagartas, porém, passado algum tempo, quando se descobria, acabavam por sorrir com as brincadeiras, fundamentalmente com a ingenuidade e a forma como o Trafulha as engenhava.

     Mas ao Trafulha eram também atribuídas culpas de coisas que ele não fazia.

     Um dos seus fracos eram as mulheres, dir-se-ia que não podia ver uma burra com um chapéu na cabeça que não arregalasse o olho. Fosse solteira ou casada, tinha de dar o seu piropo e dizer para os colegas:

   -Aquela já cá cantou! Não há-de tardar que sejas mordida cá pelo Zé!

     Mas era tudo laracha, fogo de vista. O Trafulha adorava a sua mulher, e o que as outras viam nele era mais a sua maneira de brincar do que outra coisa qualquer.

     Mas as gabarolices do Trafulha eram levadas a sério por muito boa gente.

     “As coisas não iam nada bem lá por casa do Armando. A mulher, que não podia ver-se um só minuto sem ele, não lhe ligava nenhuma, inclusivamente até queria dormir separada.

     A consciência do Armando não acusava, antes pelo contrário. Fora sempre fiel e quase só faltava ajoelhar-se diante da mulher para ela lhe dizer qual a razão de tudo aquilo:

     -Olha lá, mulher, tu sentes-te doente? Será que não anda por aí alguma doença que não me queiras dizer?

     Virava-lhe as costas e se lhe dirigia alguma palavra era ainda a maltratá-lo.

     -Não há dúvida, foi ela quem mudou, é nela que está a diferença!

     O Armando mirrava-se a pensar, já não sabia o que fazer.

     Não há dúvida, foi ela quem mudou, é nela que está a diferença!

     O Armando mirrava-se a pensar, já não sabia o que fazer.

     Não era de divulgar as suas intimidades, mas, perante tal situação, estava até na disposição de ir encontrar alguém de confiança que o ajudasse.

     Mas, enquanto remexia no seu interior com todas essas indecisões, um dia, inesperadamente, o Armando teve um acidente: ia decepando uma das mãos na serração onde trabalhava.

     Depois de lhe terem feito tratamento no local, dirigiu-se para casa contorcendo-se com dores.

     A mulher não estava, mas pensou que não devia andar por longe, uma vez a porta se encontrava escancarada:

     -Nazaré! Oh Nazaré! – chamou o Armando com voz dolente, um pouco arrancada dos gemidos que abafava no peito.

     Não podia estar parado, as dores eram muitas.

     -Ai Jesus! Mas por onde é que ela andará! – exclamou o Armando aproximando-se da cancela do alpendre para a voltar a chamar.

     Ficou sem pinga de sangue, o coração quase parava:

    -Ai a alma do diabo, mas que vejo eu!

     Quase não queria acreditar. Ao mesmo tempo que a mulher saía do palheiro e se metia por entre o couval, onde ia apanhando umas folhas para disfarçar, viu um homem saltar o muro e seguir de cócoras ao longo dele.

     -Hoje vieste cedo, houve por lá algumas avaria na fabrica?

     O Armando estava de pé, junto à parede do alpendre.

     -Tu não ouves, aconteceu alguma coisa lá na fábrica?

     A mulher estava a um passo. Apesar das muitas dores, sentiu desejo de a esbofetear, de lhe saltar com os pés em cima, mas decidiu guardar isso para mais tarde e se possível fazê-lo aos dois.

     -Entalei esta mão lá nos toros – disse o Armando tentando disfarçar a intenção que lhe ia no íntimo.

     A sua cabeça estava transformada num turbilhão. O esforço que fazia para não pedir contas á mulher estava a ser superior ás dores, ás suas forças.

     -Era o Trafulha, só podia ser ele, malandro, tantos copos de vinho que tem bebido aqui na minha adega:

     - Hei-de apanhá-los! Hei-de apanhá-los! – murmurava, sem coragem de olhar para a mulher, de quem pela primeira vez sentia nojo.

     As investigações do Armando incidiram na perseguição do Trafulha, espiava-o por todo o lado, seguia-o passo a passo.

     Quando punha o olhar nele quase lhe davam vómitos, tão grande era a raiva que por ele sentia.

     Um dia, o Trafulha encaminhou-se lá para as bandas da sua casa.

     O Armando, sorrateiro, como quem não quer a coisa, atalhou pelas lameiras e foi colocar-se atrás de um molho de mato para dali fazer as suas observações.

     Enquanto se alojava e apurava o ouvido, viu a mulher sair de casa, ir em direcção aos currais e começar a falar alto para os bichos, ouvindo de seguida dois pequenos assobios vindos do interior do milho.

    A sombra da figueira situada a meio do caminho dificultava-lhe a visão, mesmo assim viu, de relance, um homem escapar-se para o interior do palheiro.

     O Armando estava inquieto, todo ele tremia, todo ele era raiva, todo ele eram mil olhos fixos na mulher que mirambulava por ali a disfarçar, a passar a pente fino o horizonte.

     Quando a viu entrar, preparou-se, abandonou vagorasamente o posto e aproximou-se.

     Cautelosamente, encostou a cabeça ás tábuas e ouviu-os cochichar por entre o remexer das palhas.

     Estava desvairado, louco, “cego”.

     Ali a dois passos encontrava-se um machado velho e ferrugento com que rasgava a lenha, agarrou-o e, com muitas precauções, deslocou-se para junto da entrada do palheiro.

     Depois, de maneira ágil, esquecendo todas as dores da mão, deu dois saltos e apanhou-os em flagrante.

     Machadada de um lado, machadada do outro:

     -Ah, seu Trafulha, seu malandro, seu bandido! Ah, sua desgraçada, sua puta!

     -Não me faça isso tio Armando, não me faça isso, eu não sou o Trafulha.

     -Eu digo-te se és ou não és, vou cortá-los aqui ás postas, grandes canalhas.

     -Não sou o Trafulha não, tio Armando, por favor perdoe-me, não me faça mal.

     -O Armando arregalou os olhos, estava estupefacto. Mais uma vez fora enganado. Afinal quem estava na sua frente, com o corpo esquartejado, não era na verdade o Trafulha, mas sim um dos seus grandes amigos.

     Contrariamente ao que possa extrair-se do comportamento e maneira de ser do Trafulha, ele ficou extremamente indignado quando soube do acontecimento. Não se revia de forma nenhuma, nem sequer como figura emprestada, a ser personagem nesse acto.

     Quem não resistia á chacota eram os brincalhões, aqueles que tinham mais confiança com ele:

     -Olha o que te estava guardado, tiveste pouca sorte, tiveste, seu manganão!

     -Vocês são mas é malucos. Eu?! Isso é que era bom! Muito lorpa há-de ser o ladrão que use a camisa roubada à frente do dono!

  

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Abril águas mil

 

Sugestão  de Culinária

 

Bacalhau com Molho Escuro

 

Fritam-se as batatas ás rodelas.

Fritam-se, passadas por farinha, as postinhas de bacalhau.

Passam-se, em seguida, por ovo, e voltam a fritar-se.

À parte faz-se um refogado com salsa, cebola, alho ao qual se junta um pouco de puré de feijão vermelho, temperado com pimenta e vinagre.

Num pirex põem-se batatas às camadas alternadas com o bacalhau, o molho por cima e serve-se.

 

Poesia

 

Vila viçosa e querida

Por altos pinheiros guardada

Tenho em si bem ancorada

O coração e a vida.

 

Por verdes campos estendida

Por densos lençóis banhada

Vida p´ra sempre marcada

Por força da despedida.

Mas se foi triste a partida se dura foi a ausência

Retirou-se da permanência

Uma singela lição:

Que não basta ter coração

Mas cuidar da sua vida!...

              Sá Flores

 

Sugestões de Fim semana/ O que visitar na minha aldeia/vila/cidade?

  

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Foto da semana

 

O Grupo de Teatro da nossa Universidade, numa visita guiada ao Mosteiro de Alcobaça

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publicado por IDADE MAIOR às 14:03

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Maria faz por ser boa,

Tua fama ao longe soa.

 

Quem o feio ama,

Bonito lhe parece.

 

Com as calças do meu pai

Também eu sou um homem.

 

No melhor pano cai a nodua.

 

Nunca dês o passo maior que a perna.

 

Lucinda Simões

 

Poesia

 

A PRIMAVERA

 

Quando chega a Primavera

Alegra-me o coração

É a quadra mais bela

De qualquer outra estação.

 

Andam perfumes no ar

De tantas e lindas flores

Fica a Natureza em festa

Salpicada de mil cores.

 

As estrelas tem mais brilho

O Sol é mais criador

Chilreia o rouxinol

Porque é bom trovador.

 

Bem haja, ó primavera

Por tanta beleza e cor

Ergo os olhos ao céu

E agradeço ao Senhor.

 

Lucinda Simões

publicado por IDADE MAIOR às 13:52

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Estórias e Contos Tradicionais

 

Ponte de Alvite

 

A Ponte de Alvite situa-se ao fundo da aldeia que lhe dá o nome, na freguesia de Cerva, e estabelece a ligação entre as duas margens do rio Póio desde tempos imemoriais.

De possível origem Romana, é a única ponte de pedra talhada e antiguidade indiscutível que se preserva neste rio, após destruição das pontes de Cabriz e Cerva pelas cheias de 1935.

Possui um tabuleiro assente sobre dois arcos redondos, ligeiramente abatidos, acessível por duas rampas que o ligam às margens.

Possui ainda guardas em pedra, contrafortes e um talhamar, a montante, no pilar entre os dois arcos conferindo-lhe robustez.

Num dos parapeitos possui a data 1603, o que indicará uma provável reforma. O pavimento preserva também a antiga calçada em pedra miúda.

Na época Medieval, esta ponte servia uma estrada de ligação entre o Vale do Tâmega e Vila Real, por Limões. Juntamente com a Ponte do Lourêdo, entre os Seixinhos e Vinharinho, constitui atualmente o exemplar mais antigo do concelho e detém mais alta proteção conferida pelo Estado Português.

Acesso: Ao fundo da aldeia de Alvite, voltando por caminho à direita.

Nas proximidades: Núcleo central da aldeia de Alvite, Casa de Toló, Capela de N. Sr.ª do Socorro, margens do Rio Póio.

 

Ditos, Ditados e Provérbios

 

- A melhor cepa, maio a deita. 

- Quando chove na ascensão, até as pedrinhas dão pão. 

- Mês de maio, mês das flores, mês de Maria, mês dos amores. 

- Água de maio, pão para todo o ano. 

- Maio hortelão, muita palha, pouco pão. 

- Maio claro e ventoso, faz o ano rendoso. 

- Maio que não der trovoada, não dá coisa estimada. 

- Tantos dias de geada terá maio quantos de nevoeiro teve fevereiro. 

- Quem em abril não varre a areia e em maio não racha a leira, anda todo o ano em canseira. 

- Chovam trinta maios e não chova em junho. 

- De maio a abril há muito que pedir.

 

Sugestão Culinária

 

Coquinhos  Folhados

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Ingredientes:

-1 Embalagem de massa folhada;

-200g Coco ralado (1 pacote);

-4 Ovos;

-1 Chávena de chá de açúcar;

-1/2 Chávena de café de leite;

-Sumo de 1 laranja;

-1/2 Chávena de café de manteiga derretida.

  

Modo de Preparação:

 

  1. Com um copo, cortei 12 discos de massa folhada. Coloquei-os nas forminhas de silicone e piquei-os com um garfo;
  2. Envolvi o coco com o açúcar. Bati ligeiramente os ovitos e misturei-os muito bem no preparado;
  3. Juntei a manteiga, o leite e o sumo de laranja e envolvi muito bem com uma colher de pau;
  4. Coloquei o preparado nas forminhas e levei ao forno a 180ºC;
  5. Depois de loirinhos, desenformei e, depois de bem friinhos, polvilhei-os com açúcar em pó.

 

Poesia

 

A Primavera voltou

Ao Jardim da Universidade

Com perfumes de mil cores

Voltamos à mocidade

Os seniores pintam de branco e amarelo

O muro das margaridas

De vermelho, azul e Rosa

Todas as plantas floridas

Belas flores de mil cores

A enfeitar o jardim

Avezinhas às voltinhas

Parecem sorrir prá mim…

 

Foto da Semana

 

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 Os alunos da Universidade Sénior esperam que tenham passado uma boa Páscoa!!!

publicado por IDADE MAIOR às 13:35

 

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

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NA PÁSCOA … Pão de Ló da zona de Margaride - uma “estória”

 

“Este pão de ló é um dos bolos que não pode faltar cá em casa na Páscoa.

Comprei durante muitos anos a uma senhora que o fazia, com muito amor, e de uma forma primorosa! Tinha uma receita que herdara e que não dava a ninguém... só o filho sabia o segredo.

Infelizmente esta senhora deixou de fazer pão de ló, e o filho, que eu saiba, não continuou o tradicional negócio da mãe...com muita pena minha!

Tive então que procurar um parecido, já que igual, era impossível! Pesquisei em todo o lado e, um dia, já lá vão dez anos! Descobri na Net (em Gastronomias.com) uma receita que me pareceu ser o "verdadeiro"... experimentei logo a receita, e posso dizer-lhes que é fantástico!

Faço-o sempre, pois é daquelas coisas que não podem faltar, pelo menos duas vezes no ano!!!” Então, de pesquisa em pesquisa, lá conseguimos encontrar a verdadeira história da origem desta iguaria, foi no blogue http://asenhoradomonte.com/...

Ora vejamos:

A freguesia de Margaride pertence ao distrito do Porto. A povoação de Margaride foi elevada à categoria de vila de Felgueiras, por carta de D, Maria II, datada de Março de 1846.

O fabrico do pão de ló ou pão leve, em Margaride data de há mais de dois séculos proveniente de uma mulher chamada Clara Maria. Quando esta morreu a senhora que vivia consigo, Antónia Filix cujo sobrenome desconhece-se continuou a fabricar pão de ló, tendo em sua companhia Leonor Rosa que tinha ficado ao encargo e cuidado da sua patroa Clara Maria.

Leonor aqui viveu até aos 16 anos, tendo sido raptada e mais tarde veio a casar-se com o seu raptor. Nessa altura foi para a Lixa fabricar pão de ló.

A primeira fábrica de pão de ló, ou pão leve, de Leonor Rosa, foi montada numa casa, situada no lugar do Tanque, na povoação de Margaride, pois então ainda não tinha a categoria de vila, casa essa que foi demolida, onde está hoje uma casa grande de dois andares.

Mais tarde Leonor veio a casar pela segunda vez mudando-se para a residência do segundo marido, onde actualmente está instalada a fábrica de pão de ló de Margaride.

Anos mais tarde, Leonor Rosa ficou viúva e resolve casar-se com o marido da sua criada. Leonor Rosa da Silva falece a 9 de Julho de 1898, sem descendentes e instituiu como herdeiro o seu terceiro marido – Joaquim Luíz da Silva, por testamento datado de 12 de Julho de 1877.

Joaquim Silva ao falecer em 1909 deixa como seu herdeiro o seu irmão José Maria da Silva falecido em 1940. José Maria Lickfold da Silva herda, então, de seu pai a fábrica do Pão de Ló de Margaride – Leonor Rosa da Silva, Sucr.

Leonor Rosa durante mais de cinquenta anos de trabalho consegue tornar conhecido, em Portugal e no Brasil, o seu pão de ló de Margaride. Foram fornecedores da Casa Real.

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Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Provérbios de Páscoa muito ligados à Meteorologia

 

É a saturação do Inverno, é o clamar por dias mais claros, quentes, luminosos…

 

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Se o Carnaval é na eira, a Páscoa é à lareira!

 

Entrudo borralheiro, Páscoa soalheira.

  

Não há Entrudo sem Lua Nova nem Páscoa sem Lua Cheia.

 

 

Sugestão de Culinária

 

Pão de Ló de Margaride

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Na foto aqui publicada, extraída daquela que é considerada uma "bíblia" da culinária - "Cozinha Tradicional Portuguesa" de Maria de Lourdes Modesto, pode ver-se um verdadeiro Põ de Ló de Margaride, com os carimbos que o caracterizam.

A receita

Ingredientes:

  • 19 gemas + 6 ovos inteiros
  • 500 g açucar
  • 250 g farinha
  • raspa de 1/2 limão
  • uma pitada de sal 

Preparação:

  • Bate-se os ovos com o sal , o açúcar e a raspa da casca de limão durante meia hora. Numa batedeira eléctrica bate-se durante 20 minutos.
  • Junta-se a farinha envolvendo-a bem na mistura de ovos.
  • Forra-se uma forma com 4 folhas de papel almaço, previamente untadas e deita-se dentro o preparado.
  • Leva-se a cozer durante aproximadamente 45 minutos em forno quente, 200º, coberto com uma folha de alumínio, ou o que será ideal, com uma forma igual, com o papel metido dentro da forma.
  • O autêntico pão-de-ló de Margaride é cozido em forno de lenha em formas de barro não vidrado. Estas formas constam de três tigelas, duas iguais e uma mais pequena, sendo esta colocada invertida no centro de uma das outras tigelas formando um cano. Depois de forrada com papel grosso, em quadrados sobrepostos, a massa é aí deitada, os bicos do papel virados para dentro e depois tapada com a outra tigela

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Deliciem-se!

Pesquisa efectuada pela aluna da UGIRT - Ilda Sousa          

Fonte: http://delilicias.blogspot.pt/2013/03/pao-de-lo-da-zona-de-margaride.html

  

Poesia

Páscoa !

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Páscoa é renovação

É Vida !

É um tempo de renascer

É um novo ciclo, é a criação

Em êxtase, em metamorfose…

Páscoa!

Das flores, da reflexão…

Da paixão,

É Páscoa, um tempo novo

Uma esperança…

Um sorriso de criança!

É alegria…é tempo de bonança!

Há Sol e há Luz!

É tempo de pensar

Que ali…naquela Cruz

Sofreu JESUS…

Mas hoje é Páscoa !

ELE vive aqui…

No nosso coração!

 

           Poema coletivo - aula de Comunicação, na UGIRT

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

Fim de semana da Páscoa

 

Páscoa é a comemoração da Ressureição de Cristo para os Católicos.

Páscoa é a Renovação cíclica da Natureza, com ela vem a Primavera, renascem as flores, as árvores ganham cor e folhagem, são as roupagens da VIDA!

Páscoa é o início de um novo ciclo!

Na nossa terra, Rio Tinto, a Páscoa festeja-se com grande cerimónia!

Enfeitam-se as janelas , sai o compasso a visitar as ruas da freguesia, há uma grande azáfama…

As famílias juntam-se e as crianças ficam mais alegres, há Pão de –ló e amêndoas multicolores!

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 Chegando à cripta da Igreja Matriz de Rio Tinto depois de efetuada a visita pascal pelas casas da freguesia.

 Fotos da Chegada das Cruzes da visita Pascal pela Freguesia de Rio Tinto, uma tradição secular!

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 As crianças cansadas mas felizes por participarem!

 

Foto da Semana

 

Marcas da ancestralidade de Rio Tinto…

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Caminhos no jardim… marcas de modernidade…

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publicado por IDADE MAIOR às 10:13

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 Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Conto : O Conde (Romance)

    

     A Ti Ana Marmelo nasceu no lugar de Outeiros, mais especificamente na Rua do Pinhal, no ano 1885, nuns palheiros entretanto demolidos.

     O facto de sofrer de uma doença “de mal de pele” impediu que contraísse casamento.

     Era uma pessoa muito alegre e decidida. Organizava os patrões para as mulheres à jorna e os ranchos para a apanha da azeitona, desfolhagem do milho, vindima, tiragem da madeira, etc., nos quais era uma das grandes animadoras, cantava maravilhosamente à desgarrada e contava lindas histórias:

     “Era um Conde que tinha uma filha que sabia que a mãe andava metida com um outro Conde.

     Um dia quando o pai vinha para jantar, ela começou a dizer:

    

Filha:

       -Benvindo seja papá

       faça favor de se sentar

       tenho um conto muito bonito

       de maravilhas para lhe contar.

 

Conde:

         -Conta lá minha filha

         Até que o jantar vem para a mesa.

 

Filha:

       -Estando eu no meu tear

     tecendo seda amarela

       veio o Conde da Alemanha

       três filhos me levou dela.

 

Conde:

         -Deixa lá minha filha

         que ele é moço novo

         fez isso por brincar.

 

Filha:

       -Leve o diabo o seu brinquedo

     e também o seu brincar,

     já me puxou por um braço

     e à cama me quis levar.

 

Conde:

         -Que dizes!

         que estás dizendo!

         Vida muita não terá.

 

Mãe:

       -Ai minha filha

       altos gritos vão na forca!

 

Filha:

       -Cala-se lá minha mãe

       não ouça alguém na rua

       que a morte do senhor Conde

       bem pudera ser a sua.

 

Mãe:

 

     -Abençoado leite

     que tu em mim mamaste

     menina de quinze anos

     que da morte me livraste.

 

 Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Quem bem tece

Nunca se esquece.

 

 

Sugestão  de Culinária

 

Ensopado de peixe do rio

 

Coze-se um quilo de peixe do rio – achigã, bogas, barbo, etc. -, em água com sal, louro e cebola.

Num tacho prepara-se um refogado leve com um litro e meio de azeite, duas cebolas grandes cortadas ás rodelas finas, dois dentes de alho esmagados e deixa-se alourar.

Juntam-se então dois tomates sem pele e sem pevides, cortados aos cubos, seis bagas de pimenta preta, sal, uma folha de louro, um sumo de um limão, salsa e um copo de vinho branco.

Refoga durante cinco minutos antes de se acrescentar um pouco da água de cozer o peixe.

Sem ferver, junta-se o peixe a este molho, por alguns minutos, a tomar gosto.

Serve-se numa travessa sopeira onde já se colocaram fatias de pão fino e o peixe.

Deita-se o resto do molho e enfeita-se com batatas ás rodelas e um ramo de salsa, espalhado por cima.

 

Poesia

 

Teus montes debruados a rosmaninho,

a estevas, lebrinha e carqueja

são jóias expostas à inveja

dos corvos que por eles fazem ninho.

 

Das nuvens que em constante remoinho

ansiosas de alguém que as proteja

descansam neles como em velha igreja

onde tudo é calmo e a paz carinho.

 

Como é bom ver-te Ferreira, assim

emoldurada nessas lindas serras!

Onde o rio corre, a água canta,

o sol vem beijar-te de manhãzinha;

e a Catarina porque é Santa

abençoa o Zêzere que te fez Donzela!

 

              Sá Flores

  

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

SUPERCARROS

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Depois dos (super)carros de sonho dos anos 30, olhamos este mês para alguns dos mais paradigmáticos e exclusivos super e hipercarros das 5 décadas compreendidas entre 1954 e 2004.

Um breve apontamento, necessariamente, onde se apresentam somente “carros de estrada”.

Desde os míticos Porsche – ah, o fabuloso Carreta GT de 2000… - e Lamborghini- dois modelos do início da saga (ambas as marcas hoje sob o grande chapéu e a batuta da Volkswagen), aos hiperexclusivos e “inalcançáveis” Bugatti (o modelo apresentado, o do renascimento das cinzas, antes da era Veyron) – e Pagani, passando pelos Panoz, Koenigsegg, Noble ou Spyker… nãosem que, entre outros, se comece por evocar o mítico Mercedes-Benz 300SL de 1954.

 

Foto da Semana

 

Escritora Risoleta Pedro, convidada pela nossa Universidade – aula aberta a todos os alunos e professores

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publicado por IDADE MAIOR às 09:55

 

Sugestão de Culinária

Receita de charlote de morangos

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(Bolo grande)

 

1 kg lamberetes encomendados em confeitaria

500gr morangos maduros + separar alguns morangos para decorar a charlote

2 copos de vinho do porto (facultativo)

250 gr açúcar amarelo

4/5 pacotes de natas para chantilly

Açúcar a gosto para adoçar as natas

papel vegetal

 

A Charlote de morangos demora 3 dias a fazer

 

1º dia:

- Cortar os 500 gr em bocadinhos pequenos e misturar o açúcar amarelo. Deixar assim no frigorífico até ao segundo dia.

2º dia:

- Forrar uma forma grande com papel vegetal;

- Forrar a forma com os lamberetes (fundo e lados) tapando todos os buracos. Devem-se colocar os lamberetes dos lados primeiro e os do fundo seguram as paredes forradas;

- Molhar todos os lamberetes com vinho do porto ou com o molho dos morangos do dia anterior;

- Encher toda a forma com camadas: 1ª morangos e molho; 2ª chantilly; 3ª lamberetes cortados aos bocadinhos; e assim sucessivamente até chegar ao cimo;

- A última camada é sempre de lamberetes que deve cobrir todo o bolo;

- Voltar a molhar os últimos lamberetes com vinho do Porto ou com molho dos morangos;

- Deixar no frigorífico durante 24h.

3º dia:

- Retirar do frigorífico;

- Virar a charlote para um prato;

- Decorar com chantily e morangos. Levar ao frigorífico. 

Bom apetite!

 

Foto da Semana

 

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publicado por IDADE MAIOR às 09:42

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publicado por IDADE MAIOR às 09:37

05
Abr 15

 

 

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publicado por IDADE MAIOR às 02:47

03
Abr 15

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Nesta semana, na UGIRT, a temática aglutinadora e transversal a várias disciplinas foi a aprendizagem a ter em conta para implementarmos o Clube de Jardinagem. De entre muitas sugestões, entre professores e alunos, surgiu a temática das ervas aromáticas e das flores, das essências florais, numa lógica de vida saudável…

É que ganhamos a candidatura à Missão Sorriso-Continente, mas agora é necessário arregaçar as mangas e criar a HORTA VIDA +

Começamos então, por criar fichas das plantas, tentando pesquisar o mais possível sobre elas…vamos aqui deixar uma das “estórias” ligada às flores, à sabedoria popular e ao conhecimento científico sobre a mesma.

                                              

“Chicória”

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A Chicória é uma planta perene e alta de flores azuis celestes que podem atingir os 4 cm de diâmetro.

O azul das suas flores é notável, indicando claramente as suas propriedades curativas.

Tal como o azul é a cor do mar e a cor do céu, espaços vastos do planeta e do universo, a chicória é dedicada à generosidade de dar espaço aos outros.

Indica também o amor espiritual, um amor calmante que vê e perdoa todas as coisas. A escolha da cor azul acima de todas as outras indica o desejo de ordem e paz.

A chicória sugere simultaneamente fragilidade e força: as suas pétalas frágeis e desiguais contrastam com os estiletes retos que apontam para cima.

As flores murcham rapidamente depois de colhidas, mas plantas são verdadeiramente prolíficas. Uma única planta de chicória pode produzir cerca de 2000 flores durante a sua vida e atingir uma altura de 1,5 m.

 

Lendas sobre a Chicória…

 

Na Alemanha conta-se a história de uma jovem donzela que, carpindo a morte do seu amante, chorou continuamente até ter sido engolida pela terra, de onde nasceu então a planta chicória.

 

Outra lenda conta que as flores são lágrimas de uma mulher de belos olhos azuis cujo amante nunca regressara de uma viagem. Em consequência era usada em poções de amor ou para esquecer um amor perdido.

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As flores da Chicória abrem e fecham a horas determinadas do dia, das 7 h da manhã até cerca do meio-dia. Segundo uma outra lenda, uma donzela chamada Florilor foi transformada em chicória por ter resistido aos avanços amorosos do deus do sol, mas continua a escarnecê-lo todos os dias, ao voltar a sua face para ele até ao meio-dia e ignorando-o no resto da jornada.

 

Fins terapêuticos da Chicória…

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A Chicória tem sido usada como purificador do sangue, laxante, tónico e como tratamento para a icterícia e problemas de fígado no homem e nos animais. Era também indicada para evitar que os membros se atrofiassem. Usada em saladas, o sabor amargo das suas folhas tonifica o sistema digestivo.

A sua essência floral confere independência e maior força às emoções.

A chicória (Cichorium intybus) é também conhecida como barba-de-monge (barbe de ... Na mitologia alemã, acredita-se que a flor da chicória traz sorte.

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

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“A formosura fenece, como as flores”

 

"Do sorriso da mulher nasceram as flores"

 

"A amizade é como a urze, uma flor que não morre"

 

 "As palavras não proferidas são flores do silêncio"

 

"Uma boa abelha não pousa em flores murchas"

 

 

Sugestão de Culinária

 

Amêndoas Torradas

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Ingredientes:

200g de amêndoas inteiras

100g de chocolate em pó

1 colher de café de canela em pó

1 chávena de açúcar

1 chávena de água

 

 

Preparação:

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Numa frigideira grande anti aderente coloque o açúcar e a água e deixe ferver 3 minutos.

Entretanto, numa outra frigideira torram-se as amêndoas sem deixar queimar.

Depois de ferver a água com o açúcar, junta-se o chocolate e a canela e mistura-se bem.

Acrescenta-se de seguida as amêndoas e, em lume brando vai-se mexendo bem tudo até que a mistura comece a ficar granulada e se agarre às amêndoas.

Retira-se depois do lume e coloca-se sobre papel vegetal ou um tapete de silicone e separam-se as amêndoas deixando arrefecer bem antes de se guardarem num recipiente bem fechado.

Bom Apetite!  

 

Poesia

 

“Domingo de Ramos”

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No adro da igreja naquele domingo

São às dezenas, acenando seu raminho

De oliveira p’ra benzer!

É beleza, é tradição!

Sente o povo a devoção!

Zela pela paz, ora por protecção

No adro da igreja tocam os sinos

Chegam os meninos

Com seus fatos domingueiros

Rezando pelos pobres do mundo inteiro

É domingo de ramos, p’ra casa vão levar

Um pedacinho de Amor,

Um perfume a espalhar

Para jamais esquecer

A vida do Redentor!

 

                                                 Maria Guimarães

 

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

Este Fim de Semana foi de intercâmbio e encontro com outras UTIs.

A UGIRT participou no dia 27 de março no seminário “Contributos das Universidades Seniores no Bem-Estar Psicossocial dos Idosos”, organizado pela Universidade Sénior de Ermesinde.

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Este seminário contou com a presença de oradores de excelência, dos quais saliento o Prof. Dr. António Fonseca, Profª. Dra. Joaquina Madeira e a Drª Joana Guedes. O presidente da RUTIS , Dr. Luís Jacob também nos brindou com a sua presença, que embora breve é sempre motivadora. Alguns alunos da UGIRT participaram junto com elementos da Direção e Presidente Maria José Guimarães.

 

No final do Seminário ,com alunos UGIRT, fomos visitar a “VILA DOCE”, uma Feirinha de doçuras mesmo ali junto à Junta de Freguesia de Ermesinde, na Vila Beatriz que durante este fim de semana abriu as suas portas à comunidade e transformou-se…

 

Junto algumas fotos deste agradável fim de tarde em Ermesinde!

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Divertimo-nos na “Vila Doce!”

 

 

 

 

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Mas que gira Banda!

 

 

 

 

 

 

 

 

A Presidente da UGIRT e a Aluna Maria Luísa Ribeiro coroadas

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 Olha que pequeninas nós somos!             Tocando tambor!

 

No sábado, dia 28 de março, no Mercado Bom Sucesso, na iniciativa da Editora Mosaico de Palavras, a UGIRT participou no evento de poesia “MERCANDO POESIA”, através do sr. Carlos Teixeira, secretário da Direção e da sua presidente que foi ler poesia de sua autoria “Sonhos de Abril”.

Foi ainda muito interessante este evento pois para além da poesia dita e cantada por diversos poetas de Rio Tinto e de outras cidades, teve a colaboração do GVC-Grupo de Violas e Cavaquinhos da USRM-Universidade Sénior Rotários de Matosinhos. Deste modo promoveu-se o encontro entre UNIVERSIDADES SENIORES.

Foi uma Tarde Bem passada!

 

Parabéns à Editora Mosaico de Palavras pela organização e Parabéns à USRM pela excelente atuação e pelo interessante convívio que nos proporcionaram.

 

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Foto da Semana

 

Arquiteto SOUTO de MOURA visita

UGIRT – Universidade Grande Idade de Rio Tinto !

 

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 Discutindo os pormenores para trabalhos futuros …

 

publicado por IDADE MAIOR às 17:01

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Abr 15

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Lenda dos Tripeiros

 

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No ano de 1415, construíram-se nas margens do Douro as naus e os barcos que haveriam de levar os portugueses, nesse ano, à conquista de Ceuta e, mais tarde, à epopeia dos Descobrimentos. A razão deste empreendimento era secreta e nos estaleiros os boatos eram muitos e variados: uns diziam que as embarcações eram destinadas a transportar a Infanta D. Helena a Inglaterra, onde se casaria; outros diziam que era para levar El-Rei D. João I a Jerusalém para visitar o Santo Sepulcro. Mas havia ainda quem afirmasse a pés juntos que a armada se destinava a conduzir os Infantes D. Pedro e D. Henrique a Nápoles para ali se casarem...

Foi então que o Infante D. Henrique apareceu inesperadamente no Porto para ver o andamento dos trabalhos e, embora satisfeito com o esforço despendido, achou que se poderia fazer ainda mais. E o Infante confidenciou ao mestre Vaz, o fiel encarregado da construção, as verdadeiras e secretas razões que estavam na sua origem: a conquista de Ceuta. Pediu ao mestre e aos seus homens mais empenho e sacrifícios, ao que mestre Vaz lhe assegurou que fariam para o infante o mesmo que tinham feito cerca de trinta anos atrás aquando da guerra com Castela: dariam toda a carne da cidade e comeriam apenas as tripas. Este sacrifício tinha-lhes valido mesmo a alcunha de "tripeiros". Comovido, o infante D. Henrique disse-lhe então que esse nome de "tripeiros" era uma verdadeira honra para o povo do Porto. A História de Portugal registou mais este sacrifício invulgar dos heroicos "tripeiros" que contribuiu para que a grande frota do Infante D. Henrique, com sete galés e vinte naus, partisse a caminho da conquista de Ceuta.

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

“Patrão fora, dia Santo na Loja” 

Num dia santo, vulgo feriado, não se trabalha. O comércio fecha, para que se possa gozar o feriado junto da família e junto de todos os que forem mais queridos.

Também se pode entender por "dia santo na loja" como um dia de trabalho sem grandes arrelias, porque quando o patrão anda por perto para garantir que os trabalhadores fazem o seu trabalho como deve ser, puxa por eles para que consigam dar o seu melhor, exigindo e ralhando se for preciso.

Como o trabalhador não quer perder o emprego, tem de se sujeitar a estas condições e tem de aguentar todos os "sapos" mesmo se o patrão não tiver razão.

Mas, e se o patrão não estiver por perto, estiver fora do estabelecimento? Aí, o trabalhador pode trabalhar relaxado, pode até fazer asneiras durante o seu trabalho, porque o patrão não vai lá estar para o arreliar.

E assim nasce a expressão "patrão fora, dia santo na loja", usada sempre que uma pessoa quiser fazer o que lhe der na gana, sem ter de prestar satisfações a ninguém, sobretudo se esse ninguém estiver ausente, motivo pelo qual não vai saber o que realmente aconteceu.

 

Sugestão de Culinária

 

Tripas à Moda do Porto

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Ingredientes:

1 kg de tripas de vitela (compreendendo livros ou folhos, favos e a touca)

1 mão de vitela

150 grs de chouriço de carne

150 grs de orelheira

150 grs de toucinho entremeado ou presunto

150 grs de salpicão

150 grs de carne da cabeça de porco

1 frango ou meia galinha

1 kg de feijão manteiga

2 cenouras

2 cebolas grandes

1 colher de sopa de banha

1 ramo de salsa

1 folha de louro

sal e pimenta

 

Preparação:

Lavam-se as tripas muito bem e esfregam-se com sal e limão. Cozem-se em água com sal. Limpa-se a mão de vitela e coze-se.

Noutro recipiente cozem-se as restantes carnes e o frango, que devem ser retiradas à medida que vão estando cozidas.

Coze-se o feijão, que já está demolhado, com as cenouras às rodelas e uma cebola aos gomos. Pica-se uma cebola e «estala-se» numa colher de banha.

Juntam-se todas as carnes cortadas em bocados (incluindo as tripas, frango, enchidos, etc.).

Deixa-se apurar um pouco e introduz-se o feijão.

Tempera-se com sal, pimenta preta moída na altura, o louro e a salsa e deixa-se apurar bem.

Retira-se a salsa e serve-se em terrina de porcelana ou de barro, polvilhado, segundo o gosto, com cominhos ou salsa picada e acompanhado com arroz branco seco.

 

Poesia

 

Sorrir

 

No esboçar dum sorriso

Há arte numa Mulher,

Mostra-o sempre que é preciso,

Esconde-o sempre que quer.

 

Há arte numa Mulher,

Expressiva em seu olhar,

É maior o seu querer

Que a força do próprio Mar.

 

Mostra-o sempre que é preciso

Sabe quem o não merece;

Ninguém lhe faça juízo

E nem sempre o que é parece…

 

Esconde-o sempre que quer

Saber esconder tem arte;

Grande alma tem a Mulher

Que é tão Nobre em qualquer parte.

 

                                               Autor: Ferreira da Costa

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

Caminhada dos Sonhos

(Angariação de fundos para ajudar a comprar um coberto para a Escola Básica nº1 de Gondomar)

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Foto da Semana

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Vista sobre a Cidade do Porto

 

publicado por IDADE MAIOR às 22:31

01
Abr 15

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

Pesquisado na Internet e apresentado por: Turma 2

 

Algarve/Faro:

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Retirado do endereço:

http://algarvencantado.blogs.sapo.pt/1066.html

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

Autores: Turma 3 (pesquisas no Google Imagens)

A propósito da chegada da PRIMAVERA, e de Março …

 

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Sugestão de Culinária

Autor: Turma 1. Pesquisado na Internet

Receita de culinária

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Poesia

Autor: Turma 3, pesquisado na Internet

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Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

Apresentado por António Mordido, pesquisado na Internet

 

Fluviário de Mora

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Veja aqui:

https://www.youtube.com/watch?v=3kvqf1nE3O8

 

Foto da Semana

Autor: Turma 4, pesquisado no Google Imagens

 

Atendo à PRIMAVERA, parece uma escolha certa!?

Olhem bem e imaginem-se envolvidos no ambiente ilustrado por esta imagem!

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publicado por IDADE MAIOR às 22:01

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Conto: O Lagar

    

Estava-se em dezembro, mês propício para a apanha da azeitona.

Em casa dos avós do Joaquim andava tudo num autêntico reboliço.

Homens e mulheres a serem distribuídos pelos olivais e propriedades onde haviam oliveiras, azeitona por todo o lado e os carros de bois a transportar os sacos cheios para os lagares.

O Abílio Salmão e a mulher salientavam-se no meio do rancho, as suas vozes sobrepunham-se às outras, os seus desafios e desgarradas encantavam, não tinham fim e as suas mãos, quer a ripar, quer a apanhar a azeitona do chão, pareciam aranhiços em movimento.

Pelos seus cinco anos, não davam oportunidade ao Joaquim de fazer mais nada senão andar ao colo ou pela mão da avó, e “embriagar-se” com a maravilha das imagens, que, com a destreza própria, ia captando de tudo que bulia à sua volta. Isto não significa que ele fosse um menino mimado, nada disso, tratava-se apenas de comportamentos do tempo, onde com cinco anos ainda se estava no berço.

É certo que a casa dos seus avós paternos era a maior e mais abastada da zona: possuíam inúmeras propriedades onde abundava, para além do azeite, o vinho e o pinhal e tinham várias juntas e carros de bois, com os quais já haviam feito o transporte colectivo de mercadorias para a Lamarosa e Vila Nova de Ourém, demorando cada viajem cerca de uma semana. Mas, eram pessoas de trabalho, de muito trabalho, sendo o rendimento para investir em terrenos, e só aí.

O Joaquim tinha já cerca de sete anos quando teve oportunidade de ir pela primeira vez a um lagar.

Eram três os que existiam próximo: o do Amâncio Terramote, o do José Vaz e o do Lombo. Trabalhava-se com todos, mas, naquele ano, a azeitona foi em maior quantidade para o do Lombo, que se situava ao fundo dos Outeiros, num local de acessos muito difíceis, onde moravam apenas dois casais.

A casa onde estava instalado era enorme, arredondada e baixa, mesmo muito baixa, quase que se batia com a cabeça nas telhas de canudo que também formavam a trave da porta.

Logo à entrada ficava a casa da lenha, onde funcionava um motor a gasóleo, que através duma forte correia de lona fazia trabalhar as galgas; a seguir a azenha da farinha, cuja mós eram movidas por uma grande roda de ferro, repleta de alcatruzes, que era tocada pela água e se encontrava no exterior; a seguir, e depois de se subir uma escada com três degraus, atingia-se o lagar propriamente dito: a vasa onde as galgas esmagavam a azeitona, as fontes, as duas prensas manuais, a fornalha da água quente a vários homens, entre eles o mestre, um homem alto, magro, que andava em cabelo, e o seu fato estava mais untado que as próprias ceras que expeliam o azeite.

Era ele que orientava tudo ali: estipulava as tarefas dos outros homens, anotava a azeitona entrada, punha a trabalhar e parava o motor, verificava quando a azeitona estava moída, punha a água à temperatura ideal para escaldar as fontes e media o azeite.

Foi no momento em que despejou e deixou o alqueire dentro de um enorme funil, que por sua vez estava introduzido numa vasilha de lata para onde ia determinada quantidade de azeite, que foi premir um interruptor colocado numa parede próxima e iluminou todo o lagar.

Nunca na sua vida o Joaquim tinha visto tal!

Os sistemas de iluminação que ele conhecia eram a candeia, o candeeiro de azeite e de petróleo, o gasómetro e o petromax.

Curioso como foi sempre, e quase impulsionado por uma mola, o Joaquim logo imitar o mestre, tendo imediatamente como consequência uma palmada na mão e o ser obrigado a sentar-se num banco corrido metido entre a avó e o pai.

Claro que a raiva o assaltou, porém, naquele momento, e como se pode perceber, não pôde fazer mais nada.

Mas, a atitude tinha-o marcado muito. E passados uns dias, mais propriamente quando ouviu dizer que o lagar estava fechado, aí estava ele a descer o monte, a aproximar-se do lagar e a procurar a forma de poder penetrar no seu interior.

E foi através de uma janela, que se encontrava semiaberta e se situava perto do solo, que o fez.

E que diferença existia por ali naquele dia!

Estava tudo às escuras, o motor parado, a fornalha apagada, enfim, havia por ali um silêncio de cortar à faca.

Mas o Joaquim estava firme na sua aventura, no que o levara ali.

Queria premir o botão, o tal botãozinho milagroso que iluminava tudo.

E com quanto prazer se aproximou dele e o premiu dezenas de vezes.

Só que naquele dia não havia luz! Quer o dínamo, quer as baterias que a produziam estavam desligados.

  

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Quando a candelária chora

Está o Inverno fora.

 

 

Sugestão de Culinária

 

Peixe do rio em Molho de Escabeche

 

Arranja-se o peixe, escama-se e retiram-se as vísceras, lava-se muito bem e põe-se de sal.

Numa frigideira larga aquece-se óleo em mistura com azeite; passa-se o peixe por farinha de trigo e frita-se.

No restante molho deitam-se cebola às rodelas, alho migado, folhas de louro, mais uma pintada de sal e picante a gosto.

Deixa-se a cebola alourar, junta-se um pouco de vinagre e ferve mais um pouco.

Deita-se este molho por cima do peixe frio e serve-se quente ou frio, acompanhado com batatas cozidas e salada.

 

Poesia

 

ÁRVORE

 

 

Quem és tu querida Árvore

Que presa ao chão da terra

Louvas a Deus

Dia a dia sem te cansares?

 

Quem és tu

Que ao Homem tudo dás?

Quem és tu

Que tomas formas singulares:

às vezes de braços bem abertos

outras, sobes esguia desejando tocar os céus!

 

Tantos te admiram!

És presença nas cidades, montes, vales e

em sítios inóspitos, onde parece não haver terra, é a chuva o teu alimento divino.

 

Na Terra, és privilégio de Deus!

Nada pedes! Nada temes!

Tranquilamente mudas a beleza da paisagem.

Ofereces alimento e abrigo.

 

Diz-me, quem és tu?

Vês nascer o Sol, a Lua acaricia-te,

vigias as estrelas e em passos de dança acompanhas a brisa do mar.

 

És fonte de Vida!

Oração viva!

Altar - aos olhos de quem tem Fé!

 

                                                                Ana Godinho

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

Festival do Lagostim de Rio de regresso a Ferreira do Zêzere

 

Considerada uma iguaria exótica, em grande parte dos restaurantes do centro da europa e do continente europeu de classe média e alta, comparada ao caviar, considerada como ementa de requinte e de luxo, o lagostim de rio volta a estar em destaque em Ferreira do Zêzere de 27 de março a 26 de abril, prometendo surpreender os turistas e os comensais mais exigentes.

As águas límpidas da Albufeira de Castelo do Bode proporcionam condições únicas para o habitat destes crustáceos de água doce e é em abril que se encontram na melhor fase do ano para serem pescados e confecionados de acordo com os chefes dos 6 restaurantes que são já especialistas na preparação de pratos originais e surpreendentes com esta iguaria, que vão desde entradas, sopas a pratos principais diversos.

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Foto da Semana

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 Alunos e Professores da Universidade Sénior na escadaria do Palácio de S. Bento- Assembleia da República.

 

publicado por IDADE MAIOR às 11:58

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Ponte do Lourêdo

Localizada na freguesia de Cerva, a Ponte do Lourêdo é uma estrutura hoje pouco utilizada devido à perda de importância do caminho que serve.

No entanto, esse caminho serviu durante séculos quem pretendia deslocar-se entre Ribeira de Pena e Cerva, ligando os Seixinhos a Vilarinho, representando, a par com a ponte da Póvoa, a única forma segura de atravessar o Rio Lourêdo.

De estrutura em pedra de granito em grande parte irregular, possui um tabuleiro em forma de cavalete, com a particularidade de, no lado de Vilarinho, o tabuleiro ficar direito por ligar a um nível superior do terreno.

Possui um arco de grandes dimensões, em forma de ogiva e ligeiramente abatido com aduelas longas e estreitas.

Possui guardas em pedra e o pavimento calcetado, onde ainda é possível visualizar as marcas profundas de séculos a servir de passagem a carros e carroças.

De origem provável medieval, como atestado pela estrutura gótica e pela antiguidade do caminho que serve, preserva ainda uma paisagem bucólica que a envolve, apenas quebrada pelos viadutos da auto-estrada recentemente construídos.

Acesso: Por Cerva, em direcção aos Seixinhos e depois pela Rua do Lourêdo.

Nas Proximidades: Castro dos Seixinhos, vale do Rio Lourêdo.

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

“Abril, tempo de cuco, de manhã molhado e à tarde enxuto.”

 

“Em Abril águas mil.”

 

“Inverno de Março e seca de Abril, deixam o lavrador a pedir.”

 

“Abril molhado, sete vezes trovejado.”

 

“Abril chuvoso, Maio ventoso e Junho amoroso, fazem um ano formoso.”

 

“Uma água de Maio e três de Abril valem por mil.”

 

“Em Abril cada pulga dá mil.”

 

“Quem em Abril não merenda, ao cemitério se encomenda.”

 

“Tarde acordou quem em Abril podou.”

 

“Em lua de Abril tardia, nenhum lavrador confia.”

 

 

Sugestão de Culinária

 

Arrufadas

 

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Ingredientes:

  • 3,5 dl de leite;
  • 40 g de fermento de padeiro;
  • 625 g de farinha;
  • 2 ovos;
  • 2 gemas;
  • 75 g de manteiga;
  • 1 limão (raspa);
  • 1 colher de sopa de rum;
  • 80 g de açúcar;
  • Margarina, farinha e açúcar q.b.

Preparação:

  • Amorne o leite. Separe um pouco, junte-lhe o fermento e mexa, até diluir.
  • Acrescente-lhe 125 g de farinha, o restante leite, um ovo e as gemas. Envolva bem e deixe levedar.
  • Misture a manteiga com a raspa de limão, o rum e a restante farinha.
  • Amasse tudo com o fermento diluído. Deixe levedar em local aquecido.
  • Unte um tabuleiro com margarina e forre-o com papel vegetal, também untado e enfarinhado.
  • Molde as arrufadas e coloque-as no tabuleiro.
  • Pincele com o restante ovo batido e deixe levedar mais um pouco.
  • Ligue o forno a 190º C.
  • Corte as bolinhas no topo, com dois golpes, tipo cruz.
  • Polvilhe com o açúcar e leve a meio do forno, durante 25 minutos.
  • Retire mornas ou frias e cubra-as com um pano limpo.

  

Poesia

 

“Ó Pena ó que Linda Pena”

 

Ó Pena, ó que linda Pena,

Ó Pena, Cá da Ribeira

Tem a casa de Camilo

Que alegra a Vila inteira

Que alegra a Vila inteira

Aqui ou em qualquer lugar

Ó Pena, ó que linda Pena

Ó Pena, de Portugal!

 

Somos um grupo alegre

Que tem gosto p´la vida

Somos bastante ativos

E gente muito unida

 

Não temos muito pra dar

Mas temos pra receber

Depois desta cantoria

Todos as palmas bater

 

  

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

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 https://www.facebook.com/events/653486338111338/permalink/659531237506848/

 

Foto da Semana

 

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publicado por IDADE MAIOR às 11:40

 

Sugestão de Culinária

 

Açorda de bacalhau

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 Um prato tradicional e à moda alentejana. Delicie-se com um dos pratos mais tipicamente português.

 

Para 4 pessoas

Tempo de preparação: 15 minutos

Tempo de confeção: 20 minutos

Ingredientes:

300 g de bacalhau seco graúdo da Noruega

4 ovos Pingo Doce

400 g pão alentejano (da véspera) *

4 colheres de sopa de azeite gourmet

2 dentes de alho seco

1 raminho de coentros frescos

1 colher de chá de sal 200 g de rabanetes

* Contém glúten

 

Modo de confeção:

Coza o bacalhau previamente demolhado (durante 36 horas).

Retire o bacalhau e aproveite a água da cozedura (sem deixar ferver) para escalfar os ovos.

Retire os ovos e reserve o caldo.

Prepare um piso, esmagando num almofariz o azeite, os alhos descascados, os coentros lavados e escolhidos e o sal.

Leve o caldo da cozedura do bacalhau ao lume e junte-lhe o piso assim que levantar fervura.

Entretanto, corte o pão em fatias ou pedaços e distribua-o pelos pratos.

 

Finalização:

Na altura de servir, deite o caldo sobre o pão, os ovos e o bacalhau já cortado em pedaços ou em lascas e acompanhe com rodelas de rabanetes.

 

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

Sugestão de Passeio

 

No final do primeiro trimestre do ano lectivo 2013/2014, os alunos da FOS e alguns professores foram visitar o Museu do Vidro na Marinha Grande e o Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota. 

 

No Museu do Vidro foi possível admirar bonitas obras de arte nos mais variados tipos de vidro, assim como assistir às demonstrações de como construir peças decorativas e outros, feitas pelos artesãos que, com mestria transformavam barras de vidro em animais, plantas e outros nas mais variadas opções, tamanhos, feitios e cores.  

 

Já com o apetite a chamar, foi hora do salutar convívio entre professores e alunos, num confraternizante almoço no restaurante Monte Grande, perto da Marinha Grande.

 

À tarde todos tiveram a oportunidade de assistir a uma visita guiada ao Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota, que incluiu uma sessão multimédia explicativa desta importante batalha na história de Portugal.

 

Deixamos abaixo as fotografias e contactos dos locais visitados.

 

Foi um dia bem passado!

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 Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota

http://www.fundacao-aljubarrota.pt/?idc=50

 Restaurante Monte Grande

http://www.quintamontegrande.com/marinha/index.php?pagina=marinha

 

publicado por IDADE MAIOR às 11:21

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