UNIVERSIDADES SÉNIORES: ACONTECIMENTOS, TRABALHOS, ETC.

17
Abr 15

LOGO_R PENA.jpg

Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Menir de Pedra d’Anta

 

O menir de Pedra d’Anta localiza-se na freguesia de Alvadia numa zona denominada de Veiga de Anta, próximo da estrada entre Alvadia e Macieira.

Trata-se de um menir de grandes dimensões, com 4,30 metros de comprimento. Apresenta uma base retangular desenvolvendo depois um corpo de duas faces que termina em forma elíptica. Encontra-se fora da sua posição original, vertical, tendo sido retirado há uns anos com vista à reutilização da sua pedra.

Atualmente apresenta-se deitado junto ao seu local de implantação original.

Na face visível possui duas cruzes gravadas que não serão únicas no monumento.

Este menir encontra-se num ponto importante de acesso natural entre a Serra do Alvão e o Vale de Cerva, o que sugere uma função de ordenamento territorial. Próximo deste, a

Noroeste, existiu um outro mais pequeno cuja pedra terá sido reutilizada. É também provável que tenham existido mais monumentos megalíticos nas proximidades, o que é indicado pelo topónimo de “Veiga de Anta” que designa o lugar onde hoje existe uma zona de cultivo.

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

"A amizade de duas mulheres é, sempre a conspiração contra uma terceira"

"A amizade é incerta quando a fortuna é próspera "

"A inimizade do sábio é menos prejudicial do que a amizade do ignorante "

"No aperto do perigo, conhece-se o amigo"

 

Sugestão de Culinária

 

Crepes de Camarão com Legumes

CREPES.jpg

 Ingredientes:

 

  • 300 g de miolo de camarão congelado (calibre pequeno)
  • 30 ml Becel líquida
  • Alho
  • Pimenta preta de moinho
  • ½ limão
  • 150 g de alho francês em rodelas
  • 100 g de cenoura ralada
  • 250 g de espinafres em folha
  • 1 requeijão magro
  • 8 a 10 crepes

 Para os crepes:

  • 125 g de farinha
  • Sal fino
  • Pimenta de moinho
  • 2 ovos
  • 1,5 dl de leite magro Becel
  • Becel Líquida

Modo de Preparação

  1. Passe o camarão por água até estar completamente descongelado e escorra bem.
  2. Aqueça a Becel líquida numa frigideira larga, deixe alourar 2 dentes de alho, junte os camarões e salteie sobre lume médio a forte. Tempere-os com sal e pimenta moída na altura.
  3. Retire-os da frigideira assim que estiverem cozinhados, regue com um pouco de sumo de limão e reserve.
  4. Deite o alho francês em rodelas e a cenoura ralada, na mesma frigideira e deixe cozinhar até amolecerem. Tempere-os com sal e pimenta, adicione os espinafres em folha e deixe cozinhar, mexendo até murcharem.
  5. Retire do lume adicione o miolo de camarão e o requeijão desfeito em pedaços e misture bem.
  6. Peneire a farinha para uma tigela juntamente com uma pitada de sal fino.
  7. Tempere com um pouco de pimenta preta moída na altura e abra uma cavidade ao meio da farinha.
  8. Abra os ovos para essa cavidade, deite aí o leite, ligeiramente amornado, e cerca de 1 colher de sopa de Becel Líquida.
  9. Misture tudo muito bem com uma vara de arames até obter uma massa lisa.
  10. Deixe repousar durante cerca de 30 minutos.
  11. Distribua o recheio pelos crepes preparados e sirva de imediato.

  

Poesia

 

Boa tarde meus senhores

Boa Tarde vimos dar

São os seniores da Ribeira

Que vos vem cumprimentar

Vem vos trazer alegria

Vamos lá todos cantar

Vem vos trazer alegria, ó ai

Vamos lá todos canta

Lembrando seu passado

Em tempos que já lá vão

Recordações são saudades

Cantigas também o são

Recordações São Saudades, ó ai

Cantigas também o são

Cantam com humildade

Sempre com muita alegria

Para quem nos está a ouvir

Amigos até um dia

Para quem nos está a ouvir, ó ai

Amigos até um dia

Aqui nos vamos despedir

Amigos a cantar

Foi um gosto estar aqui

Um dia vamos voltar

Foi um gosto estar aqui, ó ai

Um dia vamos voltar

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

RÉGUA/PINHÃO/RÉGUA, Subida de barco Descida de comboio, 1 dia - €25*

25 de Abril Sábado – Régua Cruzeiro na Régua com Lanche a bordo. Fim da viagem

Condições

O Preço Inclui: Cruzeiro com lanche a bordo.

O preço não inclui: Despesas de carácter pessoal; Taxa de reserva da Agência (10€ por reserva). Notas: Os preços de alojamento disponível nesta oferta, estão sujeitos a confirmação e disponibilidade; Oferta não acumulável com outros descontos/promoções; Nas reservas que abranjam dois períodos, os preços terão que ser  reconfirmados; Serão adicionadas à estadia todas as taxas e suplementos disponíveis.

 

Foto da Semana

FOTO 1.jpg

FOTO 2.jpg

FOTO 3.jpg

 

publicado por IDADE MAIOR às 17:36

LOGO AGITAR.jpg

  

Sugestão de Culinária

 

Bolo dos Carmelitas Descalças

BOLO CARMELITAS.JPG

 

O Bolo das Carmelitas Descalças é uma receita tradicional trazida dos Açores por uma das nossas associadas.

É uma forma antiga de elaborar um bolo e reza a história que quem entregava o copo com a massa mãe era desejar “Sorte e Saúde”

São necessários 10 dias para fazer o bolo, sem usar batedeira, nem frigorífico, nem outros aparelhos modernos.

A tradição diz que, a massa mãe tem que ser oferecida e que tem que se começar a fazer o bolo à 5ª feira para que o mesmo esteja pronto no sábado da semana seguinte.

 

5ª Feira: Verte-se o conteúdo do copo recebido para um recipiente maior e junta-se 1 caneca de açúcar e 1 caneca de farinha. NÃO SE MEXE.

 

6ª Feira: Mexe-se com uma colher.

 

Sábado: NÃO SE MEXE.

 

Domingo: NÃO SE MEXE.

 

2ª Feira: Junta-se 1 caneca de leite, 1 caneca de farinha e 1 caneca de açúcar. NÃO SE MEXE.

 

3ª Feira: Mexe-se com uma colher.

 

4ª Feira: NÃO SE MEXE.

 

5ª Feira: NÃO SE MEXE.

 

6ª Feira: NÃO SE MEXE.

 

Sábado: Separam-se 3 meios copos da massa obtida (massa mãe) que se oferecem a 3 pessoas desejando “Sorte e Saúde”.

 

Ao resto da massa junta-se:

2 canecas de farinha

1 ou ½ caneca de açúcar

1 caneca de óleo

1 caneca de leite

1 caneca de amêndoas ou nozes picadas

1 caneca de sultanas previamente enfarinhadas

1 colher de chá de fermento

2 ovos

1 pitada de sal

1 pitada de canela

1 pitada de baunilha

1 maçã em pedaços

Raspa de 1 laranja.

  

Foto da Semana

 

galheteiro.jpg

 Fotografia ilustrativa de uma das nossas visitas, inserida na atividade de Histórias da Cidade do Porto

publicado por IDADE MAIOR às 17:27

 

LOGO USG.jpg

   Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

Lenda de “As Campas”

LENDA.jpg

 

É bem conhecido o ditado popular: “Filho és pai serás, como fizeres assim acharás”.

Em Cavez existe um monte chamado “As Campas”.

Segundo a tradição oral, era para aquele monte que se levavam as pessoas moribundas, as quais aí eram enterradas.

Certo dia, quando um filho, continuando a tradição, transportava num carro de bois o seu pai, que seguia embrulhado numa manta, este repetia continuamente: “Filho és pai serás, como fizeres assim acharás.” O filho ouviu, em silêncio, intrigado.

Chegando ao lugar de “As Campas”, o filho perguntou:

– Pai, quer ficar aqui ou mais adiante?

– Onde queiras. Já agora aproveita metade da minha manta, pois, um dia fará falta.

– Falta para quê? – Indagou o filho preocupado.

– Ora, para que é que havia de ser? Para quando chegar a tua vez de vires para este lugar…

– Então eu também venho para cá? – Interrogou o filho, assustado.

– Certamente que sim. Respondeu o pai.

– Não meu pai, não o vou deixar aqui. Voltamos para casa e a partir de hoje ninguém mais virá para cá. Atalhou o filho.

Desde então, as pessoas de Cavez começaram a sepultar os seus mortos no interior da igreja.

Mais tarde seria o adro o abrigo dos defuntos.

Finalmente, mas só longos anos depois, seria construído o cemitério, a última morada para aqueles que partem para a Eternidade.

A velha “história da manta” é conhecida por todos, faz parte da tradição oral de Cavez, a propósito do referido monte “As campas”.

Na verdade os mais antigos contam-na como um testemunho do passado, deixada pelos seus pais e avós.

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

SARAMPO.jpg

 

“Sarampo, sarampelo, sete vezes vem ao pelo”

 

O sarampo é uma doença infecto-contagiosa viral, cujos sintomas iniciais incluem febres, tosse rouca e persistente, coriza, conjuntivite e fotofobia, progredindo para manchas e borbulhas vermelhas na pele, que acabam por passar ao fim de três dias.

Mas a sabedoria popular de há muito tempo atrás não sabia distinguir o sarampo das outras doenças que também se manifestavam com manchas ou borbulhas vermelhas no corpo, logo julgavam que todas as doenças (eram sete) que assim se manifestavam, correspondiam a sarampo.

Nos nossos dias já sabemos que não é bem assim e que as outras seis vezes em que a sabedoria popular julgava ser sarampo, na realidade correspondiam à varicela (1), rubéola (2), varíola (3), escarlatina (4), eritema infeccioso (5) e exantema súbito (6).

 

Sugestão de Culinária

 

Pataniscas da D. Ana

PATANISCAS.jpg

Ingredientes:

• 4 ovos inteiros

• Bacalhau desfiado (a gosto)

• 0,5 kg de farinha de trigo

• 0,5 litro de água

• Bastante salsa picada

• Cebola picada

 

Preparação:

De véspera, coloca-se o bacalhau a demolhar.

Desfia-se muito bem o bacalhau e pica-se a salsa e a cebola.

Num recipiente coloca-se a água e a farinha, mexendo muito bem, e, se for preciso, acrescenta-se um pouco mais de água.

De seguida, mistura-se o bacalhau desfiado, continuando a mexer muito bem.

Depois vai-se acrescentando os ovos um a um, sempre sem parar de mexer.

Quando o preparado estiver bem envolvido, junta-se a salsa e a cebola picadas.

Utilize uma colher de sopa como medida para cada patanisca, colocando-as numa sertã (em Cabeceiras de Basto a sertã também é conhecida como tacho), com pouco óleo, o qual deve ser previamente aquecido.

Frite-as e durante a fritura, se necessário, pode adicionar pouco a pouco mais óleo, para não queimar. Quando as pataniscas estiverem fritas retiram-se e deixam-se escorrer.

De seguida, colocam-se sobre papel absorvente de cozinha, para que fiquem bem sequinhas. São assim que elas sabem bem.

  

Poesia

Espelho meu…

 

Quando ao espelho me fito,

Nunca ele me responde;

Sou eu ali – acredito!

O meu espelho algo esconde.

 

E se perguntas lhe faço,

Responde-me a confusão;

Às vezes, neste embaraço

Se espalha minha ilusão.

 

Estou aqui, é porque vim…

Que me importa, sei que vou…

Esta vida é mesmo assim;

Eu sei que de cá não sou!!!

 

                       Ferreira da Costa

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

Sé do Porto

SE 1.jpg

 

 

SE 2.jpg

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Sé do Porto é um edifício de estrutura romano-gótica, dos séc. XII e XIII, tendo sofrido grandes remodelações no período barroco (séc. XVII-XVIII).

No interior conserva ainda o aspecto de uma igreja-fortaleza, com ameias. É de destacar a bela rosácea (séc. XII) e a loggia ou galilé lateral (1736), obra de Nicolau Nasoni, voltada para a cidade.

Junto ás portas encontram-se monumentais pias de água benta, dos finais do séc. XVII.

Junto à pia baptismal seiscentista, há um baixo relevo de Teixeira Lopes (Pai).

A torre-lanterna, no cruzeiro, foi construída na segunda metade do séc. XVI, no tempo de D. Rodrigo Pinheiro. O acentuado verticalismo da nave central, marcada por grossos pilares fasciculados, com abóbadas e arcos já levemente apontados, traduz-se numa sóbria imponência.

Todo o monumento passou por obras de restauro de grande vulto durante os anos trinta. A atual capela-mor, que substitui a antiga ábside medieval, é do período maneirista (1610); apresenta um cenográfico retábulo de talha dourada, do segundo quartel do séc. XVIII, considerado um trecho capital do barroco joanino.

A decoração pictórica das paredes é de Nasoni. Por cima dos cadeirais do cabido, ficam dois órgãos de tubos; séc. XVII (esquerdo) e séc. XIX (direito). No transepto, lado esquerdo, está entronizada, desde 1984, a imagem de Nossa Senhora da Vandoma (séc. XIV), padroeira da cidade do Porto, "civitas Virginis". Na capela do SS. Sacramento, destaca-se o célebre "altar de prata" de enormes dimensões e executado em sucessivas fases (desde 1632 até ao séc. XIX).

É considerado uma obra fundamental da ourivesaria portuguesa, com vasta iconografia bíblica, centrada na Eucaristia.

O moderno lampadário tem o desenho de Teixeira Lopes. No transepto, lado direito, está entronizada a imagem de Nossa Senhora da Silva (séc. XV-XVI).

A outra capela barroca é dedicada a S. Pedro. No coro alto foi instalado, em 1985, um grande órgão de tubos, pela firma Georg Jann.

O importante claustro gótico foi começado nos fins do séc. XIV. Apresenta sete grandes painéis de azulejos (segundo quartel do séc. XVIII), com cenas do "Cântico dos Cânticos", em referência ao diálogo místico entre Deus e a Virgem, padroeira da Catedral. Evangelista, do séc. XIV, com a notável arca tumular de João Gordo, Cavaleiro de Malta, com estátua jacente e Ceia de Cristo.

Nos espaços adjacentes conservam-se capitéis das primeiras construções da Sé. O vizinho "claustro velho" integrava outrora o chamado "cemitério do Bispo". Situam-se aqui alguns elementos arqueológicos com interesse. A capela de S. Vicente (fins do séc. XVI), de sóbria arquitectura clássica, apresenta um notável cadeiral, do séc. XVII, com cenas bíblicas, do Antigo e Novo Testamento.

Vários Bispos do Porto estão aqui tumulados. Uma escadaria nobre, de Nicolau Nasoni, concluída em 1736, dá acesso ao pátio superior do claustro gótico.

Nos patamares destaque para a grande estante de bronze (1616), com as armas de D. Gonçalo de Morais, e para o antigo sino do relógio da cidade (1697, obra de D. José Saldanha). No pátio, observa-se a vista panorâmica e painéis de azulejos com cenas campestres e mitológicas.

A Casa do Cabido, anexa ao claustro e à Sé, é edifício arcaizante do primeiro quartel do séc. XVIII. Na andar superior estão expostas notáveis esculturas religiosas (dos séc. XIV a XVIII). Na antiga sala do cartório vêem-se painéis de azulejos, de Vital Rifarto.

Na grande sala capitular destaca-se o tecto de masseira com pinturas de Giovani Battista Pachini (1737), representando catorze alegorias morais, dispostas à volta de S. Miguel, patrono do Cabido. Os lambrins de azulejo foram fabricados em Lisboa, contendo cenas de caça.

No andar intermédio, constituído por quatro saletas abobadadas, está exposto o "tesouro" da Catedral. Em nove grandes vitrinas pode ver-se objectos de ourivesaria, paramentaria e livros litúrgicos, relativos ao culto catedralício. 

 

Foto da Semana

 

LOMBA.jpg

 Praia Fluvial da Lomba, Rio Douro, vista da Freguesia de Melres,

Concelho de Gondomar

publicado por IDADE MAIOR às 17:07

U3I.jpg

 

Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Conto: O Trafulha

    

     O Trafulha era uma figura típica do Concelho de Ferreira do Zêzere, mais propriamente de Águas Belas. Toda a gente o conhecia pelas suas malandrices e maneira de ser.

     Tinha estatura média, bons sentimentos, era amigo do seu amigo, não faltava a um só funeral, vestia a opa em todas as romarias da freguesia, era um pouco gabarolas e gostava do seu copito.

     A alcunha fora-lhe posta pelo Doutor Real quando no Hospital da Frazoeira o tratou de mazelas adquiridas num acidente com uma barrica da resina que, por via da sua inquietude e rebeldia, lhe passara por cima duma das pernas.

     Tinha então os seus sete anos. A arte de brincar e de fazer partidas nascera com ele. Quando as enfermeiras e o próprio médico o consultava ou lhe fazia o tratamento, o Trafulha, de maneira muito airosa e sem que ninguém se apercebesse, escondia-lhe os utensílios, fazendo-os andar meio embaraçados à procura deles.

     -E depois o malandro põe-se cá com uma carinha de ingénuo que até Deus se admira!

     -É mesmo um grande trafulha, o raça do rapaz!

     Mas divertiam-se muito, achavam-lhe graça e admiravam-se com a sua coragem, nunca chorava! Mesmo durante o tratamento, quando toda a gente pensava que iria chorar ou gemer de dor, ele, contrariando tudo e todos, punha-se a fazer as suas brincadeiras.

     Junto dele ninguém estava triste, as suas anedotas, as suas invenções permanentes geravam e influenciavam a boa disposição.

     Mas, havia também as partidinhas que, embora dinamizadas pelo Trafulha, eram assumidas em grupo pelos seus compinchas.

     Mas, nem toda a gente, nem todas as situações serviam para as suas intervenções. Era incapaz de fazer chacota com a miséria, pobreza ou infortúnio. O seu grande gozo era apanhar na armadilha aquelas pessoas que gostam de fazer partidas mas não admitem que lhe as façam.

     “A “Maria” era uma dessas. Mal se aproximava o Carnaval, aí estava ela a espera as pessoas para depois poder ir desmanchar as camas, esconder uma ou outra coisa do dia, trazer os colchões para o meio da casa e para o quintal, enfim, brincadeiras que ninguém levava a mal, mas que irritavam bastante.

     -Tu és do diabo mulher, mas deixa estar que não perdes pela demora.

     -Isso é que era bom, nem que você se mate, está tudo muito bem fechado.

     E na verdade a “Maria” não só fechava bem as portas como guardava as chaves num cordel que trazia atado à cintura por debaixo da roupa.

     -Estás a olhar, estão aqui estão, mas não são para os teus bigodes, seu Trafulha duma cana.

     -Realmente, eu consigo não quero nada, você não dá nenhuma hipótese.

     Mas mal ela sabia o que lhe estava reservado, o que se escondia por detrás daquelas fingidas palavras.

     Assim que se afastou, o Trafulha, apoiado pelo irmão Chico e pelo primo Manuel, subiu para o telhado, enfiou pela trepadeira uma longa verguinha com um gancho na ponta, onde enfiou o arco da panela que estava em cima do lume, puxa, puxa e aí vem ela cheínha. Tira o chouriço, a morcela, a carne, enfim, tudo o que estava lá dentro, com a excepção do caldo. Depois desceu novamente a panela e colocou-a no mesmo sítio, tal e qual como estava, mas sem a carninha!

     Quando a “Maria” entra tranquilamente em casa, se aproxima da lareira e vai toda lampeirinha para espetar o garfo na carne e no enchido, a fim de verificar se estavam cozidos para confeccionar o almoçarão de carnaval, e encontra a panela somente com o caldo, caiu estarrecida, gritando, rogando pragas, ameaçando matar quem tivesse feito tal coisa”.

     Outras das vítimas do Trafulha eram os chamados “forretas”, aquelas que têm bastante de seu, mas que se andam sempre a chorar e são incapazes de dar seja o que for.

     “A Ti América era uma dessas. O não dar obriga muitas vezes a roubar, e eram os próprios filhos a fazê-lo. Um dia, quando um deles vinha com uma garrafa de vinho para beber com os amigos numa patuscada, teve de a largar e fugir, senão a Ti América ia- lhe aos fagotes.

     Quem ficou a seco e por isso não gostou da brincadeira, foi o Trafulha:

     -Deixa lá que não perdes pela demora!

     E que belo galo ela tinha na capoeira! Pata alta, crista grande e bem vermelha e peito gordo que nem tordos em tempo de azeitona! Sorrateiro, já noite dentro. O Trafulha entra na capoeira, agarra-o e espeta-lhe meia dúzia de alfinetes na cabeça, pelos miolos dentro deixando-o morto junto à rede.

     -Ai Jesus, que me acode, o gineto ou a raposa esta noite mataram-me o meu rico galo, eu bem ouvi as galinhas a cacarejar, e porque é que eu não me levantei, meu Deus, porquê? – Lamentava-se efusivamente a Ti América quando pela manhã deparou com o sucedido.

     E quando o filho levava o galo dentro de um saco para o ir enterrar, aparece o Trafulha:

     - Eh pá, para onde é que tu levas isso?

     -Vou enterrá-lo ali no quintal.

     -Deixa lá ver isso que quem lhe vai fazer o enterro somos nós, mais logo, na azenha do Décio, vai dar cá um arrozinho de sarrabulho de se lhe tirar o chapéu!

     Mas tudo acabava em bem. No momento em que as pessoas eram surpreendidas com os acontecimentos, ficavam furiosas, capazes de matarem cobras e lagartas, porém, passado algum tempo, quando se descobria, acabavam por sorrir com as brincadeiras, fundamentalmente com a ingenuidade e a forma como o Trafulha as engenhava.

     Mas ao Trafulha eram também atribuídas culpas de coisas que ele não fazia.

     Um dos seus fracos eram as mulheres, dir-se-ia que não podia ver uma burra com um chapéu na cabeça que não arregalasse o olho. Fosse solteira ou casada, tinha de dar o seu piropo e dizer para os colegas:

   -Aquela já cá cantou! Não há-de tardar que sejas mordida cá pelo Zé!

     Mas era tudo laracha, fogo de vista. O Trafulha adorava a sua mulher, e o que as outras viam nele era mais a sua maneira de brincar do que outra coisa qualquer.

     Mas as gabarolices do Trafulha eram levadas a sério por muito boa gente.

     “As coisas não iam nada bem lá por casa do Armando. A mulher, que não podia ver-se um só minuto sem ele, não lhe ligava nenhuma, inclusivamente até queria dormir separada.

     A consciência do Armando não acusava, antes pelo contrário. Fora sempre fiel e quase só faltava ajoelhar-se diante da mulher para ela lhe dizer qual a razão de tudo aquilo:

     -Olha lá, mulher, tu sentes-te doente? Será que não anda por aí alguma doença que não me queiras dizer?

     Virava-lhe as costas e se lhe dirigia alguma palavra era ainda a maltratá-lo.

     -Não há dúvida, foi ela quem mudou, é nela que está a diferença!

     O Armando mirrava-se a pensar, já não sabia o que fazer.

     Não há dúvida, foi ela quem mudou, é nela que está a diferença!

     O Armando mirrava-se a pensar, já não sabia o que fazer.

     Não era de divulgar as suas intimidades, mas, perante tal situação, estava até na disposição de ir encontrar alguém de confiança que o ajudasse.

     Mas, enquanto remexia no seu interior com todas essas indecisões, um dia, inesperadamente, o Armando teve um acidente: ia decepando uma das mãos na serração onde trabalhava.

     Depois de lhe terem feito tratamento no local, dirigiu-se para casa contorcendo-se com dores.

     A mulher não estava, mas pensou que não devia andar por longe, uma vez a porta se encontrava escancarada:

     -Nazaré! Oh Nazaré! – chamou o Armando com voz dolente, um pouco arrancada dos gemidos que abafava no peito.

     Não podia estar parado, as dores eram muitas.

     -Ai Jesus! Mas por onde é que ela andará! – exclamou o Armando aproximando-se da cancela do alpendre para a voltar a chamar.

     Ficou sem pinga de sangue, o coração quase parava:

    -Ai a alma do diabo, mas que vejo eu!

     Quase não queria acreditar. Ao mesmo tempo que a mulher saía do palheiro e se metia por entre o couval, onde ia apanhando umas folhas para disfarçar, viu um homem saltar o muro e seguir de cócoras ao longo dele.

     -Hoje vieste cedo, houve por lá algumas avaria na fabrica?

     O Armando estava de pé, junto à parede do alpendre.

     -Tu não ouves, aconteceu alguma coisa lá na fábrica?

     A mulher estava a um passo. Apesar das muitas dores, sentiu desejo de a esbofetear, de lhe saltar com os pés em cima, mas decidiu guardar isso para mais tarde e se possível fazê-lo aos dois.

     -Entalei esta mão lá nos toros – disse o Armando tentando disfarçar a intenção que lhe ia no íntimo.

     A sua cabeça estava transformada num turbilhão. O esforço que fazia para não pedir contas á mulher estava a ser superior ás dores, ás suas forças.

     -Era o Trafulha, só podia ser ele, malandro, tantos copos de vinho que tem bebido aqui na minha adega:

     - Hei-de apanhá-los! Hei-de apanhá-los! – murmurava, sem coragem de olhar para a mulher, de quem pela primeira vez sentia nojo.

     As investigações do Armando incidiram na perseguição do Trafulha, espiava-o por todo o lado, seguia-o passo a passo.

     Quando punha o olhar nele quase lhe davam vómitos, tão grande era a raiva que por ele sentia.

     Um dia, o Trafulha encaminhou-se lá para as bandas da sua casa.

     O Armando, sorrateiro, como quem não quer a coisa, atalhou pelas lameiras e foi colocar-se atrás de um molho de mato para dali fazer as suas observações.

     Enquanto se alojava e apurava o ouvido, viu a mulher sair de casa, ir em direcção aos currais e começar a falar alto para os bichos, ouvindo de seguida dois pequenos assobios vindos do interior do milho.

    A sombra da figueira situada a meio do caminho dificultava-lhe a visão, mesmo assim viu, de relance, um homem escapar-se para o interior do palheiro.

     O Armando estava inquieto, todo ele tremia, todo ele era raiva, todo ele eram mil olhos fixos na mulher que mirambulava por ali a disfarçar, a passar a pente fino o horizonte.

     Quando a viu entrar, preparou-se, abandonou vagorasamente o posto e aproximou-se.

     Cautelosamente, encostou a cabeça ás tábuas e ouviu-os cochichar por entre o remexer das palhas.

     Estava desvairado, louco, “cego”.

     Ali a dois passos encontrava-se um machado velho e ferrugento com que rasgava a lenha, agarrou-o e, com muitas precauções, deslocou-se para junto da entrada do palheiro.

     Depois, de maneira ágil, esquecendo todas as dores da mão, deu dois saltos e apanhou-os em flagrante.

     Machadada de um lado, machadada do outro:

     -Ah, seu Trafulha, seu malandro, seu bandido! Ah, sua desgraçada, sua puta!

     -Não me faça isso tio Armando, não me faça isso, eu não sou o Trafulha.

     -Eu digo-te se és ou não és, vou cortá-los aqui ás postas, grandes canalhas.

     -Não sou o Trafulha não, tio Armando, por favor perdoe-me, não me faça mal.

     -O Armando arregalou os olhos, estava estupefacto. Mais uma vez fora enganado. Afinal quem estava na sua frente, com o corpo esquartejado, não era na verdade o Trafulha, mas sim um dos seus grandes amigos.

     Contrariamente ao que possa extrair-se do comportamento e maneira de ser do Trafulha, ele ficou extremamente indignado quando soube do acontecimento. Não se revia de forma nenhuma, nem sequer como figura emprestada, a ser personagem nesse acto.

     Quem não resistia á chacota eram os brincalhões, aqueles que tinham mais confiança com ele:

     -Olha o que te estava guardado, tiveste pouca sorte, tiveste, seu manganão!

     -Vocês são mas é malucos. Eu?! Isso é que era bom! Muito lorpa há-de ser o ladrão que use a camisa roubada à frente do dono!

  

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Abril águas mil

 

Sugestão  de Culinária

 

Bacalhau com Molho Escuro

 

Fritam-se as batatas ás rodelas.

Fritam-se, passadas por farinha, as postinhas de bacalhau.

Passam-se, em seguida, por ovo, e voltam a fritar-se.

À parte faz-se um refogado com salsa, cebola, alho ao qual se junta um pouco de puré de feijão vermelho, temperado com pimenta e vinagre.

Num pirex põem-se batatas às camadas alternadas com o bacalhau, o molho por cima e serve-se.

 

Poesia

 

Vila viçosa e querida

Por altos pinheiros guardada

Tenho em si bem ancorada

O coração e a vida.

 

Por verdes campos estendida

Por densos lençóis banhada

Vida p´ra sempre marcada

Por força da despedida.

Mas se foi triste a partida se dura foi a ausência

Retirou-se da permanência

Uma singela lição:

Que não basta ter coração

Mas cuidar da sua vida!...

              Sá Flores

 

Sugestões de Fim semana/ O que visitar na minha aldeia/vila/cidade?

  

FDS.jpg

 

Foto da semana

 

O Grupo de Teatro da nossa Universidade, numa visita guiada ao Mosteiro de Alcobaça

11.jpg

 

publicado por IDADE MAIOR às 14:03

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Maria faz por ser boa,

Tua fama ao longe soa.

 

Quem o feio ama,

Bonito lhe parece.

 

Com as calças do meu pai

Também eu sou um homem.

 

No melhor pano cai a nodua.

 

Nunca dês o passo maior que a perna.

 

Lucinda Simões

 

Poesia

 

A PRIMAVERA

 

Quando chega a Primavera

Alegra-me o coração

É a quadra mais bela

De qualquer outra estação.

 

Andam perfumes no ar

De tantas e lindas flores

Fica a Natureza em festa

Salpicada de mil cores.

 

As estrelas tem mais brilho

O Sol é mais criador

Chilreia o rouxinol

Porque é bom trovador.

 

Bem haja, ó primavera

Por tanta beleza e cor

Ergo os olhos ao céu

E agradeço ao Senhor.

 

Lucinda Simões

publicado por IDADE MAIOR às 13:52

LOGO_R PENA.jpg

Estórias e Contos Tradicionais

 

Ponte de Alvite

 

A Ponte de Alvite situa-se ao fundo da aldeia que lhe dá o nome, na freguesia de Cerva, e estabelece a ligação entre as duas margens do rio Póio desde tempos imemoriais.

De possível origem Romana, é a única ponte de pedra talhada e antiguidade indiscutível que se preserva neste rio, após destruição das pontes de Cabriz e Cerva pelas cheias de 1935.

Possui um tabuleiro assente sobre dois arcos redondos, ligeiramente abatidos, acessível por duas rampas que o ligam às margens.

Possui ainda guardas em pedra, contrafortes e um talhamar, a montante, no pilar entre os dois arcos conferindo-lhe robustez.

Num dos parapeitos possui a data 1603, o que indicará uma provável reforma. O pavimento preserva também a antiga calçada em pedra miúda.

Na época Medieval, esta ponte servia uma estrada de ligação entre o Vale do Tâmega e Vila Real, por Limões. Juntamente com a Ponte do Lourêdo, entre os Seixinhos e Vinharinho, constitui atualmente o exemplar mais antigo do concelho e detém mais alta proteção conferida pelo Estado Português.

Acesso: Ao fundo da aldeia de Alvite, voltando por caminho à direita.

Nas proximidades: Núcleo central da aldeia de Alvite, Casa de Toló, Capela de N. Sr.ª do Socorro, margens do Rio Póio.

 

Ditos, Ditados e Provérbios

 

- A melhor cepa, maio a deita. 

- Quando chove na ascensão, até as pedrinhas dão pão. 

- Mês de maio, mês das flores, mês de Maria, mês dos amores. 

- Água de maio, pão para todo o ano. 

- Maio hortelão, muita palha, pouco pão. 

- Maio claro e ventoso, faz o ano rendoso. 

- Maio que não der trovoada, não dá coisa estimada. 

- Tantos dias de geada terá maio quantos de nevoeiro teve fevereiro. 

- Quem em abril não varre a areia e em maio não racha a leira, anda todo o ano em canseira. 

- Chovam trinta maios e não chova em junho. 

- De maio a abril há muito que pedir.

 

Sugestão Culinária

 

Coquinhos  Folhados

cocos.jpg

 

Ingredientes:

-1 Embalagem de massa folhada;

-200g Coco ralado (1 pacote);

-4 Ovos;

-1 Chávena de chá de açúcar;

-1/2 Chávena de café de leite;

-Sumo de 1 laranja;

-1/2 Chávena de café de manteiga derretida.

  

Modo de Preparação:

 

  1. Com um copo, cortei 12 discos de massa folhada. Coloquei-os nas forminhas de silicone e piquei-os com um garfo;
  2. Envolvi o coco com o açúcar. Bati ligeiramente os ovitos e misturei-os muito bem no preparado;
  3. Juntei a manteiga, o leite e o sumo de laranja e envolvi muito bem com uma colher de pau;
  4. Coloquei o preparado nas forminhas e levei ao forno a 180ºC;
  5. Depois de loirinhos, desenformei e, depois de bem friinhos, polvilhei-os com açúcar em pó.

 

Poesia

 

A Primavera voltou

Ao Jardim da Universidade

Com perfumes de mil cores

Voltamos à mocidade

Os seniores pintam de branco e amarelo

O muro das margaridas

De vermelho, azul e Rosa

Todas as plantas floridas

Belas flores de mil cores

A enfeitar o jardim

Avezinhas às voltinhas

Parecem sorrir prá mim…

 

Foto da Semana

 

foto.jpg

 Os alunos da Universidade Sénior esperam que tenham passado uma boa Páscoa!!!

publicado por IDADE MAIOR às 13:35

 

LOGO.jpg

 

Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

contos 1.jpg

 

NA PÁSCOA … Pão de Ló da zona de Margaride - uma “estória”

 

“Este pão de ló é um dos bolos que não pode faltar cá em casa na Páscoa.

Comprei durante muitos anos a uma senhora que o fazia, com muito amor, e de uma forma primorosa! Tinha uma receita que herdara e que não dava a ninguém... só o filho sabia o segredo.

Infelizmente esta senhora deixou de fazer pão de ló, e o filho, que eu saiba, não continuou o tradicional negócio da mãe...com muita pena minha!

Tive então que procurar um parecido, já que igual, era impossível! Pesquisei em todo o lado e, um dia, já lá vão dez anos! Descobri na Net (em Gastronomias.com) uma receita que me pareceu ser o "verdadeiro"... experimentei logo a receita, e posso dizer-lhes que é fantástico!

Faço-o sempre, pois é daquelas coisas que não podem faltar, pelo menos duas vezes no ano!!!” Então, de pesquisa em pesquisa, lá conseguimos encontrar a verdadeira história da origem desta iguaria, foi no blogue http://asenhoradomonte.com/...

Ora vejamos:

A freguesia de Margaride pertence ao distrito do Porto. A povoação de Margaride foi elevada à categoria de vila de Felgueiras, por carta de D, Maria II, datada de Março de 1846.

O fabrico do pão de ló ou pão leve, em Margaride data de há mais de dois séculos proveniente de uma mulher chamada Clara Maria. Quando esta morreu a senhora que vivia consigo, Antónia Filix cujo sobrenome desconhece-se continuou a fabricar pão de ló, tendo em sua companhia Leonor Rosa que tinha ficado ao encargo e cuidado da sua patroa Clara Maria.

Leonor aqui viveu até aos 16 anos, tendo sido raptada e mais tarde veio a casar-se com o seu raptor. Nessa altura foi para a Lixa fabricar pão de ló.

A primeira fábrica de pão de ló, ou pão leve, de Leonor Rosa, foi montada numa casa, situada no lugar do Tanque, na povoação de Margaride, pois então ainda não tinha a categoria de vila, casa essa que foi demolida, onde está hoje uma casa grande de dois andares.

Mais tarde Leonor veio a casar pela segunda vez mudando-se para a residência do segundo marido, onde actualmente está instalada a fábrica de pão de ló de Margaride.

Anos mais tarde, Leonor Rosa ficou viúva e resolve casar-se com o marido da sua criada. Leonor Rosa da Silva falece a 9 de Julho de 1898, sem descendentes e instituiu como herdeiro o seu terceiro marido – Joaquim Luíz da Silva, por testamento datado de 12 de Julho de 1877.

Joaquim Silva ao falecer em 1909 deixa como seu herdeiro o seu irmão José Maria da Silva falecido em 1940. José Maria Lickfold da Silva herda, então, de seu pai a fábrica do Pão de Ló de Margaride – Leonor Rosa da Silva, Sucr.

Leonor Rosa durante mais de cinquenta anos de trabalho consegue tornar conhecido, em Portugal e no Brasil, o seu pão de ló de Margaride. Foram fornecedores da Casa Real.

pao lo.jpg

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Provérbios de Páscoa muito ligados à Meteorologia

 

É a saturação do Inverno, é o clamar por dias mais claros, quentes, luminosos…

 

DITOS.jpg

 

 

Se o Carnaval é na eira, a Páscoa é à lareira!

 

Entrudo borralheiro, Páscoa soalheira.

  

Não há Entrudo sem Lua Nova nem Páscoa sem Lua Cheia.

 

 

Sugestão de Culinária

 

Pão de Ló de Margaride

CULINARIA 1.jpg

Na foto aqui publicada, extraída daquela que é considerada uma "bíblia" da culinária - "Cozinha Tradicional Portuguesa" de Maria de Lourdes Modesto, pode ver-se um verdadeiro Põ de Ló de Margaride, com os carimbos que o caracterizam.

A receita

Ingredientes:

  • 19 gemas + 6 ovos inteiros
  • 500 g açucar
  • 250 g farinha
  • raspa de 1/2 limão
  • uma pitada de sal 

Preparação:

  • Bate-se os ovos com o sal , o açúcar e a raspa da casca de limão durante meia hora. Numa batedeira eléctrica bate-se durante 20 minutos.
  • Junta-se a farinha envolvendo-a bem na mistura de ovos.
  • Forra-se uma forma com 4 folhas de papel almaço, previamente untadas e deita-se dentro o preparado.
  • Leva-se a cozer durante aproximadamente 45 minutos em forno quente, 200º, coberto com uma folha de alumínio, ou o que será ideal, com uma forma igual, com o papel metido dentro da forma.
  • O autêntico pão-de-ló de Margaride é cozido em forno de lenha em formas de barro não vidrado. Estas formas constam de três tigelas, duas iguais e uma mais pequena, sendo esta colocada invertida no centro de uma das outras tigelas formando um cano. Depois de forrada com papel grosso, em quadrados sobrepostos, a massa é aí deitada, os bicos do papel virados para dentro e depois tapada com a outra tigela

CULINARIA 2.jpg

CULINARIA 3.jpg

CULINARIA 4.jpg

CULINARIA 5.jpg

Deliciem-se!

Pesquisa efectuada pela aluna da UGIRT - Ilda Sousa          

Fonte: http://delilicias.blogspot.pt/2013/03/pao-de-lo-da-zona-de-margaride.html

  

Poesia

Páscoa !

POESIA.jpg

 

Páscoa é renovação

É Vida !

É um tempo de renascer

É um novo ciclo, é a criação

Em êxtase, em metamorfose…

Páscoa!

Das flores, da reflexão…

Da paixão,

É Páscoa, um tempo novo

Uma esperança…

Um sorriso de criança!

É alegria…é tempo de bonança!

Há Sol e há Luz!

É tempo de pensar

Que ali…naquela Cruz

Sofreu JESUS…

Mas hoje é Páscoa !

ELE vive aqui…

No nosso coração!

 

           Poema coletivo - aula de Comunicação, na UGIRT

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

Fim de semana da Páscoa

 

Páscoa é a comemoração da Ressureição de Cristo para os Católicos.

Páscoa é a Renovação cíclica da Natureza, com ela vem a Primavera, renascem as flores, as árvores ganham cor e folhagem, são as roupagens da VIDA!

Páscoa é o início de um novo ciclo!

Na nossa terra, Rio Tinto, a Páscoa festeja-se com grande cerimónia!

Enfeitam-se as janelas , sai o compasso a visitar as ruas da freguesia, há uma grande azáfama…

As famílias juntam-se e as crianças ficam mais alegres, há Pão de –ló e amêndoas multicolores!

FDS 1.jpg

FDS 2.jpg

 Chegando à cripta da Igreja Matriz de Rio Tinto depois de efetuada a visita pascal pelas casas da freguesia.

 Fotos da Chegada das Cruzes da visita Pascal pela Freguesia de Rio Tinto, uma tradição secular!

 FDS 3.jpg

 As crianças cansadas mas felizes por participarem!

 

Foto da Semana

 

Marcas da ancestralidade de Rio Tinto…

FOTO 1.jpg

 

Caminhos no jardim… marcas de modernidade…

FOTO 2.jpg

 

publicado por IDADE MAIOR às 10:13

U3I.jpg

 Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Conto : O Conde (Romance)

    

     A Ti Ana Marmelo nasceu no lugar de Outeiros, mais especificamente na Rua do Pinhal, no ano 1885, nuns palheiros entretanto demolidos.

     O facto de sofrer de uma doença “de mal de pele” impediu que contraísse casamento.

     Era uma pessoa muito alegre e decidida. Organizava os patrões para as mulheres à jorna e os ranchos para a apanha da azeitona, desfolhagem do milho, vindima, tiragem da madeira, etc., nos quais era uma das grandes animadoras, cantava maravilhosamente à desgarrada e contava lindas histórias:

     “Era um Conde que tinha uma filha que sabia que a mãe andava metida com um outro Conde.

     Um dia quando o pai vinha para jantar, ela começou a dizer:

    

Filha:

       -Benvindo seja papá

       faça favor de se sentar

       tenho um conto muito bonito

       de maravilhas para lhe contar.

 

Conde:

         -Conta lá minha filha

         Até que o jantar vem para a mesa.

 

Filha:

       -Estando eu no meu tear

     tecendo seda amarela

       veio o Conde da Alemanha

       três filhos me levou dela.

 

Conde:

         -Deixa lá minha filha

         que ele é moço novo

         fez isso por brincar.

 

Filha:

       -Leve o diabo o seu brinquedo

     e também o seu brincar,

     já me puxou por um braço

     e à cama me quis levar.

 

Conde:

         -Que dizes!

         que estás dizendo!

         Vida muita não terá.

 

Mãe:

       -Ai minha filha

       altos gritos vão na forca!

 

Filha:

       -Cala-se lá minha mãe

       não ouça alguém na rua

       que a morte do senhor Conde

       bem pudera ser a sua.

 

Mãe:

 

     -Abençoado leite

     que tu em mim mamaste

     menina de quinze anos

     que da morte me livraste.

 

 Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Quem bem tece

Nunca se esquece.

 

 

Sugestão  de Culinária

 

Ensopado de peixe do rio

 

Coze-se um quilo de peixe do rio – achigã, bogas, barbo, etc. -, em água com sal, louro e cebola.

Num tacho prepara-se um refogado leve com um litro e meio de azeite, duas cebolas grandes cortadas ás rodelas finas, dois dentes de alho esmagados e deixa-se alourar.

Juntam-se então dois tomates sem pele e sem pevides, cortados aos cubos, seis bagas de pimenta preta, sal, uma folha de louro, um sumo de um limão, salsa e um copo de vinho branco.

Refoga durante cinco minutos antes de se acrescentar um pouco da água de cozer o peixe.

Sem ferver, junta-se o peixe a este molho, por alguns minutos, a tomar gosto.

Serve-se numa travessa sopeira onde já se colocaram fatias de pão fino e o peixe.

Deita-se o resto do molho e enfeita-se com batatas ás rodelas e um ramo de salsa, espalhado por cima.

 

Poesia

 

Teus montes debruados a rosmaninho,

a estevas, lebrinha e carqueja

são jóias expostas à inveja

dos corvos que por eles fazem ninho.

 

Das nuvens que em constante remoinho

ansiosas de alguém que as proteja

descansam neles como em velha igreja

onde tudo é calmo e a paz carinho.

 

Como é bom ver-te Ferreira, assim

emoldurada nessas lindas serras!

Onde o rio corre, a água canta,

o sol vem beijar-te de manhãzinha;

e a Catarina porque é Santa

abençoa o Zêzere que te fez Donzela!

 

              Sá Flores

  

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

SUPERCARROS

super carros.jpg

 

Depois dos (super)carros de sonho dos anos 30, olhamos este mês para alguns dos mais paradigmáticos e exclusivos super e hipercarros das 5 décadas compreendidas entre 1954 e 2004.

Um breve apontamento, necessariamente, onde se apresentam somente “carros de estrada”.

Desde os míticos Porsche – ah, o fabuloso Carreta GT de 2000… - e Lamborghini- dois modelos do início da saga (ambas as marcas hoje sob o grande chapéu e a batuta da Volkswagen), aos hiperexclusivos e “inalcançáveis” Bugatti (o modelo apresentado, o do renascimento das cinzas, antes da era Veyron) – e Pagani, passando pelos Panoz, Koenigsegg, Noble ou Spyker… nãosem que, entre outros, se comece por evocar o mítico Mercedes-Benz 300SL de 1954.

 

Foto da Semana

 

Escritora Risoleta Pedro, convidada pela nossa Universidade – aula aberta a todos os alunos e professores

10.JPG

10a.JPG

 

 

publicado por IDADE MAIOR às 09:55

 

Sugestão de Culinária

Receita de charlote de morangos

charlotte morangos.JPG

 

(Bolo grande)

 

1 kg lamberetes encomendados em confeitaria

500gr morangos maduros + separar alguns morangos para decorar a charlote

2 copos de vinho do porto (facultativo)

250 gr açúcar amarelo

4/5 pacotes de natas para chantilly

Açúcar a gosto para adoçar as natas

papel vegetal

 

A Charlote de morangos demora 3 dias a fazer

 

1º dia:

- Cortar os 500 gr em bocadinhos pequenos e misturar o açúcar amarelo. Deixar assim no frigorífico até ao segundo dia.

2º dia:

- Forrar uma forma grande com papel vegetal;

- Forrar a forma com os lamberetes (fundo e lados) tapando todos os buracos. Devem-se colocar os lamberetes dos lados primeiro e os do fundo seguram as paredes forradas;

- Molhar todos os lamberetes com vinho do porto ou com o molho dos morangos do dia anterior;

- Encher toda a forma com camadas: 1ª morangos e molho; 2ª chantilly; 3ª lamberetes cortados aos bocadinhos; e assim sucessivamente até chegar ao cimo;

- A última camada é sempre de lamberetes que deve cobrir todo o bolo;

- Voltar a molhar os últimos lamberetes com vinho do Porto ou com molho dos morangos;

- Deixar no frigorífico durante 24h.

3º dia:

- Retirar do frigorífico;

- Virar a charlote para um prato;

- Decorar com chantily e morangos. Levar ao frigorífico. 

Bom apetite!

 

Foto da Semana

 

agitar em bruxelas.jpg

 

publicado por IDADE MAIOR às 09:42

ugirt 1.jpg

ugirt 2.jpg

 

 

 

 

publicado por IDADE MAIOR às 09:37

Abril 2015
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
10
11

12
13
14
15
16

22
23
24
25

26
27
29
30


APOIO
LOGO PENELA
arquivos
subscrever feeds
mais sobre mim
ENTIDADE PROMOTORA
LOGO PT FUNDAÇÃO1
UNIVERSIDADE SÉNIOR DE PENELA
pesquisar
 
blogs SAPO