UNIVERSIDADES SÉNIORES: ACONTECIMENTOS, TRABALHOS, ETC.

19
Mar 15

 

Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

Coisas da Vida 

Ela é a minha melhor amiga. Oriunda de uma familia humilde e católica como eu e como a maioria dos habitantes da aldeia. Amiga do peito, amiga do coração, eu diria mesmo amiga do corpo inteiro. Minha confidente, das coisas boas e das menos boas. Dos amores e dos desamores. Enfim, era com se fôssemos uma só. É bonita, mas na sua meninice e na sua juventude era muito mais, com todo o esplendor da sua juventude, a alegria contagiante do seu viver, a sua vontade de brincar e se divertir sem maldade. Era na verdade uma jovem que todas as jovens desejavam ser, pela sua maneira de ser, pela sua simpatia, pela sua alegria contagiante que irradiava para todos quantos a rodeavam. Era bem recebida e admirada por todas as raparigas e desejada por todos os rapazes que não paravam de a cortejar. Passado o tempo, nem tudo correu bem. Namorando um jovem da aldeia por quem se apaixonou, depressa viu o mundo fugir-lhe debaixo dos pés quando ele, estando a cumprir o serviço militar, foi nomeado para a guerra colonial em África. Ansiosa para que o tempo de obrigação militar do seu amado chegasse ao fim, deu conta do desmoronar de todos os projectos e promessas que ambos tinham feito quando deixou de receber noticias, e a informaram que ele se encontrava desaparecido. Ficou para não viver. Sofreu em silêncio, por muito tempo. O momento que tinha livres passava-os junto a um riacho onde era habitual os dois passarem algum tempo do dia. Era aí que ela se recolhia e recordava o passado e , perguntava o porquê de tudo isto. E foi num desses dias do seu recolhimento e das suas recordações que, em certo momento, ouviu uma voz dizendo: “Olá!”

Ela virou-se assustada e…

- Mas, és tu?- perguntou ela.

- Sim, sou eu, minha querida- respondeu ele.

-Mas, não estou a perceber, como foi que...

-Não digas nada, meu amor, abraça-me e beija-me simplesmente- disse ele- teremos todo o tempo para eu te contar toda a história passada comigo.

E assim foi. Amaram-se, casaram e tiveram filhos. Embora mais tarde do que pensaram, encontraram a felicidade que ainda hoje perdura.

Esta é a história muito resumida qua a minha tão querida amiga me contou num dos nossos encontros de desabafos e confidências. Há a juntar à história a razão da tão longa e dolorosa separação para os dois. História que já me tinha sido contada por alguns camaradas de guerra do seu então namorado. Foi raptado e levado para a África do Sul, onde esteve em cativeiro perto de dois anos, donde conseguiu fugir, tendo sido depois encontrado num estado muito debilitado por emigrantes portugueses que o ajudaram em tudo até o encaminharem para Portugal. 

Maria de Lourdes da Costa Pereira Morgado

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

Lucinda Simões

A cavalo dado, não se olha o dente.

 

O cão ladra e a caravana passa.

 

Uns comem os figos e a outros rebenta a boca.

 

O tempo dá, o tempo leva.

 

De grandes ceias, estão sepulturas cheias.

                     

Ditos relacionados com os meses do ano

 

Luar de janeiro não tem parceiro!

Em fevereiro chuva, em Agosto uva!

Quando em março arrufa a perdiz, ano feliz!

Não há mês mais irritado do que Abril zangado!

Em maio, nem à porta de casa saio!

Junho floreiro, paraíso verdadeiro!

Água de Julho no rio não faz barulho!

Quem dormir ao sol de Agosto terá desgosto!

Setembro molhado, figo estragado!

Outubro suão, negaças de verão!

Se em novembro ouvires trovoar, o ano que vem será bom!

Dezembro com junho ao desafio, traz janeiro com frio!

In Almanaque Bertrand (2014/2015)

Rosário Sousa

Sugestão de Culinária

 

Bacalhau à Flor do Nabão

 BACALHAU.jpg

 Ingredientes:

600g de batatas

800g de bacalhau

2 cebolas grandes

4 colheres (sopa) de azeite

4 ovos cozidos

2 colheres (sopa) de manteiga

1 colher (sopa) de farinha

5 dl de leite

Meio limão

2 gemas

Sal q.b.

Preparação:

Descasque as batatas, corte-as em rodelas e coza-as em água temperada de sal durante cerca de 20 minutos.

A 10 minutos do termo da cozedura, junte o bacalhau. Depois retire-os da água. Limpe-o das espinhas e desfaça-o em lascas. Reserve.

Corte as cebolas e aloure-as no azeite. De seguida adicione o bacalhau e deixe refogar um pouco. Transfira as batatas para uma travessa e cubra-as com bacalhau e os ovos cozidos, cortados também em rodelas.

Entretanto, prepare o molho. Leve a manteiga ao lume e quando estiver a derreter adicione de uma só vez a farinha. Mexa muito bem e adicione o leite quente não parando de mexer. Tempere com sal, sumo de limão e incorpore as gemas, mexendo sempre. Deixe engrossar um pouco e verta sobre o conteúdo da travessa.

Elisabete Duarte

 Poesia

 

"Linguagem das Cores"

Para o pintor conseguir

FLORES.JPG

Dar vida a uma aguarela,

Ele terá de colorir

Com muitas cores a tela.

A cor verde é esperança,

É vida, é natureza.      

O amarelo desesperança.

A branca paz e pureza.

A cor azul é ciúme,

Que nasce com o amor.

A cor preta é queixume,

É sofrimento e dor.

Define amor e candura,

A suave cor de rosa;

A rosa tem formusura,

É uma flor mimosa.

Para definir humildade,

O lilás da violeta,

Porque ela é na verdade

Uma flor bem discreta.

A cor do sangue, o espelho

Do mal que aflige a Terra.

Só pode ser o vermelho,

A cor que define a guerra.

Cor de fogo e vivacidade

De uma vida a despertar;

Alegria e felicidade

Que o Sol tem para nos dar.

Teresa Graça 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

FESTA DOS TABULEIROS EM TOMAR DE 05 A 13 DE JULHO DE 2015

PARTE I

PROGRAMA

CARTAZ.jpgFESTA DOS TABULEIROS

A Origem

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 A Festa dos Tabuleiros ou Festa do Divino Espírito Santo é uma das manifestações culturais e religiosas mais antigas de Portugal. Segundo os investigadores a sua origem encontra-se nas festas de colheitas à deusa Ceres. A sua cristianização pode dever-se à Rainha Santa Isabel que lançou as bases do que seria a Congregação do Espírito Santo, movimento de solidariedade cristã que em muitos lugares do reino absorveu as primitivas festas pagãs. O ponto alto das festividades que juntava ricos e pobres sem qualquer distinção ocorria no Domingo de Pentecostes, dia em que as línguas de fogo desceram sobre os Apóstolos simbolizando a igualdade de todos perante Deus.

 Esta Festa de «Ação de Graças» e de oferendas manteve as suas características inalteráveis até ao século XVII. Algumas das alterações que foram surgindo justificam-se no sentido de conferir uma maior grandiosidade a esta Festa. A tradição continua e muitas das suas cerimónias como o Cortejo da chegada dos Bois do Espírito Santo que tem o nome de Cortejo do Mordomo, o Cortejo dos Tabuleiros, a sua bênção, a forma do tabuleiro, os vestidos das raparigas portadoras dos Tabuleiros e a Pêza ou distribuição do pão e da carne mantêm-se (desde há alguns anos a esta parte também se distribui o vinho). 

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 A principal característica da Festa dos Tabuleiros é o Desfile ou Procissão, com um número variável de tabuleiros, em que estão representadas as dezasseis freguesias do concelho. Esta procissão de dignidade, cor, brilho e emoção percorre as principais ruas da cidade, num percurso de cerca de 5 Km, por entre colchas pendentes nas janelas, milhares de visitantes nas ruas e uma chuva de pétalas que de forma entusiástica é lançada sobre o Cortejo.

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A Festa é do Tabuleiro que deve ter a altura da rapariga que o leva à cabeça, sendo constituído por trinta pães enfiados em cinco ou seis canas que partem de um cesto de vime ou verga e é rematado ao alto por uma coroa encimada pela Pomba do Espírito Santo ou pela Cruz de Cristo.

 

 

 

 

A Festa

O início da Festa dos Tabuleiros é marcado pela chamada do povo para uma reunião pública, convocada pelo Presidente da Câmara, para o Salão Nobre dos Paços do Concelho onde se decide se há Festa dos Tabuleiros no ano seguinte e se a opinião do povo for favorável é escolhido o Mordomo. Após a decisão sobre a Festa e se o povo decidir que há Festa são lançados três foguetes a anunciar que há Festa...

Porquê tanto tempo de antecedência?

A Festa dos Tabuleiros engloba vários Cortejos, o trabalho de várias centenas de pessoas que durante mais de seis meses confecionam as flores que vão ornamentar os tabuleiros e decorar as ruas populares a maioria situadas no centro histórico da cidade.

A necessidade de planear, de organizar e de angariar fundos e subsídios leva à necessidade de se começar a trabalhar com muito tempo de antecedência (mudança dos tempos).

Por outro lado a Festa engloba várias cerimónias tradicionais como o Cortejo das Coroas, o Cortejo dos Rapazes, o Cortejo do Mordomo ou a chegada dos Bois do Espírito Santo, a abertura das Ruas Populares Ornamentadas, os Cortejos Parciais, os Jogos Populares, o Grande Cortejo ou Cortejo dos Tabuleiros e a Pêza que necessitam de serem pensadas e organizadas devidamente porque o fundamental é cumprir o que os nossos bisavós e avós também fizeram., ou seja, manter a tradição e principalmente respeitá-la.

Além destas cerimónias tradicionais, durante o período da Festa decorrem vários espetáculos culturais e recreativos que são uma mostra do que de melhor fazem as várias Associações do Concelho.

Após a eleição o Mordomo começa os contactos necessários à constituição da Comissão Central onde se encontram os Mordomos responsáveis pelas várias Comissões sectoriais como por exemplo: Cortejo, Bodo, Mordomo, Rapazes, Ornamentações, Ruas Populares ornamentadas, Logística, Contactos Institucionais, Gestão Financeira, Serviços Jurídicos, Programa Cultural, Angariação de Fundos, Trânsito e Transportes, Feira e Arraial, Publicidade e Marketing, Espetáculos Populares, Secretariado, Relações Públicas, Comunicação e Som e Serviços Técnicos. O Presidente da Câmara, o Prior e o Provedor da Misericórdia são por inerência dos seus cargos membros efetivos da Comissão Central.

In Comissão Central da Festa dos Tabuleiros de 2011

Elisabete Duarte/Rosário Sousa – Universidade Sénior Tomar

Foto da Semana

CONCEI+ç+âO SEQUEIRA_ FESTA DOS TABULEIROS (FOTO

 FESTA DOS TABULEIROS - TOMAR

publicado por IDADE MAIOR às 13:46

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

Pesquisado na Internet e apresentado por: Turma 2

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Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

Autores: Turma 3 (pesquisas no Google Imagens)

 

Sugestão de Culinária

 Autora: Lisete Pinho (Turma 1). Pesquisado na Internet.

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 Poesia

Autores: Turma 5, pesquisado na Internet.

Poema – quadras

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Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

Apresentado por Emília Carapucinha (aluna de Inglês)

VISIT TO PORTO

 

It was two years ago, who visited Porto and we liked very much.

Porto is a town with a lot of things to see: The House of Music; Soares dos Reis Museum;

The Stock Exchange Palace; Serralves Museum; The Clérigos Tower; The Lello Bookshop;

The Majestic Café; The Bolhão Market and the S. Bento Railway Station.

The Churchs are beautifull too.

 

THE HOUSE OF MUSIC

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 It was projected by Dutchman architect Rem Koolhaas in 1999, but its constrution only was concluided in 2005.

In opening day, 14th April 2005, there was a concert of the Clã and Lou Reed.

  

SOARES DOS REIS MUSEUM

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It was founded in 1883 to showcase works from monasteries and convents, including a valuable collection of paintings, glass, ceramics and jewelry.

The collection”s most emblematic work is “The Exhiled” by sculptor Soares dos Reis.

  

THE STOCK EXCHANGE PALACE

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It was built in the 19th century in neoclassic style. The first architect of the Palace was Joaquim da Costa Lima Júnior.

Several Rooms of the Palace: Arabe Room; Tribunal Room; Assembly Room; Golden Room and Nations Courtyard.

 

SERRALVES MUSEUM

It was founded in 1991 by architect Siza Vieira , but it was inaugurated in 1999. 

It has wonderful gardens.

 

THE CLÉRIGOS TOWER

The Clérigos Tower was built by Nicolau Nasoni.

The constrution began in 1732 and was finished around 1750.

There are 240 steps.

Its style is baroque.

The Clérigos Church was one of the first baroque churches in Portugal.

The altarpiece of the main chapel has two scultures in wood of S. Peter and S. Paul.

  

THE BOOKSHOP LELLO

It was founded in 1906. Let”s say, who J. K. Rowling inspired herself in bookshop Lello to write Harry Potter.

Its style is neogotic.It has more of 100.000 books in several languages including translations to English of Fernando Pessoa e José Saramago books.

In 2010 was elected by Lonely Planet as the third prettier of the world.

 

 THE MAJESTIC CAFÉ

On the 17th December, 1921 opened for business in Porto. It was located in Santa Catarina street and its Art Nouveau decoration by architect João Queiroz.

It has several prizes “Special Award Coffee Cream (1999)”; Silver Medal for Tourist Ment (2000); Silver Medal of City Merit (2006); Certified Mercury Prize (2011); Municipal Merit Medal Grade Gold (2011); Advisor as it is the sixth most beautiful café in the world. 

 

THE BOLHÃO MARKET

  It was located in the heart of the city.

It”s found in a two-tier covered building and sells everything from fresh fruit,fish and other produtes to household goods.

 

S.BENTO RAILWAY STATION

It was inaugurated in 1916. It”s known for its tile panels that depict scenes of the History of Portugal.

The tiles numbers are 20 thousand and are the work of Jorge Colaço, the most important tile painter of the time.

    

CRUISES ON THE RIVER DOURO

 On the cruises on the Douro where we can enjoy magnificent moments on board.

 The cruise was along the river Douro to Régua and then Régua to Porto by train.

 We liked very much. The views are wonderful.

 

Foto da Semana

(Autor: António Mordido, pesquisado no Google Imagens)

 

Lisboa e o seu castelo. Não acham esta imagem maravilhosa!?

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publicado por IDADE MAIOR às 12:59

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

Resvés Campo de Ourique

A expressão “resvés (ou rés-vés) Campo de Ourique” remonta a 1755 quando o terramoto assolou Lisboa tendo destruído a cidade até á zona de Campo de Ourique, que ficou intacta. Nesse terramoto, os 35 arcos do Aqueduto sobreviveram sem rachadura. A explicação é de ordem geológica, pois o aqueduto e os seus grandes arcos ficam situados na junção de duas placas do cretáceo Superior, muito perto de uma falha sísmica, a de Campo de Ourique.

Usa-se esta expressão quando algo (de mal) não acontece por um triz, como que por milagre.

… em vez de se dizer “isso não aconteceu, por uma grande sorte”, poder-se-á dizer… “foi resvés campo de Ourique”.

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

Cão que ladra…

“Cão que ladra não morde”

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 Expressão muito usada para quem muito fala e pouco faz. Tal como os cães, enquanto estão ocupados a ladrar continuamente, significa que no momento não estão a morder. 

 

Sugestão de Culinária

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 Peixe Assado no Forno

Ingredientes:

- 1 Pargo (outra hipótese 2 postas de pescada grandes)

- 2 cebolas

- 2 alhos

- q.b. de salsa e de sal

- 1 folha de louro

- 1/2 chouriço (para cozer)

- q.b. de azeite

- 2,5dl de vinho branco

- 2 batatas grandes

- 400g de tomate pelado (inteiro ou já aos pedaços)

 

Preparação:

- Dar um ou 2 golpe no pargo (a meio ou 2 afastados)

- Forrar o fundo do tabuleiro com a cebola às rodelas.

- Colocar o peixe 

- Adicionar o alho, a salsa, o louro e o sal.

- Espalhar as rodelas de chouriço e colocar algumas nos golpes do peixe.

- Colocar o tomate.

- Dispor à volta as batatinhas cortadas aos quadrados.

- Regar com azeite e vinho branco.

Levar ao forno a 190ºC durante cerca de 30 / 40m.

 

Poesia

Saber Envelhecer!

 

Saber envelhecer

Com calma e dignidade!...

A velhice é apenas

Uma etapa da idade.

 

O idoso tem paz,

Sereno é seu olhar;

P´ra trás ficou um mundo

Que é lindo recordar!

 

Douto na experiência

De uma vida vivida,

Vai olhando o presente

Com crença desmedida.

 

O futuro será

Um dia e outro dia,

A ver crescer os netos

Com imensa alegria.

 

O que interessa é que as rugas

Que emolduram o rosto

Não atinjam a alma,

Não lhe roubam o gosto

 

De continuar jovem

Dentro do coração,

Cumprindo até ao fim

Sua nobre missão.

 

Apreciem a vida

Em cada despertar;

E pensem: não há idade

P´ra sorrir e sonhar.

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

Casa do Infante – Museu (Porto)

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Casa do Infante, ou Casa da Rua da Alfândega Velha é um dos edifícios mais antigos da cidade do Porto, em Portugal.

A Casa do Infante é tradicionalmente tida como o local de nascimento do Infante D. Henrique, patrono dos descobrimentos portugueses. Trata-se de um conjunto edificado que ocupa uma extensa área da zona ribeirinha do Porto e que foi sofrendo sucessivas alterações ao longo dos tempos.

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Alfândega Medieval

Em 1325 o rei D. Afonso IV mandou construir neste local o "almazém" régio, contra a vontade do bispo, então senhor do burgo. Assim nasceu a Alfândega do Porto, para onde eram encaminhadas todas as mercadorias que aportavam à cidade, a fim de ser cobrado o respetivo imposto.

O edifício primitivo era constituído por duas altas torres e um pátio central, cuja localização ainda se pode identificar. Os pisos mais elevados da torre norte funcionavam como local de habitação. O desenvolvimento comercial refletiu-se na progressiva monumentalização do edifício alfandegário. Logo no século XV, D. João I mandou construir um corpo avançado, cujo pórtico rematava por um lintel com uma inscrição e um nicho onde estava a imagem da Virgem, protetora das alfândegas.

A oriente do edifício principal havia um amplo recinto, onde funcionava a Casa da Moeda, cujas origens remontam também ao século XIV. Nas imediações foram-se concentrando outros importantes serviços da Coroa, como a Contadoria da Fazenda e o Paço dos Tabeliães.

A construção do cais de desembarque e a abertura da então Rua Nova — hoje Rua do Infante D. Henrique — são consequência deste desenvolvimento e desempenharam um papel fundamental no ordenamento urbanístico da zona ribeirinha. Aí se localizavam também a Bolsa dos Comerciantes e numerosas casas de oficiais régios e de gente abastada da cidade.

 

Berço do Infante

O edifício da velha Alfândega está intimamente à figura do Infante D. Henrique que, segundo a tradição, teria nascido neste local, em 1394. A origem portuense do Infante D. Henrique é conhecida através do cronista Fernão Lopes. No Arquivo Histórico Municipal do Porto existe o documento com as despesas efetuadas durante as festas do seu batizado, em 1394. A ligação do nascimento do Infante a este edifício entronca numa tradição popular. Sabemos que a torre norte foi habitação do almoxarife do rei, podendo ter sido este o local de estadia da corte. Aliás, o herdeiro do trono, D. Duarte, nascera em Viseu três anos antes e precisamente nas mesmas circunstâncias, em casa do almoxarife. A credibilidade da versão popular assenta ainda no facto de se tratar do maior edifício civil do burgo e de ser propriedade da coroa.

 

Remodelações

No século XVII, todo o conjunto da Alfândega e Casa da Moeda sofreu profundas alterações. A fachada avançou sobre a rua, até ao limite atual. Foi demolida a parte superior das torres, as quais deram lugar a dois amplos cobertos. Uma inscrição de 1677 assinala esta obra. A Casa da Moeda medieval foi parcialmente demolida durante um interregno de laboração (1607-1688), passando a funcionar mais tarde em metade do seu espaço inicial. Os serviços alfandegários continuaram a funcionar neste local até ao século XIX, sendo então transferidos para a Alfândega Nova, em Miragaia. Depois disso, a Casa do Infante foi utilizada por particulares, como armazém de mercadorias.

Classificado como Monumento Nacional em 1924, o edifício veio a ser alvo de um grande restauro pela Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, no fim da década de 1950. Foi então entregue à Câmara Municipal do Porto e ocupado pelo Gabinete de História da Cidade. Em 1980, este deu origem ao Arquivo Histórico Municipal do Porto que conserva a documentação camarária desde o período medieval, para além de uma excelente coleção de plantas da cidade e ainda uma boa biblioteca com vasta e variada bibliografia dedicada à história do burgo.

 

Edifício Atual

Na década de 1990 foram feitas profundas escavações arqueológicas, cujos resultados, juntamente com o estudo documental e arquitetónico, permitiram conhecer com pormenor o local. As escavações proporcionaram uma visão mais rica dos edifícios e dos homens que os utilizaram. Para além dos objetos do quotidiano, as cerâmicas, os vidros, os selos da alfandegagem, entre outros objetos, constituem importantes indicadores dos fluxos comerciais que a cidade do Porto foi mantendo ao longo dos séculos.

A pesquisa arqueológica permitiu também a descoberta de vestígios de ocupações anteriores, nesta zona ribeirinha. Foram encontrados importantes testemunhos da ocupação romana, destacando-se os primeiros mosaicos do Baixo Império encontrados no Porto. A musealização destes vestígios, no local onde foram descobertos, foi um elemento essencial do projeto de transformação das instalações. Um circuito de visita museológico ilustra a história do local, desde a ocupação romana, com recurso a aplicações multimédia e a uma maqueta interativa representando o Porto Medieval. Este núcleo museológico está integrado no Museu da Cidade.

 

E também aconselhamos:

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Foto da Semana

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(Foto tirada numa Escola da Tanzânia – Foto cedida gentilmente pelo aluno Georges Mendes)

 

publicado por IDADE MAIOR às 12:35

Hoje, dia 17-03-2015 ocorrerá na UGIRT uma Palestra subordinada ao tema: "SEGURANÇA DO CIDADÃO", dinamizada pela PSP de Rio Tinto.
Será aberta aos alunos das UNIVERSIDADES SENIORES, UGIRT e outras vizinhas (Já coloquei no Facebook) e à população em geral.

O evento acontece pelas 15 horas e o local é na Antiga Escola da CARREIRA, em Rio Tinto.

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publicado por IDADE MAIOR às 12:23

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