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Abr 15

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Esta semana optamos por contar a História do 25 de Abril

25 de Abril de 1974 

Revolução do Cravos em Portugal

 

Pouco após a meia-noite de 25 de abril de 1974 começou a soar na emissora católica de Lisboa a música até então proibida "Grândola, Vila Morena". Era o sinal combinado para o início do levante militar em Portugal.

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Na madrugada do dia 25 de Abril de 1974 Lisboa assistiu a um movimento militar inusual.

Homens e veículos avançam, através da noite, pela capital do império e vão ocupando, sem resistência visível, vários alvos estratégicos, com o objetivo de derrubar o regime vigente.

  

História do 25 de Abril de 1974

 

Os militares golpistas, auto denominado Movimento das Forças Armadas – MFA – são comandados, secretamente, a partir do Quartel da Pontinha, em Lisboa, por Otelo Saraiva de Carvalho, um dos principais impulsionadores da Acão.

A par das movimentações em Lisboa no  25 de Abril de 1974, também no Porto os militares tomam posições. São ocupados o Quartel-General da Região Militar do Porto, o Aeroporto de Pedras Rubras e as instalações da RTP na cidade invicta.

Aos homens da Escola Prática de Cavalaria de Santarém, comandados por Salgueiro Maia, coube o papel mais importante: a ocupação do Terreiro do Paço e dos ministérios ali instalados. A coluna de blindados vindos da cidade ribatejana chega a Lisboa ainda o dia não tinha despontado, ocupa posições frente ao Tejo e controla, sem problemas aquela importante zona da capital.

Mais tarde Salgueiro Maia desloca parte das suas tropas para o Quartel do Carmo onde está o chefe do governo, Marcelo Caetano, que acaba por se render no final do dia com apenas uma exigência: entregar as responsabilidades de governação ao General António Spínola, oficial que não pertencia ao MFA, para que “o poder não caía nas ruas”. O Presidente do Conselho, que anos antes tinha sucedido a Salazar no poder, é transportado para a Madeira e daí enviado para o exílio no Brasil.

Ao longo do dia  25 de Abril de 1974, os revoltosos foram tomando outros objectivos militares e civis e, pese embora tenham existido algumas situações tensas entre as forças fiéis ao regime e as tropas que desencadearam o golpe, a verdade é que não houve notícia de qualquer confronto armado nas ruas de Lisboa.

O único derramamento de sangue teve lugar à porta das instalações da PIDE (Polícia de Investigação e Defesa do Estado) onde um grupo de cidadãos se manifestava contra os abusos daquela organização e alguns dos agentes que se encontravam no interior abriram fogo, atingindo mortalmente 4 populares. Podemos concluir que o  25 de Abril de 1974 foi um golpe relativamente pacífico.

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Por detrás dos acontecimentos do  25 de Abril de 1974 estão mais de 40 anos de um regime autoritário, que governava em ditadura e fazia uso de todos os meios ao seu alcance para reprimir as tentativas de transição para um estado de direito democrático.

A censura, a PIDE e a Legião e a Mocidade Portuguesas são alguns exemplos do que os cidadãos tinham de enfrentar no seu dia-a-dia. Por outro lado, a pobreza, a fome e a falta de oportunidades para um futuro melhor, frutos do isolamento a que o país estava votado há décadas, provocaram um fluxo de emigração que agravava, cada vez mais, as fracas condições da economia nacional.

Mas a gota de água que terá despoletado a Acão revolucionária dos militares que, durante tantos anos tinham apoiado e ajudado a manter o regime, foi a guerra colonial em África. Com 3 frentes abertas em outros tantos países, Angola, Moçambique e Guiné-Bissau, os militares portugueses, passada mais de uma década, começavam a olhar para o conflito como uma causa perdida.

Internacionalmente o país era pressionado para acabar com a guerra e permitir a autodeterminação das populações das colónias. A falta de armas nas forças portuguesas era proporcional ao aumento de meios dos movimentos independentistas. Os soldados portugueses morriam às centenas a milhares de quilómetros de casa.

Todos estes fatores contribuíram para um descontentamento crescente entre as forças armadas, sobretudo entre os oficiais de patentes inferiores, o que levou à organização e concretização de um golpe militar contra o regime do Estado Novo.

25 de Abril de 1974 ficará, para sempre, na história como o dia em que Portugal deu os seus primeiros passos em direção à democracia. O 25 de Abril de 1974 ficou para sempre marcado na História de Portugal.

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Depressa e Bem…  Depressa e bem, há pouco quem!

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Este provérbio é muito curioso porque retrata fielmente o trabalho que cada um faz.

Para se terem produtos efetuados com qualidade, é preciso fazê-los com calma, bem pensados e estruturados, ou seja devagar, para se ter tempo para se pensar em todos os pormenores a corrigir para evitar falhas.

Tudo o que for feito à pressa, é muito provável que apresente falhas.

De acordo com a lei das probabilidades, se houver um trabalho com 99% de probabilidade de falha, há 1% que não será feito com falha e é a esse 1%, a minoria, que este provérbio se refere: é rara a pessoa que faz tudo bem se for feito à pressa.

Por isso, tudo o que seja feito, mais vale ser feito com calma, para sair tudo certo.

 

Sugestão de Culinária

 

Bacalhau à Liberdade

Ingredientes:

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2 postas de Bacalhau

150 ml de azeite

Farinha q.b.

6 batatas médias cortadas em rodelas finas

2 cebolas cortadas em meias-luas

2 dentes de alho esmagados

Salsa picada q.b.

Azeitonas pretas q.b.

 

Preparação:

Secam-se as postas de bacalhau com um pano e passam-se por farinha.

Levam-se a fritar de ambos os lados em 50 ml de azeite bem quente.

Descascam-se e cortam-se as batatas em rodelas finas. Fritam-se em óleo bem quente e colocam-se sobre papel absorvente para retirar o excesso de gordura.

Retiram-se as postas de bacalhau para o prato de servir.

Num tacho leva-se ao lume o restante azeite, as cebolas e os alhos e deixa-se refogar mas sem deixar alourar muito.

Dispõem-se as batatas em torno do bacalhau. Rega-se o Bacalhau com o azeite e as cebolas.

Se preferirem podem decora-se com um pouco de salsa picada e azeitonas.
  

Poesia

 

25 de Abril

 

Esta é a madrugada que eu esperava 

O dia inicial inteiro e limpo 

Onde emergimos da noite e do silêncio 

E livres habitamos a substância do tempo 

                                                    Sophia de Mello Breyner Andresen,

                                                     in 'O Nome das Coisas' 

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

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Foto da Semana

 

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publicado por IDADE MAIOR às 15:04

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