UNIVERSIDADES SÉNIORES: ACONTECIMENTOS, TRABALHOS, ETC.

31
Mar 15

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Lenda do Folar de Páscoa

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Reza a lenda que, numa aldeia portuguesa, habitava uma rapariga chamada Mariana, cujo único desejo e objetivo na vida era casar cedo.

Mariana rezava todos os dias a Santa Catarina e de tanto rezar, o seu desejo acabou por se realizar.

Um certo dia, surgiram-lhe dois pretendentes: um fidalgo rico e um lavrador pobre, ambos jovens e muito bonitos.

Perante uma grande indecisão, Mariana voltou a rezar a Santa Catarina, pedindo-lhe ajuda para tomar a decisão acertada.

Enquanto estava concentrada na sua oração, o lavrador pobre, chamado Amaro, bateu-lhe à porta e pediu-lhe uma resposta, marcando como data limite o Domingo de Ramos. Nesse mesmo dia, umas horas depois, apareceu o fidalgo e pediu-lhe também uma resposta. Mariana ficou sem saber o que fazer!

Chegado o Domingo de Ramos, uma vizinha, muito aflita, foi a casa da Mariana avisá-la de que tinha visto o fidalgo e o lavrador numa luta de morte, no meio da rua.

Mariana correu até ao lugar onde os dois se defrontavam e, ao pedir ajuda a Santa Catarina, Mariana soltou o nome de Amaro, o lavrador pobre.

Na véspera de Domingo de Páscoa, Mariana andava atormentada, pois tinha ouvido dizer que o fidalgo ia aparecer no dia do seu casamento para matar Amaro.

Mariana voltou a pedir ajuda a Santa Catarina e a imagem da Santa apareceu-lhe, a sorrir.

No dia seguinte, Mariana foi pôr flores no altar de Santa Catarina e, ao chegar a casa, viu um grande bolo com ovos inteiros, rodeado das flores que Mariana tinha posto no altar, em cima da mesa.

Correu até casa de Amaro e para seu espanto, também este tinha recebido um bolo semelhante. Pensando ter sido ideia do fidalgo, resolveram ir agradecer-lhe. Mas também este tinha recebido o mesmo bolo. Mariana teve a certeza de que tudo aquilo tinha sido obra de Santa Catarina.

Inicialmente chamado de folore, o bolo passou a ser conhecido como folar e tornou-se numa tradição que celebra a amizade e a reconciliação.

É por isso que, nos dias de hoje, os afilhados levam um ramo de flores às madrinhas de batismo e estas, no Domingo de Páscoa, oferecem-lhes, em retribuição, um folar.

 

A Lenda do Coelho de Páscoa

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No antigo Egipto, o coelho simbolizava o nascimento e a nova vida.

Alguns povos da Antiguidade consideravam o coelho como um símbolo da Lua, portanto, é possível que ele se tenha tornado símbolo pascal devido ao facto de a Lua determinar a data da Páscoa.

O certo é que os coelhos são notáveis pela sua capacidade de reprodução, e geram grandes ninhadas, e a Páscoa marca a ressurreição, vida nova, tanto entre os judeus quanto entre os cristãos.

 

Existe também a lenda de que uma mulher pobre coloriu alguns ovos de galinha e os escondeu, para dá-los a seus filhos como presente de Páscoa.

Quando as crianças descobriram os ovos, um coelho passou correndo. Espalhou-se, então, a história de que o coelho é que havia trazido os ovos.

Desde então as crianças sempre acreditaram no coelhinho da páscoa, a história que seus pais contavam para elas. O Coelhinho da Páscoa é a principal atração entre as crianças.

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Provérbios Populadores a Brincar

No dia 1 de Abril é dia dos enganos, como não queremos enganar ninguém com as nossas notícias, deixamos aqui um registo de alguns provérbios populares que foram modificados para serem lidos como piadas. Assim, aqui ficam algumas dessas piadas:  

 

-Quem ri por último... ...é de compreensão lenta.

-Os últimos são sempre... ...desclassificados.

-Quem o feio ama... ...tem que ir ao oculista.

-Deitar cedo e cedo erguer... ...dá muito sono!

-Filho de peixe... ...é tão feio como o pai.

-Quem não arrisca... ...não se lixa.

-O pior cego... ...é o que não quer cão nem bengala.

-Quem dá aos pobres... ...fica mais teso.

-Há males que vêm... ...e ficam.

-Gato escaldado... ...geralmente esta morto.

-Mais vale tarde... ...que muito mais tarde.

-Cada macaco... ...com a sua macaca.

-Águas passadas... ...já passaram.

-Depois da tempestade... ...vem a gripe.

 

Sugestão de Culinária

 

Folar de Páscoa

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Ingredientes:

500 g farinha

100 g margarina

35 g fermento de padeiro

125 g açúcar

3 ovos

2 dl leite morno

q.b. sal

q.b. canela

q.b. erva doce

4 ovo(s) cozido(s)

 

Preparação:

  1. Dissolva o fermento num pouco de leite morno e junte alguma farinha. Faça uma bola bem húmida e deixe levedar 20 minutos.
  2. Amasse a restante farinha com o açúcar, o leite e os ovos e junte a bola de fermento. Bata bem. Acrescente a manteiga, o sal e as especiarias. Bata até a massa se soltar da tigela. Deixe levedar numa tigela tapada com 1 cobertor, em local protegido e ameno, durante + ou - 3 horas.
  3. Faça então uma bola ligeiramente abolachada, onde coloca os ovos previamente cozidos e frios. Com um pouco de massa faça uns cordões que coloca a rodear os ovos. Pincele com gema de ovo, deixe levedar mais 1 pouco e leve a forno quente (200ºC) até ficar bem corado e cozido.

 Poesia

 

Páscoa

 

Páscoa, amor e ressurreição

Um grito de Liberdade e Luz!

Apaga-se o ódio no coração

Que nele reina o amor de Jesus!

 

Ressurge o toque de esperança

Na alma dos pobres pecadores

Da regeneração, a aliança,

Olvidam as suas próprias dores!

 

Reis e humildes, reunidos, 

Oram, com fé, em comunhão.

Que o Mestre, já os há remido

Por sua bondade e perdão!

 

                              Milla Pereira

 

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade? 

 

Caça ao Ovo no Portugal dos Pequeninos

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 De 3 a 5 de Abril decorre no Portugal dos Pequenitos uma caça ao ovo da páscoa para toda a família. 

Disfarçados de coelhinhos e com a ajuda dos Coelhos Gigantes, os pequenos visitantes serão convidados a entrar num animado jogo de caça aos ovos da Páscoa, que se escondem pelo parque. Bastará reuni-los e haverá surpresas para todos.

 

Objetivo: Tornar as visitas ainda mais animadas, na época festiva da Páscoa

 

Horários: 11h 30m | 14h

 

Foto da Semana

 

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 Uma Santa e Feliz Páscoa!

publicado por IDADE MAIOR às 11:45

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Sugestão de Culinária

 

 

BOLO INGLÊS ( FRUIT CAKE )

 

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200 gr. de fruta cristalizada

100 gr de sultanas

100 grs. de miolo de noz pouco triturado

100 grs. de pinhões

100 grs de amêndoa palitada

1 dl de leite

250 grs. de farinha c/ fermento

4 ovos

250 grs de manteiga à temperatura ambiente

1 colher de chá de fermento em pó

 

Pôr todas as frutas cristalizadas, em água morna durante 5 minutos ( para se porem no bolo e não irem ao fundo.

Colocar numa tijela a manteiga e bater até ficar esbranquiçada.

Juntar as 4 gemas, e voltar a bater.

Juntar o leite (morno).

Coloca-se a farinha, peneirada, e o fermento. Vai-se batendo. A massa deve ficar consistente.

Por fim põem-se as claras em castelo e as frutas cristalizadas, bem secas. Envolver tudo.

Demora cerca de 45 a 50 minutos no forno previamente aquecido a 120 graus.

 

 

Legumes à moda da casa

 

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Cortar:

Couve coração em juliana;

Pimento vermelho em tiras:

Cenouras raladas em fitas.

 

Num tacho deitar azeite a cobrir o fundo e pôr 3 dentes de alho a alourar.

Quando o alho estiver louro, deitar dentro os legumes todos, pôr sal e pimenta a gosto

Deixar estar o disco bem forte e ir abanando o tacho.

Não deitar água. Os legumes devem cozer na própria água que largam.

Pode-se juntar outros legumes a gosto.

  

 

Foto da Semana

 

Apresentação do "Gito", a mascote da Agitar, com a presença da sua madrinha, a campeã Aurora Cunha

 

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publicado por IDADE MAIOR às 11:15

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Menir de Pedra d’Anta

Em vias de classificação

O menir de Pedra d’Anta localiza-se na freguesia de Alvadia numa zona denominada de Veiga de Anta, próximo da estrada entre Alvadia e Macieira.

Trata-se de um menir de grandes dimensões, com 4,30 metros de comprimento. Apresenta uma base retangular desenvolvendo depois um corpo de duas faces que termina em forma elíptica. Encontra-se fora da sua posição original, vertical, tendo sido retirado há uns anos com vista à reutilização da sua pedra.

Atualmente apresenta-se deitado junto ao seu local de implantação original. Na face visível possui duas cruzes gravadas que não serão únicas no monumento.

Este menir encontra-se num ponto importante de acesso natural entre a Serra do Alvão e o Vale de Cerva, o que sugere uma função de ordenamento territorial. Próximo deste, a

Noroeste, existiu um outro mais pequeno cuja pedra terá sido reutilizada. É também provável que tenham existido mais monumentos megalíticos nas proximidades, o que é indicado pelo topónimo de “Veiga de Anta” que designa o lugar onde hoje existe uma zona de cultivo.

 

Acesso:

Estrada entre Alvadia e Macieira, após o cruzamento de captação de água da Central Hidrelétrica, por caminho florestal à esquerda.

 

Nas proximidades:

Aldeias de Alvadia, Lamas e Favais, Pedra de Favais, Serra do Alvão, Cascatas do Rio Póio, Aldeia de Macieira.

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Ditados Populares

 

“Quando florir o maracotão, os dias e as noites iguais são.”

“Água de março, quanta ao gato molhe o rabo.”

“Quanto vale o carro e o carril?  Tanto como a chuva março e abril.”

“Vento de março, chuva de abril, fazem o maio florir.”

 

 

Sugestão de Culinária

 

Broa Recheada

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Ingredientes:

3 Linguiças

1 Cebola

200 g de queijo ralado mozarela

5 Colheres de sopa de maionese

2 Colheres de sopa de ketchup

Preparação:

Picar no 1, 2, 3 separadamente, a cebola e a linguiça (eu costumo tirar a pele à linguiça), depois colocar numa taça e misturar o queijo, o ketchup e a maionese. 

Envolver tudo, se parecer um pouco seco deitar mais maionese e ketchup.

Rechear o pão com este preparado e levar ao forno num tabuleiro juntamente com as fatias do miolo e a tampa, quando estiver dourado tirar e servir de imediato.

Nota:

O recheio deve encher o pão e ficar um pouco mais alto, porque depois de derreter o queijo, o volume diminui.

Bom Apetite!

  

Poesia

 

A minha sabedoria

Anda na rua

Para partilhar

 

Agora andamos na moda

Vamos à escola

É só estudar!

 

Mas também temos convívio

E muita dedicação

É que a universidade

É nossa de coração!

 

Cantámos, rimos, brincámos

Sem olharmos à idade

Este será sempre o lema

Da nossa Universidade

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

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Foto da Semana

 

Ensaios da Tuna Sénior na Santa Casa Misericórdia 

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publicado por IDADE MAIOR às 10:51

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

Lenda da Igreja de Dornes

    

O nome de Dornes parece ter sido dado àquele local em homenagem ao facto da deslocação da Santa ser feita dentro desses recipientes.

Apesar de parecer uma pequena povoação, Dornes já foi uma linda Vila.

As alterações observadas tiveram logicamente a ver com aspectos burocráticos, mas também, e devido à sua confinação, com a barragem do Castelo de Bode, que na altura da sua implantação deixou submersa uma grande parte das casas e transformou em península o cabeço, que tem pelos flancos o maior comércio da zona e lá no alto o cemitério e a Igreja da Senhora do Pranto.

Segundo a narração, é esta Igreja que tem influenciado o desenvolvimento e até assegurado o que por ali ainda vai perdurando.

O misticismo que envolve a Senhora do Pranto chegou a ser motivo para grandes disputas entre Dornes e Cernache. Segundo os do outro lado do rio, a Santa pertencia-lhes, porque fora ali que ela aparecera. Posição não compartilhada pelos deste lado, ou seja, pelos de Dornes, que contrapunham com o facto de ser ali a sua Igreja.

Razão de um lado, razão do outro, a verdade é que durante muito tempo a Santa repartida, estava uns tempos em Cernache e outros em Dornes, situação que viria a terminar pela própria vontade da Santa quando desapareceu de dentro de uma grande dorna que era transportada por um carro puxado por uma junta de bois, indo aparecer na Capela que deu lugar à Igreja.

E ainda hoje essa crença faz acorrer a Dornes alguns milhares de pessoas durante o ano, para cumprirem as suas promessas e venerarem a Santa.

São várias as romarias que ali se fazem em honra da Senhora do Pranto. Mas a maior, aquela que para os cristãos envolve mais significado, é a festa do Espírito Santo.

Alguns meses antes, toda a população do concelho começa a trabalhar à volta do seu círio, para levarem à festa nos carros maravilhosamente engalanados as fogaças, as bandeiras alusivas e também o maior número de pessoas.

Nesse dia torna-se muito difícil dar um passo em Dornes, tão grande é a multidão.

Mas é bonito o panorama!

O colorido multicor dos trajes civis e das irmandades, os acordes das bandas, a procissão em volta da Igreja e dos cruzeiros da via-sacra, que se estendem até ao largo de S. Guilherme, e as pessoas espalhadas pelos olivais e encostas a comerem o seu farnel.

Diz-se que aquela Igreja é uma das sete construídas no cume de outros tantos cabeços com a finalidade de recolher no seu silêncio os reis e suas cortes, mantendo-se permanentemente nesses sítios os faroleiros aqueles que faziam a vigilância e através dos búzios, cornetas, foguetes, lanternas, etc., emitiam os sons e sinais que davam os alertas e comunicavam as notícias, usos e costumes que também, segundo se diz, impediram que no território circundando por essas igrejas e capelas tivessem tido lugar batalhas significativas.

Segundo a lenda, tudo em Dornes funciona à volta da Igreja da Senhora do Pranto, sendo de grande interesse as histórias que a seu respeito se narram: quando algum tempo após a construção da Capela que viria a dar lugar à actual Igreja, o Rei verificou que faltava uma torre com sinos para desempenharem os rituais religiosos e outros que tinham a ver com a tão desejada vigilância, mandou reunir os escravos para lhes dizer que precisava ali de uma torre e que, se eles a construíssem durante aquela noite, seriam libertados.

Os escravos, quase não querendo acreditar no que ouviam, entreolharam-se como que a interrogarem-se se aquilo seria verdade.

Mas, por não lhes restar outra alternativa e por ser tão grande o desejo de deixarem as grilhetas e abandonarem o cativeiro, correram a preparar as suas ferramentas para, chegado o crepúsculo da noite, iniciarem o trabalho.

E com que coragem e rapidez eles arrancavam as pedras, as transportavam em padiolas, as moldavam, as erguiam através de cordas e as colocavam nas paredes.

Mas, valera a pena o esforço, o terrível esforço. Mal rompera a manhã, a torre estava pronta, havendo entre eles quem desse pulos de contentamento.

Só que o Rei, ao verificar a obra, disse-lhes:

 - Podem voltar para os vossos serviços habituais, não está pronta, falta caiá-la.

Na verdade, a torre não estava caiada, o que eles não viam de fundamental importância, por não ser de muito uso na época.

Mas, perante as intransigências do Rei, eles, enormemente revoltados e por nada mais poderem fazer, disseram:

 - Na verdade, Alteza, ela não está caída. Mas saiba Vossa Majestade que perante a justiça de Deus nunca o será, ninguém o conseguirá fazer.

Claro que aquelas palavras para o Rei foram motivo de gargalhada.

A verdade é que mandou caiar a torre centenas de vezes, mas ficou espantado, estupefacto, ao ver que a cal não se segurava nas pedras, que mal batia na parede corria em bica para o chão, praticamente tal qual saía da vasilha.

Outra das histórias tem a ver com os franceses, mais propriamente com a Invasão Napoleónica da Península Ibérica.

Parece que nessa altura fizeram da Igreja da Senhora do Pranto uma cavalariça.

E ao verem tanto ouro no manto e junto da Senhora, tentaram arrombar a vitrine para o furtar. E ao verem gorados os seus intentos, uma vez que a vitrine não cedeu um milímetro, começaram aos tiros à mesma, o que se tornou igualmente infrutífero, uma vez que as balas resvalavam no vidro, não lhe causando uma só beliscadura, sendo então obrigados a abandonar o local.

É tão grande a crença que os devotos vêm naquela Santa, que se sentem profundamente revoltados com o padre que mandou recentemente retirar essa lendária vitrine que envolvia a Santa na sua redoma.

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

Lua nova trovejada

Trinta dias é molhada.

 

Sugestão  de Culinária

Carne: Leitão Ferreirense

Diferente da receita da Bairrada, o leitão ferreirense constitui o prato de carne por excelência deste concelho. A receita recolhida é da Casa dos Leitões na Bela Vista, de Francisco Alcobia.

O segredo consiste não só no tempero como no modo de o confeccionar.

O bácoro pequeno é barrado com uma massa de tempero composta por alho, louro, piri-piri e sal suficiente bem esmagada num almofariz, numa mistura homogénea conseguida através da adição de banha. E assim vai ao forno bem quente.

A meio da cozedura volta a barrar-se o leitão com a mesma massa de tempero mas, desta volta, acrescentada com um pouco de azeite e vinagre. E, outra vez no forno, fica por mais duas horas até a pele se apresentar loura e estaladiça.

É servido com rodelas de laranja, e legumes em conserva de vinagre.

 

Poesia

Promessas (Versos populares que se cantam na região em louvor à Senhora do Pranto)

                                                                 

Nossa Senhora do Pranto

Tu que em Dornes és Rainha

Dá-me quem desejo tanto

P’ra senhor da vida minha.

 

Eu te prometo dois círios

Maiores que o meu amor

Mais uma croá de lírios

P’ra enfeitar reu andor.

 

Desde a rua à frontaria

Subirei sem descansar

De joelhos a escadaria

Que me leva ao teu altar.

 

Se bem dizes minha escolha

Eu prometo dar-te um véu

De seda, novinho em folha

Todo azul, da cor do céu.

 

Minha trança hei-de cortar

Dos meus sedosos cabelos

Inveja deste lugar

Que ninguém os tem mais belos.

 

E prendo-a com branca fita

Na parede de azulejos

Quando tu virgem bendita

Satisfaças meus desejos.

 

Dia e noite, um mês

Acesa tua lâmpada terei

Para que me alumie minha reza

E as trindades rezarei.

 

Por Jesus crucificado

Tudo eu te juro fazer

Se o meu querido conversado

Não mudar de parecer.

 

Sempre, sempre sinto medo

Não vá noutra achar encanto

Se descubro tal segredo

Ai de mim, Virgem do Pranto.

 

P’ra bem longe tal agouro

Mas se eu sei que me traiu

Dou-te, crê, minha cruz de ouro

E depois deito-me ao rio.


                                       Sá Flores

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

Via-sacra “Uma vela a Jesus”

 

A tradicional Via-sacra de 4km no percurso dos cruzeiros entre Paio Mendes e Dornes (Ferreira do Zêzere) em direção ao Santuário de Nossa Senhora do Pranto, vai este ano realizar-se no dia 29 de março, Domingo de Ramos, às 18h30 com acompanhamento habitual da Filarmónica Frazoeirense.

No dia 28 decorrerá um Concerto pela Associação Canto Firme, acompanhado pelo Órgão de Tubos histórico, no Santuário de Nossa Senhora do Pranto em Dornes.

Dias 28 e 29

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 Alunos e Professores da Universidade Sénior numa visita de estudo à Provedoria de Justiça

publicado por IDADE MAIOR às 00:28

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

Nesta semana em que se comemora o Dia da Poesia, o Dia da Árvore, a entrada da Primavera e na UGIRT realizamos uma Palestra sobre A SEGURANÇA do CIDADÃO, vamos contar uma “estória” com uma mensagem sobre a proteção e preservação da FLORESTA e das árvores, e, da união e harmonia entre todos os seres vivos.

 

Conto: “ATIR, a deusa da floresta” de Mariamar

ATIR – a deusa da floresta

Era uma vez uma menina linda mas muito especial. Chamava-se ATIR.

Vestia-se de BRANCO muito suave e era muito delicada, doce, de pele dourada.

Ela vivia numa floresta longínqua, no norte da Europa lá para os lados da Dinamarca.

O seu habitat natural era uma árvore muito velha, milenar, muito carcomida pelo tempo, pelas tempestades e pelos triliões de habitantes que a amavam.

Então, num dia belo, brilhante e buliçoso, com um sol saltitante a escapulir-se por entre as nuvens brancas que os topos das árvores deixavam ver, ATIR, a menina mais especial das redondezas, saiu da sua casinha para se espreguiçar e sentir a luz e o calor daquele dia tão claro, após uma invernia húmida, fria e escura.

ATIR parou diante de um riacho de águas transparentes que ali perto fazia ouvir o cantarolar das suas ondinas...

- Olá! Sou ATIR, vivo na árvore milenar rodeada de muitos irmãos, muitos amigos e muito verde. Durante o inverno fui-me distraindo e encantando com as vossas cantigas tão suaves e perfeitas. Que melodiosas!

- Que bom amiga ATIR , eu, Ondina, falo em nome das minhas irmãs, estamos contentes por sabermos que nos escutaste e que soa belo o nosso som. Às vezes, com a descarga exagerada das nuvens e com a rapidez dos Silfos muito azafamados para superar toda aquela pressão atmosférica que os humanos produzem com tanta poluição, vemo-nos forçadas a aumentar a velocidade sonora das nossas correntes, mas tentamos sempre harmonizar-nos...

-É sempre muito agradável sentir a vossa voz. (e cantarolando e dançando, ATIR continua falando para as Ondinas)

-E até onde vai a vossa água? Como o calor está a aumentar, um dia destes venho com as famílias de Gnomos, meus irmãos, sentir a frescura e assim podemos todos ser amigos e em festa, celebrarmos a VIDA!

-Que bom! Venham, venham, nós temos uma grande extensão de riacho onde podemos organizar as festas. As Ondinas são infinitas, habitam os riachos, lagos, fontes, rios, mares e oceanos.

-Eu sou filha de um humano que sentiu a tempo a grande destruição que a Terra estava a sofrer e, então, refugiou-se com legiões de humanos na nossa floresta e, tanto trabalharam, que ficaram seres pequeninos, mas muito úteis, pois assim vão preservando as espécies vegetais deste mundo tão lindo que todos queremos estimar. Onde habitam os Silfos? Não os conheço!

-Sim, sim, conheces. Eles estão no ar que respiras, são os ventos, as brisas, a frescura da manhã, o afago do teu rosto, trazem-te o aroma das flores e ajudam a transportar as sementes para novas plantas germinarem noutros locais.

- Como sois sábias, amigas Ondinas. Podemos então organizar a festa?

- Claro! Vamos ao trabalho!

- Olá! Eu sou o Silfo-mor, represento o meu clã e quero associar-me à vossa alegria, Atir. Já te conheço há muito tempo...

- É verdade, por falar em tempo, o que é o tempo, Silfo-mor?

Minha doce ATIR, o tempo não existe, o tempo somos nós, é a rotatividade da vida, é a alegria dos dias, a serenidade das noites, a paz da lua, o brilho do sol, o amor entre os seres, a VIDA!

-Como sois sábio, Silfo-mor, e como são lindas as vossas palavras! Estou feliz, feliz!

Passaram-se alguns dias, e toda a floresta estava numa grande azáfama.

Todas as formas de vida e também as pedras se encontravam quase prontas para a festa quando ATIR, a menina Gnomo, se lembrou:

-Faltam as Salamandras! Tenho de as ir chamar, elas são essenciais para a nossa festa, não podemos esquecê-las!

É então que Salamandras, Ondinas, Silfos, Gnomos, Árvores, Flores, toda a Vegetação e os Animais da Floresta se reúnem num hino à Natureza, que entoa pelos céus do mundo e que entra no coração dos homens.

-Todos em uníssono elegem ATIR como o Anjo, a Deusa da Floresta e dedicam-lhe este lindo hino de amor:

 

Vai, irmã Atir

Atir do nosso coração

Coração que tem esperança

Esperança de conquistar

Conquistar os homens

Homens para a paz

Paz para o mundo

Mundo que está doente

Doente com falta d’amor

Amor sem dor

Dor não queremos

Queremos a Vida

Vida para viver e sorrir

Sorrir contigo Atir!

E foi assim que os homens, aqueles homens que deixaram arder as suas florestas, morrendo assim milhões e biliões de seres vivos, aqueles homens que deixaram poluir os rios, os mares, o próprio ar que respiravam e ficavam doentes, se uniram às outras espécies de Vida, largaram as vaidades e a ingratidão e se lançaram numa harmoniosa labuta pela preservação do seu mundo tão lindo... e conheceram ATIR , a deusa da Floresta, a pequenina menina que animou a vida transformando a Terra num paraíso de Paz, Alegria e Amor!

Mariamar

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

“Segurança”

 

“O Seguro morreu de velho…”

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 “Depois da casa roubada, trancas à porta!”

 “Homem prevenido vale por dois…”

 

E por falar em SEGURANÇA… E PORQUE “O Seguro morreu de velho, e Vale mais prevenir que remediar” a ADIRT – UGIRT organizou uma palestra subordinada ao tema “SEGURANÇA do CIDADÃO” E FOI MUITO PARTICIPADA.

A PSP de Rio Tinto aceitou o nosso convite para dinamizar a sessão.

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 Um dos exemplos demonstrado pela PSP

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 Séniores participativos

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No final uma das alunas da UGIRt oferece uma lembrança ao Chefe Gonçalves da PSP.

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E, no dia seguinte à nossa palestra, parece ironia, ou a demonstrar que ações destas são muito pertinentes e muito necessárias, recolhemos esta notícia de um caso real…

 

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Sugestão de Culinária

Esta semana a receita foi da Dª Armanda Monteiro, aluna da UGIRT- disciplinas de:

Informática II, Danças do Mundo e Cavaquinho.

 

“PÃO DO VATICANO”

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Este pão traz boa a sorte a toda a família;

Aquele que coze o pão tem um desejo realizado;

Apenas deve fazer este pão uma vez na vida;

Começa na 2ª feira;

É importante que o fermento não esteja no frigorífico.

Coloque a massa numa taça ou bacia de vidro.

Cubra com um pano de cozinha. Só pode mexer com uma colher de pau, nunca com talheres de metal ou com as mãos.

 

2ª feira – junte 250 grs de açucar – não mexer.

3ª feira – junte 250 ml de lite fervido (deixe arrefecer antes de usar) – não mexer.

4ª feira – junte 250 grs de farinha – não mexer.

5ª feira – hoje pode mexer tudo – apenas com uma colher de pau.

6ª feira – junte 250 grs de açúcar, 250 ml de leite fervido arrefecido e 250 grs de farinha. Mexer ao redor e ajustar para 4 porções. Dar 3 porções . A 4ª fica para si e é com ela que faz o pão.

Sábado – Para a 4ª porção junte 250 grs de farinha, ½ colher de sopa de bicarbonato de sódio, ½ pacote (ou uma colher de sopa) de fermento em pó, 3 ovos, açúcar baunilhado q.b. , 250 ml de óleo, nozes piadas grosseiramente, ½ colher de sopa de canela, 3 punhados de passas, pedaços de maçã e raspas de chocolate.

Unte uma forma e ligue o forno a 180º C. Coloque a massa na forma e leve ao forno durante cerca de 30 minutos.

UMA DELÍCIA! PROVEM!

  

Poesia

Dia Mundial da Poesia!

 

Sophia de Mello Breyner Andresen

Florbela Espanca

Natália Correia

Eugénio de Andrade

José Régio

Herberto Helder

Miguel Torga

                         

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Poesia Lida, poesia cantada, na aula de Comunicação,

Viajamos pela poesia destes autores… emocionamo-nos, cantamos, sentimos!

Lendo /declamando poesia na aula de Comunicação da UGIRT

 

 

 

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De Florbela Espanca, cantado por Luís Represas

 

 

 

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior

Do que os homens, morder como quem beija

É ser mendigo e dar como quem seja

É ser rei do reino de aquém e de além dor

 

É ter de mil desejos o esplendor

E não saber sequer que se deseja

É ter ca dentro um astro que flameja

É ter garras e asas de condor...

 

É ter fome, é ter sede de infinito

Por essas manhãs d'ouro e de cetim

É condensar o mundo num só grito...

 

E é amar-te assim, perdidamente

É seres alma e sangue e vida em mim

E dizê-lo cantando, a toda a gente...

 

  • E terminamos a sessão-aula, de mais de 2 horas,

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 com Eugénio de Andrade

 

 

É urgente o amor

 

É urgente o amor.

É urgente um barco no mar.

É urgente destruir certas palavras,

ódio, solidão e crueldade,

alguns lamentos,

muitas espadas.

É urgente inventar alegria,

multiplicar os beijos, as searas,

é urgente descobrir rosas e rios

e manhãs claras.

 

Cai o silêncio nos ombros e a luz

impura, até doer.

É urgente o amor, é urgente

permanecer.

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

Estando o tempo a aquecer, a Primavera chegou…

O Dia Mundial da poesia e da árvore foi, por todo o lado festejado. Em Rio Tinto e Porto muitas atividades marcaram este fim de semana.

 

Sexta-feira , dia 20 

Danças do Mundo na UGIRT

Convite aos visitantes:

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 “Bailemos , bailemos

Para nossa SEGURANÇA

e nossos males espantemos!

É esta a nossa esperança!”

 

Jantar na Ribeira do Porto e visita de autocarro pela cidade à noite.

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 Estação S. Bento –Porto.

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 Os monumentos iluminados, uma beleza arquitectónica para não mais esquecer…

 

Sábado – dia 21 

Saída da UGIRT rumo à estação da CP de Rio Tinto, observação dos painéis de azulejos que ornamentam a nossa estação e apanhamos o combóio para a cidade do Porto-Estação de S.Bento.

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 Na Estação de S.Bento, considerada uma das mais belas do mundo, extasiamo-nos com os maravilhosos quadros de azulejos que retratam a História de Portugal e a vida agrícola e vinícola das regiões do Douro e do Minho.

 

O falar cantado e a simpatia das gentes do Porto, outra das belezas sentidas…”É do Porto, carago!”

  

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A caminho do Palácio de Cristal, subimos à Torre dos Clérigos, ex-libris da cidade, onde apreciamos o Porto do alto da Torre. Passamos pelas famosas igrejas das Carmelitas e do Carmo, passamos ao Museu Soares dos Reis (a visitar num outro itinerário) e seguimos para os jardins do mítico Palácio de Cristal, onde a Poesia esperava por nós.sophia.jpg

 

 

 

 

 

 

 

Todo o ambiente respirava poesia, nos jardins havia poemas de Sophia de Mello Breyner Andresen, pendurados nas árvores, e ouvia-se a poesia declamada e cantada. Assistimos, no auditório da Biblioteca Almeida Garrett, ao espectáculo dedicado a Sophia.

Os pavões como que a homenagear a poetisa, passeavam-se nos jardins e no fim, nós lá fomos apreciando a beleza da paisagem e o rio DOURO com as suas pontes…

Ouvimos a nossa conterrânea Lourdes dos Anjos na sua forma peculiar, a declamar e a falar de LIBERDADE!lourdes anjos.jpg

 


 

 

 

 

 

 

 

Jardins do Palácio de Cristal - Porto

 

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No final, o crepúsculo convidava a um conforto gastronómico…então fomos saborear a típica francesinha que se come na cidade do Porto, ali ao pé, no Restaurante Madureira’s do Campo Alegre.

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E…refeição que se preze no Porto, acaba com um cálice de Vinho do Porto!

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Os nossos alunos e convidados, já fatigados regressam às suas casas, felizes por este intercâmbio e preparando o dia seguinte…

Domingo

Participação na 8ª Caminhada pelo rio Tinto.

 

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Partida: 10:00 h no recinto das Piscinas , concentração com exercícios de aquecimento, orientados pela professora Aline do Ginásio da Venda Nova, onde as nossas alunas praticam a hidroginástica.

Seguimos a Caminhada, ao longo das margens do rio Tinto e eramos mais de mil pessoas…uma boa causa, uma grande luta…em defesa do rio Tinto!

Fim da caminhada.

Almoço.

Atuação (danças) pelos alunos da UGIRT para os seus convidados , momento de alegre convívio.

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Regresso.

 

Foto da Semana

Fazendo jus ao DIA da ÁRVORE…

Esta árvore situa-se no exterior do escritório do Arquiteto SOUTO de MOURA, na Foz- Porto

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Fotos tiradas por Mariamar do escritório do Arqº Souto de Moura.

 

Não resisti… a tanta beleza!

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 Foto tirada por Maria Guimarães no Gerês – Serra da Penha

 

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 Magnólia branca – casa dos alunos Isabel e António Fernandes

Viva a PRIMAVERA!

publicado por IDADE MAIOR às 22:37

Notícia de 26-3-2015

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A  UNIVERSIDADE GRANDE IDADE DE RIO TINTO informa todos os alunos e amigos das UTI's que a USE-Universidade Senior de Ermesinde apresenta na próxima sexta-feira, dia 27 de março, um interessante SEMINÁRIO cujos painéis despertam a nossa atenção.

Os alunos da UGIRT e seus diretores estarão presentes!

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publicado por IDADE MAIOR às 22:30

21
Mar 15

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

Se dermos hoje um passeio por Lisboa, encontraremos ainda muitas igrejas, antigos conventos, porém, em 1755 Lisboa era coroada por dois grandes edifícios de cariz religioso: o Convento da Trindade e o Convento do Carmo.

O primeiro pertencia a Ordem dos Trinitários (religiosos encarregues de resgatar cativos aos mouros), tinha sido construído em meados do séc. XIV, no lugar de uma antiga ermida e era o mais antigo convento de Lisboa; o segundo foi fundado pelo Santo Condestável (D. Nuno Álvares Pereira) no final do séc. XIV em cumprimento de um voto, e entregue à Ordem do Carmo (fundada em finais do séc. XI na antiga cidade de Porfíria, hoje em Israel) da qual o próprio Condestável passou a fazer parte. 

Quando o sismo, com epicentro ao largo do sul de Portugal, atingiu a cidade de Lisboa, a 1 de Novembro de 1755,  logo pela manhã, os dois conventos, que, tal como muitos outros templos estavam cheios de fiéis que assistiam à missa do Dia de Finados, caíram; tal como caíram centenas de outros edifícios: igrejas, palácios, nomeadamente o próprio palácio real, o Paço da Ribeira (a família real teve sorte, estava no palácio de Belém), mudando assim para sempre a imagem de Lisboa.

Deste acontecimento deriva a expressão “cair o Carmo e a Trindade”, que é utilizada para referir um acontecimento com  carga negativa ou algo que se pensa ter grandes proporções.

“Cair o Carmo e a Trindade”

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 Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

Quem tudo quer, tudo perde!       

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É o que se costuma dizer a alguém que não sabe parar, não sabe dizer chega, e que quer mais e mais e sempre mais.

Quando não se saber parar, chega-se a uma situação de rotura, em que se deita a perder tudo o que fora alcançado.

O exemplo perfeito da aplicação deste provérbio são os jogos de casino: uma pessoa começa a jogar e ganha, mas com a perspetiva de ganhar mais ainda, torna a jogar e pode ser que torne a ganhar.

Se parar por aqui, tem a sua recompensa. Se não souber parar por aqui e voltar a jogar, se perder perde tudo o que ganhou com a aposta.

É isto que costuma acontecer a quem tem o vício do jogo: porque não souberam parar, enchem-se de dívidas para pagar apostas milionárias.

Quem tudo quer…

 

Sugestão de Culinária

 

Delícia de Nutella

 

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 Ingredientes: 

- Placa de Massa Folhada Fresca

- Nutella q.b

- Mistura de Leite com canela q.b

Preparação:

- Corta-se a placa de massa folha em retângulos;

- Barra-se cada retângulo de massa com nutella e enrola-se;

- Pincelam-se com a mistura de leite e canela e levam-se ao forno, pré aquecido a 180º até ficarem douradinhos;   

Nota: Podemos pincelar com mel quando começarem a ganhar cor, ficam divinais!!!! 

 

Poesia 

RECOMEÇAR

 

Quero recomeçar

Quero abrir novas portas

Quero de novo amar

Como amam os poetas…

Quero conhecer pessoas

Ter novos horizontes

Fazer amizades “boas”

Descer vales, subir montes…

Quero renovar meu compromisso

Que com a vida assumi

São momentos que conquisto

E que até aqui não vivi…

Não importa onde parei…

Em que momento cansei….

Porque minh’ alma limpei…

E tudo já perdoei…

Fui fiel aos meus princípios

E continuo a ser…

Quero um amor verdadeiro

Que não seja traiçoeiro…

E me saiba compreender.

                                                  2013/08/17, M. Araújo

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

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Sábado – Foto da Semana

No passado dia 16 de Março de 2015 a Universidade Sénior de Gondomar realizou o seu IX Aniversário, com a participação especial do ator Óscar Branco.

Deixo umas imagens de uma tarde bastante alegre e animada.

 

IX Aniversário da Universidade Sénior de Gondomar

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publicado por IDADE MAIOR às 18:41

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 IX ANIVERSÁRIO

 

 

 A ADMINISTRAÇÃO DO BLOG DÁ OS PARABÉNS POR ESTA MARAVILHOSA DATA E DESEJA VOTOS DE MUITAS COMEMORAÇÕES.

BEM HAJAM E CONTINUEM O VOSSO EXCELENTE TRABALHO.

publicado por IDADE MAIOR às 18:08

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

A história do “Chá das Cinco”

“Há poucas horas na vida mais agradáveis do que a hora dedicada à cerimónia conhecida como chá da tarde.”

Henry James

Originário da China, o chá foi introduzido na Europa pelos portugueses no século XVI.

Conhecido como um hábito tipicamente britânico, o “chá das cinco” foi introduzido na corte inglesa por Catarina de Bragança, princesa portuguesa, filha de D. João IV, quando esta casou com Carlos III de Inglaterra.

O dote de Catarina deve ter sido um dos mais exóticos e sumptuosos da História: 500 mil libras de ouro, o livre comércio de Inglaterra com as possessões portuguesas na Ásia, em África e nas Américas, a cidade de Bombaim e uma caixa de chá…

O dote de Catarina foi determinante para o futuro imperial da Inglaterra e o chá iria mudar para sempre a vida dos seus súbditos, tornando-se um elemento indissociável da sua personalidade e da sua maneira de ser.

No entanto, só por volta do ano de 1830 é que esta tradição foi completamente implementada pelos ingleses, com a ajuda da Duquesa de Bedford, que considerava o “chá das cinco” uma oportunidade para exibir maravilhosas peças de porcelana e prata.

Como consequência, foram criadas regras de etiqueta para o serviço de chá e receitas que fariam parte do cardápio (e que ainda hoje fazem) como: torradas com manteiga, geleia ou mel; scones, muffins, bolos e uma grande variedade de biscoitos e pãezinhos.

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

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 Se tens frio, o chá aquece-te.

Se tens calor, refresca-te.

Se estás excitado, acalma-te.

- William Gladstone

                                               

Beber uma chávena de chá por dia fará morrer de fome o farmacêutico.

Provérbio Chinês tarde. – Henry James

 

O espírito do chá é calma, bem-estar e refinamento.

Arthur Gray

 

Há muita poesia e sentimentos delicados numa lata de chá.

Ralph Waldo Emerson

 

Cada chávena de chá representa uma viagem imaginária.

- Catherine Douzel

 

Sempre temi que a cria ção expirasse antes da hora do chá.

Sidney Smith

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 Sugestão de Culinária

 

“SCONES”

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225 gr de farinha

40 gr de açúcar

1 ovo batido

1 colher de sopa de manteiga

6 colheres de sopa de leite

1 colher de chá cheia de fermento

1 pitada de sal

Preparação:

Peneire a farinha com o sal e o fermento.

Junte a manteiga e os restantes ingredientes, misturando tudo rapidamente com as pontas dos dedos, sem amassar.

Faça bolinhas e coloque-as num tabuleiro untado.

Leve ao forno quente durante 10 a 15 minutos.

Sirva quentes com manteiga e compotas.

Bom Apetite!

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Receita da Rosa Bonifácia / Aluna da disciplina de Inglês I 

 

Poesia

“Chá literário”

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Li algures Chá da China

Eu bebo Chá de erva cidreira

Não é brincadeira

É a força da Natureza

A traduzir o Real

A revelar a beleza

Mágica e vital, das Letras

Do Sentir…

 

É o fumegar do bule

Transformado em sons

De palavras amenas, doces e com magia

Porque a vida são instantes

É a miragem dum fumo esvoaçante

De um chá literário

Que transporta no ar

Todo o aroma do amor

É o ato de criar!

Maria Guimarães, In, Rasgos de Emoção, 2ª ed. (2010 )

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Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

O nosso roteiro …

Pelos caminhos do chá…

Sexta – feira

17:00h -Concentração: UGIRT-Universidade Grande Idade de Rio Tinto

“Five o’clock tea!”

Programa: a origem do chá

                   as ervas aromáticas

                   os diferentes sabores ligados ao chá

                   os doces : scones, bolo inglês, as geleias

                  um chá quentinho,

                   um bule, uma história

                   e muita alegria no ar!

     

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Chá para todos os gostos: cidreira, camomila, tília, limonete, frutos vermelhos, maçã e canela, verde, preto, menta, jasmim…

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A Dª Ilda Sousa fica muito bem de chapéu!

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 A nossa presidente sempre sorridente e atenta!     

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Os bolinhos não faltaram a acompanhar o Chá!

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 Saboreando o chá…

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 A profª Aldina gosta do girassol!

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 Olhá Dª Armanda !

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 Pratos com memória…

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 Conversando… aferindo últimos pormenores para seguir viagem… a Rota do Chá.

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 Sábado tomaremos chá na Praça S. Marcos em Itália, mas 1º vamos subir à torre…

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Teacher LUSIA sempre bem disposta, conta a história do chá e de como os ingleses descobriram esta preciosidade…através dos portugueses, claro!

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 Dª Ilda Vila Real e Dª Teresa Soares, que lindas!

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Foto da Semana

Batentes em vias de extinção… Nesta casa bebemos bom chá!

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 E porque a Primavera está mesmo, mesmo, a chegar, não resistimos a fotografar a nossa avenida principal, em Rio Tinto, plena de magnólias floridas… deliciem-se!

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publicado por IDADE MAIOR às 15:11

Sugestão de Culinária

 

TARTE DE CHOCOLATE

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Ingredientes:

Base de massa quebrada

500 gr. de chocolate em barra (Pantagruel)

200 ml. de natas

200 ml. de leite

2 ovos + 1 gema

2 c/sopa de brandy ou whisky

¼ c/ de chá de sal

Preparação:

Forrar a tarteira com a massa quebrada (deixar ficar o papel por baixo).

Picar a massa com um garfo.

Forrar a massa com papel alumínio e deitar 2kg. de feijão.

Levar ao forno a 180graus durante 30 minutos.

Recheio:

Derreter o chocolate c/ um bocadinho de leite (a olho)

Num tachinho por o leite, juntar as natas e mexe-se. Não deixar ferver.

Juntar o whisky.

Deixar arrefecer o tacho e misturar 2ovos + 1 gema(batidos) e mexer um pouco.

Acrescenta-se o chocolate derretido.

Tirar a tarte do forno(não desligar o forno).

Deitar o conteúdo do tacho dentro da torta.

Voltar ao forno 5 minutos e desligar o forno e deixar lá a tarte 40 minutos.

Tira-se do forno deixa-se arrefecer e põe-se no frigorífico durante 3 horas.

 

Bom apetite.

 

Foto da Semana

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publicado por IDADE MAIOR às 15:06

Relatório:

O impacto da crise financeira no sistema de saúde e na saúde em Portugal 2014

 

relatorio oess_2014.pdf

 

publicado por IDADE MAIOR às 14:57

20
Mar 15

Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

Areias

Suas Riquezas e Lendas

 

Areias é a maior Freguesia do Concelho de Ferreira do Zêzere.

Composta essencialmente por terra de lavradio, tem no queijo um dos seus maiores cartões de visita.

Dizem que do género não há igual pelo país. Trata-se de um queijo artesanal, de pequenas dimensões, feito essencialmente com leite de cabra, de ovelha e temperado com uns fiozinhos de cardo, que lhe dá o saborzinho especial.

Por se tratar de uma das maiores fontes de receita da Freguesia, toda a gente o faz, embora com fins diferentes: quem tem pouco gado fá-lo apenas para consumo próprio, o que não acontece com os possuidores dos rebanhos que pensam quase exclusivamente na venda.

E reveste-se de tal importância esse investimento que é ver as pessoas a forrarem cuidadosamente com panos de linho, esmeradamente brancos, as cestas onde levam o queijo para o mercado da Vila e para a feira mensal que se realiza no local mais central das Areias, e onde acorrem pessoas vindas praticamente de todo o país.

A Igreja Matriz é a sua maior atracção turística. Um momento do Século XVI, traça do arquitecto João de Castilho; a sua fachada, apesar de ter já sofrido várias remodelações, mantém intacta a pequena galilé formada por três arcos redondos apoiados em colunas jónicas, ornadas de capitéis enrolados em volutas vermiformes; no interior das suas três naves vive-se ambiência quinhentista através da sua emblemática, muito especialmente da abóbada da Capela Mor com a Cruz de Cristo, o Escudo das Quinas e outras.

O púlpito é uma das suas mais notáveis peças, sendo preenchido com cabeças aladas de anjo e anel de delicado lavor.

Na sua torre diz o povo que se encontra enterrado um alqueire e meio de libras, que serviu já de aventuras a muitos, ávidos de possuírem esse tesouro.

Outras relíquias a salientar em Areias são: a ermida de S. Tomé da Portela de Vila Verde, que possui uma bela escultura de madeira do século XIV representando S. Marcos, que segura ao peito um disco relicário vazio e tem a seus pés um formosíssimo leão.

A torre de D. Guião, mais conhecida pela Lendária Torre de Langalhão, ou de Ladrão Gaião, tratava-se de uma torre de três sobrados, da qual restam apenas duas paredes com outras tantas seteiras entaipadas. A este monumento está ligada, entre outras, a Lenda Popular que fala de um Gigante que colocava um pé na Torre e outro no Pereiro para apanhar as raparigas e servir-se delas nos seus aposentos na torre, e ainda a Lenda de S. Saturnino.

Diz essa Lenda que na serra que ostenta esse nome, andava um pastor com o seu rebanho, quando surge uma forte e densa chuvada que obrigou o pastor a recolher-se conjuntamente com o seu rebanho dentro da Capela situada no cume de Serra.

Depois de vários dias e noites de chuva ininterrupta, o pastor ajoelhou-se diante do altar do S. Saturnino e disse:

-Tenho o gado a morrer de fome, se parares a chuva dou-te o melhor borrego do meu rebanho.

E de um momento para o outro, após o pedido e a oração do pastor, o sol começou a raiar.

Ao ver as ovelhas a saírem da Capela e a deliciarem-se com a pastagem, o pastor agarra no melhor borrego, ata-lhe uma corda ao pescoço e vai junto da Santo e, colocando-se de pé diante dele, disse:

- Obrigado por teres parado a chuva. Conforme prometi, aqui tens o melhor borrego do meu rebanho, onde é que queres que o deixe?

-Ouviste, onde é que queres que o deixe? Ah, não falas, pois vou deixá-lo mesmo aqui, preso a uma das tuas pernas.

Depois de cumprida a promessa, e quando o pastor ia serra abaixo tocando o pífaro para dar asas ao seu contentamento, começou a ouvir berrar arás de si.

De princípio, e entregue como ia à sua melodia, não ligou, mas depois, e conforme o berrar se ia aproximando, o pastor voltou-se para trás, e ao ver o borrego a correr trazendo de rojo, atrás de si, preso pela corda o Santo, exclamou:

-O quê! Então há bocado não falaste, não disseste se querias ou não o borrego, e agora vens aí a correr atrás dele!

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Quem os meus filhos beija, a minha boca adoça.

 

Sugestão  de Culinária

 

Peixe: Carpa ou Achigã grelhado

 

Depois de amanhar o peixe, de o lavar com água e vinagre para lhe retirar o sabor a lodo, tempera-se com sal, alho e bastante sumo de limão, e deixa-se ficar a tomar gosto.

Dá-se-lhe uns cortes, passa-se por azeite, e grelha-se.

Faz-se, então um molho com bastante cebola picada, alho, salsa, piri-piri, azeite e vinagre.

Bate-se tudo bem e deita-se por cima do peixe.

Serve-se com batata cozida e salada.

  

Poesia

 

Ao Rio Zêzere

 

Eu vi-te um dia, ó Zêzere

Serpenteando p’los montes

Bebendo água p’las fonte

Salpicadinhas de estevas.

 

Vi-te chorar nas cascatas

Passá-las com timidez;

Vi-te por mais que uma vez

Passar rochedos de gatas.

 

Vi-te ser canto e encanto

De rouxinóis e donzelas

E deixares em muitas delas

Um riozinho de pranto.

 

Vi-te pairar de mansinho

P’ra libertares o teu choro

E veres em lindo namoro

Carquejas e rosmaninho.

 

Vi-te ser sonho, desejo

Filhinho de mãe brejeira

Dares o teu nome a Ferreira

E partires até ao Tejo.

                                                                                                       Sá Flores

 

 

Sugestões de Fim semana/ O que visitar na minha aldeia/vila/cidade?

 

1º Encontro de Poetas de Ferreira do Zêzere

Neste Dia Mundial da Poesia a Biblioteca Municipal Dr. António Baião de Ferreira do Zêzere vai comemorar a data com um encontro de poetas ferreirenses.

O Evento decorrerá na sala polivalente da Biblioteca.

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Foto da semana

Alunos e Professores da Universidade Sénior foram ao Teatro Politeama em Lisboa, assistir ao espectáculo musical de Filipe la Feria “O Principezinho”.

 

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publicado por IDADE MAIOR às 13:03

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

Aldeia de Limões Desclassificado

A aldeia de Limões, sede da freguesia com o mesmo nome, localiza-se numa encosta do Alvão na região Sul do concelho.

Fundamentalmente dedicada à produção agrícola e à pecuária, é sobretudo conhecida pelos seus linhos rifados, a que a tradição atribui grande riqueza decorativa e perfeição e que no passado terão estado entre os gostos mais nobres da região.

Esta aldeia possui um núcleo central de casas em pedra talhada, algumas delas casas rurais de grande riqueza, em grande parte construídas nos séculos XVII e XVIII.

Foi precisamente este núcleo que recebeu um procedimento de classificação como Conjunto de Interesse Público pelo então IPPAR.

A origem do povoado, no entanto, será medieval, época que nos dá notícia de passagem no local de um caminho de ligação a Vila Real ao longo do qual se terá estruturado o povoado.

A sua desclassificação deveu-se sobretudo a fatores de ordem comunitária, relacionados com o bem-estar dos seus habitantes. Não deixa contudo de constituir um conjunto de grande interesse, pois preserva as características fundamentais que estiveram na base da sua classificação.

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

“Março liga a noite com o dia, o Manel co'a Maria, o pão com o pato e a erva com o sargaço.”

“Quem feio ama, bonito lhe parece”

“Março, marçagão, manhãs de Inverno, tardes de Verão”

Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje!”

 

Sugestão de Culinária

 

E como este fim-de-semana (21 e 22) se realiza a FESTA DA TRUTA DO RIO BEÇA, em Canedo (Ribeira de Pena) sugerimos:

 

Truta Assada

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Comece temperando o peixe com antecedência de pelo menos 2 horas com limão, sal, pimenta e o que mais quiser. Deixe marinar no frigorifico. Faça uns cortes na pele do peixe até chegar à espinha para o tempero entrar melhor (somente em um dos lados do peixe) e facilitar quando for servir.

Pre-aqueça o forno em 200ºC.  Regue uma travessa com bastante azeite e forre o fundo com rodelas de batatas e cenoura. Tempere os legumes com sal e pimenta e regue com mais azeite. Coloque o peixe sobre esta "cama" de legumes.

Sobre o peixe espalhe um pouco de colorau, é opcional, pois não muda o sabor, é só para deixá-lo com uma cor mais bonita. Regue também o  peixe com o fio de azeite.

Leve ao forno (sem papel alumínio mesmo).

Agora vamos preparar o tempero que vai regar o peixe no forno. Esta quantidade de tempero dá para regar 2 peixes grandes. Use o liquidificador ou varinha magica para bater os seguintes ingredientes:

  • 150ml de vinho branco seco;
  • 2 colheres (sopa) de azeite;
  • 1 colher (sopa) de suco de limão ou vinagre;
  • 1 colher (sopa) de ervas finas (mix de ervas comprado pronto);
  • 1 xícara de folhas de coentro (se não gostar use salsinha);
  • 1 dente de alho;
  • 1 colher (café) rasa de sal;
  • 1/4 de cebola;
  • 1/2 colher (café) de pimenta branca moída.

Após 15 minutos de forno, regue com o tempero, umas 6 colheradas (sobre o peixe e os legumes).

Volte para o forno. Quando perceber que o molho deu uma reduzida, repita a operação até o peixe estar assado (usei metade do tempero e reguei 3 vezes).

  

Poesia

LINHO

 

Quem me dera ser o linho

Que vós na Roca fiais;

Que me dera tanto beijo

Como vós no fio dais.

 

Tenho um colete de linho

Feito de trás das paredes

Quem escuta sempre ouvirá

Falar de si muitas vezes.

 

As voltas que o linho leva

Antes de ir à tecedeira

Eu inda dava mais voltas

Pra ficar à tua beira.

 

Vou-me lá que tenho pressa,

Vou regar o meu linhar;

Amanhã é dia santo

Temos tempo de falar.

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

Caminhada das Camélias

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Foto da Semana

 

A Universidade Sénior foi, no passado dia 11 de março, em Visita de Estudo ao Museu do Linho em Limões – Ribeira de Pena.

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publicado por IDADE MAIOR às 12:33

Sugestão de Culinária

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 Produtos típicos da cozinha suiça

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Na área da culinária, a Suíça é o País de Cocanha que vale a pena ser redescoberto em cada localidade individual. Pois o cardápio tem, além de poucos pratos nacionais, principalmente especialidades regionais.

A culinária suíça reúne influências da culinária alemã, francesa e do norte da Itália. Mas ela é regionalmente muito diversificada, sendo que as regiões linguísticas oferecem certa divisão geral. Muitos pratos, porém, ultrapassaram os limites locais e são admirados em toda a Suíça. Estão entre eles:

Fondue de queijo

Queijo derretido e pedaços de pão. Os pedaços de pão são espetados no garfo de fondue e mergulhados no queijo derretido, que é servido na caquelon (panela de cerâmica).

Raclette

Queijo derretido servido com "Gschwellti" (batatas cozidas com a casca), picles de pepino e cebola e mostardas de frutas.

Alplermagronen

Um tipo de gratinado de batatas, pastas, queijo, creme de leite e cebolas. E não se pode esquecer do purê de maçã como acompanhamento.

Rosti

Um bolinho achatado de batatas cozidas com casca (Gschwellti) ou cruas raladas, frito em manteiga ou banha quente na frigideira, que são ligadas não apenas pelo amido existente nas batatas.

Birchermuesli

Desenvolvido em torno de 1900 pelo médico suíço Maximilian Oskar Bircher-Brenner com flocos de aveia, suco de limão, leite condensado, maçãs raladas, avelãs ou amêndoas.

Chocolate suíço

O chocolate chegou à Europa durante o século XVI. O mais tardar no século XVII, ele se tornou conhecido na Suíça, onde foi produzido. A partir da segunda metade do século XIX, a fama do chocolate suíço começou a se difundir no exterior. Intimamente ligadas a este fenômeno estão a invenção do chocolate de leite, feita por Daniel Peter, e a invenção do conchieren (chocolate cremoso) de Rodolphe Lindt. A Suíça não exporta apenas chocolate, mas também chocolatiers, cujos nomes são conhecidos até hoje: os irmãos Josty, que abriram sua famosa loja de chocolate em Berlim, e também Salomon Wolf e Tobias Béranger, que chefiavam o famoso Café Chinois em São Petersburgo. Os irmãos Cloetta abriram fábricas de chocolate na Escandinávia e Karl Fazer a primeira confeitaria em Helsínque – da qual nasceu mais tarde a marca Cloetta-Fazer. Até mesmo o chocolate belga tem raízes suíças: Jean Neuhaus abriu uma confeitaria em Bruxelas e seu filho Frédéric inventou o praliné em 1912.

Queijo suíço

Até que se poderia fazer uma viagem pelo Suíça indo de queijaria a queijaria. Cada parte do país, cada região tem seus tipos próprios de queijo – é inacreditável a diversidade que pode ser produzida a partir de um único produto básico, o saboroso leite suíço! Como por exemplo o Vacherin, de massa mole que derrete. O picante Appenzeller. O jovem Sbrinz. O Emmentaler cheio de furos. O mundialmente famoso Gruyère. Ou o Tête de Moine, caracterizado pelo corte em forma de rosetas. Todos eles – e seus queijos irmãos, em um total de cerca de 450 tipos – transformam a fondue, a raclette, a "Zvieri-Plättli" em um experiência culinária. Uma verdadeira mina de especialidades de queijo são, a propósito, as barracas de venda dos camponeses e vendedores de queijo em feiras semanais, onde muitos queijos chegam diretamente do pasto alpino e são cortados do queijo inteiro. Também vale a pena fazer uma visita às diversas queijarias de demonstração e adegas de queijo alpino.

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Especialidades de diferentes regiões

Romandia (Suíça francesa)

Os saucissons, salsichões crus feitos de carne de porco para cozinhar em casa, são admirados em toda a Romandia. Eles são servidos escalfados ou cozidos com legumes (Papé Vaudois). A fondue de queijo, a raclette e o croute au fromage (Valais) também são originários da Suíça francófona e hoje muito famosos em toda a Suíça. O Valais também deu origem a um tipo de torta de legumes chamada de Cholera – que se acredita que tenha surgido da necessidade durante uma epidemia de cólera. Pratos de peixe são populares em volta dos Lagos de Genebra, Neuchâtel e Biel. Os tipos de peixe servidos são arenques, percas-europeias e trutas. Especialmente no Lago de Biel, além disso, há oferta de saucissons defumados em caldeirões, denominados de Treberwurst. Sobremesas admiradas são o Dessert Gâteau du Vully (Nidlechueche) e a Moutarde de Bénichon (mostarda muito doce), que são, ambas, assim como o Cuchole (pão típico de açafrão), originárias do cantão de Friburgo. Uma ótima oportunidade de apreciar as especialidades desta região é a festa Bénichon, realizada no outono europeu.

 

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Poesia

Depois de uma abordagem de dois textos poéticos de Álvaro Magalhães e Eugénio de Andrade, ambos sobre “As Palavras”, a formadora de Linguagem e Comunicação, em Praia do Ribatejo, colocou aos formandos o desafio de construírem, eles mesmos, um texto com o mesmo título, dos quais seguem dois de exemplo.

“As palavras são como um cristal, muito bonitas e ricas. A nossa língua é, sim,  de uma grande riqueza. Ela tem um extenso vocabulário mas é preciso compreendê-lo para que o saibamos usar corretamente. As palavras são formadas por letras que dão as mãos umas às outras com o objetivo de comunicar.”  

Odete Menino

 

Palavras, vêm-nos da alma

Umas boas, suaves, inteligentes,

Dão-nos força, só faz bem ouvi-las,

Falam-nos da natureza,

Realçando flores, vales verdejantes,

O mar, perigoso sim, mas uma beleza,

Estas são as ditas palavras “limpas”.

Outras, agressivas, pronunciadas com aspereza,

Magoam, humilham,

Só fazem sofrer,

Somente pelo prazer.

Estas são as palavras “sujas”

E têm que ser bem polidas.

Helena Maia

 

publicado por IDADE MAIOR às 09:56

19
Mar 15

 

Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

Coisas da Vida 

Ela é a minha melhor amiga. Oriunda de uma familia humilde e católica como eu e como a maioria dos habitantes da aldeia. Amiga do peito, amiga do coração, eu diria mesmo amiga do corpo inteiro. Minha confidente, das coisas boas e das menos boas. Dos amores e dos desamores. Enfim, era com se fôssemos uma só. É bonita, mas na sua meninice e na sua juventude era muito mais, com todo o esplendor da sua juventude, a alegria contagiante do seu viver, a sua vontade de brincar e se divertir sem maldade. Era na verdade uma jovem que todas as jovens desejavam ser, pela sua maneira de ser, pela sua simpatia, pela sua alegria contagiante que irradiava para todos quantos a rodeavam. Era bem recebida e admirada por todas as raparigas e desejada por todos os rapazes que não paravam de a cortejar. Passado o tempo, nem tudo correu bem. Namorando um jovem da aldeia por quem se apaixonou, depressa viu o mundo fugir-lhe debaixo dos pés quando ele, estando a cumprir o serviço militar, foi nomeado para a guerra colonial em África. Ansiosa para que o tempo de obrigação militar do seu amado chegasse ao fim, deu conta do desmoronar de todos os projectos e promessas que ambos tinham feito quando deixou de receber noticias, e a informaram que ele se encontrava desaparecido. Ficou para não viver. Sofreu em silêncio, por muito tempo. O momento que tinha livres passava-os junto a um riacho onde era habitual os dois passarem algum tempo do dia. Era aí que ela se recolhia e recordava o passado e , perguntava o porquê de tudo isto. E foi num desses dias do seu recolhimento e das suas recordações que, em certo momento, ouviu uma voz dizendo: “Olá!”

Ela virou-se assustada e…

- Mas, és tu?- perguntou ela.

- Sim, sou eu, minha querida- respondeu ele.

-Mas, não estou a perceber, como foi que...

-Não digas nada, meu amor, abraça-me e beija-me simplesmente- disse ele- teremos todo o tempo para eu te contar toda a história passada comigo.

E assim foi. Amaram-se, casaram e tiveram filhos. Embora mais tarde do que pensaram, encontraram a felicidade que ainda hoje perdura.

Esta é a história muito resumida qua a minha tão querida amiga me contou num dos nossos encontros de desabafos e confidências. Há a juntar à história a razão da tão longa e dolorosa separação para os dois. História que já me tinha sido contada por alguns camaradas de guerra do seu então namorado. Foi raptado e levado para a África do Sul, onde esteve em cativeiro perto de dois anos, donde conseguiu fugir, tendo sido depois encontrado num estado muito debilitado por emigrantes portugueses que o ajudaram em tudo até o encaminharem para Portugal. 

Maria de Lourdes da Costa Pereira Morgado

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

Lucinda Simões

A cavalo dado, não se olha o dente.

 

O cão ladra e a caravana passa.

 

Uns comem os figos e a outros rebenta a boca.

 

O tempo dá, o tempo leva.

 

De grandes ceias, estão sepulturas cheias.

                     

Ditos relacionados com os meses do ano

 

Luar de janeiro não tem parceiro!

Em fevereiro chuva, em Agosto uva!

Quando em março arrufa a perdiz, ano feliz!

Não há mês mais irritado do que Abril zangado!

Em maio, nem à porta de casa saio!

Junho floreiro, paraíso verdadeiro!

Água de Julho no rio não faz barulho!

Quem dormir ao sol de Agosto terá desgosto!

Setembro molhado, figo estragado!

Outubro suão, negaças de verão!

Se em novembro ouvires trovoar, o ano que vem será bom!

Dezembro com junho ao desafio, traz janeiro com frio!

In Almanaque Bertrand (2014/2015)

Rosário Sousa

Sugestão de Culinária

 

Bacalhau à Flor do Nabão

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 Ingredientes:

600g de batatas

800g de bacalhau

2 cebolas grandes

4 colheres (sopa) de azeite

4 ovos cozidos

2 colheres (sopa) de manteiga

1 colher (sopa) de farinha

5 dl de leite

Meio limão

2 gemas

Sal q.b.

Preparação:

Descasque as batatas, corte-as em rodelas e coza-as em água temperada de sal durante cerca de 20 minutos.

A 10 minutos do termo da cozedura, junte o bacalhau. Depois retire-os da água. Limpe-o das espinhas e desfaça-o em lascas. Reserve.

Corte as cebolas e aloure-as no azeite. De seguida adicione o bacalhau e deixe refogar um pouco. Transfira as batatas para uma travessa e cubra-as com bacalhau e os ovos cozidos, cortados também em rodelas.

Entretanto, prepare o molho. Leve a manteiga ao lume e quando estiver a derreter adicione de uma só vez a farinha. Mexa muito bem e adicione o leite quente não parando de mexer. Tempere com sal, sumo de limão e incorpore as gemas, mexendo sempre. Deixe engrossar um pouco e verta sobre o conteúdo da travessa.

Elisabete Duarte

 Poesia

 

"Linguagem das Cores"

Para o pintor conseguir

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Dar vida a uma aguarela,

Ele terá de colorir

Com muitas cores a tela.

A cor verde é esperança,

É vida, é natureza.      

O amarelo desesperança.

A branca paz e pureza.

A cor azul é ciúme,

Que nasce com o amor.

A cor preta é queixume,

É sofrimento e dor.

Define amor e candura,

A suave cor de rosa;

A rosa tem formusura,

É uma flor mimosa.

Para definir humildade,

O lilás da violeta,

Porque ela é na verdade

Uma flor bem discreta.

A cor do sangue, o espelho

Do mal que aflige a Terra.

Só pode ser o vermelho,

A cor que define a guerra.

Cor de fogo e vivacidade

De uma vida a despertar;

Alegria e felicidade

Que o Sol tem para nos dar.

Teresa Graça 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

FESTA DOS TABULEIROS EM TOMAR DE 05 A 13 DE JULHO DE 2015

PARTE I

PROGRAMA

CARTAZ.jpgFESTA DOS TABULEIROS

A Origem

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 A Festa dos Tabuleiros ou Festa do Divino Espírito Santo é uma das manifestações culturais e religiosas mais antigas de Portugal. Segundo os investigadores a sua origem encontra-se nas festas de colheitas à deusa Ceres. A sua cristianização pode dever-se à Rainha Santa Isabel que lançou as bases do que seria a Congregação do Espírito Santo, movimento de solidariedade cristã que em muitos lugares do reino absorveu as primitivas festas pagãs. O ponto alto das festividades que juntava ricos e pobres sem qualquer distinção ocorria no Domingo de Pentecostes, dia em que as línguas de fogo desceram sobre os Apóstolos simbolizando a igualdade de todos perante Deus.

 Esta Festa de «Ação de Graças» e de oferendas manteve as suas características inalteráveis até ao século XVII. Algumas das alterações que foram surgindo justificam-se no sentido de conferir uma maior grandiosidade a esta Festa. A tradição continua e muitas das suas cerimónias como o Cortejo da chegada dos Bois do Espírito Santo que tem o nome de Cortejo do Mordomo, o Cortejo dos Tabuleiros, a sua bênção, a forma do tabuleiro, os vestidos das raparigas portadoras dos Tabuleiros e a Pêza ou distribuição do pão e da carne mantêm-se (desde há alguns anos a esta parte também se distribui o vinho). 

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 A principal característica da Festa dos Tabuleiros é o Desfile ou Procissão, com um número variável de tabuleiros, em que estão representadas as dezasseis freguesias do concelho. Esta procissão de dignidade, cor, brilho e emoção percorre as principais ruas da cidade, num percurso de cerca de 5 Km, por entre colchas pendentes nas janelas, milhares de visitantes nas ruas e uma chuva de pétalas que de forma entusiástica é lançada sobre o Cortejo.

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A Festa é do Tabuleiro que deve ter a altura da rapariga que o leva à cabeça, sendo constituído por trinta pães enfiados em cinco ou seis canas que partem de um cesto de vime ou verga e é rematado ao alto por uma coroa encimada pela Pomba do Espírito Santo ou pela Cruz de Cristo.

 

 

 

 

A Festa

O início da Festa dos Tabuleiros é marcado pela chamada do povo para uma reunião pública, convocada pelo Presidente da Câmara, para o Salão Nobre dos Paços do Concelho onde se decide se há Festa dos Tabuleiros no ano seguinte e se a opinião do povo for favorável é escolhido o Mordomo. Após a decisão sobre a Festa e se o povo decidir que há Festa são lançados três foguetes a anunciar que há Festa...

Porquê tanto tempo de antecedência?

A Festa dos Tabuleiros engloba vários Cortejos, o trabalho de várias centenas de pessoas que durante mais de seis meses confecionam as flores que vão ornamentar os tabuleiros e decorar as ruas populares a maioria situadas no centro histórico da cidade.

A necessidade de planear, de organizar e de angariar fundos e subsídios leva à necessidade de se começar a trabalhar com muito tempo de antecedência (mudança dos tempos).

Por outro lado a Festa engloba várias cerimónias tradicionais como o Cortejo das Coroas, o Cortejo dos Rapazes, o Cortejo do Mordomo ou a chegada dos Bois do Espírito Santo, a abertura das Ruas Populares Ornamentadas, os Cortejos Parciais, os Jogos Populares, o Grande Cortejo ou Cortejo dos Tabuleiros e a Pêza que necessitam de serem pensadas e organizadas devidamente porque o fundamental é cumprir o que os nossos bisavós e avós também fizeram., ou seja, manter a tradição e principalmente respeitá-la.

Além destas cerimónias tradicionais, durante o período da Festa decorrem vários espetáculos culturais e recreativos que são uma mostra do que de melhor fazem as várias Associações do Concelho.

Após a eleição o Mordomo começa os contactos necessários à constituição da Comissão Central onde se encontram os Mordomos responsáveis pelas várias Comissões sectoriais como por exemplo: Cortejo, Bodo, Mordomo, Rapazes, Ornamentações, Ruas Populares ornamentadas, Logística, Contactos Institucionais, Gestão Financeira, Serviços Jurídicos, Programa Cultural, Angariação de Fundos, Trânsito e Transportes, Feira e Arraial, Publicidade e Marketing, Espetáculos Populares, Secretariado, Relações Públicas, Comunicação e Som e Serviços Técnicos. O Presidente da Câmara, o Prior e o Provedor da Misericórdia são por inerência dos seus cargos membros efetivos da Comissão Central.

In Comissão Central da Festa dos Tabuleiros de 2011

Elisabete Duarte/Rosário Sousa – Universidade Sénior Tomar

Foto da Semana

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 FESTA DOS TABULEIROS - TOMAR

publicado por IDADE MAIOR às 13:46

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

Pesquisado na Internet e apresentado por: Turma 2

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Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

Autores: Turma 3 (pesquisas no Google Imagens)

 

Sugestão de Culinária

 Autora: Lisete Pinho (Turma 1). Pesquisado na Internet.

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 Poesia

Autores: Turma 5, pesquisado na Internet.

Poema – quadras

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Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

Apresentado por Emília Carapucinha (aluna de Inglês)

VISIT TO PORTO

 

It was two years ago, who visited Porto and we liked very much.

Porto is a town with a lot of things to see: The House of Music; Soares dos Reis Museum;

The Stock Exchange Palace; Serralves Museum; The Clérigos Tower; The Lello Bookshop;

The Majestic Café; The Bolhão Market and the S. Bento Railway Station.

The Churchs are beautifull too.

 

THE HOUSE OF MUSIC

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 It was projected by Dutchman architect Rem Koolhaas in 1999, but its constrution only was concluided in 2005.

In opening day, 14th April 2005, there was a concert of the Clã and Lou Reed.

  

SOARES DOS REIS MUSEUM

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It was founded in 1883 to showcase works from monasteries and convents, including a valuable collection of paintings, glass, ceramics and jewelry.

The collection”s most emblematic work is “The Exhiled” by sculptor Soares dos Reis.

  

THE STOCK EXCHANGE PALACE

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It was built in the 19th century in neoclassic style. The first architect of the Palace was Joaquim da Costa Lima Júnior.

Several Rooms of the Palace: Arabe Room; Tribunal Room; Assembly Room; Golden Room and Nations Courtyard.

 

SERRALVES MUSEUM

It was founded in 1991 by architect Siza Vieira , but it was inaugurated in 1999. 

It has wonderful gardens.

 

THE CLÉRIGOS TOWER

The Clérigos Tower was built by Nicolau Nasoni.

The constrution began in 1732 and was finished around 1750.

There are 240 steps.

Its style is baroque.

The Clérigos Church was one of the first baroque churches in Portugal.

The altarpiece of the main chapel has two scultures in wood of S. Peter and S. Paul.

  

THE BOOKSHOP LELLO

It was founded in 1906. Let”s say, who J. K. Rowling inspired herself in bookshop Lello to write Harry Potter.

Its style is neogotic.It has more of 100.000 books in several languages including translations to English of Fernando Pessoa e José Saramago books.

In 2010 was elected by Lonely Planet as the third prettier of the world.

 

 THE MAJESTIC CAFÉ

On the 17th December, 1921 opened for business in Porto. It was located in Santa Catarina street and its Art Nouveau decoration by architect João Queiroz.

It has several prizes “Special Award Coffee Cream (1999)”; Silver Medal for Tourist Ment (2000); Silver Medal of City Merit (2006); Certified Mercury Prize (2011); Municipal Merit Medal Grade Gold (2011); Advisor as it is the sixth most beautiful café in the world. 

 

THE BOLHÃO MARKET

  It was located in the heart of the city.

It”s found in a two-tier covered building and sells everything from fresh fruit,fish and other produtes to household goods.

 

S.BENTO RAILWAY STATION

It was inaugurated in 1916. It”s known for its tile panels that depict scenes of the History of Portugal.

The tiles numbers are 20 thousand and are the work of Jorge Colaço, the most important tile painter of the time.

    

CRUISES ON THE RIVER DOURO

 On the cruises on the Douro where we can enjoy magnificent moments on board.

 The cruise was along the river Douro to Régua and then Régua to Porto by train.

 We liked very much. The views are wonderful.

 

Foto da Semana

(Autor: António Mordido, pesquisado no Google Imagens)

 

Lisboa e o seu castelo. Não acham esta imagem maravilhosa!?

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publicado por IDADE MAIOR às 12:59

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

Resvés Campo de Ourique

A expressão “resvés (ou rés-vés) Campo de Ourique” remonta a 1755 quando o terramoto assolou Lisboa tendo destruído a cidade até á zona de Campo de Ourique, que ficou intacta. Nesse terramoto, os 35 arcos do Aqueduto sobreviveram sem rachadura. A explicação é de ordem geológica, pois o aqueduto e os seus grandes arcos ficam situados na junção de duas placas do cretáceo Superior, muito perto de uma falha sísmica, a de Campo de Ourique.

Usa-se esta expressão quando algo (de mal) não acontece por um triz, como que por milagre.

… em vez de se dizer “isso não aconteceu, por uma grande sorte”, poder-se-á dizer… “foi resvés campo de Ourique”.

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

Cão que ladra…

“Cão que ladra não morde”

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 Expressão muito usada para quem muito fala e pouco faz. Tal como os cães, enquanto estão ocupados a ladrar continuamente, significa que no momento não estão a morder. 

 

Sugestão de Culinária

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 Peixe Assado no Forno

Ingredientes:

- 1 Pargo (outra hipótese 2 postas de pescada grandes)

- 2 cebolas

- 2 alhos

- q.b. de salsa e de sal

- 1 folha de louro

- 1/2 chouriço (para cozer)

- q.b. de azeite

- 2,5dl de vinho branco

- 2 batatas grandes

- 400g de tomate pelado (inteiro ou já aos pedaços)

 

Preparação:

- Dar um ou 2 golpe no pargo (a meio ou 2 afastados)

- Forrar o fundo do tabuleiro com a cebola às rodelas.

- Colocar o peixe 

- Adicionar o alho, a salsa, o louro e o sal.

- Espalhar as rodelas de chouriço e colocar algumas nos golpes do peixe.

- Colocar o tomate.

- Dispor à volta as batatinhas cortadas aos quadrados.

- Regar com azeite e vinho branco.

Levar ao forno a 190ºC durante cerca de 30 / 40m.

 

Poesia

Saber Envelhecer!

 

Saber envelhecer

Com calma e dignidade!...

A velhice é apenas

Uma etapa da idade.

 

O idoso tem paz,

Sereno é seu olhar;

P´ra trás ficou um mundo

Que é lindo recordar!

 

Douto na experiência

De uma vida vivida,

Vai olhando o presente

Com crença desmedida.

 

O futuro será

Um dia e outro dia,

A ver crescer os netos

Com imensa alegria.

 

O que interessa é que as rugas

Que emolduram o rosto

Não atinjam a alma,

Não lhe roubam o gosto

 

De continuar jovem

Dentro do coração,

Cumprindo até ao fim

Sua nobre missão.

 

Apreciem a vida

Em cada despertar;

E pensem: não há idade

P´ra sorrir e sonhar.

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

Casa do Infante – Museu (Porto)

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Casa do Infante, ou Casa da Rua da Alfândega Velha é um dos edifícios mais antigos da cidade do Porto, em Portugal.

A Casa do Infante é tradicionalmente tida como o local de nascimento do Infante D. Henrique, patrono dos descobrimentos portugueses. Trata-se de um conjunto edificado que ocupa uma extensa área da zona ribeirinha do Porto e que foi sofrendo sucessivas alterações ao longo dos tempos.

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Alfândega Medieval

Em 1325 o rei D. Afonso IV mandou construir neste local o "almazém" régio, contra a vontade do bispo, então senhor do burgo. Assim nasceu a Alfândega do Porto, para onde eram encaminhadas todas as mercadorias que aportavam à cidade, a fim de ser cobrado o respetivo imposto.

O edifício primitivo era constituído por duas altas torres e um pátio central, cuja localização ainda se pode identificar. Os pisos mais elevados da torre norte funcionavam como local de habitação. O desenvolvimento comercial refletiu-se na progressiva monumentalização do edifício alfandegário. Logo no século XV, D. João I mandou construir um corpo avançado, cujo pórtico rematava por um lintel com uma inscrição e um nicho onde estava a imagem da Virgem, protetora das alfândegas.

A oriente do edifício principal havia um amplo recinto, onde funcionava a Casa da Moeda, cujas origens remontam também ao século XIV. Nas imediações foram-se concentrando outros importantes serviços da Coroa, como a Contadoria da Fazenda e o Paço dos Tabeliães.

A construção do cais de desembarque e a abertura da então Rua Nova — hoje Rua do Infante D. Henrique — são consequência deste desenvolvimento e desempenharam um papel fundamental no ordenamento urbanístico da zona ribeirinha. Aí se localizavam também a Bolsa dos Comerciantes e numerosas casas de oficiais régios e de gente abastada da cidade.

 

Berço do Infante

O edifício da velha Alfândega está intimamente à figura do Infante D. Henrique que, segundo a tradição, teria nascido neste local, em 1394. A origem portuense do Infante D. Henrique é conhecida através do cronista Fernão Lopes. No Arquivo Histórico Municipal do Porto existe o documento com as despesas efetuadas durante as festas do seu batizado, em 1394. A ligação do nascimento do Infante a este edifício entronca numa tradição popular. Sabemos que a torre norte foi habitação do almoxarife do rei, podendo ter sido este o local de estadia da corte. Aliás, o herdeiro do trono, D. Duarte, nascera em Viseu três anos antes e precisamente nas mesmas circunstâncias, em casa do almoxarife. A credibilidade da versão popular assenta ainda no facto de se tratar do maior edifício civil do burgo e de ser propriedade da coroa.

 

Remodelações

No século XVII, todo o conjunto da Alfândega e Casa da Moeda sofreu profundas alterações. A fachada avançou sobre a rua, até ao limite atual. Foi demolida a parte superior das torres, as quais deram lugar a dois amplos cobertos. Uma inscrição de 1677 assinala esta obra. A Casa da Moeda medieval foi parcialmente demolida durante um interregno de laboração (1607-1688), passando a funcionar mais tarde em metade do seu espaço inicial. Os serviços alfandegários continuaram a funcionar neste local até ao século XIX, sendo então transferidos para a Alfândega Nova, em Miragaia. Depois disso, a Casa do Infante foi utilizada por particulares, como armazém de mercadorias.

Classificado como Monumento Nacional em 1924, o edifício veio a ser alvo de um grande restauro pela Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, no fim da década de 1950. Foi então entregue à Câmara Municipal do Porto e ocupado pelo Gabinete de História da Cidade. Em 1980, este deu origem ao Arquivo Histórico Municipal do Porto que conserva a documentação camarária desde o período medieval, para além de uma excelente coleção de plantas da cidade e ainda uma boa biblioteca com vasta e variada bibliografia dedicada à história do burgo.

 

Edifício Atual

Na década de 1990 foram feitas profundas escavações arqueológicas, cujos resultados, juntamente com o estudo documental e arquitetónico, permitiram conhecer com pormenor o local. As escavações proporcionaram uma visão mais rica dos edifícios e dos homens que os utilizaram. Para além dos objetos do quotidiano, as cerâmicas, os vidros, os selos da alfandegagem, entre outros objetos, constituem importantes indicadores dos fluxos comerciais que a cidade do Porto foi mantendo ao longo dos séculos.

A pesquisa arqueológica permitiu também a descoberta de vestígios de ocupações anteriores, nesta zona ribeirinha. Foram encontrados importantes testemunhos da ocupação romana, destacando-se os primeiros mosaicos do Baixo Império encontrados no Porto. A musealização destes vestígios, no local onde foram descobertos, foi um elemento essencial do projeto de transformação das instalações. Um circuito de visita museológico ilustra a história do local, desde a ocupação romana, com recurso a aplicações multimédia e a uma maqueta interativa representando o Porto Medieval. Este núcleo museológico está integrado no Museu da Cidade.

 

E também aconselhamos:

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Foto da Semana

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(Foto tirada numa Escola da Tanzânia – Foto cedida gentilmente pelo aluno Georges Mendes)

 

publicado por IDADE MAIOR às 12:35

Hoje, dia 17-03-2015 ocorrerá na UGIRT uma Palestra subordinada ao tema: "SEGURANÇA DO CIDADÃO", dinamizada pela PSP de Rio Tinto.
Será aberta aos alunos das UNIVERSIDADES SENIORES, UGIRT e outras vizinhas (Já coloquei no Facebook) e à população em geral.

O evento acontece pelas 15 horas e o local é na Antiga Escola da CARREIRA, em Rio Tinto.

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publicado por IDADE MAIOR às 12:23

17
Mar 15

 

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

Estando na semana em que se comemora o “Dia Internacional da Mulher” 8 de março- domingo- vamos centrar toda a temática do nosso blog dedicada À MULHER, à Mulher célebre e à Mulher anónima, tantas vezes força motriz de uma sociedade, da família, do trabalho…

 

LENDA - A MULA DA RAINHA SANTA MAFALDA - AROUCA

A Rainha Santa a que se refere esta lenda é D. Mafalda, a filha preferida de D. Sancho I e a irmã favorita de D. Afonso II. A jovem princesa era bela e perfeita como poucas, e senhora de uma esmerada educação.

Naquele tempo, subiu ao trono de Castela D. Henrique, uma criança de doze anos apenas, facilmente manobrada pelo seu tutor, Álvaro de Lara, que queria governar através do jovem rei. Querendo - lhe dar como esposa uma mulher que o dominasse quando fosse adulto, escolheu D. Mafalda e o casamento celebrou - se.

D. Berengária, a mãe de D. Henrique, invocou ao Papa a consanguinidade dos jovens e o divórcio teve lugar antes da súbita morte do rei aos 14 anos.

D. Mafalda regressou a Portugal virgem e assim se manteve até ao fim da sua vida, passando desde então a ser tratada por rainha.BRASÃO.jpg

 Viveu os últimos anos da sua vida no mosteiro de Arouca, onde recebeu o hábito de monja.

 

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 Morreu aos 90 anos durante uma cobrança de foros e rendas em Rio Tinto, cujos habitantes queriam que D. Mafalda fosse sepultada nessa mesma terra.  

Mas em Arouca discordavam, porque era no mosteiro que ela vivia e na sua igreja deveria repousar o seu corpo para sempre. Estava a discórdia instalada quando alguém se lembrou de dizer que se pusesse o caixão em cima da mula em que a infanta costumava viajar e para onde o animal se dirigisse seria o local onde seria sepultada. A mula não teve dúvidas e quando chegou à igreja do mosteiro de Arouca, acercou-se do altar de São Pedro e aí morreu. O sepulcro de D. Mafalda foi duas vezes aberto no século XVII e tanto o seu corpo como as suas vestes estavam incorruptos. Em 1793, O Papa Pio VI confirmou-lhe o culto com o título de beata.

“Sta Mafalda, ou Rainha Sta Mafalda, como é conhecida em Rio Tinto, viveu os seus últimos anos e veio a falecer em Rio Tinto.

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Tendo vindo em peregrinação até Nossa Senhora da Silva, na cidade do Porto, adoeceu gravemente. Por tal facto ficou no Convento existente em Rio Tinto, onde veio a falecer. A tradição diz que após a sua morte, o seu corpo foi colocado sobre uma mula que, milagrosamente, a transportou até Arouca. Esta é a lenda que passou de geração em geração em Rio Tinto. Todavia, o facto de ter vivido algum tempo e ter vindo a falecer em Rio Tinto é, sem dúvida um facto histórico. Uma das hipóteses apontadas para o erro de se referir que faleceu em Arouca é uma informação falsa numa placa do Convento de Arouca que refere ter sido aquele o local do seu falecimento.

Fonte : Internet -Postado por LUIZ - FOLCLORE PORTUGUÊS

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Rainha Dª Mafalda, coincidência ou não, está aqui representada com uma Cantarinha no regaço, e, nesta terra de Rio Tinto existem “As Cantarinhas da Triana” cujo nome também terá sido inspirado em uma Fonte , no lugar de Triana, onde as raparigas iam encher as suas “ Cantarinhas”…

 

 

 

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

Se nos provérbios e na literatura se reflecte a cultura de um povo, através deles conhecemos também o papel da mulher na sociedade portuguesa.

 

A casa é das mulheres e a rua é dos homens

A homem calado e a mulher barbada em tua casa não dês pousada

A mulher casada o marido lhe basta

À mulher e à vinha o homem dá alegria

A mulher e o vinho tiram o homem do seu juízo

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À mulher a roca e ao marido a espada

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De nenhuma mulher há que fiar e de todo o homem há muito que temer

De onde és homem? De onde é a minha mulher

Entre marido e mulher nunca metas a colher

Homem do mar mija na cama e diz que está a suar

Homem tendo mulher feia tem a fama segura

Homem velho e mulher nova, ou corno ou cova 

Homem velho e mulher nova, dão filhos até à cova

Fonte: Anabela Couto

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Sugestão de Culinária

Bolinhos de cenoura da Tia Lucinda

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 Ingredientes:

1 kg de cenoura ralada ou picada

2 ovos

400grs de açucar

500 grs de farinha

2 colheres de café de fermento

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Preparação:

Juntam-se os ovos com o açúcar e a cenoura ralada;

Bate-se um pouco esta massa;

Junta-se a farinha e o fermento, aos poucos, batendo bem;

A massa descansa + ou – 20 minutos.

Frita-se em bastante azeite e em lume médio.

Polvilha-se com açúcar e canela.

BOM Apetite!

 

Poesia

Nesta semana que acaba com a comemoração do Dia Internacional da MULHER a nossa poesia centrou-se na Mulher, nessa Mulher de todos os tempos e começamos então, pela cantiga medieval, a Cantiga de Amigo, de Amor , de Romaria, onde se exprime um lirismo de espirito religioso e o saudosismo provocado pela ausência do amigo, na guerra com os mouros, em defesa da terra.

E também da MULHER moderna, tão “guerreira” e ainda tão pouco reconhecida…

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 “Pois nossas madres vam a Sam Simon

De Val de Prados candeas queimar,

Nós, as meninhas, punhemos d’andar

Com nossas madres, e elas enton

Queimen candeas por nós e por si

E nós, meninhas, bailaremos i.

Nossos amigos todos lá iran

Por nos veer, e andaremos nós

Bailand’ant’eles, fremosas (en) cós,

E nossas madres, pois que alá van,

Queimen candeas por nós e por si

E nós, meninhas, bailaremos i.

 

Nossos amigos iran pour cousir

Como bailamos, e podem veer

Bailar moças de bon parecer,

E nossas madres, pois lá queren ir,

Queimen candeas por nós e por si

E nós, meninhas, bailaremos i.

                         Pero de Viviãez (CV 336, CBN 698)

 

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Como vivo coitada, madre, por meu amigo,

Ca m’enviou mandado que se vai no ferido:

E por el vivo coitada!

 

Como vivo coitada, madre, por meu amado,

Ca m’enviou mandado que se vai no fossado:

E por el vivo coitada!

 

Ca m’enviou mandado que se vai no ferido,

Eu a Santa Cecília de coraçon o digo:

E por el vivo coitada!

 

Ca m’enviou mandado que se vai no fossado,

Eu a Santa Cecília de coraçon o falo:

E por el vivo coitada!

Martin de Ginzo ou de Grijó (CV 876, CBN 1219)

 

Para a MULHER do séc. XXI

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MULHER

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Para ti “guerreira”

Conciliadora, manufactureira,

TU que ao Mundo dás os filhos,

TU que semeias, plantas, regas, moves a terra,

Estacas os ramos rebeldes,

Alentas as ondas da maré da Vida,

TU que te extasias com as magnólias d’avenida,

TU que colhes os frutos para os partilhares,

TU que já não tens lágrimas perante o infortúnio

E VIVES…

TU, MULHER, VIDA, MÃE, Inspiradora de poetas,

SER ÚNICO e BELO

És um coração de harmonia

És a encarnação d’Alegria

Trazes LUZ e sabedoria ,

À existência dás cor

Ternura, encanto e AMOR!

 Maria Guimarães   (março 2015)

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Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

Roteiro “Dia da MULHER”

 

A UGIRT organizou uma CAMINHADA no dia 8 março dedicada a todas as MULHERES, às célebres e às anónimas… e aqui ficam algumas etapas da Caminhada.

Começamos por um “miminho” para todas!

Uma sala de aula transformada em sala de exposição… “a memória em pedaços de vida no feminino”.

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Revisitamos a Memória da nossa infância através de fotos trazidas pelas alunas da UGIRT e expostas na “corda da Vida”…

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 Observando…algumas belezas que nos transportaram a outras épocas, a outros lugares e saboreando a Maçã…

Então não foi a Maçã o “fruto da tentação” entre Eva , a primeira Mulher , e Adão, o primeiro homem?

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Dia da Mulher 8 março 2015 antes da partida para Caminhada, recebendo o KIT (t-shirt, maçã, água e uma mensagem : MULHER!)

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Discos em vinil… livros de outros tempos e de hoje ,Escritos por mulheres, para mulheres...

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A nossa mascote: “a carteira” da nossa infância!

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Outras memórias… mas que caminhada!

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 A Teresinha estava encantada!

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 A Marinha quis registar as suas emoções…

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“Na corda da Vida” penduramos as fotos de mulheres célebres,(Amália Rodrigues, Madre Teresa de Calcutá, Lady Diana, Natália Correia, as Lavadeiras de Rio Tinto) e de mulheres anónimas (Maria Antónia, Armanda, Cidália, Conceição, Ana Dias, Aldina, Maria José, Teresa, Carolina, (…) )

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Que Lindas as alunas da UGIRT! E que animadas!

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A partida foi aqui!

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Enquanto aguardávamos por algumas participantes que se atrasaram, fomos posando para mais tarde recordar!

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 Já caminhando …

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A Chegar à Venda Nova em direcção à Linha do Metro na Cidade Jovem!

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Passamos na Confeitaria 7 Pecados…

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 Pela Avenida da Conduta… 

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Contornamos a Confeitaria DELRIO, viramos na Rotunda da Galp, apreciamos a beleza da Avenida toda debruada a magnólias! LINDA!

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Reparem na Jovialidade da Dª Ilda, quase no final!

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E assim chegamos ao fim da 1ª Caminhada da UGIRT, no Dia Internacional da Mulher 2015.

De notar que alguns homens se juntaram à nossa iniciativa, PARABÉNS também para eles!

 

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 Foto da Semana

 

No Parque da Cidade!

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As árvores!

Mesmo no Inverno são maravilhosas, observem os desenhos que elas fazem! Parecem rendilhados…

 

Outra FOTO da Natureza…

E de seu nome MIMOSA… também nome de MULHER!

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 As Magnólias em Rio Tinto trazem beleza e cor à Cidade!

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publicado por IDADE MAIOR às 08:29

16
Mar 15

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 D. Sebastião desejado

Toda a vida do rei D. Sebastião parece, ter sido envolvida por estranhos desígnios. Seu pai (o príncipe D. João, ultimo dos nove filhos de D. João III e de Dona Catarina de Áustria) morreu de diabetes dezoito dias antes de ele nascer. A Nação inteira esperava um herdeiro. A Nação inteira desejava um herdeiro. Por isso esconderam a notícia da morte do príncipe a sua esposa, a princesa D. Joana, até ao momento em que ela deu à luz o tão ambicionado herdeiro. E quatro meses depois, sua mãe, viúva e triste, seguia para Espanha, para não mais voltar a Portugal.

A sua lenda confunde-se, por vezes com a realidade, lenda que possui algo de intangível. Algo que simboliza quem sabe a essência da eternidade. E se termina numa manhã de nevoeiro, começou também num dia frio de Janeiro do ano de 1554

Lenda d`el-rei D. Sebastião

Fugiu de Alcácer Quibir

El Rei D. Sebastião

Perdeu-se num labirinto

Com seu cavalo real

 

As bruxas e adivinhos 

Nas altas serras beirãs

Juravam que nas manhãs

De cerrado de Nevoeiro

Vinha D. Sebastião

 

Pastoras e trovadores

Das regiões litorais

Afirmaram terem visto

Perdido entre os pinhais

El Rei D. Sebastião

 

Ciganos vindos de longe

Falcatos desconhecidos

Tentando iludir o povo

Afirmaram serem eles

El Rei D. Sebastião

E que voltava de novo

 

Todos foram desmentidos

Condenados às galés

Pois nas praias dos Algarves

Trazidos pelas marés

Encontraram o cavalo

Farrapos do seu gibão

Pedaços de nevoeiro

A espada e o coração

de El Rei D. Sebastião

 

Fugiu de Alcácer Quibir

El Rei D. Sebastião

E uma lenda nasceu

Entre a bruma do passado

Chamam-lhe o desejado

Pois que nunca mais voltou

El Rei D. Sebastião

El Rei D. Sebastião.

FONTE: http://letras.mus.br/

FONTE: https://www.youtube.com/watch?v=bb-Je6Z7xjo#t=7

Poema: José Cid

Texto: Carminda Neves

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

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Aluna: Rosa Homem

Referências

http://detudoumpoucorosinha.blogspot.pt/p/um-proverbio-por-dia.html

 

Sugestão de Culinária

 

BACALHAU À GOMES DE SÁ A MODA DA MINHA AVÓ

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RECEITA PARA QUATRO PESSOAS

4 - BATATAS

4– CEBOLAS

1– PIMENTO VERDE

1 - PIMENTO VERMELHO

4– POSTAS DE BACALHAU

2 ou 4 - OVOS

AZEITE, SAL, AZEITONAS – Q.B.

1 - PITADA DE GENGIBRE EM PÓ

1 -TABULEIRO DE IR AO FORNO

Cozer o bacalhau – guardar

Cozer os ovos - guardar

Cortar as batatas e cebolas, às rodelas. Os pimentos cortados em tiras, fritar tudo junto em azeite, não muito para não ficar enjoativo, (não deixar fritar demasiado)

Fritar o bacalhau no azeite onde fritou: batatas, cebolas, pimentos

Colocar no tabuleiro alternando: batatas, cebolas, pimentos, Com o bacalhau desfeado em lascas grandinhas.

Levar ao forno bem quente durante 30 minutos

Retirar, enfeitar com os ovos cortados às rodelas, azeitonas e sirva. É de comer e chorar por mais

BOM APETITE.

FONTE: minha avó: Nazareth da Conceição Simões Neves

Endereço da fotografia

http://www.muitogostoso.com.br/images/stories/logo-cererja-g.jpg

Aluna: Carminda Neves            

 

Poesia

Vento

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Acaricia minha face,

Emaranha os meus cabelos,

Ignora os meus apelos, 

Seca minhas lágrimas 

Como se fosse um imã.

 

Oh vento, vento 

Cúmplice do tempo, 

Em seu canto rouco 

Leva quase tudo 

E traz muito pouco..

                                 Nair Damasceno

 

Referências Bibliográficas:

http://sitedepoesias.com/poesias/95858

Aluna: Rosa Carvalhal

 

Foto da Semana

 

A PRIMAVERA APRÓXIMA-SE E COM ELA, TODO O ESPLENDOR DO RENASCER DA VIDA. PARA SUA REPRESENTAÇÃO UMA SIMPLES FLOR

 

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FONTE: Carminda Neves

publicado por IDADE MAIOR às 16:34

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

Lenda “A Moeda de Ouro”

 

     Outeiros é o nome de um lugar situado no alto de uma pequena montanha.

     As casas por ali tinham características comuns: baixas, isoladas, pintadas de branco e azul. Algumas dessas habitações tinham na fronteira uma janela, uma porta e uma guarita, modelo algo invulgar usado pelos Cristãos Novos, o que referencia a estadia desses povos por aqueles sítios.

     As pessoas que viviam por ali tinham vida absolutamente rural, trabalhando a maioria delas por conta de outrem. Normalmente viviam com dificuldades, algumas possuíam a casa e o pequeno quintal agregado, outras nem isso, o que as obrigava a procurarem fora dali a sua subsistência, assim como a de todos e de tudo que deles dependiam.

     O mato para estrumar os currais e a lenha para a lareira e forno do pão eram, por exemplo, coisas que iam buscar bastante longe e quase sempre compradas.

     As mulheres atavam com uma corda grandes quantidades dessas matérias, onde espetavam um forcado. Depois era vê-las de pernas tremulantes, envolvidas em suor, vergadas sobre esses brutais carregos que transportavam à cabeça.

     Consta que em tempos uma dessas mulheres, quando andava junto do penedo da Bica a apanhar lenha de pinho e esteva para depois trazer para casa, ouviu gemidos vindo do interior do penedo.

     O local era de total isolamento, as casas mais próximas ficavam a quilómetros, havendo por ali javalis, veados, lobos e outros animais salvagens, o que fez a senhora tremer de medo.

     Mas eis senão quando, e para seu maior espanto, aparece junto de si uma fina e bonita moura, que se lhe dirigiu:

   -Ai, se me pudesse acudir! Tenho ali na minha casa uma irmã a morrer de parto. Ajude-me, por favor, venha salvá-la!

     Nos Outeiros não havia hospital, nem posto de socorros nem coisa nenhuma que se pareça. Por ali tudo acontecia naturalmente! Uma pessoa analfabeta que dava injecções, outra que tocava os mais variados instrumentos e abrilhantavam os bailaricos, carpinteiros, pedreiros, mestres de lagar, enfim, pessoas para fazer tudo, cujas profissões passavam de pais para filhos, ou apareciam espontaneamente.

     Ser parteira também não fugia à regra.

     Normalmente esse trabalho era desempenhado pela mulher mais velha do povoado.

     A pessoa que andava à lenha era mãe de filhos, e também já tinha visto nascer muitos meninos.

     -Está bem, eu posso ir lá experimentar.

     Deu uns passos até junto da menina, e qual não é o seu espanto quando olha para o penedo e vê nele uma porta, uma bonita porta aberta.

     Já tinha ouvindo dizer que havia quem tivesse visto por ali roupa a corar, passas de figo a secar, etc. Mas quanto a si, não tinham conta as vezes que andara por ali à lenha, e nunca vira no penedo coisa nenhuma de anormal, e muito menos uma porta, jurava a pés juntos que não.

     Mas era verdade, a porta estava ali na sua frente, aberta de par em par.

     Quando, guiada pela menina, chegou ao interior do penedo, o espanto ainda foi maior. Nunca o seu olhar havia pousado sobre tanto ouro, pratas, sedas, espalhado por tudo quanto era sítio.

     E o quarto onde se encontrava a irmã de menina, esse então era pura e simplesmente de sonho! Mas como era possível existir ali tanta coisa bela, tanta riqueza, tanto luxo?

     - Vê, ela está aqui, ajude-a, salve-a!

     A irmã da menina mal se via no meio de tanta renda, de tanta beleza, até o leite era de ouro!

     A mulher até tinha receio de se aproximar, de lhe tocar, as suas mãos estavam cheias de terra e mascarradas das estevas. Mas, impulsionada por qualquer mistério, aproximou-se e, quase sem tocar na parturiente o menino nasceu, sendo logo rodeando de mil meninas, vestidas de fadas, que o levaram dali.

     À mulher, em agradecimento pelo préstimo, foi dada uma cafeteira cheia de brasas queimadas.

     -A cafeteira é bonita, mas para que quero eu as brasas?

     E quando chegou junto da lenha, já bastante afastada do penedo, a mulher despejou as brasas para o chão.

     -Deus meu, mas que é isto?

     Mais uma vez os seus olhos se abriam de espanto! Ela não queria mesmo acreditar no que eles viam.

     As brasas, as tais brasas negras que ela despejara para o chão, transformaram-se em moedas, em lindas moedas de ouro. Mas quando se baixou para as apanhar elas desapareceram todas.

     Chegada a casa, e quando contava ao marido tudo o que vira, ele desfez-se em sorrisos, em chacota:

     -Oh mulher, isso pode lá ter acontecido, isso são histórias da carochinha!

   -Foi verdade, homem, eu vi-as com os meus olhos, estavam dentro desta cafeteira.

     -Oh mulher, cala-te lá com isso, com certeza que foi a água da bica do penedo que te fez mal!

     E quando a mulher, para explicar ao marido, vira a boca da cafeteira para o chão, eis que dela cai uma moeda igualzinha às que vira desaparecer.

     A admiração naquele momento foi repartida pelos dois, que nada mais puderam fazer senão entreolhar-se com espanto!

  

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Ovelha que berra bocada que perde.

  

Sugestão  de Culinária

 

Pãozinho Doce

 

     De Maria Emília da Silva, de Cerejeira, esta receita de pãozinho doce constitui um complemento excelente de pequeno lanche.

     Amassam-se meio quilo de farinha, duzentos e cinquenta gramas de açúcar, três ovos e trinta gramas de fermento de padeiro comum chá feito previamente de casca de limão e pau de canela.

     Depois de bem amassado e levedado durante algum tempo, divide-se o preparado em pequenas porções, moldam-se em pequenos bolos-pães de diversos feitios, pincelam-se de ovo batido e vão ao forno.

     Louros e cheirosos estão prontos a ser saboreados pelos mais exigentes.

 

Poesia

Diálogo (Entre Ferreira do Zêzere e um Visitante)

 

Visitante:

               De lindo verde vestida

               de aparente trato fino

               com elegância tão querida

               de falar-lhe não prescindo!

 

               Senhora, mal vos conheço

               por perto nunca me vi

               mas de agrado vos confesso

               ser muito o que vejo aqui!

 

                Com todo o respeito meu

                e longe do vos maçar

                vos rogo um dado seu

                para comigo levar!

 

Vila de Ferreira do Zêzere:

                   Dado meu, se isso é desejo

                   fazei favor de o pedir

                   com a gentileza que vejo

                   gosto tenho em vos servir.


Visitante:

             Coisa outra não esperava

             de belo quem tanto tem!

             Quero somente uma palavra

             para saber de onde vos vem:

 

             O nome e o visual

             quem vos serve e vos serviu

             e se alguém nobre e real

             por vossos campos se viu.

 

Vila de Ferreira do Zêzere:

 

           O nome vem duma família

           que por aqui habitou

           e também do rio Zêzere

           quando ao altar me levou.

 

           Serviram-me os Templários

           a fazerem-me as raízes

           e os meus Cristãos queridos

           que em mim foram felizes.

 

           Serviu-me D. Gil Vicente

           como meu tabelião

           e também muita outra gente

           que tenho no coração.

 

           P’los meus caminhos e campos

           muitos nobres neles vi

           confesso que foram tantos

           que alguns nomes já perdi:

 

           Foi o nosso Rei D. Carlos

           exímio caçador

           e o D. Santo Condestável

           bom guerreiro e confessor.

 

           A D. Virgínia Peres

           nome que ainda perdura

          Senhora de muitos teres

          em terras de semeadura.

 

         Tive o Alfredo Keill

         poeta de muita beleza

         e a banda do Carril

         que estreou a Portuguesa.

         Por fim, do meu coração

         por nunca o poder esquecer

         tive o nosso Rei D. João

         que foi quem me deu o Ser.

 

         Com mais tempo, mais diria

         mas em outra altura será

         mas penso para o que queria

         ter muito que chegue já.

 

Visitante:

 

           O quanto de vós pensei

           pouco me parece agora

           envolve-vos tanta Grei

           mui nobre bela Senhora!

 

           Mesmo assim se mal não fosse

           e sem de vós querer abusar

           queria só que me dissésseis

           onde em vós posso encontrar:

 

           Marcos e outros encantos

           que muitos devereis ter

           para um nobre visitante

           vos bem poder conhecer.

 

Vila de Ferreira do Zêzere:

 

           Tenho Areias, Pias e Dornes

           três lindos lugares sagrados

           que juntam em seu redor

           os Sírios engalanados;

 

           tenho as quintas do Adro

           Vila Verde e da Alegria

           onde preservo e guardo

           meus símbolos de fidalguia.

  

           Tenho na velha Águas Belas

           o Pelourinho notável

            que tem gravada a efígie

            do mui nobre Condestável.

 

             Tenho as santas capelinhas

             erguidas nas altas serras

             onde se vive o silêncio

             e me afugentaram as guerras.

             Tenho o Santo S. Miguel

             meu querido protector

             e o santinho S. Pedro

             que orienta o meu amor.

 

           Tenho o Zêzere cristalino

           com a ilha dos namorados

           onde o cheiro a rosmaninho

           contempla os bem chegados.

 

           Tenho o relógio de sol

           velhinho a bem contar

           e o lindo Lago Azul

           onde se podem banhar.

 

           Tenho lendas, tenho história

           água pura p´ra beber

           tenho pedacinhos de glória

           que enriquecem meu ser.

 

           Tenho tanta coisa bela

           difícil de descrever

           sou enfim uma janela

           aberta p´ra quem quiser.

 

Visitante:

 

           Boa a hora quando aqui

           parei para descansar

           confesso que o que ouvi

           breve me fará voltar.

 

           Para vós gentil Senhora

           deixo a minha gratidão

           e crede d’ora em fora

           vos tenho no coração.

                                                  Sá Flores

 

 Sugestões de Fim semana/ O que visitar na minha aldeia/vila/cidade?

 

Exposições de miniaturas auto móveis

 

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Não perca neste mês de março a exposição de CARROS DE SONHO DOS ANOS 30.

A Coleção pertence ao senhor Eng. Rui Figueiredo Simões, natural do concelho de Ferreira do Zêzere.

Com a devastadora 1ª guerra mundial já para trás, a década de 30 inicia a “idade do automóvel”, que se consolida na década seguinte: o automóvel – a “carruagem sem cavalos” – torna-se num prático meio de transporte quotidiano enquanto a aplicação de avançados métodos de produção e a introdução de vários desenvolvimentos técnicos (carrocerias, travões, motores,…) completam a transformação de um brinquedo de ricos num objeto de consumo acessível a (quase) todos. Por outro lado, a vida nunca fora tão boa para os (poucos) afortunados que integravam a “alta sociedade”. Começava-se a “sentir” um cheiro a modernidade, o Charleston e o Jazz estavam na moda, a Art Nouveau evoluía para a Art Deco, as saias encurtavam e as mulheres assumiram-se nos mais variados domínios, até então reservados aos homens, como a aviação e o automóvel. Foram os roaring twenties e os “loucos anos 30”…

   

Foto da semana

 Alunos e Professores da Universidade Sénior numa visita guiada ao Museu do Brinquedo em Seia

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publicado por IDADE MAIOR às 16:06

Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

História de infância                                                       

  

Era uma criança alegre e feliz, brincando no campo com outras crianças e com os brinquedos que nós próprias construíamos improvisadamente, fazendo as nossas bonecas, os nossos carrinhos, as casinhas das nossas bonecas, correndo pelos campos, fosse inverno ou verão.

No inverno, saltitávamos de poça em poça, cheias de água da chuva ou com placas de gelo. Era motivo de grande entusiasmo e contentamento quando, ao saltar, ouvia o barulho do gelo a partir. No fim ficava com os pés gelados, mas isso fazia parte da brincadeira pois logo se resolveria com a lareira acesa.

Quando chegava a primavera, eram lindos os campos cobertos de flores de todas as cores. Sentia-me uma flor no meio de tantas e com elas fazia grandes colares de malmequeres amarelos e brancos para brincar às princesas. Como era diferente a vida de uma criança, que vivia e brincava no campo, da de uma que vivia e brincava na cidade! Muitas destas tinham tudo, tanta coisa que eu não imaginava. Todavia, não era por isso que eram mais felizes do que eu a viver na minha aldeia rodeada de tudo tão natural e belo. Era uma tranquilidade e uma paz sem igual! Não se falava em terrorismo, em assaltantes ou malfeitores, tudo era calmo. Também não havia a televisão e a rádio era um mimo que não era para toda a gente da aldeia.

Que saudades eu tenho desse tempo em que o pouco que tinha me fazia feliz! 

Maria de Lourdes da Costa Pereira Morgado

  

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

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Sugestão de Culinária

 

GASTRONOMIA | LAMPREIA EM TOMAR

É a época do bicho e, um pouco por todo o país, ele apresenta-se à mesa, quer se goste quer não, em diversos tipos de confeção.

São festivais, mostras, semanas, meses e temporadas inteiras dedicadas à lampreia.

Em Tomar, até 8 de março, são 14 os restaurantes que unem esforços para promover a Mostra da Lampreia no concelho:

Baía, Bela Vista, Estalagem de Santa Iria, Ginginha, Infante, Marisqueira de Tomar, Nabão e Tasquinha da Mitas (todos na cidade de Tomar), Convento do Leitão (Casal dos Aromas), A Lúria (Portela de S. Pedro), Manjar dos Templários (cruzamento para Castelo do Bode), Mister Grill (Venda Nova), Picadeiro (Alvito), e o Almourol (em Tancos, no concelho vizinho da Barquinha).

O que há para comer?

Atente-se:

Paté de lampreia com algas, paté de lampreia em cama de cogumelos, empadas de lampreia e filetes de lampreia avinagrados, sopas de peixes do rio e de lampreia, lampreia com arroz de cabidela, molhata de lampreia, lampreia à bordalesa, caldeirada de lampreia e lampreia com feijão.

ARROZ DE LAMPREIA

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 INGREDIENTES:

- 1 Lampreia

- Vinho tinto, alhos, salsa, louro, colorau, sal e cravinho.

- 2 Cebolas

- Azeite

- Arroz carolino

PREPARAÇÃO:

Limpa-se a lampreia, mergulhando-a sucessivas vezes em água bem quente, raspando-se a gordura entranhada na pele.

Passa-se por água limpa. Amanha-se a lampreia, tira-se o “dente” que tem na cabeça e a tripa. Corta-se a lampreia em postas generosas, junta-se ao sangue previamente reservado, acrescenta-se vinho tinto, alhos, salsa, louro, colorau, sal e cravinho.

Fica em marinada de um dia para o outro. Picam-se duas boas cebolas, refoga-se ligeiramente com um pouco de azeite, juntam-se as postas da lampreia e abafa-se para suar no azeite. Quando o nervo branco estiver de fora, junta-se a calda da marinada. Deixa-se ferver em lume brando até que o molho espesse. Esta é a altura ideal para provar os temperos.

A lampreia não deve cozer demais. Tira-se a lampreia. Reserve o molho.

Coloque um tacho ao lume com água e sal. Coloque uma boa porção do molho na água a ferver. Adicione o arroz carolino do Baixo Mondego. O arroz deverá crescer e ficar “castanho escuro”. Retifique o tempero e adicione, caso necessite, mais molho. Pode ainda adicionar um pouco de vinagre ao arroz já cozido, a gosto. Junta-se a lampreia e vai a servir.

LAMPREIA DE OVOS

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INGREDIENTES:

Para os fios de ovos:

  • 60 gemas
  • 5 claras
  • 1 kg de açúcar

Para os ovos moles:

  • 175 grs de açúcar
  • 12 gemas
  • 1 clara

Para a espécie:

  • 250 grs de amêndoas
  • Açúcar para caramelo
  • Glacê de açúcar branco

PREPARAÇÃO:

Preparam-se 3 dúzias de ovos em fio e 2 dúzias em trouxas. Estas não se enrolam.

Fazem-se os ovos-moles com os ingredientes citados e juntam-se-lhes as amêndoas peladas e finamente raladas.

Leva-se esta espécie ao lume brando para engrossar.

Para armar a lampreia:

Dispõe-se uma terça parte dos fios de ovos no prato de serviço, dando-lhes a forma de lampreia; por cima deita-se a espécie de ovos-moles e amêndoa e cobre-se esta com mais fios de ovos.

Dispõem-se as «capas» das trouxas sobre o conjunto anterior, sobrepondo-as e moldando-as, de modo a ficar com o feitio da lampreia (embora bastante menos comprida). A cabeça deverá ter muito mais volume do que a cauda.

Faz-se um pouco de caramelo escuro (mas sem queimar, pois amarga) que se deita sobre parte do corpo da lampreia e, depois, com a glacê de açúcar branco desenham-se os olhos, a boca e «escamas» na ponta da cauda.

Colocam-se cerejas cristalizadas nos olhos e um pouco de cidrão a simular a língua.

Contorna-se toda a lampreia com fios de ovos.

Dica:

O açúcar, caramelo e a glacê só se aplicam no dia em que a lampreia será comida, pois em contacto com a calda das trouxas, têm tendência para derreter.

  

Poesia

 

 Alma de Mulher

 

Nada mais contraditório do que ser mulher…

Mulher que pensa com o coração,

age pela emoção e vence pelo amor.

Que vive milhões de emoções num só dia

e transmite cada uma delas num único olhar;

 

Que cobra de si a perfeição e vive

arrumando desculpas para os erros

daqueles a quem ama;

Que hospeda no ventre outras almas, dá à luz

e fica cega diante da beleza dos filhos que gera;

 

Que dá as asas, ensina a voar, mas que não quer ver partir

os pássaros, mesmo sabendo que eles não lhe pertencem;

Que se enfeita toda e perfuma o leito,

ainda que seu amor nem perceba mais tais detalhes;

 

Que como numa mágica transforma

em luz e sorriso as dores que sente na alma,

só para ninguém notar.

E ainda tem que ser forte para dar os ombros

para quem neles precise chorar.

 

Feliz do homem que, por um dia, souber

entender a Alma da Mulher!

(Lucinete Vieira)

 

Brincos de Princesa

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Gosto de todas as flores,

admiro sua beleza,

encanta-me a linguagem:

miosótis, não me esqueças

hortense, fraternidade

brincos de princesa…

quererão dizer riqueza?

Como são belos, caídos,

vermelhos, grandes e pequeninos!

Lembram lágrimas caídas

das saudades que tenho

de certo tempo vivido...

No tempo das cerejas

gosto de as  pendurar

mas hei-de experimentar

com brincos de princesa.

Será que lembram a realeza?

Maria Teresa Graça

 

A Chuva

 

A chuva cai intensamente.

Nas planícies pequenos ribeiros,

Com seu caudal permanente,

Correm a fio dias inteiros.

Chuvadas não cessam de cair,

Sendo a mãe natureza sua dama.

O inverno  está  a pressentir

Estação do ano que não se ama!

Frio, geada e chuva,  é o seu tempo,

Sem  eles não  haveria riqueza.

Aceitemo-los  com  sentimento,

Na vida existe grandeza!

Grandes desmoronamentos

Traz  a invernia

Sem querer.

Estes momentos são necessários,

pois o tempo urge.

Verão, Outono, Inverno e Primavera,

Estações do ano, qual a preferida?

Frio, chuva, calor,

na sua era, folha amarelecida e florida!

Na vida, qualquer uma é querida!

                                                     Isabel Pereira  

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

Dornes, a mítica terra dos Templários

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O Rio Zêzere, que é afluente da margem direita do Rio Tejo, é sem sombra de dúvida um dos rios mais bonitos de Portugal.

Desde a Serra da Estrela até Constância, este rio é uma ininterrupta sucessão de belíssimas paisagens e de belíssimas vilas e aldeias.

Esta beleza e a paz imensa que nas suas margens se respira fazem do Zêzere um destino turístico altamente recomendável para os dias quentes de verão. Junto a ele, poderá o visitante retemperar o corpo e consolar a alma.

A vila de Dornes, que é sede de uma freguesia do concelho de Ferreira do Zêzere, é uma das localidades situadas nas margens do Zêzere cuja visita se recomenda. Fica sobre uma pequena península que é contornada pelo rio, já na parte formada pela albufeira do Castelo do Bode.

Dornes é muito antiga, é anterior à fundação da nacionalidade. Talvez já no tempo dos lusitanos tenha existido uma povoação no mesmo local, se for verdade a afirmação que alguns fazem de que a torre da vila foi construída sobre as ruínas de uma outra torre, que Sertório teria mandado construir.

A vila de Dornes esteve muito ligada aos Templários. A sua torre pentagonal foi mandada erigir por Gualdim Pais (1118-1195), que foi grão-mestre da Ordem dos Templários em Portugal, como parte integrante de um sistema defensivo da Linha do Tejo contra os mouros, que incluía Tomar (onde estava a sede da Ordem), Almourol, etc. No interior da torre de Dornes há diversas estelas funerárias templárias. A torre dos Templários em Dornes é um belo exemplo da cultura Templária Portuguesa, na antiga e charmosa vila de Dornes, Dornes, situa-se na península do rio Zêzere.

A Torre dos Templários em Dornes foi construída em pedra de argila 72 anos antes da era cristã, durante o período romano na península ibérica. A Torre Templários em Dornes é muito notada devido à forma rara, 5 faces, o que faz da torre de Dornes um exemplo raro de arquitetura militar no período da Reconquista. A Torre dos Templários Dornes foi construída pelos templários para servir de linha defesa do Tejo. Nesses tempos, as conquistas eram feitas entre margens de rios. No entanto, as datas fundamentais são muito mais antigas, durante a época romana, e até é possível que fosse um local ocupado por mineiros em busca de ouro no rio Zêzere. A partir da torre e da Praça que a circunda, é possível ver toda a paisagem de diferentes ângulos com o sereno rio azul e belas e diferentes paisagens.

  

Foto da Semana

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publicado por IDADE MAIOR às 14:58

13
Mar 15

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Que memórias se guardam quando se tem mais de 100 anos?

Por Andreia Sanches (texto) e Miguel Manso (fotografia)

Estas são conversas sobre o passado e o presente com quem já viveu tanto que chega a achar que é milagre. Investigadores encontram pontos em comum.

 

“Quantos anos tenho? Humm... 70. Ou 78...” Silêncio. “Oh, mais um ano, menos um ano, o que é que isso interessa?” Manuel Rafael dos Santos fala alto, movimenta as mãos com teatralidade, gestos rápidos. A filha ri-se. Aproxima-se da orelha dele e dá-lhe a notícia: “Tem 109!” E ele salta da poltrona como se tivesse sido atingido pela maior das ofensas. “Não tenho nada!”

A filha, Maria da Conceição, de 65 anos, ri-se à gargalhada. O filho, António, de 80, também. Todos riem na sala de Manuel Rafael dos Santos. E ele fica satisfeitíssimo por continuar a animar as pessoas assim. Sempre foi um homem de festa. Tem 109, sabe disso. Porventura, às vezes esquece-se.

Na sua “mocidade”, havia bailes “todos os 15 dias”, ora na casa de um, ora na casa de outro. Tocava harmónio, bebia vinho com “a rapaziada” — “era até cair”, conta (o filho acha que ele exagera nesta parte), até que um dia decidiu que não beberia mais, porque os copos já não lhe davam só alegria, também o punham maldisposto.

E já que se fala de festa: “Que é feito da rapaziada agora?” Já não dançam? Já não bebem? “Não dou notícia de brincarem. O pessoal está diferente como a noite do dia.” E os velhos amigos, onde estão? A filha diz que ele nem sempre tem noção de que não viveram tanto tempo quanto ele, morreram. Ele tem outra teoria. “Querem lá saber de mim...” Pois se não aparecem.

Não é de alimentar tristezas. Também já não quer saber deles.

Manuel foi um dos quatro centenários que o PÚBLICO visitou nos últimos dias, em diferentes pontos do país. Aquele que é o grupo etário que regista maior crescimento demográfico na maioria dos países desenvolvidos suscita a curiosidade do público em geral e da comunidade científica. “Sabemos de alguns factores que afectam a longevidade humana. São factores bem conhecidos dos médicos, como o exercício, a alimentação, etc. No entanto, os centenários são particularmente interessantes porque muitos não têm um estilo de vida saudável. Ou seja, factores genéticos (e alguma sorte) são importantes”, diz o geneticista português João Pedro de Magalhães, investigador do Institute of Integrative Biology, na Universidade de Liverpool.

Emília Correia nasceu no Colmeal da Torre, concelho de Belmonte, a 6 de Dezembro de 1907. Vive num lar em S. Pedro de Alva. 

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Enquanto em todo o mundo há cientistas, como João Pedro Magalhães, a estudar o envelhecimento, o que dizem os centenários? Como se relacionam eles com isto de viver tanto tempo?

Rafael Manuel dos Santos nasceu a 23 de Dezembro de 1905, era rei D. Carlos I, na aldeia de Roda, freguesia de Asseiceira, concelho de Tomar. Ainda não tinha nove anos quando a I Grande Guerra estalou, tinha 26 quando Salazar foi empossado no cargo de presidente do Ministério e 68 quando se deu o 25 de Abril. Já viveu tanto que o normal, diz, seria que o seu tempo já tivesse acabado. “Eu não faço milagres. Quem faz milagres é Deus. Ele é que sabe.”

Em Dezembro, foi notícia nos jornais. “Se não é o homem mais velho de Portugal é certamente um dos mais velhos”, disse à Lusa Carlos Rodrigues, o presidente da junta da Asseiceira, que lhe organizou uma festa de anos. Na semana passada, encontrámo-lo na casa para onde foi há 80 anos quando por volta dos 27 ou 28 deixou de viver com os pais e se casou. Fica numa pequena aldeia vizinha de Roda, alguns minutos de carro.

Aos 87, enviuvou, e desde então vive sozinho. Aos 100 ainda andava com uma enxada na terra, hoje já só vai apanhar umas laranjas. Veste-se, cuida da sua higiene, às vezes caminha até ao café que fica no fim da estrada que atravessa a aldeia — “Não é pelo café, é mais para passear”, explica. Movimenta-se sem bengala, aliás, irrita-se (sempre com um sorriso disfarçado) quando se fala de bengalas. “Bengala?! Deram-me uma, está ali encostada à parede. Quero lá usar bengala! Um homem com bengala, só tendo 100 anos!”

As refeições são na casa da filha, que mora perto. Só tem dois dentes mas não admite que lhe cortem as couves do cozido à portuguesa aos bocados como se não fosse capaz de as mastigar. E quando, há tempos, Maria da Conceição teve a ideia de o levar a um centro de dia, para ver se ele gostava — pois se está sempre a queixar-se da pacatez da aldeia, “ó menina, isto está tudo morto, é de mais” —, perdeu a paciência. Zangou-se. Recusa estar num sítio de velhos. Antes o tédio.

 

A memória do tempo

Recentemente, esteve nesta sala “uma cientista de Lisboa” que lhe fez uns exames e disse que ele tinha “um metabolismo de 80 anos”, diz a filha orgulhosa. O que fez para isso? Ele não sabe dizer. Fumou, ainda que pouco. Come de tudo. A filha acredita que o segredo foi “ralar-se pouco”.

“Temos de talhar a vida com calma”, diz ele.

Não pára de conversar. Não são as grandes guerras (conseguiu livrar-se de tropa), ou o Salazar (“parece que era de gancho”) ou o 25 de Abril que lhe interessam contar. E, sobre o tempo presente, a grande perplexidade de Manuel é mesmo esta: “Não há divertimento! Não há divertimento!” Do resto, dos dias que correm, não tem muita informação — não tem problemas de saúde, não toma medicamentos, mas a audição é fraca (“estou mouco como o catano”), por isso, apesar de a televisão estar muitas vezes ligada, não a ouve. Aquilo de que gosta de falar pertence a outro tempo: ir à escola para aprender a ler e a escrever com o professor Oliveira, contra quem a turma se virou um dia por ele querer bater num; o trabalho nas terras do pai; os bailes e as raparigas “que só queriam namoro”; o harmónio que deixou de tocar quando se casou; aquela altura em que foi para o Entroncamento fazer serviços de carpintaria para CP... Era jovem, muito jovem.

O fenómeno é conhecido. “Há uma quantidade desproporcional de memórias entre aproximadamente os 10 e os 30 anos”, explica Constança Paúl, catedrática do Instituto de Ciência Biomédicas Abel Salazar, da Universidade do Porto (ICBAS/UP), e presidente da divisão de Gerontologia Aplicada da Associação Internacional de Psicologia Aplicada. Afinal, prossegue, é nessa janela temporal que se concentram “as tarefas fundamentais relativas à educação, o casamento, o trabalho”, tarefas que acabam por constituir o “quadro de referência cognitivo-afectiva a partir do qual a pessoa orienta a sua vida, a relação com os outros, etc”.

Por outro lado, é conhecido que “alguns tipos de memória” entram em declínio com a idade — por exemplo, declina menos a “memória semântica” (factos, conceitos, vocabulário sem referência espácio-temporal) e mais a chamada “memória episódica” (acontecimentos com referência ao espaço e ao tempo). Há várias explicações para o declínio, “nomeadamente de índole neurobiológica”: dificuldades de atenção, de velocidade de processamento de informação; problemas de visão e audição, que têm implicações no desempenho mnésico; patologias.

Constança Paúl faz parte da equipa do PT100 — Estudo dos Centenários do Porto, um projecto desenvolvido pelo ICBAS/UP que envolveu, desde 2013, um total de 140 centenários. Já iremos a alguns dos resultados, relatados ao PÚBLICO em resposta por email, por três investigadores do PT100. Mas ainda a propósito da relação destas pessoas com o passado e o presente, Óscar Ribeiro, coordenador do estudo, acrescenta o papel do “futuro”: “Numa das entrevistas que fiz com uma das colaboradoras do projecto [101 anos], precisamente um dos casos que consideramos de ‘sucesso’ (níveis elevados de funcionamento cognitivo, funcional e de saúde), um dos aspectos que mais nos despertaram curiosidade foi o modo como o seu discurso tinha transversalmente orientação de futuro — seja no modo como descrevia tudo o que ainda tinha que fazer, como a nossa presença estava a alterar os seus planos para aquela tarde, seja no modo como se despediu com um até para o ano, fazendo questão de nos receber por essa altura.”

O investigador do ICBAS/UP admite que “esta orientação para o futuro pode ser uma variável psicológica de potencial influência na longevidade excepcional, nomeadamente na dita ‘bem sucedida’”. Algo a estudar proximamente, acrescenta.

 

"Que Deus vos dê saúde"

 

Benvinda Marques, 109 anos, não parece ter grandes planos para o futuro. Vive no lar da Santa Casa da Misericórdia de Alfeizerão, concelho de Alcobaça, desde 2012. Recorda os tempos em que teve uma mercearia em Lisboa, “à sociedade com um cunhado”, e diz: “Vendia de tudo um pouco, do arroz à massa, ao grão, ao feijão, mas havia muitas caloteiras. E eu não sabia assentar... São vidas que se passam.”

Helena Neto, directora técnica da instituição, corrige-a: “Ainda está a passar.” Mas ela encolhe os ombros. “Já passei o que tinha a passar.”

publicado por IDADE MAIOR às 11:01

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Relatório da Global Alliance for the Rights of Older People – In our own words: what older people say about discrimination and human rights in older age

Aborda o tema do idadismo, discriminação e negação dos direitos humanos a que estão sujeitas as pessoas idosas. O relatório teve por base testemunhos recolhidos em diferentes países, onde se inclui Portugal.

 

In-Our-Own-Words-2015.pdf

 

 

 

 

publicado por IDADE MAIOR às 10:41

10
Mar 15

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 Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

A Gaita Maravilhosa

 

Esta história começa num caminho estreito, coberto de pedras, buracos e poeira.

O silêncio era absoluto, apenas se ouvia o canto das cigarras, dos grilos e de alguns pássaros.

O céu estava muito azul. Era de tarde e o sol queimava a pele de dois viajantes que percorriam aquele caminho.

Eram eles Jesus e Pedro.

-Tenho tanta sede, Senhor!

- Tem paciência, Pedro. Estou certo de que daqui a pouco a sede desaparece. Olha, aproximamo-nos de um laranjal!

- E as laranjeiras estão cobertas de laranjas, Senhor! Mas estão cercadas por um muro tão alto!

- Repara, está um rapaz junto ao portão. Vamos falar com ele.

- Ai que bem que me sabia agora uma laranja! Estou cheio de sede! Ó menino, deixas-me comer uma laranja, deixas?!... (Pedro)

- Claro que deixo. Colha as que quiser. Escolha as maiores e as mais maduras.

- Que boas que estão estas laranjas, hummm finalmente mato a sede… Mestre, coma uma laranja!

- Colha as que quiser. Escolha as maiores e as mais maduras.

Jesus entrou no laranjal, estendeu o braço e colheu a primeira laranja que encontrou. Era uma laranja pequena que tinha amadurecido na ponta de uma laranjeira muito velha.

Depois de ter comido a laranja, Jesus perguntou ao rapaz:

- Que presente gostavas muito de ter?

- Eu gostava muito de ter uma gaitinha. Uma gaitinha muito especial. Que quando eu tocasse nela, tudo havia de dançar.

- Aqui tens o teu presente.

- Muito obrigado, senhor!

Pedro e Jesus agradeceram as laranjas ao rapaz e voltaram ao seu caminho.

O rapaz pôs-se a admirar a gaitinha sem saber que o dono do laranjal estava ali perto escondido num matagal de silvas e tinha visto e ouvido tudo.

- Este rapaz precisa levar uma boa tareia. Então eu pago-lhe para guardar o laranjal e ele põe-se a oferecer laranjas aos caminhantes! Onde é que se viu tamanho descaramento! Ora já vais ver!

( Entretanto o menino começa a tocar na gaitinha)

- HÃ?! Mas o que é isto? Eu não quero dançar! Eu não quero dançar! Ai! Ai! Estou a arranhar-me todo!

Entretanto o rapaz afastou-se tocando a sua gaitinha sem se aperceber do que tinha acontecido ao dono do laranjal. Pelo caminho, cruzou-se com um comerciante de loiça de barro. No mesmo instante os dois começaram a dançar a saltar e a rodopiar. Acabando o burro por desatar a correr para bem longe.

-Ah malandro, que já vais ver o que te espera! Ai minha rica loucinha! Ai meu rico burrinho! Ai de mim, que fiquei pobre num instantinho! E a culpa e toda tua, rapaz! Vou levar-te ao tribunal. Vou falar com o senhor juiz!

No tribunal… - Senhor doutor juiz, faça justiça! Dê um castigo exemplar a este rapaz, que me desgraçou a vida.

- Tenha calma! Tenha calma! Quero ver como é que as coisas se passaram. Rapaz, trazes aí a gaitinha? - Trago senhor doutor juiz. É esta!

- Então começa a tocar! (O menino toca e todos começam a bailar.

Entra na sala a mãe do juiz que era entrevada.

- Vá de folia, vá de folia! Que há sete anos não me mexia. Vá de folia, vá de folia! Que há sete anos não me mexia.

- Pára rapaz! Não toques mais na tua gaitinha!

- Sim, senhor!

- Rapaz, estás perdoado. Se é verdade que fizeste estragos ao tocares nessa gaita maravilhosa, também é verdade que deste uma grande alegria. Conseguiste curar a minha mãe, que não mexia as pernas há sete anos. Vai em paz.

O juiz decidiu e assim se cumpriu.

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

Provérbio Popular: “Em Março, esperam-se as rocas e sacham-se as hortas”

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Sugestão de Culinária

 Feijoada 

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 Ingredientes:

1 litro de feijão manteiga cozido

500 g de orelha de porco

300 g de entrecosto de porco

1 morcela de assar

1 pé de porco

1 chouriço

1 farinheira

2 cenouras

1 couve lombarda ou couve coração

2 cebolas

1 dente de alho

2 colheres de sopa de polpa de tomate

1 dl de azeite

1 ramo de salsa

1 folha de louro

pimenta branca, malagueta e colorau a gosto

Preparação:

Coza as carnes com metade do chouriço, até estarem tenras, e claro, temperadas com sal.

Coza a farinheira, com a morcela, tendo o cuidado de espetar um palito nas extremidades da farinheira, para que não rebente.

Num tacho grande, picam-se as cebolas e os alhos, e deixa-se dourar um pouco em azeite.

Junta-se a polpa do tomate, a outra metade do chouriço inteira, e deixa-se cozinhar um bocadinho em lume baixo, e com o tacho tapado.

Quando o refogado estiver dourado, juntam-se a carnes de porco cozidas e cortadas em pedaços, e as cenouras cortadas às rodelas não muito finas. Deita-se um pouco de água de cozer as carnes, tapa-se o tacho e deixa-se uns 10 minutos, em lume brando.

Arranja-se e escalda-se a couve e adiciona-se ao preparado, deixando cozer até estar tenra. Acrescentar mais um pouco da água de cozer as carnes, se necessário.

Finalmente junta-se o feijão, os enchidos cortados às rodelas, mexe-se tudo muito bem, rectificam-se os temperos e deixa-se apurar, mais um pouco com a tampa posta no tacho.

Acompanha com arroz branco seco.

 

Poesia

 

Sou do norte, sou do norte

Do norte de Portugal

Somos Ribeira de Pena

Distrito de Vila Real

 

Amigos cantai, cantai

Ai até a voz doer

Amigos cantai, cantai

Ai assim é que é viver

 

A água do rio Tâmega

É como a água da fonte

Corre, corre sem parar

Na serra de Trás-os-Montes

 

São os séniores da Ribeira

Da nossa universidade

São estrelas miudinhas

Que nascem ao cair da tarde

 

Somos um grupo alegre

E todos da mesma terra

Somos um ramo de flores

Criados na primavera

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

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 Sexta 13 – Montalegre

O ano de 2015 abençoou Montalegre com três Sextas 13. A primeira do calendário aconteceu em fevereiro . A capital de Barroso volta a vestir-se a rigor e lança o convite a toda a população. A celebração, focada nos azares, bruxedos, contos, lendas e locais sombrios da memória, volta a fazer uma forte aposta na música e teatro.

Mais uma edição a não perder, dia 13 de Março, onde o fogo espalhado por vários locais da vila promete aquecer a noite.

Espreitem o site oficial :

http://sextafeira13.org/13/

Onde ficar:

http://sextafeira13.org/13/onde-ficar/

   

Foto da Semana

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publicado por IDADE MAIOR às 18:41

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Sugestão de Culinária

Quiche de legumes

Ingredientes

Massa quebrada

1 pacote pequeno de leite magro

4 ovos inteiros

1 cebola média

1 cenoura

1 alho francês

1 courgete

Bróculos, sal refinado

Preparação

Fazer um estrugido sem deixar queimar a cebola.

Juntar todos os legumes ( os bróculos têm de ser cozidos).

À parte e quanto os legumes cozem juntar o leite com os ovos batidos.

Forrar a tarteira com a massa quebrada, mas não tirar o papel que vem junto.

Dentro da massa deita-se o leite e ovos e só depois os legumes já cozinhados.

A tarteira tem de ficar bem cheia para a quiche ser alta.

Levar a forno a 180 graus mais ou menos ½ hora.

 

Foto da Semana

Aula de yoga

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publicado por IDADE MAIOR às 12:58

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

Pesquisado na Internet e apresentado por: Virgílio Neves

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 Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 Autores: Turma 1 e 2 (pesquisas no Google Imagens)

 

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Sugestão de Culinária

Autor: Carla Saraiva (Turma 3)

 

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Bolo de chocolate

Ingredientes:

3 ovos

2 ml de natas

1 iogurte natural

200 grs. de açúcar

200 grs. de farinha

125 grs. de chocolate em pó

Preparação:

Bata as claras em castelo e aguarde.

Num recipiente junte as gemas, o iogurte e as natas e bata.

Junte o açúcar e o chocolate e bata mais um pouco.

A seguir junte a farinha e bata.

Por fim envolva as claras em castelo.

Unte uma forma de tamanho a seu gosto.

Leve ao forno a cozer por 45m a 180 graus.

Dicas e sugestão:

Cobertura:

Leve ao lume metade duma tablete de chocolate de culinária com um pacote de natas e recheie por cima.

  

Poesia

 Autor: Teotónio Guerra

 

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    Poema – amor

 

I

Meu amor quando te vejo

Alegro o meu coração

Os dias que te não vejo

Fico sem qualquer ação

 II

Tu és a flor mais linda

Que tenho no meu jardim

Pode haver muitas outras

Tu és a melhor para mim.

 

 Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 Pesquisado na Internet e apresentado por Jaime Carapucinha

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 Foto da Semana

Turma de informática, no decorrer de uma aula.

(Autor: António Mordido – professor)

Diz-se que “Querer é poder”!

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Apesar dos dados aqui apresentados serem de 2005, pouco se evoluiu, nomeadamente, no grupo de pessoas com mais idade.

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 Vamos lá combater a infoexclusão!

publicado por IDADE MAIOR às 11:38

Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

Conto Popular

O Cuco e a Poupa

O cuco era marido da poupa e a poupa era muito estragada; quando era no princípio do ano comia tudo e depois andava a pedir misericórdia. Foi pedir uma vez à melra para irem ambas pedir às formigas se lhes davam algum socorro e as formigas disseram para a melra:

“Enquanto tu andaste de silveira em silveira – chelro, melro, melro, melro, chelro ‐ , ganharas pão para o Inverno.”

O mocho era o rendeiro nesse tempo; o cuco mandou lá a mulher pedir‐lhe um carro de pão.

O rendeiro disse‐lhe: “Pois sim, eu empresto‐te esse carro de pão, mas hás‐de dormir cá esta noite, que eu amanhã mando‐te lá o pão pelos meus moços no meu carro e com os meus bois.”

A poupa ficou lá e o mocho mandou‐lhe ao outro dia o carro do pão; o cuco, assim que o carro lá chegou, ficou com carro, bois e tudo, dizendo que a mulher tinha ganho tudo.

Nisto o mocho mandou obrigar o cuco pelos bois e carro; depois foram a juízo e o juiz deu-lhes de sentença: o cuco que andasse a publicar por esse mundo todo que era cuco porque o quis e o mocho que andasse de terra em terra em busca dos bois; faz ele “Bois, Bois”; a poupa que havia de andar recomendando às outras para pouparem o que tinham a fim de não se verem obrigadas a ir pedir a mariolas como o mocho.

(Ourilhe)

Adolfo Coelho 

Beatriz Marques -Tomar

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

DITOS RELACIONADOS COM O GALINHEIRO

 

Andar com galinha (ter pouca sorte)     

Ao cantar do galo (de madrugada)

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Cheio como um ovo (farto)     É mesmo uma galinha (débil)
 
 

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Estar como um pinto (muito molhado)

Estar em pele de galinha (com muito frio)

 

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Galinha choca (mulher sem energia)    

Galinha farta de erva (soberba            

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Galo doido (homem vaidoso)              

Isto é como galinha (isto é bom)    

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Memória de galinha (esquecido) 

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   Um galo na cabeça (Escoriação na cabeça)                

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                        Um ovo por um real (muito barato)                                        

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 In Almanaque Bertrand (2014/2015)

Recolha de Rosário Sousa – Tomar

 

Sugestão de Culinária

 Beija-me Depressa

(Especialidade de Tomar)

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 INGREDIENTES

225 g de açúcar

1 colher (sopa) de manteiga

12 gemas

2 colheres (sopa) de farinha de trigo peneirada

Água q.b.

Óleo para untar

Açúcar de confeiteiro para polvilhar

PREPARAÇÃO

Leve ao lume brando o açúcar com água (o suficiente para cobrir o açúcar) e deixe ferver até atingir o ponto de pérola (quando a calda escorre da colher formando um fio cuja extremidade é semelhante a uma pérola).

Retire do lume, misture imediatamente a manteiga à calda e deixe amornar. Adicione as gemas, uma a uma, mexendo a cada adição e em seguida coloque a farinha de trigo, aos poucos, misturando bem.

Leve novamente ao lume brando, até obter ponto de estrada, ou de bala mole (quando ao passar uma colher de madeira na panela onde está sendo feita a calda, o fundo se torna visível, formando uma estrada).

Coloque essa massa numa travessa untada com óleo e deixe-a repousar de um dia para o outro.

No dia seguinte, faça bolinhas com a massa, polvilhe-as com açúcar de confeiteiro e coloque em forminhas de papel.

(Elisabete Duarte – Tomar)

 

Poesia

  

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À CIDADE DE TOMAR

 

Tomar, cidade poética

cidade jardim muito bela,

meus olhos te veêm

como uma Estrela!

Do teu centro

partem quatro caminhos;

como pontos cardeais:

- Para - Fátima - terra de Fé

- Para - Coimbra – terra da ciência

- Para - Lisboa - nossa capital

E para Oeste - nosso Litoral...

Tomar, cidade histórica

teu Espírito culmina

na festa mais linda e principal

A Festa dos Tabuleiros

Como não há igual...

Eu em ti vejo e contemplo

a Natureza

nas quatro estações anuais

Escreveram-te teus poetas

Pintaram-te teus artistas

Quisera cantar-te como teus jograis...

No entanto, em meu coração

Vejo o teu encanto

e humildemente te peço:

- Tomar aceita a minha dedicação!

 

Teresa Saraiva Graça – Tomar 

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

PARA TER UM BOM FIM DE SEMANA

 

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Se queres afogar as mágoas

Que trazes no coração

Vem gozar o panorama

Pelas margens do Nabão

 

Tomar não é só cidade

Tem encantos e beleza

Se vieres, hás-de voltar

Isso eu tenho a certeza!

 

Lucinda Simões - Tomar

 

Para sugestão de visita:

 

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Qualquer que seja o motivo para visitar a cidade, subir ao castelo templário e descobrir a obra monumental do Convento de Cristo é imprescindível.

A Charola é a parte mais antiga. Este oratório templário foi construído no séc. XII, assim como o castelo, que na época era o mais moderno e avançado dispositivo militar do reino, inspirado nas fortificações da Terra Santa.

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Foi transformada em Capela-Mor aquando da reconstrução ordenada por D. Manuel I, no séc. XVI, altura em que o conjunto ganhou o esplendor arquitetónico que ainda hoje se preserva e que lhe justificou a classificação como Património da Humanidade.

Vale a pena ver o Convento com atenção para ir descobrindo algumas preciosidades, como as representações no portal renascentista, a particular simbologia da Janela Manuelina da Sala do Capítulo, os pormenores de arquitetura do Claustro Principal e as dependências ligadas aos rituais templários.

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Para melhor perceber a sua história, é importante saber como a Ordem dos Cavaleiros do Templo se transformou em Ordem de Cristo, salvaguardando o poder, o conhecimento e a riqueza que tinham em Portugal. O célebre Infante D. Henrique, mentor da epopeia dos Descobrimentos, foi um dos seus governadores e protetores mais importantes.

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 A partir do Convento, podemos descer a pé pela Mata dos Sete Montes até ao centro histórico. 

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Indo pela estrada, vemos a meio do percurso a Ermida de Nossa Senhora da Conceição, uma pequena joia renascentista, obra do português João de Castilho que também trabalhou no Convento. 

In Visit Portugal

Recolha Elisabete Duarte – Tomar

 

Foto da Semana

Autora: Teresa Afonso

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publicado por IDADE MAIOR às 09:22

07
Mar 15

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

Lume novo

Bom para afugentar o demónio e as coisas ruins.

Exemplo: A tecedeira tendo de ir à Póvoa saiu daqui com o Francisco, correio de Braga, e para Braga, de onde seguiria para o mar.

Perto do barracão da Praça (o dos impostos de carros, parece) deu meia-noite, e já ali viu ela dois (vultos altos), um branco, outro preto.

Mais adiante perto da casa do Preposto, outro (aí anda sempre um; é da casa do Preposto que nunca foi requerido).

Perto do Bentinho (Caneiros), um quarto e em muito maior, como que dependurado do fio telegráfico.

A mulher acabou de tolher-se com medo e declarou ao Francisco que não passava mais adiante. Ele sossegou-a dizendo que também tinha visto tudo, e que ia fazer com que não tivessem mais encontros, esporeou o cavalo, que largou a galope, “ferindo lume” nas pedras.

Bastou isso para não verem mais nada em toda a jornada.

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

"Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje

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Esta frase aplica-se à organização pessoal de cada um.

Se tem tempo para executar uma tarefa hoje, porquê estar a adiar o que tem de ser feito?

Se adiar, vai acumular com outras tarefas também adiadas, o que acaba por acumular muitas tarefas para serem feitas ao mesmo tempo.

Por isso, se tem algo para fazer, não tenha preguiça e faça.

 

Sugestão de Culinária

Doce de Abobora

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Ingredientes:

150grs de Açúcar amarelo

200grs de Abóbora

3 Paus de canela

2 cascas de limão

Preparação:

Parta a abóbora aos pedaços.

Num recipiente coloque a abóbora o açúcar os paus de canela e as cascas de limão.

Vai ao lume até a abóbora ficar mole e o açúcar ficar derretido.

Depois de estar bem cozido retirar os paus de canela e as cascas de limão e passar com a varinha.

Deixar arrefecer. 

 

Poesia

NUNCA TE DISSE

Divido contigo…

as palavras amontoadas

na minha voz magoada…

tudo o que não me deste…

nunca te disse tudo…

nunca te disse nada…

onde ficou o tal Amor

que nos abraça e confunde…

que nos prende os sentidos

e nos deixa meio “perdidos” ?

será que o Amor é Amor…

quando amamos alguém demais

e nos amamos de menos ?

nunca te disse…

tudo aquilo que sentia…

porque senti

que não me compreendias…

Não se pode exigir ser amado

por alguém que não nos ama…

ama-se …sem saber a razão…

é assim que o coração

mantém acesa a chama…

Nunca me olhaste

para além do olhar,

o que por ti senti, perdeu-se

nas noites do teu silêncio,

nas horas vãs

que sonhei contigo, ao luar…

nunca te falei 

dos segredos

que meu corpo escondia…

quando ao teu se unia

em ritmo e sintonia…

Amor que é Amor…

nunca pode ser forçado…

tu já tens…o meu perdão…

libertei-me do passado… …

está livre o meu coração !

                                        M. Araújo

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 Palácio da Bolsa no Porto

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 Salão árabe no Palácio da Bolsa

 

Palácio da Bolsa, ou Palácio da Associação Comercial do Porto, na cidade do Porto, em Portugal, começou a ser construído em Outubro de 1842, em virtude do encerramento da Casa da Bolsa do Comércio, o que obrigou temporariamente os comerciantes portuenses a discutirem os seus negócios na Rua dos Ingleses, em pleno ar livre.

Com uma mistura de estilos arquitetónicos o edifício apresenta em todo o seu esplendor, traços do neoclássico oitocentista, arquitetura toscana, assim como o neopaladiano inglês.

Sede da Associação Comercial do Porto, serve agora para os mais diversos eventos culturais, sociais e políticos da cidade. O Salão Árabedetém o maior destaque de todas as salas do palácio devido, como o nome indica, a estuques do século XIX legendados a ouro com carateres arábicos que preenchem as paredes e teto da sala. É neste salão que tem lugar as homenagens a chefes-de-estado que visitam a cidade.

Na Sala dos Retratos encontra-se uma famosa mesa do entalhador Zeferino José Pinto que levou três anos a ser construída, revelando-se um "exemplar altamente qualificado em todas as exposições internacionais a que concorreu".

 

Foto da Semana

 

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publicado por IDADE MAIOR às 15:24

06
Mar 15

 

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

LENDA DO RIO TINTO

Por Walter Jorge de O. Almeida

Mais uma lenda que segundo se diz, teve uma pequena ajuda do Apóstolo Thiago que esteve presente nos sonhos do rei Ordoño II informando-o e praticamente ordenando que efetuasse o socorro ao seu sogro o Conde Gutierres.

No início do século IX, os Cristãos ganhavam terreno aos Muçulmanos. Governava o Conde Hermenegildo Gutierres o território da Galiza até Coimbra, tendo como centro a cidade do Porto.

Contudo, o Califa Abdelramam II, com um poderoso exército, fez uma violenta investida, cercando a cidade do Porto. O rei Ordoño II desceu em socorro do seu sogro, o conde Gutierres, conseguindo afastar os mouros e perseguindo-os para longe da cidade.

Junto a um límpido ribeirinho, no ano de 824, travou-se a sangrenta batalha. Na memória do povo, ficou o sangue derramado que, de tão abundante, tingiu as cristalinas águas do rio, passando desde então passou a chamar-se de Rio Tinto.

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 Painel central de azulejos da Estação de Rio Tinto, onde podemos ler a seguinte inscrição: “Batalha em 824 entre Abd-El-Raman II Kalifa de Córdoba e o Conde Hermenegildo”

 

Outra explicação, talvez mais científica, para o nome da cidade de Rio Tinto

“Por sua vez, a explicação para a cor das águas é bem outra, até porque o topónimo já existia antes de se ter dado a batalha. Quem no-lo diz é Simão Rodrigues Pereira, na sua obra “Antiguidades do Porto 1825”, que acrescenta: “a cor das águas deve-se à natureza do solo pois o dito (rio) corria por um leito devoniano onde abundava o grés vermelho”.

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Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

Na aula de Informática II, os alunos fizeram uma pesquisa sobre Ditados e Provérbios, temática: “ÁGUA – Fonte de VIDA!”

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  • Água corrente não mata a gente.
  • Água e conselhos só se dão a quem os pede.
  • Água fria lava e cria.
  • Água mole em pedra dura, tanto bate até que a fura.
  • Água quente, saúde para o ventre.
  • Águas passadas não movem moinhos

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  • Águas paradas, cautela com elas.
  • Água fervida alimenta a vida.
  • Os rios correm para o mar.
  • Barco parado não faz viagem.

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  • Bem vai o barco quando o arrais canta.
  • Ferver em pouca água.
  • Mondar e chover, dinheiro a perder.
  • Não se pode ter sol na eira e chuva no nabal.
  • Presunção e água benta, cada um toma a que quer; mas a pia se esvazia, quando passa uma mulher.
  • Gato escaldado de água fria tem medo!

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  • Quem não poupa água e lenha, não poupa o mais que tenha.
  • Quem ceia vinho, almoça água.
  • A preguiça morreu de sede à beira da água.
  • A última gota é que faz transbordar o copo.
  • Água e vento são meio sustento.
  • Até ao lavar dos cestos é vindima.
  • Nunca se diga: desta água não beberei.
  • Presunção e água benta, cada qual toma a que quer.
  • Quando Deus quer, água fria é remédio.
  • Em Abril águas mil. 

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Sugestão de Culinária

Na UGIRT fizemos um sorteio para a sugestão de culinária desta semana… foi a Dª Ilda Vila Real a contemplada!!!

Vejamos o que nos trouxe...

 CALDO DE NABOS à Moda da Ilda Vila Real!

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Ingredientes:

  • 1 molho de nabos bem fresquinhos;
  • Batata, cebola
  • Feijão vermelho
  • Costela de porco bem magrinha;
  • Sal q.b.
  • Azeite da minha aldeia;

                            E … a nossa rainha de hoje : ÁGUA!

Preparação: (guardando algum segredo… não digo tudo!)

Parte-se a rama bem verdinha em bocados de tamanho médio;

Parte-se as cabeças dos nabos em quadradinhos miudinhos;

Coloca-se a água, as leguminosas e a cebola numa panela e liga- se o fogão.

O feijão , a batata e a cebola semi cozidos, junta-se os quadradinhos do nabo e a costela

Deixa-se cozer bem.

Quando está já a engrossar e o nabo está bem vidrado, junta-se a rama partidinha.

Deixa-se ferver durante 7 a 10 minutos.

                   E já está …. Uma delíciaCALDO NABOS.jpg

E já está …. Uma delícia!

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Poesia

Continuamos com a temática ligada à Água…

Oceano, mar, rio, ribeiro, chuva, lágrima…

Do livro “Na Tela da Vida” de Maria Guimarães

 

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CHUVA

 

São pingos circulares

Caindo nos passeios

Dos beirais

Das folhas das árvores

Encharcadas

São gotas de água

Caindo das nuvens densas

São imagens

Povoando minha mente

São minutos de acalmia

Que trazes ao meu dia

São quintais e jardins

Em regozijo

Buscando tua frescura

Para sobreviver!

São vidas agitadas

Pelo desconforto do

Molhado

São alegrias e hinos

Dos que te buscam

Na certeza da finitude

São poças e charcos

Onde o chapinar canta e abraça

A alma na sua plenitude!

É o vento a fustigar a Terra

Espalhando sua intensidade

Que penetra no meu íntimo

Furor ondulando

Minhas vísceras de

Paixão…

E nestes cinzentos do meu dia

Com humildade

Busco a essência,

Sinto a Paz,

Sinto a minha humanidade,

E louvo-te, ó chuva!

 

                        Mariamar

 

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OLHANDO O MAR

 

Olhando o mar revolto

Vejo as ondas brancas

Crescerem e esvair-se

Na areia dourada,

agora molhada

Pela chuva intensa

De um dia cinzento

Onde a cor e a nostalgia

De mãos dadas

Espalham a magia

Pela praia adentro…

Há uma luz no horizonte

Piscando, piscando…

é um sinal para os navios,

Uma âncora para a Vida

Olho o brilho na névoa

Sinto a esperança no ar

É o sonho, é a emoção

De viver o Tempo sem fim,

De viver as etapas cruciais

Envoltas em mantas e asas ancestrais

Que nos afagam e sussurram…

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E… en français… le voilà , un poème pour notre âme!

 

“L’énigme! “

 

Connaître le Monde

La forêt, l’océan…

Marcher sur la neige

Être enneigé…

S’énnivrer de brouillard

C’est la magie du blanc!

La pureté initial… l’énigme…

Connaître le Monde

La forêt, l’océan…

S’étendre sous la chaleur

Du soleil tropique, brillant

Écouter la mélodie, sentir l’odeur…

C’est la magie de la vie

Qui réunit

La danse des sens,

La voix des amis,

La musique des anges

Le goût de l’amour

La vision des grandes émotions!

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Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

Desta vez vamos fazer um percurso ambientalista!

Vamos passear ao longo do rio Tinto desde os seus riachos até quase à sua FOZ …

Já foi um rio de águas límpidas, em alguns locais ainda continua, como vamos ver, mas em outros está muito poluído…

De chapéu, botas e alegria, vamos fazer uma Caminhada em homenagem ao rio Tinto, à sua gente, aos “lutadores” que década após década, se vão esforçando para que o rio não caia no esquecimento e se vá tratando…

Neste século XXI há uma esperança, a LIPOR está a tratar o rio na sua nascente, os movimentos “pro rio” estão aí atentos e nós vamos caminhando e alertando para a sua preservação…

Logo pela manhã, 9:00 horas – Café quentinho no bar da Estação e seguimos em direcção a Baguim do Monte onde podemos observar uma parte do rio com bastante caudal e água transparente!

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 Por aqui existem hortas bem férteis e abundância de água… do rio Tinto!

 Seguimos viagem e vamos observar o rio próximo da Campainha, ao longo da linha do metro,

Seguimos e vamos até à LEVADA, outrora lugar de MOINHOS…e aqui o rio tem bastante caudal e muita beleza!

 

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 Já um pouco cansados a precisar de repor energias, caminhamos pelo meio dos campos,

Vimos mais rio… chegamos ao Restaurante Madureiras, na Ponte , em Rio Tinto, e aqui… o rio tem habitantes , muito lindos!

Ora vejam!

Colónias de Patos…

Os filhotes, como o tempo está um pouco cinzento… estão abrigados…mas quando está sol é bonito vê-los todos em fila atrás dos progenitores!

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Descansamos um pouco, bebemos uma água… e continuamos até PEGO NEGRO e fomos ver o rio Tinto já no Parque Oriental da cidade do Porto onde ele se encaminha para a sua Foz.

Um Belo Parque para podermos no Verão fazer um piquenique com os nossos colegas de outras UTI’s… fica o desafio!

 

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 No Parque Oriental da Cidade do Porto, mesmo fronteira colada à Cidade de Rio Tinto, o rio serpenteia… serpenteia e canta melodiosamente um hino de lamento e saudade do seu tempo áureo… ansiando por novos tempos de GLÓRIA!

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Com a hora do almoço a chegar e este espaço tão verdinho…apetece mesmo sentar e “petiscar”!

Sugestão para Maio ou Junho!

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E com este murmúrio do rio, entrecortado pelo canto das aves (muitas) que por aqui habitam despedimo-nos, esperando voltar ao rio tinto brevemente com um grande grupo e um piquenique no final!

A Natureza tem muitos encantos e mesmo com os “desastres “ que tem sofrido ELA continua a brindar-nos com tanta BELEZA!

 

Foto da Semana

Pôr do Sol

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VESTÍGIOS de Dança das GAIVOTAS

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E, porque os olhos também comem, deixamos aqui umas decorações de pratos que NÓS cá na UGIRT é tudo a rigor! (Lanche de Natal – prometemos mostrar mais… aqui há artistas!)

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publicado por IDADE MAIOR às 18:21

Sugestão de Culinária

Por favor, não coma!

 

Se tem por hábito comer batatas fritas nas refeições, acompanhá-las com um copo de refrigerante e saborear uma taça de gelado na sobremesa, cuidado: acabou de incluir na sua refeição três dos dez piores alimentos de todos os tempos.

São vários os nutricionistas, médicos e outros especialistas e estudos que resultaram num ranking das iguarias mais prejudiciais à saúde. A lista reúne alimentos que nunca deveriam ser ingeridos, por serem ricos em açúcar, gordura e aditivos químicos.

Estas comidas não devem fazer parte do dia-a-dia, mas podem ser consumidos eventualmente, numa festa ou num momento de lazer. A ingestão pontual dos alimentos citados não oferece riscos. Já a inclusão deles na dieta regular é perigosa e, em longo prazo, pode acarretar variadas doenças. Por isso, é preciso ter atenção sobretudo às crianças, que costumam consumir as guloseimas da “lista negra” com bastante frequência.

Hoje os principais problemas de saúde infantil são colesterol alto, diabetes e hipertensão precoces. Há ainda a obesidade, que implica risco maior de enfarte e cancro quando a criança se tornar adulta.

Mas mais importante do que classificar os piores alimentos de todos os tempos é incentivar a mudança de mentalidade em relação ao que faz bem à saúde: — O maior vilão não é a comida que faz mal, mas o pensamento das pessoas quanto aos alimentos bons. É preciso mostrar que o saudável também pode ser saboroso.   

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Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

O passeio de finalistas do ano 2013/2014 foi realizado no dia 20 de Junho.

Durante a manhã os alunos fizeram uma visita à fábrica da Vista Alegre, onde perceberam como são feitas as diferentes peças.  

No período da tarde, foi tempo para um passeio de moliceiro e uma visita às salinas.  

Aqui ficam as fotografias deste dia bem passado!

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publicado por IDADE MAIOR às 17:55

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

Domingos Ferrugento

A lenda da serpente

Conta a lenda que uma vez uma serpente começou a perseguir um vaga-lume. Este, fugia rápido, com medo da feroz predadora, e a serpente nem pensava em desistir. Fugiu um dia e ela não desistia, dois dias e nada...

No terceiro dia, já sem forças, o vaga-lume parou e disse à serpente:

- Posso lhe fazer três perguntas?

- Não costumo abrir esse precedente a ninguém, mas já que vou te devorar mesmo, pode perguntar...

- Pertenço à sua cadeia alimentar?

- Não.

- Eu fiz-te algum mal?

- Não.

- Então, por que você quer acabar comigo?

- Porque não suporto ver você brilhar...

 

Moral da história

Têm pessoas que se dizem seu(sua) amigo(a), mas o que eles querem mesmo é acabar com o seu sucesso.

 

Referências bibliográficas

http://www.velhosabio.com.br/mensagem/279/A+lenda+da+serpente.html

 

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

Fátima Gomes

Os Ditados Populares são o reflexo da sabedoria do povo

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  1. Falar é prata calar é ouro.
  2. Esta vida são dois dias e o carnaval são três.
  3. Velhos são os trapos.
  4. Em boca fechada não entra mosca.
  5. Rei morto rei posto.
  6. Em terra de cegos quem tem olho é rei.
  7. Ir à lã e vir tosquiado.
  8. Ri melhor quem ri por último.
  9. O homem prevenido vale por dois.

 

Sugestão de Culinária

As sopas de sempre nos tempos atuais

As sopas são um alimento muito apreciado pelas pessoas mais idosas, não só porque tem uma fácil digestão mas também pelo seu efeito reconfortante, sobretudo no tempo frio. Quem não se delícia com uma sopa quente acabada de fazer, ingerida calmamente, num ambiente tranquilo, depois de um dia agitado?

A sopa é um dos alimentos mais incrementados num regime de alimentação saudável, por isso não dispense a sua saborosa sopinha.

 

Sugestão de uma sopa bem nutritiva

Inês Henriques

Creme de Favas

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Ingredientes

0,5 kg de favas descascadas

5batatas

2cebolas

2colheres de azeite

1dente de alho

Salsa, sal e pimenta q.b.

 

Preparação

Põem-se as favas a cozer juntamente com as batatas, cebolas, alho, salsa e duas colheres de azeite. Quando estiver tudo bem cozido reduz-se a puré e tempera-se com um pouco de pimenta.

Serve-se juntando cubinhos de pão torrado.

 

Bom apetite

   

Poesia

Rosa Homem

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José Régio 

Sabedoria  

 

Desde que tudo me cansa,  

Comecei eu a viver

Comecei a viver sem esperança... 

E venha a morte quando 

Deus quiser. 

  

Dantes, ou muito ou pouco,  

Sempre esperara: 

Às vezes, tanto, que o meu sonho louco 

Voava das estrelas à mais rara; 

Outras, tão pouco, 

Que ninguém mais com tal se conformara. 

 

Hoje, é que nada espero.  

Para quê, esperar?  

Sei que já nada é meu senão se o não tiver; 

Se quero, é só enquanto apenas quero; 

Só de longe, e secreto, é que inda posso amar. . . 

E venha a morte quando Deus quiser.  

 

Mas, com isto, que têm as estrelas?

Continuam brilhando, altas e belas.  
 

Referências Bibliográficas

http://www.citador.pt/poemas/sabedoria-jose-regio

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

Aluna: Carminda Neves

LOUSÃ: A VILA E A SERRA

Lousã: vila no centro de Portugal, a 30 Kms da cidade de Coimbra.

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É uma planície no sopé de serra da Lousã, uma vila simples, não muito antiga, embora tenha tradições Romanas e mouriscas. O seu monumento mais antigo é o castelo de Arouce situado a meio da serra, num local muito aprazível, junto da ribeira do mesmo nome, a população da Lousã chama-lhe ribeira de S. João.

O castelo foi mandado construir pelo rei Arunce, Senhor de Conímbriga, Penela, Lousã e outros territórios em redor. Foi nele que se refugiou com a sua filha princesa Peralta quando foi vítima de uma invasão Árabe. Junto desse castelo encontra-se o monumento dedicado a Nossa Senhora de Piedade, cuja comemoração se faz anualmente precisamente no mês de Maio.

O segundo monumento mais antigo é a capela da Santa Casa da Misericórdia que data de 1500. Tem foral concedido por D. Afonso Henriques. A sua mãe D. Teresa costumava passar férias no castelo de Arouce.

Em pleno cume da serra da Lousã existem três antigos poços de neve que forneciam o gelo para a corte em Lisboa.

É uma vila verdejante e a serra do mesmo nome é maravilhosa com o seu parque natural povoado por várias espécies animais (veados, javalis, águias, etc). Visite a Lousã - tem ar puro e vale a pena ver. Tem alojamentos de requinte, como por exemplo o palácio da Viscondessa do Espinhal que foi transformado num confortável hotel.

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 Na Lousã há a mais antiga fábrica de papel. A 2 de Junho de 1772, por alvará do Marquês de Pombal, no reinado de D. José I, deu-se início à fabricação de papel: Prado Cartolinas da Lousã  

www.papeldoprado.com/

Em pleno cume da serra da lousã existem três antigos poços de neve. Que forneciam o gelo para a corte em Lisboa.

O seu padroeiro é S. Silvestre, a sua Igreja é bela de construção relativamente recente.

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 Por volta de 1910 a vila da lousã foi agraciada por uma via-férrea que lhe foi retirada cerca 2012, atirando assim a linda vila para o isolamento.

Texto: Carminda Neves    

Fotografia: Carminda Neves

Aposénior Universidade Sénior de Coimbra, fevereiro de 2015          

Ler mais: http://www.aposenior.pt/

  

Foto da Semana

Rosa Carvalhal

Barragem de Vilarinho das Furnas

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 A barragem de Vilarinho das Furnas, está localizada no concelho de Terras de Bouro, alimentada pelo rio Homem.

publicado por IDADE MAIOR às 11:23

 

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

Pesquisado na Internet e apresentado por: Helena Silva, turma 1

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 Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

Autores: Manuel Lopes e Francisco Coelho (pesquisas no Google Imagens)

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 Sugestão de Culinária

 Autora: Eugénia Pereira (Turma 3)

 

GRELOS SALTEADOS

 

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 Ingredientes:

  • Um molho de grelos
  • 100 g de bacon
  • 50 g de chouriço
  • 2 Colheres de sopa de azeite
  • 1 Dente de alho
  • 2 Ovos

Preparação:

  • Pré-coza os grelos.
  • Numa frigideira: deita o azeite, o bacon, o chouriço e o dente de alho picadinho.
  • Junta os grelos pré-cozidos, vai fritando, junta os ovos e vai mexendo.

 BOM APETITE!

  

Poesia

Autora: Isilda Rodrigues

 

POEMA – ANIVERSÁRIO

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Procurei e encontrei

No meio do meu jardim,

Uma linda rosa vermelha

Que apanhei para ti.

 

Hoje é um dia lindo

Nada tinha para te dar,

No meio do meu jardim

Uma rosa foi apanhar.

 

Que seja um dia feliz

É o que te posso desejar,

Pena de não estar contigo

Para poder festejar.

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

Pesquisado na Internet e apresentado por Humberto Oliveira

 

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 Veja o vídeo:

 

https://www.youtube.com/watch?v=cw01EXP1qS8

  

Foto da Semana

Imagem apresentada por Virgílio Neves, turma 1.

Digam lá se não é bonito?!

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publicado por IDADE MAIOR às 10:42

 

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Sugestão de Culinária

 

RABANADAS

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Comprar o cacete de rabanadas de preferência na Padaria Flor das Antas, que fica na Rua. Bento Jesus Caraça.

Deixa-se ficar o cacete no plástico onde vem, durante 48 horas.

No dia de as fazer tira-se do plástico e cortam-se as fatias em diagonal.

Ferve-se leite com um pau de canela e uma raspa de limão.

Batem-se os ovos.

Poem-se as fatias no leite bem quente até ficarem moles e passam-se pelos ovos.

Poem-se a escorrer, e deita-se por cima açúcar amarelo misturado com um pouco de canela.

Fritam-se em AZEITE não muito quente.

   

Foto da Semana

 

Baile das Margaridas - AGITAR - 04/07/2014

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publicado por IDADE MAIOR às 09:56

05
Mar 15

 

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

Conto “O senhor Filipe”

 

O senhor Filipe contava perto de oitenta anos, nunca foi à escola nem saiu da sua terra. Onde se sente bem é na sua casa e não quer ouvir falar de gravadores nem de entrevistas, diz que são artes do diabo. Nascera e vivera sempre em Dornes, bem juntinho ao rio Zêzere, que adora, e quando a trabalho, bem… .

     Com o meu amigo e professor José Vaz a servir-me de cicerone, fomos procurá-lo na sua casa humilde, de paredes toscas sem pinturas e com uma rede de malha larga a cobrir-lhe a frontaria.

   -Oh, da casa! Está por aí gente ou não?

   -Lá vai, lá vai.

     O senhor Filipe devia encontrar-se por muito perto, tão depressa rodou a aldraba e abriu a porta.

   -Olha o senhor professor!

   -Então, como vai isso, há por aí peixe ou não?

   -Tem caído muito pouco, mas arranja-se sempre qualquer coisa.

Entrem, entrem.

   -Trago aqui um amigo.

   -Nunca cá veio esse senhor, pois não?

   -Não, não, ele é lisboeta.

   -Ah, é de Lisboa, “atão” e como é que o conheceu?

   -Ele escreve livros.

   Oh, meu senhor, não me venha para cá com essas coisas, já sabe que eu me arreganho com isso.

   -Ah! Ah! Não! Não se aflija, nós vimos apenas pelo peixe. O melhor é irmos ver dele, não acha?

   -Como quiser, podem sentar-se aí junto dessa mesa.

   E enquanto o senhor Filipe foi à cozinha combinar com a mulher:

   -Vá Sá Flores, tire lá o gravador e ponha-o a funcionar aqui em cima da mesa.

   -Acha que sim, acha que vai correr bem?

   -Vá deixe-se lá de tretas, tire lá isso depressa antes que ele dê pela macacada.

     O professor Vaz não era do Concelho, mas, conhecedor e interessado pela antropologia, conhecia as pessoas e aqueles sítios melhor que a maioria dos ferreirenses.

   -Arranja-se uns bocadinhos de achigã e de carpa, e também umas bogazinhas, se quiserem.

   -E broa e vinho caseiro, há?

   -Sim, também se arranja.

   -Então venha lá isso tudo depressinha.

   A mulher tinha vindo com ele e, ao ouvir a decisão do Vaz, dirigiu-se para a cozinha arrastando os tamancos pelo soalho.

     Eu era um mero espectador, conhecia a estratégia, mas era o meu amigo quem dirigia as operações para fazermos uma entrevista ao senhor Filipe, sem que ele se apercebesse. Segundo o meu amigo a experiência dele era demasiado bela para se perder, ficar diluída no tempo.

     O gravador já estava operacional, era pequeno, tinha micro incorporado e captava a voz a alguma distância, só gravando quando se falava.

   -Então mas o peixe não tem caído, é?

   -Tem´tado ruim, tem, anda um homem por lá o dia todo e vem de mãos a abanar.

   -Oh tio Filipe, diga lá a este lisboeta com que idade é que começou a pescar e como é que se fazia a pesca nesse tempo.

   -Bem, a idade, tinha para aí os meus sete anos, e a pesca nessa altura era com cordéis, atava-se um anzol com uma minhoca na ponta de cada um, amarravam-se uns aos outros e atiravam-se para a água sempre com a ponta presa na nossa mão.

   -E apanhavam alguma coisa?

   -Oh, nem queria saber, mais do que hoje! Saía cá cada barbo e cada enguia que era uma maravilha! Mas onde se apanhava mais era com os caneiros.

   -Com é que era isso?

   -Os caneiros eram feitos com pinheiros entrançados uns nos outros, o que se chamava vergame, tinham para aí dois metros e colocavam-se nas golas de água nos açudes, ao fundo, à saída, punha-se a barrela, que era o género de uma esteira comprida feita com vimes e arame cheia de pequenos buracos para deixar passar a água. Conforme o peixe e as enguias vinham na água, entravam nos caneiros e ficavam em seco em cima da barrela, que era colocada ligeiramente inclinada para o pescador ir para dentro dum saco que estava preso ao fundo.

   -E enchiam o saco?

   -Bem, era conforme, quando havia cheias enchia-se até mais do que um. Aquilo era um regalo, apanhavam-se enguias mais grossas do que o meu pulso.

     Um dia, o meu pai e um tio meu foram ao caneiro ver se por lá estava alguma coisa, e ao enxergarem o saco cheio ficaram de tal maneira contentes que enquanto o meu tio desamarrava aquele saco o meu pai pegou no barquito e veio a casa buscar outro. Lá se demorou mais um bocadinho e quando voltou estava o meu tio acravado de água até ao pescoço, a gritar por socorro, mas não largava o saco.

   -Antes queria morrer afogado do que perder a pescaria!

   -Pois, sabe, é que havia semanas que não se comia outra coisa.

O tio Filipe, contrariamente ao que eu pensava, falava muito e desinibidamente. O Vaz tinha-me dito que era para onde lhe dava, tanto falava como ficava em silêncio. Ainda bem que ele estava em dia sim, pois as suas histórias eram na verdade interessantes e atraentes.

   -Agora já não se vêem barbos aí pelo rio, pois não?

   -Não, há nada, não há nada, essa bicharada que puseram para aí dá cabo disso tudo.

   -Os lagostins, é?

   -Oh, isso é uma peste, roem tudo. A gente hoje põe a rede, e amanhã se chegarmos lá um pouco mais tarde só encontramos espinhas, com raio que os partissem!

   -Pronto, está aqui o peixe, chega ou querem mais?

   -Por agora deve dar e depois logo se vê.

   E estava uma maravilha. A casa do tio Filipe não era nem tasca nem restaurante, ali faziam-se apenas uns petiscos para os amigos, embora se pagasse.

   -Oh, minha senhora, está uma delícia, como é que faz isto?

   -Como é que faço? Ponho o peixe numa calda de vinho e outros temperos e depois frito.

   -Pois é, Sá Flores, não sei está a perceber.

   -Sim, sim, também já aprendeu, segredos são segredos… Mas, minha senhora, dou-lhe os meus sinceros parabéns, nunca comi coisa igual.

     E na verdade assim era. O Vaz já me tinha falado, mas ali assim ao natural era tudo bem diferente.

   -Então, ó senhor Filipe, e só pescava, não fazia mais nada?

   -Não fazia nada, isso que era bom! Guardava o gado e andava ao ouro no rio.

   -Aqui no rio Zêzere!

   -Sim, sim, mesmo aqui em baixo, isso andava por ali pessoal à brava. Eu ainda era pequeno, mas o meu pai obrigava-me a ir com ele para apanhar areia para dentro das grades.

   -Areia para dentro das grades, mas como é que era isso?

   -Pois, a gente tinha tabuleiros com umas ripas finas pregadas no fundo, que tinham por baixo uma caixa. Conforme a gente ia com umas concazinhas de cortiça rapando a areia à volta das pedras e no fundo do rio, e as ia despejando para dentro dos tabuleiros, a areia fina caía para dentro dessa caixa, enquanto a mais grossa rebolava pelas ripas abaixo e ia novamente para a água ou para o chão, conforme onde tivesse o tabuleiro. Depois tirava-se a areia da caixa para dentro duma bacia e bandejava-se, bandejava-se com ela pela água para o ouro ir para o fundo e iam mandando fora a areia até ficar poucachinha no fundo, depois iam com um bocadinho de azougo para agarrar o ouro que se encontrasse misturado naquele restinho de areia.

   -E apanhavam muito?

   -Bem, quando havia uma semana que se apanhava cinco ou seis gramas já se ganhava bom dinheiro.

   - E esse ouro existia aqui ou como é que era?

   -Uns diziam que vinha pelo rio abaixo, outro diziam que vinha aqui duma conheira e que conforme a água ia passando arrastava aquilo.

   -E depois vendiam o ouro a quem?

   -Bem, mas antes o meu pai trazia o azougo para casa e punha-o dentro de uma colher de sopa junto ao lume para o ouro se separar, e só depois é que o vendia a uns senhores que apareciam por aí.

   -Lembra-se quanto é que isso rendia, mais ou menos?

   -Não sei, não faço ideia, lembro-me é do meu pai falar que aí para baixo, p’a Constância, um senhor apanhou um bocado de ouro do tamanho de uma castanha pequena e que nunca mais precisou de trabalhar. Mas com a gente isso nunca aconteceu, e tínhamos de andar por aí na agricultura e nas cavacas para ganharmos meio alqueire de milho, ou meia quarta de azeite.

   -Isso era conforme o trabalho. Por exemplo, quando andámos ali a fazer a ponte do Vale da Ursa, aí arrecebia-se.

   -O quê, o senhor andou na construção dessa ponte?

   -Olarolas, passei lá frio de rapar. Trabalhava-se de noite e de dia, aquilo nunca parava. Trouxeram para ali uns geradores e o pessoal por ali andava a trabalhar nas pedreiras, dentro dos buracos dos pilares, onde era preciso. Muitas vezes lá dormi de cócoras, não me podia deitar, quando não adormecia, e o empregado andava sempre de lanterna na mão à caça da gente. Um dia o frio era tanto que as ferramentas, nos caíam das mãos dormentes. Então, eu com mais camaradas fizemos uma fogueira e estávamos a aquecer-nos. Cum raio, vem de lá o encarregado e, com trinta diabos, quase tivemos de nos ajoelhar para não perdemos a jorna, já pode ver como era a nossa miséria naquele tempo.

   -Olhe lá, sabe porque é que aquilo ali se chama Vale da Ursa?

   -Eu tenho uma vaga ideia de ouvir dizer ao meu pai que existiu por ali uma ursa a quem uma velhota dava comer, mas não sei.

   -E aqui nas festas, como era isso?

   -Oh, como era isso, advertíamos, e nas danças havia quase sempre porrada.

   -Lembra-se de alguma cena dessas?

   -Não me lembro eu doutra coisa! Havia grande rivalidade entre o pessoal daqui e do Beco. Um dia, durante a festa de S. João, que ainda hoje se faz, mataram aí um rapaz de lá, ficando a marca do sangue dele durante muito tempo aí nas paredes da capela.

   -Mas como é que o mataram?

   -Com os paus, naquele tempo todo o homem usava um pau ferrado na ponta. Quando se ia para um balho ficava sempre o mais novo a aguardá-los, colocavam-se atrás de uma porta, e quando havia zanga aí ia o pessoal agarrar neles para dar e levar, e às vezes o pau até fazia fumo e zoava entre os dedos da mão e por cima das nossas cabeças.

   -E o rio, lembra-se como era o rio nesse tempo?

   -Era um rio livre, de água corrente, cheio de pedras lisas e roliças de todos os tamanhos.

   -E aqui nas terras ao pé dele o que é que havia?

     -Muita agricultura, muita fruta e muitos choupos e salgueiros, onde no Verão se dormiam umas boas sestas a ouvir a passarada que os cobriam de ninhos.

   -E azenhas, havia por aí?

   -Havia muitas, a que eu melhor me lembro era uma que ficava mais ou menos na direcção do cemitério, trabalhava com três mós ao mesmo tempo, o pessoal via-se e desejava-se para chegar com os sacos da farinha cá acima.

   -Então, mas não havia carros nem burros nessa altura?

   -Burros haviam, agora carros, segundo falava o meu pai, dizia-se nesse tempo que haviam de vir umas máquinas com umas rodas e motor, que haviam de passar por onde passavam os burros e levar num só vez o que eles carregavam numa semana.

   -E sobre a Senhora do Pranto, lembra-se de alguma história?

   -Contavam-se muitas, diziam….

   O tempo ia correndo como setas, e embora as perguntas fossem inesgotáveis, nós não queríamos abusar do tio Filipe, que falava, falava, comportando-se excepcionalmente.

   -Senhor Filipe, sabe o que é isto?

   -Ora deixe cá ver, parece-me, é capaz de ser uma caixa do tabaco.

   -Enganou-se, é um rádio, o senhor gosta de música?

   -Até gosto.

   -Então ouça lá.

   -Mas isso…

   -Homem, mas és tu que estás lá, és tu tal e qual que estás dentro!

   -Mas ó senhor professor, carraio é que o senhor fez para aí, mas olhe que até não está nada mal!

   Pois não, não, olha que até pareces mais bonito!

   Acha que sim? Pois bem, aqui dentro vai tudo o que o senhor Filipe esteve a contar.

   -Mas para quê para que é que querem isso, se isso não vale nada, é para se rirem das minhas maluquices, não é?

   -Não senhor, nada disso, estas coisas são para agora aqui o meu amigo trabalhar para fazer um livro.

   -Um livro para quê, se eu não sei ler!

   -Mas lêem os seus netos.

   -Ah, se é isso, ‘tá bem.

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Disse-me com quem andas, dir-te-ei quem és.

 

Sugestão de Culinária

 

Estrelas do Zêzere

 

Elvira Pires Godinho, da Quinta do Cerquito, obteve o segundo prémio no concurso promovido pela Câmara Municipal de Ferreira do Zêzere, em 1970, com esta receita.

 

Em setecentos gramas de açúcar em ponto pérola deitam-se cento e quarenta gramas de puré de feijão, deixando ferver um pouco; juntam-se, em seguida, cento e setenta gramas de miolo de amêndoa e as gemas de treze ovos. Depois de cozido este preparado constitui o recheio para cerca de quarenta bolos.

Prepara-se, entretanto a massa que é o suporte destas estrelas: amassam-se duzentos gramas de farinha com um pouco de sal e azeite, tal como a massa tenra e tende-se muito fina para forrar as formas.

Levam-se a forno não muito quente; criam uma crosta mais dura o interior do recheio e o leve sabor a feijão e amêndoa torna-se bolos muito especiais.

 

 Poesia

 

Ferreira de tanto amada

senhora de tanto ser

eu bem te queria ver

Donzela mais adornada.

 

Queria ver-te mais cantada

mais liberta de fadiga

não seres tanto formiga

mas também linda cigarra.

 

Queria ver-te sorrindo

mais senhora, melhor mãe,

ter em ti saudável trem

onde se possa saber

o quanto se pode ler

nas folhas que vão caindo!

                                                   Sá Flores

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

No próximo dia 7 de março, irá realizar-se a 7ª Conferência de Proteção Civil que terá lugar no Centro Cultural.

A Câmara Municipal de Ferreira do Zêzere preparou, como já é tradição, várias atividades para assinalar o mês da Proteção Civil. Apresentações temáticas, simulacros, ações de sensibilização, a conferência anual e até uma caminhada são alguns destaques deste ano.

Conheça as atividades programadas no cartaz do evento.

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 Foto da Semana

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 Universidade Sénior numa visita ao Centro Geodésico de Portugal

publicado por IDADE MAIOR às 16:41

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Mar 15

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

Equador é um romance onde a ficção se mistura com factos históricos, ambientado no início do século XX e nos últimos anos da monarquia portuguesa, o livro coloca-nos em contacto com a sociedade daquela época e seus costumes e com o trabalho escravo, persistente em algumas colónias mesmo após a abolição da escravatura. Luís Bernardo é um homem de 37 anos, amante das artes, da cultura e de belas mulheres. Graduado em Direito em Coimbra, dirige entediado a empresa que herdou do pai. O seu interesse pela Questão Colonial, a fama de bom conversador, as suas boas relações e a fluência nos idiomas inglês e francês, acabam por produzir uma mudança radical em sua vida. Em Dezembro de 1905, Luís Bernardo é chamado por El-Rei D. Carlos a Vila Viçosa. Ele não sabia que teria de trocar a sua vida despreocupada na sociedade cosmopolita de Lisboa por uma missão tão patriótica quanto arriscada numa das colónias portuguesas, nomeadamente, na ilha de S. Tomé. Deste modo, assumindo o cargo de governador e a defesa da dignidade dos trabalhadores das roças, sairia honrosamente de um affair com uma mulher casada, porém não fazia ideia que este desafio o lançasse numa rede de conflitos de interesses com a metrópole. O anterior governador português de S. Tomé era uma pessoa bem vista pelos donos das roças, pois pactuava com o monopólio e o uso da escravidão como força laboral, de modo ter os maiores rendimentos a preços mais baixos. Isto merecia a atenção dos ingleses, que também tendo companhias que estavam no mercado do cacau e do café que sendo de qualidade um pouco  

inferior tinha a desvantagem de ser obtido com mão-de-obra paga o que aumentava o seu preço fazendo com que a venda destes mesmos produtos disponibilizados por Portugal fosse mais elevada. De modo a verificar se Portugal estaria a tentar controlar a escravatura então abolida por todas as nações a nível mundial um embaixador inglês é fixado em S. Tomé. Luís Bernardo vai assim com uma missão quase impossível. Já em S. Tomé, estabelece então uma relação de respeito com o cônsul inglês, este cônsul enviado das índias para São Tomé por ter acabado de destruir uma carreira politica promissora devido ao seu vicio pelo jogo e como “despromoção” foi-lhe oferecido este cargo pois apesar de tudo era um homem correto e respeitado, mas Luís Bernardo nunca esperaria se vir a apaixonar pela mulher do mesmo. O cônsul não conseguia ver Luís como um adversário pois gostava bastante dele, não percebia como ele aceitara este cargo de defesa de uma causa que seria bastante árdua de defender O personagem vê-se, então, confrontado com a hipocrisia humanística do governo, não do rei, este por saber que a administração era errada queria ter a oportunidade de a modificar, mas por ficar mal visto perante os conselheiros, burguesia e imprensa nada fazia, que apenas o enviaram para o arquipélago para “inglês ver” e não para alterar o modo de administração da ilha. Os ingleses na realidade estavam apenas preocupados com a concorrência que os produtos das colónias portuguesas faziam aos das suas, o seu próprio idealismo e as condições particulares da economia de São Tomé e Príncipe.


“Numa aula de informática fomos surpreendidos pela história escolhida pelo Sr. Hermano Pereira”

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

“Há duas coisas no mundo que não posso entender, os padres irem pró inferno e os doutores morrer”

 

“Se a morte fosse interesseira, aí do pobre o que seria, o rico comprava a vida, só o pobre morreria”

 

“De vermelho encarnado, tem o rei a carapuça, quem tem raiva que remoa, quem tem catarro que tussa”

 

“ A alegria e a tristeza, andam comigo de releixa, alegria quer que cante, a tristeza não me deixa”

 

“Encontrei o dar e toma, na rua da toma lá. Eu nunca vi dar sem toma, nem toma sem deita cá”

 

(A D. Glória Dias mostrou-nos como vai a sabedoria antiga)

 

Sugestão de Culinária

 

Milhos à Moda Transmontana

Num país tão pequeno como é o nosso parece difícil de acreditar que haja pratos regionais que desconhecemos.

Para o fazer, usa-se milho moído de forma grosseira, isto é, não serve a farinha de milho por ter um grão muito fino.

A receita é simples. É feito como um arroz de tomate malandrinho.

Começa-se por alourar a cebola picada, junta-se tomate picado, eventualmente adiciona-se um pouco de concentrado de tomate para reforçara a cor e o paladar, sal e quando está tudo cozinhado juntam-se 3 chávenas de água quente para 1 de milho.

Deixa-se cozer o milho (não em excesso, devem sentir-se os bocados) de modo a ficar com bastante líquido.

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Um dos modos de saber quando está pronto é parar o cozimento quando começar a fazer “vulcões”.

Esta receita simples serve de acompanhamento a qualquer tratamento de carne ou peixe, em substituição de arroz, por exemplo. 

Bom APETITE!;)

 

(Receita da D. Alzira Ferreira, trazida à aula de Gastronomia)

 

 Poesia

A Universidade Sénior

É escola de alegria

Onde trocamos saberes

Em perfeita harmonia

 

Cantamos, rimos, brincamos

Sem olharmos à idade

Este será sempre o lema

Da nossa Universidade

 

As aulas de música e de ginástica

São uma grande animação

Já as de gastronomia e pintura

Requerem mais atenção

 

Somos um grupo de amigos

Que reunimos à semana

Somos de vários lugares

Todos de Ribeira da Pena

 

 

Obrigado aos professores

Por esta nobre missão

A todos estamos gratos

Do fundo do coração

 

Virmos p´ra universidade

P´ra aprender e conviver

Recordar a mocidade

Pois recordar é viver

 

A Universidade Sénior

Tem um lugar importante

Na vida de todos nós

É um desafio constante.

 

 (Durante uma aula de música a D. Maria Soares Monteiro presenteou-nos com estas quadras magníficas)

  

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

Água Hotels Mondim de Basto 4* | 1 Noite & SPA com Jantar

Junto ao rio Tâmega e Senhora da Graça, convidamo-lo à evasão e descoberta, entre um vasto património natural.

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 Inclui

Válido para : 2 pessoas

    • 1 noite de alojamento em quarto twin/duplo vista montanha para 2 pessoas;
    • Pequeno-almoço buffet;
    • Welcome drink;
    • 1 jantar completo para duas pessoas sugestão do Chef (bebidas não incluídas);
    • Acesso às facilidades do SPA: piscina exterior e interior, ginásio, sauna, banho turco, duche sensações e jacuzzi;
    • Alojamento grátis para 1 criança até aos 11 anos em regime de alojamento e pequeno-almoço;
    • Oferta especial de voucher de 20€/adulto/estadia para uso no SPA;
    • Check-in: 15h | Late check-out: até às 16h - mediante disponibilidade.

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    • Jantar composto por: 
    • Entrada;
    • Prato principal;
    • Sobremesa;
    • (Bebidas não incluídas).

 (Sugestão do nosso aluno Eurico Pereira)

 

 Fotos da Semana

Ribeira de Pena com paisagens Maravilhosas

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publicado por IDADE MAIOR às 12:48

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

A noiva encantada

Conta a lenda que um rei mouro tinha uma filha, que estava destinada a casar-se com um outro rei que vivia nas terras de Além-Douro.

Ela, contudo, alheia às combinações do pai, apaixonara-se por um jovem da sua idade, filho de camponeses e de religião cristã. Por isso, na primeira ocasião, fugiu do seu palácio para casar com ele.  O pai, quando soube, partiu em perseguição da filha e do noivo, alcançando-os no alto de S. Domingos (em Provesende, concelho de Sabrosa). Aí ordenou que decapitassem o rapaz e lançou sobre a filha um encantamento, que era errar permanentemente pela serra. 

Por isso, diz o povo que nas manhãs de Inverno, quando o nevoeiro vindo do rio Douro esconde a serra de S. Domingos, há quem tenha visto um vulto de mulher a deambular por ali, e que é a moura encantada à procura do seu noivo. 

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Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

Março, Marçagão...

"Março, marçagão, manhãs de Inverno e tardes de Verão."

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Em Março, estamos ainda no Inverno a fazer a transição para a Primavera (a 21 de Março), por isso é normal que ainda se faça sentir frio enquanto não há sol ou enquanto o sol ainda é fraco durante a manhã, e à tarde já se faça sentir calor quando o sol brilha no seu esplendor. Daí que tenha nascido este provérbio que compara as manhãs frias e as tardes quentes do mês de Março.

 

 

 

Sugestão de Culinária

 Gambas em molho de alho

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Ingredientes

15-20 gambas cruas 

2 dentes de alho

1 ramo (ou potinho) de basílico

4 c/ sopa de azeite

sal, pimenta preta q.b

algumas gotas de sumo de limão limão para decorar

 

Preparação

Descasque, retire a cabeça e o intestino das gambas, lave e seque-as bem.  Descasque o alho e pique-o ou corte-o em lâminas, lave o basílico, retire as folhas e corte-as às tiras (reserve algumas folhas para decorar). 

Leve 2 colheres de sopa de óleo numa frigideira grande a aquecer e leve o alho a alourar um pouco. Adicione as gambas e deixe fritar 3-4 min. Virando de vez em quando.
Tempere com sal, pimenta e sumo de limão (deve ficar um pouco picante).

Retire as gambas, ponha numa travessa e misture o basílico cortado.

Regue com o restante óleo, decore com o limão e as restantes folhas de basílico. 

 

Poesia

 

Coisas do Amor

 

Se me quiseres, eu quero;

Se me pedires, eu dou;

Se demorares, espero;

Se me chamares, eu vou.

 

Se me ignoras, choro;

Se me acarinhas, morro;

Se me desnudas, coro;

Se me desejas, corro.

 

Se telefonas, rio;

Se nada dizes, calo;

Se me olhas, sorrio;

Se me esqueces, me ralo.

 

Se me enciumares, renego;

Se me olvidares, maldigo;

Se me amares, me entrego;

Se morreres, vou contigo.

                     Autoria: Maria Luísa Osório

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

 Oporto Tattoo Expo

 

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Foto da Semana

Tanzânia

 

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(Foto tirada pelo aluno Georges Mendes)

publicado por IDADE MAIOR às 12:24

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