UNIVERSIDADES SÉNIORES: ACONTECIMENTOS, TRABALHOS, ETC.

27
Fev 15

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

Hoje falamos de contos e estórias ligadas às Fontes, aos tanques, rios…água…

“Minha avó sempre contava, era uma vez…”

E os alunos da UGIRT, na aula de Comunicação vão contando e recontando as estórias que as suas avós contavam…

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Escolhido o conto desta semana, professora e alunos posaram para a foto, o aluno de preto, tal o corvo da história, será que tem o bico amarelo também? Daí a gargalhada…

A professora de branco … será a noiva do corvo? Ah!ah!ah!

Registamos um conto tradicional com características populares, onde não falta a presença do maravilhoso, a moralidade e a FONTE, pois esta semana todo o nosso trabalho anda à volta das FONTES.

A noiva do corvo

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Havia numa terra uma mulher, que tinha em sua companhia um corvo. Defronte dela moravam três raparigas muito lindas. Como o corvo queria casar, mandou falar à mais velha; respondeu-lhe que não, e o corvo raivoso arrancou-lhe os olhos. Sucedeu o mesmo com a segunda, até que a terceira sempre se sujeitou a casar com o corvo.

Tempos depois de já viverem na sua casa, a rapariga falou a uma vizinha no seu desgosto de estar casada com um corvo; a vizinha aconselhou-lhe que lhe chamuscasse as penas, porque podia ser obra de encantamento, e assim se quebraria. Quando à noite se foram os dois deitar, a rapariga chegou a candeia às penas do corvo; ele acordou logo, dando um grande berro:

Ai, que me dobraste o meu encantamento! Se me queres salvar, vai pôr-te àquela janela, e todos os pássaros que vires, chama-os e pede-lhes assim: «Venham, passarinhos, venham despir-se para vestir el-rei que está nu».

De facto os passarinhos começaram a vir poisar na janela, e cada um deixava cair uma pena com que o corvo se foi cobrindo. Depois que ficou outra vez emplumado, o corvo bateu as asas, e desapareceu, dizendo para a mulher:

- Agora se me quiseres tornar a ver, sapatos de ferro hás-de romper.

A pobre rapariga ficou sozinha toda aquela noite, e logo que amanheceu foi comprar uns sapatos de ferro e meteu-se a correr o mundo. Tinha os sapatos quase estragados de andar, quando encontrou um velho e lhe perguntou se não tinha visto um pássaro. O velho respondeu:

Eu venho da fonte da madrepérola, onde estavam bastantes.

Ela continuou o seu caminho, e antes de chegar à fonte ali encontrou um corvo, que lhe disse:

Olha, se quiseres salvar o rei, vai à fonte, onde estará uma lavadeira a lavar um vestido de penas, tira-lho e lava-o tu. Ao pé da fonte está uma casa, e um velho que a guarda; entra aí, mata o velho para poderes quebrar todas as gaiolas e dar a liberdade aos pássaros que ele tem lá presos.

A rapariga chegou à fonte, e fez como o corvo lhe tinha dito; lavou o vestido de penas, e depois entrou na casa onde estava o velho, fingiu que via vir pelo mar uma linda embarcação; o velho chegou-se à janela e a rapariga pegou-lhe pelas pernas e deitou-o ao mar. Depois quebrou todas as gaiolas e os pássaros em liberdade tornaram-se príncipes que estavam encantados, e entre eles estava o seu marido, que era rei e lhes pôs obrigação de a servirem toda a vida.

Nas “ESTÓRIAS” muita informação surgiu relacionada com as fontes!

Assim fomos ao tempo de Luís de Camões e declamamos um poema relacionado com a fonte, demos um pulo e viemos ao século XX a António Gedeão, encontrar um poema talvez inspirado no de Camões mas com um argumento interessantíssimo…deliciem-se!

E viajamos a lugares e tempos mais recônditos da Memória e chegamos à Lírica Trovadoresca onde a FONTE também tinha um importante papel social e romântico… “encontro de namorados”.

Vejam … a poesia com “Fontes”…

  

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

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“Tantas vezes vai o cântaro à fonte que um dia lá deixa a asa”

 

Naquele tempo ia-se à fonte buscar a água em cântaros de barro e tantas vezes lá se ia que podia acontecer de partir a asa…do dito cântaro, ora, nós interpretamos que nos nossos dias, o cântaro pode representar as más acções, as mentiras, as infidelidades…

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Tantas vezes se cometem erros que um dia…é-se descoberto (equivale a… partir-se a asa do cântaro)

 

 

 

 

 

Sugestão de Culinária

 

Rojões e Papas de Sarrabulho à moda de Baguim do Monte

Um dos nossos diretores entrou para a Confraria, ficou todo entusiasmado e o professor da aula de Património Cultural e a professora de Comunicação, convidaram-no a falar da sua experiência de recém confrade, posaram para uma foto e no fim deixou-nos a receita da iguaria.

De salientar que esta Confraria é de Baguim do Monte, a segunda freguesia de RIO TINTO mas as suas portas estão abertas ao mundo…

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Um ia destes lá estaremos todos em Baguim do Monte para nos deliciarmos com os Rojões e Papas de sarrabulho à moda de Baguim do Monte!

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Poesia

 

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Descalça vai para a fonte  de Luís de Camões

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Descalça vai para a fonte

Descalça vai para a fonte

Leonor pela verdura;

Vai formosa e não segura.

 

Leva na cabeça o pote,

O texto nas mãos de prata,

Cinta de fina escarlata.

Sainho de chamalote;

Traz a vasquinha de cote.

Mais branca que a neve pura;

Vai formosa e não segura.                                                      

 

Descobre a touca a garganta,

Cabelos de ouro o trançado,

Fita de cor de encarnado,

Tão linda que o mundo espanta;

Chove nela graça tanta

Que dá graça a formosura;

Vai formosa e não segura

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 Fonte atual em Rio Tinto

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Declamando… professora e alunas observaram discos em vinil, no album, trazido para a aula de Comunicação da UGIRT pela aluna Maria Luísa e de seguida leram poemas musicados, dos quais, “Ondas do mar de Vigo” e “Poema da Auto Estrada”.

Intertextualidade

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Poema da Auto-estrada de António Gedeão

 

Voando vai para a praia

Leonor na estrada preta.

Vai na brasa, de lambreta.

 

Leva calções de pirata,

vermelho de alizarina,

modelando a coxa fina,

de impaciente nervura.

como guache lustroso,

amarelo de idantreno,

blusinha de terileno

desfraldada na cintura.

 

Fuge, fuge, Leonoreta:

Vai na brasa, de lambreta.

 

Agarrada ao companheiro

na volúpia da escapada

pincha no banco traseiro

em cada volta da estrada.

Grita de medo fingido,

que o receio não é com ela,

mas por amor e cautela

abraça-o pela cintura.

Vai ditosa e bem segura.

 

Com um rasgão na paisagem

corta a lambreta afiada,

engole as bermas da estrada

e a rumorosa folhagem.

Urrando, estremece a terra,

bramir de rinoceronte,

enfia pelo horizonte

como um punhal que se enterra.

Tudo foge à sua volta,

o céu, as nuvens, as casas,

e com os bramidos que solta,

lembra um demónio com asas.

 

Na confusão dos sentidos

já nem percebe Leonor

se o que lhe chega aos ouvidos

são ecos de amor perdidos

se os rugidos do motor.

Fuge, fuge, Leonoreta

Vai na brasa, de lambreta

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 A Fonte desde a Idade Média é um local por excelência , para encontro de amores…e do AMOR!

 

Lírica Trovadoresca (breve abordagem)

As Cantigas de Amigo

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Na lírica medieval galego-portuguesa uma cantiga de amigo é uma composição breve e singela posta na voz de uma mulher apaixonada. Devem o seu nome ao facto de que na maior parte delas aparece a palavra amigo, com o sentido de pretendente, amante, esposo. O tema fundamental é o sofrimento por amor (às vezes, a morte por amor), motivado normalmente pela ausência do 'amigo'. Às vezes apresentam-se formas em que se engana à mãe vigilante, ou se mostra alegria no regresso do amigo e outras ciúmes ou ansiedade.

Os ambientes nos qual decorrem são o campo, o mar ou a casa: a fonte, aonde foram procurar água ou lavar o cabelo, o rio ou a peregrinação.

Ondas do mar de Vigo, se vistes meu amigo! E ai Deus, se verrá cedo! Ondas do mar levado, se vistes meu amado! E ai Deus, se verrá cedo! Se vistes meu amigo, o por que eu sospiro! E ai Deus, se verrá cedo! Se vistes meu amado, por que hei gran cuidado! E ai Deus, se verrá cedo!

Martim Codax

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

“As Fontes” 

Está a florir a Avenida! Vamos começar por aqui!

É belo olhar da rotunda da Galp para a Rotunda da Igreja e sentir toda esta explosão de vida!

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Hoje o ROTEIRO – sugestão não terá nomes de ruas… só imagens e “tesourinhos a abrir o apetite!

Vamos partir anónimos e por recônditos anónimos , só centrados na água… das fontes, dos tanques, dos lavadouros… do rio… o nosso Rio Tinto!

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É como uma homenagem à VIDA! Á ÁGUA!... à LAVADEIRA de Rio Tinto que em outros tempos… lavava a roupa das senhoras do Porto, corava-a nos extensos relvados, secava e”brunia” levando-a depois, em grandes cestas ou “trouxas” à cabeça, à cidade grande… ao PORTO!

 

Aqui mesmo ao lado está o Lavadouro de Valeflores… tem uma fonte natural…

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 Ainda se lava aí a roupa…

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 Fomos a Sevilhâes…

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 Fomos à Ribeira da Castanheira...

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 ... e subimos à Triana, visitamos a Fonte dos Cortiços!

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Nesta fonte, vinham as raparigas com suas “Cantarinhas” buscar a água fresca…e para perpetuar a tradição… estas cantarinhas deram seu nome a uma Associação: Associação Folclórica Cantarinhas da Triana… da FONTE para a tradição, para o FOLCLORE

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Rostos da Associação Folclórica Cantarinhas da Triana…

 

Da TRIANA, vamos à AREOSA, depois ao CANEIRO, e por último à LEVADA.

Em todas estas passagens e paragens há FONTES, TANQUES, LAVADOUROS , RIACHOS e a serpentear por ali bem perto anda o RIO TINTO!

 

Roteiro a explorar em próximas edições…

 

Foto da Semana

Na parede da entrada da nossa casa UGIRT – Universidade Grande Idade de Rio Tinto, escrevemos:

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2ª foto da semana… Esta NATUREZA! Parque da Cidade

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publicado por IDADE MAIOR às 13:37

26
Fev 15

Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

Lenda de Santa Iria

Faz esta lenda parte da história da nossa cidade de Tomar…

 

No ano de 653, governava o condado da Nabância o conde Castinaldo, casado com Cássia, os quais tinham um filho chamado Britaldo.

Na cidade havia então dois conventos beneditinos. O de homens, Santa Maria, de que era abade Célio, e que se situaria onde hoje é a Igreja de Santa Maria do Olival; e o de mulheres, Santa Clara, junto à ponte romana, depois apelidado de Santa Iria.

A meio caminho, entre os dois, ficava a Igreja de S. Pedro Félix, ou S. Pedro Fins, como o vulgo o apelidava.

Numa quinta dos arredores de Nabância, à maneira germânica, viviam Hermegido e Eugénia, ele descendente duma nobre família goda, ela representante duma opulenta gens romana. Tinham os dois uma filha, Iria, Irene ou Ireia, tão rica em dotes físicos como morais, cuja educação fora confiada a suas tias paternas, Casta e Júlia, monjas professas do convento beneditino de Santa Clara.

Quando a jovem atingiu a adolescência, Célio, o abade beneditino, que era seu tio materno, confiou a sua educação ao monge Ramígio que considerava digno de tão delicada missão.

Em dia de S. Pedro Félix havia grande arraial e romaria na Igreja de S. Pedro Fins, e, Iria, alma pura de católica de eleição, ali foi fazer suas orações.

Aconteceu ter entrado na igreja Britaldo, que, rendido a tanta beleza, se apaixonou doidamente de Iria; esta, porque tencionava dedicar a vida ao serviço de Deus, repeliu as suas propostas. Louco de amor, Britaldo adoeceu e Iria, movida pela caridade cristã que a imbuía, foi à sua cabeceira consolá-lo e convencê-lo da impossibilidade em que se encontrava de com ele casar, pois fizera voto de virgindade.

O caso ficaria por ali se a tentação da carne, ante tanta formosura, não levasse o perceptor de Iria, Frei Ramígio, a fazer-lhe propostas menos honestas, pronta e energicamente repelidas.

Ramígio jurou vingança e conseguiu fazer ministrar à puríssima Virgem uma beberragem que lhe deu a aparência de se encontrar no estado de gravidez.

Fiado nas aparências, julgando-se desta arte ludibriado, louco de ciúmes, Britaldo encarregou um seu subordinado de matar Iria.

E assim, a 20 de Outubro de 653, quando Iria rezava devotadamente as suas orações numa capelinha junto ao Nabão, Banaão, o vil sicário, enterrou-lhe no peito um punhal, lançando o seu corpo às águas.

Rio abaixo (…) foi o seu corpo encontrado em Scalabis, onde milagrosamente a envolveu num sepulcro de mármore.

De então em diante, Scalabis tomou o nome da santa virgem e mártir: Sant’Irene – Santarém.

 

In De Tomar – Amorim Rosa

 

Provérbio ligado à lenda de Santa Iria: “Pela Santa Ireia, toma os bois e semeia”.

 

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Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

1 - EM TERRA DE CEGOS, QUEM TEM UM OLHO É REI.

 

2 - DIZ-ME COM QUEM ANDAS E EU TE DIREI QUEM ÉS.

 

3 - QUEM NASCEU PARA LAGARTIXA NUNCA CHEGA A JACARÉ.

 

4 - FAZ O BEM SEM OLHAR A QUEM.

 

LUCINDA SIMÕES

 

Sugestão de Culinária

  

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Poesia

 

QUEM SOU

 

Eu vim dum eco do tempo

 

E da poeira da estrada

Eu vim num sopro do vento

 

Vim dum todo e vim do nada.

 

Sou quem sou e assim serei

 

Sou fruto da Natureza

Uma migalha de gente

 

Mas gente sou, com certeza

 

Para onde vou, sim, irei

 

Ser de novo pó da estrada

Como tudo se transforma

 

Vou ser tudo e vou ser nada.

 

Mas uma esperança me resta

 

Porque a minha fé me diz

Se sou partícula do Mundo

 

Foi Deus que assim o quis.

 

Lucinda Simões

  

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

  

Proposta de Visita à nossa cidade de Tomar

 

Na sequência da Lenda de Santa Iria que aqui vos apresentamos, por que não uma visita à nossa cidade durante a Feira de Santa Iria que, para além da sua tradicional Feira das Passas ou frutos secos e os divertimentos próprios destas festas populares, podereis assistir e participar numa procissão, onde são lançadas flores brancas ao rio pelas crianças das escolas…

Esta procissão realiza-se normalmente no dia 20 de Outubro, data que marca o desaparecimento no rio Nabão da Santa Iria, após sua trágica morte, a mando do seu grande amor Ramígio.

Podereis fazer ainda uma visita aos nossos monumentos, nomeadamente ao Convento de Cristo, Património da Humanidade, cuja riqueza patrimonial ilustra bem a História de Portugal.

 

Cá vos esperamos!!!

 Foto da Semana

"Entardecer em Tomar"

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publicado por IDADE MAIOR às 22:53

 

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 Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 Pesquisado na Internet e apresentado por: Lucrécia Lopes, turma 1

 Fazemos, assim, uma homenagem ao trabalho do André, da Escola EB 1 nº.29 de Lisboa e relembramos a lenda tão característica de Portugal.

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Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 Autores: Emília Carapucinha e Virgílio Neves – Turma 1 (pesquisas no Google Imagens)

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Sugestão de Culinária

 Autor: Virgílio Neves (Turma 1) – Pesquisa no Google

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Poesia

Tema: “aulas de informática”

Autor: António Mordido

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O Skype e o Facebook são das ditas ferramentas,

O seu uso adequado

Permite sair das tormentas,

No combate ao isolado.

                      

Se os filhos já longe estão,

Os netos ainda mais,

As TIC contribuirão

Para mais-valias sociais.

 

Todos estamos envolvidos no combate à exclusão,

Com esta nossa luta

Os problemas se resolverão,

Resultado da labuta.

 

Nós temos de combater a exclusão social,

Com a força da vontade

Estamos a dar um sinal,

Da nossa capacidade.

 

Nós estamos aqui e queremos

Acompanhar a evolução,

Por isso nos batemos

No contacto com a informação,

 

O mundo da informática tem muito que se lhe diga,

Com a nossa determinação

Ultrapassaremos a fadiga,

Obtendo informação.

 

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

Pesquisado na Internet e apresentado por António Mordido

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 Foto da Semana

Imagem apresentada pela aluna Maria Helena Silva, turma 1

 

Digam lá se a natureza não tem imagens fabulosas!?

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publicado por IDADE MAIOR às 22:29

Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

O tesouro de Lamelas

 

No lugar de Lamelas, do concelho de Ribeira de Pena, há um sítio a que o povo chama “Alto das Lameiras” e que tem ao pé o “Outeiro dos Mouros” e mais abaixo a “Praça dos Mouros”.

Diziam os antigos que na noite de S. João, pela meia-noite, quem lá fosse a ler, com atenção e com devoção, mas sem medo, o livro de S. Cipriano, havia de descobrir o sítio onde está um tesouro composto por uma grade, uma charrua e um cambão, tudo em ouro.    

Numa ocasião, isto há mais de cinquenta anos, foram lá uns rapazes mais corajosos de Ribeira de Pena, levados pela ideia e pela ambição do tesouro. Entre eles ia o Sr. José Joaquim Gaspar Andrade Borges, que nasceu em 1918. E descobriram então várias inscrições numa fraga. Alguns acreditam que elas têm a ver com o tesouro.

Quer tenham, quer não tenham, o certo é que esta descoberta fez nascer o que é hoje conhecido como o Santuário Rupestre de Lamelas.

(Ana Valadares Mirandela)

 

 Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

No mês de janeiro

Sobe àquele outeiro

Se vires verdejar

Põe-te a chorar

E Se vires estrelejar

Põe-te a cantar…

Fevereiro meleiro

Nem cresça rio nem ribeiro

Quando o mar chegar

Quem arou há - de arar…

                                                                (Fernanda Alves) 

 

Sugestão de Culinária

 

Trás-os-Montes é reconhecido como uma das regiões da Europa mais rica em cogumelos selvagens com importância gastronómica e nutricional. Aqui sempre se consumiram cogumelos, considerados o pão da terra das gentes do campo.

É neste contexto que deixamos a nossa sugestão gastronómica:

Cogumelos no forno

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 Ingredientes:

- 200 gr de Agaricus bisporus

- 100 gr de queijo creme de alho e ervas

- 70 gr de bacon aos cubos

- azeite e cebola q.b

Preparação:

Retire os pés aos cogumelos e disponha os chapéus num tabuleiro com um pouco de azeite. Pique finamente os pés e coloque-os numa panela com o azeite, cebola e bacon já previamente dourados. Deixe cozinhar durante cerca de 5 min. Entretanto recheie os cogumelos com um pouco do preparado anterior e coloque cerca de meia noz de queijo creme de alho e ervas por cima. Leve ao forno a 180ºC cerca de 20-30 min até os cogumelos cozinharem.

Delicie-se!

Bom APETITE! ;)

(Palmira Dias)

  

Poesia

Camilo Castelo Branco é, sem dúvida, uma figura indissociável da história e cultura de Ribeira de Pena, situada nas margens do rio Tâmega.

Casou-se na Igreja do Salvador aos 16 anos, com Joaquina Pereira de França, e também foi neste concelho que nasceu a sua primeira filha, Rosa.

Camilo Castelo Branco abandonou Ribeira de Pena, pouco depois de ter casado, fugido «aos punhos de um morgado visigótico». No entanto, e apesar de ter passado muito pouco tempo em Ribeira de Pena, este foi o bastante para o escritor ser considerado o maior divulgador das suas terras e das suas gentes.

Hoje deixamos um pequeno excerto da sua obra “ Maria Moisés” onde faz referência à famosa Ponte de Arame situada em Friúme (Ribeira de Pena).

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 “Ao avistar as poldras que alvejavam poidas e resvaladiças ao lume de água, teve vertigens e disse: “Eu vou morrer.” Pôs o berço à cabeça, esfregou os olhos turvos de pavor e esperou que as pancadas do coração sossegassem. Depois, benzendo-se, pisou com firmeza as quatro primeiras pedras; mas daí em diante ia como que cega; a corrente parecia-lhe caudal e negra. Quis sentar-se numa das poldras; e, na precipitação com que o fez para não cair, escorregou ao rio. A água era pouca e a queda de nenhum perigo; mas o berço caiu na veia da corrente que era bastante forte para o derivar. Quando ela estendeu o braço já o não alcançou. Arremessou-se então ao rio; mas os altos choupos da margem, encobrindo a baça claridade das estrelas, escureceram o berço.

Neste lance, perdido o tino, a desgraçada correu de través para a margem, onde um claro de areia se lhe afigurou o berço. Quando aí chegou, caiu; e, na queda, agarrou-se ao esgalho do salgueiro em que o pastor e o Luís moleiro a encontraram moribunda.”

(Hermano Pereira)

  

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

  Fim-de-semana cheio de adrenalina

Atividades

Canoa Raft (rio Tâmega, ponte de Cavez - ponte de Atei, 7km)

Descida Fantasticable

Salto Negativo

Percurso Aventura

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Alojamento 1 noite | Bungalow com pequeno almoço incluído ou

  • Hotel Aguiar da Pena (quarto duplo); ou 
  • Hotel de Cerva (quarto duplo).

4 a 8 pessoas - 70€ pessoa

Especial: Fevereiro, Março, Abril e Maio

                                                                     (Preciosa Silva)

 

 

Foto da Semana

 

O carnaval Cá da Terra!

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publicado por IDADE MAIOR às 21:50

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Lenda “O Arado de Ouro”

 

     Situada junto ao rio, a meia dúzia de quilómetros da Vila de Ferreira do Zêzere, no cimo dum dos mais altos montes da zona, encontra-se a Capela de S. Pedro. Uma linda ermida que a alguma distância parece apenas um pedaço de tosca nuvem nele pousada.

     Dificilmente lá se chegava, tão rudes e agrestes eram os caminhos.

     No dia da festa, as carroças engalanadas ficavam cá no fundo, e as pessoas, tal qual formigas encarreiradas, lá iam trepando aos “esses” pela serra acima para pagarem a sua promessa e comerem um bom farnel à sombra das oliveiras existentes nas proximidades da Capela.

     E, apesar das dificuldades, não eram apenas meia dúzia de pessoas que o faziam, chegavam a ser centenas a participar na festa, onde não faltava o vinho, o folclore e os foguetes.

     Aos dançarinos e fundamentalmente aos mais “borrachos” bastava um pequeno desequilíbrio para rebolarem a caminho do rio, tão íngreme era terreno.

     Se pensarmos bem, parece-nos quase inacreditável ter sido possível construir naquele sítio o que quer que fosse, quando mais uma Capela.

     Segundo parece, tudo foi obra de um casal de irmãos, de seus nomes Pedro e Casta, que apareceram por alie, não tendo onde abrigar-se, idealizaram construir a Capela.

     Pedras havia muitas, mas ferramentas para as arrancar e abrir os caboucos é que não existiam.

     Mas, logo apareceram, entre elas um arado de ouro, utensílio que viria a tornar-se fundamental para a construção. Era ele que abria os alicerces, arrancava a pedra, remexia a terra para fazer o barro e até andava sozinho, sem ninguém a dirigi-lo, nem a empurra-lo.

     Terminada a construção da capela, que segundo parece não demorou muito tempo, os dois irmãos decidiram que não podiam viver ali juntos.

     Pensavam eles que “a estopa ao pé do lume faz faísca…”, e não foi difícil o entendimento para a separação.

     O Pedro continuou na Capela, enquanto a Casta foi viver para uma caverna dum pequeno penedo existente numa serra próxima, à qual foi dado o seu nome.

     Quando ao arado do ouro, e na impossibilidade de o dividirem, atiraram-no pelo monte abaixo, indo afundar-se no rio, mais propriamente num pego, situando na direção da Capela e originado pela queda de água de uma represa natural ali existente.

     Ao vê-lo desaparecido, Pedro olhou para a irmã e murmurou:

   -Só a Deus cabe alguém poder tirá-lo.

     Consta que mais tarde um homem que ali andava a pescar trouxe o arado de ouro preso no seu anzol, e que, quando o viu à tona de água, tão amarelinho, tão bonito e o vai para agarrar, o viu fugir de novo para o fundo do pego.

     Entristecido por ver fugir-lhe tão grande tesouro, despiu-se e atirou-se à água em busca do mesmo.

     E conseguiu encontrá-lo. Só que, quando estava próximo do cimo da água, julgando-se já livre de perigo, pensou cheio de contentamento e convicção:

   -Quer Deus queira quer Deus não queira ele já cá vai!

     Mas tais palavras não eram ditas quando aparece um peixe que se envolve com o arado e o empurra de novo para o fundo.

     Novas tentativas foram feitas, mas ninguém mais conseguiu ver o arado de ouro.

     Segundo a lenda, se o pescador, em vez de ter pronunciado aquelas palavras, tivesse agradecido a Deus tal achado, teria tido para sempre em seu poder o tesouro, o tal arado de ouro que, no caso desta lenda ser verdadeira, se encontra hoje a centenas de metros de profundidade, devido à barragem do Castelo de Bode.

 

Sugestão de Culinária

 

Queijadas de queijo

     A queijada é, desde sempre, uma das sobremesas mais apreciadas em todo o país. As qualidades e abundância de gado, as diferenças de queijo em todo o território nacional criaram receitas que, se na sua base, têm o mesmo tipo de ingrediente – o queijo-, a diferença de qualidade do mesmo, a disparidade de adições, fá-las criar formas e gostos diferentes de região para região.

     De Ferreira do Zêzere são as queijadas de Maria Emília Silva.

   Desfazem-se dois queijos de cabro bem frescos num passador e juntam-se a esta massa oitenta gramas de farinha, meio quilo de açúcar, três ovos inteiros e sete gemas.

   Elaborou-se, no entretanto, uma massa tenra que vai servir para forrar as formas pequenas previamente barradas de manteiga. Deita-se, em recheio, o preparado de queijo e leva-se a forno não muito quente.

   Depois de cozidas, racham naturalmente em cruz, adquirindo um aspeto muito apetitoso.

 

 Poesia

 

Retrato

 

A fugir do Ribatejo

a dois passinhos da Beira

toda envolvida em desejo

nasceste tu, ó Ferreira.

 

Por touros nunca morreste

por campinos também não

e eis talvez a razão

p´ra nascer onde nasceste;

se outros motivos tiveste

p´ra essa escolha fazer

eu não me atrevo sequer

a questionar o desejo

que te fez uma andorinha

a fugir do Ribatejo!

 

Num beijo tudo começa

mas também pode acabar

e quantas vezes a cantar

se inicia uma conversa;

perversa não é sincera

amar não é solidão

e apesar dessa paixão

que te fez sempre solteira

 

é bonito ver-te aqui

a dois passinhos da Beira.

 

Assim gentil e fagueira

envolvida em mil encantos:

p´la verdura dos teus campos

p´la flor da carquejeira

p´la sinuosa Cabreira

p´la flor do rosmaninho

Por tanto, tanto carinho

que por parte alguma eu vejo

uma Flor tão pequenina

toda envolvida em desejo.

 

Branquinha como eu te vejo

no alto dessa Colina!

pura como uma cravina

cheirosa como o poejo;

bem vindo foi o desejo

que te fez apaixonar

envolvendo o teu gostar

numa paixão verdadeira,

p´ro sonho poder falar

nasceste tu, ó Ferreira!

                                                                                   Sá Flores

 

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

A exposição de miniaturas automóveis, táxis, carrinhas e camiões com “marca” portuguesa, na Biblioteca de Ferreira do Zêzere.

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 A Coleção pertence ao senhor Eng. Rui Figueiredo Simões, natural do concelho de Ferreira do Zêzere.

Reúnem-se nesta segunda exposição algumas miniaturas assumindo um caracter inequivocamente “nacional” na sua vertente gráfica, seja pelas características cores dos táxis - durante décadas verde e preto, excepto na RA Madeira - seja pela evocação de marcas comerciais, actuais ou passadas.

Assim, evocamos táxis lusos, de tempos passados, desde o célebre “Matateu” (Mercedes-Benz 170) – quem ainda se lembra? – a alguns mais “exóticos” relativamente aos quase omnipresentes Mercedes-Benz.

Depois, algumas furgonetas e camiões publicitando marcas nacionais, sem que haja a certeza, em termos de rigor histórico, que todas as miniaturas correspondam a marcas e modelos que, de facto, tenham sido utilizadas contemporaneamente.

 

Foto da Semana

Universidade Sénior numa visita guiada ao Museu da Presidência da República.

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publicado por IDADE MAIOR às 13:31

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Sugestão de Culinária

 

QUEQUES NO MICRO-ONDAS

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5 ovos inteiros (tamanho XL)

1 caneca de açúcar

1 caneca de óleo

2 canecas mal cheias de farinha s/ fermento

1 colher de chá bem cheia de fermento

½ maçã

Mistura-se tudo e divide-se a massa ao meio

Põe-se metade de uma tablete de chocolate dentro de uma tijela com um pouco de leite e põe-se no micro-ondas 30 segundos para derreter.

Coze-se a maçã no micro-ondas.

Numa parte da massa, põe-se o chocolate e na outra metade a maçã.

Colocam-se no forno em formas de silicone e enchem-se de massa.

Colocam-se no micro-ondas 40 segundas em potência máxima.

Para 6 queques o tempo do microondas é de 3 minutos.

 

 Foto da Semana

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publicado por IDADE MAIOR às 13:19

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

A Amendoeira em Flor

 Um rei árabe casou com uma princesa nórdica, dos países nórdicos, estava habituada à neve, depois quando casou veio com o marido, claro isto era um país quente e a princesa começou a achar falta da neve e adoeceu com a tristeza de não poder ver mais a neve que ela tanto gostava. O rei preocupado mandou chamar um sábio, para saber o que é que a mulher tinha e todos diziam que era tristeza. Sem solução para o caso, ele mandou chamar outro sábio que disse que tinha uma solução para o caso da princesa o homem perguntou o quê e então ele mandou construir na várzea do castelo amendoeiras, muitas amendoeiras. Entretanto na primavera as amendoeiras começam a florir e o rei levou a princesa à muralha do castelo. A princesa quando avistou ao longe as amendoeiras em flor pensou ser a neve da terra dela, ficou tão contente, tão contente, que melhorou e viveu feliz para sempre com o seu rei.

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Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

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A Cavalo dado…

"A Cavalo dado não se olha o dente."

 

Este provérbio é muito usado quando alguém recebe um presente e começa a achar defeitos no presente recebido. Se é um presente, como o cavalo do provérbio, quer dizer que não se pagou para o ter, saiu de graça, por isso só se tem é de aproveitar o recebido, sem olhar para as imperfeições (por exemplo, os dentes do cavalo, que são utilizados para avaliar o cavalo).

 

Sugestão de Culinária

 

Pão Recheado

3 qualidades de queijo ralado (mozzarella, emmental, da ilha,etc)

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1 cebola

4/5 dentes de alho

1 embalagem bacon em cubos

salsa a gosto

1 frasco de maionese light

"Recorta-se" uma tampa no pão, e tira-se-lhe todo o miolo, reserva-se.  Coloca-se o bacon na frigideira (sem manteiga ou azeite), até ficar meio tostadinho. Picam-se a cebola e os alhos bem picadinhos e junta-se o bacon. Envolver até formar uma espécie de pasta.

Coloca-se a maionese numa tijela (grande) e adiciona-se a pasta (cebola,alhos,bacon) e salsa a gosto. Mistura-se bem e juntam-se as 3 qualidades de queijo. Envolve-se o preparado muito bem e espalha-se por toda a carcaça do pão, envolve-se em papel alumínio, e leva-se ao forno por cerca de 20 min.

Depois de dez minutos, convém mexer o preparado, de forma a termos certeza de que fica "cozinhado" por igual e coloca-se o miolo também no forno, à volta do pão, para que fique também tostadinho.

Serve-se acompanhado do miolo e/ou de mini torradas assim que sai do forno.

Bom Apetite!

 

Poesia

 

VIDA

 

Sou como um rio…

à nascença,

na sua plenitude…

durante o trajeto,

beijo paisagens…

acaricio plantas…

transformo-me,

por vezes

potente e forte…

outras vezes 

tão serena….

transpirando

calma e poesia…

nas minhas quedas livres

para o NADA…

meus embates 

são violentos…

até que repouso

numa imensidão azul…

até que me dilui-o

como tantas….

até que me transformo noutra

VIDA….

                                                                   2013/08/23 M. Araújo

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Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

Tertúlia na USG

No próximo dia 28 de Fevereiro 2015, sábado, vai-se realizar uma vez a Tertúlia na USG (Universidade Sénior de Gondomar), pelas 21h30.

Venha participar!

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Foto da Semana

Aqui fica um registo da nossa Festa de Carnaval que se realizou no dia 13 de Fevereiro de 2015, no Auditório da nossa Universidade.

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publicado por IDADE MAIOR às 12:31

23
Fev 15

Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Um texto construído na sequência da leitura e reflexão do poema “Viagem” de Miguel Torga.

  

Viagem

 

Ao longo da minha vida, tive muitos sonhos, alguns já realizados, outros ainda estão por realizar. Um deles era fazer uma longa viagem de “sonho” a Londres e a Itália pois tenho muita curiosidade em conhecer o espaço e a cultura destes países. Como não a devo poder realizar, fica no meu baú de sonhos e vou tentar viajar através da aprendizagem e do conhecimento.

Isaura – Aluna da disciplina de “Linguagem e Comunicação”

 

Poesia

 

 

Viagem

 

Iniciámos sim, uma viagem

Com boa disposição,

Baseada na “Linguagem”

E, boa Comunicação.

 

Gostei muito do poema

De uma beleza invulgar,

Li, reli, com voz serena,

Tenho muito que viajar.

 

Viajando na Cultura,

Sentimo-nos como a voar,

Será, talvez, a altura,

De um sonho realizar?...

 

Sinto-me numa aventura

Mas, guiada com “Sabedoria”

Vejo-a com ternura,

Dando-me muita alegria!

 

Helena Maia – Aluna da Disciplina de “Linguagem e Comunicação”

 

Fotografia da semana

 

Centro de Ciência Viva de Constância

Os nossos seniores realizaram um pic-nic seguido de visita ao Centro de Ciência Viva de Constância, onde aprenderam mais sobre o mundo que nos rodeia através de uma sessão no planetário.

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publicado por IDADE MAIOR às 13:47

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 Tema: Estórias e Contos Tradicionais Portugueses (2ª. Feira)

Pesquisado na Internet e apresentado por:

(Aluna Lurdes Dias - Turma 1)

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Tema: Provérbios portugueses (3ª. Feira)

Autores: Turma 2 – Informática (pesquisas no Google Imagens)

 

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PROV3.jpg Tema: Culinária (4ª. Feira)

Autora: António Mordido (professor de informática)

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 Simples receita culinária, para duas pessoas:

  1. Descasque dois dentes de alho e coloque-os dentro de um recipiente, com um pouco de sal e coentros (ou poejos), e esmague os alhos e os coentros;
  2. Junte um pouco de azeite (duas colheres de sopa) e mexa;
  3. Ferva água (cerca de litro e meio) e escalfe dois ovos na mesma;
  4. Deite a água e os ovos no recipiente, onde tem os ingredientes atrás referidos, e mexa;
  5. Corte fatias de pão alentejano e coloque-as dentro da água (já com o gosto dos temperos). A quantidade das fatias de pão dependerá do nível de fome existente nos dois destinatários.
  6. Deixe repousar 2 ou 3 minutos e sirva em pratos de sopa.

Fica-se, assim, na presença de uma açorda tradicional alentejana, mais propriamente do Baixo Alentejo.

 Nota:

  1. Pode ser enriquecida juntando bacalhau aos ovos, cozendo ambos.
  2. As imagens foram retiradas do Google Imagens.

 

Tema: Poesia – “aulas de informática” (5ª. Feira)

 

Semana do dia dos namorados

Autor: Alunos de "Inglês Intermédio"

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The rose is red

The violet's blue

And I shout of joy

that my love is you

                             Lurdes Dias                                               

 

Roses are red

Violets are blue

I love watch the sunshine

My sun is you  

                            Teresa Matos

 

E como este sonho tem sempre lugar em qualquer momento, aqui fica:

 

TODAY I HAD A DREAM

If I were a King

If I were a king would firmly and strictly managing the money of my people.

Everyone would pay taxes according to their income and did not allow leakage.

The law would be exactly the same for everyone. Would work for everyone according to their formation wage differences would be very small because they would have health, education and old age provided.

The infrastructure properly maintained without waste, holes and above all a lot of respect for others.

My kingdom would be a garden with flowers everywhere, where children could run, sing, jump with their parents, grandparents, friends together.

All citizens would be well disposed, polished and happy without the worry of bills to pay.

When I woke I was sad, after all it was only a dream.

Aluna: Graciosa Draux

Disciplina: Ingles Intermédio

 

TemaSugestões de fim-de-semana (6ª. Feira)

Pesquisado na Internet e apresentado por Carla Saraiva, turma 3.

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 E veja no youtube:  https://www.youtube.com/watch?v=TH2dTKjqA2o

 

Aproveite e visite, também, o Cristo Rei:

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Tema: Foto da semana (Sábado)

Imagem apresentada pela aluna Cristina Aurélio, turma 4.

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 Comentário do professor António Mordido:

- O que parece, algumas vezes, não é; e vice-versa. Pelo que é sempre bom relembrar.

publicado por IDADE MAIOR às 12:53

22
Fev 15

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 Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

CARNAVAL – Uma tradição secular!

 

Breve Estória e origem da tradição ligada ao Carnaval:

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Em Portugal, de Norte a Sul, o Carnaval é festejado de diferentes maneiras. Fizemos uma pesquisa , por grupos , na aula de comunicação, e optamos por colocar aqui um breve resumo da origem desta festividade tão enraizada no saber popular e que remonta à Antiguidade Clássica.

Carnaval de Sesimbra. ... Esta tradição, tida como a maior manifestação de teatro popular em Portugal, remonta ao tempo dos ... Carnaval em Portugal. Já no século XIII, nomeadamente no reinado de D. Afonso III, se festejava o Entrudo em Portugal, do latim introitus, "entrada", referindo-se ao período de três dias que precedia a entrada na Quaresma. Tratava-se de uma festa popular resultante de comportamentos espontâneos onde se lançavam pelas ruas baldes de água, ovos, laranjas, farelos entre outros produtos.

No século XVI, atesta-se também a utilização do termo Carnaval, evocando as festas romanas então recuperadas pelo Cristianismo, que começavam no dia de Reis (Epifania) e terminavam na quarta-feira de cinzas, vésperas da Quaresma. A sua origem parece advir do latim medieval carnelevāre, véspera de quarta-feira de cinzas, dia em que se inicia(va) "a abstenção da carne". Uma alusão ao dia em que, anualmente, o sacerdote colocava as cinzas resultantes da queima das palmas bentas do ano anterior sobre a cabeça dos fiéis... idênticas às cinzas que resultariam da queima do Entrudo, o Carnaval personificado, num rito purificador de retorno à ordem social e religiosa quotidiana. As mesmas cinzas a que seria votado, mais tarde, o rei do Carnaval, aquele que melhor encarna o espírito carnavalesco.

Neste período, de inversão das regras do mundo, a máscara, a mesma máscara usada no teatro grego, era um elemento obrigatório, símbolo da transformação de quem a usava em outra pessoa, de personna, termo latino para máscara. Com o mesmo sentido se estendeu aos restantes disfarces, de que são exemplo as matrafonas, testemunhos da inversão da ordem social e de quebra do interdito, sobretudo religioso.

 “(…)

O carnaval é originário da Roma Antiga e, incorporado pelas tradições do cristianismo, passou a marcar um período de festividades que aconteciam entre o Dia de Reis e a quarta-feira anterior à Quaresma. Em Roma, a Saturnália seria a festa equivalente ao carnaval. Nela um “carro naval” percorria as ruas da cidade enquanto pessoas vestidas com máscaras realizavam jogos e brincadeiras.

Segundo outra corrente, o termo “carnaval” significa o “adeus à carne” ou “a carne nada vale” e, por isso mesmo, traz em sua significação a celebração dos prazeres terrenos.

Em outras pesquisas, alguns especialistas tentam relacionar as festas carnavalescas com os rituais de adoração aos deuses egípcios Ísis e Osíris.

Mesmo contado com a resistência de algumas alas mais conservadoras, o Carnaval passou a contar com um período de celebração regular quando, em 1091, a Igreja oficializou a data da Quaresma. Contando com esse referencial, o carnaval começou a ser usualmente comemorado como uma antítese ao comportamento reservado e à reflexão espiritual que marcam a data católica. Assim, a festa carnavalesca passou a ser compreendida como um período onde as obrigações e diferenças do mundo cotidiano fossem anuladas.

Durante a Idade Moderna, os bailes de máscara, as fantasias e os carros alegóricos foram incorporados à festa. Com o passar do tempo, as características improvisadas e subversivas do Carnaval foram perdendo espaço para eventos com maior organização e espaços reservados à sua prática. Grande parte da inspiração do nosso carnaval contemporâneo foi trazida com a grande influência que a cultura francesa teve no Brasil, principalmente, no século XIX.

Atualmente, o prestígio alcançado pelos desfiles de carnaval, principalmente no Rio de Janeiro e em São Paulo, e a disseminação das chamadas micaretas trouxeram novas transformações ao evento. Alguns críticos chegam a afirmar que o sentido popular da festa perdeu lugar. Apesar dessas mudanças, esse quatro dias do calendário são aguardados com muita expectativa. Seja pela expectativa do festejo, ou pelo descanso. “

Por Rainer Sousa. Mestre em História

 

Encontro entre o Sagrado e o Profano, humor, sarcasmo, alegria, música, dança…

Na UGIRT vivemos assim o Carnaval 2015:

Uma Festa Intergeracional, Filhos , Pais, avós e netos… da 1ª infância, à juventude de 20, 50, 70, 80… todos a divertir-se! 

Começamos por exibir as nossas máscaras, pintadas pelos alunos do Curso de Pintura e outras em Artes Decorativas. Que LINDAS!

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No dia 13 de fevereiro , no salão paroquial de Rio Tinto, fizemos a festa, mascaramo-nos e houve um concurso, baile e muita alegria.

Aqui vão alguns dos nossos mascarados mais engraçados e, claro, o Exmº Júri e o vencedor e respectivas menções honrosas…

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O Júri do Concurso de Mascarados UGIRT 2015

 

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Os inscritos para o concurso aguardavam a chamada para desfilar na passadeira vermelha…

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Marroquina e sua amiga Lisboeta!

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 A Princesa e a Pirata

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 A “Lady”

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A Veneziana e o seu Arlequim…

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O Corcunda e a sua dama

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O Policia e o guerreiro

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A Egípcia e o Árabe (2º Lugar – Menção Honrosa)

 

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 O Casal “Chic a valer”

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 A Guerreira e o Homem aranha! (Menção Honrosa)

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Amor escondido entre a freira e o Bispo… (1º lugar)

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A Sevilhana e o diabito enamorado

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Máscara Veneziana e Chapéuzinho

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As Venezianas…

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As Belezas !

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E o baile sempre muito animado!

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O homem da taberna!

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A nossa Branca de Neve!

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E também representavam!

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 O Micróbio sempre pronto a atacar… mesmo o polícia!

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 E para retemperar as forças, um belo e requintado convívio , com crepes, bebida, bola de carne, docinhos e muita alegria…

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 No Final com os diplomas!

   

E Foi assim o 1º CARNAVAL da

UGIRT-Universidade Grande Idade de Rio Tinto.

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Nossa Senhora das Candeias festeja-se a 2 fevereiro

Na UGIRT- Universidade Grande Idade de Rio Tinto na disciplina de Francês não deixamos passar em vão esta data. É que, em França , “La Chandeleur” ou candeias ou candelária, comporta em si mesmo uma tradição e um provérbio que nos anima, ora vejam:

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 “Manger une crêpe à la Chandeleur porte le BONHEUR toute l’année!” (comer um crepe na Srª das Candeias traz felicidade o ano inteiro)

 

Em Portugal, os provérbios/ditados populares associados a esta data dão-nos uma previsão do tempo. “La météo”.

Então, pesquisa dos alunos da UGIRT:

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«Se a Senhora das Candeias chorar, está o Inverno a passar; se está a rir, está o Inverno para vir.»

 

«Quando   a candelária chora, o Inverno já está fora. Quando a candelária rir, o Inverno está para vir.»

 

«Se a candeia rir, está o Inverno para vir; se a candeia chora, o Inverno está para fora.»

  

Por estes ditados podemos aferir que, se está sol no dia da Senhora das Candeias, dia 2 de Fevereiro, vem aí mau tempo, se chover, então já acabou o Inverno.

Assim, decoramos a nossa sala e fizemos crepes deliciosos de que daremos a receita brevemente.

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Sugestão  de Culinária

 

 Crepes

 A Maria dos Prazeres trouxe a receita

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Ingredientes:

1 pitada de sal

250 ml de leite

manteiga

12 colheres (sopa) de farinha de trigo

3 ovos

Preparação:

Bata os ovos numa tigela com o sal; junte a farinha peneirada, misturando com um batedor manual.

Adicione, aos poucos, o leite e continue a bater até obter uma massa lisa e homogénea.

Cubra a tigela e deixe a massa descansar 30 minutos. A seguir, bata a massa por mais alguns instantes. Aqueça uma frigideira antiaderente de 18 cm de diâmetro, pincele generosamente com manteiga derretida (assim, não corre o risco de a massa agarrar na frigideira).

Retire a frigideira do fogo e despeje rapidamente 1 concha da massa preparada. Gire rapidamente a frigideira, inclinando-a em todas as direções de modo que a massa seja distribuída de forma homogénea e forme uma camada bem fina. Volte a frigideira ao fogo e deixe cozinhar o crepe, em fogo médio, até que o lado inferior esteja dourado e as bordas comecem a desprender-se. Esse processo deve durar cerca de 1 minuto.

Vire o crepe com uma espátula, com um movimento rápido e firme. Se preferir, use 2 espátulas ou deslize o crepe para um prato, como se fosse uma omelete, e volte à frigideira. Cozinhe por 1 minuto e transfira o crepe para um prato. Prepare os demais, do mesmo modo, até esgotarem os ingredientes. Mantenha a frigideira aquecida e pincele de vez em quando com manteiga.

Esta é a receita base, poderá juntar os ingredientes que quiser de acordo com os gostos.

Pode barrar ou rechear com :chocolate; açucar e canela; chantili; frutos, compotas…

E se preferir os salgados pode inventar a gosto, desde recheio com legumes a carne picada, bacalhau desfiado… 

BOM APETITE!

 

Poesia

E na Quinta feira a POESIA saíu à rua… e os poetas foram ao café! 

Nas Bibliotecas Sociais criadas pela ADIRT-Associação para o Desenvolvimento Integrado de Rio Tinto, periodicamente há POESIA! 

Então os Alunos da UGIRT quiseram participar e foram à Confeitaria e assistiram e participaram numa sessão de poesia”Os poetas vão ao Café…

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Ferreira da Costa, poeta e declamador veio ao café…e disse poesia, Que maravilha!

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 E a Lourdes dos Anjos também veio…outro encanto!

 

A nossa Presidente também é poeta e declamadora!

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“Os Poetas vão ao Café” – Bela declamação

 

A poesia e a música fazem a festa!

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 Que atentos os nossos alunos e vão participar…

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O público também participa…

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Sugestões de Fim semana/ O que visitar na minha aldeia/vila/cidade?

NA ROTA DOS AZULEJOS…

 

Tipo: Roteiro turístico – “Conhecer a nossa terra” -Caminhadas

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Sugestão de passeio cultural para o fim de semana com sol!

Partida: UGIRT às 10 horas de sábado

Curiosidade: a nossa casa não tem azulejos… mas… pode vir a ter, é um sonho!

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Obrigatório: Sorriso, boa disposição, bloco de notas, chapéu e sapatos confortáveis.

 

- olha em frente…uma casa ainda habitada mas muito degradada, a precisar intervenção, interesse: é revestida a azulejos azuis –um caso a pensar: restauro , precisa-se!

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2º - antes de avançar, olhamos e observamos as casas à esquerda da UGIRT, da mesma traça arquitetónica…e revestidas a lindos azulejos …belo, a preservar!

 

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                        Pormenor

 

3º - descemos a Rua da Ferraria e depois a Rua das Perlinhas rumo à estação … e paramos frente à panóplia de pequenas maravilhas, misturadas com tudo o que se possa imaginar! AH! Triste plano urbanístico que não existiu durante anos e anos e agora existirá? Eis a questão! Aqui vão alguns exemplos…

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  4º - “tesourinhos” que vamos encontrando rua abaixo…

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 5º - outro estilo

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 6º num prédio…

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Ladrilhos vidrados…

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(…) muito mais a observar!

7º - Na estação de Caminhos de Ferro de Rio Tinto – A Batalha, a estação mais florida, o azulejo Rio Tinto, a necessidade de restauro para preservar… a beleza!

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8º - à volta da estação- casas em ruínas…a precisar de intervenção urgente… é a traça da cidade, é um tempo áureo em retrato, uma época com história…Urgente intervenção

 

Aqui retemperamos forças (bebemos e comemos um lanchinho matinal)e mais um tempo para fotografar o tanto que há!

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 9º - subimos até à Igreja matriz … vamos olhar, sentir este templo, neste tempo e aprender o que nos dizem os seus azulejos… 

 10º - Se as forças deixarem seguiremos para o Alto da Boavista! E daí teremos “estórias” para contar…noutra etapa, noutra caminhada, noutra sessão fotográfica!

Até breve!

 

Fotografia da semana

Casa da “Silvininha” –UGIRT   Fundação PT – Natal a chegar!        Dezembro.2014

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Coruja – mascote - Museu do Papel   UGIRT-Visita Cultural  7.fevereiro.2015

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 Micróbio          UGIRT-Carnaval 2015       13.fevereiro.2015

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publicado por IDADE MAIOR às 11:24

20
Fev 15

 

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Semana de 16 a 21 de Fevereiro 2015

 

Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Criança com apêndice caudiforme

Diz um artigo de um sábio professor : “No dia 20 de Fevereiro de 1926, o Dr. Alvarim F. da Silva enviou-me, para observar, uma criança do sexo feminino nascida dias antes em Rio Tinto (Gondomar) e que era portadora duma longa cauda. Os pais eram normais e tinham três outros filhos, todos perfeitos. A mãe havia sofrido duma pneumonia quando esta criança estava no sétimo mês de gestação. Não há sífilis, nem tuberculose, nem alcoolismo, nos membros da família.

A cauda é cilindro-cónico, comprida e flutuante, sem mobilidade activa e termina por uma ponta aguçada. Mede 51mm de comprido, tendo 10mm de diâmetro, na base de implantação; é mole, flácida, desprovida de esqueleto e inserta no sulco nadegueiro, 15 mm abaixo da ponta do cóccix. Ao nível das vértebras cocigeas, nota-se uma pequena fístula infundibuliforme, donde emerge um pincel de pelos finos e compridos. Parece que, a partir de dois centímetros acima da base da cauda, a crista sagrada se desdobra.

A família opôs-se a que eu estudasse mais minuciosamente este exemplar”.

A criança foi operada. Fez mais tarde a operação cirúrgica da extração desse apêndice caudiforme, sem prejudicar de modo algum a saúde ou o organismo da criança.

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Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Quem feio ama...

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"Quem feio ama, bonito lhe parece."

 

 

Este provérbio apela ao coração apaixonado. Quando existe amor, não interessa o aspeto exterior da pessoa, se é bonita ou se é feia, porque ao fim ao cabo o que interessa é sempre o interior da pessoa, o carácter, a integridade, a personalidade.  Por isso, ao amar alguém e se for feio por fora, não importa, porque o amor não depende do aspeto exterior!

 

Sugestão de Culinária

 

Arroz de Lampreia

 

Ingredientes:

Lampreia, Vinho tinto, Alho, Louro, Salsa, Sal, cravinho e pimenta, Cebola, Azeite e Arroz.

Confeção:

Amanha-se a lampreia e faz-se uma vinha de alho com o sangue, o vinho maduro tinto, o alho, a salsa e o louro. Tempera-se com sal, pimenta e cravinho. Leva-se um tacho ao lume com o azeite e a cebola picada. Deixa-se alourar um pouco e junta-se a lampreia com o molho (previamente coado), deixa-se refogar um pouco e acrescenta-se o arroz. Retificam-se os temperos e deixa-se cozer cerca de 15 minutos. Serve-se imediatamente.

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Poesia

 

O linho, o vinho, o pão, o mar…

 

O teu corpo cheira a linho

fiado na emoção

da tua boca de vinho

do teu ninho de limão

o teu corpo cheira a linho

teu ninho sabe a limão

e desse linho eu faço

a roupa do meu vestir

em limão e vinho amasso 

a força de persistir

O teu corpo cheira a cravos

no jardim do meu sonhar

os meus olhos dois escravos

na prisão do teu olhar 

se teu corpo cheira a cravos

não os podes libertar 

e é no teu cheiro que traço

a razão de respirar

moendo no meu cansaço 

veneno de me salvar.

 

O teu corpo cheira a trigo

mondado na ilusão

de o vir a ceifar contigo

no pico do nosso verão

se o teu corpo cheira a trigo

e tua boca sabe a pão

é nesse pão que eu invento

a razão de me suster

ceifando o meu tormento

na esperança de te colher.

 

O teu corpo cheira a mar

duas ondas em teu peito

é na ânsia de as nadar

que dia a dia me deito 

nesse teu corpo de mar

que me navega no leito

se no espelho dessa água

te vejo em permanência

quero afogar nesta mágoa

minha crescente demência

                         José Brás

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

O que Visitar na Minha Cidade? Lugar do Desenho – Fundação Júlio Resende

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Com um espólio de cerca de dois mil desenhos que o pintor Júlio Resende reuniu ao longo da sua carreira, iniciada nos anos 30, é criado o Lugar do Desenho - Fundação Júlio Resende. Trata-se de uma instituição privada reconhecida de utilidade pública. Se a preservação e a divulgação deste importante acervo do patrono desta instituição merecem a maior atenção, as actividades culturais e pedagógicas definem os seus objectivos primeiros. Assim, simultaneamente à exposição do acervo sempre visível em espaço desenhado para o efeito e acessível ao público, promovem-se exposições temporárias, concertos, conferências seminários especializados e eventuais cursos ou workshops nos domínios que esta instituição se propõe estudar. O conceito de desenho que presidiu à institucionalização deste nome é privilegiado no seu mais amplo e legítimo sentido, abrangendo todos os domínios da criação, razão pela qual, ele é aqui, espaço aberto de investigação multidisplinar.
Tornar-se um lugar para o diálogo pluridisciplinar no âmbito da cultura contemporânea, é nesse propósito que reside a sua singularidade entre as demais instituições. Localizado na área metropolitana do Porto é um espaço que se pretende de dimensão nacional e internacional, promovendo as suas acções culturais com a comunidade, com os países lusófonos, e ainda aqueles que a cultura fez dialogar. 

 

Foto da Semana

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 Foto do Pôr-do-sol na Tanzânia (foto cedida gentilmente por um aluno da USG)

publicado por IDADE MAIOR às 13:35

 

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 Trabalho da Universidade da Terceira Idade de Ferreira do Zêzere

02-16-2015 a 07-21-2015

 

Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Lenda (Apresentação do Rei D. Carlos ao povo)

 

     O Concelho de Ferreira do Zêzere, segundo consta, era local predilecto do Rei D. Carlos, daí a sua frequente estadia por aqueles sítios.

     São muitas as histórias que ainda hoje se contam acerca desse monarca, existindo também por ali marcos e documentação que referenciam alguns feitos a ele intimamente ligados: inaugurações, as célebres caçadas, contactos com personalidades e amigos da terra, são algumas delas, dando-se ainda bastante realce a um acontecimento que está a perpetua-se em forma da Lenda.

     Tal como hoje, já nessa altura havia a necessidade de mistificar os senhores do poder para que o povo melhor os respeitasse e venerasse.

     Falava-se por todo o Concelho e arredores da presença da Rei D. Carlos, mas o estranho é que ninguém o via, o que não só deixava transparecer alguma pena, como provocava interrogações de variada ordem que começaram a trazer algumas preocupações às entidades oficiais locais.

     E tendo como inspiração o adágio “para grandes males, grandes remédios”, os interessados decidiram que a situação se resolveria com a presença do Rei junto ao povo.

     Hoje tudo seria fácil, bastaria usar a televisão a aí estava toda a gente a satisfazer a sua curiosidade. Mas, tendo em conta o desconhecimento e a não existência desses audiovisuais, houve que fazer valer os meios e as possibilidades da época para anunciar a iniciativa e levar o povo a estar presente junto do Rei.

     O local escolhido para a apresentação pessoal foi a Pousada dos Vales, mais propriamente um edifício que se situa defronte, do outro lado da estrada.

     O povo, entusiasmado com o evento e ávido de conhecer o Rei, correu às centenas ao local lindamente engalanado e manteve-se por várias horas de pé à espera de Sua Alteza Real.

     E quando os tambores, os búzios e as trombetas anunciaram a sua presença, toda a gente levantada a cabeça e fixa o olhar na janela a fim de ver nela aparecer o ilustre Rei D. Carlos.

     Mas eis que quando ele surge e se mostra, há algumas vozes que exclamam com algum espanto:

     -Oh! Afinal ele é um homem!

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Devagar se vai ao longe.

 

Sugestão  de Culinária

 

Bons Maridos

Beatriz Soeiro e Silva apresentou, em 1970, no concurso realizado pela Câmara Municipal de Ferreira do Zêzere, esta receita. Ganhou então o primeiro prémio, e logo tratou de registar esta marca de bolos.

     Em quinhentos gramas de açúcar em ponto de espadana juntam-se cento e cinquenta gramas de grão cozido, passado em puré; ao lume novamente, deixa-se ferver e, em ponto de estrada está o preparado pronto para encher as caixas preparadas da seguinte forma:

     Amassam-se entre duzentos e duzentos e cinquenta gramas de farinha com três gemas, uma clara e uma colher de manteiga. Depois de muito bem amassada deixa-se repousar dez minutos, tende-se a massa muito fina e forram-se as formas untadas, previamente, de manteiga.

     Cheias as formas do primeiro preparado, utilizam-se as claras em sobra do segundo, levemente batidas para pincelar a superfície, polvilham-se de açúcar e leva-se ao forno médio. São, de acordo com estas quantidades, cerca de vinte e dois a vinte e quatro bolos.



Poesia

 

Alerta

 

O Mundo parece-me vazio

pensa-se em dinheiro, lugares e coisas!

 

O Mundo parece-me nu

sem árvores a dar fruto,

sem pedaço de terra na nossa mão!

 

O Mundo parece-me triste

sem o teu abraço, o teu sorriso

e a tua compaixão!

 

O Mundo vive adormecido

sem um livro aberto

sem a tua participação!

 

Mas,

se tu deres o teu abraço

fizeres o teu jardim

plantares a tua árvore

visitares o teu amigo

se leres a tua história a uma criança...

 

Então,

o Mundo voltará a ser generoso:

brinda-te com o Sol e a Chuva

encanta-te ao entardecer

enamora-te o luar e o brilho das Estrelas.

Acolhe os teus sonhos

e ao perfumar as tuas paixões

dirás: Vale a pena viver!

 

Acorda-te! É tempo de Amanhecer!

 Ana Godinho

 

Sugestões de Fim semana/ O que visitar na minha aldeia/vila/cidade?

A qualidade da nossa democracia postula uma rigorosa e clara separação entre a esfera de atuação administrativa do Estado e a esfera privada.

Impõe-se, por isso, uma reflexão profunda sobre a transparência das relações público-privadas, ou seja, sobre a efetividade das garantias da imparcialidade administrativa, como fatores de prevenção  dos riscos associados aos conflitos de interesses não declarados.

Daí a oportunidade e a importância da Conferência, subordinada ao tema “ A Corrupção e o Conflito de Interesses “, a proferir pelo Senhor Juiz Conselheiro do Tribunal de Contas e Presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses, José Mouraz Lopes.

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Foto da semana

 

Encontro de alunos da Escola EB 2,3/S Pedro Ferreiro, de Ferreira do Zêzere, no Projeto “Anda Ler Comigo” com alunos da disciplina de Português da Universidade Sénior de Ferreira do Zêzere.

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publicado por IDADE MAIOR às 13:15

Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

UNIVERSIDADE SÉNIOR DE

CELORICO DA BEIRA

 

“CARRAPICHANA”

 

Lenda da origem do nome da Freguesia de Carrapichana!

A mais significativa prende-se com a origem do nome. Constituindo, sem qualquer dúvida, nome ímpar, Carrapichana, conta a tradição que deve o seu nome a uma senhora, chamada Ana, figura típica e conhecida na freguesia e lugares circunvizinhos. 

Conhecida pela sua voz aguda e forte de corpo, não se ficava atrás no que toca a beber. Sendo grande apreciadora de vinho, devorava de uma vez só, qualquer copo de vinho que lhe oferecessem.

Ao darem-lhe um copo de vinho a beber, os homens incentivavam-na dizendo: - Escorropicha esse copo, Ana! (Escorropicha designa o acto de beber).

Com o correr do tempo a terra passou a designar-se Carrapichana, por via erudita de "Escarrapicha, Ana!'', para designar a terra onde "Escarrapicha Ana!'' um copo de vinho sem parar.

Num prédio da rua da Amoreira, se encontra uma figura de pedra, que o povo chama Carrapichana, mulher que deu o nome à sua terra. 

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

UNIVERSIDADE SÉNIOR DE CELORICO DA BEIRA

 

PROVÉRBIO:

Não faça nada pensando no que os outros vão achar.

A vida é sua, e se você não a aproveitar, ninguém fará isso por você.

 

Ninguém sabe quanto tempo tem para ficar com  as pessoas que ama,

Por isso não perca tempo!

  

ADIVINHAS:

  1. Qual é o cavalo que tanto vê de frente como de costas?
  2. O que é que nasce a murro e morre à facada?
  3. O que é que tem 8 letras e ao retirar 4 fica 8
  4. Quem é que inventou a marcha atrás?
  5. Qual é o pé que mais poupa?

 SOLUÇÕES NA PRÓXIMA SEMANA!

 

Sugestão de Culinária

UNIVERSIDADE SÉNIOR DE CELORICO DA BEIRA

 

 CABRITO ASSADO COM ALECRIM

Dificuldade: Fácil                                Aluno: Maria

INGREDIENTES

  • Pernas de Cabrito
  • Batatas
  • Alecrim
  • Toucinho
  • Alho
  • Colorau
  • Sal
  • Azeite

PREPARAÇÃO

Fazem-se pequenos cortes em toda a perna e metem-se dentro dos cortes pedaços de toucinho e bocados de alho, coloca-se numa assadeira de barro, polvilha-se com sal, colorau e rega-se com azeite.

Vai ao forno até assar!

Acompanha-se com as seguintes batatas: lavam-se muito bem 2 kg de batatinhas pequeninas com a pele, e cozem-se em água com sal. Depois de cozidas, pelam-se e passam-se por azeite até alourar. Depois juntam-se ao cabrito quando este estiver quase assado!

 

Poesia

UNIVERSIDADE SÉNIOR DE CELORICO DA BEIRA

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Certo de que irá ler

Esta pequena poesia

Lê-a o aluno sénior

Oxalá com muita alegria

Radiante, hoje o convido!

Inspirado e com alto astral

Chegue perto da nossa vila!

Ousada Vila de Portugal

 

Desde os tempos dos reis

Até à nossa geração

 

Bem mimada por todos

Estrela do nosso coração

Interessante para quem a visita

Representa a capital do Queijo

A serra seja Bem Dita!

Sugestões de Fim semana/ O que visitar na minha aldeia/vila/cidade?

UNIVERSIDADE SÉNIOR DE CELORICO DA BEIRA

 

CASTELO DE CELORICO DA BEIRA

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O Castelo de Celorico, cuja fundação remontará aos séculos XII/XIII, é classificado tipologicamente como sendo um castelo românico-gótico. Possui duas entradas uma a oeste e outra a leste; dois cubelos adossados ao lado Sul da Muralha, um de planta quadrangular irregular e outro de planta trapezoidal irregular e originalmente possuiria uma Torre de Menagem no centro do reduto defensivo, cujos vestígios, todavia, não chegaram até aos nossos dias.

Assim, a Torre que hoje subsiste deverá ser mais tardia e posterior a outra localizada no centro da praça. Quanto à cronologia de ocupação deste espaço não é unânime entre os diversos autores que já escreveram sobre o assunto. Alguns deles referem que, dado o valor estratégico do local, a primeira fortificação de Celorico terá sido um castro proto-histórico, que posteriormente terá sido romanizado.

A teoria da existência de uma ocupação anterior ao período da Idade Média poderá ser corroborada pelo facto de no local existir uma epígrafe votiva de época romana, consagrada a uma divindade pré-romana.

 

Fotografia da semana

UNIVERSIDADE SÉNIOR DE CELORICO DA BEIRA

 

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 A Universidade Sénior em aulas

 

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  O meu computador

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Sai daí Bobi...                       

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Leitõezinhos 

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publicado por IDADE MAIOR às 12:36

SUGESTÃO DE CULINÁRIA

 

Bolo de chá

 

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Ingredientes

150 gr. Margarina.

2 chávenas de açúcar

4 ovos

3 chávenas de farinha de trigo

1 colher de sopa de fermento em pó

1 chávena de leite

4 colheres de sopa de chá preto earl grey de boa qualidade

 

Receita

Bater a margarina até ficar cremosa

Adicionar os açúcar e bater até ficar leve e fofa.

Adicionar os ovos, um de cada vez, e deixar bater bem.

Triture o chá na 123.

Junte metade da farinha, o chá bem triturado e o fermento.

Adicione o leite e a restante farinha e misture bem.

 Deitar na forma ou em forminhas de papel

Vai ao forno a assar no 180º dependendo do forno, 20 a 40 minutos.

 

Óptimo para um lanche com um chá a acompanhar.

 

FOTOGRAFIA DA SEMANA

 

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publicado por IDADE MAIOR às 12:25

19
Fev 15

 

 

Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

UNIVERSIDADE SÉNIOR DE

CELORICO DA BEIRA

 

“ÁGUAS E QUEZÍLIAS”

Quando os de Cadafaz resolveram fazer uma levada, os senhores da Rapa, reclamaram a água, queixando-se ao Tribunal. Então, as gentes de Cadafaz improvisaram um moinho com uma roda de carro de bois.

Quando os juízes do Tribunal vieram verificar o local a fim de se pronunciarem sobre a causa, encontraram pelo caminho, mulheres que levavam sementes e faziam a farinha.

Perguntando os juízes, às mulheres que iam e vinham, estas lhes responderam que vieram do moinho, enganando assim os juízes que se pronunciaram a favor dos de Cadafaz, visto que a levada tinha como objetivo o funcionamento do moinho.

Este episódio não teria agradado muito aos da Rapa que teriam ficado com um crucifixo de Cristo, aquando da mudança da Igreja de Cadafaz, do lugar das Hortas, para o atual lugar.

Porém, uma outra história, conta que numa Festa do Santíssimo, realizada rotativamente pelas paróquias da Diocese da Guarda, e que nesse ano teve lugar na Rapa, os da Rapa pediram aos do Cadafaz a custódia, que se encontrava em melhor estado de uso, que a deles.

Como os da Rapa perderam a causa da água por uma artimanha, sentiram-se ofendidos, não restituindo a custódia aos do Cadafaz.

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

UNIVERSIDADE SÉNIOR DE CELORICO DA BEIRA

 

PROVÉRBIO:

Nunca permitas que chamem velho

Na juventude a beleza è um acidente da natureza

Na velhice é uma obra de arte 

  

OS DIAS DA SEMANA SEGUNDO DITADOS POPULARES:

Segunda dos sapateiros

Terça dos alfaiates

Quarta dos moleiros

Quinta dos ricos

Sexta dos pobres

Sábado dos barbeiros

Domingo dos padres.

Sugestão de Culinária

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RECEITA: PUDIM DE OVOS

TEMPO DE PREPARAÇÃO: RÁPIDO

NÚMERO DE PESSOAS: 8

DIFICULDADE: FÁCIL

INGREDIENTES:

  • 6 ovos
  • Uma caneca de açúcar (25cl)
  • Uma caneca de leite (25cl)
  • Raspa de uma laranja/limão
  • Sal qb

PREPARAÇÃO:

Deitam-se  os ingredientes para dentro de uma taça e bate-se bem batido.

Barra-se a forma com caramelo e de seguida deita-se o batido para dentro.

Tapa-se a forma e coloca-se dentro de uma panela de pressão.

Coloca-se ao lume até 15 minutos após começar a rodar a válvula.

Destapa-se a forma e após arrefecer vai ao frigorífico!

Ementa fornecida por Hermínia Almeida

 

Poesia

UNIVERSIDADE SÉNIOR DE CELORICO DA BEIRA

 

Um computador sempre ligado

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Na net com muito para aprender

Inventar umas palavras

Virando a página e ler

E assim vamos andando

Resistindo ao frio do inverno

Só no facebook vou publicando

Imagens da rua do Inferno

Dou mais um clique

Achando que é o certo

Deu erro de novo!

E peço ajuda ao colega esperto!

 

Sei mais hoje que ontem

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É útil andar na universidade

Não trocava estas aulas por nada

Imagine agora você a minha alegria

Ora na face ora no youtube

Registo a vida com a minha autoria!

 

 

Sugestões de Fim semana/ O que visitar na minha aldeia/vila/cidade

UNIVERSIDADE SÉNIOR DE CELORICO DA BEIRA

 

CASA DO MUNDO RURAL DE PRADOS | CELORICO DA BEIRA

A Casa do Mundo Rural de Prados, pretende retratar uma época em que a agricultura, associada à pastorícia eram as principais actividades económicas da população, praticando assim uma economia de auto – subsistência.

Este núcleo museológico recria, ainda, um período em que as comodidades no interior de uma habitação eram praticamente inexistentes, recordando as vivências das pessoas mais idosas, mostrando às gerações o que seria viver numa casa onde não existia água canalizada, luz elétrica ou uma casa de banho.

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Fotografia da semana

UNIVERSIDADE SÉNIOR DE CELORICO DA BEIRA

 

TEMA: INVERNO

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  CELORICO DA BEIRA AO ACORDAR…

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 VALE DO MONDEGO…

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 VALE DO MONDEGO…

 

 

 

publicado por IDADE MAIOR às 13:06

Sugestão culinária

 

PARA O LANCHE, UM BOLO DE CHOCOLATE…

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 Ingredientes

  • Ovos:  4
  • Açúcar:  2 Chávenas de chá
  • Farinha:  2 Chávenas de chá
  • Óleo:  1 Chávena de chá
  • Leite:  1 Chávena de chá
  • Chocolate em pó:  1 Chávena de chá
  • Fermento em pó:  1 Colher de sobremesa

 

Preparação

Colocar todos os ingredientes no liquidificador (ou batedeira) e misturar bem.

Levar a cozer numa forma untada com margarina e polvilhada com farinha, em forno médio (170º) cerca de 45 minutos.

 

POESIA

Sempre com um momento lúdico e de características diversificadas, a aula de Linguagem e Comunicação da FOS é sempre um espaço convidativo ora à reflexão, ora à oralidade e à escrita.

Assim, no passado dia 3 de fevereiro resolveu-se umas questões sobre como utilizar alguns verbos regulares da melhor forma. Claro que, para divertir, a formadora escolheu anedotas incompletas. Deu resultado!

E a proposta de trabalho foi os alunos escreverem ou uma anedota ou até uma adivinha …

Deixo-vos aqui uma adivinha escrita por uma aluna.

 

«ADIVINHA»

 

Quem é, quem é?

Que irá adivinhar,

Esta adivinha que é

Difícil de acertar.

 

Qual é coisa, qual é ela,

Que nos dá satisfação,

Pensem bem, porque é bela

Vejam se é assim ou não.

 

Parecem os passarinhos,

Quando no raminho estão,

Gostam de estar juntinhos,

Para estarem em união.

 

Vão aprendendo a voar

Com ânsia de ir mais além,

Não querendo parar

Pois sabem que é para seu bem.

 

 

Já sabem a adivinha? Não?...

Pensem lá, então! (…)

É a aula da nossa professora Teresinha

De Linguagem e Comunicação!

publicado por IDADE MAIOR às 12:53

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Trabalho da Universidade da Terceira Idade de Ferreira do Zêzere

02-02-2015 a 07-02-2015

 

2ª Feira – Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

A lenda da Terra

No princípio do mundo, quando o homem cavava a terra, a terra abria bocas e gritava. O homem queixou-se ao Senhor, e o Senhor disse então à terra:

– Cala-te, que tudo criarás e tudo comerás.

 

3ª Feira – Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Atrás de tempo, tempo vem.

 

4ª Feira – Sugestão  de Culinária

Sopa de couve com feijão

Põem-se de molho de um dia para o outro duzentos e cinquenta gramas de feijão. Depois de cozido no outro dia, junta-se-lhe uma couve grande, quinhentos gramas de batata e duas cenouras cortadas, sal e azeite, deixando ferver até cozer completamente.

À maneira antiga envolve-se o pão de milho e as azeitonas na sopa.

 

5ª Feira – Poesia

 

Impressão Digital

 

Os meus olhos são uns olhos.

E é com esses olhos uns

que eu vejo no mundo escolhos,

onde outros, com outros olhos,

não vêem escolhos nenhuns.

 

Quem diz escolhos, diz flores.

De tudo o mesmo se diz.

Onde uns vêem luto e dores

uns outros descobrem cores

do mais formoso matiz.

 

Nas ruas ou nas estradas

onde passa tanta gente,

uns vêem pedras pisadas,

mas outros, gnomos e fadas

num halo resplandecente.

 

Inútil seguir vizinhos,

querer ser depois ou ser antes.

Cada um é seus caminhos.

Onde Sancho vê moinhos

Quixote vê gigantes.

  

Vê moinhos? São moinhos.

Vê gigantes? São gigantes.

 

6ª Feira – Sugestões de Fim semana/ O que visitar na minha aldeia/vila/cidade?

 

Virado ao rio Zêzere, o concelho de Ferreira do Zêzere com uma área de cento e oitenta e dois quilómetros quadrados e cerca de onze mil habitantes, reparte-se por montes e vales férteis, coloridos de mil verdes, deixando passar, lá em baixo, as águas tranquilas do rio, que no seu sossego de quase lago, convida ao sol e à pesca.

Visita ao Lago azul.

 

Sábado - Foto da semana

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publicado por IDADE MAIOR às 12:43

13
Fev 15

U3I

Trabalho da Universidade da Terceira Idade de Ferreira do Zêzere

09-02-2015 a 14-02-2015

 

2ª Feira – Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

                           O VELHO, O RAPAZ E O BURRO

Um dia, iam pela estrada da aldeia um velho, o seu neto e um burro.

Diz o velho: - Como és novinho salta para cima do burro porque eu estou habituado a longas caminhadas.

Uns camponeses, ao passarem por eles, ficaram de boca aberta e exclamaram: - Um moço tão forte e repimpado em cima do burro, enquanto o avô que já é velhote vai a pé?! O mundo está às avessas.

Ao ouvir isto, o avô disse para o neto: - Para não ouvirmos mais falatórios salta do burro abaixo e deixa-me ir montado nele. E lá seguiram caminho.

Pouco depois encontram outros camponeses, e estes, indignados, disseram: - Ó velho, tu que estás habituado a andar a pé vais repimpado no burro, enquanto o coitado do teu neto vai a pé.

Então o avô disse para o neto: - Olha, para não ouvirmos mais falatórios é melhor irmos ambos montados no burro! Os dois seguiram caminho, montados no burro.

Nisto passou outro grupo de camponeses e reclamando disseram: - Coitadinho do animal, é capaz de rebentar com aqueles dois montados nele.

- Olha meu neto, vamos descer os dois do burro para não ouvirmos mais críticas – disse o velho.

Seguiram o seu caminho e encontraram novamente camponeses indignados que lhes disseram: - Ai o que eu estou a ver! Então não é que vai ali um pobre velho a arrastar-se e mais um rapaz que já deve estar bem cansado e o fidalgo do burro sem ninguém em cima dele! Isto é mesmo de doidos!

Então o velho parou e disse: - Olha meu neto, como já vejo que não conseguimos acabar com os falatórios, vamos como estávamos ao princípio: volta para cima do burro, que eu vou muito bem a pé!!!

Moral da História:

Dar satisfações ao mundo, Só os loucos as vão dar. Se o mundo quer dizer mal, Ninguém o pode calar.

  

3ª Feira – Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Quem não quer ser lobo não lhe veste a pele.

 

4ª Feira – Sugestão  de Culinária

 Tigeladas

 A tigelada é uma das especialidades de Ferreira do Zêzere. Constitui sobremesa, bolo-doce de boas-vindas, de lanche.

Cada casa, cada cozinheira tem uma forma e uma receita diferentes.

As tigeladas de Ferreira do Zêzere são referenciadas como uma especialidade tradicional.

Assim batem-se quatro ovos inteiros, dezasseis gemas e quinhentos gramas de açúcar e raspa de limão durante meia hora, juntando-se uma chávena de farinha bem cheia, a pouco e pouco.

Adiciona-se um litro de leite, mexe-se muito bem e deita-se o preparado em tigelas de barro não vidrado, previamente bem aquecidas, não devendo ficar muito cheias.

Deixa-se cozer em forno forte. Loirinhas soltas encontram-se por todo o lado no concelho.

 

5ª Feira – Poesia

 

Ser Professor

Ser Professor é ser grão de areia

num areal onde a praia é infinita;

É ser torre alta

que parece tocar o céu!

É ser mágico

e poder meter o arco-íris dentro de um balão;

É ser amigo

acariciando e dando a mão;

É ser mar tranquilo

não permitindo ser grande a confusão;

É ser diplomata

deixando uns dizer sim, outros dizer não;

É ser luz no espírito

abrindo à criança o livro e o coração.

 

Ser professor é, também, ser escultor:

Saber moldar o barro, esculpir a pedra.

Fazer com arte a obra-prima da sua profissão!

Ser professor é saber gerir o tempo

que mal sendo presente

também já é futuro.

Ser Professor

É trazer dentro de si

O sorriso da criança.

É sentir no peito a coragem de dar ao mundo Esperança.

 

Ser Professor é saber conduzir:

abrir a porta e deixar entrar;

começar a história e pedir para a continuar;

iniciar o caminho e deixar caminhar.

 

Ser Professor é voltar a ser criança,

é pegar nas tintas e fazer uma aguarela,

pendurá-la numa parede e dizer:

- Como está bela!

                                         Ana Godinho

 

 6ª Feira – Sugestões de Fim semana/ O que visitar na minha aldeia/vila/cidade?

 

O Concelho distribui-se por algumas pequenas vilas e aldeias onde as lendas e tradições tomam o sabor e a beleza dos tempos, da arte e do artesanato, que, juntamente, com a gastronomia são um atractivo turístico importante.

Visitar a oficina do único cesteiro do nosso Concelho Sr. José António Henriques.

 

Sábado – Fotografia da semana

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publicado por IDADE MAIOR às 11:37

 

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Dia de S.Martinho na UGIRT

“Castanhas assadas e bom vinho manda a tradição que assim se aqueça a alma e o coração!”

FIM2

 

Era uma vez um ouriço…

Está frio lá fora…

Vamos lá comer umas castanhinhas!

Assadas nas brasas, quentinhas!

Hoje a aula é assim…e não há quem queira ir embora…E a Carolina conta a “estória”…

 exposição

 Sobre a palavra “ouriço”…

O ouriço verde verdinho,

Amadureceu e caiu…no chão,

O vento o levou, rebolou e rebolou até que se abriu… e uma bela castanha, dali saiu…

Depois, ela se enamorou…viajou, correu mundo, e um dia , saída de uma brasa bem quente, a castanha acabou… delícia assada!

casatanhas

 

 

Olhá bela castanha!

Que bom quentinho ! Diz a professora Aldina, no seu tom dançante…

Chegadas do frio da rua…contentes com o conforto…aquecem a alma e o corpo e, de seguida, há a estória…

foto 1

 

 Em tempos muito remotos…

cavaleiro

 brasão

Um cavaleiro seguia…e ao ver um pobre tremendo…sua capa partia… e assim o aquecia…

E S. Martinho debaixo de chuva…lá ía …

E segundo a lenda, depois da partilha da capa o SOL raiou… e desde aí neste dia não mais choveu! É o Sol de S.Martinho…

Conto e reconto e assim se anima a festa!

A

B

 

D

C

 

 

 

 

 

 

 

As alunas contam a sua versão da lenda… e …

Quem conta um conto, acrescenta um ponto

X

 

 

Y

Vitória, vitória acabou-se a “estória”…

Mas não acabaram as castanhinhas!

castanhas assadas

 E assim terminamos a nossa aula sobre S.Martinho, a sua lenda, a oralidade, as diferentes versões… e terminamos como começamos, saboreando a Bela Castanha assada!

Disciplina de COMUNICAÇÃO

Da UGIRT -Universidade da Grande Idade de Rio Tinto

Professora : Maria José Guimarães

   Terça-feira – às 17:00 horas

publicado por IDADE MAIOR às 11:13

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 Tema: Estórias e Contos Tradicionais Portugueses (2ª. Feira)

Pesquisado na Internet e apresentado por:

(Aluna Lisete Pinho - Turma 1)

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Tema: Provérbios portugueses (3ª. Feira)

Autores: Turma 2 – Informática (pesquisas no Google Imagens)

 

 

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Tema: Culinária (4ª. Feira)

Autora: Maria Emília Carapucinha (Turma 1)

 PATO COM CERVEJA E UVAS

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 Ingredientes:

    1 pato

   100 grs de manteiga

   3,5 dl de cerveja

   1 cebola grande

   1 ramo de cheiros

   uvas pretas

   sal e pimenta

 Preparação:

  1. Aloura-se a cebola picada e o pato na manteiga derretida. Quando estiver bem louro rega-se com a cerveja, junta-se o ramo de cheiros e tempera-se de sal e pimenta. Tapa-se o tacho e deixa-se cozer durante cerca de 45 minutos.
  2. Retira-se o pato do tacho, mas mantém-se quente.
  3. Junta-se na gordura as uvas, retira-se o ramo de cheiros e deixa-se ferver algum tempo.
  4. Coloca-se o pato na travessa, rega-se com este molho bem quente, coloca-se à volta as uvas e acompanha-se com arroz branco ou puré de batata.

Observações:

  1. Trata-se de uma receita da avó da aluna, que lhe foi transmitida há cerca de 40 anos;
  2. A imagem foi retirado do “Google Imagens”.

Tema: Poesia – “aulas de informática” (5ª. Feira)

Autor: António Mordido - professor de informática

POESIA.jpg

 

            (1)

Por que para aqui caminhamos

Nem sabemos a razão,

Apenas constatamos

Que nos serena o coração.

            (2)

Talvez a razão da vinda

Seja mesmo a solidão,

Procurando quem nos brinda

Com tão vasta informação

            (3)

Se queremos continuar uma vida social,

Teremos de nos envolver

Num projeto especial,

Que assim nos faz crescer.

            (4)

Neste mundo das tecnologias

Prolifera a informação,

Para obtermos sabedorias,

Temos de entrar em ação.

            (5)

O mundo da informática

Parece-nos complicado,

Mas é uma ideia errática,

Pois ele tem significado.

            (6)

A distância pode ser

A razão do isolamento,

Para tal temos de ter

Ferramentas de envolvimento.

 

TemaSugestões de fim-de-semana (6ª. Feira)

Pesquisado na Internet e apresentado por:

(Aluna Lisete Pinho - Turma 1)

  Convento dos Capuchos (Caparica)

 Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

 Nota: Este artigo é sobre o Convento dos Capuchos da Caparica. Para outros significados, veja Convento dos Capuchos.

 

CAPUCHOS1.jpg

 O Convento dos Capuchos (situado na Caparica).

CAPUCHOS2.jpg

 Portaria, em azulejo, do Convento dos Capuchos.

 

Convento dos Capuchos é um antigo convento da Ordem dos Franciscanos Capuchinhos que fica localizado na área da Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa de Caparica, no concelho de Almada, e a partir do qual se pode observar não só a Costa de Caparica, a sua extensa costa de praia e até os arredores, como se avista ainda uma esplêndida paisagem da Costa de LisboaEstoril e Cascais. Este convento foi mandado edificar por Lourenço Pires de Távora em 1558.

O monumento, como é apanágio da Ordem de São Francisco, é caracterizado pela sua simplicidade, embora se possa observar elegância nas suas linhas.

No frontispício, um triplo pórtico, com colunas simples e um arco ao centro, ostenta um notável trabalho em ferro forjado permitindo a iluminação da galilé de acesso ao corpo da capela. Na fachada estão representados os símbolos da Ordem Franciscana, bem como o escudo das armas dos Távoras.

O declínio do convento coincide com a queda dos Távoras. A família Távora foi perseguida pelo Marquês de Pombal e os seus membros foram cruel e impiedosamente executados em 13 de Janeiro de 1759, sob a acusação de terem conspirado para assassinar o rei D. José I de Portugal. Detalhes no artigo: Processo dos Távoras.

Em 1834, foi publicada uma lei que extinguiu as ordens religiosas e o Convento dos Capuchos passou por transmissões sucessivas, até ser adquirido pela Câmara Municipal de Almada em 1950.

Quando se procedeu ao seu restauro em 1952, foram colocados painéis de azulejo, que têm como tema os sermões de Santo António e o retábulo em talha oferecido pelo Diretor do Museu de Arte Antiga (Lisboa).

Atualmente, o Convento dos Capuchos funciona como sala de visitas do concelho de Almada e aí a Câmara Municipal promove diversos espetáculos de índole cultural.

 

Tema: Foto da semana (Sábado)

Pesquisado na Internet (Google Imagens) pela turma 3, durante uma das aulas.

 MOTO9.jpg

 

 Retirado do endereço:

https://jorgesalvador.wordpress.com/2011/02/22/imagem-da-semana-52/

Comentário do professor António Mordido:

Trata-se de uma imagem que pode ter várias leituras, entre elas, as seguintes:

  • Que não há racismo;
  • Que é um exemplo de partilha;
  • Que a necessidade obriga a criatividade;
  • Que é uma aventura com demasiado risco.
publicado por IDADE MAIOR às 10:31

 
NOTÍCIA
 
Caros Associados, Alunos da UGIRT, Parceiros, Amigos e outras Entidades.

É com muito orgulho que anúnciamos que foi hoje confirmada a aprovação da nossa candidatura à " MISSÂO SORRISO - Continente " com o projeto " Horta Vida + ", conforme diploma em anexo.

Com este apoio vai ser possivel concretizar mais um sonho da nossa associação (ADIRT), pois vamos criar uma horta solidária ,biológica e pedagógica onde  a nossa produção tem como objetivo alimentar sorrisos àqueles que mais precisam.

Agradecemos à MISSÃO SORRISO - Continente e a TODOS quantos votaram no nosso projeto através do Facebook.

OBRIGADA.

Missão Sorriso - Diploma

A ADMINISTRAÇÃO DESTE BLOG CONGRATULA-SE COM O SUCESSO E CONQUISTA DA ASSOCIAÇÃO E DESEJA AS MAIORES FELICIDADES NO PROSSEGUIMENTO DESTE PROJETO INOVADOR. PARABÉNS.

publicado por IDADE MAIOR às 09:50

12
Fev 15

2ª Feira - Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

O lugar de Val Flores

O Lugar tinha a sua rua principal - como todos os Lugares - e nessa rua morava um casal ainda jovem. Amavam-se muito, mas um desgosto enorme perturbava a felicidade completa daquele lar.   Por bruxedo feito por uma pretendente do marido da Mariana, que a preterira em favor da sua actual mulher, aquele passara a “correr o fado”.   Mirrava de desgosto a mulher do “corredor”.

Todas as terças e quintas-feiras, logo após as badaladas da meia-noite, dadas no sítio da igreja, via o seu homem sair de casa, dirigir-se ao pinheiro mais alto das redondezas, trepar ágil que nem felino por ele acima e dependurar, no cocuruto, as roupas que trazia vestidas!   Invariavelmente, a seguir, dirigia-se ao local onde se realizava a feira semanal e espolinhava-se no mesmo sítio onde um cavalo tinha feito o mesmo (o “corredor de fado” transformava-se sempre no animal que se tinha espolinhado no local onde eles mesmos se espolinhavam). Transformado naquele animal, partia a toda a brida, percorria sete estrada reais, regressando a casa antes que amanhecesse, sob pena de aparecer ele mesmo humano onde passasse ao romper do dia.   Havia duas maneiras de “quebrar o encanto” mas, dado o melindre de que se revestia a ocasião, quem o tentasse fazer não podia falhar, se não poderia morrer ele mesmo ou o “corredor”.   

Uma dessas formas de “curar” o “achacado” era subir ao pinheiro onde estavam as suas roupas, metê-las num forno e queimá-las totalmente. Não podia restar sequer um “cisco” das mesmas. Outra era tentar ferir o animal que corria e em que ele se tinha transformado.   Consumada completamente uma destas duas formas de desencantamento, o “fado” terminava sem perigo para qualquer das partes e, não raras vezes, o “curado” ia agradecer ao seu “salvador”, levando-lhe os mais diversos presentes, como forma de gratidão.   Porém, este caso era bem diferente. Qualquer destes possíveis “remédios” tinham já sido aplicados e... nada. O fado continuava a ser corrido pelo moço.

Então, a sua mulher recorreu à bruxa que, na terra, tinha maior fama. Contou-lhe a sua desgraça e ela disse-lhe que bem sabia como curar o seu marido do mal que o apoquentava, pois tinha sido ela que o embruxara a pedido da moça que o pretendera, quando ainda solteiro!   «O teu marido precisa de, depois de “correr o fado”, pisar flores desde a entrada da rua até casa. Flores de vários tipos e várias cores». Naqueles longínquos tempos em que todas as terras eram pertença do Mosteiro de “São Cristóvão” de Rio Tinto, só havia um rico lavrador-fidalgo que abarrotava de cupidez, mas que era o único capaz de, a troco de boa maquia, lhe conseguir a quantidade e variedade de flores para “atapetar” o caminho onde morava. Lá se dirigiu à quinta do fidalgo, levando ao pescoço, já com a finalidade de o dito fidalgo o ver, grosso cordão de ouro que sua mãe lhe tinha dado no dia do seu casamento. Era o que de maior valor possuía.   

Quando o fidalgo deparou com o cordão, e sem que a mulher pudesse dizer ao que ia, logo lhe perguntou: “Quanto vale?”; “Vale flores”, titubeou ela!   Em troca do ouro, o fidalgo mandou vários criados colher flores que, embora poucas e quase murchas, foram suficientes para “curar” o “corredor de fado”. Mas Deus não dorme, e no lugar do já curado, passou a “correr o fado” o fidalgo que, por tão grande valor de ouro, tão poucas e tão más flores vendera! Aquele ouro valia mais e melhores flores!   

Eis, pois, a lenda que deu o nome ao Lugar de Val Flores, nome lindo duas vezes: por durante tantos anos se ter mantido cheinho delas e por ter tido tantas flores em resultado duma grande prova de amor.     Vivi durante mais de três décadas nesse Lugar. Ainda hoje existe, na freguesia de Rio Tinto, uma rua com o nome Val Flores: é a que tem o seu início no Largo do Cruzeiro da lndependência e o seu fim na Rua do Patronato.  Quando ali residi, dizia-se e escrevia-se Val Flores. Não obstante, ainda hoje não é raro ver-se escrito Vale de Flores e, até, Valflores!   Era eu vizinho da centenária (e já lá vão mais de 50 anos) “Ti” Amélia, que sempre pronunciava Vale de Flores. Vezes sem conta ouvi da sua boca e mais tarde de sua filha, “Ti” Ana Chasca, que também alcançou os 100 anos ou muito próximo disso, o seguinte: “na rua principal deste Lugar, no tempo em que estas terras ainda pertenciam ao Mosteiro de S. Cristóvão, morava um casal jovem. Porém, o moço “corria o fado’: e o encantamento só se quebra se, ao regressar do “fado” ele pisasse flores desde a entrada da rua até sua casa.

Então a lenda, tida como “verdade verdadeira” por aquelas pessoas, corria na freguesia e entretanto foi esquecida.   Ouso acrescentar que, daqui, se poderá aproveitar:

1) Que o maravilhoso e o tenebroso, nas suas expressões mais radicais, quase sempre andam de mãos dadas com o misterioso, o irreal,

2) Que o amor verdadeiro é o verdadeiro amor e, assim sendo, a desgraça vinga mal, ou não vinga,

3) Que, mesmo através de ínvios caminhos, o castigo pelo mau procedimento ainda pode surgir na vida terrena, se o agravo for grande.

3ª Feira – Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

"No poupar... é que está o ganho"EUROS

 Este provérbio refere-se ao facto de que quem poupa dinheiro, consegue ter um pé de meia para gastar mais tarde, enquanto que quem não poupa não tem dinheiro que possa gastar. Assim, considera-se "o ganho" como a recompensa pelo facto de se ter poupado.

 

  

4ª Feira – Sugestão de Culinária

Bolo “Coração de Gondomar”

 

CORAÇÃO

 Ingredientes: Massa folhada, Doce de abóbora, Nozes, Creme pasteleiro, Creme de ovos.

 

Confeção: Misturar os 2 cremes. Com a massa folhada estendida moldar 2 corações. Sobre um dos corações colocar a mistura dos cremes, por cima, colocar o doce de abóbora e as nozes e cobrir com o outro coração. Pintar com ovo e levar ao forno a 180º. Depois de cozido, pincelar com geleia de abóbora.

 

5ª Feira – Poesia

A Tua Estrela

Numa noite estrelada olha o firmamento:

Escolhe a tua estrela, a que tem maior brilho;

Não a percas de vista, ela será só tua

Em todos os momentos, ao longo do teu trilho.

 

Ela te levará muito perto do céu,

Será guia na noite, mensageira de paz:

Ela te mostrará o teu mundo de sonhos,

Far-te-á conhecer o amor que se faz.

 

E se nunca esqueceres a estrela que te rege

Tua vida será primavera em flor;

E ao vê-la brilhar na noite com luar

Sentir-te-ás feliz, serás um vencedor.

 

                                               Autoria: Maria Luísa Osório

 

6ª Feira – Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

FESTA SAVEL

XXIV Festa do Sável e da Lampreia

13 de fevereiro a 15 de março

Entre os dias 13 de fevereiro e 15 de março realiza-se a 24.ª edição do Festival do Sável e da Lampreia.

Na edição de 2015 – além do habitual Concurso de Lampreia à Bordalesa e Sável Frito, 11.º Fim de Semana Gastronómico - “Sável e Lampreia, um sabor D’Ouro” e da exposição “Artesanato D’Ouro” – o destaque vai para a manutenção de um workshop (este ano dedicado a um “finger food” de sável e lampreia), que em 2014 ocorreu pela primeira vez, e para um Safari Gastronómico D’Ouro, uma iniciativa que permitirá fazer algumas descobertas…

 CALENDÁRIO

Abertura Oficial da “Festa do Sável e da Lampreia”

13 de fevereiro 17.30 horas

Tenda na Marginal do rio Douro (Polis)

Workshop - Finger Food de Sável e Lampreia

18 de fevereiro 16 horas

Casa Branca de Gramido

Safari Gastronómico “TuriRest D’Ouro”

21 de fevereiro 10 horas

Rota pelos restaurantes participantes no Festival

Concurso de “Lampreia à Bordalesa” e “Sável Frito”

4 de março 12 horas

Casa Branca de Gramido

Cerimónia de entrega de Prémios e Diplomas do Concurso "Lampreia à Bordalesa" e "Sável Frito"

4 de março 17 horas 

A bordo de barco rabelo

Workshop/Debate “A pesca: ontem, hoje e amanhã”

6 de março Workshop - das 14 às 17 horas

Debate - das 17 às 19 horas

Loja Interativa de Turismo - Casa Branca de Gramido

11.º Fim de Semana Gastronómico - “Sável e Lampreia, um Sabor D’Ouro”

13, 14 e 15 de março

Dia 13 - das 19.30 às 23 horas e Dias 14 e 15 - das 12 às 23 horas

Pavilhão Multiusos de Gondomar

“Artesanato D’Ouro”

Dia 13 - das 19.30 às 23 horas Dias 14 e 15 - das 12 às 23 horas

Pavilhão Multiusos de Gondomar

Sábado – Foto da Semana

Visita ao Lugar do Desenho – Fundação Júlio Resende e antiga casa do Mestre

(visita guiada pelo Escultor Zulmiro Carvalho)

FOTO GONDOMAR

 

 

 

publicado por IDADE MAIOR às 16:01

SUGESTÃO CULINÁRIA / DICA ALIMENTAR

Cozinhar com saúde

 Cozinhar os alimentos corretamente não só ajuda a eliminar as bactérias e a melhorar a segurança biológica, mas também acrescenta sabor. No processo de cozinhar os alimentos, quanto mais escurecido os mesmos ficam, mais saborosos se tornam. No entanto, cozinhar demasiado os seus alimentos pode levantar preocupações em termos de saúde. Atingir o equilíbrio certo entre o cozinhar pouco e o cozinhar em demasia, desempenha um papel importante, no desfrutar da sua comida e contribuir para a sua saúde.

fastfood

 Cozinhar corretamente os alimentos é fácil:

  1. Não deixar tostar a carne quando a cozinha ou a grelha;
  2. Não queimar as suas torradas ou outros alimentos ricos em amido;
  3. Certificar-se que usa óleo de fritura limpo quando frita o seu alimento.

torrada

 

 

Já ouviu falar em acrilamida?

A acrilamida é um composto cancerígeno que se forma naturalmente quando alimentos ricos em amido (um tipo de açúcar) são expostos a elevadas temperaturas. Como tal, há que evitar a formação de acrilamida, seguindo os seguintes conselhos:

  1. Coza as batatas inteiras no fogão ou no microondas com a pele;
  2. Torre o pão até uma cor castanho claro, em vez de uma cor castanho escuro. Evite comer as áreas muito escuras;
  3. Cozinhar produtos derivados de batatas, tais como batatas fritas congeladas ou fatias de batata, até uma cor amarelo dourado, em vez de uma cor castanha.
  4. Quando fritar, evite que os alimentos atinjam um elevado grau crocante ou queimado. 

bitok

 

 

FOTO DA SEMANA

FOS_Foto da Semana

 

 

 

 

publicado por IDADE MAIOR às 13:47

10
Fev 15

ustag simbolo

 

Estória

 

A Cabacinha

Narrador

No alto de uma montanha

E numa pobre casinha.

 

Vivia uma velhinha

Que também era avozinha

Um dia, sua neta se fez noiva

E, na volta do correio,

Recebeu a avozinha

O convite para a boda.

 

Galgando sebes e montes,

La foi ela, apressadinha,

Pois na hora da cerimónia

Queria abraçar sua netinha

 

Mas querem saber o que aconteceu à pobre velhinha?

Sem respeito à idade

Aproximou-se um lobo mau e feroz,

Deixando a avozinha

Quase gaga e sem voz,

Disse-lhe o lobo:

“Vou-te comer”

Avó: Por favor! Deixa-me e não me faças sofrer!

Lobo

Mas eu tenho fome e quero-me saciar

Avó

Não vês que sou tão magra, não presto para tragar. Deixa-me ir para engordar e logo te poderás consolar!

Lobo

Bom, a ser assim, então vai. Mas não demores muito, porque estou desejoso de almoçar!

Narrador

Durante todo o dia, esteve triste a velhinha.

Neta

O que tens, minha avozinha? Estás doente? A festa não te agrada?

Avó

Não é isso, minha neta. Um lobo me intimidou e de me comer me ameaçou

Neta

Alegra-te, minha avozinha,

Tudo se vai remediar

E quando quiseres

Na tua casa irás estar

Avó

Tão rápida solução?

Tanta destreza?

Diz-me, minha neta,

A tua esperteza!

Neta

És pequena e levezinha

Dentro de uma cabacinha

Chegarás ao teu destino

Com saúde e direitinha

Narrador

E o lobo, impaciente,

Pois que a velha não chegava

Com ansiedade tanta

Que até o transtornava,

A cabacinha avistou

Aproximou-se e perguntou

 

Lobo

Ó cabacinha, não viste por ai uma velhinha?

Avó

Não vi velhinha nem velhão.

Corre, corre cabacinha.

Corre, corre cabação!

Narrador

E a velhinha, a rolar

Dentro da cabacinha

Muito feliz e ligeira

A sua casa chegou

 

Recolha e dramatização – Agostinho Chaves e turma de expressão dramática

A turma de expressão dramática da USTAG fez duas representações desta estória uma para alunos do primeiro ciclo e outra para alunos do ensino pré-escolar.

Vídeo link : https://www.facebook.com/video.php?v=613259805467034&set=vb.100003490616870&type=2&theater

 

fantoches Cabacinha 1

fantoches Cabacinha

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Provérbio :

A propósito da semana da Senhora das Candeias

“Candelária chovida à candeia dá vida”

Recolha e escolha - Conceição Gomes e turma de expressão dramática

  

Receita da semana

 

bola de carne 1

bola de carne 3

bola de carne 2

Aula de cozinha da USTAG

As aulas de cozinha na universidade sénior de Vila Pouca de Aguiar, são ligeiramente diferentes das aulas de cozinha convencionais.

Em primeiro lugar, porque não se trata de uma formação de cozinha, mas sim de uma troca e partilha de saberes e conhecimentos como é o próprio lema da universidade.

Em segundo lugar, porque para além da parte prática das aulas, são discutidos os valores e importância nutricional de cada alimento confecionado e a forma mais saudável de os confecionar e de aproveitar cada um dos seus benefícios.

Em terceiro lugar, aprendemos a diminuir os custos e as calorias de cada receita confecionada, isto é, a partir do momento em que percebemos a função de um determinado ingrediente, podemos substituí-lo por outro mais benéfico para a saúde e aos estarmos a diminuir a quantidade de ingredientes na receita, estamos também a diminuir os seus custos.

São valorizadas nas nossas aulas as receitas tradicionais e os produtos da época.

A nossa primeira sugestão e como estamos em altura de fumeiro e enchidos, foi adaptada a receita tradicional da bola de carne transmontana aos produtos de maior qualidade em Vila Pouca de Aguiar.

Receita da Bola de Carne

Ingredientes para massa:

1kg de farinha de trigo

30gr de fermento de padeiro

1 Colher de sobremesa de sal grosso

200ml de água morna

Ingredientes para o recheio:

1 Cebola

1 Dente de alho

Cogumelos a gosto

Um fio de azeite

Uma linguiça

150gr de salpicão

200gr de presunto ou pá fumada

(outras carnes fumadas ou enchidos a gosto)

 Preparação

Num tacho colocar a farinha, derreter o sal em 50ml de água e adicionar á farinha, derreter o fermento na restante água e adicionar também, amassar a farinha com estes ingredientes até ela ficar homogénea e se descolar do tacho (caso seja necessário acrescentamos água morna, aos poucos) até obtermos a consistência desejada.

Cobrimos o tacho com um pano e deixamos levedar, durante mais ou menos uma hora até a massa ficar com o dobro do tamanho.

Preparação do recheio:

Numa panela colocamos todos os ingredientes picados em pedacinhos e o fio de azeite.

Deixar refugar em lume brando, durante mais ou menos 30min.

Não costumo adicionar sal neste refugado, gosto de cortar a cebola em rodelas ou laminada, assim como os cogumelos.

Depois de a massa estar lêveda e o recheio pronto.

Polvilhamos uma superfície lisa com farinha e tendemos a massa, (eu tendo com as mãos, mas podem utilizar o rolo se preferirem) até esta ficar de forma retangular e mais ou menos com a mesma espessura em toda a área.

Depois disto está pronta para ser recheada.

Colocamos o recheio em metade da massa e dobramos a outra metade para cobrir o recheio, fechando e unindo os bordos.

Está então pronta a levar ao forno a 200ºC pré-aquecido durante mais ou menos 45 min.

 Bom apetite.

 Diana Fontes – formadora e turma de cozinha da USTAG

 

 

Foto da semana

 

barragem blog jan 15

Barragem da Falperra Vila Pouca de Aguiar

Autoria : Alfredo Brigas

 

Sugestão fim-de-semana

Deixe-se encantar em Vila Pouca de Aguiar. Nesta nossa primeira sugestão deixamos o Complexo Mineiro Romano de Tresminas em visita de um dia e para o dia seguinte deste fim de semana a realização de um percurso da natureza.

Como alojamento a nossa sugestão vai para a utilização dos Albergues da Natureza de Vila Pouca de Aguiar.

Complexo Mineiro Romano de Tresminas

Coordenadas Centro Interpretativo: Latitude: 41.493/ Longitude: -7.507

O Complexo Mineiro Romano de Tresminas é uma das mais importantes explorações de ouro do Império Romano, em toda a Europa, tendo permanecido extraordinariamente conservada a sua integridade arqueológica, o que motivou a classificação como Imóvel de Interesse Público, em 1997. Iniciada durante o império de Augusto (27a.C. - 14d.C.), a exploração terá sido feita pelo sistema de cortas a céu aberto, originando as crateras de grandes dimensões que testemunham, até hoje, na paisagem, o esforço humano ali empreendido. Transversalmente à orientação do filão, foi aberto um complexo sistema de galerias subterrâneas, para transporte, escoamento e tratamento dos minérios.

Pelas suas características ecológicas, de elevada altitude, vales agrícolas profundamente encaixados, forte exposição aos ventos, presença de galerias subterrâneas, entre outros fatores, também o património natural de Tresminas se apresenta único no contexto envolvente.

O acolhimento aos visitantes é feito no Centro Interpretativo, na aldeia de Tresminas, dispondo de salas de exposição dedicadas à "Mineração Romana" e ao "Património Natural", além de Auditório, Loja e Receção. Aqui se inicia a visita guiada ao Parque Arqueológico, o qual dispõe, atualmente, de miradouros e caminhos pedestres sinalizados. A visita dura, aproximadamente, duas horas; no entanto, a duração e grau de exigência do percurso podem ser ajustados às características do grupo. Aconselha-se o uso de roupa apropriada às condições atmosféricas e calçado adequado para caminhadas na natureza (botas de montanha ou ténis).

Atenção: A entrada nas galerias subterrâneas só pode ser feita com acompanhamento de guia.

 Rede de Percursos AguiarNature

A Rede de Percursos AguiarNature inclui 6 percursos pedestres de pequena rota, com temática ambiental (Trilho do Lobo, Trilho das Aves de Rapina, Trilho dos Matagais de Altitude, Trilho dos Mamíferos Aquáticos, Trilho dos Ecossistemas Ribeirinhos e Trilho da Flor Veronica micrantha), os quais se encontram devidamente marcados de acordo com a sinalética internacional de pedestrianismo.

Para cada percurso, encontra-se publicado um topoguia desdobrável, contendo: ficha técnica do percurso, cartografia, regulamento, perfil altimétrico e uma breve descrição do património cultural e natural ao longo do trilho.

 Para obter mais informações e agendar visitas guiadas, contacte a Universidade Sénior Ustag pelo endereço de email universidade.ustag@gmail.com indicando a data e horário da visita, tamanho e características do grupo, preferencialmente até 5 dias antes da realização da mesma.

 Alojamento – Rede de Albergues de Vila Pouca de Aguiar

A Rede de Albergues de Vila Pouca de Aguiar resultou da reconversão de antigas escolas primárias, e foi preparada para receber, com todo o conforto, grupos familiares ou de amigos, em ambiente rural e natural privilegiado. Os albergues têm capacidade de lotação variada, combinando soluções de camas e beliches; todos dispõem de uma cozinha totalmente equipada, onde poderão ser preparados pequenos-almoços e refeições. A sala de estar possui lareira e o antigo «recreio» propicia um espaço de lazer, no exterior.

Obs. Não se inclui roupa de cama e banho.

INFORMAÇÕESTel\ +351 259 403 133E-mail\ geral@alberguesdeaguiar.pt

http://alberguesdeaguiar.pt/index.php?pid=100

publicado por IDADE MAIOR às 13:04

 

 

U3I

 

Trabalho da Universidade da Terceira Idade de Ferreira do Zêzere

02-02-2015 a 07-02-2015

 

2ª Feira – Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

A lenda da Terra

No princípio do mundo, quando o homem cavava a terra, a terra abria bocas e gritava. O homem queixou-se ao Senhor, e o Senhor disse então à terra:

– Cala-te, que tudo criarás e tudo comerás.

 

3ª Feira – Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

Atras de tempo, tempo vem.

 

4ª Feira – Sugestão  de Culinária

Sopa de couve com feijão

Põem-se de molho de um dia para o outro duzentos e cinquenta gramas de feijão. Depois de cozido no outro dia, junta-se-lhe uma couve grande, quinhentos gramas de batata e duas cenouras cortadas, sal e azeite, deixando ferver até cozer completamente.

À maneira antiga envolve-se o pão de milho e as azeitonas na sopa.

 

5ª Feira – Poesia

 

Impressão Digital

 

Os meus olhos são uns olhos.

E é com esses olhos uns

que eu vejo no mundo escolhos,

onde outros, com outros olhos,

não vêem escolhos nenhuns.

 

Quem diz escolhos, diz flores.

De tudo o mesmo se diz.

Onde uns vêem luto e dores

uns outros descobrem cores

do mais formoso matiz.

 

Nas ruas ou nas estradas

onde passa tanta gente,

uns vêem pedras pisadas,

mas outros, gnomos e fadas

num halo resplandecente.

 

Inútil seguir vizinhos,

querer ser depois ou ser antes.

Cada um é seus caminhos.

Onde Sancho vê moinhos

Quixote vê gigantes.

  

Vê moinhos? São moinhos.

Vê gigantes? São gigantes.

 

6ª Feira – Sugestões de Fim semana/ O que visitar na minha aldeia/vila/cidade?

 

Virado ao rio Zêzere, o concelho de Ferreira do Zêzere com uma área de cento e oitenta e dois quilómetros quadrados e cerca de onze mil habitantes, reparte-se por montes e vales férteis, coloridos de mil verdes, deixando passar, lá em baixo, as águas tranquilas do rio, que no seu sossego de quase lago, convida ao sol e à pesca.

Visita ao Lago azul.

 

Sábado - Foto da semana

 

GRUPO

 

publicado por IDADE MAIOR às 12:41

 

 

Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

UNIVERSIDADE SÉNIOR DE CELORICO DA BEIRA

 

A lenda da Senhora do Açor

 "O Açor e o Pajem“

Um rei cristão que veio de longe em peregrinação à senhora do Açor fazia-se acompanhar por um pajem que em determinada altura, segurava um açor destinado à caça de altanaria. Porém, o pajem descuidou-se e a ave fugiu das suas mãos pelo que irritou grandemente o monarca, que de pronto sentenciou que lhe fosse cortado um braço. O seu criado vendo-se aflito, pediu auxílio à Senhora que atendeu o pedido do pajem fazendo com que o açor viesse de novo pousar milagrosamente no braço do criado, safando-se este da mutilação.

 

“A lenda do aparecimento da Senhora ao Rústico da Vaca"

Havia um pastor que ia a passar com uma vaca num largo, que antigamente existia, junto ao edifício escolar; pelo que a vaca se assustou, desviando-se do trilho de pedra, que permitia a travessia, indo cair no largo, pelo que o pastor na impossibilidade de salvar a vaca, invocou a Senhora, que fez com que as águas se separassem e eles pudessem sair do lago.

 

“A lenda da Batalha da Penhadeira"

Em 1187, um poderoso exército castelhano, entrou em Portugal, invadindo e apoderando-se de vários castelos beirões. Quando estavam já em retirada foram surpreendidos por um pequeno exército, chefiado pelos alcaides de Trancoso e Celorico da Beira, que com ajuda da virgem venceram os castelhanos, nessa noite em que a Lua e as Estrelas deram mais brilho.

Desta lenda surgiu a romaria à Senhora do Açor.

 

“A tradição das carrascas"

O culto fálico tinha até a algumas décadas uma certa “vitalidade”, porque no sítio das carrascas existe uma pedra grande (laje) para “escorregar”, onde as raparigas desciam sentadas numa giesta e segundo a posição em que ficavam, assim supostamente descortinariam o seu futuro.

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

UNIVERSIDADE SÉNIOR DE CELORICO DA BEIRA

 

PROVÉRBIO:

O Fevereiro enganou a mãe ao soalheiro.

SIGNIFICADO:

Quer dizer que o mês de Fevereiro normalmente é traiçoeiro, tanto pode estar sol como de repente começa a chover.

 

Dito Popular para rir:

Não choveu na semana passada, Xo’besta!

 

CULINÁRIA

UNIVERSIDADE SÉNIOR DE CELORICO DA BEIRA

 

RECEITA : QUEIJO DE OVELHA OU QUEIJO SERRA DA ESTRELA

 

queijo_MAOS

 

 Nº DE PESSOAS: Indefinido                    TIPO DE RECEITA: Uma das 7 Maravilhas (iguaria tradicional)

DIFICULDADE: Média                                TEMPO DE PREPARAÇÃO: Um ou mais dias

 

acincho

cardo

 

INGREDIENTES:

  • Leite de ovelha: 7 Litros
  • Cardo Moído: um bocadinho
  • Sal - q.b.
  • Água - um bocadinho 

PREPARAÇÃO:

Côa-se o leite por um pano de estopa. Mói-se o cardo previamente demolhado com sal (muito bem moído). Depois junta-se-lhe água e côa-se.

Põe-se o leite a amornar, junto da lareira, junta-se-lhe a água, mexe-se e deixa-se coalhar durante 45 minutos, a uma hora. O período da coalha não pode ser superior ao referido. Passado este tempo, o leite já coalhou e a coalhada já está preparada para ser moldada.

Coloca-se no acincho, sobre a francela e vai-se deitando a coalhada aos poucos. Espreme-se e gradualmente o queijo vai ganhando forma. Depois desfaz-se outra vez a coalhada e volta a calcar-se para que a massa fique uniforme. Com um pano branco tapa-se o queijo e continua-se a calcar a massa, (este processo demora entre 15 minutos e uma hora). Depois de terminado o queijo, põe-se-lhe sal por cima e por baixo. No dia seguinte, retira-se-lhe o acincho e envolve-se em sal. Pode ser comido fresco ou curado.

Se for curado é voltado de manha e à noite de 2 em 2 dias durante um mês. Depois deste tempo está curado e pode ser comido. A cura depende sempre do tempo meteorológico.

queijo curado

 

 

POESIA

UNIVERSIDADE SÉNIOR DE CELORICO DA BEIRA

 

A 2 de Fevereiro

O Blog Sénior começou

Computador ligado

Trabalho arrancou!

 

A U.S. de Celorico

Neste blog se inscreveu

Olá a todos os séniores

Quem o envia sou eu!

 

Nestes meses seguintes

No vamos dar a conhecer

Através da Informática

Locais diferentes vamos ver

 

Obrigado à Fundação

Pelo desafio lançado

Vamos surpreender Portugal

Com o computador sempre ligado!

 

Estamos cheios de alegria

E ideias fresquinhas

Vamos enviar-vos mensagens

Umas agitadas outras calminhas

 

Bom trabalho para todos

E uma semana a miúde

Muita alegria para todos

E também muita saúde!

 

 

Sugestões de Fim semana/ O que visitar na minha aldeia/vila/cidade?

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Museu do Agricultor e do Queijo | CELORICO DA BEIRA

 Em homenagem ao pastor /agricultor, a autarquia recuperou um antigo edifício, situado numa das entradas da vila... para ai instalar o Museu do Agricultor e do Queijo.

 Este museu insere-se numa óptica de valorização deste produto, que tem subjacente uma “rota” do Queijo Serra da Estrela.

 Os objectivos deste museu são:

 Transmitir a actuais e futuras gerações, a diversidade, a riqueza e o carácter multifacetado da sua cultura, conseguida com muito suor e muitas vezes até fome. É com orgulho que exibimos o melhor que estas gentes foram construindo em condições particularmente difíceis.

 Hoje este local é memória de velhos tempos, para outros será algo de novidade.

MUSEUActividades do Museu

 - Pretendemos manter vivas as nossas tradições, através de um espaço vivo, mostrando e demonstrando como as pessoas viviam e produziam alguns dos nossos produtos agrícolas e, nomeadamente o nosso famoso “Queijo Serra Estrela”. Pelo que, uma das actividades, integradas no âmbito do percurso deste museu, seja mostrar a arte milenar de produzir o queijo artesanal “Queijo Serra da Estrela”

METAIS

PENEIRAS

utensilios

moer cardo

 

  - Visita a uma Queijaria Artesanal do nosso Concelho

 - Ver e ou participar nos nossos campinhos (sementeiras/plantação) , de acordo com o calendário agrícola, afim de combater a percepção, que a criança hoje tem, de que os alimentos e outras condições que suportam a vida no planeta surgem da loja.

 - Pode ainda usufruir de um espaço dedicado á leitura, na Biblioteca com bibliografia exclusivamente referente ao Mundo Rural e consultar ainda o “Caderno de legislação referente ao queijo Serra da Estrela”

Nota: As actividades têm que ter marcação prévia

 Convite

Convidamo-lo, assim, a visitar este Museu. Esta visita fá-lo-á acompanhar o percurso por esta Historia de gente simples, de ontem e de hoje, que trabalham arduamente a terra e, sabiamente, retiram da ovelha o leite, com que produzem aquele que é considerado o queijo “Melhor do Mundo”. Hoje este local é memória de velhos tempos, para outros será algo de novidade.

 

QUEIJO

MESA

FOTOGRAFIAS

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sabado_gato a pedir mimo

sabado_irmaos_bolinhaepipoca

 

 

 

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