UNIVERSIDADES SÉNIORES: ACONTECIMENTOS, TRABALHOS, ETC.

31
Mar 15

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Lenda do Folar de Páscoa

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Reza a lenda que, numa aldeia portuguesa, habitava uma rapariga chamada Mariana, cujo único desejo e objetivo na vida era casar cedo.

Mariana rezava todos os dias a Santa Catarina e de tanto rezar, o seu desejo acabou por se realizar.

Um certo dia, surgiram-lhe dois pretendentes: um fidalgo rico e um lavrador pobre, ambos jovens e muito bonitos.

Perante uma grande indecisão, Mariana voltou a rezar a Santa Catarina, pedindo-lhe ajuda para tomar a decisão acertada.

Enquanto estava concentrada na sua oração, o lavrador pobre, chamado Amaro, bateu-lhe à porta e pediu-lhe uma resposta, marcando como data limite o Domingo de Ramos. Nesse mesmo dia, umas horas depois, apareceu o fidalgo e pediu-lhe também uma resposta. Mariana ficou sem saber o que fazer!

Chegado o Domingo de Ramos, uma vizinha, muito aflita, foi a casa da Mariana avisá-la de que tinha visto o fidalgo e o lavrador numa luta de morte, no meio da rua.

Mariana correu até ao lugar onde os dois se defrontavam e, ao pedir ajuda a Santa Catarina, Mariana soltou o nome de Amaro, o lavrador pobre.

Na véspera de Domingo de Páscoa, Mariana andava atormentada, pois tinha ouvido dizer que o fidalgo ia aparecer no dia do seu casamento para matar Amaro.

Mariana voltou a pedir ajuda a Santa Catarina e a imagem da Santa apareceu-lhe, a sorrir.

No dia seguinte, Mariana foi pôr flores no altar de Santa Catarina e, ao chegar a casa, viu um grande bolo com ovos inteiros, rodeado das flores que Mariana tinha posto no altar, em cima da mesa.

Correu até casa de Amaro e para seu espanto, também este tinha recebido um bolo semelhante. Pensando ter sido ideia do fidalgo, resolveram ir agradecer-lhe. Mas também este tinha recebido o mesmo bolo. Mariana teve a certeza de que tudo aquilo tinha sido obra de Santa Catarina.

Inicialmente chamado de folore, o bolo passou a ser conhecido como folar e tornou-se numa tradição que celebra a amizade e a reconciliação.

É por isso que, nos dias de hoje, os afilhados levam um ramo de flores às madrinhas de batismo e estas, no Domingo de Páscoa, oferecem-lhes, em retribuição, um folar.

 

A Lenda do Coelho de Páscoa

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No antigo Egipto, o coelho simbolizava o nascimento e a nova vida.

Alguns povos da Antiguidade consideravam o coelho como um símbolo da Lua, portanto, é possível que ele se tenha tornado símbolo pascal devido ao facto de a Lua determinar a data da Páscoa.

O certo é que os coelhos são notáveis pela sua capacidade de reprodução, e geram grandes ninhadas, e a Páscoa marca a ressurreição, vida nova, tanto entre os judeus quanto entre os cristãos.

 

Existe também a lenda de que uma mulher pobre coloriu alguns ovos de galinha e os escondeu, para dá-los a seus filhos como presente de Páscoa.

Quando as crianças descobriram os ovos, um coelho passou correndo. Espalhou-se, então, a história de que o coelho é que havia trazido os ovos.

Desde então as crianças sempre acreditaram no coelhinho da páscoa, a história que seus pais contavam para elas. O Coelhinho da Páscoa é a principal atração entre as crianças.

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Provérbios Populadores a Brincar

No dia 1 de Abril é dia dos enganos, como não queremos enganar ninguém com as nossas notícias, deixamos aqui um registo de alguns provérbios populares que foram modificados para serem lidos como piadas. Assim, aqui ficam algumas dessas piadas:  

 

-Quem ri por último... ...é de compreensão lenta.

-Os últimos são sempre... ...desclassificados.

-Quem o feio ama... ...tem que ir ao oculista.

-Deitar cedo e cedo erguer... ...dá muito sono!

-Filho de peixe... ...é tão feio como o pai.

-Quem não arrisca... ...não se lixa.

-O pior cego... ...é o que não quer cão nem bengala.

-Quem dá aos pobres... ...fica mais teso.

-Há males que vêm... ...e ficam.

-Gato escaldado... ...geralmente esta morto.

-Mais vale tarde... ...que muito mais tarde.

-Cada macaco... ...com a sua macaca.

-Águas passadas... ...já passaram.

-Depois da tempestade... ...vem a gripe.

 

Sugestão de Culinária

 

Folar de Páscoa

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Ingredientes:

500 g farinha

100 g margarina

35 g fermento de padeiro

125 g açúcar

3 ovos

2 dl leite morno

q.b. sal

q.b. canela

q.b. erva doce

4 ovo(s) cozido(s)

 

Preparação:

  1. Dissolva o fermento num pouco de leite morno e junte alguma farinha. Faça uma bola bem húmida e deixe levedar 20 minutos.
  2. Amasse a restante farinha com o açúcar, o leite e os ovos e junte a bola de fermento. Bata bem. Acrescente a manteiga, o sal e as especiarias. Bata até a massa se soltar da tigela. Deixe levedar numa tigela tapada com 1 cobertor, em local protegido e ameno, durante + ou - 3 horas.
  3. Faça então uma bola ligeiramente abolachada, onde coloca os ovos previamente cozidos e frios. Com um pouco de massa faça uns cordões que coloca a rodear os ovos. Pincele com gema de ovo, deixe levedar mais 1 pouco e leve a forno quente (200ºC) até ficar bem corado e cozido.

 Poesia

 

Páscoa

 

Páscoa, amor e ressurreição

Um grito de Liberdade e Luz!

Apaga-se o ódio no coração

Que nele reina o amor de Jesus!

 

Ressurge o toque de esperança

Na alma dos pobres pecadores

Da regeneração, a aliança,

Olvidam as suas próprias dores!

 

Reis e humildes, reunidos, 

Oram, com fé, em comunhão.

Que o Mestre, já os há remido

Por sua bondade e perdão!

 

                              Milla Pereira

 

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade? 

 

Caça ao Ovo no Portugal dos Pequeninos

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 De 3 a 5 de Abril decorre no Portugal dos Pequenitos uma caça ao ovo da páscoa para toda a família. 

Disfarçados de coelhinhos e com a ajuda dos Coelhos Gigantes, os pequenos visitantes serão convidados a entrar num animado jogo de caça aos ovos da Páscoa, que se escondem pelo parque. Bastará reuni-los e haverá surpresas para todos.

 

Objetivo: Tornar as visitas ainda mais animadas, na época festiva da Páscoa

 

Horários: 11h 30m | 14h

 

Foto da Semana

 

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 Uma Santa e Feliz Páscoa!

publicado por IDADE MAIOR às 11:45

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Sugestão de Culinária

 

 

BOLO INGLÊS ( FRUIT CAKE )

 

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200 gr. de fruta cristalizada

100 gr de sultanas

100 grs. de miolo de noz pouco triturado

100 grs. de pinhões

100 grs de amêndoa palitada

1 dl de leite

250 grs. de farinha c/ fermento

4 ovos

250 grs de manteiga à temperatura ambiente

1 colher de chá de fermento em pó

 

Pôr todas as frutas cristalizadas, em água morna durante 5 minutos ( para se porem no bolo e não irem ao fundo.

Colocar numa tijela a manteiga e bater até ficar esbranquiçada.

Juntar as 4 gemas, e voltar a bater.

Juntar o leite (morno).

Coloca-se a farinha, peneirada, e o fermento. Vai-se batendo. A massa deve ficar consistente.

Por fim põem-se as claras em castelo e as frutas cristalizadas, bem secas. Envolver tudo.

Demora cerca de 45 a 50 minutos no forno previamente aquecido a 120 graus.

 

 

Legumes à moda da casa

 

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Cortar:

Couve coração em juliana;

Pimento vermelho em tiras:

Cenouras raladas em fitas.

 

Num tacho deitar azeite a cobrir o fundo e pôr 3 dentes de alho a alourar.

Quando o alho estiver louro, deitar dentro os legumes todos, pôr sal e pimenta a gosto

Deixar estar o disco bem forte e ir abanando o tacho.

Não deitar água. Os legumes devem cozer na própria água que largam.

Pode-se juntar outros legumes a gosto.

  

 

Foto da Semana

 

Apresentação do "Gito", a mascote da Agitar, com a presença da sua madrinha, a campeã Aurora Cunha

 

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publicado por IDADE MAIOR às 11:15

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Menir de Pedra d’Anta

Em vias de classificação

O menir de Pedra d’Anta localiza-se na freguesia de Alvadia numa zona denominada de Veiga de Anta, próximo da estrada entre Alvadia e Macieira.

Trata-se de um menir de grandes dimensões, com 4,30 metros de comprimento. Apresenta uma base retangular desenvolvendo depois um corpo de duas faces que termina em forma elíptica. Encontra-se fora da sua posição original, vertical, tendo sido retirado há uns anos com vista à reutilização da sua pedra.

Atualmente apresenta-se deitado junto ao seu local de implantação original. Na face visível possui duas cruzes gravadas que não serão únicas no monumento.

Este menir encontra-se num ponto importante de acesso natural entre a Serra do Alvão e o Vale de Cerva, o que sugere uma função de ordenamento territorial. Próximo deste, a

Noroeste, existiu um outro mais pequeno cuja pedra terá sido reutilizada. É também provável que tenham existido mais monumentos megalíticos nas proximidades, o que é indicado pelo topónimo de “Veiga de Anta” que designa o lugar onde hoje existe uma zona de cultivo.

 

Acesso:

Estrada entre Alvadia e Macieira, após o cruzamento de captação de água da Central Hidrelétrica, por caminho florestal à esquerda.

 

Nas proximidades:

Aldeias de Alvadia, Lamas e Favais, Pedra de Favais, Serra do Alvão, Cascatas do Rio Póio, Aldeia de Macieira.

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Ditados Populares

 

“Quando florir o maracotão, os dias e as noites iguais são.”

“Água de março, quanta ao gato molhe o rabo.”

“Quanto vale o carro e o carril?  Tanto como a chuva março e abril.”

“Vento de março, chuva de abril, fazem o maio florir.”

 

 

Sugestão de Culinária

 

Broa Recheada

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Ingredientes:

3 Linguiças

1 Cebola

200 g de queijo ralado mozarela

5 Colheres de sopa de maionese

2 Colheres de sopa de ketchup

Preparação:

Picar no 1, 2, 3 separadamente, a cebola e a linguiça (eu costumo tirar a pele à linguiça), depois colocar numa taça e misturar o queijo, o ketchup e a maionese. 

Envolver tudo, se parecer um pouco seco deitar mais maionese e ketchup.

Rechear o pão com este preparado e levar ao forno num tabuleiro juntamente com as fatias do miolo e a tampa, quando estiver dourado tirar e servir de imediato.

Nota:

O recheio deve encher o pão e ficar um pouco mais alto, porque depois de derreter o queijo, o volume diminui.

Bom Apetite!

  

Poesia

 

A minha sabedoria

Anda na rua

Para partilhar

 

Agora andamos na moda

Vamos à escola

É só estudar!

 

Mas também temos convívio

E muita dedicação

É que a universidade

É nossa de coração!

 

Cantámos, rimos, brincámos

Sem olharmos à idade

Este será sempre o lema

Da nossa Universidade

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

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Foto da Semana

 

Ensaios da Tuna Sénior na Santa Casa Misericórdia 

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publicado por IDADE MAIOR às 10:51

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

Lenda da Igreja de Dornes

    

O nome de Dornes parece ter sido dado àquele local em homenagem ao facto da deslocação da Santa ser feita dentro desses recipientes.

Apesar de parecer uma pequena povoação, Dornes já foi uma linda Vila.

As alterações observadas tiveram logicamente a ver com aspectos burocráticos, mas também, e devido à sua confinação, com a barragem do Castelo de Bode, que na altura da sua implantação deixou submersa uma grande parte das casas e transformou em península o cabeço, que tem pelos flancos o maior comércio da zona e lá no alto o cemitério e a Igreja da Senhora do Pranto.

Segundo a narração, é esta Igreja que tem influenciado o desenvolvimento e até assegurado o que por ali ainda vai perdurando.

O misticismo que envolve a Senhora do Pranto chegou a ser motivo para grandes disputas entre Dornes e Cernache. Segundo os do outro lado do rio, a Santa pertencia-lhes, porque fora ali que ela aparecera. Posição não compartilhada pelos deste lado, ou seja, pelos de Dornes, que contrapunham com o facto de ser ali a sua Igreja.

Razão de um lado, razão do outro, a verdade é que durante muito tempo a Santa repartida, estava uns tempos em Cernache e outros em Dornes, situação que viria a terminar pela própria vontade da Santa quando desapareceu de dentro de uma grande dorna que era transportada por um carro puxado por uma junta de bois, indo aparecer na Capela que deu lugar à Igreja.

E ainda hoje essa crença faz acorrer a Dornes alguns milhares de pessoas durante o ano, para cumprirem as suas promessas e venerarem a Santa.

São várias as romarias que ali se fazem em honra da Senhora do Pranto. Mas a maior, aquela que para os cristãos envolve mais significado, é a festa do Espírito Santo.

Alguns meses antes, toda a população do concelho começa a trabalhar à volta do seu círio, para levarem à festa nos carros maravilhosamente engalanados as fogaças, as bandeiras alusivas e também o maior número de pessoas.

Nesse dia torna-se muito difícil dar um passo em Dornes, tão grande é a multidão.

Mas é bonito o panorama!

O colorido multicor dos trajes civis e das irmandades, os acordes das bandas, a procissão em volta da Igreja e dos cruzeiros da via-sacra, que se estendem até ao largo de S. Guilherme, e as pessoas espalhadas pelos olivais e encostas a comerem o seu farnel.

Diz-se que aquela Igreja é uma das sete construídas no cume de outros tantos cabeços com a finalidade de recolher no seu silêncio os reis e suas cortes, mantendo-se permanentemente nesses sítios os faroleiros aqueles que faziam a vigilância e através dos búzios, cornetas, foguetes, lanternas, etc., emitiam os sons e sinais que davam os alertas e comunicavam as notícias, usos e costumes que também, segundo se diz, impediram que no território circundando por essas igrejas e capelas tivessem tido lugar batalhas significativas.

Segundo a lenda, tudo em Dornes funciona à volta da Igreja da Senhora do Pranto, sendo de grande interesse as histórias que a seu respeito se narram: quando algum tempo após a construção da Capela que viria a dar lugar à actual Igreja, o Rei verificou que faltava uma torre com sinos para desempenharem os rituais religiosos e outros que tinham a ver com a tão desejada vigilância, mandou reunir os escravos para lhes dizer que precisava ali de uma torre e que, se eles a construíssem durante aquela noite, seriam libertados.

Os escravos, quase não querendo acreditar no que ouviam, entreolharam-se como que a interrogarem-se se aquilo seria verdade.

Mas, por não lhes restar outra alternativa e por ser tão grande o desejo de deixarem as grilhetas e abandonarem o cativeiro, correram a preparar as suas ferramentas para, chegado o crepúsculo da noite, iniciarem o trabalho.

E com que coragem e rapidez eles arrancavam as pedras, as transportavam em padiolas, as moldavam, as erguiam através de cordas e as colocavam nas paredes.

Mas, valera a pena o esforço, o terrível esforço. Mal rompera a manhã, a torre estava pronta, havendo entre eles quem desse pulos de contentamento.

Só que o Rei, ao verificar a obra, disse-lhes:

 - Podem voltar para os vossos serviços habituais, não está pronta, falta caiá-la.

Na verdade, a torre não estava caiada, o que eles não viam de fundamental importância, por não ser de muito uso na época.

Mas, perante as intransigências do Rei, eles, enormemente revoltados e por nada mais poderem fazer, disseram:

 - Na verdade, Alteza, ela não está caída. Mas saiba Vossa Majestade que perante a justiça de Deus nunca o será, ninguém o conseguirá fazer.

Claro que aquelas palavras para o Rei foram motivo de gargalhada.

A verdade é que mandou caiar a torre centenas de vezes, mas ficou espantado, estupefacto, ao ver que a cal não se segurava nas pedras, que mal batia na parede corria em bica para o chão, praticamente tal qual saía da vasilha.

Outra das histórias tem a ver com os franceses, mais propriamente com a Invasão Napoleónica da Península Ibérica.

Parece que nessa altura fizeram da Igreja da Senhora do Pranto uma cavalariça.

E ao verem tanto ouro no manto e junto da Senhora, tentaram arrombar a vitrine para o furtar. E ao verem gorados os seus intentos, uma vez que a vitrine não cedeu um milímetro, começaram aos tiros à mesma, o que se tornou igualmente infrutífero, uma vez que as balas resvalavam no vidro, não lhe causando uma só beliscadura, sendo então obrigados a abandonar o local.

É tão grande a crença que os devotos vêm naquela Santa, que se sentem profundamente revoltados com o padre que mandou recentemente retirar essa lendária vitrine que envolvia a Santa na sua redoma.

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

Lua nova trovejada

Trinta dias é molhada.

 

Sugestão  de Culinária

Carne: Leitão Ferreirense

Diferente da receita da Bairrada, o leitão ferreirense constitui o prato de carne por excelência deste concelho. A receita recolhida é da Casa dos Leitões na Bela Vista, de Francisco Alcobia.

O segredo consiste não só no tempero como no modo de o confeccionar.

O bácoro pequeno é barrado com uma massa de tempero composta por alho, louro, piri-piri e sal suficiente bem esmagada num almofariz, numa mistura homogénea conseguida através da adição de banha. E assim vai ao forno bem quente.

A meio da cozedura volta a barrar-se o leitão com a mesma massa de tempero mas, desta volta, acrescentada com um pouco de azeite e vinagre. E, outra vez no forno, fica por mais duas horas até a pele se apresentar loura e estaladiça.

É servido com rodelas de laranja, e legumes em conserva de vinagre.

 

Poesia

Promessas (Versos populares que se cantam na região em louvor à Senhora do Pranto)

                                                                 

Nossa Senhora do Pranto

Tu que em Dornes és Rainha

Dá-me quem desejo tanto

P’ra senhor da vida minha.

 

Eu te prometo dois círios

Maiores que o meu amor

Mais uma croá de lírios

P’ra enfeitar reu andor.

 

Desde a rua à frontaria

Subirei sem descansar

De joelhos a escadaria

Que me leva ao teu altar.

 

Se bem dizes minha escolha

Eu prometo dar-te um véu

De seda, novinho em folha

Todo azul, da cor do céu.

 

Minha trança hei-de cortar

Dos meus sedosos cabelos

Inveja deste lugar

Que ninguém os tem mais belos.

 

E prendo-a com branca fita

Na parede de azulejos

Quando tu virgem bendita

Satisfaças meus desejos.

 

Dia e noite, um mês

Acesa tua lâmpada terei

Para que me alumie minha reza

E as trindades rezarei.

 

Por Jesus crucificado

Tudo eu te juro fazer

Se o meu querido conversado

Não mudar de parecer.

 

Sempre, sempre sinto medo

Não vá noutra achar encanto

Se descubro tal segredo

Ai de mim, Virgem do Pranto.

 

P’ra bem longe tal agouro

Mas se eu sei que me traiu

Dou-te, crê, minha cruz de ouro

E depois deito-me ao rio.


                                       Sá Flores

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

Via-sacra “Uma vela a Jesus”

 

A tradicional Via-sacra de 4km no percurso dos cruzeiros entre Paio Mendes e Dornes (Ferreira do Zêzere) em direção ao Santuário de Nossa Senhora do Pranto, vai este ano realizar-se no dia 29 de março, Domingo de Ramos, às 18h30 com acompanhamento habitual da Filarmónica Frazoeirense.

No dia 28 decorrerá um Concerto pela Associação Canto Firme, acompanhado pelo Órgão de Tubos histórico, no Santuário de Nossa Senhora do Pranto em Dornes.

Dias 28 e 29

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Foto da Semana

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 Alunos e Professores da Universidade Sénior numa visita de estudo à Provedoria de Justiça

publicado por IDADE MAIOR às 00:28

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