UNIVERSIDADES SÉNIORES: ACONTECIMENTOS, TRABALHOS, ETC.

29
Mai 15

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Lenda do Pedro Sem

A torre medieval que se encontra diante do antigo Palácio de Cristal, no Porto, é ainda hoje conhecida por Torre de Pedro Sem.

A história diz que essa torre pertencia a Pêro do Sem, doutor de leis, jurisconsulto e chanceler-mor de D. Afonso VI, no século XIV.

Mas a lenda remete para uma data posterior, no século XVI, a existência de um personagem Pedro Sem que vivia no seu Palácio da Torre.

Possuindo muitas naus na Índia, Pedro Sem era um mercador rico mas não tinha títulos de nobreza, o que muito o afetava. Era também usurário, emprestando dinheiro a juros elevados, à custa da desgraça alheia, enquanto vivia rodeado de luxo.

Estavam as suas naus a chegar, carregadas de especiarias e outros bens preciosos, quando a sua máxima ambição foi realizada através do seu casamento com uma jovem da nobreza, em troca do perdão das dívidas de seu pai.

Decorria a festa de casamento, que durou quinze dias consecutivos, quando as naus de Pedro Sem se aproximaram da barra do Douro.

O arrogante mercador acompanhado pelos seus convidados subiu à torre do seu palácio e, confiante do seu poder, desafiou Deus, dizendo que nem o Criador o poderia fazer pobre.

Nesse momento, o céu que estava azul deu lugar a uma grande tempestade! Pedro Sem assistiu, impotente e encharcado pela chuva, ao naufrágio das suas naus.

De seguida, a torre foi atingida por um raio que fez deflagrar um incêndio que destruiu todos os seus bens. Arruinado, Pedro Sem passou a pedir esmola nas ruas, lamentando-se a quem passava: "Dê uma esmolinha a Pedro Sem, que teve tudo e agora não tem...".

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

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Lágrimas de Crocodilo

É uma expressão bastante usada para se referir a choro fingido. O crocodilo, quando ingere um alimento, faz forte pressão contra o céu da boca, comprimindo as glândulas lacrimais.

Assim, ele "chora" enquanto devora uma vítima.  

 

 

Sugestão de Culinária

 

Queijadas de Cenoura

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Ingredientes:

500 gr de Cenouras

2 Ovos

180 gr Açúcar

30 gr de Manteiga

80 gr de Farinha

Uma Pitada de Raspa de Limão

Uma Pitada de sal

 

Preparação:

Comece por cozer as cenouras em bastante água com uma pitada de sal, deixe cozer até as cenouras ficarem bem cozidas.

Depois escorra e cria um puré com a varinha.

Separe as gemas e claras, as gemas junta ao puré e as claras bate em castelo.

Junte o açúcar, a raspa e a manteiga ao puré e bata bem até ficar tudo bem incorporado.

Depois peneire a farinha para dentro da mistura e mistura bem.

Por fim envolva as claras em castelo na mistura e deite estas dentro de forminhas.

Pré-aquece o forno a 200ºC, leve ao forno por uns 35 minutos até ficarem bem douradinhas e cozidas.

 

Poesia

 

Não Tenhas Medo!

 

AMIGO! Não tenhas medo!...

Voz da vida é um segredo

que todos vamos ouvir…

Tarde ou cedo, não importa,

se o ouvires bater à porta ,

dá-lhe um abraço, a sorrir.

                       

Que importa o tempo passar…

Se aprenderes a confiar

não existe a escuridão;

Na força do teu querer,

Ninguém poderá vencer

a Lei da própria razão.

                       

Na razão há o elemento,

que supera o sofrimento

e alivia a cruz de alguém;

Se o Homem é rico Ser,

tem com certeza o saber

mais Nobre que a vida tem.

 

                                                      Ferreira da Costa

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

Igreja de São Francisco

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O Museu da VOTSFP é constituído pela Igreja Monumento de São Francisco e a Casa do Despacho, com o respetivo Cemitério Catacumbal. 

A Igreja Monumento de São Francisco foi classificada como Monumento Nacional em 1910, e património mundial em 1996 pela UNESCO, estando inserida na zona histórica do Porto. 

A obra iniciada em 1245, é hoje um espaço de arte sacra que se dedica a acolher visitas escolares e turísticas. Também no seu interior se realizam frequentemente concertos de música clássica.

É assim designada uma Igreja-Museu.  A Igreja de São Francisco foi sendo sucessivamente enriquecida, a ponto de ser hoje considerada um dos mais ricos e belos repositórios de talha dourada de Portugal. 

O que mais surpreende é a riqueza barroca dos revestimentos a talha, trabalhados desde o século XVII a meados do século XVIII, demonstram o trabalho excepcional dos entalhadores portuenses.

Foi esta exuberância de dourado que levou o conde de Raczinsky, a descrevê-la como "Igreja de Ouro".

E, deslumbrado acrescenta: "A talha desta Igreja é de uma riqueza e de uma beleza que ultrapassa tudo quanto vi em Portugal e em todo o mundo".

Uma das particularidades desta Igreja vem precisamente deste singular contraste de ornamentação luxuriante das talhas com a austeridade da estrutura gótica. 

A Casa do Despacho que fica localizada em frente à igreja monumento, começou a ser construída em 1726 sob o risco de Nicolau Nasoni.

O seu interior é composto por, Sala de Sessões, Sala do Tesouro, Sala exposição e Cemitério Catacumbal onde estão expostas ossadas.

 

Foto da Semana

 

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 I Gala de Danças Regionais em Gondomar

publicado por IDADE MAIOR às 15:30

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

Um Conto baseado nas Lendas tradicionais da minha terra

     Todas as histórias e tal como esta começavam por Era uma vez. Num lugar chamado Vale do Sacho, onde existe uma estrada, com entroncamento, na qual, segundo os meus avós e familiares, contavam que certas noites à meia noite em noite de luar havia um encontro entre uma porca a roncar acompanhada de muitos pintos, os quais piavam ao lado daquela mãe emprestada, parando naquele sítio depois de andar por montes e vales e por outros lados: pinhais e matos. Andaria uma galinha seguida dos porquinhos os quais, ao lado da mãe galinha, iam grunhindo e caminhavam sempre para o dito encontro onde à meia noite iria aparecer um cão grande. Ali encontravam-se aquelas famílias de animais trocados fazendo alarido entre porcos, galinhas e pintos, ficando tudo à briga. Levantando-se uma enorme nuvem de pó toda a bicharada desaparecia no ar. Saindo da nuvem de pó que se levantava um homem que aparecia do chão. O homem, ao levantar-se, via o diabo que vinha a chegar de Ferreira. Estivera no baile onde as pessoas diziam que no baile que tinha havido até de manhã havia no chão do salão só as patas do diabo, pois ele aproveitava para ir ao club ver as jogatinas que ali se faziam. O homem não pensou duas vezes montou o diabo e aí vai ele correndo todas as encruzilhadas da freguesia seguindo pela estrada dos Casais direito à casa do homem onde atirando-o para o chão o deixou como morto. Ao acordar encontrou-se ao pé da enxada pronto para ir trabalhar.

     Estas histórias tinham o fim de assustar as crianças para não abalarem para onde não deviam e não demorarem quando íam fazer os recados aos pais. O homem acordado - ao raiar do Sol - indica que todos tinham de ir trabalhar após as noitadas.

   Hoje passados tantos anos, parece-me que ainda estou a ouvir a minha avó Emília e madrinha a contar estas histórias que à luz dos dias de hoje não dão para acreditar. Mas, as crianças daquele tempo ficavam sempre com medo ao passarem pelos sítios onde havia estes encontros. Passavam sempre a correr, sem descanso rumo a casa onde ficavam em paz. Nesse tempo só havia luzes pelos caminhos a passear, não havia telemóveis.

 Maria Emília Pires, aluna da Universidade da Terceira Idade de Ferreira do Zêzere

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Água mole em pedra dura

Tanto bate até que fura

 

Sugestão de Culinária

 

Cachola de Porco

 

Cortam-se quinhentos gramas de redenho e leva-se num tacho, ao lume, a derreter.

Retiram-se em torresmos.

Cortam-se, em pedaços, setecentos e cinquenta gramas de carne magra de porco, duzentos gramas de fígado, cem gramas de baço que se deitam na gordura, bem quente.

Junta-se então, quatro dentes de alho bem picado, uma folha de louro, uma malagueta, duas colheres de sopa de caldo de pimentão, dois cravinhos, uma colher de cominhos e sal.

Deixa-se cozer.

Quando apura, rega-se com vinho branco, sangue de porco (que foi mantido líquido, desde a matança, com vinagre e sal).

Podem adicionar-se batatas no molho, que poderão acompanhar a cachola.

  

Poesia

 

Sou da serra sou serrana

Gosto de ouvir o vento soprar

Gosto muito da minha aldeia

E ver na serra a nevar

 

Gosto de olhar as estrelas

De ver o seu cintilar

A iluminar toda a terra

Quando a Lua a vem beijar

 

As rosas e o jasmim

Muito gosto de os cheirar

A serra é o meu enleio

Mas também gosto do mar

 

O sussurrar das ondas me envolve

Sua maresia me acalma

Quando dele estou perto

Tudo cerca a minha alma

 

Mas Ferreira onde me encontro

Tem muito de me encantar

Tem tojos e rosmaninhos

E o rio zêzere a deslizar

      

                                              Maria do Carmo Carvalho Francisco

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

  

Conferência “A (In)Sustentável Urgência da Ética”( Conferências )

O processo de globalização económica e financeira em curso ameaça os Fundamentos da democracia, ao devorara coesão social e a solidariedade inter e intrageracional.

Torna-se, pois, imperioso e urgente que a defesa do Bem Comum seja levada a cabo com elevados padrões éticos.

É neste contexto que no próximo dia 30 de Maio, o Senhor Doutor António Bagão Félix, referência incontornável e um dos mais destacados e sublimes defensores do primado da ética nas relações sociais, económicas e financeiras, proferirá uma conferência subordinada ao tema

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"A (IN)SUSTENTÁVEL URGÊNCIA DA ÉTICA"

 

 Foto da Semana

 

Seminário sobre prevenção Rodoviária para um público Sénior, realizado em colaboração com GNR de Tomar e o comandante do posto da GNR de Ferreira do Zêzere

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publicado por IDADE MAIOR às 15:07

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Lenda: O Tesouro

  

A pombeira é o nome dado a uma pequena povoação situada junto ao rio Zêzere, a dois passos da Lendária Capela de S. Pedro e a meia dúzia de quilómetros da Vila de Ferreira do Zêzere.

     Tratava-se de uma reduzida zona rural, de escassa população e de difíceis acessos, situação que obrigava os locatários a terem de angariar meios de subsistência pelos arredores, que por sua vez também não eram muito férteis em postos de trabalho.

     Vivia-se, portanto, com algumas carências e dificuldades por aqueles sítios.

     Mas, talvez devido ao bom peixe que apanhavam no rio, ao excelente mel que por ali se produzia e bom clima existente, as pessoas eram saudáveis, audaciosas e sonhadoras…

     Conta-se que um pombeirense cheio de filhos vivia muito preocupado com a difícil situação do seu dia a dia. Pensava, pensava muito, mas não arranjava trabalho nenhum, nem qualquer outro meio que o ajudasse a resolver os seus problemas.

     Religioso como era, não faltava a missa que se efectuasse na capelinha do S. Pedro e nunca se deitava sem fazer as suas orações.

     Segundo a Lenda, esse senhor uma noite sonhou com um tesouro, com muito dinheiro, muito dinheiro! Ouvindo simultaneamente uma voz que dizia:

     “-Vai a Santarém que de lá te vem.”

     O sonho repetiu-se por três noites a fio, e tal como manda a sabedoria popular ele não o revelou, pois se assim não procedesse, o sonho não se realizaria.

     Sem dizer nada á mulher nem a ninguém, mete-se ao caminho a pé, demorando cerca de três dias e outras tantas noites para chegar a Santarém.

     Quando chegou e depois de andar por ali ás voltas, ás voltas, e passados que eram já dois dias, caiu em si e pensou:

     -Mas que ando eu para aqui a fazer! Não conheço nada da cidade, e também não tenho nenhum sítio para me dirigir em especial, mas que burro que eu fui em vir para aqui!

     E, de certo modo desesperado e desiludido, sentou-se cabisbaixo num banco de jardim situado no extremo daquela cidade.

     -O senhor parece estar aborrecido.

     Estremeceu, tal não era o seu estado que nem tinha dado pela presença do sujeito que se lhe estava a dirigir.

     -É verdade, senhor, a vida não me corre nada bem, ando para aqui… olhe ando para aqui a fazer não sei o quê.

     -Então somos dois, eu também ando por aqui farto de pensar onde ficará uma localidade chamada Pombeira e qual será o caminho para lá.

     -A Pombeira e o caminho para lá, mas para quê?

     -É que uma noite destas sonhei que havia lá um tesouro e eu queria ir lá procurá-lo.

     -Mas na Pombeira em que sitio?

     E quando o homem lhe revelou o local, o pombeirense aí vai a caminho da sua terra, indo descobrir o tesouro tal qual o outro tinha sonhado, ali, mesmo junto da sua própria casa. E conforme ia arrecadando as moedas de ouro, balbuciava:

     -Afinal, foi a Santarém que eu fui bem!

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Em casa deste homem

Quem não trabalha não come.

 

Sugestão de Culinária

 

Coelho à Padre Sebastião - Receita tradicional

 

Tempera-se o coelho já limpo e partido aos bocados, com sal, alho, pimenta e bastante vinho branco.

Deixa-se marinar por algum tempo, neste tempero.

Frita-se, de seguida, em banha ou manteiga e um pouco de azeite.

Coze-se muito bem, num tacho, com cebola, acrescentando água sempre que necessário.

 

 

Poesia

 

O quanto te quero

É tanto

Que até no meu leito

Estás presente!

 

Dali,

Através de um horizonte,

Salpicado de pinheiros e olivais

Parecendo pombas brancas,

Vejo as tuas Catedrais:

 

As paredes que são livros

As pedras que sabem ler

As lágrimas dos velhos lírios

P´lo teu jardim a correr;

 

As letras que tangem vida

A fonte onde vais beber

A tua praça florida

Onde eu quero adormecer!

                                                                                    Sá Flores

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

A Gruta-Povoado da Avecasta

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O sítio arqueológico da Avecasta situado no distrito de Santarém, concelho de Ferreira do Zêzere, freguesia de Areias, junto à povoação que lhe dá o nome, constitui um monumento de interesse único em Portugal.

 

A vasta gruta abobadada, a dolina associada que lhe dá acesso pelo noroeste, e a envolvente da colina que a íntegra, deram suporte a um importante povoado que remonta ao Neolítico, mas que se prolonga no tempo de uma forma quase contínua até ao fim da Idade Média, no que se poderá considerar uma das mais longas e bem conservadas sequências estratigráficas de “antigas” culturas e habitats em Portugal.

 

O enorme interesse arqueológico da Avecasta resulta da conservação excepcional das estruturas das várias aldeias sobrepostas, cujos vários horizontes de ocupação (solos, pavimentos, alicerces, muros, lareiras, outras estruturas domésticas, muito espólio utilitário e dejectos) foram sucessivamente selados e preservados por camadas de argila fina.

 

Estas raras condições, potenciadas por uma Arqueologia contextual e multidisciplinar, poderão permitir uma reconstituição rigorosa do espaço de habitat e do modo de vida doméstico destas antigas populações. Por outro lado, a óptima preservação dos materiais de origem orgânica (ossos, conchas, sementes, carvões, grãos de pólen e outros micro e macrofósseis) viabiliza o estudo da evolução do impacte ecológico destas comunidades na paisagem envolvente e dos seus padrões de exploração e ruralização do território.

 

Foto da Semana

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 Alunos e professores numa visita guiada ao Laboratório Chimico, na Universidade de Coimbra.

publicado por IDADE MAIOR às 14:24

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

O Senhor dos Matosinhos

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Segundo a tradição, a imagem do Senhor de Matosinhos é uma das mais antigas de toda a cristandade.

A lenda diz que esta imagem foi esculpida por Nicodemos, que assistiu aos últimos momentos de vida de Jesus, sendo por isso considerada uma cópia fiel do seu rosto.

Nicodemos esculpiu mais quatro imagens mas esta é considerada a primeira e a mais perfeita. A imagem é oca porque nela teria Nicodemos escondido os instrumentos da Paixão e, nesses tempos de perseguição, os objectos sagrados eram escondidos ou atirados ao mar para escaparem à fogueira.

Nicodemos atirou a imagem ao mar Mediterrâneo, na Judeia, e esta foi levada pelas águas, passou o estreito de Gibraltar e veio dar à praia de Matosinhos, perdendo na viagem um braço.

A população de Bouças ergueu-lhe um templo e designou a imagem por Nosso Senhor de Bouças, venerando-a durante 50 anos pelos seus muitos milagres.

Mas um dia, andava uma mulher na praia de Matosinhos a apanhar lenha para a sua lareira, quando encontrou um pedaço de madeira que juntou aos restantes.

Em casa, lançou-o ao fogo mas este pedaço saltou da lareira não só da primeira, mas como de todas as vezes que ela o tentava queimar.

A sua filha, muda de nascença, fazia-lhe gestos desesperados para que dizer qualquer coisa e, por fim, balbuciou, perante o espanto da mãe, que o pedaço de madeira era o braço de Nosso Senhor das Bouças. Assombrada pelo milagre a população verificou que o braço se ajustava tão bem à imagem que parecia que nunca dela se tinha separado. No século XVI, a imagem foi mudada para uma igreja em Matosinhos, construída em sua honra, ficando a ser conhecida por Nosso Senhor de Matosinhos. 

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Farinha do mesmo saco

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“Homines sunt ejusdem farinae” esta frase em latim (homens da mesma farinha) é a origem dessa expressão, utilizada para generalizar um comportamento reprovável.

Como a farinha boa é posta em sacos diferentes da farinha ruim, faz-se essa comparação para insinuar que os bons andam com os bons enquanto os maus preferem os maus.

 

Sugestão de Culinária

 

Rolinhos de Fiambre com Legumes

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Ingredientes:

200g de Fiambre da Perna Extra; 

2 cenouras; 

2 courgettes; 

4 colheres (sopa) de azeite; 

Sal q.b.

 

Preparação:

Descasque as cenouras e corte-as em palitos. 

Retire as extremidades às courgettes e corte-as também em palitos.

Leve os palitos de cenoura a cozer em água temperada de sal durante 5 minutos, junte depois a courgette e deixe cozer mais 5 minutos. 

Depois escorra, deixe arrefecer os legumes e regue-os com o azeite. 

Faça pequenos molhinhos de cenoura e courgette e enrole-os numa fatia Fiambre da Perna Extra Primor dobrada ao meio. 

Sirva decorado a gosto.

 

Poesia

 

Senhor dos Matosinhos

 

Pom pom.......

Da chidade da birgem os dois

Nós biemos à dias para cá

A biagem foi bom mas depois

Ninguém biu o que a gente biu já

 

Dizem que lá por Lisboa

A bida é boa, boa bai ela

Mas só se beêm p'las ruas

Catraias nuas, ó lariló lé las

 

Por isso como em Paranhos

Há paus tamanhos que é de 'spantar

Na Baixa ou no Arrebalde

São de ramal os paus no ar

 

Refrão

Oh! Shenhôr dos Matosinhos

Oh! Shenhôra da Boa-Hora

Enshinai-nos os caminhos

P'ra desandarmos daqui p'ra fora.

 

Pom pom . . .

 

Sant' Antoninho da Estrada

Não digas nada, de tudo isto

Quinté já sinto ingonias

Das porcarias que tenho bisto

 

Ind' ontem ali na abenida

Uma astrebida de perna à bela

Quis m' agarrar na mãozinha

Mas coitadinha lebou com ela

 

Refrão

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

  

Visitar a Festa da Nossa Senhora dos Matosinhos

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Durante cerca de três semanas de festividades religiosas e atividades lúdicas, culturais e desportivas, milhares de lâmpadas iluminam o espaço da festa e a Igreja do Bom Jesus de Matosinhos, obra do arquiteto Nasoni, de onde sai uma grandiosa procissão ao Senhor do Padrão.

A Festa do Senhor de Matosinhos é um dos momentos altos entre as romarias do concelho e do norte do país! 

Bandas de música animam as ruas e os tradicionais coretos, recordam-se lendas e tradições, divulgam-se os receituários gastronómicos de peixes e de mariscos e os céus enchem-se de fogo-de-artifício.

É o evento ideal para quem quer provar um pouco da tradição da cidade de Matosinhos.

Em 2015 o feriado oficial é no dia 26 de maio.

 

Foto da Semana

 

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 Visita às Caves da Raposeira em Lamego

Aproveito para deixar um vídeo da atuação do nosso Grupo de Danças Regionais na Santa Casa da Misericórdia de Gondomar.

 https://www.youtube.com/watch?v=p0mR_M4lCgg

 

publicado por IDADE MAIOR às 13:57

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Conto  A Consulta

  

O doutor Mendes Ferreira foi das ressoas mais ilustres nascidas no Concelho de Ferreira do Zêzere.

     Figura eminentemente reconhecida no estrangeiro e também com referências dos seus feitos de médico e humanista por muitos dos principais hospitais portugueses.

Não é pretensão minha, nem teria cabimento aqui num simples conto, fazer-lhe as merecidas referências, nem dar-lhe os justíssimos elogios. Vou apenas falar de um episódio que com ele tive oportunidade de compartilhar.

É pensamento corrente que o doutor Mendes Ferreira era tão ilustre como simples e popular, daí que sejam inesgotáveis as narrações com ele relacionadas.

     Se é verdade que quando operava só falava em serviço e sem nenhum sentido de humor, fora era totalmente diferente, gostava de uma boa anedota e de uma boa prova de vinho, não podendo á sua volta haver tristezas.

     Por ele protegido durante a pior fase de doença da minha vida, senti necessidade de o consultar, desconhecendo na altura o parentesco que ainda nos ligava.

     Tinha deixado os hospitais há pouco tempo; a guerra, as enfermarias, a deficiência, estava tudo muito fresco, chocavam permanentemente com o meu grande desejo de viver!

     Recebeu-me numa das suas residências de campo, situando no lugar do Castelo em Ferreira do Zêzere.

     Depois do olá habitual com a sua voz extremamente roca, de me ter colocado a mão nas costas e conduzido até à sala, num ápice, e muito naturalmente, baixou-me as pálpebras, olhou para dentro dos olhos, viu-me a língua e a polpa das unhas e começou a servir-me um conhaque.

     -Desculpe senhor doutor, mas eu não posso beber.

     -Não podes porquê?

     -Porque quando eu saí do hospital o médico disse para eu não beber.

     -E tu perguntaste-lhe se ele também não bebia? Ora, ora, vamos lá beber isso tudo.

     E enquanto eu algo timidamente ia saboreando aquele maravilhoso néctar totalmente desconhecido das minhas papilas, ele continuou:

     -os médicos, meu Deus, os médicos! Olha, cheguei há dois dias da Suíça onde fui consultar um sobre a minha garganta. O tipo foi horroroso, pura e simplesmente horroroso. Vê lá tu que depois de me ter examinado se vira para mim e diz:

     «-O colega sabe que tem um cancro?»

     -Senti o sangue gelar-se-me e o corpo paralisar, se tivesse ali uma pistola tinha-lhe dado um tiro. É incrível, dizer-me aquilo assim, a seco, sem mais nada. Um médico, la por saber muito, não pode ser um carrasco. Que diabo, um doente é para além de tudo um ser humano, e tem de se saber como trata-lo e como lidar com ele. –Já bebeste tudo?

     -Já sim, senhor doutor.

     -E que tal?

     - Oh senhor doutor, é óptimo!

     -Não é isso rapaz, como é que te sentes?

     -oh senhor doutor, mais quente, parece que até o sangue circula melhor!

     -E engordar, quando é que tu engordas’

     -Senhor doutor também não posso fugir à dieta.

     -Dieta, que dieta?

     -Galinha corada e fígado grelhado.

     -Ora, ora. Deixa ver o copo para irmos embora.

     Estávamos sós, naquele momento ele ausentara-se, dando-me assim oportunidade de pensar no que ele havia dito.

     Ir embora? E a consulta e a receita? Não, não, não podia ser, eu queria a consultas.

     -Pronto, vamos lá.

     -Senhor doutor, mas eu…

     -Sim, já vamos ver disso.

     Chegados á rua e depois de entramos no carro conduzido por ele, pensei que me iria levar para o hospital afim de fazer ali a tal revisão que eu desejava.

     Mas, quando dou por mim, estava no Salgueiral, em casa do senhor Joaquim António, que já estava á sua espera e se apressou a abrir-lhe a porta do carro e a recebê-lo.

     -Trago companhia!

     -Senhor doutor, a casa é modesta e pequena, mas cabemos cá todos.

     Eu estava confuso, boquiaberto com tudo aquilo, mas não dei parte de fraco, integrei-me num pequeno grupo formado pela família do senhor Joaquim e alguns amigos que aguardavam a chegada do doutor Mendes.

     Passámos então por um portão, por um pequeno pátio e por uma porta, sempre envolvidos por forte latir de cães, que chegavam mesmo a afiar os seus dentes quando nos viam próximo do seu improvisado canil.

     -Sentem-se, façam favor de se sentar.

     Estávamos na adega e o senhor Joaquim convidava-nos a ocuparmos o respectivo ligar numa tábua corrida, suportada por uns tijolos e forrada por uma manta de “trapos”, colocada junto de uma improvisada e tosca mesa, que tinha em cima, dentro de vários pratos, chouriço, presunto, queijo, broa de milho e vinho, tudo regional.

     Cada um começou a petiscar do que mais gostava, enquanto se iam ouvindo pequenas larachas encabeçadas pelo doutor Mendes, que era o rei da festa e o mais desinibido:

     -olha rapaz, tudo isto que está aqui é para se comer e beber, ouviste?

     -Sim, sim, senhor doutor, é isso que estou a fazer.

     E que bem que me estava a saber tudo aquilo! Havia eternidades que pela minha boca não passava coisa igual…

     -Então, ó Joaquim, quando é que vem esse coelho á vilão? Se demoras muito volto a colocar-te aí as hérnias.

     -Vai já, vai já, doutor. Isso lá das hérnias é que não, bendita a hora em que o senhor me pôs a mão.

     E pelo murmurinho fiquei a saber que aquele convívio fora prometido pelo senhor Joaquim ao doutor aquando da operação às hérnias.

     -Eh caramba, já cheira, já cheira!

     -O doutor desculpe lá demora, mas isto tem de ser feito na hora, para ser comido quentinho.

     E por cimo da mesa começaram a aparecer travessas repletas de coelho bravo grelhado e temperado com um molho feito à base de rosmaninho e outras ervas do segredo do senhor Joaquim.

     -Eh Joaquim, onde é que tu foste descobrir esta maravilha?

     -Isso é a comida dos caçadores. Quando andamos por lá e como não há muito tempo a perder, é matar, tirar a pele, grelhar, pôr o molho e comer.

     Era na verdade uma verdadeira maravilha, eu não conhecia “o coelho ao vilão”, mas era realmente delicioso.

     Quem parecia uma dobadoura, era o senhor Joaquim, não parava, ora trazendo travessas e molhos, ora descendo e subindo a escada que dava para o subterrâneo, onde ia buscar as garrafas com vinho especial da sua colheita.

     E, já no final, por entre os acordes de uma viola misturados com o canto de umas baladas, o doutor Mendes aproximou-se de mim:

     -Então rapaz, estás a gostar da consulta?

     -Imenso senhor doutor! A partir de agora não mais quero outro médico.

     Na verdade, aquele convívio tinha-me restituído a confiança, feito acreditar que podia comer de tudo, que a minha doença naquela altura não passava de um problema psíquico.

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Quem não trabuca

Não manduca.

 

 

Sugestão de Culinária

 

Cachola de Porco - Receita popular

 

Cortam-se quinhentos gramas de redenho e leva-se num tacho, ao lume, a derreter.

Retiram-se em torresmos.

Cortam-se, em pedaços, setecentos e cinquenta gramas de carne magra de porco, duzentos gramas de fígado, cem gramas de baço que se deitam na gordura, bem quente.

Junta-se então, quatro dentes de alho bem picado, uma folha de louro, uma malagueta, duas colheres de sopa de caldo de pimentão, dois cravinhos, uma colher de cominhos e sal. Deixa-se cozer.

Quando apura, rega-se com vinho branco, sangue de porco (que foi mantido líquido, desde a matança, com vinagre e sal).

Podem adicionar-se batatas no molho, que poderão acompanhar a cachola.

 

 

Poesia

 

Podias ser rosmaninho

Uma acácia preciosa

Um lindo botão de rosa

Passeado em trenzinho.

 

Ter de cara um bom palminho

Vida liberta e airosa

E p´ra menina famosa

Não te faltar um pouquinho.

 

Mas eis que o mundo interesseiro

No teu leito penetrou

E a tua vida transformou

Em pesar, em duro drama

Que foste cardo e lama

O mais poluído ribeiro!

 

                                                                                                                 Sá Flores

 

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

Táxis do mundo na Biblioteca

Durante este mês estão expostas na Biblioteca Municipal de Ferreira do Zêzere 25 miniaturas de táxis de vários pontos do mundo.

Mais uma parte da coleção do Eng. Rui Simões

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Foto da Semana

 

Alunos e professores numa visita guiada ao Museu da Ciência, na Universidade de Coimbra.

 

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publicado por IDADE MAIOR às 13:06

 

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Canedo, freguesia do Concelho de Ribeira de Pena, localiza-se no vale do Rio Beça, estendendo-se até ao Tâmega, entre os montes de Lesenho a Norte, Santa Comba a Nascente, e Alto do Pinheiro a Poente. Detentora de uma área de 39,46 quilómetros quadrados a freguesia de Canedo é formada pelos lugares de Alijó, Canedo, Penalonga e Seirós, tendo como freguesias limítrofes Vilar de Porro, Viveiro, Santa Marinha, Fiães do Tâmega. Curros, Covas do Barroso, Codeçoso e Parada de Monteiros.

É a freguesia mais afastada da sede do concelho, da qual dista cerca de 25 quilómetros.

O povoamento do território que atualmente constitui a freguesia iniciou-se bem cedo, como se comprova com os vestígios de um reduto castrejo, lusitano ou romano, em Penalonga. Nesta povoação destaca-se ainda um enorme penedo, provavelmente pré-histórico. Os naturais deste lugar dizem que o topónimo Penalonga se deve àquela pedra, uma vez que o primeiro elemento do termo – “pena” – tem o sentido de fortificação.

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

"Não diga tudo quanto sabes

não faças tudo quanto podes

não creias em tudo quanto ouves

não gastes tudo quanto tens

 

porque

quem diz tudo quanto sabe

quem faz tudo quanto pode

quem crê em tudo quanto ouve

quem gasta tudo quanto tem

 

muitas vezes

diz o que não convém

faz o que não deve

julga o que não vê

gasta o que não pode"

 

Sugestão de Culinária

 

Leite Creme Torrado

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Material necessário:

2 tachinhos;

1chávena ou tigelinha;

1 colher de pau;

1 frasco para arrumar as claras que ficarão para outra preparação.

 

Ingredientes:

0,5 l de leite;

150 gr de açúcar;

1 colher (sopa) de maisena;

1 casquinha de limão;

3 gemas de ovo;

canela para polvilhar ou açúcar para queimar, ou ainda caramelo liquido para deitar por cima.

 

Preparação:

Faça ferver o leite com a casquinha de limão e ponha de parte.

Num tachinho, e utilizando uma colher de pau, misture o açúcar e a farinha maisena; em seguida, e continuando a mexer com a mesma colher, vá juntando o leite aos pouquinhos de cada vez e mexendo sempre.

Quando estiver tudo misturado, leve ao lume, sem parar de mexer, espere que ferva e, quando ferver, retire do lume.

Deite as 3 gemas numa tijela ou numa chávena e, aos pouquinhos, junte-lhes algum creme mexendo sempre com uma colher para não deixar cozer as gemas.

Quando tiver a chavena mais de cheia, despeje-a no creme mas devagarinho e sem parar de mexer.

Leve de novo ao lume mas não deixe ferver; é só aquecer bem e deixar cozer as gemas.

Retire então do lume, deite em tacinhas ou apenas numa taça (como eu fiz) e deixe arrefecer.

Só depois de frio é que se deita por cima o açúcar que é queimado com o ferro. Ou então deite-lhe por cima caramelo liquido ou a canela.

A casquinha do limão é retirada antes de deitar o creme na taça.

Nota: O leite não engrossa logo com a maisena, só depois que se adicionam as gemas é que fica com a textura final.

 

Poesia

 

Boa Tarde, boa noite

Povo desta freguesia

Este grupo d´amigos

Saúda-vos com alegria

Ó linda eu vou me embora

Ó linda eu vou eu vou

Dá vida a quem te deu vida

Matar a quem te matou

Rapazes e raparigas

Iam todos para a roda

E lá todos entre amigos

Dançavam aquela moda

Aquela saia de chita

Que juntava a roda atrás

Vestida só ao domingo

Para agradar aos rapazes

Lindos cabelos pretos

Penteados a mar alto

Querem os teus lindos olhos

Cabelos pretos não faltam

Tenho dentro do meu peito

Recordações de outro tempo

Recordar é alegria

Tristezas levas o vento.

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

A  nossa caminhada inicia-se junto ao Lar da Aldeia de Vilarinho em Mondim de Basto.

Percorrendo todo o Campo do Seixo onde os garranos correm livres nesta bela floresta e com vista para o Monte Farinha (lugar onde se localiza o Alto da Sra da Graça).

Esta caminhada demonstra a verdadeira beleza das serras do Norte de Portugal.

Ponto de encontro: 9H00 Junto ao Lar de Vilarinho Coord. GPS: 41°24'46.92"N; 7°52'27.15"W

Duração: 3h30 | 10 km 

Dificuldade: Fácil / Média

5 Euros por pessoa

4 Euros Associados Bastomove.te

Inclui:  Seguro, Reforço alimentar, Guia local

Inscrições obrigatórias até dia 15 de Maio as 20h00 

Pagamento: no local de encontro

Ficha de Inscrição: http://goo.gl/forms/Z088z31Zfj natourtracks@gmail.com ou através do 918839027

 

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Foto da Semana

 

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publicado por IDADE MAIOR às 12:51

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Foto da semana

 

Fotografia do inicio de um trabalho feito na atividade de arraiolos

 

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publicado por IDADE MAIOR às 12:40

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

“FADO”

Qual a origem da palavra FADO?

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Os dicionários situam a origem da palavra no latim fatu- (“destino”). No entanto, como refere José Lúcio, no www.portaldofado.net, “Uma coisa é a palavra Fado, que tem origem no vocábulo fatum (latim) que quer dizer destino e outra é Fado como expressão musical.”

O termo fado só surge associado ao género musical que hoje conhecemos na segunda metade do século XIX.

O dicionário brasileiro Houaiss indica 1879 como data de introdução do sentido de “canção popular de Portugal, frequentemente de caráter lamentoso, sempre acompanhada pela guitarra portuguesa”.

No Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa, José Pedro Machado transcreve um extrato de Eusébio Macário, de Camilo Castelo Branco, 1879, em que a palavra aparece na aceção moderna (“inclinou o tronco sobre o braço da guitarra, e dedilhou uns arpejos… o prelúdio do fado de Coimbra”), acrescentando que “parece que o vocábulo já se empregava com esta aceção por volta de 1820”.

Antes, nomeadamente em Camões, fado surge sobretudo com o sentido de destino, fatalidade.

História do Fado

Os portos de mar sempre foram locais de partida e chegada de pessoas e bens. Mas nos barcos também vinham as culturas e nas cidades portuárias existia uma fusão de culturas.

Ao longo de séculos, os barcos foram transportando, de porto em porto, traços culturais que criaram as raízes da primeira globalização. Muito ligado à vida marítima e à actividade portuária aparece também o fado.     Assim, o fado enquanto expressão de música popular característica e original de Lisboa será inserido numa ligação profunda ao mar. A importância do processo de intercâmbio cultural será uma constante do Festival que se realizará todos os anos, em Fevereiro. 

O fado das tabernas resistiu às luzes do salão. Mas em 1927 surgiu regulamentação que obrigava à posse de carteira profissional para se cantar em público. Mais tarde, o fado projetou-se internacionalmente como a canção nacional.

Mas permaneceu como expressão musical profundamente relacionada com outras manifestações culturais de cidades portuárias, o que exprime uma relação muito antiga de trocas culturais. Este facto dá ao fado um destaque especial na era da globalização. 

 

A alma dos portugueses

O fado não é apenas uma canção acompanhada à guitarra. É a própria alma do povo português. Ouvindo as palavras de cada fado pode sentir-se a presença do mar, a vida dos marinheiros e pescadores, as ruelas e becos de Lisboa, as despedidas, o infortúnio e a saudade.

A grande companheira do fado é a guitarra portuguesa. Juntos, fado e guitarra, contam a essência de uma história ligada ao mar.   O fado, por ser de todos os portugueses, está na taberna e no salão aristocrático. Surgido na primeira metade do século passado, depressa se tornou na canção popular de Lisboa. Desde então, manteve sempre as suas caraterísticas de expressão de sentimentos associados à fatalidade do destino. 

A canção emblemática de Lisboa é também indissociável dos seus bairros mais típicos. Alfama, Mouraria, Bairro Alto e Madragoa são os seus mais autênticos berços. Por esta razão, ouvir o fado é conhecer Lisboa. É também conhecer os portugueses, no mais profundo da sua alma de povo que enfrentou o mar desconhecido.

In attambur

NOTA: E falar actualmente de FADO é ligá-lo a algumas personalidades que levaram o nome de Portugal bem longe através deste estilo musical. AMÁLIA RODRIGUES a “diva” portuguesa do Fado, CARLOS do CARMO, CAMANÉ e, mais recentemente, MARISA entre muitos outros.

Fonte: (guitarrasdelisboa.pai.pt/ms/ms/guitarras-de-lisboa-o-fado-1100-345-lisboa/ms-90045819-p-3/)

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

E como a nossa temática desta semana é o FADO vamos pesquisar provérbios ligados ao FADO, fado estilo musical e fado destino…

 

“Mete a mão no próprio seio, não dirás do fado alheio.”

Aqui significa que devemos olhar primeiro para as nossas atitudes e não falarmos dos outros.

 

"Deus nos livre de bocas abertas, homens de mau recado e de mulheres que correm fado.”

O Fado aparece nos provérbio populares ligado ao destino “correr o fado” significa ter um destino atribulado, precisar de cuidado…

“O corredor é um ser mutante, pode assumir a forma de lobo, de cão ou outro animal. Quando se encontra um, para quebrar o fado deve fazer-se sangue, isto é, fazê-lo sangrar. Dizem que uma pessoa se transforma em Corredor, se em criança, os padrinhos disserem mal o Credo no baptizado. Outra versão consiste em que, nascendo o sétimo filho numa família cujos filhos são todos do mesmo sexo, o primogénito tem de "correr o fado". “

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Corredor_%28folclore%29

 

Sugestão de Culinária

 

Notícias - Abril 11, 2007

Sabores do fado compilados em livro Da ginjinha da Mariquinhas às quentes e boas de Ary dos Santos, o repertório fadista é um cardápio de iguarias nacionais e algumas de além-mar, como a cocada e goiabada de Amália no «Fado Xuxu».

Diana Mendonça investigou durante um mês no Museu do Fado repertórios fadistas de Amália, Mariana Chagas, Quinita Gomes, Berta Cardoso, Carlos do Carmo, Maria Amélia Proença, entre outros, onde encontrou letras com sugestões gastronómicas.

Das entradas e sopas como pastéis de bacalhau, celebrados no fado Cruz Quebrada ao caldo verde de Reinaldo Ferreira cantado por Amália em «Uma casa portuguesa», o livro «Receitas de fado», editado pela 101 Noites, é uma ementa de pratos de peixe, carne, sobremesas e bebidas.

“O fado esteve sempre ligado a casas onde se comia e bebia, além dos piqueniques que se faziam nas hortas”, explicou a investigadora.

“Ao repasto, como se dizia outrora, presidia um espírito de tertúlia e cantava-se o fado, muitas vezes em louvor a um bom prato”, disse. Este espírito é caracterizado no fado «Fidalgo e boémio» de Carlos Conde, uma criação de Maria Amélia Proença, onde se afirma que “naquele típico almoço” alguém escreveu uns versos que a fadista cantou “com devoção”.

Entre os pratos de peixe refira-se o bacalhau assado do fado «Vamos para a farra» onde Carlos Conde faz menção ao prato comido em Odivelas, o peixe frito com salada no «Elogio do fado» de José dos Santos, ou a caldeirada de «Como o fado era diferente» de António Vilar da Costa, cantado por Maria José da Guia. Iscas com elas, do «Fado dos Cheirinhos» de José Carlos Ary dos Santos, cantado por Carlos do Carmo, pato de cabidela do fado homónimo de autor desconhecido, cantado por Teresa Nunes e Filipe Pinto, são dois dos pratos da lista de carnes.

Entre as sobremesas encontramos castanhas assadas, pão-de-ló, pastéis de nata, folar, farturas e pastelinhos de côco, celebrizados por Berta Cardoso no fado «Mais contradições», de Armando Neves. Acrescenta-se a esta lista o exotismo brasileiro da cocada e da goiabada, cantadas por Amália no «Fado Xuxu», de Amadeu do Vale e Frederico Valério, composto pouco depois da primeira ida da fadista ao Brasil, em meados da década de 1940. Completam a ementa as bebidas, vinho, água-pé e ginjinha, referidas em fados de Pedro Figueira, Mascarenhas Barreto e Alberto Janes, respectivamente.

Além das letras completas dos fados, com referência ao seu autor e o fadista que a criou, a investigadora incluiu a respectiva receita culinária. Carlos Conde é o poeta mais citado, com seis fados, incluindo o irónico e divertido, «Fui enganada», com que abre o livro e onde se relata a história de uma mulher que afirma: «Casei-me não sei p’ro quê!/Ele não mexe uma sopa,/Não frita, não faz puré,/Não cose nem lava a roupa», do repertório de Maria Amélia Proença. José dos Santos assina três e Armando Neves e Ary dos Santos, dois cada um, havendo também dois fados de autor desconhecido. Diana Mendonça não é uma estreante nestas lides. Anteriormente escreveu «Receitas de Ópera» e «Receitas dos contos de fadas de Hans Christian Andersen» com os quais venceu o Prémio Gourmand World Cookbook, uma proeza que repetiu com a apresentação do «Receitas de Fado», em Perigeux (Noroeste de França) no Salão do Livro Gourmand.

Nuno Lopes/ Lusa

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Poesia

 

Fado Português

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O Fado nasceu um dia,

quando o vento mal bulia

e o céu o mar prolongava,

na amurada dum veleiro,

no peito dum marinheiro

que, estando triste, cantava,

que, estando triste, cantava.

 

Ai, que lindeza tamanha,

meu chão , meu monte, meu vale,

de folhas, flores, frutas de oiro,

vê se vês terras de Espanha,

areias de Portugal,

olhar ceguinho de choro.

 

Na boca dum marinheiro

do frágil barco veleiro,

morrendo a canção magoada,

diz o pungir dos desejos

do lábio a queimar de beijos

que beija o ar, e mais nada,

que beija o ar, e mais nada.

 

Mãe, adeus. Adeus, Maria.

Guarda bem no teu sentido

que aqui te faço uma jura:

que ou te levo à sacristia,

ou foi Deus que foi servido

dar-me no mar sepultura.

 

Ora eis que embora outro dia,

quando o vento nem bulia

e o céu o mar prolongava,

à proa de outro velero

velava outro marinheiro

que, estando triste, cantava,

que, estando triste, cantava.

José Régio, in 'Poemas de Deus e do Diabo'

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

Fim de semana muito intenso!

1º Noite de Fados em Rio Tinto, quinta à noite

 

Espetáculo solidário: angariação de fundos para

Ajudar o Sport Clube de Rio Tinto.

 

UGIRT solidária… alunas e direcção da nossa UNIVERSIDADE colaboraram neste espectáculo onde o FADO foi REI !

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 Jantamos ao som do FADO

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No dia 3 de maio comemora-se o Dia das Mães

A UGIRT organizou uma Caminhada!

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Mas como a Chuva veio visitar-nos, a Caminhada foi cancelada, no entanto, alguns resistentes insistiram e foram caminhar à beira-mar em Matosinhos, tendo-se passado uma manhã divertida e onde, ainda recolhemos algum conhecimento relativo ao património edificado.

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 Foto da Semana

 

A todas as Mulheres e MÃES

Matosinhos 2/maio/2015

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 A Alegria da Amélia é contagiante!

publicado por IDADE MAIOR às 12:01

26
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publicado por IDADE MAIOR às 13:52

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publicado por IDADE MAIOR às 13:48

 

Momento da entrega do prémio que

a Agitar recebeu da Fundação PT

Categoria de

melhor Site de Universidade Sénior 

2015

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 Fotografia do grupo que acompanhou

a Agitar ao Casino de Espinho

para receber o prémio

publicado por IDADE MAIOR às 13:42

 

PRÉMIOS 2015

 

BLOG SÉNIOR

 

1º LUGAR

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2º LUGAR

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3º LUGAR

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A Administração deste Blog felicita todas as Universidades que participaram com trabalhos e aos felizes contemplados, os nossos melhores agradecimentos.

Gualter Santos

Universidade Sénior de Penela

 

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UNIVERSIDADE SÉNIOR

DE CELORICO DA BEIRA

  

UNIVERSIDADE SÉNIOR

DE TOMAR 

 

 

PARABÉNS A TODOS E BEM HAJAM !!!!

CONTINUEM...

 

 

AGRADECIMENTO

À EQUIPA FANTÁSTICA DA

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E À AUTARQUIA DE PENELA 

 

publicado por IDADE MAIOR às 13:06

19
Mai 15

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Lenda de Valongo e Susão

Os nomes de Valongo e Susão têm origem nesta lenda que remonta à época em que alguns cristãos perseguidos no Oriente se refugiaram em Cale, foz do rio Douro. Entre eles estava o rico negociante judeu Samuel, recém convertido ao Cristianismo, e a sua filha Susana. Pensavam os fugitivos estarem já livres de perseguições quando foram obrigados a defender-se dos árabes que dominavam a região. Com astúcia, prepararam uma armadilha e capturaram o jovem Domus de cujo resgate esperavam obter a paz. Enquanto decorriam as negociações, Domus e Susana apaixonaram-se e o mouro pediu para ser batizado para poder casar-se com a jovem. O acordo com os muçulmanos era assim impossível e decidiram todos fugir, deixando Portucale (Porto) em direção ao Oriente. Chegados ao topo da Serra de Santa Justa depararam com uma paisagem lindíssima e a apaixonada Susana exclamou um elogio sincero ao vale longo que sob os seus olhos se estendia. Desceram ao vale e nele decidiram ficar para sempre, edificando as primeiras casas de uma povoação que se veio a chamar Susão, em memória da bela Susana. O vale que Susana tinha achado belo e longo ficou conhecido como Valongo.

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Tapar o Sol com a Peneira

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Peneira é um instrumento circular de madeira com o fundo em trama de metal, seda ou crina, por onde passa a farinha ou outra substância moída. Qualquer tentativa de tapar o sol com a peneira é inglória, uma vez que o objeto é permeável à luz. A expressão teria nascido dessa constatação, significando atualmente um esforço mal sucedido para ocultar uma asneira ou negar uma evidência.

 

Sugestão de Culinária

 

Arroz de Pato

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Ingredientes:

- carne de pato desfiada, algumas vísceras e água da cozedura do mesmo;

- 150ml de arroz carolino;

- 1 cebolinha (há quem lhe chame ceboleta);

- 2 dentes de alho;

- sal a gosto;

- rodelas de chouriço para decorar.

  

Poesia

 

Presságio

 

O amor, quando se revela,

Não se sabe revelar.

Sabe bem olhar pra ela,

Mas não lhe sabe falar.

 

Quem quer dizer o que sente

Não sabe o que há de dizer.

Fala: parece que mente…

Cala: parece esquecer…

 

Ah, mas se ela adivinhasse,

Se pudesse ouvir o olhar,

E se um olhar lhe bastasse

Pra saber que a estão a amar!

 

Mas quem sente muito, cala;

Quem quer dizer quanto sente

Fica sem alma nem fala,

Fica só, inteiramente!

 

Mas se isto puder contar-lhe

O que não lhe ouso contar,

Já não terei que falar-lhe

Porque lhe estou a falar…

 

                        Fernando Pessoa

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

Fundação Serralves

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A Fundação de Serralves assumiu como sua Missão estimular o interesse e o conhecimento de públicos de diferentes origens e idades pela arte contemporânea, pela arquitetura, pela paisagem e por temas críticos para a sociedade e seu futuro, fazendo-o de forma integrada, com base num conjunto patrimonial de exceção, no qual se destacam o Museu de Arte Contemporânea e o Parque. 

Multidisciplinar e fiel à sua Missão, a Fundação de Serralves é hoje considerada um dos mais bem-sucedidos e consolidados projetos culturais do país e aufere de uma singular projeção e reconhecimento internacionais. 

Localizada na cidade do Porto, a Fundação é detentora de um valioso património histórico e cultural, composto pelo Museu, um projeto do arquiteto Álvaro Siza, vencedor do prémio Pritzker em 1992, pela Casa de Serralves, um exemplar único da arquitetura Art Déco, e pelo Parque, desenhado pelo arquiteto francês Jacques Gréber e galardoado em 1997 com o prémio "Henry Ford Prize for the Preservation of the Environment”.

Em 2012, o conjunto patrimonial de Serralves foi classificado como "Monumento Nacional”. Esta classificação máxima veio reconhecer o valor cultural, arquitetónico e paisagístico do património de Serralves, bem como todo o investimento que tem vindo a ser aplicado na sua valorização, animação e divulgação.

A criação da Fundação de Serralves, em 1989, como uma instituição privada de utilidade pública, assinalou o início de uma parceria inovadora entre o Estado e a sociedade civil. Ao fim de 25 anos, este é o momento de agradecer a todos os que têm vindo a apoiar Serralves, nomeadamente os seus Fundadores e Mecenas. Mas também a todos os visitantes e aos que têm sabido colaborar com Serralves, evidenciando desta forma a crescente e contínua adesão da comunidade a este projeto.

Serralves tem como Visão ser reconhecida, nacional e internacionalmente, como um centro de referência no domínio da arte contemporânea e, em geral, na reflexão sobre temas cruciais da sociedade do nosso tempo, promovendo a diversidade da oferta cultural através de uma intervenção inovadora que, de forma sustentada, atraia públicos diversificados e induza o apoio da Comunidade. 

  

Foto da Semana

 

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Universidade Sénior de Gondomar em visita de estudo a Lamego

 

publicado por IDADE MAIOR às 10:14

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Esta semana a nossa escolha recai sobre um escrito , poeta, prosador, natural do Norte de Portugal, Martinho de Anta que prefacia assim a segunda edição do seu livro “Novos Contos da Montanha”, em 1945:

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«Querido Leitor:

Escrevo-te da Montanha, do sítio onde medram as raízes deste livro. (…)»

Na sua obra perpassam valores humanistas que nos emocionam pela veracidade, humildade e lucidez .

Miguel Torga

 

 

 

 

Ladino

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Grande bicho, aquele Ladino, o pardal! Tão manhoso, em toda a freguesia, só o padre Gonçalo. Do seu tempo, já todos tinham andado. O piolho, o frio e o costeio não poupavam ninguém. Salvo-seja ele, Ladino.

Mas como havia de lhe dar o lampo, se aquilo era uma cautela, um rigor!... E logo de pequenino. Matulão, homem feito, e quem é que o fazia largar o ninho?! Uma semana inteira em luta com a família. Erguia o gargalo, olhava, olhava, e - é o atiras dali abaixo!... A mãe, coitada, bem o entusiasmava. A ver se o convencia, punha-se a fazer folestrias à volta. E falava na coragem dos irmãos, uns heróis! Bom proveito! Ele é que não queria saber de cantigas. Ninguém lhe podia garantir que as asas o aguentassem. É que, francamente, não se tratava de brincadeira nenhuma!

Uma altura! Até a vista se lhe escurecia... O pai, danado, só argumentava às bicadas, a picá-lo como se pica um boi. Pois sim! Ganhava muito com isso. Não saía, nem por um decreto. E, de olho pisco, ali ficava no quente o dia inteiro, a dormitar. Pobre de quem tinha de lho meter no bico...

Contudo, um dia lá se resolveu. Uma pessoa não se aguenta a papas toda a vida. Mas não queiram saber... Quase que foi preciso um pára-quedas.

Mais tarde, quando recordava a cena, ainda se ria. E deliciava-se a descrever as emoções que sentira. Arrepios, palpitações, tonturas, o rabinho tefe-tefe. E a ver as coisas baças, desfocadas. Agoniado de todo! Valera-lhe a santa da mãe, que Deus haja.

- Abre as asas, rapaz, não tenhas medo! Força! De uma vez!

Tinha de ser. Fechou os olhos, alargou os braços, e atirou o corpo, num repelão... Com mil diabos, parecia que o coração lhe saía pelos pés! Ar, então, viste-o.

Deu às barbatanas, aflito.

- Mãe! 

Mas afinal não caía, nem o ar lhe faltava, nem coisíssima nenhuma. Ia descendo como uma pena, graças aos amortecedores. Mais que fosse! No peito, uma frescura fina, gostosa... Não há dúvida: voar era realmente agradável! E que bonito o mundo, em baixo! Tudo a sorrir, claro e acolhedor...

A mãe, sempre vigilante e mestra no ofício, aconselhou-lhe então um bonito antes de aterrar. Dar quatro remadas fundas, em cheio, e, depois, aproveitar o balanço com o corpo em folha morta, ao sabor da aragem...

Assim fez. Os lambões dos irmãos nem repararam, brutos como animais! A mãe é que disse sim senhor, com um sorriso dos dela...

E pousou. Muito ao de leve, delicadamente, pousou no meio daquela matulagem toda, que se desunhava ao redor duma meda de centeio.

Terra! Pisava-a pela primeira vez! Qualquer coisa de mais áspero do que o veludo do ninho, mas também quente e segura. Deu alguns passos ao acaso, a tirar das cócegas nos dedos um prazer de que ainda tinha saudades. Depois, comeu. Comeu com fome e com gula os grãos duros que o sol esbagoava das espigas cheias. Numa bicada imprecisa, precipitada, foi a ver, engolira uma pedra. Não lhe fez mal nenhum. Pelo contrário. Ricos tempos! Desde o entendimento ao estômago, estava tudo inocente, puro. Fosse agora, e era indigestão pela certa. Arrombadinho de todo! Por isso fazia aquela dieta rigorosa...

Falava assim, e ria-se, o maroto. Nem pejo tinha da mocidade, que o ouvia deslumbrada.

- A vergonha é a mãe de todos os vícios - costumava dizer.

E tanto fazia a Ti Maria do Carmo pôr espantalho no painço, como não. Ladino, desde que não lhe acenassem com convite para arrozada numa panela, aos saltinhos ia enchendo a barriga. Depois, punha-se no fio do correio a ver jogar o fito, como quem fuma um cigarro. Desmancha-prazeres, o filho da professora aproximava-se a assobiar... Ah, mas isso é que não. Brincadeiras com fisgas, santa paciência. Ala! Dava corda ao motor, e ó pernas! Numa salve-rainha, estava no Ribeiro de Anta. Aí, ao menos, ninguém o afligia. Podia fartar-se em paz de sol e grainha.

- Que mais quer um homem?! 

- O compadre lá sabe... 

- Bem... Tudo é preciso... São necessidades da natureza... Desde que não se abuse... 

E continuava, muito santanário, a catar o piolho. Depois, metia-se no banho. 

- Rica areia tem aqui o cantoneiro, sim senhor! 

Micas concordava. E só as Trindades o traziam ao beiral da Casa Grande. 

Adormecia, então. E a sono solto, como um justo que era, passava a noite.

Acordava de madrugada, quando a manha rompia ao sinal de Tenório, o galo. Isto, no tempo quente.

Porque no frio, caramba!, ou usava duma táctica lá sua, ou morria gelado. Aquelas noites da Campeã, no Janeiro, só pedras é que podiam aguentá-las.

E chegava-se à chaminé. Com o bafo do fogão sempre a coisa fiava de outra maneira.

Ah, lá defender-se, sabia! A experiência para alguma coisa lhe havia de servir. Se via o caso mal parado, até durante o dia punha o corpo no seguro. Bastava o vento soprar da serra. Largava a comedoria, e - forro da cozinha! Não havia outro remédio. Tudo menos uma pneumonia!

A classe tinha realmente um grande inimigo - o inverno. Mal o Dezembro começava, só se ouviam lamúrias.

- Isto é que vai um ano, Ti Ladino!

A Cacilda, com filhos serôdios, e à rasca para os criar.

- Uma calamidade, realmente. Mas vocês não tomam juízo! É cada ninhada, que parecem ratas!

- O destino quer assim...

- Lerias, mulher! O destino fazemo-lo nós... 

Solteirão impenitente, tinha, no capítulo de saias, uma crónica de pôr os cabelos em pé. Tudo lhe servia, novas, velhas, casadas ou solteiras. Mas, quando aparecia geração, os outros é que eram sempre os pais da criança.

- Se todos fizessem como eu...

- Ora, como vossemecê!... Cala-te, boca. Mudemos de conversa, que é melhor... Segue-se que não sei como lhes hei-de matar a fome... - gemia a desgraçada.

- Calculo a aflição que deve ser...

E o farsante quase que chorava também. Quisesse ele, e a infeliz resolvia num abrir e fechar de olhos a crise que a apavorava. Pois sim! Olha lá que o safado ensinasse como se ia ao galinheiro comer os restos!... Enchia primeiro o papo e, depois, a palitar os dentes, fazia coro com a pobreza.

- É o diabo... Este mundo está mal organizado...

Um monumento! Como ele, só mesmo o padre Gonçalo. Quanto maior era a miséria, mais anediado andava.

- Aquilo é que tem um peito! Numas brasas, com uma pitada de sal...

Mas já Ladino ia na ponta da unha. Não queria quebrar os dentes de ninguém. Carne encoirada, durásia... E acrescentava:

- Isto, se uma pessoa se descuida, quando vai a dar conta está feita em torresmos. Que tempos!

O mais engraçado é que já falava assim há muitos anos, com um sebo sobre as costelas, que nem cabrito desmamado.

De tal maneira, que o Papo Magro, farto daquela velhice e daquelas manhas, a certa altura não pôde mais, e até foi malcriado.

- Quando é esse funeral, ti Ladino?

Mas o velho raposão, em vez de se dar por achado, respondeu muito a sério, como se fizesse um exame de consciência:

- Olha, rapaz, se queres que te fale com toda a franqueza, só quando acabar o milho em Trás-os-Montes.

 Miguel Torga, Os Bichos 

  

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Provérbios ligados a animais-pesquisa feita por Natália Machado, aluna da disciplina de Comunicação na UGIRT.

 

“Gato escaldado de água fria tem medo”

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 “A cavalo dado não se olha ao dente”

 

“Todo o burro come palha, a questão é saber dar-lha!”

 

“Cão que ladra não morde”

 

“Quem não tem cão, caça com um gato!”

 

“Quem tem burro e anda a pé, mais burro é!”

 

“Em rio que tem piranhas jacaré nada de costas”

 

“Cada macaco no seu galho”

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Sugestão de Culinária

 

Bola de Carne da CAROLINA!

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Ingredientes:

500 grs de farinha de trigo

120 grs de fermento padeiro

120 grs de manteiga derretida

3 ovos

3 dl de leite morno                                

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Preparação:

Numa tigela põe-se a farinha e no meio faz-se uma cova e pôe-se a manteiga que foi derretida em banho maria. Os ovos inteiros e o fermento derretido no leite morno.

Bate-se a manteiga com a batedeira ou à mãe.

Tapa-se a tigela com um pano e deixa-se levedar umas horas. (2 h + ou -)

Depois forra-se um tabuleiro com manteiga e polvilhado com pão ralado.

Distribui-se metade da massa por cima o fiambre, o salpicão e o toucinho fumado.

A seguir novamente a massa e vai ao forno.

Também se pode aproveitar carne de galinha ou de coelho.

 

 

Poesia

 

Só eu Sinto Bater-lhe o Coração

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Dorme a vida a meu lado, mas eu velo.

(Alguém há-de guardar este tesoiro!)

E, como dorme, afago-lhe o cabelo,

Que mesmo adormecido é fino e loiro.

 

Só eu sinto bater-lhe o coração,

Vejo que sonha, que sorri, que vive;

Só eu tenho por ela esta paixão

Como nunca hei-de ter e nunca tive.

 

E logo talvez já nem reconheça

Quem zelou esta flor do seu cansaço...

Mas que o dia amanheça

E cubra de poesia o seu regaço!

 

Miguel Torga, in 'Diário (1946)'

 

 

Mãe

Mãe:

Que desgraça na vida aconteceu,

Que ficaste insensível e gelada?

Que todo o teu perfil se endureceu

Numa linha severa e desenhada?

 

Como as estátuas, que são gente nossa

Cansada de palavras e ternura,

Assim tu me pareces no teu leito.

Presença cinzelada em pedra dura,

Que não tem coração dentro do peito.

 

Chamo aos gritos por ti — não me respondes.

Beijo-te as mãos e o rosto — sinto frio.

Ou és outra, ou me enganas, ou te escondes

Por detrás do terror deste vazio.

 

Mãe:

Abre os olhos ao menos, diz que sim!

Diz que me vês ainda, que me queres.

Que és a eterna mulher entre as mulheres.

Que nem a morte te afastou de mim!

 

Miguel Torga, in 'Diário IV'

 

Viagem

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Aparelhei o barco da ilusão

E reforcei a fé de marinheiro.

Era longe o meu sonho, e traiçoeiro

O mar...

(Só nos é concedida

Esta vida

Que temos;

E é nela que é preciso

Procurar

O velho paraíso

Que perdemos).

Prestes, larguei a vela

E disse adeus ao cais, à paz tolhida.

Desmedida,

A revolta imensidão

Transforma dia a dia a embarcação

Numa errante e alada sepultura...

Mas corto as ondas sem desanimar.

Em qualquer aventura,

O que importa é partir, não é chegar.   

Miguel Torga 

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

  

Roteiro: “Nos Trilhos de Torga”

9:0 h-Rio Tinto-Vila Real-S.Leonardo da Galafura-S.Martinho de Anta-Amarante-Rio Tinto. 20:0 h.

Do tanto que há para apreciar, para extasiar nossos olhos, encher nossa alma de horizontes de múltiplos azuis nesta terra, que é a nossa, neste Portugal de maravilhosas paisagens, escolhemos Vila Real, S. Leonardo da Galafura, S. Martinho de Anta … para uma simples homenagem ao grande escritor-poeta que foi e, é , Miguel Torga!

Fomos sentir no seu chão, fomos respirar no seu ar, fomos olhar a sua paisagem…

E … Valeu a pena!

Fomos felizes!

Um Grupo de 32 pessoas sorridentes, alegres, felizes pela partilha de tamanha beleza!

Somos os professores, directores, alunos e alunas da UGIRT !

E agora deliciem-se como NÓS!

 

Professor de Património Cultural e aluna Carolina Moreira na Estação de Serviço de Penafiel – 1ª paragem

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No autocarro, muita animação

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 Chegada ao Palácio de Mateus!

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A nossa Presidente e Coordenadora da UGIRT

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 As traseiras do Palácio!

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Nos jardins do Palácio os nossos alunos masculinos estavam animados a descobrir as diferentes ervas aromáticas

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 O Palácio de Mateus, com todo o nosso grupo, ganhou ainda mais brilho!

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 A maravilhosa vista do Restaurante onde almoçamos, S. Leonardo da Galafura!

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 A Isabel e o Fernandes disfrutando dos ares e da beleza da Galafura!

Usufruindo da paisagem…

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 Simplesmente BELO!

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Lendo o poema !

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Em S.Martinho de Anta, Terra natal de Miguel Torga, Espaço lindo para a sua obra, concebido pelo Arquiteto Eduardo Souto de Moura

 

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Comunicação!

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O Diretor do Espaço Miguel Torga recebeu-nos muito bem!

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Em Amarante já quase a terminar este dia Fantástico!

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Para Mais Tarde Recordar…

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 O Autocarro aguarda-nos! Regressamos a Rio Tinto!

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Foto da Semana

 

Palácio de Mateus!

 

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publicado por IDADE MAIOR às 16:13

11
Mai 15

Sugestão de Culinária

 

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Pequenos truques na sua cozinha

 

 

Cheiro a alho nas mãos

- Após descascar os alhos, passe sal grosso pelas mãos (ainda sem molhar), de seguida lave as mãos normalmente.

- Lave as mãos com limão, e seguidamente lave-as normalmente, vai ver que o cheiro desaparece.

- Virar a lâmina da faca para cima, colocá-la debaixo da torneira com água a correr, colocar os dedos da mão livre por baixo da lâmina da faca e deixar a água passar pela faca e pelos dedos.

Mude de mão e repita a operação.

 

 

Acabar com os cheiros a fritos

 

Colocar ao lado da frigideira uma chaleira com água a ferver e um pau de canela.

Um tacho com água a ferver e cascas de laranja.

 

Anular o excesso de sal

 

Se reparar que salgou demasiado a comida, coloque uma batata crua e descascada no tacho. Após alguns minutos, a batata acaba por ensopar o excesso de sal.

 

Evitar que o sal fique húmido

 

Colocar no saleiro alguns grãos de arroz ou um pouco de amido de milho.

 

Como tirar a pele de um tomate

 

Para tirar a pele do tomate, espete-o num garfo e aqueça-o directamente no bico do fogão. A pele soltar-se-á com facilidade.

 

   

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

Férias activas - Rota da Lampreia

No dia 27 de Março no âmbito das Férias activas da Páscoa, a FOS organizou algumas visitas sendo a Rota da Lampreia aqui a visada.

Os alunos fizeram a viagem de comboio partindo do Entroncamento até Vila Velha de Rodão.

Sendo a visita composta por uma visita ao Museu Lagar das Varas, seguido de um passeio de barco no Rio Tejo para visitar o monumento natural das Portas de Rodão.

Aqui ficam algumas fotografias:

 

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publicado por IDADE MAIOR às 17:15

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

O concelho de Ribeira de Pena, integrado no distrito de Vila Real, é atravessado pelo rio Tâmega.

De vales profundos e variedade paisagística, o concelho é apelidado por muitos de “Sintra de Trás-os-Montes”.

Ribeira de Pena é um concelho rico em vestígios arqueológicos, exemplo das diferentes ocupações, desde o Neolítico à cultura castreja, com destaque para os castros de Cabriz e de Lesenho.

Da ocupação romana subsistem exemplos como a Ara a Júpiter, adoçada a uma parede da Igreja de Santa Marinha, a Ara do Concelho e o Tesouro Monetário de Terra Nova.

Com o fim do império Romano, novos povos se instalaram no território. Necrópoles de sepulturas escavadas na rocha, de forma antropomórfica ou retangular, são testemunhos desse período de transição.

“Frequentemente encontradas em rochedos e fonte de variadas lendas são as gravuras conhecidas como “cantinhos”, com origem provável na Idade Média”.

O primeiro foral de Ribeira de Pena data de 1331, outorgado por D. Afonso IV, sendo o segundo conferido por D. Manuel I.

“D. Nuno Álvares Pereira, o Condestável, pelo seu casamento com D. Leonor Alvim, de Pedraça, possuiu diversas propriedades no concelho e a Quinta da Temporã figurou na doação a sua filha no casamento com o filho bastardo de D. João I, origem da Casa de Bragança”.

Aquando da reforma administrativa, no século XIX, o concelho esteve para ser extinto, mas, em 1853, manteve-se no novo mapa dos municípios, tendo sido anexadas as freguesias de Canedo e de Fiães do Tâmega, esta última mais tarde integrada no concelho de Boticas.

A agricultura e a pecuária são as principais atividades económicas da região, rica em gastronomia.

Peixes do rio, cabrito, vitela maronesa, milhos, couves com feijão, morcelas doces e serrabulho doce são algumas das principais iguarias que têm levado muitos turistas a visitar o concelho.

A riqueza paisagística da região tem atraído muitos visitantes que procuram atividades de natureza, cultura, exercício físico e lazer.

Assim, o concelho de Ribeira de Pena oferece um conjunto de percursos pedestres singulares como “O Caminho do Abade”, “A Levada de Stº Aleixo” e “Percurso pelo Rio Póio”, verdadeiros atrativos para os amantes da natureza.

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

A ignorância e o vento são do maior atrevimento.”

“As favas, Maio as dá, Maio as leva.”

“Boa cepa, Maio a deita.”

“Chovam trinta Maios e não chova em Junho.”

“Em Maio queima-se a cereja ao borralho.”

“Em Maio, já a velha aquece o palácio”.

“Em Maio, nem à porta de casa saio.”

“Em princípio de Maio, corre o Lobo e o Veado.”

“Fiandeira não ficaste, pois em Maio não fiaste.”

“Guarda o melhor saio para Maio."

“Maio couveiro não é vinhateiro.”

 

 

Sugestão de Culinária

 

Polvo à Lagareiro

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Ingredientes necessários à confeção desta receita (4 porções)

  • 1,5 kg de polvo
  • 1 kg de batatas pequenas
  • 600 gramas de cebolinhas
  • 1 cebola
  • 1 folha de louro
  • 6 dentes de alho
  • 3 dl de azeite
  • Sal grosso q.b.

 Preparação da receita de Polvo à Lagareiro

Iniciamos esta receita por amanhar o polvo e colocá-lo a cozer numa panela de pressão com água, a folha de louro, a cebola e o sal, por 20 minutos.

Entretanto preparamos dois tabuleiros que caibam em simultâneo no forno.

Num colocamos as cebolinhas e as batatas com casca, previamente lavadas e temperadas com sal grosso.

No outro tabuleiro colocamos o polvo, já cozido e cortado em pedaços, juntamente com os dentes de alho com casca. Regamos este último tabuleiro com o azeite e levamos os dois ao forno por 15 minutos, a 200°C.

Passado esse tempo, ao retirarmos as batatas eliminamos-lhes o excesso de sal e pressionamos ligeiramente, uma a uma, é a chamada batatinha a murro.

Colocamos tudo numa travessa de servir e regamos com o azeite e os alhos assados.

Bom apetite!!

 

  

Poesia

 

São Rosas

 

São tantas rosas que caem no chão

Da primavera, ao fim do verão

Da primavera, ao fim do verão

São tantas rosas que caem no chão

Ó linda rosa deixa-te estar

De dia ao sol de noite ao luar

De noite ao luar, de noite ao luar

Ó linda rosa deixa-te estar

Sou linda rosa do teu coração

Dou-te cheirinho nos dias de verão

Sou rosa encarnada amor e paixão

Sou linda rosa do teu coração

Ó linda rosa, tu és um encanto

Ó rosa branca criada no campo

Ó linda rosa, tu és um encanto

Sou linda rosa, sou o teu encanto

Vivo em jardins e vivo no campo

Vivo em jardins e vivo no campo

Minha vida é curta, não percas mais tempo.

 

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

 

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Foto da Semana

 

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publicado por IDADE MAIOR às 16:11

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Pedaços de História

(Dados fornecidos por Paulo Alcobia Neves)

   Águas Belas é o nome dado a uma das freguesias mais antigas e mais industriais do Concelho de Ferreira do Zêzere.

     São muitos e diversificados os atributos que por ali podemos encontrar: gente afável e trabalhadora, indústrias de cerâmica e madeiras, mantos deliciosamente verdes, planaltos repletos de rochas, eucaliptos e pinheiros, abundante terra de agricultura, múltiplos casarios de características especificas, pomares, vinheiros, excelente gastronomia, fontenários, ribeiros e lençóis de água por tudo quando é sítio. É ainda de salientar as nascentes naturais que se vêem no cimo dos cabeços, em locais onde ninguém esperaria a sua existência, e será talvez por isso que o povo as venerava, resguardando-as em pequenas ermidas eu caiavam de branco, enfeitavam, juncavam e faziam bonitos e vistosos arraiais na altura dos Santos Populares. Enfim, zona verde, zona de beleza natural, de tranquilidade e sossego, centro de uma região de floresta, de flores, de fruta, um prazer para os sentidos!

     É também em Águas Belas que existem muitos e valiosos marcos históricos, que fazem dela um dos mais nobres históricos cantinhos de todo o concelho.

     Em 1836 existiam na região quatro concelhos mais pequenos: Pias, Dornes, Águas Belas e Ferreira do Zêzere.

     Após esta data e através da reforma administrativa, estes concelhos foram extintos, á excepção do de Ferreira do Zêzere, que após várias reformas se tornou sede do concelho que abarcou os restantes.

     Mas, remontam aos primórdios da nacionalidade as notícias que nos chegam do território que hoje compreende esta Freguesia: El-Rei D. Sancho I, vendo em Pedro Ferreira um excelente servidor de seu pai e dele próprio e homem distinto nas Batalhas de Monte- Mor, sentiu o dever de amar, defender e amparar não só a ele mas também á sua mulher e filhos, doando-lhe em 1190 uma herdade em vale de Orjais, entre a Ribeira de Criveiro e o Carril do Soto, nas imediações de Águas Belas.

     Mais tarde, seria este ilustre habitante da nossa querida Freguesia a doar em testamento o Foral á Vila Ferreiro, antecessora da actual sede ao concelho.

     Segundo António Baião, habitou Pedro Ferreiro uma quinta, “A Escusa”, que mais tarde tomaria a denominação de Quinta da Alegria, que se situa no sopé da encosta e que pelo poente sustenta Águas Belas, podendo ver-se ali um lindo e riquíssimo Brasão constituído por lavores de cantaria, um coração e as respectivas armas; brasão esse que se perpetuou ao longo dos tempos, a assinalar a estadia dos diversos Barões que muito se distinguiram em Armas e em Letras.

   Foi dos primeiros o destemido Francisco Sousa Godinho, que pela sua bravura alcançou posição de destaque nas milícias napoleónicas, pelas quais fora raptado quando tinha apenas onze anos. Contam os anciãos do lugar que este patrício, a quem mais tarde alcunharam de Franciscão, estivera em França em 1822, onde fizera fortuna durante as campanhas, regressando quando tinha vinte e dois anos, sendo então reconhecido por um sinal que tinha nas costas, o que lhe deu direito á herança de seu pai, entretanto falecido. Ainda segundo a tradição, o seu fulgor era tal que constituiu três matrimónios, e entre legítimos e bastardos contavam-se-lhe trinta e sete filhos.

     Também sobre as invasões francesas sabe-se que, quando em 1810 as tropas francesas invadiram Portugal, houve um destacamento que estivera aquartelado na Venda da Serra e, segundo contava uma senhora idosa de seu nome Flavina de Alcobia, estes cometiam permanentemente desacatos e exageros de toda a ordem que muito desagradavam ao povo.

     Tal situação de desaforo, por se tornar insuportável, provocara tão grande descontentamento que levara as pessoas a unirem-se e a travarem com as tropas francesas uma batalha, que teria tido o seu embate no lugar da Pinheira, onde morrera muita gente.

     Outra família muito importante, á qual está ligado o riquíssimo historial de Águas Belas, é a dos Álvares Pereira que na pessoa de Rodrigo Álvares Pereira, irmão do Condestável, herdara em 1356, por oferta do Escudeiro Vassalo do Infante D. Pedro, o morgado de Águas Belas velha, situado defronte da Igreja Matriz.

     Por casamento, associaram-se estes Pereiras com os Sodrés, família á qual, dizem alguns genealogistas, pertenceria Vasco da Gama por linha materna, e que foram senhores do dito Morgado até ao século XIX.

     Em 1758 existia entre esse nobríssimo solar e a Igreja Matriz um passadiço que dava a uma tribuna situada por de cima da porta principal da Igreja, onde o Fidalgo mercador Capitão Duarte Sodré pereira e sua família assistiam aos ofícios Divinos.

     Esse nobríssimo Solar, assim como a Igreja Matriz, desapareceram no século passado, mas ali bem próximo podemos ainda hoje admirar o Pelourinho da antiga Vila, onde sobressai a Cruz Floreada dos Pereiras, virado de frente para a pequena Capelinha de culto privado que foi pertença dos Senhores destas terras.

     É ainda de salientar que, contrariamente a muitas linhagens que mais não fazem do que olhar aos feitos dos seus antecessores, sem olhar ás suas desgraças, os Sodrés Pereira foram, dentro da sua categoria, gente empreendedora que no país e no mundo souberam prestigiar o seu nome e a sua terra. Sendo justo realçar a figura do Capitão Duarte Sodré Perreia, distinto governador geral, capitão de várias embarcações e fortalezas e, ao seu tempo, um dos maiores mercadores mundiais.

     Outro marco histórico com imensas tradições, e também pertencendo a Águas Belas, foi, mais tarde, a Estalagem dos Vales. Edificada em 1885, e que se situava á esquina da rua que passa junto da escola das Basteiras, á direita da chamada curva do ferrador, no mesmo edifício onde funcionava a “Mala Posta”, ou seja, a casa onde se rendiam os cavalos que transportavam os mensageiros e onde estiveram hospedadas pessoas ilustres da vida nacional, como o Actor Taborda, que se encontrava em gozo de férias quando em 1896 fundou em Cernache o Teatro que tem o seu nome; o Rei D. Carlos, quando vinha para fazer as suas bem conhecidas caçadas ou como foi o caso para a inauguração da estrada de Tomar para a Sertã, mais propriamente da velha ponte do Vale da Ursa submersa pela barragem do Castelo do Bode; e Alfredo Keil, aquando das suas estadias em Águas Belas, Dornes e Paio Mendes. Durante uma das quais viria em Fevereiro de 1890 a compor a pauta da Portuguesa para orquestra. Fora dali que ele se deslocara a Lisboa a fim de se encontrar com Henrique Lopes de Mendonça e lhe pedir para fazer a letra que depois viria a ser proibida pela Família Real quando em Janeiro do ano seguinte o Movimento Republicano local fez uma manifestação no Porto. Sendo só após esse acontecimento, mais propriamente em 1911, oficializada como Hino Nacional.

Essa estalagem viria mais tarde a ser pertença de um casal meu familiar. Tratava-se de uma tia-avó materna de nome Maria Flores, que comprara essas instalações a uma tal Senhora Ana Rodrigues para o seu marido exercer como ferrador. Profissão que o tornara bem conhecido na região, não só através do seu ofício, como também pelos tratamentos que aplicava á ciática e pelas sangrias que fazia aos animais para os curar de determinadas doenças do tempo.

     Ainda hoje esse local é conhecido pela Curva do Ferrador, encontrando-se ali ainda as instalações e o banco onde ele trabalhava.

     Falámos anteriormente do desaparecimento da antiga Igreja Matriz de Águas Belas. Porém, as igrejas envolvem história e contêm tradições que prendem a atenção do povo. Assim, a actual Igreja de Águas Belas, que substituiu a velha Igreja Matriz, foi mandada construir pelo Senhor Conde de Burnay. Este Senhor precisava dos votos dos aguabelences para ser eleito deputado, e então mandou construir junto á Sede da Freguesia a Igreja para os cativar e para que o elegessem.

     Essa Igreja contém um enorme tesouro. Trata-se de um inigualável Custódia dourada com uma cruz de diamantes. Peça de alto valor religioso e de ourivesaria.

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

A chuvinha pela Ascensão

Vem-nos trazer muito pão.

 

Sugestão de Culinária

 

Cozido

 

     Coze-se um pé de porco, chispe, orelha, toucinho entremeado e carne de vaca, com grão de bico demolhado de véspera.

     Quando estiver quase cozido, juntam-se uma moura de sangue, uma farinheira previamente picada para não rebentar, uma morcela de arroz, um chouriço, um frango e uma cebola com dois ou três cravinhos.

     Retire as carnes e o grão. E passe o caldo por um passador antes de o pôr novamente ao lume, pra nele cozer, cabeças de nabo, cenouras, couve lombarda, molhinhos de feijão verde e batatas.

     Retira-se um pouco de caldo e faz-se um arroz seco. Cortam-se as carnes e serve-se tudo numa travessa.

 

 

Poesia

 

Poema

Dedicado a Águas Belas aquando da comemoração dos seus oitocentos anos

 

Anos

muitos anos,

oitocentas são as velas!

Como é bom ver-te

assim jovem,

assim linda,

Águas Belas.

Tens a Senhora da Graça

a abençoar teus caminhos,

a encher de pergaminhos

aquele que por ti passa;

tens fontes cristalinas

muita verdura nos prados,

filhos,

muitos filhos,

a quererem grandes cuidados!

Outeiros,

a Varela,

Vale Fundeiro

a Portela,

Bela Vista,

Besteiras,

Venda da Serra,

a Camarinha…

Ai terra,

ai terra minha!

Foi em ti

que eu nasci

num dia lindo de Verão.

 

Depois…

fui por lá

por muito longe!

Vi

Cidades

muitos Mares

multidões

gentes diferentes.

 

Ai terra minha!

Ai meu irmão!

 

Vivam, eles:

ricos

nobres.

Mas, deixem-me

aqui,

onde está meu coração.

                                             

                                     Sá Flores

 

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

Vai à Fava!

 

De 1 a 31 de maio não perca oportunidade de saborear os melhores pratos confecionados com esta leguminosa, desde entradas, sopas, pratos principais a sobremesas nos 10 restaurantes e 7 estabelecimentos de Tapas&Petiscos aderentes.

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Foto da Semana

 

Alunos e professores, na sala do Senado do Palácio de S. Bento- Assembleia da República

 

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publicado por IDADE MAIOR às 14:03

 

 

 

 

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 Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

Pesquisado na Internet e apresentado por: Turma 1

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 Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

Autor: António Mordido (pesquisas na Internet)

 

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Sugestão de Culinária

Autor: Turma 2. Pesquisado na Internet

 

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 Poesia

Autor: Turma 3, pesquisado na Internet

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Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 Apresentado por António Mordido, pesquisado na Internet

 

Já visitou as Galerias Romanas, na Rua da Prata, em Lisboa? Faça-o!

Ligue para a Câmara de Lisboa e informe-se dos dias e horas a que está aberto ao público.

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Foto da Semana

Autor: Turma 4, pesquisado na Internet

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publicado por IDADE MAIOR às 13:33

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publicado por IDADE MAIOR às 16:25

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Cartaz da Caminhada para dia 2 de maio, sábado

 

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publicado por IDADE MAIOR às 15:34

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Cartaz da 1ª apresentação pública dos alunos da UGIRT, nas disciplinas de "Danças do Mundo", "Teatro" e "Música-Cavaquinho".


Esta atuação será no Centro Social da Paróquia da Rio Tinto e em especial para os utentes do Centro.

 

 

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publicado por IDADE MAIOR às 14:03

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E-news produzida pela EAPN Portugal que pretende assinalar o Dia Europeu da Solidariedade Entre as Gerações – dia 29 de Abril.

 

29 de Abril – Dia europeu da solidariedade entre gerações

A Rede Europeia Anti-Pobreza / Portugal junta-se uma vez mais a esta iniciativa de celebrar o Dia Europeu da Solidariedade entre Gerações e de sensibilizar a sociedade para a importância de se promover uma maior e melhor intergeracionalidade. Para a União Europeia a solidariedade entre gerações refere-se ao apoio mútuo e à cooperação entre diferentes faixas etárias a fim de alcançar uma sociedade onde as pessoas de todas as idades têm um papel a desempenhar, de acordo com as suas necessidades e capacidades, podendo beneficiar do seu progresso económico e social da comunidade em igualdade de condições.

Segundo o Eurostat o impacto do envelhecimento demográfico no seio da UE será significativo nas próximas décadas. As baixas taxas de natalidade e o aumento da esperança ao longo da vida mudarão a estrutura da pirâmide de idades da UE28. As pessoas com idades entre os 0 e os 14 anos correspondiam a 15.6% da população da UE28 (1 de janeiro de 2013); as pessoas em idade ativa, ou seja, com idades entre os 15 e os 64 anos, correspondiam a 66.5% da população e as pessoas idosas, com idades de 65 e mais anos, detinham a parcela de 17.9% da população (um aumento de 0.4% comparativamente ao ano anterior).

Em termos de projeções, espera-se que até 2060 ocorra um aumento da população e um envelhecimento da mesma. Estima-se que a população da UE aumente cerca de 4% (de 507 milhões em 2013 até 2050), quando atingirá um pico (em 526 milhões) e depois iniciará uma lenta diminuição (para 523 milhões em 2060). A proporção das pessoas com idades entre os 0 e os 14 anos está projetada para permanecer moderadamente constante em 2060 na UE28 e na EA (cerca de 15%), enquanto que aqueles com idades entre os 15 e os 64 anos serão uma percentagem mais pequena, diminuindo de 66% para 57%. A proporção das pessoas com 65 ou mais anos será maior (irá aumentar de 18% para 28% da população) e as pessoas com 80 e mais anos (espera-se que aumente de 5% para 12%) serão, em 2060, tão numerosos como as pessoas mais jovens.

O índice de dependência dos idosos está projetado para aumentar de 27.8% para 50.1% na EU (para Portugal estima-se um aumento de 29.8 para 63.9), o que implica que das 4 pessoas em idade ativa que existem para cada pessoa com mais de 65 anos, passarão a existir 2 pessoas em idade ativa.

Não restam dúvidas que o envelhecimento demográfico é um desafio da sociedade de hoje e do futuro. Mas um desafio ainda maior prende-se com o facto de ser necessário existir um compromisso político para lidar com este envelhecimento e com o impacto do mesmo em termos sociais e económicos. É um risco assumirmos que por existirem mais pessoas idosas que isso é um problema na nossa sociedade. É importante reconhecer que a possibilidade de se viver mais tempo é um reflexo dos avanços da ciência e como tal mais do que um problema é uma conquista. No entanto, é errado não perceber os verdadeiros problemas que agravam a situação do envelhecimento e que se prendem, com a baixa taxa de natalidade, com a ainda existente fraca conciliação entre a vida profissional e a vida familiar, a pouca integração dos imigrantes, a pobreza, as baixas pensões, a dificuldade de acesso ao mercado de trabalho por parte de pessoas com idades mais avançadas, a inexistência de uma política de apoio à família, os estereótipos existentes relativamente à idade.

Em Abril de 2014 foi publicado o Livro Branco sobre a Solidariedade entre as Gerações e Envelhecimento Ativo. Este livro é um importante instrumento que permite “descodificar” alguns dos problemas que normalmente são atribuídos às pessoas idosas e, que, no geral, contribuem para aumentar o fosso entre as diferentes gerações. Entre o conjunto de recomendações que são apresentadas  salientamos a necessidade de “transversalizar a solidariedade intergeracional”, uma vez que “a solidariedade intergeracional não depende de uma única medida de política, nem tão pouco de uma área de atuação ministerial. Sendo assim, impõem-se que a solidariedade entre as gerações seja um objetivo assumido e partilhado pelas diferentes áreas das políticas públicas a nível nacional ou local”.

Esta orientação é de extrema importância uma vez que alerta para a necessidade de priorizar do ponto de vista político, e mesmo social, a construção de uma sociedade onde as gerações de todas as idades vejam reconhecidas o seu potencial e possam conviver e participar de modo igualitário numa sociedade que é de todos.

Referências:

  • 2012 Everyone has a role to play, European Year for Active Ageing and Solidarity between generations.
  • CARDOSO, Ana, Livro Branco sobre a solidariedade entre gerações e envelhecimento ativo, Lisboa, CESIS, Abril 20104. Disponível em - http://www.poatfse.qren.pt/content.asp?startAt=2&categoryID=510&newsID=1925&cnt_offset=0
  • European Commission, The 2015 Ageing Report. Underlying assumptions and projection methodologies, Brussels, EC_DG ECOFIN, 2014
  • Eurostat, Key figures on Europe_2014 edition, Luxembourg, Publications Office of the European Union, 2014.
  • Indicadores sobre a  Pobreza. Dados Europeus e Nacionais, EAPN Portugal, Abril 2015
publicado por IDADE MAIOR às 13:58

 

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Lenda das Maias

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Andavam os judeus à procura de Jesus para o matarem, quando certo dia, à noitinha, o viram recolher-se a uma casa de aparência humilde.   

Então, para poderem na manhã seguinte prender Jesus, penduraram um ramo de giestas no fecho da porta, a fim de não terem dificuldade em reconhecer a casa em que ele dormira.   

Mas, na manhã seguinte, por milagre, todas as casas tinham ramos de giestas nas portas. Desse modo, os judeus desorientados, não puderam descobrir a casa onde Jesus estava.   

A partir desse dia e ainda hoje, se costuma, no primeiro dia do mês de Maio, enfeitar as portas das casas com giestas, a que se dá o nome de Maias, por florirem em Maio…

 

 História das Aparições

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Não podíamos deixar de falar, nesta semana, nas aparições de Fátima

 

A 13 de Maio de 1917, três crianças apascentavam um pequeno rebanho na Cova da Iria, freguesia de Fátima, concelho de Vila Nova de Ourém, hoje diocese de Leiria-Fátima.

Chamavam-se Lúcia de Jesus, de 10 anos, e Francisco e Jacinta Marto, seus primos, de 9 e 7 anos. 

Por volta do meio-dia, depois de rezarem o terço, como habitualmente faziam, entretinham-se a construir uma pequena casa de pedras soltas, no local onde hoje se encontra a Basílica.

De repente, viram uma luz brilhante; julgando ser um relâmpago, decidiram ir-se embora, mas, logo abaixo, outro clarão iluminou o espaço, e viram em cima de uma pequena azinheira (onde agora se encontra a Capelinha das Aparições), uma "Senhora mais brilhante que o sol", de cujas mãos pendia um terço branco. 

A Senhora disse aos três pastorinhos que era necessário rezar muito e convidou-os a voltarem à Cova da Iria durante mais cinco meses consecutivos, no dia 13 e àquela hora.

As crianças assim fizeram, e nos dias 13 de Junho, Julho, Setembro e Outubro, a Senhora voltou a aparecer-lhes e a falar-lhes, na Cova da Iria. A 19 de Agosto, a aparição deu-se no sítio dos Valinhos, a uns 500 metros do lugar de Aljustrel, porque, no dia 13, as crianças tinham sido levadas pelo Administrador do Concelho, para Vila Nova de Ourém. 

Na última aparição, a 13 de Outubro, estando presentes cerca de 70.000 pessoas, a Senhora disse-lhes que era a "Senhora do Rosário" e que fizessem ali uma capela em Sua honra.

Depois da aparição, todos os presentes observaram o milagre prometido às três crianças em Julho e Setembro: o sol, assemelhando-se a um disco de prata, podia fitar-se sem dificuldade e girava sobre si mesmo como uma roda de fogo, parecendo precipitar-se na terra.

Posteriormente, sendo Lúcia religiosa de Santa Doroteia, Nossa Senhora apareceu-lhe novamente em Espanha (10 de Dezembro de 1925 e 15 de Fevereiro de 1926, no Convento de Pontevedra, e na noite de 13/14 de Junho de 1929, no Convento de Tuy), pedindo a devoção dos cinco primeiros sábados (rezar o terço, meditar nos mistérios do Rosário, confessar-se e receber a Sagrada Comunhão, em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria) e a Consagração da Rússia ao mesmo Imaculado Coração.

Este pedido já Nossa Senhora o anunciara em 13 de Julho de 1917.

Anos mais tarde, a Ir. Lúcia conta ainda que, entre Abril e Outubro de 1916, tinha aparecido um Anjo aos três videntes, por três vezes, duas na Loca do Cabeço e outra junto ao poço do quintal da casa de Lúcia, convidando-os à oração e penitência. 

Desde 1917, não mais cessaram de ir à Cova da Iria milhares e milhares de peregrinos de todo o mundo, primeiro nos dias 13 de cada mês, depois nos meses de férias de Verão e Inverno, e agora cada vez mais nos fins-de-semana e no dia-a-dia, num montante anual de cinco milhões.

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

De Pequenino…

“De pequenino é que se torce o pepino”

 

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Este provérbio popular português é uma frase bastante utilizada para transmitir a sabedoria popular de que quando uma pessoa ainda é criança, é facilmente moldável para quebrar certos comportamentos, enquanto que se for adulto e se tentar modificar a personalidade dessa pessoa, é uma tarefa bastante árdua, mas não impossível, visto que o carácter de um adulto está completamente formado e bem definido.

Esta comparação do crescimento do ser humano com o crescimento de um pepino é interessante, porque tal como o ser humano, quando um pepino é pequeno é fácil de torcer e quebrar, enquanto que se tentar torcer e quebrar um pepino grande, será preciso usar muita força para se conseguir tal proeza.

 

Sugestão de Culinária

 

 Bolo de Alface

 

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 Ingredientes:

- 4 ovos

- 2 chávenas (chá) farinha

- 2 chávenas (chá) açúcar

- 1 alface

- 1 copo de óleo

- 1 colher (chá) fermento

 

Preparação:

Com a varinha mágica ralar a alface, as gemas e o óleo.

Noutro recipiente juntar a farinha e o açúcar e de seguida juntar o preparado que ralou com a varinha mágica.

Por fim junta-se as claras batidas em castelo, mexendo com cuidado. Coloca-se na forma e leva-se ao forno.

Depois de desenformado polvilhar com canela e açúcar a gosto.

 

 

Poesia

 

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As Maias, Giesta em Flor

 

Já floreiam giestas pelos montes

Aromas acres invadem os caminhos

O amarelo e o branco em horizontes

À mistura com roxos rosmaninhos.

 

Vamos em bando colhê-las aos braçados

Antes que nasça o sol da madrugada

Com elas marcaremos a morada 

Das nossas gentes e dos nossos gados.

 

Para que não entrem nelas inimigos

Nem a má sorte de azares ou castigos

Que às vezes caem sobre a natureza.

 

As maias são prenúncio de farturas

com que a Terra nas suas criaturas

Presenteia o trabalho e a beleza.

 

                                                    Aurora Simões de Matos

 

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

  

Santuário de Fátima

 

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Neste fim-de-semana aconselhamos a Visitar o Santuário da Nossa Senhora de Fátima, Leiria

O Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, localizado na Cova da Iria, freguesia de Fátima, é um dos mais importantes santuários marianos do mundo.

 

Foto da Semana

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publicado por IDADE MAIOR às 12:45

07
Mai 15

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

Pesquisado na Internet e apresentado por: Turma 2

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Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

Autor: António Mordido (pesquisas na Internet)

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Sugestão de Culinária

Autor: Turma 1. Pesquisado na Internet

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Poesia

Autor: Turma 3, pesquisado na Internet

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Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

Apresentado por António Mordido, pesquisado na Internet

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  Veja aqui:

http://www.museudoscoches.pt/

  

 

Foto da Semana

Autor: Turma 4, pesquisado no Google Imagens

 

Há sombras e “sombras”!?!? Já foi ao Cristo Rei ( de Almada?!?)

 

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publicado por IDADE MAIOR às 13:46

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Significado e História do 1º de Maio, Dia do Trabalhador

 

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1 de maio é o Dia do Trabalhador, data que tem origem a primeira manifestação de 500 mil trabalhadores nas ruas de Chicago, e numa greve geral em todos os Estados Unidos, em 1886. Três anos depois, em 1891, o Congresso Operário Internacional convocou, em França, uma manifestação anual, em homenagem às lutas sindicais de Chicago. A primeira acabou com 10 mortos, em consequência da intervenção policial. São os factos históricos que transformaram 1 de maio no Dia do Trabalhador. Até 1886, os trabalhadores jamais pensaram exigir seus direitos, apenas trabalhavam.

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No dia 23 de abril de 1919, o Senado francês ratificou as 8 horas de trabalho e proclamou o dia 1º de maio como feriado, e um anos depois a Rússia fez o mesmo.

No Brasil é costume os governos anunciarem o aumento anual do salário mínimo no dia 1 de maio.

No calendário litúrgico celebra-se a memória de São José Operário por tratar-se do santo padroeiro dos trabalhadores.

Em Portugal, os trabalhadores assinalaram o 1.º de Maio logo em 1890, o primeiro ano da sua realização internacional. Mas as ações do Dia do Trabalhador limitavam-se inicialmente a alguns piqueniques de confraternização, com discursos pelo meio, e a algumas romagens aos cemitérios em homenagem aos operários e ativistas caídos na luta pelos seus direitos laborais.

Com as alterações qualitativas assumidas pelo sindicalismo português no fim da Monarquia, ao longo da I República transformou-se num sindicalismo reivindicativo, consolidado e ampliado. O 1.º de Maio adquiriu também características de ação de massas. Até que, em 1919, após algumas das mais gloriosas lutas do sindicalismo e dos trabalhadores portugueses, foi conquistada e consagrada na lei a jornada de oito horas para os trabalhadores do comércio e da indústria.

Mesmo no Estado Novo, os portugueses souberam tornear os obstáculos do regime à expressão das liberdades. As greves e as manifestações realizadas em 1962, um ano após o início da guerra colonial em Angola, são provavelmente as mais relevantes e carregadas de simbolismo. Nesse período, apesar das proibições e da repressão, houve manifestações dos pescadores, dos corticeiros, dos telefonistas, dos bancários, dos trabalhadores da Carris e da CUF. No dia 1 de Maio, em Lisboa, manifestaram-se 100 000 pessoas, no Porto 20 000 e em Setúbal, 5000.

Ficarão como marco indelével na história do operariado português, as revoltas dos assalariados agrícolas dos campos do Alentejo, que tiveram o seu grande impulso no 1.º de Maio de 62. Mais de 200 mil operários agrícolas que até então trabalhavam de sol a sol, participaram nas greves realizadas e impuseram aos agrários e ao governo de Salazar a jornada de oito horas de trabalho diário.

Claro que o o 1.º de Maio mais extraordinário realizado até hoje, em Portugal, com direito a destaque certo na história, foi o que se realizou oito dias depois do 25 de Abril de 1974.

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O Dia do Trabalhador também tem sido tubulento na Turquia, muitas vezes violento e mortal. Este ano fica marcado por uma originalidade : o regime não quis proibir diretamente a manifestação tradicional na PraçaTaksim. Mas começou uma renovação completamente desproporcionada para impedir a chegada a concentração de trabalhadores e intelectuais no local histórico.

No Japão, o 1° de maio é comemorado a… 23 de novembro, desde 1948. É chamado de Kinrou Kansha no Hi ( きんろうかんしゃのひ / 勤労感謝 の日), que traduzindo seria “Dia da Ação de Graças ao Trabalho“.

Muito antes de ser considerado o Dia do Trabalhador, 1 de maio foi dia de outros factos históricos.

  • Em 1500, Pedro Álvares Cabral tomou posse da Ilha de Vera Cruz (atual Brasil), em nome do Rei de Portugal.
  • Já em 1707, passou a vigorar o Tratado de União, que transformou os reinos da Inglaterra e da Escócia em Reino Unido. A ópera ‘As Bodas de Fígaro’, de Mozart, estreou em Viena, Áustria, neste dia, em 1786. E em 1834 foi abolida a escravatura nas colónias inglesas.
  • No primeiro dia de maio de 1960, iniciou-se uma crise diplomática entre antiga União Soviética e osEUA, com o abate do U-2, um avião espião norte-americano, pilotado por Francis Gary Powers.
  • O automobilismo sofre uma grande perda num 1° de maio: em 1994, no Grande Prémio de San Marino, o brasileiro Ayrton Senna sofreu um acidente grave e morreu no mesmo dia.
  • A 1 de maio de 2004, a União Europeia cresceu, com a entrada de mais dez países: República Checa, Hungria, Chipre, Eslováquia, Polónia, Eslovénia, Estónia, Letónia, Lituânia e Malta.
  • E em 2011, 1 de maio foi dia da beatificação do Papa João Paulo II, exatamente no dia em que Barack Obama disse “We got him”, referindo-se ao terrorista Osama Bin Laden, capturado e morto numa operação norte-americana, no Paquistão.
  • Nasceram neste dia Jean de Joinville, escritor francês (1225), Aleksey Khomyakov, poeta russo (1804), e Sidónio Pais, presidente da República de Portugal (1872).

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Grão a Grão…

“Grão a grão enche a galinha o papo”

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Este provérbio refere-se às pequenas coisas da vida que poderão ser amealhadas se forem sendo recolhidas, por mais pequenas que sejam, como um grão de milho.

Tal como a galinha que ficará de papo cheio se for comendo os pequenos grãos de milho, se formos juntando todos os dias (por exemplo) o valor de um maço de tabaco num mealheiro, ao fim de um ano estará no mealheiro uma boa quantia que dará para ser gozada com uma viagem de férias.

 

Sugestão de Culinária

 

Marmelada de Maçã

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Ingredientes:

1,200 kg de maçã já descascada e descaroçada

750 gr. de açucar

1 pau de canela

Sumo de limão

 

Preparação:

Colocar a maçã já descascada e descaroçada num recipiente com o açucar, o sumo de limão e 1 pau de canela e levar ao lume. Não é necessário juntar água.

Depois de começar a ferver, deixar cozer em lume brando á volta de 30 minutos, mexendo sempre, até a maçã estar desfeita. Retirar o pau de canela e passar com a varinha mágica, se necessário levar novamente a lume brando, mexendo para engrossar um pouco ou até atingir a consistência desejada.

Colocar em taças e deixar secar durante uns dias, tapando posteriormente com papel vegetal molhado em aguardante.

Nota: esta marmelada fica mais clara do que a marmelada de marmelo e não conserva por muito tempo, mas fica muito boa e pode-se fazer em qualquer altura do ano! 

 

Poesia

 

Poema ao 1º de Maio

 

1° de Maio, 

do sol vê-se o raio 

arauto da vida, 

bandeira estendida, 

com a negra divisa 

que o povo organiza. 

Um mundo de amor 

que extingue o opressor, 

termina com a guerra, 

socorre a terra 

da morte eminente 

sob a forma doente 

do mal capital, 

que recebe o aval 

dos vampiros sedentos 

pelos jovens rebentos, 

sacrificados no rito, 

trabalhando ao apito 

que aciona à alvorada, 

e ao fim da jornada, 

quando o sol já se pôs. 

E a um barraco depois 

seguem rumo inseguro, 

um caminho escuro 

onde esperam soldados 

por patrões ordenados.

Mas alguns não arreiam, 

e indignados semeiam 

nos tijolos pioneiros, 

de corpos guerreiros, 

a justiça que escavam, 

e os braços trabalham 

no levante da massa 

em defesa da causa. 

Frutificai do martírio 

nos campos ó Lírio, 

pois em vão não partiram 

e com gloria caíram 

em Chicago a tiros, 

misturados aos gritos. 

Foram com dignidade 

com firmeza e coragem, 

pois naqueles valentes 

os cães obedientes 

dispararam com fúria. 

Mas para além da penúria 

seus irmãos solidários, 

não mais solitários, 

organizavam mais firmes 

suas marchas sublimes, 

da redenção o ensaio: 

O 1° de Maio.

                                                                Jaguarape

 

            Homenagem ao Trabalhador

 

Obrigado ao agricultor por cultivar a terra

e dela tirar o nosso sustento, nosso alimento.

Obrigado ao professor que transmite o

conhecimento com amor.

Obrigado ao médico que trata a doença

Com paciência.

Obrigado ao operário

Que todos os dias o sonho constrói.

Obrigado ao padeiro

Que com amor prepara

O pão quentinho de cada dia.

Obrigado ao jornalista e ao jornaleiro

Que leva a notícia fresquinha

O dia inteiro.

Obrigado ao motorista

Que com atenção

leva o passageiro.

Obrigado ao dentista

Que trata do sorriso do brasileiro.

Obrigado ao carteiro que leva

A correspondência, a carta

Ao destino certeiro.

Obrigado a todos os trabalhadores

E trabalhadoras que fazem deste país

Um lugar melhor e mais feliz.

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

Museu Romântico da Quinta da Macieirinha

 

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Também designada por Quinta do Sacramento ou Quinta da Macieirinha, esta casa de campo de finais do século XVIII foi adquirida pela Câmara Municipal do Porto, em 1972, para aí ser criado o museu.

O espaço museológico pretende recriar ambientes interiores de uma casa abastada do século XIX, abordando as estéticas, os modos e os costumes relacionados com o Romantismo, a cidade do Porto Oitocentista, assim como perpetuar a memória de Carlos Alberto de Sabóia, rei da Sardenha e príncipe do Piemonte.

Esta figura romântica, que a cidade do Porto recebeu com o coração, veio a morrer nesta quinta, a 28 de julho de 1849, triste, doente e exilado da sua pátria.

 

Horário: seg-sab 10:00-17:30 dom 10:00-12:30 (últimas admissões 12:00)/14:00-17:30 (últimas admissões 17:00) Encerrado: Feriados

  

Foto da Semana

 

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 Foto tirada por Eugénia Fernandes em Gramido, Gondomar

Ponte do Freixo, com vista sobre o Rio Douro e a Cidade do Porto

 

publicado por IDADE MAIOR às 13:31

06
Mai 15

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 Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

O CALDO DE PEDRA

 

Um frade andava ao peditório; chegou à porta de um lavrador, mas não lhe quiseram aí dar nada.

O frade estava a cair com fome, e disse:

– Vou ver se faço um caldinho de pedra. E pegou numa pedra do chão, sacudiu-lhe a terra e pôs-se a olhar para ela para ver se era boa para fazer um caldo. A gente da casa pôs-se a rir do frade e daquela lembrança. Diz o frade:

– Então nunca comeram caldo de pedra? Só lhes digo que é uma coisa muito boa.

Responderam-lhe:

– Sempre queremos ver isso.

Foi o que o frade quis ouvir. Depois de ter lavado a pedra, disse:

– Se me emprestassem aí um pucarinho.

Deram-lhe uma panela de barro. Ele encheu-a de água e deitou-lhe a pedra dentro.

– Agora se me deixassem estar a panelinha aí ao pé das brasas.

Deixaram. Assim que a panela começou a chiar, disse ele:

– Com um bocadinho de unto é que o caldo ficava de primor.

Foram-lhe buscar um pedaço de unto. Ferveu, ferveu, e a gente da casa pasmada para o que via.

Diz o frade, provando o caldo:

– Está um bocadinho insosso; bem precisa de uma pedrinha de sal.

Também lhe deram o sal. Temperou, provou, e disse:

– Agora é que com uns olhinhos de couve ficava que os anjos o comeriam.

A dona da casa foi à horta e trouxe-lhe duas couves tenras. O frade limpou-as, e ripou-as com os dedos deitando as folhas na panela.

Quando os olhos já estavam aferventados disse o frade:

– Ai, um naquinho de chouriço é que lhe dava uma graça...

Trouxeram-lhe um pedaço de chouriço; ele botou-o à panela, e enquanto se cozia, tirou do alforge pão, e arranjou-se para comer com vagar. O caldo cheirava que era um regalo. Comeu e lambeu o beiço; depois de despejada a panela ficou a pedra no fundo; a gente da casa, que estava com os olhos nele, perguntou-lhe:

– Ó senhor frade, então a pedra?

Respondeu o frade:

– A pedra lavo-a e levo-a comigo para outra vez.

E assim comeu onde não lhe queriam dar nada.

Extraído de, Contos Tradicionais do Povo Português, Teófilo Braga, 1883

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Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

  

"A cada boca uma sopa"

 

"Tal é o pão, tal é a sopa"

 

 "Palavras não engordam sopas"

 

"Razões não fazem sopas"

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  "A hóspede comedor, mais água na sopa"

 

"Boca calada faz boa sopa"

 

 

"Muitos cozinheiros estragam a sopa"

 

 

"Amizade renovada é como sopa requentada"

  

“Sopa a meio copo cheio”

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Sugestão de Culinária

SOPA DE LEGUMES   -   SAUDÁVEL

 

 

Ingredientes:

1 xícara de feijão branco 1 xícara de ervilhas

Sal

4 cenouras

1 nabo

2 alhos franceses

1 cebola

Talos de couve portuguesa

 

 

 

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 Preparação:

Coza o feijão branco e as ervilhas num litro de água temperada com sal.

Depois de bem cozidos junte os restantes legumes cortados grosseiramente, e deixe cozer.

Bata a sopa com um "passe-vite" ou uma varinha mágica e leve de novo ao fogo até levantar fervura.

Nota: pode, antes de servir, forrar os pratos ou a terrina, com fatias fininhas de pão.

 BOM APETITE! 

 

Poesia

 

“Rio Tinto com POESIA!”  -os poetas vão ao café!

  • Um projeto para a cidade viver e sentir a poesia, conhecer os poetas vivos e também aqueles que partiram mas estão vivos através dos seus versos!
  • Um projeto que eleva a poesia e os poetas, que aproxima as pessoas, que convida os cidadãos a ouvir e a participar, no dizer, no comentar, na música, no convívio…na arte e cultura!
  • Uma vez por mês num café/confeitaria da cidade… a poesia acontece!

No dia 14 de abril foi assim…no Café City Jovem, na Cidade Jovem em Rio Tinto.

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A Drª Maria José Guimarães fez a abertura da sessão e leu alguns poemas de sua autoria, ao longo da noite.

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Autores de Editora Mosaico de Palavras participaram nesta tertúlia poética…e tocaram viola e cantaram e encantaram!

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A Dª Ilda Sousa e a Dª Maria Teresa (alunas da UGIRT) estavam muito atentas…

 

POEMA DESTACADO nesta sessão

 

“LÁGRIMA DE PRETA” DE António Gedeão

 

Lágrima de preta

Encontrei uma preta

que estava a chorar,

pedi-lhe uma lágrima

para a analisar.

                                   

Recolhi a lágrimaPOESIA 4.jpg

com todo o cuidado

num tubo de ensaio

bem esterilizado.

 

Olhei-a de um lado,

do outro e de frente:

tinha um ar de gota

muito transparente.

 

Mandei vir os ácidos,

as bases e os sais,

as drogas usadas

em casos que tais.

 

Ensaiei a frio,

experimentei ao lume,

de todas as vezes

deu-me o que é costume:

 

Nem sinais de negro,

nem vestígios de ódio.

Água (quase tudo)

e cloreto de sódio.

  

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Dª Amélia e o Sr. António conversando com a professora Maria José

 

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Dª Elvira Santos declamando…

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Manuel Alves, poeta e cantor…

 

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Goreti Dias autora da Editora Mosaico de palavras também nos brindou com a sua poesia!

 

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Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

Visitar o museu interactivo “Discovery World” na cidade do PORTO

 

Uma visita a não perder!

 

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 Uma viagem pela história dos Descobrimentos Portugueses…

 

Foto da Semana

 

As maravilhosas cores da NATUREZA!

e… Os desenhos esculpidos na árvore…

Ao centro, reparem…não parece uma pessoa ali sentada a ouvir o silêncio?!

Simplesmente encantador!

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publicado por IDADE MAIOR às 13:08

05
Mai 15

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

Conto: O Lobisomem

(recolha feita no Freixal)

 

O Ti Joaquim Simões era homem de trato fino, vestia jaqueta e calça de “surrobeco” e fora durante muitos anos responsável pelos trabalhos da quinta do Senhor Correia, uma das maiores da zona do Freixial, e era também um grande contador de histórias:

Esta ninguém ma contou, passou-se nas minhas barbas. Lá na quinta trabalhavam sempre muitos homens e mulheres. Vinham de todos os lugares, mas a maioria deles era Aldeia dos Gagos, de uma pequena povoação ali à volta do Freixal. Homens danados para trabalhar! Às vezes por um copo de vinho a mais ensopavam a roupa do corpo em suor, pareciam charruas a entrar com a enxada por aquela terra fora.

Um dia, depois do sol se pôr, altura em que terminavam o trabalho, o Augusto Carrapinho, um valente homenzarrão, forte e musculoso, disse-me:

     -Oh Ti Joaquim, eu hoje não vou à adega, tenho de ir picar o gajo.

     -Mas à noite não é altura para picar porcos, nem para encurralar touros.

     -Não, não se trata de nada disso! É cá uma outra coisa…

     -Vê lá, vê, põe-te mas é a pau, olha que isso não são coisas para brincadeiras.

     -Não se incomodem, eu não sou cagarola como vocês.

Eu estava um pouco espantado a ouvir aquele pessoal todo, e até um pouco admirado com a atitude do Carrapinho. Ele era sempre o primeiro a chegar à adega e o último a sair. E ir-se embora no meio daquela conversa toda, começou a fazer-me pieira na garganta:

     -Mas o que é que ele vai fazer? Nunca o vi assim tão acelerado.

     -Oh Ti Joaquim, é cá uma história que anda para aí!

     -História não, é verdade, ele é mesmo Blisomem!

     -Blisomem, essa agora!

     -É verdade é, Ti Joaquim. Trata-se ali do António das Carapoulas.

     -Aquilo é matemático, em faltando aí cinco para a meia noite, lá está ele a sair de casa, a espojar-se ali na encruzilhada e a transformar-se em gato, burro, cavalo, olhe, no último animal que por ali tiver passado.

     -Oh Manel, olha que essa é forte, parece-me que faz parte do livro de S. Cipriano!

     -Oh Mantoulas, não digas isso pá, olha que até os cabelos do corpo se me estão a arrepiar.

     -Eu com essas coisas não quero brincadeiras.

     -Não faça caso, Ti Joaquim, esse também tá farto de ver Blisomens!

Cada vez que apanha uma piela, vê-os ás dúzias.

     -Vocês são mesmo de partir o caco. Mas o que é que o diabo do Carapinha vai lá fazer?

     -Ele diz que é mentira, que isso não existe, e, para provar, vai lá estar à meia noite, esta semana toda.

     -Eu avisei-o, disse mais que uma vez para ele não ir. Eu já vi com os meus olhos, aquelo é da gente se arrepiar! Mas isso é lá com ele.

     -Amanhã já me vou meter com ele.

     -Se ele aparecer, ti Joaquim, se ele aparecer!

Parecia uma paródia, aquela conversa toda. Cada um dizia sua coisa.

De Blisomens eu sempre ouvi falar em toda a minha vida, mas o que ali se passava era diferente, e não deixava de ter a sua graça.

No outro dia, ao nascer do sol, o Carapinha não apareceu. E então aí a conversa ainda foi pior. Havia quem risse, quem desse gargalhadas, quem dissesse que ele tinha desaparecido, que tinha levado um encherto de porrada, eu sei lá, só faltou fazerem o funeral ao pobre homem.

A meio da manhã, já com o sol a cobrir todo o cabeço, lá aparece o Carapinha. Parecia que tinha sido desenterrado! O raça do homem até metia medo.

Todos se metiam com ele, mas não lhe arrancavam nem uma fala.

Triste, com os olhos no chão, largou a saca, despiu o colete, e entrou no seu lugar, na cava, ao lado dos outros.

   -Oh homem, diz alguma coisa, ou será que o Blisomem te tirou a fala?

     -Lá amarelo, vem ele.

     -E arrepiado, também! Olhem para o boné, parece espetado nos cabelos.

     Todos largavam a sua laracha. Queriam obriga-lo ma falar fosse a que preço fosse.

     Oh Carapinha, vê lá se não te sentes bem, vai-te deitar ali um pedaço, debaixo de um eucalipto.

     -Não, Ti Joaquim, isso já passa. É cá uma arrelia.

     -Mas que diabo é que te passou pela cabeça, para te ires lá meter com o Blisomem?

     Oh Ti Joaquim, por favor não me fale nisso. Pelo amordeus, não me fale nisso. Se soubesse o que se passou!

     Oh homem, conta lá, já agora também gostava de saber.

O pessoal parou todo, encostado ao cabo da enxada, olhar para o Carapinha.

     -Aí no lugar e arredores, andava tudo cheio que o António das Carapoulas era Blisomem. E ontem eu fui lá para a encruzilhada. E não sei como é que foi aquilo. Era meia noite e picos quando aparece ali um cavalo, ao pé de mim. Não me assustei nada, ele era bonito. Comecei a falar-lhe, tirei a minha cinta e, quando lhe passava com ela pelo pescoço, o raça do cavalo dá cá um esticão. Levou-me a cinta e quase pregava comigo no chão.

Os colegas, contrariamente ao que se havia passado até ali, calaram-se, viram a mágoa com que ele falava, as lágrimas quase a caírem-lhe dos olhos.

Durante muito tempo, não se falou noutra coisa.

Como sempre acontece, havia quem acreditasse e quem desmentisse. Mas, o pobre do Carapinha é que jurou nunca mais se meter noutra, e até quase proibiu de falarem nisso á sua frente.

Na festa da Senhora de Pranto, na maior romaria que se faz aqui nos arredores, o Carapinha foi integrado no Sírio da freguesia de Paio Mendes.

Um espectáculo bonito, muitos carros de mulas enfeitados com flores e carregados de pessoas, muitas pessoas, essencialmente da Irmandade e da banda.

Depois de acabar a missa, ao som da música e da alvorada dos foguetes, Carapinha encaminhava-se para o olival para ir comer o farnel com a família.

Quando descia as escadas de cantaria, deparou com o António das Carapoulas.

Nunca mais tinha olhado para ele mas, naquel dia, sem saber bem porquê, mirou-o debaixo a cima.

E qual é o seu espanto quando reconhece a sua cinta enrolada à cintura do Carapoulas.

Naquela altura não foi capaz de dizer nada.

Desceu a calçada e foi com a família para baixo de uma oliveira, junto ao Zêzere.

O comer enrolava-se na garganta. Não lhe saía aquela da cabeça!

Ainda a meio do farnel, levantou-se e disse à família que já vinha.

Foi ao encontro do António das Carapoulas.

     Encontrou-o no adro, junto à torre secular da igreja, a olhar para os barcos enfeitados que faziam procissão pelo rio.

Naquele momento, não havia Blisomem, nem meio Blisomem, era de homem para homem.

Aproximou-se dele, abriu-lhe as bordas do casaco:

     -Oh Ti António, onde é que você encontrou esta cinta? Olhe que ela é minha, tem aqui este sinal!

     -Onde é que tu a deixastes?

     -Não a deixei em lado nenhum. Aqui há tempos atei-a ao pescoço dum cavalo, e ele fugiu-me com ela.

     -pois é, sabes o que é isso? É a mania de te meteres com quem não deves. Toma lá a tua cinta e nunca mais te esqueças daquele ditado que diz “quem vai vai, quem está está!”

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Circo na lua

Água na rua

 

 

Sugestão de Culinária

 

Miolos

 

Apesar do nome, esta receita popular é confecionada com várias carnes de porco.

Cortam-se em pedaços os lombetes e os rins de porco, temperam-se com pimenta e vinho e alouram-se em banha de porco; com tudo bem misturado, junta-se um pouco de água ou, de preferência, caldo de carne.

Retira-se o tacho do lume, batem-se alguns ovos com os miolos – conforme a porção de miolos assim o número dos ovos -, misturam-se carne e vai ao lume a ferver; desfaz-se, então, miolo de pão de trigo e um pouco de pão de milho, envolve-se bem no preparado, torna a ferver e faz-se uma merenda num tacho de barro.

Por fim mistura-se um pouco de sumo de limão a cortar a gordura.

 

 

Poesia

 

Ao Rio Zêzere

 

 

Eu vi-te um dia, ó Zêzere

Serpenteando p’los montes

Bebendo água p’las fontes

Salpicadinhas de estevas.

 

Vi-te chorar nas cascatas

Passa-las com timidez;

Vi-te por mais que uma vez

Passar rochedos de gatas.

 

Vi-te ser canto e encanto

De rouxinóis e donzelas

E deixares em muitas delas

Um riozinho de pranto.

 

Vi-te pairar de mansinho

P’ra libertares o teu choro

E veres em lindo namora

Carquejas e rosmaninho.

 

Vi-te ser sonho, desejo

Filhinho de mãe brejeira

Dares o teu nome a Ferreira

E partires até ao Tejo.

 

 

                                                                                                       Sá Flores

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

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DIA 30 DE ABRIL (QUINTA)

 

17h00   Receber a Imagem no Santuário de Fátima

18h00   Ponto de encontro na Capela de S. António (FZZ)

18h30   Passagem pelas capelas de Ferreira do Zêzere  (Carvalhais, Portinha, Pombeira)

20h00   Receção e acolhimento da Imagem Peregrina na igreja de Ferreira do Zêzere

20h30   Missa

21h30   Procissão de velas

 

DIA 1 DE MAIO (SEXTA)

 

07h30     Igreja Nova chega para buscar Imagem

         08h00      Passagem pelas capelas de Igreja Nova (Sobral, Mourolinho, passando

                         também por Regueiras e Castelaria)

         08h30     Receção e acolhimento na igreja de Igreja Nova

09h00     Missa

10h00     Catequese: A mensagem de Fátima para os dias de hoje (P. Alberto Sousa, sj)

11h00     Teatro infantil: A vida de Nossa Senhora

12h30     Águas Belas chega para buscar Imagem

13h00     Passagem pelas capelas de Águas Belas (Varela, Besteiras)

14h00      Receção e acolhimento na igreja de Águas  Belas

14h30      Terço

15h30      Catequese: Introdução ao Credo (P. Alberto Sousa, sj)

16h30      Teatro infantil: As Aparições de Fátima

17h30      Paio Mendes chega para buscar Imagem

18h00      Passagem pelas capelas de Paio Mendes (Ereira)

18h30      Receção e acolhimento na igreja de Paio Mendes

19h00      Catequese: Nossa Senhora do sim (P. Alberto Sousa, sj)

20h00      Tempo pessoal de oração

21h00      Procissão de velas

23h00      Regresso à paróquia de Ferreira do Zêzere

 

DIA 2 DE MAIO (SÁBADO)

 

07h30      Pias chega para buscar Imagem

08h00      Passagem pelas capelas de Pias (São Marcos, Pias)

08h30      Receção e acolhimento na igreja de Pias

09h00      Missa

10h00      Catequese: Alegria de Maria e como a partilha (P. Alberto Sousa, sj)

11h00      Crianças louvam Maria

11h30      Areias chega para buscar Imagem (junto à Casa Mortuária)

12h00      Passagem pelas capelas de Areias (Freixial, Gontijas, Portela de Vila Verde, Vila Verde, Matos, Milheiros, Avecasta, Pereiro, Telhadas)

14h00      Receção e acolhimento na igreja de Areias

14h30      Terço

15h30      Catequese: Quem és Tu, Jesus Cristo? (P. Alberto Sousa, sj)

16h30      Teatro infantil: Quero ser como tu, Maria

17h30     Chãos chega para buscar Imagem

         18h00      Passagem pelas capelas de Chãos (Jamprestes, Cumes, Almogadel,                  Quebradas, Ovelheiras, Chãos)

19h00      Receção e acolhimento na igreja de Chãos

         19h30      Catequese: O nosso compromisso com a Pessoa de Jesus Cristo (P. Alberto Sousa, sj)

21h00      Procissão de velas

22h00      Tempo pessoal de oração

23h00      Regresso à paróquia de Ferreira do Zêzere

 

DIA 3 DE MAIO (DOMINGO – DIA DA MÃE)

 

07h30      Bêco chega para buscar Imagem

08h00      Receção e acolhimento no ramal do Carril com procissão a pé até à igreja do Bêco

10h30      Missa

12h00      Saída da igreja do Bêco até ao ramal do Carril

13h00      Passagem pelas capelas de Dornes (Carril, Frazoeira)

14h00      Receção e acolhimento na igreja de Dornes

         14h30      Atuação do Coro Juvenil da Fundação Maria Dias Ferreira e do Coro Juvenil de Santa

                         Cecília (de Aveiro)

         16h00      Missa Campal - presidida por D. Serafim Ferreira e Silva, Bispo emérito da Diocese

                         de Leiria-Fátima, no Santuário de Nossa Senhora do Pranto

         18h30      Despedida e partida para o Sant. de Fátima

         20h00      Jantar partilhado

         21h15      Entrega solene da Imagem e oração do Terço na Capelinha das Aparições

         20h00      Tempo pessoal de oração

         21h00      Procissão de velas

         23h00      Regresso à paróquia de Ferreira do Zêzere

 

 

Foto da Semana

 

No dia 23 de abril, a nossa Universidade atuou no XVIII Festival de Grupos Musicais Seniores da RUTIS, que decorreu em Tábua.

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publicado por IDADE MAIOR às 13:34

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Sugestão de Culinária

 

BAVAROISE DE CÔCO

 

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Ingredientes:

1 lata de 400 ml de leite de côco

1 lata de leite condensado

A mesma lata de leite condensado de água a ferver

8 folhas de gelatina

 

Preparação:

Demolhar as folhas de gelatina em água fria.

Numa tigela misturar o leite de côco com o leite condensado.

Noutro recipiente, juntar a gelatina já diluída na água quente e mexer.

Juntar ao preparado.

Deve fazer-se de véspera e vai ao frigorífico até ser servido no dia seguinte.

 

Calda:

Frutos vermelhos (morangos, framboesas)

2 colheres de sopa de açúcar.

Bate-se com a varinha mágica.

 

Bom apetite!

 

 

Foto da Semana

 

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publicado por IDADE MAIOR às 11:53

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

Parque Ambiental de Santa Margarida

Os nossos séniores foram até ao Parque Ambiental de Santa Margarida, onde realizaram um percurso pedestre.  

Neste percurso descobriram mais sobre a natureza e as diversas espécies de plantas e animais que nos rodeiam.  

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publicado por IDADE MAIOR às 11:34

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

Nossa Srª da Guia

“ A Capela de Nossa Senhora da Guia, sita no concelho de Ribeira de Pena (Trás-os-Montes) – é uma formosa construção dos começos do século XVIII, edificada a expensas de dois beneméritos ribeirapenenses:

Baltazar Pacheco de Andrade, Fidalgo de Cota de Armas (1720), Cavaleiro professo na Ordem de Cristo, Senhor da Casa de Santa Marinha e da Capela e Vínculos de São Francisco Xavier,

e Francisco Borges de Mesquita, Fidalgo de Cota de Armas (1738), Cavaleiro professo na Ordem de Cristo, natural da Casa do Mato e que, pelo seu casamento, foi senhor da Casa do Cabo de Friúme, em Ribeira de Pena.

Ambos militaram com distinção nas guerras do tempo, e de comum acordo, resolveram fazer uma Capela para Nossa Senhora da Guia, sita nos limites da Fonte do Mouro, tomando para modelos as Capelas de Nossa Senhora da Conceição da Granja, instituída pelo Revº Dr. Lourenço de Valadares Vieira, e de Nossa Senhora da Assunção de Senra de Cima, instituída pelo Revº Miguel de Carvalho e Almeida, Abade de Santa Valha em Monforte de Rio Livre.

A escritura de ajuste foi lavrada aos 8 de Maio de 1738 na Casa de Santa Marinha, pelo Tabelião António Martins, da Quinta de Cima, freguesia do Salvador da Ribeira de Pena, no livro de notas respectivo, a fls. 79 e seguintes – sendo empreiteiro Luquas Rodrigues, mestre pedreiro, natural da freguesia de Agoas Santas, Reino da Galiza.

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

"Há três coisas na vida que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida."

"Não há melhor negócio que a vida. A gente a obtém a troco de nada."

"A palavra é prata, o silêncio é ouro."

"O cão não ladra por valentia e sim por medo."

"A gente todos os dias arruma os cabelos: por que não o coração?"

"A língua resiste porque é mole; os dentes cedem porque são duros."

"As dificuldades são como as montanhas. Elas só se aplainam quando avançamos sobre elas."

"Um pai é um banco proporcionado pela natureza."

"Antes de dar comida a um mendigo, dá-lhe uma vara e ensina-lhe a pescar."

Sugestão de Culinária

 

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Pastéis de Feijão

 

Ingredientes:

250 g de puré de feijão branco cozido

2 placas de massa folhada

200 g de açúcar

4 ovos + 3 gemas

200 g de manteiga

100 g de farinha

manteiga para untar

farinha para polvilhar

 

Modo de preparo:

Escorra o feijão e pique-o na picadora até obter um puré. Junte-o ao açúcar e de seguida adicione os ovos e as gemas, um a um mexendo sempre.

De seguida junte a manteiga amolecida e a farinha envolvendo bem.

Corte círculos de massa folhada e forre forminhas de queques, depois de untadas com manteiga e polvilhadas de farinha.

Ponha o recheio nas formas com a massa e leve a forno pré aquecido a 200 º cerca de 25 minutos. Desenforme-os e ponha os pasteis em forminhas de papel frisado. Depois de frios polvilhe com açúcar em pó. 

 

Poesia

 

Ó Ribeira

 

Ó Ribeira, ó Ribeira

Ó Ribeira que és tamanha

Criadinha na Ribeira

Não me faço na montanha

Não me faço na montanha

Entre a queiroga e a carqueja

Da minha janela eu vi a

O Adro da nossa igreja

Lá no adro da igreja

Minha Ribeira deixei

Quando te fiz a vontade

Quando te fiz a vontade

Quando te dei minha mão

Minha mão está cansadinha

Meu coração é que não.

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

SUPER PROMOÇÃO para estadias de Abril a Outubro, no Cabanas Park Resort 4*, em Tavira

Parta à descoberta desta bela zona do Algarve, com principal destaque para a típica cidade de Tavira e a bela natural da ria formosa. São 7 noites de alojamento a preços únicos!  Desde 145€

7 noites de alojamento, em apartamento económico T1;

- Alojamento em regime de Só Alojamento;

- Iva à taxa legal em vigor.

 

Alojamento previsto:

Cabanas Park Resort ★★★★

Tavira/Algarve

 

Não incluído: 

- Noites Extra Disponiveis: Consulte-nos!

- Taxas locais, bagageiros, deslocações,...;

- Serviços não mencionados como incluídos;

- Extras de carácter pessoal.

 

Notas Importantes:

- Confirmação de reserva sujeita a disponibilidade;

- Por favor consulte-nos para estadias menores de 7 noites ou maiores de 7 noites;

- Por favor consulte-nos para valores de criança, outros regimes e outras tipologias de quarto;

- Horário de check-in e check-out do quarto de hotel a reconfirmar posteriormente

 

Foto da Semana

 

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publicado por IDADE MAIOR às 11:10

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