UNIVERSIDADES SÉNIORES: ACONTECIMENTOS, TRABALHOS, ETC.

16
Jun 15

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Lenda “A Moura”

 

     Era ali, na loja do tio Décio, que toda a gente se juntava.

     Na parte de baixo os que mais gostavam de beber e falar, em cima, separados por uma enorme e espessa parede, os jogadores de cartas e do burro, e ainda do lado de fora, no pátio, aqueles que gostavam de jogar ao chinquilho.

     Vendia-se de tudo ali.

     Foi também em casa do tio Décio que existiu a primeira telefonia do lugar; tinha tamanho monstruoso, funcionava por intermédio da bateria de um carro e juntavam-se à volta dela dezenas de pessoas a ouvir, sobretudo a missa e os relatos desportivos.

   Na casa do tio Décio acontecia de tudo: cantava-se, narravam-se praticamente todas as passagens do quotidiano e até se davam “lições de história”, cujos intervenientes eram dois irmãos, o Joaquim e o José Pegas, excelentes marceneiros de profissão. A tecnologia do tempo era serra braçal, martelo, formão e a arte, muita arte, que fazia sair das suas mãos medidas, portas, mobílias, tudo em madeira, muito bem trabalhado e aferido. À noite, os dois irmãos iam também beber o seu copo à loja do tio Décio, e que agradável era ouvi-los quando estavam já meio “borrachos”! Sabiam a História de Portugal de ponta a ponta e a troco de um tostão de vinho relatavam-na tal qual como se encontrava nos livros.

     Negócios, adivinhas, contractos de homens e mulheres à jorna e outras coisas que mal nos passam pela cabeça, tudo acontecia na casa do tio Décio. Foi lá que tudo começou:

     -Já te disse, era lá no poço escuro que uma Moura tomava banho, e ninguém mais lá mete o cu naquela água, sobretudo na parte mais funda, aquele que o fizer sujeita-se a ficar lá, como já aconteceu a alguns. Cá de fora vê-se bem o remoinho que a água faz, aquele que lá cair é engolido, desaparece imediatamente através de um túnel que ninguém sabe onde vai dar nem o que lá por dentro.

     -Oh, tio André, você a contar histórias ganha ao Bocage! Há-de dizer-me onde é que fica esse poço escuro que é para eu lá ir abraçar a Moura.

     -Tu também o que tens é garganta, mas se lá fosses ficavas sem ela num instante.

     -Ah sim! Olhe lá, você quer fazer uma aposta comigo?

     -Ah pois quero, nem é tarde nem é cedo, vinte escudos para o que ganhar.

     Esta conversa desenrolava-se lá em baixo na adega entre o André da Rosa e o João da Perdida. Entre eles a diferença de idade era grande, o André da Rosa andava pelos sessenta anos, enquanto o João da Perdida não passava dos trinta e cinco.

     Tal e qual como a idade, também as vivências eram diferentes. O André da Rosa nunca tinha saído dali, enquanto o João da Perdida já tinha trabalhado pelo país todo e até em Espanha.

     -Está arrumado.

     Fizeram uma cruz no chão, meteram o dinheiro na mão duma das testemunhas e combinaram ir lá no domingo seguinte.

     Era um rancho considerável. E, para encurtar caminho, desceram os Outeiros pelo lado do poente, precisamente pela parte mais íngreme, onde o caminho era aos esses até chegar à várzea.

Quando se atingia o sopé da montanha dava gosto olhar-se em redor para se desfrutar de uma paisagem ímpar, constituída ao cimo pelo azul do céu, ao lado pelo verde dos pinheiros e do mato, pelo amarelo da flor da carqueja e das acácias, e ali aos nossos pés um ribeiro a correr suavemente com a água a espelhar-se nas pedras soltas, parecendo dançar com elas uma valsa de Chopin interpretada pelos esguios canaviais que circundavam todo o leito.

     Depois, um pouco mais além, encontra-se uma azenha, depois outra, e logo a seguir, como imponentes sentinelas para manter o respeito e a vigilância por aquela deslumbrante e preciosa aguarela natural, lá estão, frente a frente, os Penedos da Moura e da Bica. Depois, tinha-se o Penedo do Galo, da Batata, as casinhas da velha da Cabrieira, a Cova das Mortinheiras, a casa do Silva, os casarões onde dizem terem vivido pessoas muito ilustres, a serra do Poio, etc., etc..

     Todo o caminho era agreste e estreito, parecendo uma serpente ondulante a seguir o ribeiro com idênticas características.

     -Alto lá, próximo do poço escuro, mais propriamente na laje. A partir dali não havia nenhum caminho. Tinha de escorregar-se pelo desfiladeiro, vigiado de perto por uma cascata deslumbrante cuja água fazia lembrar roupa a corar ao sol balanceada suavemente pelo vento.

     -É aqui.

     O poço escuro situava-se mesmo no fim do desfiladeiro, a seguir a uma represa que através de uma levada alimentava uma azenha construída na encosta da serra, a alguns metros de distância.

     Tratava-se de um pequeno lago, estreito, meio coberto com salgueiros e estevas, não aparentando à primeira vista nada de tenebroso, a não ser a água muito escura.

     -Vês, acolá naquele canto, aquele remoinho, aquela água a mexer? É ali que está o perigo.

     -Bem, a aposta está feita, não é verdade?

     -O dinheiro encontra-se na mão das testemunhas.

     Primeiramente o João da Perdida despiu-se. Depois olhou em seu redor, tirou do pequeno saco de pano uma corda, foi amarrá-la a um pinheiro que se encontrava próximo e depois atou a outra ponta por debaixo dos braços.

   -Nem isso te vai salvar, vais ver! Mas fique bem assente, eu não sou responsável por nada. Ouviste? Olha que eu não tenho nenhuma responsabilidade.

     O João da Perdida dá uns passos, coloca-se em cima de uma pedra, respirou fundo e atirou-se para a água.

     O João era magro, baixo, tinha o peito bastante largo e uma caixa toráxica que mais parecia o fole de um ferreiro.

     -Já está, já lá ficou, cá para mim é melhor puxarem a corda – dizia o tio André, ao ver que o João não aparecia à tona da água.

     Já ganhei, botem para cá os vinte escudos. Já lhe partiram a corda, vejam que ela já nem mexe.

     Mas o João sabia o que estava a fazer, nadava bem, aguentava-se debaixo de água quase como um cágado.

     -Ei! Oh tio André que bonita é a Moura! Já lhe dei dois beijos, um abraço e vou-me casar com ela – dizia o João ao mesmo tempo que dava uma gargalhada e nadava por todo o espaço do poço escuro.                                                                                                                                                                                                                                                                                                               Sá Flores

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Em Junho foice em punho.

Sol de Junho madruga muito.

Junho calmoso, ano formoso.

Junho chuvoso, ano perigoso.

Junho floreio, paraíso verdadeiro.

Junho quente, Junho ardente.

A Chuva de São João, bebe o vinho e come o pão

 

Sugestão de Culinária

  

Entrecosto assado no forno

Ingredientes:

1,200 kg de entrecosto

750 g de batatas

3 dentes de alho

1 dl de azeite

1,5 dl de vinho branco

3 colheres (sopa) de massa de pimentão

Sumo de 1 laranja

Sumo de 1 limão

1 folha de louro

Salsa q.b.

Sal e pimenta q.b.

 

Preparação:

Arranje o entrecosto, corte-o em pedaços em coloque-os numa tigela.

À parte, misture a massa de pimentão, o vinho branco, o sumo de laranja, o sumo de limão, os dentes de alho picados, a folha de louro partida e tempere com sal e pimenta.

Junte esta mistura ao entrecosto, envolva bem e deixe marinar durante 1 hora.

Ligue o forno a 170 graus.

Disponha o entrecosto num tabuleiro de forno com metade da marinada, regue-o com o azeite e leve ao forno durante 15 minutos.

Descasque e lave as batatas, corte-as em quartos, junte-os ao tabuleiro da carne, rectifique de sal e pimenta, envolva e deixe cozinhar aproximadamente 30 minutos, mexendo de vez em quando para que fique com uma assadura uniforme. Se necessário, vá regando com o resto da marinada.

Quando estiver cozinhado, retire do forno e sirva polvilhado com salsa picada a gosto.

Pode acompanhar com salada e gomos de laranja.

  

Poesia

 

Erguida nessa Colina

Belo Hino à Natureza

Desce até à campina

Sem deixares de ser princesa.

 

Caminha feita na geira

Olhar posto no Suão

P´ra teres água na leira

Celeiro nobre de pão.

                                                                                                    Sá Flores

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

  

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Foto da Semana

 

As alunas da disciplina de Artes Decorativas participam no workshop de sabonetes

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Correr o Fado

 

Em tempos antigos, um rapaz que trabalhava como criado para um lavrador chegava a certa hora do dia e ficava muito cansado e triste.

Foi então que o patrão reparou que o rapaz não andava bem e perguntou-lhe o que se passava.

O rapaz não queria falar, mas como estava desesperado e confiava no patrão, contou-lhe que nas noites de lua cheia se transformava em lobisomem e que também corria o fado.

Isto porque nesse tempo ouvia-se falar que, se o sétimo filho não se chamasse Adão ou Eva, conforme fosse rapaz ou rapariga, mais tarde iria correr o fado e transformava-se em lobisomem.

Como os pais do rapaz assim não o fizeram, o triste fado aconteceu-lhe.

O lavrador, com pena do rapaz, prometeu ajudá-lo. Perguntou-lhe por onde passava quando corria o fado.

O rapaz disse-lhe que tinha de passar sete montes, sete pontes e sete fontes.

O lavrador, numa noite de lua cheia, esperou na sétima fonte com uma foice bem afiada e ficou à espera do rapaz.

Quando o avistou transformado em lobisomem, deu-lhe um golpe com a foice e o lobisomem sangrou transformando-se no pobre rapaz.

O lavrador reparou que ao rapaz lhe faltava um dos dedos. Era a marca da foice.

Foi desta maneira que o rapaz deixou de correr o fado e de se transformar em lobisomem.

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Para Inglês Ver

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 A expressão surgiu por volta de 1830, quando a Inglaterra exigiu que o Brasil aprovasse leis que impedissem o tráfico de escravos.

No entanto, todos sabiam que essas leis não seriam cumpridas.

Assim, elas teriam sido criadas apenas “para inglês ver”.

Foi assim que surgiu a expressão.

 

 

Sugestão de Culinária

 

Sobremesa da Avó

Ingredientes:

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Bananas

Peros

Açúcar

Canela 

Gelado 

 

Preparação:

Pegamos num tabuleiro e colocamos 3 bananas cortadas ao meio, 4 peros cortados em 4 com a casca. Disponham pelo tabuleiro. Por cima de tudo colocar açúcar a gosto e canela.

Levar ao forno a 200 graus. Quando as frutas já tiverem a ficar meladas retirar do forno.

Colocar numas taças e por cima da fruta o gelado.

PS: O gelado pode ser de baunilha não de vários sabores.

 

Poesia

 

Abraça-te a mim!

 

Abraça-te a mim!

Escuta o bater do meu coração

Bem dentro de mim!...

É por ti que bate com paixão.

 

Abraça-te a mim!

Deixa-me sentir o teu calor

Tão perto de mim!...

E eu vou transmitir-te o meu amor.

 

Abraça-te a mim!

Sussurra meu nome com carinho;

Di-lo só p´ra mim!...

Com sempre fazes de mansinho.

 

Abraça-te a mim!

Não deixes escapar o momento;

Fiquemos assim!...

O meu ser inteiro é sentimento.

 

Abraça-te a mim!

Juntinhos, os dois, vamos sonhar;

Feitiço sem fim!...

Pode o mundo mesmo acabar.

 

                        Maria Luísa Osório

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

Museu Nacional de Soares dos Reis

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Museu Nacional Soares dos Reis está instalado no Palácio dos Carrancas, na freguesia de Miragaia, na cidade e Distrito do Porto, em Portugal. Trata-se de um museu de belas artes, artes decorativas e arqueologia.

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O chamado Museu Portuense, também conhecido por Ateneu D. Pedro IV, foi fundado em 11 de Abril de 1833 por decreto do rei Pedro IV de Portugal. Constitui-se, assim, como o mais antigo museu público de arte de Portugal. O museu foi primeiramente instalado no edifício do Convento de Santo António da Cidade, atual edifício da Biblioteca Pública Municipal do Porto, em Santo Ildefonso. A galeria de exposição permanente do museu ocupava o antigo refeitório dos monges capuchos, situado no rés-do-chão do edifício. No andar superior situava-se uma sala destinada ao estudo e exposições temporárias.

Em 1911, o museu passou a designar-se Museu de Soares dos Reis em homenagem aquele escultor portuense. Grande parte do espólio do escultor faz parte da coleção do Museu, sendo talvez a obra mais emblemática a escultura em mármore de nome O Desterrado.

Em 1940, o Estado adquiriu à Santa Casa de Misericórdia o Palácio dos Carrancas para o qual muito contribuiu o empenho do seu então diretor, Vasco Valente.

Concluídas as obras de adaptação do novo edifício, com projeto do engenheiro Fernandes Sá, o museu foi inaugurado em 1942. À época, as alterações mais notáveis consistiram na transformação das oficinas da antiga fábrica em galeria com iluminação zenital, destinada à pintura. Assim como, a criação de outra galeria, desta feita de escultura, para alojar a obra de Soares dos Reis.

Durante a década de 1940, o Museu foi enriquecido com as coleções do Museu Municipal. De museu clássico, de Belas-Artes, passou a museu misto, incorporando as chamadas artes decorativas, que assentavam bem a um Porto industrial.

Sob a direção do escultor Salvador Barata Feyo, na década de 1950, o Museu adquiriu obras de pintura e escultura a jovens artistas.

Em 1992, na sequência da criação do Instituto Português de Museus, o Museu Nacional Soares dos Reis iniciou um projeto de remodelação e expansão, da autoria do arquiteto Fernando Távora, concluído em 2001.

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O acervo do museu contabiliza cerca de 13000 peças, das quais 3000 são pinturas. As restantes, distribuem-se por coleções de escultura, gravura, artes decorativas (mobiliário, faiança, porcelana, vidros, ourivesaria, joalharia, têxteis) e coleções arqueológicas.

 

 Foto da Semana

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 Vista do lado de Vila Nova de Gaia para a Ribeira do Porto

publicado por IDADE MAIOR às 11:25

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Lenda da Princesa Fátima

Fátima era uma jovem e bela princesa moura, filha única do emir.

Este escondia-a dos olhos dos homens numa torre ricamente mobilada.

Fátima tinha por companhia apenas as aias. Apesar de estar prometida a seu primo Abu, o destino quis que Fátima se apaixonasse pelo cristão Gonçalo Hermingues, o cavaleiro poeta conhecido como "Traga-Mouros".

Nas suas cavalgadas pelos campos, Gonçalo via a bela princesa à janela da torre. Sabendo que a princesa iria participar no cortejo da Festa das Luzes, preparou uma cilada de amor.

Os cristãos, liderados pelo "Traga-Mouros", apareceram na festa e raptaram Fátima. Abu partiu com os seus homens em perseguição dos cristãos.

A luta entre os dois revelou-se fatal para o rico e poderoso Abu. Como recompensa pelos prisioneiros mouros, Gonçalo Hermingues pediu a D. Afonso Henriques licença para se casar com a princesa Fátima, a que o rei acedeu com a condição de esta se converter.

A região que primeiro acolheu os jovens viria a chamar-se Fátima. O local onde se instalaram definitivamente ficou conhecido por Vila de Ourém, cuja origem está no nome cristão da princesa, Oureana.

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

  

Guardado em Sete Chaves

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 No século XIII, os reis de Portugal adotavam um sistema de arquivamento de jóias e documentos importantes: um baú que possuía quatro fechaduras.

Cada uma destas chaves era distribuída a um alto funcionário do reino. Portanto, eram apenas quatro chaves. Mas o número sete passou a ser utilizado em razão de seu valor místico, desde a época das religiões primitivas.

Assim, começou-se a utilizar o termo “guardar a sete chaves” para designar algo muito bem guardado.

 

Sugestão de Culinária

 

Lulas com Molho de Mostarda

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Ingredientes:

1kg de lulas limpas

100g de bacon

1 cebola pequena

3 dentes de alho

200ml de natas (creme de leite)

4 colheres de sopa de mostarda

1 colher de sopa de polpa de tomate

Sal e azeite q.b.

 

Preparação:

Num tacho largo colocar a cebola e os alhos picados.

Regar com um fio de azeite e levar ao lume a refogar.

Quando começar a alourar juntar o bacon em tiras finas e deixar fritar um pouco.

Juntar as lulas partidas em rodelas, temperar com um pouco de sal e acrescentar a mostarda e a polpa de tomate.

Deixar cozinhar por 10 minutos. Juntar o pacote de natas, envolver bem e deixar cozinhar mais 10 minutos. Está pronto! Acompanhamos com arroz branco.

  

Poesia

 

As Pessoas Sensíveis

 

As pessoas sensíveis não são capazes

De matar galinhas

Porém são capazes

De comer galinhas

 

O dinheiro cheira a pobre e cheira

À roupa do seu corpo

Aquela roupa

Que depois da chuva secou sobre o corpo

Porque não tinham outra

O dinheiro cheira a pobre e cheira

A roupa

Que depois do suor não foi lavada

Porque não tinham outra

 

“Ganharás o pão com o suor do teu rosto”

Assim nos foi imposto

E não:

“com o suor dos outros ganharás o pão.”

 

Ó vendilhões do templo

Ó construtores

Das grandes estátuas balofas e pesadas

Ó cheios de devoção e de proveito

 

Perdoai-lhes Senhor

Porque eles sabem o que fazem.

 

                                    Sophia de Mello Breyner Andresen

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

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Sea Life Center é um aquário de acesso público, construído e explorado pelo grupo Merlin Entertainments.

É o 30.º aquário da cadeia Merlin Entertainments.

Está localizado no Parque da Cidade do Porto, junto à Praça de Gonçalves Zarco e ocupa uma área de cerca de 2400 metros quadrados, albergando cerca de 5800 criaturas marinhas, pertencentes a mais de cem espécies diferentes, em 31 aquários.

Em exibição estão tubarões  (de pontas negras, zebra e enfermeiro), raias, cavalos-marinhos e exemplares de peixes tropicais, além de espécies indígenas do rio Douro como os barbos, as trutas, as carpas e os vairões.

O maior dos aquários - o "Reino do Neptuno" - tem um túnel que os visitantes podem atravessar .

Abriu ao público a 15 de junho de 2009.

 

Foto da Semana

 

Tertúlia na Universidade Sénior de Gondomar

Realizada no dia 30 de Maio de 2015

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Lenda “A coisa Má”

     A Cabrieira, que hoje não passa de um local estéril, totalmente despovoado, onde praticamente só abundam mato, pedras, alguns pinheiros e uma poluição ameaçadora, usufruíra outrora uma situação diferente, totalmente antagónica da actual.

     Por ali são ainda bem visíveis vestígios de humanização, como oliveiras, pedaços de hortas, uma ou outra azinheira que, embora de origem natural mereceram o cuidado do homem, chegando mesmo a fazer parte significativa da rica floresta por ali existente, e fundamentalmente paredes em ruinas, onde nasceu, viveu e morreu muita gente.

     Não tem esta minha afirmação referência ou alguma analogia com os povoados que nela estavam inseridos, como por exemplo o Rebelo, o Vailongo, etc., mas sim a casas isoladas construídas essencialmente junto à ribeira.

     Também o imenso mato e a acentuada poluição que por ali abunda nos revela bem esse grau de desumanização, uma vez que as muitas pessoas que por ali pescavam e totalmente banho, e os numerosos rebanhos que por ali pastavam, não permitiam tal degradação.

     A diversidade de histórias que se narram com origem na Cabrieira davam sobejamente para elaborar um longo e interessante trabalho somente a ela dedicado, o que demonstra bem quão belas e ricas foram as vivências que por ali tiveram lugar.

     Por aqui e por agora, vou apenas debruçar-me sobre um acontecimento relacionado com o penedo do galo.

     Depois de passar o penedo da Bica, e continuando junto á ribeira, temos a cerca de trezentos metros, localizado no lado oposto, sensivelmente a meio de serra, o penedo do Galo. Trata-se de uma rocha de tamanho considerável, com a particularidade de possuir uma pequena reentrância.

     Derivado ao seu isolamento e maus acessos, ninguém ali se deslocava, a não ser algum curioso que gostasse de aventuras e do desconhecido.

     Consta que certo dia, durante uma trovoada, em que o céu vomitava línguas de fogo e a chuva inundava tudo, um pastor, ao ser surpreendido por esse temporal, nele se foi recolher.

     Mas em virtude da chuva, relâmpagos e trovões de uma intensidade e abundância surpreendentes, o pastor, para se livrar dessa tempestade, ia-se encostando à cratera, parecendo a certa altura ter ouvido algo semelhante a pequenos gemidos.

     De início e talvez derivado à grande preocupação de que nada acontecesse ao rebanho, o que obrigava a que estivesse em constante movimento, para vigiar e contar as cabeças, não deu muita importância ao que parecia ter ouvido.

     Depois, e quando a trovoada serenou, a coisa aí mudou de feição, eram mesmo gemidos que vinham do interior da caverna, gemidos que pareciam exactamente choro de pessoa.

     O pastor não era de muitos medos, e depois de ir dar uma volta para juntar e contar o rebanho, voltou ao local disposto a pôr fim aquela situação.

     Só que, quando chegou junto ao penedo e bateu com o cajado duas ou três vezes no chão, pernas para que vos quero, faltando-lhe até a voz para chamar o rebanho!

     Chegando ao povoado, e por não ser usual ele recolher tão cedo, toda a gente se admirou:

     -Então que se passa, estás doente? Aconteceu-te alguma coisa com o mau tempo?

     Mas o pobre pastor não respondia, nem voz tinha para responder.

     -Mas o que é que se passa, homem? Foste mordido por alguma víbora, por algum lacrau?

     -Tia Maria, Deus nos livre, se fosse isso ninguém o segurava com dores!

     E perante o silêncio do pastor, as pessoas começaram a juntar-se à sua volta.

     -Mas, espera lá, ele está branco, branco como a cal da parede! Ó homem, desembucha, fala!

     -Ó tia Maria, ele deve ter-se assustado com a queda de algum raio, o melhor é fazer-lhe um chá de pele de cobra e meter-lho pela boca abaixo.

     -Na, na quero cá, cá chá, não quero co…co…coisa nenhuma. Eu só quero que me deixem, que me deixem, mais nada!

     E depois de tanta persistência, o pastor, com medo que lhe fizessem para ali alguma que ele não gostasse, não teve outro remédio senão revelar o acontecido.

     -Rapaz, gemidos tens tu na pinha, mas é!

     -Diga-lhe que sim, diga-lhe que sim, eu é que sei.

     -O rás ma parta se eu não vou lá ver o que é! Eh, rapaziada, quem é que quer vir comigo?

     -Ê, ê, posso ir.

     E lá foram, armados de foice e forquilha, aqueles que eram considerados os dois homenzarrões lá do sítio.

     Chegados junto do penedo, puseram-se lado a lado a olhá-lo, fazendo incidir toda a sua atenção no tão falado buraco:

     -Ele é parvo!

     -Parvo e bem parvo, nem uma mosca se ouve aqui, quando mais gemidos!

     -Gemidos, coisa má, tem ele mas é na cabeça, eu já lhe digo como é.

     Mas, quando o mais destemido avança para junto do penedo, desata aos berros e cai desamparado no chão sem dizer nem ai, nem ui. O outro desta a correr, caindo e levantando-se sucessivamente, surpreendido e assustado com os muitos e enormes morcegos e a respectiva chiadeira que eles faziam ao saírem da reentrância.

     -Realmente, o rapaz tinha razão, os gemidos daquela bicharada pareciam mesmo o diabo!

     -É verdade, na minha vida nunca assisti a nada igual, ainda sinto os cabelos em pé! – Comentavam a alguns metros do local os dois “audazes”, totalmente rendidos ao susto provocado pela praga dos morcegos.

                                                                                     Sá Flores

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Com a verdade me enganas.

 

Sugestão de Culinária

A MINHA SALADA DE FRANGO (4 Pessoas)

 

Ingredientes: 4 Bifes de Frango;

                       2 Cebolas médias;                       

                       4 Tomates;                       

                       4 Ovos;

                       3 Colheres de sopa de Azeite;   

                       1 colher de sopa de massa de alho;  

                       1 Alface média;

                       1 lata de Cogumelos laminados;

                        8 Colheres de Maionaise Light.(opção)

Preparação:

 Em 4 Pratos prepare a alface bem lavada e cortada em pedaços.

Junte em cada prato um tomate cortado em gomos pequenos.

Adicione em cada um meia cebola às lascas bem finas e reserve.

Coza os Ovos e, depois de cozidos e descascados, corte-os em rodelas, um por prato sobre a salada. 

Numa Frigideira aqueça o Azeite juntando a Massa de alho.

Corte os bifes de Frango em tiras finas e passe bem no Azeite quente.

Junte os Cogumelos bem escorridos e deixe apurar com o frango mexendo bem.

Distribua em 4 porções iguais em cada prato o frango com os Cogumelos sobre a salada e os Ovos às rodelas.

Pode pôr 2 Colheres de Maionese Light sobre cada Prato.

 

Poesia

 

Nos teus campos perfumados

de carqueja e rosmaninho

dá gosto andar p´lo caminho,

despejar nossos cuidados

nos penhascos enfeitados

nos pinheiros e cravinas

nas tuas lindas meninas…

e castelos bem fadados.

Na verdura dos teus prados

no teu rio cristalino

onde mergulha o destino

de quem te ama a valer

e sofre por não te ver,

senhora dóutros cuidados!.

      

                                   Sá Flores

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

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 Foto da Semana

Alunos e professores participaram no projecto do

CAI Cavaquinho Recorde Mundial do Guiness 6 6 2015

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

O Galo de Barcelos

Símbolo de Portugal

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Um dos símbolos de Portugal é o Galo de Barcelos. 

Todas as lojas de souvenirs tem um galinho à venda, tornando-o uma das lembranças turísticas mais populares e procuradas no país. 

O que eu não sabia, é que como eu, muitos portugueses também não conheciam a lenda. Então deixo aqui, a famosa lenda que associa o Galo de Barcelos à sorte e à felicidade.

 

Esta é a lenda:

Há muitos séculos atrás um peregrino ia a caminho de Santiago de Compostela (Espanha) e foi acusado de um crime ao sair de Barcelos. Apesar de sua inocência e honestidade, foi incapaz de se defender satisfatoriamente e o juiz condenou-o à forca. O peregrino voltou a afirmar a sua inocência e, perante a incredulidade dos habitantes do burgo, apontou para um galo assado que estava sobre a mesa exclamando: “É tão certo eu estar inocente, como certo é esse galo cantar quando me enforcarem”. Risos e comentários não se fizeram esperar, mas, pelo sim ou pelo não, ninguém tocou no galo.

O que parecia impossível tornou-se então realidade…

Quando o peregrino estava a ser enforcado, o galo assado ergueu-se na mesa e cantou. Neste instante ninguém mais duvidou das afirmações de inocência do condenado.

O Juiz corre à forca e com espanto vê o pobre homem com a corda ao pescoço, mas o nó laço impediu o estrangulamento. Imediatamente solto, foi deixado em paz.

Passados anos o peregrino voltou a Barcelos e fez erguer o monumento, o” Senhor do Galo”, em louvor a Virgem e a São Tiago. Este monumento pode ser visto no Museu Arqueológico Municipal.

 

Sabia que…

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o Dia Mundial da Criança não é só uma festa onde as crianças ganham presentes.

É um dia em que se pensa nas centenas de crianças que continuam a sofrer de maus tratos, doenças, fome e discriminações (discriminação significa ser-se posto de lado por ser diferente).

Sabias que o primeiro Dia Mundial da Criança foi em 1950?

Tudo começou logo depois da 2ª Guerra Mundial, em 1945. Muitos países da Europa, do Médio Oriente e a China entraram em crise, ou seja, não tinham boas condições de vida.

As crianças desses países viviam muito mal porque não havia comida e os pais estavam mais preocupados em voltar à sua vida normal do que com a educação dos filhos. Alguns nem pais tinham!

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Como não tinham dinheiro, muitos pais tiravam os filhos da escola e punham-nos a trabalhar, às vezes durante muitas horas e a fazer coisas muito duras.

Sabia que mais de metade das crianças da Europa não sabia ler nem escrever? E também viviam em péssimas condições para a sua saúde.

Em 1946, um grupo de países da ONU (Organização das Nações Unidas) começou a tentar resolver o problema. Foi assim que nasceu a UNICEF.

Mesmo assim, era difícil trabalhar para as crianças, uma vez que nem todos os países do mundo estavam interessados nos direitos da criança.

Foi então que, em 1950, a Federação Democrática Internacional das Mulheres propôs às Nações Unidas que se criasse um dia dedicado às crianças de todo o mundo.

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Este dia foi comemorado pela primeira vez logo a 1 de Junho desse ano!

Com a criação deste dia, os estados-membros das Nações Unidas, reconheceram às crianças, independentemente da raça, cor, sexo, religião e origem nacional ou social o direito a: - Afeto, amor e compreensão; - Alimentação adequada; - Cuidados médicos; - Educação gratuita; - Proteção contra todas as formas de exploração; - Crescer num clima de Paz e Fraternidade universais.

Sabia que em só nove anos depois, em 1959 é que estes direitos das crianças passaram para o papel?

A 20 de Novembro desse ano, várias dezenas de países que fazem parte da ONU aprovaram a "Declaração dos Direitos da Criança". Trata-se de uma lista de 10 princípios que, se forem cumpridos em todo o lado, podem fazer com que todas crianças do mundo tenham uma vida digna e feliz.

Claro que o Dia Mundial da Criança foi muito importante para os direitos das crianças, mas mesmo assim nem sempre são cumpridos.

Então, quando a "Declaração" fez 30 anos, em 1989, a ONU também aprovou a "Convenção sobre os Direitos da Criança", que é um documento muito completo (e comprido) com um conjunto de leis para proteção dos mais pequenos. Esta declaração é tão importante que em 1990 se tornou lei internacional!

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

O pior cego é o que não quer ver

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Em 1647, em Nimes, na França, na universidade local, o doutor Vicent de Paul D’Argenrt fez o primeiro transplante de córnea em um aldeão de nome Angel.

Foi um sucesso da medicina da época, menos para Angel, que assim que passou a enxergar ficou horrorizado com o mundo que via. Disse que o mundo que ele imagina era muito melhor. Pediu ao cirurgião que arrancasse seus olhos.

O caso foi acabar no tribunal de Paris e no Vaticano. Angel ganhou a causa e entrou para a história como o cego que não quis ver. Atualmente, o ditado se refere a alguém que se nega a admitir um fato verdadeiro.

 

Sugestão de Culinária

Gelado Frito

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Ingredientes:

Gelado Baunilha – 4 Bolas

Ovo – 1

Farinha – 80gr

Água – 60ml

Bolo – 150gr (Brioche, Bolo, Coco ou Pão)

 

Preparação:

Começa por fazer 2 bolas compactas de gelado, embrulha cada uma em película aderente e volta a por no congelador para endurecer (de preferência de um dia para outro).

Tritura o bolo, brioche ou pão até ficar em migalhas, é preferível algo doce para a camada exterior, mas podes usar qualquer uma destas coisas serve, aliás é uma oportunidade para experimentar combinações, guarda a parte.

Numa tigela a parte mistura o ovo, a farinha e a água até obteres uma massa.

Depois das bolas de gelado ficarem duras, passa cada uma pela massa e depois pelas migalhas, repete isso mais uma vez, para criares uma camada espessa de pelo menos meio centímetro de  espessura, volta a levar as bolas ao congelador para endurecer (de preferência de um dia para outro).

Quando for altura de fazer as bolas de gelado frito, aquece óleo num tacho/frigideira ou fritadeira com pelo menos 8 cm de altura de óleo, este deve estar bem quente. Mergulha as bolas de gelado no óleo e frita até o exterior ficar bem dourado (não demora muito tempo, menos de 1 minuto), como o gelado e a cobertura já estão cozinhados é só preciso dourar.

Serve as bolas com caramelo claro ou mel.

  

Poesia

 

Poema a Gondomar

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Eu vi nascer o sol do Monte Crasto,

Inebriei minh´alma de beleza;

Dediquei um pensamento puro e casto

A esta linda terra portuguesa.

 

Gondomar, que eu aprendi a amar

Tal como és,

Com defeitos e virtudes;

Acolheste meu sorrir e meu chorar,

Respeitaste de meu jeito de atitudes.

 

Do cimo de teu monte, com carinho,

Passeio o meu olhar pelo rio Douro,

Que te banha e acaricia de mansinho,

Aliciando o teu coração de ouro.

 

Esse lindo coração bem trabalhado

Na filigrana da tua ourivesaria:

Quem é que alguma vez te tendo amado,

Indiferente a tal beleza ficaria?

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Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

Casa da Música no Porto

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Casa da Música é a principal sala de concertos do Porto, em Portugal.

Foi projetada pelo arquiteto holandês Rem Koolhaas, como parte do evento Porto Capital Europeia da Cultura em 2001(Porto 2001), no entanto, a construção só ficou concluída em 2005, transformando-se imediatamente num ícone da cidade.

Embora o concerto do dia de abertura ocorresse no dia 14 com os Clã e Lou Reed o espaço só foi inaugurado no dia 15 de abril de 2005, pelo presidente da República Jorge Sampaio. O primeiro-ministro, políticos e a sociedade do Porto estiveram presentes para o concerto, dado pela Orquestra Nacional do Porto.

  

Foto da Semana

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 XX Encontro de Grupos Musicais em Vila Pouca de Aguiar

(Tuna da Universidade Sénior de Gondomar)

publicado por IDADE MAIOR às 10:39

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Sugestão de Culinária

Delícia de Chocolate

 

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Ingredientes:

200 g de açúcar

250 g de chocolate de culinária

1050 g de manteiga

6 ovos

50 g de farinha

 

Preparação: 

Derreta o chocolate com a manteiga

Bata as gemas com o açúcar, acrescentando depois o chocolate e a manteiga derretidos.

Adicione a farinha e por fim, as claras batidas em castelo.

Unte uma forma(de abrir) com manteiga e polvilhe com farinha.

Verta a massa na forma untada e leve ao forno aquecido a 200 graus durante 10 minutos. 

Bom apetite!

 

publicado por IDADE MAIOR às 10:29

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