UNIVERSIDADES SÉNIORES: ACONTECIMENTOS, TRABALHOS, ETC.

20
Mar 15

Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

Areias

Suas Riquezas e Lendas

 

Areias é a maior Freguesia do Concelho de Ferreira do Zêzere.

Composta essencialmente por terra de lavradio, tem no queijo um dos seus maiores cartões de visita.

Dizem que do género não há igual pelo país. Trata-se de um queijo artesanal, de pequenas dimensões, feito essencialmente com leite de cabra, de ovelha e temperado com uns fiozinhos de cardo, que lhe dá o saborzinho especial.

Por se tratar de uma das maiores fontes de receita da Freguesia, toda a gente o faz, embora com fins diferentes: quem tem pouco gado fá-lo apenas para consumo próprio, o que não acontece com os possuidores dos rebanhos que pensam quase exclusivamente na venda.

E reveste-se de tal importância esse investimento que é ver as pessoas a forrarem cuidadosamente com panos de linho, esmeradamente brancos, as cestas onde levam o queijo para o mercado da Vila e para a feira mensal que se realiza no local mais central das Areias, e onde acorrem pessoas vindas praticamente de todo o país.

A Igreja Matriz é a sua maior atracção turística. Um momento do Século XVI, traça do arquitecto João de Castilho; a sua fachada, apesar de ter já sofrido várias remodelações, mantém intacta a pequena galilé formada por três arcos redondos apoiados em colunas jónicas, ornadas de capitéis enrolados em volutas vermiformes; no interior das suas três naves vive-se ambiência quinhentista através da sua emblemática, muito especialmente da abóbada da Capela Mor com a Cruz de Cristo, o Escudo das Quinas e outras.

O púlpito é uma das suas mais notáveis peças, sendo preenchido com cabeças aladas de anjo e anel de delicado lavor.

Na sua torre diz o povo que se encontra enterrado um alqueire e meio de libras, que serviu já de aventuras a muitos, ávidos de possuírem esse tesouro.

Outras relíquias a salientar em Areias são: a ermida de S. Tomé da Portela de Vila Verde, que possui uma bela escultura de madeira do século XIV representando S. Marcos, que segura ao peito um disco relicário vazio e tem a seus pés um formosíssimo leão.

A torre de D. Guião, mais conhecida pela Lendária Torre de Langalhão, ou de Ladrão Gaião, tratava-se de uma torre de três sobrados, da qual restam apenas duas paredes com outras tantas seteiras entaipadas. A este monumento está ligada, entre outras, a Lenda Popular que fala de um Gigante que colocava um pé na Torre e outro no Pereiro para apanhar as raparigas e servir-se delas nos seus aposentos na torre, e ainda a Lenda de S. Saturnino.

Diz essa Lenda que na serra que ostenta esse nome, andava um pastor com o seu rebanho, quando surge uma forte e densa chuvada que obrigou o pastor a recolher-se conjuntamente com o seu rebanho dentro da Capela situada no cume de Serra.

Depois de vários dias e noites de chuva ininterrupta, o pastor ajoelhou-se diante do altar do S. Saturnino e disse:

-Tenho o gado a morrer de fome, se parares a chuva dou-te o melhor borrego do meu rebanho.

E de um momento para o outro, após o pedido e a oração do pastor, o sol começou a raiar.

Ao ver as ovelhas a saírem da Capela e a deliciarem-se com a pastagem, o pastor agarra no melhor borrego, ata-lhe uma corda ao pescoço e vai junto da Santo e, colocando-se de pé diante dele, disse:

- Obrigado por teres parado a chuva. Conforme prometi, aqui tens o melhor borrego do meu rebanho, onde é que queres que o deixe?

-Ouviste, onde é que queres que o deixe? Ah, não falas, pois vou deixá-lo mesmo aqui, preso a uma das tuas pernas.

Depois de cumprida a promessa, e quando o pastor ia serra abaixo tocando o pífaro para dar asas ao seu contentamento, começou a ouvir berrar arás de si.

De princípio, e entregue como ia à sua melodia, não ligou, mas depois, e conforme o berrar se ia aproximando, o pastor voltou-se para trás, e ao ver o borrego a correr trazendo de rojo, atrás de si, preso pela corda o Santo, exclamou:

-O quê! Então há bocado não falaste, não disseste se querias ou não o borrego, e agora vens aí a correr atrás dele!

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Quem os meus filhos beija, a minha boca adoça.

 

Sugestão  de Culinária

 

Peixe: Carpa ou Achigã grelhado

 

Depois de amanhar o peixe, de o lavar com água e vinagre para lhe retirar o sabor a lodo, tempera-se com sal, alho e bastante sumo de limão, e deixa-se ficar a tomar gosto.

Dá-se-lhe uns cortes, passa-se por azeite, e grelha-se.

Faz-se, então um molho com bastante cebola picada, alho, salsa, piri-piri, azeite e vinagre.

Bate-se tudo bem e deita-se por cima do peixe.

Serve-se com batata cozida e salada.

  

Poesia

 

Ao Rio Zêzere

 

Eu vi-te um dia, ó Zêzere

Serpenteando p’los montes

Bebendo água p’las fonte

Salpicadinhas de estevas.

 

Vi-te chorar nas cascatas

Passá-las com timidez;

Vi-te por mais que uma vez

Passar rochedos de gatas.

 

Vi-te ser canto e encanto

De rouxinóis e donzelas

E deixares em muitas delas

Um riozinho de pranto.

 

Vi-te pairar de mansinho

P’ra libertares o teu choro

E veres em lindo namoro

Carquejas e rosmaninho.

 

Vi-te ser sonho, desejo

Filhinho de mãe brejeira

Dares o teu nome a Ferreira

E partires até ao Tejo.

                                                                                                       Sá Flores

 

 

Sugestões de Fim semana/ O que visitar na minha aldeia/vila/cidade?

 

1º Encontro de Poetas de Ferreira do Zêzere

Neste Dia Mundial da Poesia a Biblioteca Municipal Dr. António Baião de Ferreira do Zêzere vai comemorar a data com um encontro de poetas ferreirenses.

O Evento decorrerá na sala polivalente da Biblioteca.

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Foto da semana

Alunos e Professores da Universidade Sénior foram ao Teatro Politeama em Lisboa, assistir ao espectáculo musical de Filipe la Feria “O Principezinho”.

 

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publicado por IDADE MAIOR às 13:03

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

Aldeia de Limões Desclassificado

A aldeia de Limões, sede da freguesia com o mesmo nome, localiza-se numa encosta do Alvão na região Sul do concelho.

Fundamentalmente dedicada à produção agrícola e à pecuária, é sobretudo conhecida pelos seus linhos rifados, a que a tradição atribui grande riqueza decorativa e perfeição e que no passado terão estado entre os gostos mais nobres da região.

Esta aldeia possui um núcleo central de casas em pedra talhada, algumas delas casas rurais de grande riqueza, em grande parte construídas nos séculos XVII e XVIII.

Foi precisamente este núcleo que recebeu um procedimento de classificação como Conjunto de Interesse Público pelo então IPPAR.

A origem do povoado, no entanto, será medieval, época que nos dá notícia de passagem no local de um caminho de ligação a Vila Real ao longo do qual se terá estruturado o povoado.

A sua desclassificação deveu-se sobretudo a fatores de ordem comunitária, relacionados com o bem-estar dos seus habitantes. Não deixa contudo de constituir um conjunto de grande interesse, pois preserva as características fundamentais que estiveram na base da sua classificação.

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

“Março liga a noite com o dia, o Manel co'a Maria, o pão com o pato e a erva com o sargaço.”

“Quem feio ama, bonito lhe parece”

“Março, marçagão, manhãs de Inverno, tardes de Verão”

Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje!”

 

Sugestão de Culinária

 

E como este fim-de-semana (21 e 22) se realiza a FESTA DA TRUTA DO RIO BEÇA, em Canedo (Ribeira de Pena) sugerimos:

 

Truta Assada

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Comece temperando o peixe com antecedência de pelo menos 2 horas com limão, sal, pimenta e o que mais quiser. Deixe marinar no frigorifico. Faça uns cortes na pele do peixe até chegar à espinha para o tempero entrar melhor (somente em um dos lados do peixe) e facilitar quando for servir.

Pre-aqueça o forno em 200ºC.  Regue uma travessa com bastante azeite e forre o fundo com rodelas de batatas e cenoura. Tempere os legumes com sal e pimenta e regue com mais azeite. Coloque o peixe sobre esta "cama" de legumes.

Sobre o peixe espalhe um pouco de colorau, é opcional, pois não muda o sabor, é só para deixá-lo com uma cor mais bonita. Regue também o  peixe com o fio de azeite.

Leve ao forno (sem papel alumínio mesmo).

Agora vamos preparar o tempero que vai regar o peixe no forno. Esta quantidade de tempero dá para regar 2 peixes grandes. Use o liquidificador ou varinha magica para bater os seguintes ingredientes:

  • 150ml de vinho branco seco;
  • 2 colheres (sopa) de azeite;
  • 1 colher (sopa) de suco de limão ou vinagre;
  • 1 colher (sopa) de ervas finas (mix de ervas comprado pronto);
  • 1 xícara de folhas de coentro (se não gostar use salsinha);
  • 1 dente de alho;
  • 1 colher (café) rasa de sal;
  • 1/4 de cebola;
  • 1/2 colher (café) de pimenta branca moída.

Após 15 minutos de forno, regue com o tempero, umas 6 colheradas (sobre o peixe e os legumes).

Volte para o forno. Quando perceber que o molho deu uma reduzida, repita a operação até o peixe estar assado (usei metade do tempero e reguei 3 vezes).

  

Poesia

LINHO

 

Quem me dera ser o linho

Que vós na Roca fiais;

Que me dera tanto beijo

Como vós no fio dais.

 

Tenho um colete de linho

Feito de trás das paredes

Quem escuta sempre ouvirá

Falar de si muitas vezes.

 

As voltas que o linho leva

Antes de ir à tecedeira

Eu inda dava mais voltas

Pra ficar à tua beira.

 

Vou-me lá que tenho pressa,

Vou regar o meu linhar;

Amanhã é dia santo

Temos tempo de falar.

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

Caminhada das Camélias

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Foto da Semana

 

A Universidade Sénior foi, no passado dia 11 de março, em Visita de Estudo ao Museu do Linho em Limões – Ribeira de Pena.

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publicado por IDADE MAIOR às 12:33

Sugestão de Culinária

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 Produtos típicos da cozinha suiça

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Na área da culinária, a Suíça é o País de Cocanha que vale a pena ser redescoberto em cada localidade individual. Pois o cardápio tem, além de poucos pratos nacionais, principalmente especialidades regionais.

A culinária suíça reúne influências da culinária alemã, francesa e do norte da Itália. Mas ela é regionalmente muito diversificada, sendo que as regiões linguísticas oferecem certa divisão geral. Muitos pratos, porém, ultrapassaram os limites locais e são admirados em toda a Suíça. Estão entre eles:

Fondue de queijo

Queijo derretido e pedaços de pão. Os pedaços de pão são espetados no garfo de fondue e mergulhados no queijo derretido, que é servido na caquelon (panela de cerâmica).

Raclette

Queijo derretido servido com "Gschwellti" (batatas cozidas com a casca), picles de pepino e cebola e mostardas de frutas.

Alplermagronen

Um tipo de gratinado de batatas, pastas, queijo, creme de leite e cebolas. E não se pode esquecer do purê de maçã como acompanhamento.

Rosti

Um bolinho achatado de batatas cozidas com casca (Gschwellti) ou cruas raladas, frito em manteiga ou banha quente na frigideira, que são ligadas não apenas pelo amido existente nas batatas.

Birchermuesli

Desenvolvido em torno de 1900 pelo médico suíço Maximilian Oskar Bircher-Brenner com flocos de aveia, suco de limão, leite condensado, maçãs raladas, avelãs ou amêndoas.

Chocolate suíço

O chocolate chegou à Europa durante o século XVI. O mais tardar no século XVII, ele se tornou conhecido na Suíça, onde foi produzido. A partir da segunda metade do século XIX, a fama do chocolate suíço começou a se difundir no exterior. Intimamente ligadas a este fenômeno estão a invenção do chocolate de leite, feita por Daniel Peter, e a invenção do conchieren (chocolate cremoso) de Rodolphe Lindt. A Suíça não exporta apenas chocolate, mas também chocolatiers, cujos nomes são conhecidos até hoje: os irmãos Josty, que abriram sua famosa loja de chocolate em Berlim, e também Salomon Wolf e Tobias Béranger, que chefiavam o famoso Café Chinois em São Petersburgo. Os irmãos Cloetta abriram fábricas de chocolate na Escandinávia e Karl Fazer a primeira confeitaria em Helsínque – da qual nasceu mais tarde a marca Cloetta-Fazer. Até mesmo o chocolate belga tem raízes suíças: Jean Neuhaus abriu uma confeitaria em Bruxelas e seu filho Frédéric inventou o praliné em 1912.

Queijo suíço

Até que se poderia fazer uma viagem pelo Suíça indo de queijaria a queijaria. Cada parte do país, cada região tem seus tipos próprios de queijo – é inacreditável a diversidade que pode ser produzida a partir de um único produto básico, o saboroso leite suíço! Como por exemplo o Vacherin, de massa mole que derrete. O picante Appenzeller. O jovem Sbrinz. O Emmentaler cheio de furos. O mundialmente famoso Gruyère. Ou o Tête de Moine, caracterizado pelo corte em forma de rosetas. Todos eles – e seus queijos irmãos, em um total de cerca de 450 tipos – transformam a fondue, a raclette, a "Zvieri-Plättli" em um experiência culinária. Uma verdadeira mina de especialidades de queijo são, a propósito, as barracas de venda dos camponeses e vendedores de queijo em feiras semanais, onde muitos queijos chegam diretamente do pasto alpino e são cortados do queijo inteiro. Também vale a pena fazer uma visita às diversas queijarias de demonstração e adegas de queijo alpino.

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Especialidades de diferentes regiões

Romandia (Suíça francesa)

Os saucissons, salsichões crus feitos de carne de porco para cozinhar em casa, são admirados em toda a Romandia. Eles são servidos escalfados ou cozidos com legumes (Papé Vaudois). A fondue de queijo, a raclette e o croute au fromage (Valais) também são originários da Suíça francófona e hoje muito famosos em toda a Suíça. O Valais também deu origem a um tipo de torta de legumes chamada de Cholera – que se acredita que tenha surgido da necessidade durante uma epidemia de cólera. Pratos de peixe são populares em volta dos Lagos de Genebra, Neuchâtel e Biel. Os tipos de peixe servidos são arenques, percas-europeias e trutas. Especialmente no Lago de Biel, além disso, há oferta de saucissons defumados em caldeirões, denominados de Treberwurst. Sobremesas admiradas são o Dessert Gâteau du Vully (Nidlechueche) e a Moutarde de Bénichon (mostarda muito doce), que são, ambas, assim como o Cuchole (pão típico de açafrão), originárias do cantão de Friburgo. Uma ótima oportunidade de apreciar as especialidades desta região é a festa Bénichon, realizada no outono europeu.

 

QUEIJO PRATO.jpg

 

 

Poesia

Depois de uma abordagem de dois textos poéticos de Álvaro Magalhães e Eugénio de Andrade, ambos sobre “As Palavras”, a formadora de Linguagem e Comunicação, em Praia do Ribatejo, colocou aos formandos o desafio de construírem, eles mesmos, um texto com o mesmo título, dos quais seguem dois de exemplo.

“As palavras são como um cristal, muito bonitas e ricas. A nossa língua é, sim,  de uma grande riqueza. Ela tem um extenso vocabulário mas é preciso compreendê-lo para que o saibamos usar corretamente. As palavras são formadas por letras que dão as mãos umas às outras com o objetivo de comunicar.”  

Odete Menino

 

Palavras, vêm-nos da alma

Umas boas, suaves, inteligentes,

Dão-nos força, só faz bem ouvi-las,

Falam-nos da natureza,

Realçando flores, vales verdejantes,

O mar, perigoso sim, mas uma beleza,

Estas são as ditas palavras “limpas”.

Outras, agressivas, pronunciadas com aspereza,

Magoam, humilham,

Só fazem sofrer,

Somente pelo prazer.

Estas são as palavras “sujas”

E têm que ser bem polidas.

Helena Maia

 

publicado por IDADE MAIOR às 09:56

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