UNIVERSIDADES SÉNIORES: ACONTECIMENTOS, TRABALHOS, ETC.

29
Mai 15

LOGO USG.jpg

 

Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Lenda do Pedro Sem

A torre medieval que se encontra diante do antigo Palácio de Cristal, no Porto, é ainda hoje conhecida por Torre de Pedro Sem.

A história diz que essa torre pertencia a Pêro do Sem, doutor de leis, jurisconsulto e chanceler-mor de D. Afonso VI, no século XIV.

Mas a lenda remete para uma data posterior, no século XVI, a existência de um personagem Pedro Sem que vivia no seu Palácio da Torre.

Possuindo muitas naus na Índia, Pedro Sem era um mercador rico mas não tinha títulos de nobreza, o que muito o afetava. Era também usurário, emprestando dinheiro a juros elevados, à custa da desgraça alheia, enquanto vivia rodeado de luxo.

Estavam as suas naus a chegar, carregadas de especiarias e outros bens preciosos, quando a sua máxima ambição foi realizada através do seu casamento com uma jovem da nobreza, em troca do perdão das dívidas de seu pai.

Decorria a festa de casamento, que durou quinze dias consecutivos, quando as naus de Pedro Sem se aproximaram da barra do Douro.

O arrogante mercador acompanhado pelos seus convidados subiu à torre do seu palácio e, confiante do seu poder, desafiou Deus, dizendo que nem o Criador o poderia fazer pobre.

Nesse momento, o céu que estava azul deu lugar a uma grande tempestade! Pedro Sem assistiu, impotente e encharcado pela chuva, ao naufrágio das suas naus.

De seguida, a torre foi atingida por um raio que fez deflagrar um incêndio que destruiu todos os seus bens. Arruinado, Pedro Sem passou a pedir esmola nas ruas, lamentando-se a quem passava: "Dê uma esmolinha a Pedro Sem, que teve tudo e agora não tem...".

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

CROCO.jpg

 

Lágrimas de Crocodilo

É uma expressão bastante usada para se referir a choro fingido. O crocodilo, quando ingere um alimento, faz forte pressão contra o céu da boca, comprimindo as glândulas lacrimais.

Assim, ele "chora" enquanto devora uma vítima.  

 

 

Sugestão de Culinária

 

Queijadas de Cenoura

QUEIJADAS.jpg

 

Ingredientes:

500 gr de Cenouras

2 Ovos

180 gr Açúcar

30 gr de Manteiga

80 gr de Farinha

Uma Pitada de Raspa de Limão

Uma Pitada de sal

 

Preparação:

Comece por cozer as cenouras em bastante água com uma pitada de sal, deixe cozer até as cenouras ficarem bem cozidas.

Depois escorra e cria um puré com a varinha.

Separe as gemas e claras, as gemas junta ao puré e as claras bate em castelo.

Junte o açúcar, a raspa e a manteiga ao puré e bata bem até ficar tudo bem incorporado.

Depois peneire a farinha para dentro da mistura e mistura bem.

Por fim envolva as claras em castelo na mistura e deite estas dentro de forminhas.

Pré-aquece o forno a 200ºC, leve ao forno por uns 35 minutos até ficarem bem douradinhas e cozidas.

 

Poesia

 

Não Tenhas Medo!

 

AMIGO! Não tenhas medo!...

Voz da vida é um segredo

que todos vamos ouvir…

Tarde ou cedo, não importa,

se o ouvires bater à porta ,

dá-lhe um abraço, a sorrir.

                       

Que importa o tempo passar…

Se aprenderes a confiar

não existe a escuridão;

Na força do teu querer,

Ninguém poderá vencer

a Lei da própria razão.

                       

Na razão há o elemento,

que supera o sofrimento

e alivia a cruz de alguém;

Se o Homem é rico Ser,

tem com certeza o saber

mais Nobre que a vida tem.

 

                                                      Ferreira da Costa

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

Igreja de São Francisco

FDS.jpg

O Museu da VOTSFP é constituído pela Igreja Monumento de São Francisco e a Casa do Despacho, com o respetivo Cemitério Catacumbal. 

A Igreja Monumento de São Francisco foi classificada como Monumento Nacional em 1910, e património mundial em 1996 pela UNESCO, estando inserida na zona histórica do Porto. 

A obra iniciada em 1245, é hoje um espaço de arte sacra que se dedica a acolher visitas escolares e turísticas. Também no seu interior se realizam frequentemente concertos de música clássica.

É assim designada uma Igreja-Museu.  A Igreja de São Francisco foi sendo sucessivamente enriquecida, a ponto de ser hoje considerada um dos mais ricos e belos repositórios de talha dourada de Portugal. 

O que mais surpreende é a riqueza barroca dos revestimentos a talha, trabalhados desde o século XVII a meados do século XVIII, demonstram o trabalho excepcional dos entalhadores portuenses.

Foi esta exuberância de dourado que levou o conde de Raczinsky, a descrevê-la como "Igreja de Ouro".

E, deslumbrado acrescenta: "A talha desta Igreja é de uma riqueza e de uma beleza que ultrapassa tudo quanto vi em Portugal e em todo o mundo".

Uma das particularidades desta Igreja vem precisamente deste singular contraste de ornamentação luxuriante das talhas com a austeridade da estrutura gótica. 

A Casa do Despacho que fica localizada em frente à igreja monumento, começou a ser construída em 1726 sob o risco de Nicolau Nasoni.

O seu interior é composto por, Sala de Sessões, Sala do Tesouro, Sala exposição e Cemitério Catacumbal onde estão expostas ossadas.

 

Foto da Semana

 

FOTO.jpg

 I Gala de Danças Regionais em Gondomar

publicado por IDADE MAIOR às 15:30

U3I.jpg

Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

Um Conto baseado nas Lendas tradicionais da minha terra

     Todas as histórias e tal como esta começavam por Era uma vez. Num lugar chamado Vale do Sacho, onde existe uma estrada, com entroncamento, na qual, segundo os meus avós e familiares, contavam que certas noites à meia noite em noite de luar havia um encontro entre uma porca a roncar acompanhada de muitos pintos, os quais piavam ao lado daquela mãe emprestada, parando naquele sítio depois de andar por montes e vales e por outros lados: pinhais e matos. Andaria uma galinha seguida dos porquinhos os quais, ao lado da mãe galinha, iam grunhindo e caminhavam sempre para o dito encontro onde à meia noite iria aparecer um cão grande. Ali encontravam-se aquelas famílias de animais trocados fazendo alarido entre porcos, galinhas e pintos, ficando tudo à briga. Levantando-se uma enorme nuvem de pó toda a bicharada desaparecia no ar. Saindo da nuvem de pó que se levantava um homem que aparecia do chão. O homem, ao levantar-se, via o diabo que vinha a chegar de Ferreira. Estivera no baile onde as pessoas diziam que no baile que tinha havido até de manhã havia no chão do salão só as patas do diabo, pois ele aproveitava para ir ao club ver as jogatinas que ali se faziam. O homem não pensou duas vezes montou o diabo e aí vai ele correndo todas as encruzilhadas da freguesia seguindo pela estrada dos Casais direito à casa do homem onde atirando-o para o chão o deixou como morto. Ao acordar encontrou-se ao pé da enxada pronto para ir trabalhar.

     Estas histórias tinham o fim de assustar as crianças para não abalarem para onde não deviam e não demorarem quando íam fazer os recados aos pais. O homem acordado - ao raiar do Sol - indica que todos tinham de ir trabalhar após as noitadas.

   Hoje passados tantos anos, parece-me que ainda estou a ouvir a minha avó Emília e madrinha a contar estas histórias que à luz dos dias de hoje não dão para acreditar. Mas, as crianças daquele tempo ficavam sempre com medo ao passarem pelos sítios onde havia estes encontros. Passavam sempre a correr, sem descanso rumo a casa onde ficavam em paz. Nesse tempo só havia luzes pelos caminhos a passear, não havia telemóveis.

 Maria Emília Pires, aluna da Universidade da Terceira Idade de Ferreira do Zêzere

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Água mole em pedra dura

Tanto bate até que fura

 

Sugestão de Culinária

 

Cachola de Porco

 

Cortam-se quinhentos gramas de redenho e leva-se num tacho, ao lume, a derreter.

Retiram-se em torresmos.

Cortam-se, em pedaços, setecentos e cinquenta gramas de carne magra de porco, duzentos gramas de fígado, cem gramas de baço que se deitam na gordura, bem quente.

Junta-se então, quatro dentes de alho bem picado, uma folha de louro, uma malagueta, duas colheres de sopa de caldo de pimentão, dois cravinhos, uma colher de cominhos e sal.

Deixa-se cozer.

Quando apura, rega-se com vinho branco, sangue de porco (que foi mantido líquido, desde a matança, com vinagre e sal).

Podem adicionar-se batatas no molho, que poderão acompanhar a cachola.

  

Poesia

 

Sou da serra sou serrana

Gosto de ouvir o vento soprar

Gosto muito da minha aldeia

E ver na serra a nevar

 

Gosto de olhar as estrelas

De ver o seu cintilar

A iluminar toda a terra

Quando a Lua a vem beijar

 

As rosas e o jasmim

Muito gosto de os cheirar

A serra é o meu enleio

Mas também gosto do mar

 

O sussurrar das ondas me envolve

Sua maresia me acalma

Quando dele estou perto

Tudo cerca a minha alma

 

Mas Ferreira onde me encontro

Tem muito de me encantar

Tem tojos e rosmaninhos

E o rio zêzere a deslizar

      

                                              Maria do Carmo Carvalho Francisco

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

  

Conferência “A (In)Sustentável Urgência da Ética”( Conferências )

O processo de globalização económica e financeira em curso ameaça os Fundamentos da democracia, ao devorara coesão social e a solidariedade inter e intrageracional.

Torna-se, pois, imperioso e urgente que a defesa do Bem Comum seja levada a cabo com elevados padrões éticos.

É neste contexto que no próximo dia 30 de Maio, o Senhor Doutor António Bagão Félix, referência incontornável e um dos mais destacados e sublimes defensores do primado da ética nas relações sociais, económicas e financeiras, proferirá uma conferência subordinada ao tema

BAGAO FELIX.jpg         

"A (IN)SUSTENTÁVEL URGÊNCIA DA ÉTICA"

 

 Foto da Semana

 

Seminário sobre prevenção Rodoviária para um público Sénior, realizado em colaboração com GNR de Tomar e o comandante do posto da GNR de Ferreira do Zêzere

17.jpg

 

17a.jpg

 

17b.jpg

 

17c.jpg

 

17d.jpg

 

17e.jpg

 

 

publicado por IDADE MAIOR às 15:07

U3I.jpg

 

Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Lenda: O Tesouro

  

A pombeira é o nome dado a uma pequena povoação situada junto ao rio Zêzere, a dois passos da Lendária Capela de S. Pedro e a meia dúzia de quilómetros da Vila de Ferreira do Zêzere.

     Tratava-se de uma reduzida zona rural, de escassa população e de difíceis acessos, situação que obrigava os locatários a terem de angariar meios de subsistência pelos arredores, que por sua vez também não eram muito férteis em postos de trabalho.

     Vivia-se, portanto, com algumas carências e dificuldades por aqueles sítios.

     Mas, talvez devido ao bom peixe que apanhavam no rio, ao excelente mel que por ali se produzia e bom clima existente, as pessoas eram saudáveis, audaciosas e sonhadoras…

     Conta-se que um pombeirense cheio de filhos vivia muito preocupado com a difícil situação do seu dia a dia. Pensava, pensava muito, mas não arranjava trabalho nenhum, nem qualquer outro meio que o ajudasse a resolver os seus problemas.

     Religioso como era, não faltava a missa que se efectuasse na capelinha do S. Pedro e nunca se deitava sem fazer as suas orações.

     Segundo a Lenda, esse senhor uma noite sonhou com um tesouro, com muito dinheiro, muito dinheiro! Ouvindo simultaneamente uma voz que dizia:

     “-Vai a Santarém que de lá te vem.”

     O sonho repetiu-se por três noites a fio, e tal como manda a sabedoria popular ele não o revelou, pois se assim não procedesse, o sonho não se realizaria.

     Sem dizer nada á mulher nem a ninguém, mete-se ao caminho a pé, demorando cerca de três dias e outras tantas noites para chegar a Santarém.

     Quando chegou e depois de andar por ali ás voltas, ás voltas, e passados que eram já dois dias, caiu em si e pensou:

     -Mas que ando eu para aqui a fazer! Não conheço nada da cidade, e também não tenho nenhum sítio para me dirigir em especial, mas que burro que eu fui em vir para aqui!

     E, de certo modo desesperado e desiludido, sentou-se cabisbaixo num banco de jardim situado no extremo daquela cidade.

     -O senhor parece estar aborrecido.

     Estremeceu, tal não era o seu estado que nem tinha dado pela presença do sujeito que se lhe estava a dirigir.

     -É verdade, senhor, a vida não me corre nada bem, ando para aqui… olhe ando para aqui a fazer não sei o quê.

     -Então somos dois, eu também ando por aqui farto de pensar onde ficará uma localidade chamada Pombeira e qual será o caminho para lá.

     -A Pombeira e o caminho para lá, mas para quê?

     -É que uma noite destas sonhei que havia lá um tesouro e eu queria ir lá procurá-lo.

     -Mas na Pombeira em que sitio?

     E quando o homem lhe revelou o local, o pombeirense aí vai a caminho da sua terra, indo descobrir o tesouro tal qual o outro tinha sonhado, ali, mesmo junto da sua própria casa. E conforme ia arrecadando as moedas de ouro, balbuciava:

     -Afinal, foi a Santarém que eu fui bem!

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Em casa deste homem

Quem não trabalha não come.

 

Sugestão de Culinária

 

Coelho à Padre Sebastião - Receita tradicional

 

Tempera-se o coelho já limpo e partido aos bocados, com sal, alho, pimenta e bastante vinho branco.

Deixa-se marinar por algum tempo, neste tempero.

Frita-se, de seguida, em banha ou manteiga e um pouco de azeite.

Coze-se muito bem, num tacho, com cebola, acrescentando água sempre que necessário.

 

 

Poesia

 

O quanto te quero

É tanto

Que até no meu leito

Estás presente!

 

Dali,

Através de um horizonte,

Salpicado de pinheiros e olivais

Parecendo pombas brancas,

Vejo as tuas Catedrais:

 

As paredes que são livros

As pedras que sabem ler

As lágrimas dos velhos lírios

P´lo teu jardim a correr;

 

As letras que tangem vida

A fonte onde vais beber

A tua praça florida

Onde eu quero adormecer!

                                                                                    Sá Flores

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

A Gruta-Povoado da Avecasta

 GRUTA.jpg

O sítio arqueológico da Avecasta situado no distrito de Santarém, concelho de Ferreira do Zêzere, freguesia de Areias, junto à povoação que lhe dá o nome, constitui um monumento de interesse único em Portugal.

 

A vasta gruta abobadada, a dolina associada que lhe dá acesso pelo noroeste, e a envolvente da colina que a íntegra, deram suporte a um importante povoado que remonta ao Neolítico, mas que se prolonga no tempo de uma forma quase contínua até ao fim da Idade Média, no que se poderá considerar uma das mais longas e bem conservadas sequências estratigráficas de “antigas” culturas e habitats em Portugal.

 

O enorme interesse arqueológico da Avecasta resulta da conservação excepcional das estruturas das várias aldeias sobrepostas, cujos vários horizontes de ocupação (solos, pavimentos, alicerces, muros, lareiras, outras estruturas domésticas, muito espólio utilitário e dejectos) foram sucessivamente selados e preservados por camadas de argila fina.

 

Estas raras condições, potenciadas por uma Arqueologia contextual e multidisciplinar, poderão permitir uma reconstituição rigorosa do espaço de habitat e do modo de vida doméstico destas antigas populações. Por outro lado, a óptima preservação dos materiais de origem orgânica (ossos, conchas, sementes, carvões, grãos de pólen e outros micro e macrofósseis) viabiliza o estudo da evolução do impacte ecológico destas comunidades na paisagem envolvente e dos seus padrões de exploração e ruralização do território.

 

Foto da Semana

16.JPG

 

16a.JPG

 

16b.JPG

 

16c.JPG

 

16d.JPG

 Alunos e professores numa visita guiada ao Laboratório Chimico, na Universidade de Coimbra.

publicado por IDADE MAIOR às 14:24

LOGO USG.jpg

 

Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

O Senhor dos Matosinhos

ESTÓRIA.jpg

Segundo a tradição, a imagem do Senhor de Matosinhos é uma das mais antigas de toda a cristandade.

A lenda diz que esta imagem foi esculpida por Nicodemos, que assistiu aos últimos momentos de vida de Jesus, sendo por isso considerada uma cópia fiel do seu rosto.

Nicodemos esculpiu mais quatro imagens mas esta é considerada a primeira e a mais perfeita. A imagem é oca porque nela teria Nicodemos escondido os instrumentos da Paixão e, nesses tempos de perseguição, os objectos sagrados eram escondidos ou atirados ao mar para escaparem à fogueira.

Nicodemos atirou a imagem ao mar Mediterrâneo, na Judeia, e esta foi levada pelas águas, passou o estreito de Gibraltar e veio dar à praia de Matosinhos, perdendo na viagem um braço.

A população de Bouças ergueu-lhe um templo e designou a imagem por Nosso Senhor de Bouças, venerando-a durante 50 anos pelos seus muitos milagres.

Mas um dia, andava uma mulher na praia de Matosinhos a apanhar lenha para a sua lareira, quando encontrou um pedaço de madeira que juntou aos restantes.

Em casa, lançou-o ao fogo mas este pedaço saltou da lareira não só da primeira, mas como de todas as vezes que ela o tentava queimar.

A sua filha, muda de nascença, fazia-lhe gestos desesperados para que dizer qualquer coisa e, por fim, balbuciou, perante o espanto da mãe, que o pedaço de madeira era o braço de Nosso Senhor das Bouças. Assombrada pelo milagre a população verificou que o braço se ajustava tão bem à imagem que parecia que nunca dela se tinha separado. No século XVI, a imagem foi mudada para uma igreja em Matosinhos, construída em sua honra, ficando a ser conhecida por Nosso Senhor de Matosinhos. 

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Farinha do mesmo saco

DITO.jpg

 

“Homines sunt ejusdem farinae” esta frase em latim (homens da mesma farinha) é a origem dessa expressão, utilizada para generalizar um comportamento reprovável.

Como a farinha boa é posta em sacos diferentes da farinha ruim, faz-se essa comparação para insinuar que os bons andam com os bons enquanto os maus preferem os maus.

 

Sugestão de Culinária

 

Rolinhos de Fiambre com Legumes

ROLINHOS.jpg

 

Ingredientes:

200g de Fiambre da Perna Extra; 

2 cenouras; 

2 courgettes; 

4 colheres (sopa) de azeite; 

Sal q.b.

 

Preparação:

Descasque as cenouras e corte-as em palitos. 

Retire as extremidades às courgettes e corte-as também em palitos.

Leve os palitos de cenoura a cozer em água temperada de sal durante 5 minutos, junte depois a courgette e deixe cozer mais 5 minutos. 

Depois escorra, deixe arrefecer os legumes e regue-os com o azeite. 

Faça pequenos molhinhos de cenoura e courgette e enrole-os numa fatia Fiambre da Perna Extra Primor dobrada ao meio. 

Sirva decorado a gosto.

 

Poesia

 

Senhor dos Matosinhos

 

Pom pom.......

Da chidade da birgem os dois

Nós biemos à dias para cá

A biagem foi bom mas depois

Ninguém biu o que a gente biu já

 

Dizem que lá por Lisboa

A bida é boa, boa bai ela

Mas só se beêm p'las ruas

Catraias nuas, ó lariló lé las

 

Por isso como em Paranhos

Há paus tamanhos que é de 'spantar

Na Baixa ou no Arrebalde

São de ramal os paus no ar

 

Refrão

Oh! Shenhôr dos Matosinhos

Oh! Shenhôra da Boa-Hora

Enshinai-nos os caminhos

P'ra desandarmos daqui p'ra fora.

 

Pom pom . . .

 

Sant' Antoninho da Estrada

Não digas nada, de tudo isto

Quinté já sinto ingonias

Das porcarias que tenho bisto

 

Ind' ontem ali na abenida

Uma astrebida de perna à bela

Quis m' agarrar na mãozinha

Mas coitadinha lebou com ela

 

Refrão

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

  

Visitar a Festa da Nossa Senhora dos Matosinhos

FDS.jpg

Durante cerca de três semanas de festividades religiosas e atividades lúdicas, culturais e desportivas, milhares de lâmpadas iluminam o espaço da festa e a Igreja do Bom Jesus de Matosinhos, obra do arquiteto Nasoni, de onde sai uma grandiosa procissão ao Senhor do Padrão.

A Festa do Senhor de Matosinhos é um dos momentos altos entre as romarias do concelho e do norte do país! 

Bandas de música animam as ruas e os tradicionais coretos, recordam-se lendas e tradições, divulgam-se os receituários gastronómicos de peixes e de mariscos e os céus enchem-se de fogo-de-artifício.

É o evento ideal para quem quer provar um pouco da tradição da cidade de Matosinhos.

Em 2015 o feriado oficial é no dia 26 de maio.

 

Foto da Semana

 

FOTO 1.jpg

FOTO 2.jpg

 Visita às Caves da Raposeira em Lamego

Aproveito para deixar um vídeo da atuação do nosso Grupo de Danças Regionais na Santa Casa da Misericórdia de Gondomar.

 https://www.youtube.com/watch?v=p0mR_M4lCgg

 

publicado por IDADE MAIOR às 13:57

U3I.jpg

 

Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Conto  A Consulta

  

O doutor Mendes Ferreira foi das ressoas mais ilustres nascidas no Concelho de Ferreira do Zêzere.

     Figura eminentemente reconhecida no estrangeiro e também com referências dos seus feitos de médico e humanista por muitos dos principais hospitais portugueses.

Não é pretensão minha, nem teria cabimento aqui num simples conto, fazer-lhe as merecidas referências, nem dar-lhe os justíssimos elogios. Vou apenas falar de um episódio que com ele tive oportunidade de compartilhar.

É pensamento corrente que o doutor Mendes Ferreira era tão ilustre como simples e popular, daí que sejam inesgotáveis as narrações com ele relacionadas.

     Se é verdade que quando operava só falava em serviço e sem nenhum sentido de humor, fora era totalmente diferente, gostava de uma boa anedota e de uma boa prova de vinho, não podendo á sua volta haver tristezas.

     Por ele protegido durante a pior fase de doença da minha vida, senti necessidade de o consultar, desconhecendo na altura o parentesco que ainda nos ligava.

     Tinha deixado os hospitais há pouco tempo; a guerra, as enfermarias, a deficiência, estava tudo muito fresco, chocavam permanentemente com o meu grande desejo de viver!

     Recebeu-me numa das suas residências de campo, situando no lugar do Castelo em Ferreira do Zêzere.

     Depois do olá habitual com a sua voz extremamente roca, de me ter colocado a mão nas costas e conduzido até à sala, num ápice, e muito naturalmente, baixou-me as pálpebras, olhou para dentro dos olhos, viu-me a língua e a polpa das unhas e começou a servir-me um conhaque.

     -Desculpe senhor doutor, mas eu não posso beber.

     -Não podes porquê?

     -Porque quando eu saí do hospital o médico disse para eu não beber.

     -E tu perguntaste-lhe se ele também não bebia? Ora, ora, vamos lá beber isso tudo.

     E enquanto eu algo timidamente ia saboreando aquele maravilhoso néctar totalmente desconhecido das minhas papilas, ele continuou:

     -os médicos, meu Deus, os médicos! Olha, cheguei há dois dias da Suíça onde fui consultar um sobre a minha garganta. O tipo foi horroroso, pura e simplesmente horroroso. Vê lá tu que depois de me ter examinado se vira para mim e diz:

     «-O colega sabe que tem um cancro?»

     -Senti o sangue gelar-se-me e o corpo paralisar, se tivesse ali uma pistola tinha-lhe dado um tiro. É incrível, dizer-me aquilo assim, a seco, sem mais nada. Um médico, la por saber muito, não pode ser um carrasco. Que diabo, um doente é para além de tudo um ser humano, e tem de se saber como trata-lo e como lidar com ele. –Já bebeste tudo?

     -Já sim, senhor doutor.

     -E que tal?

     - Oh senhor doutor, é óptimo!

     -Não é isso rapaz, como é que te sentes?

     -oh senhor doutor, mais quente, parece que até o sangue circula melhor!

     -E engordar, quando é que tu engordas’

     -Senhor doutor também não posso fugir à dieta.

     -Dieta, que dieta?

     -Galinha corada e fígado grelhado.

     -Ora, ora. Deixa ver o copo para irmos embora.

     Estávamos sós, naquele momento ele ausentara-se, dando-me assim oportunidade de pensar no que ele havia dito.

     Ir embora? E a consulta e a receita? Não, não, não podia ser, eu queria a consultas.

     -Pronto, vamos lá.

     -Senhor doutor, mas eu…

     -Sim, já vamos ver disso.

     Chegados á rua e depois de entramos no carro conduzido por ele, pensei que me iria levar para o hospital afim de fazer ali a tal revisão que eu desejava.

     Mas, quando dou por mim, estava no Salgueiral, em casa do senhor Joaquim António, que já estava á sua espera e se apressou a abrir-lhe a porta do carro e a recebê-lo.

     -Trago companhia!

     -Senhor doutor, a casa é modesta e pequena, mas cabemos cá todos.

     Eu estava confuso, boquiaberto com tudo aquilo, mas não dei parte de fraco, integrei-me num pequeno grupo formado pela família do senhor Joaquim e alguns amigos que aguardavam a chegada do doutor Mendes.

     Passámos então por um portão, por um pequeno pátio e por uma porta, sempre envolvidos por forte latir de cães, que chegavam mesmo a afiar os seus dentes quando nos viam próximo do seu improvisado canil.

     -Sentem-se, façam favor de se sentar.

     Estávamos na adega e o senhor Joaquim convidava-nos a ocuparmos o respectivo ligar numa tábua corrida, suportada por uns tijolos e forrada por uma manta de “trapos”, colocada junto de uma improvisada e tosca mesa, que tinha em cima, dentro de vários pratos, chouriço, presunto, queijo, broa de milho e vinho, tudo regional.

     Cada um começou a petiscar do que mais gostava, enquanto se iam ouvindo pequenas larachas encabeçadas pelo doutor Mendes, que era o rei da festa e o mais desinibido:

     -olha rapaz, tudo isto que está aqui é para se comer e beber, ouviste?

     -Sim, sim, senhor doutor, é isso que estou a fazer.

     E que bem que me estava a saber tudo aquilo! Havia eternidades que pela minha boca não passava coisa igual…

     -Então, ó Joaquim, quando é que vem esse coelho á vilão? Se demoras muito volto a colocar-te aí as hérnias.

     -Vai já, vai já, doutor. Isso lá das hérnias é que não, bendita a hora em que o senhor me pôs a mão.

     E pelo murmurinho fiquei a saber que aquele convívio fora prometido pelo senhor Joaquim ao doutor aquando da operação às hérnias.

     -Eh caramba, já cheira, já cheira!

     -O doutor desculpe lá demora, mas isto tem de ser feito na hora, para ser comido quentinho.

     E por cimo da mesa começaram a aparecer travessas repletas de coelho bravo grelhado e temperado com um molho feito à base de rosmaninho e outras ervas do segredo do senhor Joaquim.

     -Eh Joaquim, onde é que tu foste descobrir esta maravilha?

     -Isso é a comida dos caçadores. Quando andamos por lá e como não há muito tempo a perder, é matar, tirar a pele, grelhar, pôr o molho e comer.

     Era na verdade uma verdadeira maravilha, eu não conhecia “o coelho ao vilão”, mas era realmente delicioso.

     Quem parecia uma dobadoura, era o senhor Joaquim, não parava, ora trazendo travessas e molhos, ora descendo e subindo a escada que dava para o subterrâneo, onde ia buscar as garrafas com vinho especial da sua colheita.

     E, já no final, por entre os acordes de uma viola misturados com o canto de umas baladas, o doutor Mendes aproximou-se de mim:

     -Então rapaz, estás a gostar da consulta?

     -Imenso senhor doutor! A partir de agora não mais quero outro médico.

     Na verdade, aquele convívio tinha-me restituído a confiança, feito acreditar que podia comer de tudo, que a minha doença naquela altura não passava de um problema psíquico.

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Quem não trabuca

Não manduca.

 

 

Sugestão de Culinária

 

Cachola de Porco - Receita popular

 

Cortam-se quinhentos gramas de redenho e leva-se num tacho, ao lume, a derreter.

Retiram-se em torresmos.

Cortam-se, em pedaços, setecentos e cinquenta gramas de carne magra de porco, duzentos gramas de fígado, cem gramas de baço que se deitam na gordura, bem quente.

Junta-se então, quatro dentes de alho bem picado, uma folha de louro, uma malagueta, duas colheres de sopa de caldo de pimentão, dois cravinhos, uma colher de cominhos e sal. Deixa-se cozer.

Quando apura, rega-se com vinho branco, sangue de porco (que foi mantido líquido, desde a matança, com vinagre e sal).

Podem adicionar-se batatas no molho, que poderão acompanhar a cachola.

 

 

Poesia

 

Podias ser rosmaninho

Uma acácia preciosa

Um lindo botão de rosa

Passeado em trenzinho.

 

Ter de cara um bom palminho

Vida liberta e airosa

E p´ra menina famosa

Não te faltar um pouquinho.

 

Mas eis que o mundo interesseiro

No teu leito penetrou

E a tua vida transformou

Em pesar, em duro drama

Que foste cardo e lama

O mais poluído ribeiro!

 

                                                                                                                 Sá Flores

 

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

Táxis do mundo na Biblioteca

Durante este mês estão expostas na Biblioteca Municipal de Ferreira do Zêzere 25 miniaturas de táxis de vários pontos do mundo.

Mais uma parte da coleção do Eng. Rui Simões

TAXIS.jpg

  

Foto da Semana

 

Alunos e professores numa visita guiada ao Museu da Ciência, na Universidade de Coimbra.

 

15.JPG

 

15a.JPG

 

15b.JPG

 

15c.JPG

 

publicado por IDADE MAIOR às 13:06

 

LOGO_R PENA.jpg

 

Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Canedo, freguesia do Concelho de Ribeira de Pena, localiza-se no vale do Rio Beça, estendendo-se até ao Tâmega, entre os montes de Lesenho a Norte, Santa Comba a Nascente, e Alto do Pinheiro a Poente. Detentora de uma área de 39,46 quilómetros quadrados a freguesia de Canedo é formada pelos lugares de Alijó, Canedo, Penalonga e Seirós, tendo como freguesias limítrofes Vilar de Porro, Viveiro, Santa Marinha, Fiães do Tâmega. Curros, Covas do Barroso, Codeçoso e Parada de Monteiros.

É a freguesia mais afastada da sede do concelho, da qual dista cerca de 25 quilómetros.

O povoamento do território que atualmente constitui a freguesia iniciou-se bem cedo, como se comprova com os vestígios de um reduto castrejo, lusitano ou romano, em Penalonga. Nesta povoação destaca-se ainda um enorme penedo, provavelmente pré-histórico. Os naturais deste lugar dizem que o topónimo Penalonga se deve àquela pedra, uma vez que o primeiro elemento do termo – “pena” – tem o sentido de fortificação.

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

"Não diga tudo quanto sabes

não faças tudo quanto podes

não creias em tudo quanto ouves

não gastes tudo quanto tens

 

porque

quem diz tudo quanto sabe

quem faz tudo quanto pode

quem crê em tudo quanto ouve

quem gasta tudo quanto tem

 

muitas vezes

diz o que não convém

faz o que não deve

julga o que não vê

gasta o que não pode"

 

Sugestão de Culinária

 

Leite Creme Torrado

leite creme.jpg

 

Material necessário:

2 tachinhos;

1chávena ou tigelinha;

1 colher de pau;

1 frasco para arrumar as claras que ficarão para outra preparação.

 

Ingredientes:

0,5 l de leite;

150 gr de açúcar;

1 colher (sopa) de maisena;

1 casquinha de limão;

3 gemas de ovo;

canela para polvilhar ou açúcar para queimar, ou ainda caramelo liquido para deitar por cima.

 

Preparação:

Faça ferver o leite com a casquinha de limão e ponha de parte.

Num tachinho, e utilizando uma colher de pau, misture o açúcar e a farinha maisena; em seguida, e continuando a mexer com a mesma colher, vá juntando o leite aos pouquinhos de cada vez e mexendo sempre.

Quando estiver tudo misturado, leve ao lume, sem parar de mexer, espere que ferva e, quando ferver, retire do lume.

Deite as 3 gemas numa tijela ou numa chávena e, aos pouquinhos, junte-lhes algum creme mexendo sempre com uma colher para não deixar cozer as gemas.

Quando tiver a chavena mais de cheia, despeje-a no creme mas devagarinho e sem parar de mexer.

Leve de novo ao lume mas não deixe ferver; é só aquecer bem e deixar cozer as gemas.

Retire então do lume, deite em tacinhas ou apenas numa taça (como eu fiz) e deixe arrefecer.

Só depois de frio é que se deita por cima o açúcar que é queimado com o ferro. Ou então deite-lhe por cima caramelo liquido ou a canela.

A casquinha do limão é retirada antes de deitar o creme na taça.

Nota: O leite não engrossa logo com a maisena, só depois que se adicionam as gemas é que fica com a textura final.

 

Poesia

 

Boa Tarde, boa noite

Povo desta freguesia

Este grupo d´amigos

Saúda-vos com alegria

Ó linda eu vou me embora

Ó linda eu vou eu vou

Dá vida a quem te deu vida

Matar a quem te matou

Rapazes e raparigas

Iam todos para a roda

E lá todos entre amigos

Dançavam aquela moda

Aquela saia de chita

Que juntava a roda atrás

Vestida só ao domingo

Para agradar aos rapazes

Lindos cabelos pretos

Penteados a mar alto

Querem os teus lindos olhos

Cabelos pretos não faltam

Tenho dentro do meu peito

Recordações de outro tempo

Recordar é alegria

Tristezas levas o vento.

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

A  nossa caminhada inicia-se junto ao Lar da Aldeia de Vilarinho em Mondim de Basto.

Percorrendo todo o Campo do Seixo onde os garranos correm livres nesta bela floresta e com vista para o Monte Farinha (lugar onde se localiza o Alto da Sra da Graça).

Esta caminhada demonstra a verdadeira beleza das serras do Norte de Portugal.

Ponto de encontro: 9H00 Junto ao Lar de Vilarinho Coord. GPS: 41°24'46.92"N; 7°52'27.15"W

Duração: 3h30 | 10 km 

Dificuldade: Fácil / Média

5 Euros por pessoa

4 Euros Associados Bastomove.te

Inclui:  Seguro, Reforço alimentar, Guia local

Inscrições obrigatórias até dia 15 de Maio as 20h00 

Pagamento: no local de encontro

Ficha de Inscrição: http://goo.gl/forms/Z088z31Zfj natourtracks@gmail.com ou através do 918839027

 

fds.jpg

 

 

Foto da Semana

 

FOTO.jpg

 

 

publicado por IDADE MAIOR às 12:51

LOGO AGITAR.jpg

 

 

Foto da semana

 

Fotografia do inicio de um trabalho feito na atividade de arraiolos

 

foto agitar_uma fotografia do inicio de um trabalh

 

publicado por IDADE MAIOR às 12:40

LOGO.jpg

 

Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

“FADO”

Qual a origem da palavra FADO?

FADO.jpg

Os dicionários situam a origem da palavra no latim fatu- (“destino”). No entanto, como refere José Lúcio, no www.portaldofado.net, “Uma coisa é a palavra Fado, que tem origem no vocábulo fatum (latim) que quer dizer destino e outra é Fado como expressão musical.”

O termo fado só surge associado ao género musical que hoje conhecemos na segunda metade do século XIX.

O dicionário brasileiro Houaiss indica 1879 como data de introdução do sentido de “canção popular de Portugal, frequentemente de caráter lamentoso, sempre acompanhada pela guitarra portuguesa”.

No Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa, José Pedro Machado transcreve um extrato de Eusébio Macário, de Camilo Castelo Branco, 1879, em que a palavra aparece na aceção moderna (“inclinou o tronco sobre o braço da guitarra, e dedilhou uns arpejos… o prelúdio do fado de Coimbra”), acrescentando que “parece que o vocábulo já se empregava com esta aceção por volta de 1820”.

Antes, nomeadamente em Camões, fado surge sobretudo com o sentido de destino, fatalidade.

História do Fado

Os portos de mar sempre foram locais de partida e chegada de pessoas e bens. Mas nos barcos também vinham as culturas e nas cidades portuárias existia uma fusão de culturas.

Ao longo de séculos, os barcos foram transportando, de porto em porto, traços culturais que criaram as raízes da primeira globalização. Muito ligado à vida marítima e à actividade portuária aparece também o fado.     Assim, o fado enquanto expressão de música popular característica e original de Lisboa será inserido numa ligação profunda ao mar. A importância do processo de intercâmbio cultural será uma constante do Festival que se realizará todos os anos, em Fevereiro. 

O fado das tabernas resistiu às luzes do salão. Mas em 1927 surgiu regulamentação que obrigava à posse de carteira profissional para se cantar em público. Mais tarde, o fado projetou-se internacionalmente como a canção nacional.

Mas permaneceu como expressão musical profundamente relacionada com outras manifestações culturais de cidades portuárias, o que exprime uma relação muito antiga de trocas culturais. Este facto dá ao fado um destaque especial na era da globalização. 

 

A alma dos portugueses

O fado não é apenas uma canção acompanhada à guitarra. É a própria alma do povo português. Ouvindo as palavras de cada fado pode sentir-se a presença do mar, a vida dos marinheiros e pescadores, as ruelas e becos de Lisboa, as despedidas, o infortúnio e a saudade.

A grande companheira do fado é a guitarra portuguesa. Juntos, fado e guitarra, contam a essência de uma história ligada ao mar.   O fado, por ser de todos os portugueses, está na taberna e no salão aristocrático. Surgido na primeira metade do século passado, depressa se tornou na canção popular de Lisboa. Desde então, manteve sempre as suas caraterísticas de expressão de sentimentos associados à fatalidade do destino. 

A canção emblemática de Lisboa é também indissociável dos seus bairros mais típicos. Alfama, Mouraria, Bairro Alto e Madragoa são os seus mais autênticos berços. Por esta razão, ouvir o fado é conhecer Lisboa. É também conhecer os portugueses, no mais profundo da sua alma de povo que enfrentou o mar desconhecido.

In attambur

NOTA: E falar actualmente de FADO é ligá-lo a algumas personalidades que levaram o nome de Portugal bem longe através deste estilo musical. AMÁLIA RODRIGUES a “diva” portuguesa do Fado, CARLOS do CARMO, CAMANÉ e, mais recentemente, MARISA entre muitos outros.

Fonte: (guitarrasdelisboa.pai.pt/ms/ms/guitarras-de-lisboa-o-fado-1100-345-lisboa/ms-90045819-p-3/)

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

E como a nossa temática desta semana é o FADO vamos pesquisar provérbios ligados ao FADO, fado estilo musical e fado destino…

 

“Mete a mão no próprio seio, não dirás do fado alheio.”

Aqui significa que devemos olhar primeiro para as nossas atitudes e não falarmos dos outros.

 

"Deus nos livre de bocas abertas, homens de mau recado e de mulheres que correm fado.”

O Fado aparece nos provérbio populares ligado ao destino “correr o fado” significa ter um destino atribulado, precisar de cuidado…

“O corredor é um ser mutante, pode assumir a forma de lobo, de cão ou outro animal. Quando se encontra um, para quebrar o fado deve fazer-se sangue, isto é, fazê-lo sangrar. Dizem que uma pessoa se transforma em Corredor, se em criança, os padrinhos disserem mal o Credo no baptizado. Outra versão consiste em que, nascendo o sétimo filho numa família cujos filhos são todos do mesmo sexo, o primogénito tem de "correr o fado". “

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Corredor_%28folclore%29

 

Sugestão de Culinária

 

Notícias - Abril 11, 2007

Sabores do fado compilados em livro Da ginjinha da Mariquinhas às quentes e boas de Ary dos Santos, o repertório fadista é um cardápio de iguarias nacionais e algumas de além-mar, como a cocada e goiabada de Amália no «Fado Xuxu».

Diana Mendonça investigou durante um mês no Museu do Fado repertórios fadistas de Amália, Mariana Chagas, Quinita Gomes, Berta Cardoso, Carlos do Carmo, Maria Amélia Proença, entre outros, onde encontrou letras com sugestões gastronómicas.

Das entradas e sopas como pastéis de bacalhau, celebrados no fado Cruz Quebrada ao caldo verde de Reinaldo Ferreira cantado por Amália em «Uma casa portuguesa», o livro «Receitas de fado», editado pela 101 Noites, é uma ementa de pratos de peixe, carne, sobremesas e bebidas.

“O fado esteve sempre ligado a casas onde se comia e bebia, além dos piqueniques que se faziam nas hortas”, explicou a investigadora.

“Ao repasto, como se dizia outrora, presidia um espírito de tertúlia e cantava-se o fado, muitas vezes em louvor a um bom prato”, disse. Este espírito é caracterizado no fado «Fidalgo e boémio» de Carlos Conde, uma criação de Maria Amélia Proença, onde se afirma que “naquele típico almoço” alguém escreveu uns versos que a fadista cantou “com devoção”.

Entre os pratos de peixe refira-se o bacalhau assado do fado «Vamos para a farra» onde Carlos Conde faz menção ao prato comido em Odivelas, o peixe frito com salada no «Elogio do fado» de José dos Santos, ou a caldeirada de «Como o fado era diferente» de António Vilar da Costa, cantado por Maria José da Guia. Iscas com elas, do «Fado dos Cheirinhos» de José Carlos Ary dos Santos, cantado por Carlos do Carmo, pato de cabidela do fado homónimo de autor desconhecido, cantado por Teresa Nunes e Filipe Pinto, são dois dos pratos da lista de carnes.

Entre as sobremesas encontramos castanhas assadas, pão-de-ló, pastéis de nata, folar, farturas e pastelinhos de côco, celebrizados por Berta Cardoso no fado «Mais contradições», de Armando Neves. Acrescenta-se a esta lista o exotismo brasileiro da cocada e da goiabada, cantadas por Amália no «Fado Xuxu», de Amadeu do Vale e Frederico Valério, composto pouco depois da primeira ida da fadista ao Brasil, em meados da década de 1940. Completam a ementa as bebidas, vinho, água-pé e ginjinha, referidas em fados de Pedro Figueira, Mascarenhas Barreto e Alberto Janes, respectivamente.

Além das letras completas dos fados, com referência ao seu autor e o fadista que a criou, a investigadora incluiu a respectiva receita culinária. Carlos Conde é o poeta mais citado, com seis fados, incluindo o irónico e divertido, «Fui enganada», com que abre o livro e onde se relata a história de uma mulher que afirma: «Casei-me não sei p’ro quê!/Ele não mexe uma sopa,/Não frita, não faz puré,/Não cose nem lava a roupa», do repertório de Maria Amélia Proença. José dos Santos assina três e Armando Neves e Ary dos Santos, dois cada um, havendo também dois fados de autor desconhecido. Diana Mendonça não é uma estreante nestas lides. Anteriormente escreveu «Receitas de Ópera» e «Receitas dos contos de fadas de Hans Christian Andersen» com os quais venceu o Prémio Gourmand World Cookbook, uma proeza que repetiu com a apresentação do «Receitas de Fado», em Perigeux (Noroeste de França) no Salão do Livro Gourmand.

Nuno Lopes/ Lusa

 DOCE 1.jpg

DOCE 2.jpg

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Poesia

 

Fado Português

POESIA.jpg

 

O Fado nasceu um dia,

quando o vento mal bulia

e o céu o mar prolongava,

na amurada dum veleiro,

no peito dum marinheiro

que, estando triste, cantava,

que, estando triste, cantava.

 

Ai, que lindeza tamanha,

meu chão , meu monte, meu vale,

de folhas, flores, frutas de oiro,

vê se vês terras de Espanha,

areias de Portugal,

olhar ceguinho de choro.

 

Na boca dum marinheiro

do frágil barco veleiro,

morrendo a canção magoada,

diz o pungir dos desejos

do lábio a queimar de beijos

que beija o ar, e mais nada,

que beija o ar, e mais nada.

 

Mãe, adeus. Adeus, Maria.

Guarda bem no teu sentido

que aqui te faço uma jura:

que ou te levo à sacristia,

ou foi Deus que foi servido

dar-me no mar sepultura.

 

Ora eis que embora outro dia,

quando o vento nem bulia

e o céu o mar prolongava,

à proa de outro velero

velava outro marinheiro

que, estando triste, cantava,

que, estando triste, cantava.

José Régio, in 'Poemas de Deus e do Diabo'

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

Fim de semana muito intenso!

1º Noite de Fados em Rio Tinto, quinta à noite

 

Espetáculo solidário: angariação de fundos para

Ajudar o Sport Clube de Rio Tinto.

 

UGIRT solidária… alunas e direcção da nossa UNIVERSIDADE colaboraram neste espectáculo onde o FADO foi REI !

FDS 1.jpg

 FDS 2.jpg

 Jantamos ao som do FADO

FDS 3.JPG

 

No dia 3 de maio comemora-se o Dia das Mães

A UGIRT organizou uma Caminhada!

fds 4.jpg

Mas como a Chuva veio visitar-nos, a Caminhada foi cancelada, no entanto, alguns resistentes insistiram e foram caminhar à beira-mar em Matosinhos, tendo-se passado uma manhã divertida e onde, ainda recolhemos algum conhecimento relativo ao património edificado.

fds 5.jpg

 

fds 6.jpg

 Foto da Semana

 

A todas as Mulheres e MÃES

Matosinhos 2/maio/2015

foto 1.jpg

 

foto 2.jpg

 A Alegria da Amélia é contagiante!

publicado por IDADE MAIOR às 12:01

Maio 2015
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
13
14
15
16

17
18
20
21
22
23

24
25
27
28
30

31


APOIO
LOGO PENELA
arquivos
subscrever feeds
mais sobre mim
ENTIDADE PROMOTORA
LOGO PT FUNDAÇÃO1
UNIVERSIDADE SÉNIOR DE PENELA
pesquisar
 
blogs SAPO