UNIVERSIDADES SÉNIORES: ACONTECIMENTOS, TRABALHOS, ETC.

28
Abr 15

 

RELATÓRIO

O IMPACTO DA CRISE FINANCEIRA NO SISTEMA DE SAÚDE E NA SAÚDE EM PORTUGAL 2014

 

 

https://meocloud.pt/link/f8d14bf0-23cd-478f-ab24-9e43e65a03c1/The%20impact%20of%20crisis%20on%20fundamental%20rights_Portugal_EN_2015.pdf/

 

  

https://meocloud.pt/link/af6e887e-8467-443a-bcc3-da59b5b4a23c/aging%20europe_World%20Bank.pdf/

 

 

https://meocloud.pt/link/c670bb75-887b-40b1-9860-06e2f1e774c0/relatorio%20oess_2014.pdf/

publicado por IDADE MAIOR às 17:34

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Conto - A Cabrieira

 

     Sensivelmente a meio da distância delimitada pelo Poço Escuro e o Penedo da Bica, situa-se a Cabrieira. Uma zona montanhosa, repleta essencialmente de pinheiros, mato e pedras, salpicada de carquejas, estevas e azinheiras.

     Aos pés da Cabrieira, com caudal muito diversificado, corre um pequeno ribeiro que herdou o seu nome e desagua num dos muitos braços do Zêzere.

     Esse ribeiro revestia-se de grande interesse para as populações dos lugarejos circundantes. Era nele que tomavam banho, pescavam e tiravam água para regar as terras semeadouras contíguas.

     Era também nas margens que existiam várias azenhas, que desempenharam papel muito importante contra a fome durante a guerra, e junco, muito junco, uma espécie de erva que chegava a atingir um metro de altura e nascia e crescia dentro ou muito próximo da água. Era usado para embelezar a atapetar o chão nos dias de festa, e junto das portas principais na altura da páscoa, mais propriamente quando o Senhor Prior vinha dar as boas-festas.

     Nessa altura, dezenas de pessoas desciam as encostas e espalhavam-se ao longo do ribeiro a cortá-lo. E que belo era vê-las de saias e calças arregaçadas, sorrindo, brincando, entoando canções e até arranjando namoricos.

     Era na Cabrieira que morava o senhor Manuel Silva.

     Parece terem existido por ali outros moradores, mas neste tempo a sua era única naquele sítio. Situava-se junto ao ribeiro, não tinha qualquer pintura e, como era usual na região, tinha os currais dos animais por baixo e as pessoas por cima.

     Será difícil admitir a existência de alguém naqueles isolados sítios, e muito menos de uma casa só.

     Mas era na verdade assim.

     E fossem lá dizer ao senhor Manuel que havia coisa melhor. Para ele, o facto da escola, a Vila e as primeiras aldeias ficarem a quilómetros não tinha qualquer problema. A sua grande companhia, o que para ele tinha significativa importância, era o sol.

     Passava horas a olhá-lo, a admirá-lo, e dizia que por ali era mais sublime, diferente!

     Por ser proprietário da maioria das terras existentes à sua volta, o senhor Manuel era considerado uma pessoa rica.

     Mas ninguém se atrevesse a chamar-lhe tal.

     Andava descalço, quase sempre em cabelo, pobremente vestido e trazia um cajado na mão. Dava gosto olhá-lo, estar junto dele. Tinha ar dolente, voz pausada e olhos muito profundos onde se lia amor e justiça.

     Só o viam encostado aos penedos a admirar a natureza e principalmente o seu amigo sol.

     Dizia ele:

     -Vejam por exemplo quando o sol se põe, a festa que ele faz, as vestes coloridas, variadamente coloridas que ele usa para se despedir de nós! A vida do sol é o puro retrato da nossa, funcionando a noite como intróito, o espaço onde é preparada a nova chegada…

  

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Lua nova trovejada trinta dias é molhada... se for antes,

se for depois não é nada.

 

Sugestão  de Culinária

 

Prato de Grão com Massa

 

O grão deve ficar de molho de véspera.

No dia seguinte coze-se o grão com carne de porco e chouriço.

Quando a carne e o grão estiverem cozidos, retiram-se a carne e o chouriço, cortam-se aos pedaços e misturam-se novamente no grão.

Acrescenta-se arroz e massa,- macarrão -, e assim que estiver cozido, serve-se de imediato.

 

Poesia

 

Estou Só

 

Quando estou só

o tempo é meu

e o espaço também.

Eu sou só minha

e o Universo sou Eu!

 

Posso abrir a janela

e deixar entrar todo o ar

posso ler, sonhar, acordar

voltar a ler e a adormecer.

 

Posso não dizer nada

mas, tudo posso escrever!

 

Tenho tempo e espaço para olhar

para compreender, para pensar e rezar

simplesmente Agradecer!

 

Posso Pedir

até chorar ... sem que haja algum ruído a interromper!

 

Ana Godinho

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

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Foto da Semana

 

No dia 2 de abril, a nossa Universidade festejou o seu 6º Aniversario, com as participações das Universidades Seniores de Tomar, Entroncamento e TunAlbirka de Alverca.

 

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publicado por IDADE MAIOR às 00:34

 

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Sugestão de Culinária

 

Bolo de pão ralado e canela

 

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Batem-se 6 gemas com 250 g de açúcar.

Junta-se uma chávena almoçadeira de pão ralado fino com 2 colheres de chá de canela e 1 colher de chá de fermento.

Adiciona-se 1 copo pequeno de óleo e bate-se bem.

No fim, envolve-se a mistura com as 6 claras em castelo.

Vai ao forno em forma redonda untada com manteiga e polvilhada com farinha.

 

Nota: Fica mais requintado se juntar 1 pouco de vinho do Porto ou se rechear com ovos moles.

 

Foto da Semana

 

Momento de Convívio na AGITAR

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publicado por IDADE MAIOR às 00:10

20
Abr 15

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

A ponte de Arame

A Ponte de Arame sobre o Rio Tâmega liga as freguesias de Ribeira de Pena e Santo Aleixo d’Além Tâmega. É uma construção do século XX, datada de 1913, e deveu-se à necessidade de ligação entre as duas margens ao longo do Inverno, quando o caudal do Tâmega encobre as diversas poldras e açudes e torna a travessia por barca perigosa.

Quando esta ponte foi construída, apenas existia nas proximidades um pontão entre Balteiro e Viela, o Ponderado, que facilmente fica submerso impedindo a ligação entre os habitantes das duas margens.

Trata-se de uma ponte de madeira suspensa em cabos de arame retorcido, hoje substituídos por cabos de aço, com portais de pedra em ambas as margens.

A sua travessia, devido a estas características, revela-se uma experiência inesquecível, complementada pela paisagem bucólica que o Rio Tâmega oferece.

Foi uma travessia importante até à construção da nova ponte de pedra em 1963, cem metros a montante, que serve hoje a E.M. 312.

De acordo com a lenda, a sua construção foi motivada pela falta de bacalhau por altura da Consoada, num ano em que o rio impossibilitou o seu fornecimento.

Foi então engendrado um plano para a colocação de uma corda a ligar as duas margens, que possibilitaria o fornecimento do desejado bacalhau por meio de uma roldana.

A tentativa de ligar as margens, no entanto, terá saído gorada pela falta de potência dos foguetes utilizados para lançar a corda, ou a falta de engenho dos intervenientes de então.

Ex-líbris do concelho, é um local de passagem obrigatório e integra o Roteiro Camiliano em Ribeira de Pena.

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

“Em Abril, lavra as altas, mesmo com água pelo machil.”

“Em Abril, vai onde deves ir, mas volta ao teu cuvil.”

“Inverno de Março e seca de Abril, deixam o lavrador a pedir.”

“Não há mês mais irritado do que Abril zangado.”

“No princípio ou no fim, costuma Abril a ser ruim.”

“Quando vem Março ventoso, Abril sai chuvoso.”

 

Sugestão de Culinária

Bolo de Ananás

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 Ingredientes: 

  • 3 colheres de sopa de caramelo líquido
  • 7 rodelas de ananás em calda
  • 7 cerejas em calda (não usei)
  • 250gr de manteiga
  • 300gr de açúcar
  • 5 ovos
  • limão (raspa)
  • 290gr de farinha Branca de Neve
  • 1 colher (chá) de fermento em pó

Preparação:

Unte uma forma de 23 cm e forre o fundo com papel vegetal. Unte-o e polvilhe tudo com farinha.

Coloque o caramelo no fundo e as rodelas de ananás.

No centro de cada coloque uma cereja e reserve.

Misture bem a manteiga com o açúcar até deixar de sentir o granulado.

Junte-lhes os ovos e a raspa de limão.

Por fim, junte-lhes a farinha peneirada com o fermento e coloque a massa por cima do ananás.

Leve a cozer no forno a 190ºC, por 40 minutos.

Retire depois de cozido, deixe arrefecer bem e vire para um prato de servir.

 

Poesia

 

A chuva

Gostámos de ti, ó chuva, de Primavera,

Dizendo coisas que só nós entendemos!

A tua delicadeza nos surpreende

Num gesto  

Cai a chuva de mansinho

Da janela ouvimos sussurrar

A nossa Universidade promete

Que veio para ficar

 

Ó chuva que aquece

Ó chuva que arrefece

Ó chuva que entranha

Nos Corações de quem lhe apetece

A chuva é a água do rio Tâmega

É como a água da fonte

Corre, corre sem parar

Nas serras de Trás- os - Montes

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

Caminhada Trilho do Ourigo

 

O trilho do Ourigo é um percurso de pequena rota (PR) de tipologia circular, com início e fim em Montalegre.

Passa por diversos pontos de interesse, entre os quais caminhos antigos dos pastores e por núcleos rurais de Torgueda da Chã, Castanheira de Chã, Cambeses do Rio e o famoso Fojo do Lobo do Avelar, que consiste numa armadilha de caça para lobos.

Coberto de vegetação e formado por duas paredes de pedra que convergem para um buraco empedrado com cerca de 2 metros de altura, recordando os tempos em que o lobo era temido na serra. 

É um percurso maioritariamente florestal, que nos faz atravessar paisagens verdejantes, áreas de carvalhal, manchas de arvoredo autóctone e campos de cultura.

Podemos ser surpreendidos por uma enorme diversidade de aves florestais e de rapina, assim como, de mamíferos (açor, o gavião, o pica-pau, águia-de-asa-redonda e a águia-cobreira o corço, o lobo, a geneta e o esquilo).

É de realçar, também, os contatos geológicos que este percurso nos proporciona, com especial destaque para as alternâncias entre o xisto e o granito ao longo do percurso.

Ponto de encontro:

9H00 Capela de Nossa Senhora das Treburas

Coord. GPS: 41°48'20.28"N ; 7°48'3.62"W

Duração:

8h | 18 km 

Dificuldade:

Médio / Alto

8 euros por pessoa 6 euros associados Bastomove.te

Inclui: 

Seguro, Reforço alimentar,

Guia local

Nota:

Trazer almoço leve para meio da caminhada

Pagamento:

No local de encontro

Inscrições obrigatórias até dia 1 de Maio através:

Ficha de Inscrição: http://goo.gl/forms/0NmjlPwUgV

natourtracks@gmail.com

ou através do 918839027

 

Foto da Semana

 

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publicado por IDADE MAIOR às 23:50

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

Era uma vez…

Os primeiros periódicos que se publicaram em Rio Tinto

 

“Em trinta anos houve nesta freguesia sete jornais. “O Gondomarense”e o “Eco Popular “foram, provavelmente, os primeiros que se publicaram cá. Aquele fundado em 1893 e este não se sabe bem quando, mas ambos tiveram como diretor o Snr. Alfredo Pereira, farmacêutico e professor.

Para além dos dois já mencionados, e para que os riotintenses saibam, existiram mais os seguintes, entre os anos de 1911 e 1923:

-“ARION”, de Chão Verde, fundado em 01/05/1923 deixando de se publicar cerca de 3 meses depois, mais exactamente em 22 de Agosto; foi seu director Luis Guedes de Oliveira e editor Júlio V.Ramos; era quinzenário de arte e saíram só cinco números.

-“O COMBATE”. Semanário político, Director e Editor Carlos Amaral. Começou a pubicar-se em 16/04/1911 e terminou os seus dias em 27/10/1912. Ainda foram directores deste jornal J. Marques Moura, Camilo de Oliveira e Duarte Carrilho.

-“IDEAL DA MOCIDADE”. Quinzenário literário, noticioso e humorístico. Foi director Amândio António da Silva e editor Mário Barreto. Saíram 23 números, o 1º em 31/07/1921 e o último em 04/06/1922.

-“A MOCIDADE ALDEÔ . Quinzenário. Foi seu director Ferreira dos Santos e editor João Guedes Cardosa. Saíram 15 números, o 1º em 15/01/1923 e o último em 15 de Setembro do mesmo ano.

-“O PROGRESSO DE GONDOMAR”. Terá sido publicado em Rio Tinto? Nâo há elementos que permitam mais esclarecimentos para além do seu nome! Pelo menos que eu saiba.

Uma (infeliz) característica comum a todos eles foi a sua curta duração, o que parece ser apanágio, mesmo hoje em dia, de muios jornais de imprensa regional e local. Obviamente que, a acrescentar a estes há o neófito ARAUTO DE RIO TINTO, para o qual se deseja mais longa vida.

Texto de Junho/94 , in “Uns nadas de tudo” de Joaquim dos Santos Marinho

 

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 Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Qual destes provérbios poderá traduzir a pouca duração dos 1ºs periódicos em Rio Tinto?

  

Bem sabe mandar quem bem sabe obedecer.

 

Faz-se a roupa conforme o pano.

 

Não sabe governar quem a todos quer contentar.

 

A ambição cerra o coração.

 

Muita cobiça e muita diligência, pouca vergonha e pouca consciência.

 

Em Abril, vai onde tens de ir e a casa vem dormir.

 

Recolha e Compilação de Alfredo Cabral

 

 Sugestão de Culinária

 

Já que esta semana a temática é a imprensa…os periódicos,

cá vai  uma receita retirada do” Jornal O Tempo”

 

(em português do Brasil)

 

Parece, mas não é…

Musse "de chocolate" de abacate

 

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Ingredientes

2 abacates médios maduros

2 colheres (sopa) de adoçante culinário (ou o açúcar que preferir)

4 colheres (sopa) de cacau em pó (ou alfarroba em pó)

 

Corte o abacate ao meio e retire a polpa. Em um recipiente, bata o abacate, utilizando um mixer ou liquidificador, até formar um purê liso. Adicione o adoçante, o cacau e misture até ficar um creme uniforme.

 

Poesia

 

Jornal, longe

 

Que faremos destes jornais, com telegramas, notícias,

anúncios, fotografias, opiniões...?

 

Caem as folhas secas sobre os longos relatos de guerra:

e o sol empalidece suas letras infinitas.

 

Que faremos destes jornais, longe do mundo e dos homens?

Este recado de loucura perde o sentido entre a terra e o céu.

 

De dia, lemos na flor que nasce e na abelha que voa;

de noite, nas grandes estrelas, e no aroma do campo serenado.

 

Aqui, toda a vizinhança proclama convicta:

"Os jornais servem para fazer embrulhos".

 

E é uma das raras vezes em que todos estão de acordo.

 

Cecília Meireles, in 'Mar Absoluto'

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

As alunas Carolina Moreira e Ilda Gomes apresentaram

uma sugestão de fim de semana.

Ora vejamos o que nos trazem:

Visitar e conhecer PIÓDÃO

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Onde fica?

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 Habitação típica

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 Memória Coletiva de um povo…

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Nós as duas fomos a PiÓDÃO!

Um dia destes vamos todos! Muito belo!

 

  

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publicado por IDADE MAIOR às 23:07

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

Retirado de: http://www.infopedia.pt/$lenda-dos-tripeiros

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 Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 Autor: António Mordido (pesquisas na Internet)

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Sugestão de Culinária

 Autor: Turma 1. Pesquisado na Internet

 

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 Poesia

 Autor: Turma 3, pesquisado na Internet

 

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Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

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Foto da Semana

Autor: Turma 3, pesquisado no Google Imagens

 

“Os animais são nossos amigos...”

 

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publicado por IDADE MAIOR às 21:15

19
Abr 15

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Esta semana optamos por contar a História do 25 de Abril

25 de Abril de 1974 

Revolução do Cravos em Portugal

 

Pouco após a meia-noite de 25 de abril de 1974 começou a soar na emissora católica de Lisboa a música até então proibida "Grândola, Vila Morena". Era o sinal combinado para o início do levante militar em Portugal.

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Na madrugada do dia 25 de Abril de 1974 Lisboa assistiu a um movimento militar inusual.

Homens e veículos avançam, através da noite, pela capital do império e vão ocupando, sem resistência visível, vários alvos estratégicos, com o objetivo de derrubar o regime vigente.

  

História do 25 de Abril de 1974

 

Os militares golpistas, auto denominado Movimento das Forças Armadas – MFA – são comandados, secretamente, a partir do Quartel da Pontinha, em Lisboa, por Otelo Saraiva de Carvalho, um dos principais impulsionadores da Acão.

A par das movimentações em Lisboa no  25 de Abril de 1974, também no Porto os militares tomam posições. São ocupados o Quartel-General da Região Militar do Porto, o Aeroporto de Pedras Rubras e as instalações da RTP na cidade invicta.

Aos homens da Escola Prática de Cavalaria de Santarém, comandados por Salgueiro Maia, coube o papel mais importante: a ocupação do Terreiro do Paço e dos ministérios ali instalados. A coluna de blindados vindos da cidade ribatejana chega a Lisboa ainda o dia não tinha despontado, ocupa posições frente ao Tejo e controla, sem problemas aquela importante zona da capital.

Mais tarde Salgueiro Maia desloca parte das suas tropas para o Quartel do Carmo onde está o chefe do governo, Marcelo Caetano, que acaba por se render no final do dia com apenas uma exigência: entregar as responsabilidades de governação ao General António Spínola, oficial que não pertencia ao MFA, para que “o poder não caía nas ruas”. O Presidente do Conselho, que anos antes tinha sucedido a Salazar no poder, é transportado para a Madeira e daí enviado para o exílio no Brasil.

Ao longo do dia  25 de Abril de 1974, os revoltosos foram tomando outros objectivos militares e civis e, pese embora tenham existido algumas situações tensas entre as forças fiéis ao regime e as tropas que desencadearam o golpe, a verdade é que não houve notícia de qualquer confronto armado nas ruas de Lisboa.

O único derramamento de sangue teve lugar à porta das instalações da PIDE (Polícia de Investigação e Defesa do Estado) onde um grupo de cidadãos se manifestava contra os abusos daquela organização e alguns dos agentes que se encontravam no interior abriram fogo, atingindo mortalmente 4 populares. Podemos concluir que o  25 de Abril de 1974 foi um golpe relativamente pacífico.

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Por detrás dos acontecimentos do  25 de Abril de 1974 estão mais de 40 anos de um regime autoritário, que governava em ditadura e fazia uso de todos os meios ao seu alcance para reprimir as tentativas de transição para um estado de direito democrático.

A censura, a PIDE e a Legião e a Mocidade Portuguesas são alguns exemplos do que os cidadãos tinham de enfrentar no seu dia-a-dia. Por outro lado, a pobreza, a fome e a falta de oportunidades para um futuro melhor, frutos do isolamento a que o país estava votado há décadas, provocaram um fluxo de emigração que agravava, cada vez mais, as fracas condições da economia nacional.

Mas a gota de água que terá despoletado a Acão revolucionária dos militares que, durante tantos anos tinham apoiado e ajudado a manter o regime, foi a guerra colonial em África. Com 3 frentes abertas em outros tantos países, Angola, Moçambique e Guiné-Bissau, os militares portugueses, passada mais de uma década, começavam a olhar para o conflito como uma causa perdida.

Internacionalmente o país era pressionado para acabar com a guerra e permitir a autodeterminação das populações das colónias. A falta de armas nas forças portuguesas era proporcional ao aumento de meios dos movimentos independentistas. Os soldados portugueses morriam às centenas a milhares de quilómetros de casa.

Todos estes fatores contribuíram para um descontentamento crescente entre as forças armadas, sobretudo entre os oficiais de patentes inferiores, o que levou à organização e concretização de um golpe militar contra o regime do Estado Novo.

25 de Abril de 1974 ficará, para sempre, na história como o dia em que Portugal deu os seus primeiros passos em direção à democracia. O 25 de Abril de 1974 ficou para sempre marcado na História de Portugal.

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Depressa e Bem…  Depressa e bem, há pouco quem!

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Este provérbio é muito curioso porque retrata fielmente o trabalho que cada um faz.

Para se terem produtos efetuados com qualidade, é preciso fazê-los com calma, bem pensados e estruturados, ou seja devagar, para se ter tempo para se pensar em todos os pormenores a corrigir para evitar falhas.

Tudo o que for feito à pressa, é muito provável que apresente falhas.

De acordo com a lei das probabilidades, se houver um trabalho com 99% de probabilidade de falha, há 1% que não será feito com falha e é a esse 1%, a minoria, que este provérbio se refere: é rara a pessoa que faz tudo bem se for feito à pressa.

Por isso, tudo o que seja feito, mais vale ser feito com calma, para sair tudo certo.

 

Sugestão de Culinária

 

Bacalhau à Liberdade

Ingredientes:

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2 postas de Bacalhau

150 ml de azeite

Farinha q.b.

6 batatas médias cortadas em rodelas finas

2 cebolas cortadas em meias-luas

2 dentes de alho esmagados

Salsa picada q.b.

Azeitonas pretas q.b.

 

Preparação:

Secam-se as postas de bacalhau com um pano e passam-se por farinha.

Levam-se a fritar de ambos os lados em 50 ml de azeite bem quente.

Descascam-se e cortam-se as batatas em rodelas finas. Fritam-se em óleo bem quente e colocam-se sobre papel absorvente para retirar o excesso de gordura.

Retiram-se as postas de bacalhau para o prato de servir.

Num tacho leva-se ao lume o restante azeite, as cebolas e os alhos e deixa-se refogar mas sem deixar alourar muito.

Dispõem-se as batatas em torno do bacalhau. Rega-se o Bacalhau com o azeite e as cebolas.

Se preferirem podem decora-se com um pouco de salsa picada e azeitonas.
  

Poesia

 

25 de Abril

 

Esta é a madrugada que eu esperava 

O dia inicial inteiro e limpo 

Onde emergimos da noite e do silêncio 

E livres habitamos a substância do tempo 

                                                    Sophia de Mello Breyner Andresen,

                                                     in 'O Nome das Coisas' 

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

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Foto da Semana

 

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publicado por IDADE MAIOR às 15:04

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publicado por IDADE MAIOR às 23:24

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

Pesquisado na Internet e apresentado por: Turma 2

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Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

Autores: Turma 3 (pesquisas no Google Imagens)

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Sugestão de Culinária

Autor: Turma 1. Pesquisado na Internet

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Poesia

Autor: Turma 3, pesquisado na Internet

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Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

Apresentado por António Mordido, pesquisado na Internet 

Veja o seguinte endereço: http://www.fimdesemanabarato.com/dicas-para-um-fim-de-semana-low-cost/

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 Foto da Semana

Autor: Turma 4, pesquisado no Google Imagens

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publicado por IDADE MAIOR às 21:01

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

Pesquisado na Internet e apresentado por: Turma 2

Retirado de: http://lisboa.blogs.sapo.pt/11627.html

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Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

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Sugestão de Culinária

Autor: Turma 1. Pesquisado na Internet

Endereço: http://asminhasreceitas.com/receita/berinjela-pimentao-forno-dona-julia

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Poesia

Autor: Turma 3, pesquisado na Internet

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Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

Apresentado por António Mordido, pesquisado na Internet.

 

Digam lá se não por aí tanta coisa para descobrir!?

(mas, a falta de cobre nos bolsos...)

 

Foto da semana

Autor: Turma 4, pesquisado no Google Imagens 

Do nosso país, onde será!? Se alguém souber tire-nos a dúvida, “comente”!

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publicado por IDADE MAIOR às 20:27

17
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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Menir de Pedra d’Anta

 

O menir de Pedra d’Anta localiza-se na freguesia de Alvadia numa zona denominada de Veiga de Anta, próximo da estrada entre Alvadia e Macieira.

Trata-se de um menir de grandes dimensões, com 4,30 metros de comprimento. Apresenta uma base retangular desenvolvendo depois um corpo de duas faces que termina em forma elíptica. Encontra-se fora da sua posição original, vertical, tendo sido retirado há uns anos com vista à reutilização da sua pedra.

Atualmente apresenta-se deitado junto ao seu local de implantação original.

Na face visível possui duas cruzes gravadas que não serão únicas no monumento.

Este menir encontra-se num ponto importante de acesso natural entre a Serra do Alvão e o Vale de Cerva, o que sugere uma função de ordenamento territorial. Próximo deste, a

Noroeste, existiu um outro mais pequeno cuja pedra terá sido reutilizada. É também provável que tenham existido mais monumentos megalíticos nas proximidades, o que é indicado pelo topónimo de “Veiga de Anta” que designa o lugar onde hoje existe uma zona de cultivo.

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

"A amizade de duas mulheres é, sempre a conspiração contra uma terceira"

"A amizade é incerta quando a fortuna é próspera "

"A inimizade do sábio é menos prejudicial do que a amizade do ignorante "

"No aperto do perigo, conhece-se o amigo"

 

Sugestão de Culinária

 

Crepes de Camarão com Legumes

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 Ingredientes:

 

  • 300 g de miolo de camarão congelado (calibre pequeno)
  • 30 ml Becel líquida
  • Alho
  • Pimenta preta de moinho
  • ½ limão
  • 150 g de alho francês em rodelas
  • 100 g de cenoura ralada
  • 250 g de espinafres em folha
  • 1 requeijão magro
  • 8 a 10 crepes

 Para os crepes:

  • 125 g de farinha
  • Sal fino
  • Pimenta de moinho
  • 2 ovos
  • 1,5 dl de leite magro Becel
  • Becel Líquida

Modo de Preparação

  1. Passe o camarão por água até estar completamente descongelado e escorra bem.
  2. Aqueça a Becel líquida numa frigideira larga, deixe alourar 2 dentes de alho, junte os camarões e salteie sobre lume médio a forte. Tempere-os com sal e pimenta moída na altura.
  3. Retire-os da frigideira assim que estiverem cozinhados, regue com um pouco de sumo de limão e reserve.
  4. Deite o alho francês em rodelas e a cenoura ralada, na mesma frigideira e deixe cozinhar até amolecerem. Tempere-os com sal e pimenta, adicione os espinafres em folha e deixe cozinhar, mexendo até murcharem.
  5. Retire do lume adicione o miolo de camarão e o requeijão desfeito em pedaços e misture bem.
  6. Peneire a farinha para uma tigela juntamente com uma pitada de sal fino.
  7. Tempere com um pouco de pimenta preta moída na altura e abra uma cavidade ao meio da farinha.
  8. Abra os ovos para essa cavidade, deite aí o leite, ligeiramente amornado, e cerca de 1 colher de sopa de Becel Líquida.
  9. Misture tudo muito bem com uma vara de arames até obter uma massa lisa.
  10. Deixe repousar durante cerca de 30 minutos.
  11. Distribua o recheio pelos crepes preparados e sirva de imediato.

  

Poesia

 

Boa tarde meus senhores

Boa Tarde vimos dar

São os seniores da Ribeira

Que vos vem cumprimentar

Vem vos trazer alegria

Vamos lá todos cantar

Vem vos trazer alegria, ó ai

Vamos lá todos canta

Lembrando seu passado

Em tempos que já lá vão

Recordações são saudades

Cantigas também o são

Recordações São Saudades, ó ai

Cantigas também o são

Cantam com humildade

Sempre com muita alegria

Para quem nos está a ouvir

Amigos até um dia

Para quem nos está a ouvir, ó ai

Amigos até um dia

Aqui nos vamos despedir

Amigos a cantar

Foi um gosto estar aqui

Um dia vamos voltar

Foi um gosto estar aqui, ó ai

Um dia vamos voltar

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

RÉGUA/PINHÃO/RÉGUA, Subida de barco Descida de comboio, 1 dia - €25*

25 de Abril Sábado – Régua Cruzeiro na Régua com Lanche a bordo. Fim da viagem

Condições

O Preço Inclui: Cruzeiro com lanche a bordo.

O preço não inclui: Despesas de carácter pessoal; Taxa de reserva da Agência (10€ por reserva). Notas: Os preços de alojamento disponível nesta oferta, estão sujeitos a confirmação e disponibilidade; Oferta não acumulável com outros descontos/promoções; Nas reservas que abranjam dois períodos, os preços terão que ser  reconfirmados; Serão adicionadas à estadia todas as taxas e suplementos disponíveis.

 

Foto da Semana

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publicado por IDADE MAIOR às 17:36

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Sugestão de Culinária

 

Bolo dos Carmelitas Descalças

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O Bolo das Carmelitas Descalças é uma receita tradicional trazida dos Açores por uma das nossas associadas.

É uma forma antiga de elaborar um bolo e reza a história que quem entregava o copo com a massa mãe era desejar “Sorte e Saúde”

São necessários 10 dias para fazer o bolo, sem usar batedeira, nem frigorífico, nem outros aparelhos modernos.

A tradição diz que, a massa mãe tem que ser oferecida e que tem que se começar a fazer o bolo à 5ª feira para que o mesmo esteja pronto no sábado da semana seguinte.

 

5ª Feira: Verte-se o conteúdo do copo recebido para um recipiente maior e junta-se 1 caneca de açúcar e 1 caneca de farinha. NÃO SE MEXE.

 

6ª Feira: Mexe-se com uma colher.

 

Sábado: NÃO SE MEXE.

 

Domingo: NÃO SE MEXE.

 

2ª Feira: Junta-se 1 caneca de leite, 1 caneca de farinha e 1 caneca de açúcar. NÃO SE MEXE.

 

3ª Feira: Mexe-se com uma colher.

 

4ª Feira: NÃO SE MEXE.

 

5ª Feira: NÃO SE MEXE.

 

6ª Feira: NÃO SE MEXE.

 

Sábado: Separam-se 3 meios copos da massa obtida (massa mãe) que se oferecem a 3 pessoas desejando “Sorte e Saúde”.

 

Ao resto da massa junta-se:

2 canecas de farinha

1 ou ½ caneca de açúcar

1 caneca de óleo

1 caneca de leite

1 caneca de amêndoas ou nozes picadas

1 caneca de sultanas previamente enfarinhadas

1 colher de chá de fermento

2 ovos

1 pitada de sal

1 pitada de canela

1 pitada de baunilha

1 maçã em pedaços

Raspa de 1 laranja.

  

Foto da Semana

 

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 Fotografia ilustrativa de uma das nossas visitas, inserida na atividade de Histórias da Cidade do Porto

publicado por IDADE MAIOR às 17:27

 

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   Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

Lenda de “As Campas”

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É bem conhecido o ditado popular: “Filho és pai serás, como fizeres assim acharás”.

Em Cavez existe um monte chamado “As Campas”.

Segundo a tradição oral, era para aquele monte que se levavam as pessoas moribundas, as quais aí eram enterradas.

Certo dia, quando um filho, continuando a tradição, transportava num carro de bois o seu pai, que seguia embrulhado numa manta, este repetia continuamente: “Filho és pai serás, como fizeres assim acharás.” O filho ouviu, em silêncio, intrigado.

Chegando ao lugar de “As Campas”, o filho perguntou:

– Pai, quer ficar aqui ou mais adiante?

– Onde queiras. Já agora aproveita metade da minha manta, pois, um dia fará falta.

– Falta para quê? – Indagou o filho preocupado.

– Ora, para que é que havia de ser? Para quando chegar a tua vez de vires para este lugar…

– Então eu também venho para cá? – Interrogou o filho, assustado.

– Certamente que sim. Respondeu o pai.

– Não meu pai, não o vou deixar aqui. Voltamos para casa e a partir de hoje ninguém mais virá para cá. Atalhou o filho.

Desde então, as pessoas de Cavez começaram a sepultar os seus mortos no interior da igreja.

Mais tarde seria o adro o abrigo dos defuntos.

Finalmente, mas só longos anos depois, seria construído o cemitério, a última morada para aqueles que partem para a Eternidade.

A velha “história da manta” é conhecida por todos, faz parte da tradição oral de Cavez, a propósito do referido monte “As campas”.

Na verdade os mais antigos contam-na como um testemunho do passado, deixada pelos seus pais e avós.

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

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“Sarampo, sarampelo, sete vezes vem ao pelo”

 

O sarampo é uma doença infecto-contagiosa viral, cujos sintomas iniciais incluem febres, tosse rouca e persistente, coriza, conjuntivite e fotofobia, progredindo para manchas e borbulhas vermelhas na pele, que acabam por passar ao fim de três dias.

Mas a sabedoria popular de há muito tempo atrás não sabia distinguir o sarampo das outras doenças que também se manifestavam com manchas ou borbulhas vermelhas no corpo, logo julgavam que todas as doenças (eram sete) que assim se manifestavam, correspondiam a sarampo.

Nos nossos dias já sabemos que não é bem assim e que as outras seis vezes em que a sabedoria popular julgava ser sarampo, na realidade correspondiam à varicela (1), rubéola (2), varíola (3), escarlatina (4), eritema infeccioso (5) e exantema súbito (6).

 

Sugestão de Culinária

 

Pataniscas da D. Ana

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Ingredientes:

• 4 ovos inteiros

• Bacalhau desfiado (a gosto)

• 0,5 kg de farinha de trigo

• 0,5 litro de água

• Bastante salsa picada

• Cebola picada

 

Preparação:

De véspera, coloca-se o bacalhau a demolhar.

Desfia-se muito bem o bacalhau e pica-se a salsa e a cebola.

Num recipiente coloca-se a água e a farinha, mexendo muito bem, e, se for preciso, acrescenta-se um pouco mais de água.

De seguida, mistura-se o bacalhau desfiado, continuando a mexer muito bem.

Depois vai-se acrescentando os ovos um a um, sempre sem parar de mexer.

Quando o preparado estiver bem envolvido, junta-se a salsa e a cebola picadas.

Utilize uma colher de sopa como medida para cada patanisca, colocando-as numa sertã (em Cabeceiras de Basto a sertã também é conhecida como tacho), com pouco óleo, o qual deve ser previamente aquecido.

Frite-as e durante a fritura, se necessário, pode adicionar pouco a pouco mais óleo, para não queimar. Quando as pataniscas estiverem fritas retiram-se e deixam-se escorrer.

De seguida, colocam-se sobre papel absorvente de cozinha, para que fiquem bem sequinhas. São assim que elas sabem bem.

  

Poesia

Espelho meu…

 

Quando ao espelho me fito,

Nunca ele me responde;

Sou eu ali – acredito!

O meu espelho algo esconde.

 

E se perguntas lhe faço,

Responde-me a confusão;

Às vezes, neste embaraço

Se espalha minha ilusão.

 

Estou aqui, é porque vim…

Que me importa, sei que vou…

Esta vida é mesmo assim;

Eu sei que de cá não sou!!!

 

                       Ferreira da Costa

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

Sé do Porto

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A Sé do Porto é um edifício de estrutura romano-gótica, dos séc. XII e XIII, tendo sofrido grandes remodelações no período barroco (séc. XVII-XVIII).

No interior conserva ainda o aspecto de uma igreja-fortaleza, com ameias. É de destacar a bela rosácea (séc. XII) e a loggia ou galilé lateral (1736), obra de Nicolau Nasoni, voltada para a cidade.

Junto ás portas encontram-se monumentais pias de água benta, dos finais do séc. XVII.

Junto à pia baptismal seiscentista, há um baixo relevo de Teixeira Lopes (Pai).

A torre-lanterna, no cruzeiro, foi construída na segunda metade do séc. XVI, no tempo de D. Rodrigo Pinheiro. O acentuado verticalismo da nave central, marcada por grossos pilares fasciculados, com abóbadas e arcos já levemente apontados, traduz-se numa sóbria imponência.

Todo o monumento passou por obras de restauro de grande vulto durante os anos trinta. A atual capela-mor, que substitui a antiga ábside medieval, é do período maneirista (1610); apresenta um cenográfico retábulo de talha dourada, do segundo quartel do séc. XVIII, considerado um trecho capital do barroco joanino.

A decoração pictórica das paredes é de Nasoni. Por cima dos cadeirais do cabido, ficam dois órgãos de tubos; séc. XVII (esquerdo) e séc. XIX (direito). No transepto, lado esquerdo, está entronizada, desde 1984, a imagem de Nossa Senhora da Vandoma (séc. XIV), padroeira da cidade do Porto, "civitas Virginis". Na capela do SS. Sacramento, destaca-se o célebre "altar de prata" de enormes dimensões e executado em sucessivas fases (desde 1632 até ao séc. XIX).

É considerado uma obra fundamental da ourivesaria portuguesa, com vasta iconografia bíblica, centrada na Eucaristia.

O moderno lampadário tem o desenho de Teixeira Lopes. No transepto, lado direito, está entronizada a imagem de Nossa Senhora da Silva (séc. XV-XVI).

A outra capela barroca é dedicada a S. Pedro. No coro alto foi instalado, em 1985, um grande órgão de tubos, pela firma Georg Jann.

O importante claustro gótico foi começado nos fins do séc. XIV. Apresenta sete grandes painéis de azulejos (segundo quartel do séc. XVIII), com cenas do "Cântico dos Cânticos", em referência ao diálogo místico entre Deus e a Virgem, padroeira da Catedral. Evangelista, do séc. XIV, com a notável arca tumular de João Gordo, Cavaleiro de Malta, com estátua jacente e Ceia de Cristo.

Nos espaços adjacentes conservam-se capitéis das primeiras construções da Sé. O vizinho "claustro velho" integrava outrora o chamado "cemitério do Bispo". Situam-se aqui alguns elementos arqueológicos com interesse. A capela de S. Vicente (fins do séc. XVI), de sóbria arquitectura clássica, apresenta um notável cadeiral, do séc. XVII, com cenas bíblicas, do Antigo e Novo Testamento.

Vários Bispos do Porto estão aqui tumulados. Uma escadaria nobre, de Nicolau Nasoni, concluída em 1736, dá acesso ao pátio superior do claustro gótico.

Nos patamares destaque para a grande estante de bronze (1616), com as armas de D. Gonçalo de Morais, e para o antigo sino do relógio da cidade (1697, obra de D. José Saldanha). No pátio, observa-se a vista panorâmica e painéis de azulejos com cenas campestres e mitológicas.

A Casa do Cabido, anexa ao claustro e à Sé, é edifício arcaizante do primeiro quartel do séc. XVIII. Na andar superior estão expostas notáveis esculturas religiosas (dos séc. XIV a XVIII). Na antiga sala do cartório vêem-se painéis de azulejos, de Vital Rifarto.

Na grande sala capitular destaca-se o tecto de masseira com pinturas de Giovani Battista Pachini (1737), representando catorze alegorias morais, dispostas à volta de S. Miguel, patrono do Cabido. Os lambrins de azulejo foram fabricados em Lisboa, contendo cenas de caça.

No andar intermédio, constituído por quatro saletas abobadadas, está exposto o "tesouro" da Catedral. Em nove grandes vitrinas pode ver-se objectos de ourivesaria, paramentaria e livros litúrgicos, relativos ao culto catedralício. 

 

Foto da Semana

 

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 Praia Fluvial da Lomba, Rio Douro, vista da Freguesia de Melres,

Concelho de Gondomar

publicado por IDADE MAIOR às 17:07

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Conto: O Trafulha

    

     O Trafulha era uma figura típica do Concelho de Ferreira do Zêzere, mais propriamente de Águas Belas. Toda a gente o conhecia pelas suas malandrices e maneira de ser.

     Tinha estatura média, bons sentimentos, era amigo do seu amigo, não faltava a um só funeral, vestia a opa em todas as romarias da freguesia, era um pouco gabarolas e gostava do seu copito.

     A alcunha fora-lhe posta pelo Doutor Real quando no Hospital da Frazoeira o tratou de mazelas adquiridas num acidente com uma barrica da resina que, por via da sua inquietude e rebeldia, lhe passara por cima duma das pernas.

     Tinha então os seus sete anos. A arte de brincar e de fazer partidas nascera com ele. Quando as enfermeiras e o próprio médico o consultava ou lhe fazia o tratamento, o Trafulha, de maneira muito airosa e sem que ninguém se apercebesse, escondia-lhe os utensílios, fazendo-os andar meio embaraçados à procura deles.

     -E depois o malandro põe-se cá com uma carinha de ingénuo que até Deus se admira!

     -É mesmo um grande trafulha, o raça do rapaz!

     Mas divertiam-se muito, achavam-lhe graça e admiravam-se com a sua coragem, nunca chorava! Mesmo durante o tratamento, quando toda a gente pensava que iria chorar ou gemer de dor, ele, contrariando tudo e todos, punha-se a fazer as suas brincadeiras.

     Junto dele ninguém estava triste, as suas anedotas, as suas invenções permanentes geravam e influenciavam a boa disposição.

     Mas, havia também as partidinhas que, embora dinamizadas pelo Trafulha, eram assumidas em grupo pelos seus compinchas.

     Mas, nem toda a gente, nem todas as situações serviam para as suas intervenções. Era incapaz de fazer chacota com a miséria, pobreza ou infortúnio. O seu grande gozo era apanhar na armadilha aquelas pessoas que gostam de fazer partidas mas não admitem que lhe as façam.

     “A “Maria” era uma dessas. Mal se aproximava o Carnaval, aí estava ela a espera as pessoas para depois poder ir desmanchar as camas, esconder uma ou outra coisa do dia, trazer os colchões para o meio da casa e para o quintal, enfim, brincadeiras que ninguém levava a mal, mas que irritavam bastante.

     -Tu és do diabo mulher, mas deixa estar que não perdes pela demora.

     -Isso é que era bom, nem que você se mate, está tudo muito bem fechado.

     E na verdade a “Maria” não só fechava bem as portas como guardava as chaves num cordel que trazia atado à cintura por debaixo da roupa.

     -Estás a olhar, estão aqui estão, mas não são para os teus bigodes, seu Trafulha duma cana.

     -Realmente, eu consigo não quero nada, você não dá nenhuma hipótese.

     Mas mal ela sabia o que lhe estava reservado, o que se escondia por detrás daquelas fingidas palavras.

     Assim que se afastou, o Trafulha, apoiado pelo irmão Chico e pelo primo Manuel, subiu para o telhado, enfiou pela trepadeira uma longa verguinha com um gancho na ponta, onde enfiou o arco da panela que estava em cima do lume, puxa, puxa e aí vem ela cheínha. Tira o chouriço, a morcela, a carne, enfim, tudo o que estava lá dentro, com a excepção do caldo. Depois desceu novamente a panela e colocou-a no mesmo sítio, tal e qual como estava, mas sem a carninha!

     Quando a “Maria” entra tranquilamente em casa, se aproxima da lareira e vai toda lampeirinha para espetar o garfo na carne e no enchido, a fim de verificar se estavam cozidos para confeccionar o almoçarão de carnaval, e encontra a panela somente com o caldo, caiu estarrecida, gritando, rogando pragas, ameaçando matar quem tivesse feito tal coisa”.

     Outras das vítimas do Trafulha eram os chamados “forretas”, aquelas que têm bastante de seu, mas que se andam sempre a chorar e são incapazes de dar seja o que for.

     “A Ti América era uma dessas. O não dar obriga muitas vezes a roubar, e eram os próprios filhos a fazê-lo. Um dia, quando um deles vinha com uma garrafa de vinho para beber com os amigos numa patuscada, teve de a largar e fugir, senão a Ti América ia- lhe aos fagotes.

     Quem ficou a seco e por isso não gostou da brincadeira, foi o Trafulha:

     -Deixa lá que não perdes pela demora!

     E que belo galo ela tinha na capoeira! Pata alta, crista grande e bem vermelha e peito gordo que nem tordos em tempo de azeitona! Sorrateiro, já noite dentro. O Trafulha entra na capoeira, agarra-o e espeta-lhe meia dúzia de alfinetes na cabeça, pelos miolos dentro deixando-o morto junto à rede.

     -Ai Jesus, que me acode, o gineto ou a raposa esta noite mataram-me o meu rico galo, eu bem ouvi as galinhas a cacarejar, e porque é que eu não me levantei, meu Deus, porquê? – Lamentava-se efusivamente a Ti América quando pela manhã deparou com o sucedido.

     E quando o filho levava o galo dentro de um saco para o ir enterrar, aparece o Trafulha:

     - Eh pá, para onde é que tu levas isso?

     -Vou enterrá-lo ali no quintal.

     -Deixa lá ver isso que quem lhe vai fazer o enterro somos nós, mais logo, na azenha do Décio, vai dar cá um arrozinho de sarrabulho de se lhe tirar o chapéu!

     Mas tudo acabava em bem. No momento em que as pessoas eram surpreendidas com os acontecimentos, ficavam furiosas, capazes de matarem cobras e lagartas, porém, passado algum tempo, quando se descobria, acabavam por sorrir com as brincadeiras, fundamentalmente com a ingenuidade e a forma como o Trafulha as engenhava.

     Mas ao Trafulha eram também atribuídas culpas de coisas que ele não fazia.

     Um dos seus fracos eram as mulheres, dir-se-ia que não podia ver uma burra com um chapéu na cabeça que não arregalasse o olho. Fosse solteira ou casada, tinha de dar o seu piropo e dizer para os colegas:

   -Aquela já cá cantou! Não há-de tardar que sejas mordida cá pelo Zé!

     Mas era tudo laracha, fogo de vista. O Trafulha adorava a sua mulher, e o que as outras viam nele era mais a sua maneira de brincar do que outra coisa qualquer.

     Mas as gabarolices do Trafulha eram levadas a sério por muito boa gente.

     “As coisas não iam nada bem lá por casa do Armando. A mulher, que não podia ver-se um só minuto sem ele, não lhe ligava nenhuma, inclusivamente até queria dormir separada.

     A consciência do Armando não acusava, antes pelo contrário. Fora sempre fiel e quase só faltava ajoelhar-se diante da mulher para ela lhe dizer qual a razão de tudo aquilo:

     -Olha lá, mulher, tu sentes-te doente? Será que não anda por aí alguma doença que não me queiras dizer?

     Virava-lhe as costas e se lhe dirigia alguma palavra era ainda a maltratá-lo.

     -Não há dúvida, foi ela quem mudou, é nela que está a diferença!

     O Armando mirrava-se a pensar, já não sabia o que fazer.

     Não há dúvida, foi ela quem mudou, é nela que está a diferença!

     O Armando mirrava-se a pensar, já não sabia o que fazer.

     Não era de divulgar as suas intimidades, mas, perante tal situação, estava até na disposição de ir encontrar alguém de confiança que o ajudasse.

     Mas, enquanto remexia no seu interior com todas essas indecisões, um dia, inesperadamente, o Armando teve um acidente: ia decepando uma das mãos na serração onde trabalhava.

     Depois de lhe terem feito tratamento no local, dirigiu-se para casa contorcendo-se com dores.

     A mulher não estava, mas pensou que não devia andar por longe, uma vez a porta se encontrava escancarada:

     -Nazaré! Oh Nazaré! – chamou o Armando com voz dolente, um pouco arrancada dos gemidos que abafava no peito.

     Não podia estar parado, as dores eram muitas.

     -Ai Jesus! Mas por onde é que ela andará! – exclamou o Armando aproximando-se da cancela do alpendre para a voltar a chamar.

     Ficou sem pinga de sangue, o coração quase parava:

    -Ai a alma do diabo, mas que vejo eu!

     Quase não queria acreditar. Ao mesmo tempo que a mulher saía do palheiro e se metia por entre o couval, onde ia apanhando umas folhas para disfarçar, viu um homem saltar o muro e seguir de cócoras ao longo dele.

     -Hoje vieste cedo, houve por lá algumas avaria na fabrica?

     O Armando estava de pé, junto à parede do alpendre.

     -Tu não ouves, aconteceu alguma coisa lá na fábrica?

     A mulher estava a um passo. Apesar das muitas dores, sentiu desejo de a esbofetear, de lhe saltar com os pés em cima, mas decidiu guardar isso para mais tarde e se possível fazê-lo aos dois.

     -Entalei esta mão lá nos toros – disse o Armando tentando disfarçar a intenção que lhe ia no íntimo.

     A sua cabeça estava transformada num turbilhão. O esforço que fazia para não pedir contas á mulher estava a ser superior ás dores, ás suas forças.

     -Era o Trafulha, só podia ser ele, malandro, tantos copos de vinho que tem bebido aqui na minha adega:

     - Hei-de apanhá-los! Hei-de apanhá-los! – murmurava, sem coragem de olhar para a mulher, de quem pela primeira vez sentia nojo.

     As investigações do Armando incidiram na perseguição do Trafulha, espiava-o por todo o lado, seguia-o passo a passo.

     Quando punha o olhar nele quase lhe davam vómitos, tão grande era a raiva que por ele sentia.

     Um dia, o Trafulha encaminhou-se lá para as bandas da sua casa.

     O Armando, sorrateiro, como quem não quer a coisa, atalhou pelas lameiras e foi colocar-se atrás de um molho de mato para dali fazer as suas observações.

     Enquanto se alojava e apurava o ouvido, viu a mulher sair de casa, ir em direcção aos currais e começar a falar alto para os bichos, ouvindo de seguida dois pequenos assobios vindos do interior do milho.

    A sombra da figueira situada a meio do caminho dificultava-lhe a visão, mesmo assim viu, de relance, um homem escapar-se para o interior do palheiro.

     O Armando estava inquieto, todo ele tremia, todo ele era raiva, todo ele eram mil olhos fixos na mulher que mirambulava por ali a disfarçar, a passar a pente fino o horizonte.

     Quando a viu entrar, preparou-se, abandonou vagorasamente o posto e aproximou-se.

     Cautelosamente, encostou a cabeça ás tábuas e ouviu-os cochichar por entre o remexer das palhas.

     Estava desvairado, louco, “cego”.

     Ali a dois passos encontrava-se um machado velho e ferrugento com que rasgava a lenha, agarrou-o e, com muitas precauções, deslocou-se para junto da entrada do palheiro.

     Depois, de maneira ágil, esquecendo todas as dores da mão, deu dois saltos e apanhou-os em flagrante.

     Machadada de um lado, machadada do outro:

     -Ah, seu Trafulha, seu malandro, seu bandido! Ah, sua desgraçada, sua puta!

     -Não me faça isso tio Armando, não me faça isso, eu não sou o Trafulha.

     -Eu digo-te se és ou não és, vou cortá-los aqui ás postas, grandes canalhas.

     -Não sou o Trafulha não, tio Armando, por favor perdoe-me, não me faça mal.

     -O Armando arregalou os olhos, estava estupefacto. Mais uma vez fora enganado. Afinal quem estava na sua frente, com o corpo esquartejado, não era na verdade o Trafulha, mas sim um dos seus grandes amigos.

     Contrariamente ao que possa extrair-se do comportamento e maneira de ser do Trafulha, ele ficou extremamente indignado quando soube do acontecimento. Não se revia de forma nenhuma, nem sequer como figura emprestada, a ser personagem nesse acto.

     Quem não resistia á chacota eram os brincalhões, aqueles que tinham mais confiança com ele:

     -Olha o que te estava guardado, tiveste pouca sorte, tiveste, seu manganão!

     -Vocês são mas é malucos. Eu?! Isso é que era bom! Muito lorpa há-de ser o ladrão que use a camisa roubada à frente do dono!

  

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Abril águas mil

 

Sugestão  de Culinária

 

Bacalhau com Molho Escuro

 

Fritam-se as batatas ás rodelas.

Fritam-se, passadas por farinha, as postinhas de bacalhau.

Passam-se, em seguida, por ovo, e voltam a fritar-se.

À parte faz-se um refogado com salsa, cebola, alho ao qual se junta um pouco de puré de feijão vermelho, temperado com pimenta e vinagre.

Num pirex põem-se batatas às camadas alternadas com o bacalhau, o molho por cima e serve-se.

 

Poesia

 

Vila viçosa e querida

Por altos pinheiros guardada

Tenho em si bem ancorada

O coração e a vida.

 

Por verdes campos estendida

Por densos lençóis banhada

Vida p´ra sempre marcada

Por força da despedida.

Mas se foi triste a partida se dura foi a ausência

Retirou-se da permanência

Uma singela lição:

Que não basta ter coração

Mas cuidar da sua vida!...

              Sá Flores

 

Sugestões de Fim semana/ O que visitar na minha aldeia/vila/cidade?

  

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Foto da semana

 

O Grupo de Teatro da nossa Universidade, numa visita guiada ao Mosteiro de Alcobaça

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publicado por IDADE MAIOR às 14:03

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Maria faz por ser boa,

Tua fama ao longe soa.

 

Quem o feio ama,

Bonito lhe parece.

 

Com as calças do meu pai

Também eu sou um homem.

 

No melhor pano cai a nodua.

 

Nunca dês o passo maior que a perna.

 

Lucinda Simões

 

Poesia

 

A PRIMAVERA

 

Quando chega a Primavera

Alegra-me o coração

É a quadra mais bela

De qualquer outra estação.

 

Andam perfumes no ar

De tantas e lindas flores

Fica a Natureza em festa

Salpicada de mil cores.

 

As estrelas tem mais brilho

O Sol é mais criador

Chilreia o rouxinol

Porque é bom trovador.

 

Bem haja, ó primavera

Por tanta beleza e cor

Ergo os olhos ao céu

E agradeço ao Senhor.

 

Lucinda Simões

publicado por IDADE MAIOR às 13:52

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Estórias e Contos Tradicionais

 

Ponte de Alvite

 

A Ponte de Alvite situa-se ao fundo da aldeia que lhe dá o nome, na freguesia de Cerva, e estabelece a ligação entre as duas margens do rio Póio desde tempos imemoriais.

De possível origem Romana, é a única ponte de pedra talhada e antiguidade indiscutível que se preserva neste rio, após destruição das pontes de Cabriz e Cerva pelas cheias de 1935.

Possui um tabuleiro assente sobre dois arcos redondos, ligeiramente abatidos, acessível por duas rampas que o ligam às margens.

Possui ainda guardas em pedra, contrafortes e um talhamar, a montante, no pilar entre os dois arcos conferindo-lhe robustez.

Num dos parapeitos possui a data 1603, o que indicará uma provável reforma. O pavimento preserva também a antiga calçada em pedra miúda.

Na época Medieval, esta ponte servia uma estrada de ligação entre o Vale do Tâmega e Vila Real, por Limões. Juntamente com a Ponte do Lourêdo, entre os Seixinhos e Vinharinho, constitui atualmente o exemplar mais antigo do concelho e detém mais alta proteção conferida pelo Estado Português.

Acesso: Ao fundo da aldeia de Alvite, voltando por caminho à direita.

Nas proximidades: Núcleo central da aldeia de Alvite, Casa de Toló, Capela de N. Sr.ª do Socorro, margens do Rio Póio.

 

Ditos, Ditados e Provérbios

 

- A melhor cepa, maio a deita. 

- Quando chove na ascensão, até as pedrinhas dão pão. 

- Mês de maio, mês das flores, mês de Maria, mês dos amores. 

- Água de maio, pão para todo o ano. 

- Maio hortelão, muita palha, pouco pão. 

- Maio claro e ventoso, faz o ano rendoso. 

- Maio que não der trovoada, não dá coisa estimada. 

- Tantos dias de geada terá maio quantos de nevoeiro teve fevereiro. 

- Quem em abril não varre a areia e em maio não racha a leira, anda todo o ano em canseira. 

- Chovam trinta maios e não chova em junho. 

- De maio a abril há muito que pedir.

 

Sugestão Culinária

 

Coquinhos  Folhados

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Ingredientes:

-1 Embalagem de massa folhada;

-200g Coco ralado (1 pacote);

-4 Ovos;

-1 Chávena de chá de açúcar;

-1/2 Chávena de café de leite;

-Sumo de 1 laranja;

-1/2 Chávena de café de manteiga derretida.

  

Modo de Preparação:

 

  1. Com um copo, cortei 12 discos de massa folhada. Coloquei-os nas forminhas de silicone e piquei-os com um garfo;
  2. Envolvi o coco com o açúcar. Bati ligeiramente os ovitos e misturei-os muito bem no preparado;
  3. Juntei a manteiga, o leite e o sumo de laranja e envolvi muito bem com uma colher de pau;
  4. Coloquei o preparado nas forminhas e levei ao forno a 180ºC;
  5. Depois de loirinhos, desenformei e, depois de bem friinhos, polvilhei-os com açúcar em pó.

 

Poesia

 

A Primavera voltou

Ao Jardim da Universidade

Com perfumes de mil cores

Voltamos à mocidade

Os seniores pintam de branco e amarelo

O muro das margaridas

De vermelho, azul e Rosa

Todas as plantas floridas

Belas flores de mil cores

A enfeitar o jardim

Avezinhas às voltinhas

Parecem sorrir prá mim…

 

Foto da Semana

 

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 Os alunos da Universidade Sénior esperam que tenham passado uma boa Páscoa!!!

publicado por IDADE MAIOR às 13:35

 

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

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NA PÁSCOA … Pão de Ló da zona de Margaride - uma “estória”

 

“Este pão de ló é um dos bolos que não pode faltar cá em casa na Páscoa.

Comprei durante muitos anos a uma senhora que o fazia, com muito amor, e de uma forma primorosa! Tinha uma receita que herdara e que não dava a ninguém... só o filho sabia o segredo.

Infelizmente esta senhora deixou de fazer pão de ló, e o filho, que eu saiba, não continuou o tradicional negócio da mãe...com muita pena minha!

Tive então que procurar um parecido, já que igual, era impossível! Pesquisei em todo o lado e, um dia, já lá vão dez anos! Descobri na Net (em Gastronomias.com) uma receita que me pareceu ser o "verdadeiro"... experimentei logo a receita, e posso dizer-lhes que é fantástico!

Faço-o sempre, pois é daquelas coisas que não podem faltar, pelo menos duas vezes no ano!!!” Então, de pesquisa em pesquisa, lá conseguimos encontrar a verdadeira história da origem desta iguaria, foi no blogue http://asenhoradomonte.com/...

Ora vejamos:

A freguesia de Margaride pertence ao distrito do Porto. A povoação de Margaride foi elevada à categoria de vila de Felgueiras, por carta de D, Maria II, datada de Março de 1846.

O fabrico do pão de ló ou pão leve, em Margaride data de há mais de dois séculos proveniente de uma mulher chamada Clara Maria. Quando esta morreu a senhora que vivia consigo, Antónia Filix cujo sobrenome desconhece-se continuou a fabricar pão de ló, tendo em sua companhia Leonor Rosa que tinha ficado ao encargo e cuidado da sua patroa Clara Maria.

Leonor aqui viveu até aos 16 anos, tendo sido raptada e mais tarde veio a casar-se com o seu raptor. Nessa altura foi para a Lixa fabricar pão de ló.

A primeira fábrica de pão de ló, ou pão leve, de Leonor Rosa, foi montada numa casa, situada no lugar do Tanque, na povoação de Margaride, pois então ainda não tinha a categoria de vila, casa essa que foi demolida, onde está hoje uma casa grande de dois andares.

Mais tarde Leonor veio a casar pela segunda vez mudando-se para a residência do segundo marido, onde actualmente está instalada a fábrica de pão de ló de Margaride.

Anos mais tarde, Leonor Rosa ficou viúva e resolve casar-se com o marido da sua criada. Leonor Rosa da Silva falece a 9 de Julho de 1898, sem descendentes e instituiu como herdeiro o seu terceiro marido – Joaquim Luíz da Silva, por testamento datado de 12 de Julho de 1877.

Joaquim Silva ao falecer em 1909 deixa como seu herdeiro o seu irmão José Maria da Silva falecido em 1940. José Maria Lickfold da Silva herda, então, de seu pai a fábrica do Pão de Ló de Margaride – Leonor Rosa da Silva, Sucr.

Leonor Rosa durante mais de cinquenta anos de trabalho consegue tornar conhecido, em Portugal e no Brasil, o seu pão de ló de Margaride. Foram fornecedores da Casa Real.

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Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Provérbios de Páscoa muito ligados à Meteorologia

 

É a saturação do Inverno, é o clamar por dias mais claros, quentes, luminosos…

 

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Se o Carnaval é na eira, a Páscoa é à lareira!

 

Entrudo borralheiro, Páscoa soalheira.

  

Não há Entrudo sem Lua Nova nem Páscoa sem Lua Cheia.

 

 

Sugestão de Culinária

 

Pão de Ló de Margaride

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Na foto aqui publicada, extraída daquela que é considerada uma "bíblia" da culinária - "Cozinha Tradicional Portuguesa" de Maria de Lourdes Modesto, pode ver-se um verdadeiro Põ de Ló de Margaride, com os carimbos que o caracterizam.

A receita

Ingredientes:

  • 19 gemas + 6 ovos inteiros
  • 500 g açucar
  • 250 g farinha
  • raspa de 1/2 limão
  • uma pitada de sal 

Preparação:

  • Bate-se os ovos com o sal , o açúcar e a raspa da casca de limão durante meia hora. Numa batedeira eléctrica bate-se durante 20 minutos.
  • Junta-se a farinha envolvendo-a bem na mistura de ovos.
  • Forra-se uma forma com 4 folhas de papel almaço, previamente untadas e deita-se dentro o preparado.
  • Leva-se a cozer durante aproximadamente 45 minutos em forno quente, 200º, coberto com uma folha de alumínio, ou o que será ideal, com uma forma igual, com o papel metido dentro da forma.
  • O autêntico pão-de-ló de Margaride é cozido em forno de lenha em formas de barro não vidrado. Estas formas constam de três tigelas, duas iguais e uma mais pequena, sendo esta colocada invertida no centro de uma das outras tigelas formando um cano. Depois de forrada com papel grosso, em quadrados sobrepostos, a massa é aí deitada, os bicos do papel virados para dentro e depois tapada com a outra tigela

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Deliciem-se!

Pesquisa efectuada pela aluna da UGIRT - Ilda Sousa          

Fonte: http://delilicias.blogspot.pt/2013/03/pao-de-lo-da-zona-de-margaride.html

  

Poesia

Páscoa !

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Páscoa é renovação

É Vida !

É um tempo de renascer

É um novo ciclo, é a criação

Em êxtase, em metamorfose…

Páscoa!

Das flores, da reflexão…

Da paixão,

É Páscoa, um tempo novo

Uma esperança…

Um sorriso de criança!

É alegria…é tempo de bonança!

Há Sol e há Luz!

É tempo de pensar

Que ali…naquela Cruz

Sofreu JESUS…

Mas hoje é Páscoa !

ELE vive aqui…

No nosso coração!

 

           Poema coletivo - aula de Comunicação, na UGIRT

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

Fim de semana da Páscoa

 

Páscoa é a comemoração da Ressureição de Cristo para os Católicos.

Páscoa é a Renovação cíclica da Natureza, com ela vem a Primavera, renascem as flores, as árvores ganham cor e folhagem, são as roupagens da VIDA!

Páscoa é o início de um novo ciclo!

Na nossa terra, Rio Tinto, a Páscoa festeja-se com grande cerimónia!

Enfeitam-se as janelas , sai o compasso a visitar as ruas da freguesia, há uma grande azáfama…

As famílias juntam-se e as crianças ficam mais alegres, há Pão de –ló e amêndoas multicolores!

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 Chegando à cripta da Igreja Matriz de Rio Tinto depois de efetuada a visita pascal pelas casas da freguesia.

 Fotos da Chegada das Cruzes da visita Pascal pela Freguesia de Rio Tinto, uma tradição secular!

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 As crianças cansadas mas felizes por participarem!

 

Foto da Semana

 

Marcas da ancestralidade de Rio Tinto…

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Caminhos no jardim… marcas de modernidade…

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publicado por IDADE MAIOR às 10:13

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 Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Conto : O Conde (Romance)

    

     A Ti Ana Marmelo nasceu no lugar de Outeiros, mais especificamente na Rua do Pinhal, no ano 1885, nuns palheiros entretanto demolidos.

     O facto de sofrer de uma doença “de mal de pele” impediu que contraísse casamento.

     Era uma pessoa muito alegre e decidida. Organizava os patrões para as mulheres à jorna e os ranchos para a apanha da azeitona, desfolhagem do milho, vindima, tiragem da madeira, etc., nos quais era uma das grandes animadoras, cantava maravilhosamente à desgarrada e contava lindas histórias:

     “Era um Conde que tinha uma filha que sabia que a mãe andava metida com um outro Conde.

     Um dia quando o pai vinha para jantar, ela começou a dizer:

    

Filha:

       -Benvindo seja papá

       faça favor de se sentar

       tenho um conto muito bonito

       de maravilhas para lhe contar.

 

Conde:

         -Conta lá minha filha

         Até que o jantar vem para a mesa.

 

Filha:

       -Estando eu no meu tear

     tecendo seda amarela

       veio o Conde da Alemanha

       três filhos me levou dela.

 

Conde:

         -Deixa lá minha filha

         que ele é moço novo

         fez isso por brincar.

 

Filha:

       -Leve o diabo o seu brinquedo

     e também o seu brincar,

     já me puxou por um braço

     e à cama me quis levar.

 

Conde:

         -Que dizes!

         que estás dizendo!

         Vida muita não terá.

 

Mãe:

       -Ai minha filha

       altos gritos vão na forca!

 

Filha:

       -Cala-se lá minha mãe

       não ouça alguém na rua

       que a morte do senhor Conde

       bem pudera ser a sua.

 

Mãe:

 

     -Abençoado leite

     que tu em mim mamaste

     menina de quinze anos

     que da morte me livraste.

 

 Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Quem bem tece

Nunca se esquece.

 

 

Sugestão  de Culinária

 

Ensopado de peixe do rio

 

Coze-se um quilo de peixe do rio – achigã, bogas, barbo, etc. -, em água com sal, louro e cebola.

Num tacho prepara-se um refogado leve com um litro e meio de azeite, duas cebolas grandes cortadas ás rodelas finas, dois dentes de alho esmagados e deixa-se alourar.

Juntam-se então dois tomates sem pele e sem pevides, cortados aos cubos, seis bagas de pimenta preta, sal, uma folha de louro, um sumo de um limão, salsa e um copo de vinho branco.

Refoga durante cinco minutos antes de se acrescentar um pouco da água de cozer o peixe.

Sem ferver, junta-se o peixe a este molho, por alguns minutos, a tomar gosto.

Serve-se numa travessa sopeira onde já se colocaram fatias de pão fino e o peixe.

Deita-se o resto do molho e enfeita-se com batatas ás rodelas e um ramo de salsa, espalhado por cima.

 

Poesia

 

Teus montes debruados a rosmaninho,

a estevas, lebrinha e carqueja

são jóias expostas à inveja

dos corvos que por eles fazem ninho.

 

Das nuvens que em constante remoinho

ansiosas de alguém que as proteja

descansam neles como em velha igreja

onde tudo é calmo e a paz carinho.

 

Como é bom ver-te Ferreira, assim

emoldurada nessas lindas serras!

Onde o rio corre, a água canta,

o sol vem beijar-te de manhãzinha;

e a Catarina porque é Santa

abençoa o Zêzere que te fez Donzela!

 

              Sá Flores

  

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

SUPERCARROS

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Depois dos (super)carros de sonho dos anos 30, olhamos este mês para alguns dos mais paradigmáticos e exclusivos super e hipercarros das 5 décadas compreendidas entre 1954 e 2004.

Um breve apontamento, necessariamente, onde se apresentam somente “carros de estrada”.

Desde os míticos Porsche – ah, o fabuloso Carreta GT de 2000… - e Lamborghini- dois modelos do início da saga (ambas as marcas hoje sob o grande chapéu e a batuta da Volkswagen), aos hiperexclusivos e “inalcançáveis” Bugatti (o modelo apresentado, o do renascimento das cinzas, antes da era Veyron) – e Pagani, passando pelos Panoz, Koenigsegg, Noble ou Spyker… nãosem que, entre outros, se comece por evocar o mítico Mercedes-Benz 300SL de 1954.

 

Foto da Semana

 

Escritora Risoleta Pedro, convidada pela nossa Universidade – aula aberta a todos os alunos e professores

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publicado por IDADE MAIOR às 09:55

 

Sugestão de Culinária

Receita de charlote de morangos

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(Bolo grande)

 

1 kg lamberetes encomendados em confeitaria

500gr morangos maduros + separar alguns morangos para decorar a charlote

2 copos de vinho do porto (facultativo)

250 gr açúcar amarelo

4/5 pacotes de natas para chantilly

Açúcar a gosto para adoçar as natas

papel vegetal

 

A Charlote de morangos demora 3 dias a fazer

 

1º dia:

- Cortar os 500 gr em bocadinhos pequenos e misturar o açúcar amarelo. Deixar assim no frigorífico até ao segundo dia.

2º dia:

- Forrar uma forma grande com papel vegetal;

- Forrar a forma com os lamberetes (fundo e lados) tapando todos os buracos. Devem-se colocar os lamberetes dos lados primeiro e os do fundo seguram as paredes forradas;

- Molhar todos os lamberetes com vinho do porto ou com o molho dos morangos do dia anterior;

- Encher toda a forma com camadas: 1ª morangos e molho; 2ª chantilly; 3ª lamberetes cortados aos bocadinhos; e assim sucessivamente até chegar ao cimo;

- A última camada é sempre de lamberetes que deve cobrir todo o bolo;

- Voltar a molhar os últimos lamberetes com vinho do Porto ou com molho dos morangos;

- Deixar no frigorífico durante 24h.

3º dia:

- Retirar do frigorífico;

- Virar a charlote para um prato;

- Decorar com chantily e morangos. Levar ao frigorífico. 

Bom apetite!

 

Foto da Semana

 

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publicado por IDADE MAIOR às 09:42

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publicado por IDADE MAIOR às 09:37

05
Abr 15

 

 

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publicado por IDADE MAIOR às 02:47

03
Abr 15

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Nesta semana, na UGIRT, a temática aglutinadora e transversal a várias disciplinas foi a aprendizagem a ter em conta para implementarmos o Clube de Jardinagem. De entre muitas sugestões, entre professores e alunos, surgiu a temática das ervas aromáticas e das flores, das essências florais, numa lógica de vida saudável…

É que ganhamos a candidatura à Missão Sorriso-Continente, mas agora é necessário arregaçar as mangas e criar a HORTA VIDA +

Começamos então, por criar fichas das plantas, tentando pesquisar o mais possível sobre elas…vamos aqui deixar uma das “estórias” ligada às flores, à sabedoria popular e ao conhecimento científico sobre a mesma.

                                              

“Chicória”

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A Chicória é uma planta perene e alta de flores azuis celestes que podem atingir os 4 cm de diâmetro.

O azul das suas flores é notável, indicando claramente as suas propriedades curativas.

Tal como o azul é a cor do mar e a cor do céu, espaços vastos do planeta e do universo, a chicória é dedicada à generosidade de dar espaço aos outros.

Indica também o amor espiritual, um amor calmante que vê e perdoa todas as coisas. A escolha da cor azul acima de todas as outras indica o desejo de ordem e paz.

A chicória sugere simultaneamente fragilidade e força: as suas pétalas frágeis e desiguais contrastam com os estiletes retos que apontam para cima.

As flores murcham rapidamente depois de colhidas, mas plantas são verdadeiramente prolíficas. Uma única planta de chicória pode produzir cerca de 2000 flores durante a sua vida e atingir uma altura de 1,5 m.

 

Lendas sobre a Chicória…

 

Na Alemanha conta-se a história de uma jovem donzela que, carpindo a morte do seu amante, chorou continuamente até ter sido engolida pela terra, de onde nasceu então a planta chicória.

 

Outra lenda conta que as flores são lágrimas de uma mulher de belos olhos azuis cujo amante nunca regressara de uma viagem. Em consequência era usada em poções de amor ou para esquecer um amor perdido.

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As flores da Chicória abrem e fecham a horas determinadas do dia, das 7 h da manhã até cerca do meio-dia. Segundo uma outra lenda, uma donzela chamada Florilor foi transformada em chicória por ter resistido aos avanços amorosos do deus do sol, mas continua a escarnecê-lo todos os dias, ao voltar a sua face para ele até ao meio-dia e ignorando-o no resto da jornada.

 

Fins terapêuticos da Chicória…

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A Chicória tem sido usada como purificador do sangue, laxante, tónico e como tratamento para a icterícia e problemas de fígado no homem e nos animais. Era também indicada para evitar que os membros se atrofiassem. Usada em saladas, o sabor amargo das suas folhas tonifica o sistema digestivo.

A sua essência floral confere independência e maior força às emoções.

A chicória (Cichorium intybus) é também conhecida como barba-de-monge (barbe de ... Na mitologia alemã, acredita-se que a flor da chicória traz sorte.

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

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“A formosura fenece, como as flores”

 

"Do sorriso da mulher nasceram as flores"

 

"A amizade é como a urze, uma flor que não morre"

 

 "As palavras não proferidas são flores do silêncio"

 

"Uma boa abelha não pousa em flores murchas"

 

 

Sugestão de Culinária

 

Amêndoas Torradas

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Ingredientes:

200g de amêndoas inteiras

100g de chocolate em pó

1 colher de café de canela em pó

1 chávena de açúcar

1 chávena de água

 

 

Preparação:

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Numa frigideira grande anti aderente coloque o açúcar e a água e deixe ferver 3 minutos.

Entretanto, numa outra frigideira torram-se as amêndoas sem deixar queimar.

Depois de ferver a água com o açúcar, junta-se o chocolate e a canela e mistura-se bem.

Acrescenta-se de seguida as amêndoas e, em lume brando vai-se mexendo bem tudo até que a mistura comece a ficar granulada e se agarre às amêndoas.

Retira-se depois do lume e coloca-se sobre papel vegetal ou um tapete de silicone e separam-se as amêndoas deixando arrefecer bem antes de se guardarem num recipiente bem fechado.

Bom Apetite!  

 

Poesia

 

“Domingo de Ramos”

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No adro da igreja naquele domingo

São às dezenas, acenando seu raminho

De oliveira p’ra benzer!

É beleza, é tradição!

Sente o povo a devoção!

Zela pela paz, ora por protecção

No adro da igreja tocam os sinos

Chegam os meninos

Com seus fatos domingueiros

Rezando pelos pobres do mundo inteiro

É domingo de ramos, p’ra casa vão levar

Um pedacinho de Amor,

Um perfume a espalhar

Para jamais esquecer

A vida do Redentor!

 

                                                 Maria Guimarães

 

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

Este Fim de Semana foi de intercâmbio e encontro com outras UTIs.

A UGIRT participou no dia 27 de março no seminário “Contributos das Universidades Seniores no Bem-Estar Psicossocial dos Idosos”, organizado pela Universidade Sénior de Ermesinde.

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Este seminário contou com a presença de oradores de excelência, dos quais saliento o Prof. Dr. António Fonseca, Profª. Dra. Joaquina Madeira e a Drª Joana Guedes. O presidente da RUTIS , Dr. Luís Jacob também nos brindou com a sua presença, que embora breve é sempre motivadora. Alguns alunos da UGIRT participaram junto com elementos da Direção e Presidente Maria José Guimarães.

 

No final do Seminário ,com alunos UGIRT, fomos visitar a “VILA DOCE”, uma Feirinha de doçuras mesmo ali junto à Junta de Freguesia de Ermesinde, na Vila Beatriz que durante este fim de semana abriu as suas portas à comunidade e transformou-se…

 

Junto algumas fotos deste agradável fim de tarde em Ermesinde!

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Divertimo-nos na “Vila Doce!”

 

 

 

 

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Mas que gira Banda!

 

 

 

 

 

 

 

 

A Presidente da UGIRT e a Aluna Maria Luísa Ribeiro coroadas

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 Olha que pequeninas nós somos!             Tocando tambor!

 

No sábado, dia 28 de março, no Mercado Bom Sucesso, na iniciativa da Editora Mosaico de Palavras, a UGIRT participou no evento de poesia “MERCANDO POESIA”, através do sr. Carlos Teixeira, secretário da Direção e da sua presidente que foi ler poesia de sua autoria “Sonhos de Abril”.

Foi ainda muito interessante este evento pois para além da poesia dita e cantada por diversos poetas de Rio Tinto e de outras cidades, teve a colaboração do GVC-Grupo de Violas e Cavaquinhos da USRM-Universidade Sénior Rotários de Matosinhos. Deste modo promoveu-se o encontro entre UNIVERSIDADES SENIORES.

Foi uma Tarde Bem passada!

 

Parabéns à Editora Mosaico de Palavras pela organização e Parabéns à USRM pela excelente atuação e pelo interessante convívio que nos proporcionaram.

 

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Foto da Semana

 

Arquiteto SOUTO de MOURA visita

UGIRT – Universidade Grande Idade de Rio Tinto !

 

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 Discutindo os pormenores para trabalhos futuros …

 

publicado por IDADE MAIOR às 17:01

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Abr 15

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Lenda dos Tripeiros

 

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No ano de 1415, construíram-se nas margens do Douro as naus e os barcos que haveriam de levar os portugueses, nesse ano, à conquista de Ceuta e, mais tarde, à epopeia dos Descobrimentos. A razão deste empreendimento era secreta e nos estaleiros os boatos eram muitos e variados: uns diziam que as embarcações eram destinadas a transportar a Infanta D. Helena a Inglaterra, onde se casaria; outros diziam que era para levar El-Rei D. João I a Jerusalém para visitar o Santo Sepulcro. Mas havia ainda quem afirmasse a pés juntos que a armada se destinava a conduzir os Infantes D. Pedro e D. Henrique a Nápoles para ali se casarem...

Foi então que o Infante D. Henrique apareceu inesperadamente no Porto para ver o andamento dos trabalhos e, embora satisfeito com o esforço despendido, achou que se poderia fazer ainda mais. E o Infante confidenciou ao mestre Vaz, o fiel encarregado da construção, as verdadeiras e secretas razões que estavam na sua origem: a conquista de Ceuta. Pediu ao mestre e aos seus homens mais empenho e sacrifícios, ao que mestre Vaz lhe assegurou que fariam para o infante o mesmo que tinham feito cerca de trinta anos atrás aquando da guerra com Castela: dariam toda a carne da cidade e comeriam apenas as tripas. Este sacrifício tinha-lhes valido mesmo a alcunha de "tripeiros". Comovido, o infante D. Henrique disse-lhe então que esse nome de "tripeiros" era uma verdadeira honra para o povo do Porto. A História de Portugal registou mais este sacrifício invulgar dos heroicos "tripeiros" que contribuiu para que a grande frota do Infante D. Henrique, com sete galés e vinte naus, partisse a caminho da conquista de Ceuta.

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

“Patrão fora, dia Santo na Loja” 

Num dia santo, vulgo feriado, não se trabalha. O comércio fecha, para que se possa gozar o feriado junto da família e junto de todos os que forem mais queridos.

Também se pode entender por "dia santo na loja" como um dia de trabalho sem grandes arrelias, porque quando o patrão anda por perto para garantir que os trabalhadores fazem o seu trabalho como deve ser, puxa por eles para que consigam dar o seu melhor, exigindo e ralhando se for preciso.

Como o trabalhador não quer perder o emprego, tem de se sujeitar a estas condições e tem de aguentar todos os "sapos" mesmo se o patrão não tiver razão.

Mas, e se o patrão não estiver por perto, estiver fora do estabelecimento? Aí, o trabalhador pode trabalhar relaxado, pode até fazer asneiras durante o seu trabalho, porque o patrão não vai lá estar para o arreliar.

E assim nasce a expressão "patrão fora, dia santo na loja", usada sempre que uma pessoa quiser fazer o que lhe der na gana, sem ter de prestar satisfações a ninguém, sobretudo se esse ninguém estiver ausente, motivo pelo qual não vai saber o que realmente aconteceu.

 

Sugestão de Culinária

 

Tripas à Moda do Porto

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Ingredientes:

1 kg de tripas de vitela (compreendendo livros ou folhos, favos e a touca)

1 mão de vitela

150 grs de chouriço de carne

150 grs de orelheira

150 grs de toucinho entremeado ou presunto

150 grs de salpicão

150 grs de carne da cabeça de porco

1 frango ou meia galinha

1 kg de feijão manteiga

2 cenouras

2 cebolas grandes

1 colher de sopa de banha

1 ramo de salsa

1 folha de louro

sal e pimenta

 

Preparação:

Lavam-se as tripas muito bem e esfregam-se com sal e limão. Cozem-se em água com sal. Limpa-se a mão de vitela e coze-se.

Noutro recipiente cozem-se as restantes carnes e o frango, que devem ser retiradas à medida que vão estando cozidas.

Coze-se o feijão, que já está demolhado, com as cenouras às rodelas e uma cebola aos gomos. Pica-se uma cebola e «estala-se» numa colher de banha.

Juntam-se todas as carnes cortadas em bocados (incluindo as tripas, frango, enchidos, etc.).

Deixa-se apurar um pouco e introduz-se o feijão.

Tempera-se com sal, pimenta preta moída na altura, o louro e a salsa e deixa-se apurar bem.

Retira-se a salsa e serve-se em terrina de porcelana ou de barro, polvilhado, segundo o gosto, com cominhos ou salsa picada e acompanhado com arroz branco seco.

 

Poesia

 

Sorrir

 

No esboçar dum sorriso

Há arte numa Mulher,

Mostra-o sempre que é preciso,

Esconde-o sempre que quer.

 

Há arte numa Mulher,

Expressiva em seu olhar,

É maior o seu querer

Que a força do próprio Mar.

 

Mostra-o sempre que é preciso

Sabe quem o não merece;

Ninguém lhe faça juízo

E nem sempre o que é parece…

 

Esconde-o sempre que quer

Saber esconder tem arte;

Grande alma tem a Mulher

Que é tão Nobre em qualquer parte.

 

                                               Autor: Ferreira da Costa

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

Caminhada dos Sonhos

(Angariação de fundos para ajudar a comprar um coberto para a Escola Básica nº1 de Gondomar)

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Foto da Semana

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Vista sobre a Cidade do Porto

 

publicado por IDADE MAIOR às 22:31

01
Abr 15

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

Pesquisado na Internet e apresentado por: Turma 2

 

Algarve/Faro:

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Retirado do endereço:

http://algarvencantado.blogs.sapo.pt/1066.html

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

Autores: Turma 3 (pesquisas no Google Imagens)

A propósito da chegada da PRIMAVERA, e de Março …

 

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Sugestão de Culinária

Autor: Turma 1. Pesquisado na Internet

Receita de culinária

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Poesia

Autor: Turma 3, pesquisado na Internet

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Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

Apresentado por António Mordido, pesquisado na Internet

 

Fluviário de Mora

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Veja aqui:

https://www.youtube.com/watch?v=3kvqf1nE3O8

 

Foto da Semana

Autor: Turma 4, pesquisado no Google Imagens

 

Atendo à PRIMAVERA, parece uma escolha certa!?

Olhem bem e imaginem-se envolvidos no ambiente ilustrado por esta imagem!

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publicado por IDADE MAIOR às 22:01

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Conto: O Lagar

    

Estava-se em dezembro, mês propício para a apanha da azeitona.

Em casa dos avós do Joaquim andava tudo num autêntico reboliço.

Homens e mulheres a serem distribuídos pelos olivais e propriedades onde haviam oliveiras, azeitona por todo o lado e os carros de bois a transportar os sacos cheios para os lagares.

O Abílio Salmão e a mulher salientavam-se no meio do rancho, as suas vozes sobrepunham-se às outras, os seus desafios e desgarradas encantavam, não tinham fim e as suas mãos, quer a ripar, quer a apanhar a azeitona do chão, pareciam aranhiços em movimento.

Pelos seus cinco anos, não davam oportunidade ao Joaquim de fazer mais nada senão andar ao colo ou pela mão da avó, e “embriagar-se” com a maravilha das imagens, que, com a destreza própria, ia captando de tudo que bulia à sua volta. Isto não significa que ele fosse um menino mimado, nada disso, tratava-se apenas de comportamentos do tempo, onde com cinco anos ainda se estava no berço.

É certo que a casa dos seus avós paternos era a maior e mais abastada da zona: possuíam inúmeras propriedades onde abundava, para além do azeite, o vinho e o pinhal e tinham várias juntas e carros de bois, com os quais já haviam feito o transporte colectivo de mercadorias para a Lamarosa e Vila Nova de Ourém, demorando cada viajem cerca de uma semana. Mas, eram pessoas de trabalho, de muito trabalho, sendo o rendimento para investir em terrenos, e só aí.

O Joaquim tinha já cerca de sete anos quando teve oportunidade de ir pela primeira vez a um lagar.

Eram três os que existiam próximo: o do Amâncio Terramote, o do José Vaz e o do Lombo. Trabalhava-se com todos, mas, naquele ano, a azeitona foi em maior quantidade para o do Lombo, que se situava ao fundo dos Outeiros, num local de acessos muito difíceis, onde moravam apenas dois casais.

A casa onde estava instalado era enorme, arredondada e baixa, mesmo muito baixa, quase que se batia com a cabeça nas telhas de canudo que também formavam a trave da porta.

Logo à entrada ficava a casa da lenha, onde funcionava um motor a gasóleo, que através duma forte correia de lona fazia trabalhar as galgas; a seguir a azenha da farinha, cuja mós eram movidas por uma grande roda de ferro, repleta de alcatruzes, que era tocada pela água e se encontrava no exterior; a seguir, e depois de se subir uma escada com três degraus, atingia-se o lagar propriamente dito: a vasa onde as galgas esmagavam a azeitona, as fontes, as duas prensas manuais, a fornalha da água quente a vários homens, entre eles o mestre, um homem alto, magro, que andava em cabelo, e o seu fato estava mais untado que as próprias ceras que expeliam o azeite.

Era ele que orientava tudo ali: estipulava as tarefas dos outros homens, anotava a azeitona entrada, punha a trabalhar e parava o motor, verificava quando a azeitona estava moída, punha a água à temperatura ideal para escaldar as fontes e media o azeite.

Foi no momento em que despejou e deixou o alqueire dentro de um enorme funil, que por sua vez estava introduzido numa vasilha de lata para onde ia determinada quantidade de azeite, que foi premir um interruptor colocado numa parede próxima e iluminou todo o lagar.

Nunca na sua vida o Joaquim tinha visto tal!

Os sistemas de iluminação que ele conhecia eram a candeia, o candeeiro de azeite e de petróleo, o gasómetro e o petromax.

Curioso como foi sempre, e quase impulsionado por uma mola, o Joaquim logo imitar o mestre, tendo imediatamente como consequência uma palmada na mão e o ser obrigado a sentar-se num banco corrido metido entre a avó e o pai.

Claro que a raiva o assaltou, porém, naquele momento, e como se pode perceber, não pôde fazer mais nada.

Mas, a atitude tinha-o marcado muito. E passados uns dias, mais propriamente quando ouviu dizer que o lagar estava fechado, aí estava ele a descer o monte, a aproximar-se do lagar e a procurar a forma de poder penetrar no seu interior.

E foi através de uma janela, que se encontrava semiaberta e se situava perto do solo, que o fez.

E que diferença existia por ali naquele dia!

Estava tudo às escuras, o motor parado, a fornalha apagada, enfim, havia por ali um silêncio de cortar à faca.

Mas o Joaquim estava firme na sua aventura, no que o levara ali.

Queria premir o botão, o tal botãozinho milagroso que iluminava tudo.

E com quanto prazer se aproximou dele e o premiu dezenas de vezes.

Só que naquele dia não havia luz! Quer o dínamo, quer as baterias que a produziam estavam desligados.

  

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Quando a candelária chora

Está o Inverno fora.

 

 

Sugestão de Culinária

 

Peixe do rio em Molho de Escabeche

 

Arranja-se o peixe, escama-se e retiram-se as vísceras, lava-se muito bem e põe-se de sal.

Numa frigideira larga aquece-se óleo em mistura com azeite; passa-se o peixe por farinha de trigo e frita-se.

No restante molho deitam-se cebola às rodelas, alho migado, folhas de louro, mais uma pintada de sal e picante a gosto.

Deixa-se a cebola alourar, junta-se um pouco de vinagre e ferve mais um pouco.

Deita-se este molho por cima do peixe frio e serve-se quente ou frio, acompanhado com batatas cozidas e salada.

 

Poesia

 

ÁRVORE

 

 

Quem és tu querida Árvore

Que presa ao chão da terra

Louvas a Deus

Dia a dia sem te cansares?

 

Quem és tu

Que ao Homem tudo dás?

Quem és tu

Que tomas formas singulares:

às vezes de braços bem abertos

outras, sobes esguia desejando tocar os céus!

 

Tantos te admiram!

És presença nas cidades, montes, vales e

em sítios inóspitos, onde parece não haver terra, é a chuva o teu alimento divino.

 

Na Terra, és privilégio de Deus!

Nada pedes! Nada temes!

Tranquilamente mudas a beleza da paisagem.

Ofereces alimento e abrigo.

 

Diz-me, quem és tu?

Vês nascer o Sol, a Lua acaricia-te,

vigias as estrelas e em passos de dança acompanhas a brisa do mar.

 

És fonte de Vida!

Oração viva!

Altar - aos olhos de quem tem Fé!

 

                                                                Ana Godinho

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

Festival do Lagostim de Rio de regresso a Ferreira do Zêzere

 

Considerada uma iguaria exótica, em grande parte dos restaurantes do centro da europa e do continente europeu de classe média e alta, comparada ao caviar, considerada como ementa de requinte e de luxo, o lagostim de rio volta a estar em destaque em Ferreira do Zêzere de 27 de março a 26 de abril, prometendo surpreender os turistas e os comensais mais exigentes.

As águas límpidas da Albufeira de Castelo do Bode proporcionam condições únicas para o habitat destes crustáceos de água doce e é em abril que se encontram na melhor fase do ano para serem pescados e confecionados de acordo com os chefes dos 6 restaurantes que são já especialistas na preparação de pratos originais e surpreendentes com esta iguaria, que vão desde entradas, sopas a pratos principais diversos.

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Foto da Semana

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 Alunos e Professores da Universidade Sénior na escadaria do Palácio de S. Bento- Assembleia da República.

 

publicado por IDADE MAIOR às 11:58

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Ponte do Lourêdo

Localizada na freguesia de Cerva, a Ponte do Lourêdo é uma estrutura hoje pouco utilizada devido à perda de importância do caminho que serve.

No entanto, esse caminho serviu durante séculos quem pretendia deslocar-se entre Ribeira de Pena e Cerva, ligando os Seixinhos a Vilarinho, representando, a par com a ponte da Póvoa, a única forma segura de atravessar o Rio Lourêdo.

De estrutura em pedra de granito em grande parte irregular, possui um tabuleiro em forma de cavalete, com a particularidade de, no lado de Vilarinho, o tabuleiro ficar direito por ligar a um nível superior do terreno.

Possui um arco de grandes dimensões, em forma de ogiva e ligeiramente abatido com aduelas longas e estreitas.

Possui guardas em pedra e o pavimento calcetado, onde ainda é possível visualizar as marcas profundas de séculos a servir de passagem a carros e carroças.

De origem provável medieval, como atestado pela estrutura gótica e pela antiguidade do caminho que serve, preserva ainda uma paisagem bucólica que a envolve, apenas quebrada pelos viadutos da auto-estrada recentemente construídos.

Acesso: Por Cerva, em direcção aos Seixinhos e depois pela Rua do Lourêdo.

Nas Proximidades: Castro dos Seixinhos, vale do Rio Lourêdo.

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

“Abril, tempo de cuco, de manhã molhado e à tarde enxuto.”

 

“Em Abril águas mil.”

 

“Inverno de Março e seca de Abril, deixam o lavrador a pedir.”

 

“Abril molhado, sete vezes trovejado.”

 

“Abril chuvoso, Maio ventoso e Junho amoroso, fazem um ano formoso.”

 

“Uma água de Maio e três de Abril valem por mil.”

 

“Em Abril cada pulga dá mil.”

 

“Quem em Abril não merenda, ao cemitério se encomenda.”

 

“Tarde acordou quem em Abril podou.”

 

“Em lua de Abril tardia, nenhum lavrador confia.”

 

 

Sugestão de Culinária

 

Arrufadas

 

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Ingredientes:

  • 3,5 dl de leite;
  • 40 g de fermento de padeiro;
  • 625 g de farinha;
  • 2 ovos;
  • 2 gemas;
  • 75 g de manteiga;
  • 1 limão (raspa);
  • 1 colher de sopa de rum;
  • 80 g de açúcar;
  • Margarina, farinha e açúcar q.b.

Preparação:

  • Amorne o leite. Separe um pouco, junte-lhe o fermento e mexa, até diluir.
  • Acrescente-lhe 125 g de farinha, o restante leite, um ovo e as gemas. Envolva bem e deixe levedar.
  • Misture a manteiga com a raspa de limão, o rum e a restante farinha.
  • Amasse tudo com o fermento diluído. Deixe levedar em local aquecido.
  • Unte um tabuleiro com margarina e forre-o com papel vegetal, também untado e enfarinhado.
  • Molde as arrufadas e coloque-as no tabuleiro.
  • Pincele com o restante ovo batido e deixe levedar mais um pouco.
  • Ligue o forno a 190º C.
  • Corte as bolinhas no topo, com dois golpes, tipo cruz.
  • Polvilhe com o açúcar e leve a meio do forno, durante 25 minutos.
  • Retire mornas ou frias e cubra-as com um pano limpo.

  

Poesia

 

“Ó Pena ó que Linda Pena”

 

Ó Pena, ó que linda Pena,

Ó Pena, Cá da Ribeira

Tem a casa de Camilo

Que alegra a Vila inteira

Que alegra a Vila inteira

Aqui ou em qualquer lugar

Ó Pena, ó que linda Pena

Ó Pena, de Portugal!

 

Somos um grupo alegre

Que tem gosto p´la vida

Somos bastante ativos

E gente muito unida

 

Não temos muito pra dar

Mas temos pra receber

Depois desta cantoria

Todos as palmas bater

 

  

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

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 https://www.facebook.com/events/653486338111338/permalink/659531237506848/

 

Foto da Semana

 

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publicado por IDADE MAIOR às 11:40

 

Sugestão de Culinária

 

Açorda de bacalhau

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 Um prato tradicional e à moda alentejana. Delicie-se com um dos pratos mais tipicamente português.

 

Para 4 pessoas

Tempo de preparação: 15 minutos

Tempo de confeção: 20 minutos

Ingredientes:

300 g de bacalhau seco graúdo da Noruega

4 ovos Pingo Doce

400 g pão alentejano (da véspera) *

4 colheres de sopa de azeite gourmet

2 dentes de alho seco

1 raminho de coentros frescos

1 colher de chá de sal 200 g de rabanetes

* Contém glúten

 

Modo de confeção:

Coza o bacalhau previamente demolhado (durante 36 horas).

Retire o bacalhau e aproveite a água da cozedura (sem deixar ferver) para escalfar os ovos.

Retire os ovos e reserve o caldo.

Prepare um piso, esmagando num almofariz o azeite, os alhos descascados, os coentros lavados e escolhidos e o sal.

Leve o caldo da cozedura do bacalhau ao lume e junte-lhe o piso assim que levantar fervura.

Entretanto, corte o pão em fatias ou pedaços e distribua-o pelos pratos.

 

Finalização:

Na altura de servir, deite o caldo sobre o pão, os ovos e o bacalhau já cortado em pedaços ou em lascas e acompanhe com rodelas de rabanetes.

 

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

Sugestão de Passeio

 

No final do primeiro trimestre do ano lectivo 2013/2014, os alunos da FOS e alguns professores foram visitar o Museu do Vidro na Marinha Grande e o Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota. 

 

No Museu do Vidro foi possível admirar bonitas obras de arte nos mais variados tipos de vidro, assim como assistir às demonstrações de como construir peças decorativas e outros, feitas pelos artesãos que, com mestria transformavam barras de vidro em animais, plantas e outros nas mais variadas opções, tamanhos, feitios e cores.  

 

Já com o apetite a chamar, foi hora do salutar convívio entre professores e alunos, num confraternizante almoço no restaurante Monte Grande, perto da Marinha Grande.

 

À tarde todos tiveram a oportunidade de assistir a uma visita guiada ao Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota, que incluiu uma sessão multimédia explicativa desta importante batalha na história de Portugal.

 

Deixamos abaixo as fotografias e contactos dos locais visitados.

 

Foi um dia bem passado!

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 Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota

http://www.fundacao-aljubarrota.pt/?idc=50

 Restaurante Monte Grande

http://www.quintamontegrande.com/marinha/index.php?pagina=marinha

 

publicado por IDADE MAIOR às 11:21

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