UNIVERSIDADES SÉNIORES: ACONTECIMENTOS, TRABALHOS, ETC.

16
Jul 15

U3I.jpg

 

Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Lenda da Fonte da Moura

 

A muito antiga Fonte da Moura que ainda hoje existe nos arredores de Santarém tem na origem a história da perseguição dos Mouros por D. Afonso Henriques, após a conquista da cidade.

Um grupo de cavaleiros, liderado pelo jovem rei, seguia já há dias pelos campos quando, cheios de sede, procuraram uma fonte.

Foi então que surpreenderam uma jovem moura fugitiva que ao ser questionada onde ficaria a fonte mais próxima lhes disse que era muito longe, acrescentando em tom de desafio que se o Deus dos cristãos era tão poderoso que fizesse nascer ali mesmo uma fonte. Talvez então ela se convertesse.

D. Afonso Henriques desceu do cavalo e retirou-se para rezar e, de repente, ouviu-se um som surdo e viu-se um jato de água límpida e fresca que formou um pequeno regato.

Os cavaleiros ajoelharam-se perante o milagre e a jovem moura, que chorava de emoção, prometeu dedicar a sua vida ao Deus cristão. A fonte ficou para sempre conhecida como a Fonte da Moura.

 

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

 Nada como um dia depois do outro

 

Sugestão de Culinária

 

Filé de frango com bacon (4 Pessoas)

 

Ingredientes:

  • 1/2 peito de frango
  • bacon
  • limão q.b.
  • Sal e pimenta q.b.
  • 1/4 cebola picada
  • 1 dente de alho picado
  • 2 colheres maionese
  • palitos
  • manteiga q.b.

 

Modo de preparação:

Pegue em meio peito de frango, corte em filezinhos.

Tempere com limão, sal e pimenta do reino. Reserve.

Pegue em 1/4 de cebola, pique bem pequenininho, 1 dente de alho também bem picadinho e misture com 2 colheres de sopa de maionese.

 

Montagem:

Coloque uma fatia de bacon e por cima coloque o filé de frango, coloque um pouco da mistura de maionese.

Enrole e prenda com 2 palitinhos.

E vá montando os vários rolinhos.

Unte uma forma com um pouco de manteiga e coloque os rolinhos e leve ao forno até ficarem dourados.

Fica muito gostoso e essa maionese dá um toque bem especial.

 

Poesia

Como te contar?

  

Inquieta-me a lucidez de certas horas.

Como te contar? Tudo nelas é perfeito, 

e claro, e inabalável ... Até a dor!

 

A acomodação à realidade

põe-se a subir sorrateira pelo corpo

dos sonhos e dos desejos. Mata-os!

 

É perigoso viver desarmado 

na lucidez das horas. 

Quando menos se espera, morre-se!

 

Quero a minha lanterna sempre acesa,

Entrar com ela no inexprimível  sossego

que precede a tempestade;

 

Escutar o respirar aflito do mundo

entre dois trovões, duas guerras, dois gritos, 

separados apenas por um fio;

 

Um espaço impreciso, o fio, entre o um e o dois, 

Espaço a que, só por ignorância, 

chamamos silêncio.

 

                                                              Lídia Borges

 

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

dornes.jpg

 

 

Foto da Semana

 

Alunos e professores da Universidade Sénior no jantar do final do ano lectivo 2014/2015

24.jpg

 

24a.jpg

 

24b.jpg

 

24c.jpg

 

24d.jpg

 

24e.jpg

 

24f.jpg

 

24g.jpg

 

publicado por IDADE MAIOR às 13:27

U3I.jpg

 

Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Lenda da Fundação do Mosteiro de Alcobaça

 

Em 1147, a moura renegada Zuleiman apresentou-se nos paços de Coimbra na presença de D. Pedro Afonso, irmão do primeiro rei de Portugal, surpreendendo o infante com a revelação que aquela seria a melhor altura para conquistar Santarém.

Zuleiman despeitada por ter sido abandonada por Muhamed, o alcaide de Santarém, queria vingar-se dando aos cristãos as informações que tinha sobre a defesa do castelo.

Entretanto, D. Afonso Henriques já tinha enviado o seu cavaleiro Mem Ramires a Santarém para estudar o inimigo e a astúcia e a cautela do cavaleiro foram fulcrais para a decisão do ataque.

Conta a lenda que foi na serra dos Albardos que o primeiro rei de Portugal fez a promessa de construir um mosteiro se Deus lhe desse a vitória.

Mem Ramires segurou a escada contra as muralhas por onde entraram os soldados e Santarém amanheceu cristã.

O mosteiro de Alcobaça foi construído em cumprimento de um voto do primeiro rei de Portugal, sendo juntamente com a Batalha e os Jerónimos uma das jóias mais preciosas do património arquitetónico português.

                                                                              

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Leite de vaca não mata bezerro

 

Sugestão de Culinária

 

Quiche de Cogumelos, Bacon e Azeitonas

Ingredientes:

  • 3 ovos
  • 1 pacote de massa folhada
  • 1 pacote de natas de culinária
  • 1 pacote de queijo mozarela ralado
  • 1 lata pequena de cogumelos laminados
  • 1/2 cebola picada
  • Sal, pimenta, orégãos e azeitonas – q.b.
  • Polpa de tomate – q.b.
  • Tiras de bacon – q.b.
  • Azeite – q.b.

Preparação:

Para começar, agarre numa tarteira e forre com a massa folhada. Faça uns furinhos no fundo com um garfo;

De seguida cubra com polpa de tomate e por cima coloque a cebola frita em azeite, os cogumelos escorridos, o bacon, orégãos e metade do queijo;

Depois bata as natas com os ovos e tempere a gosto. Assim que tiver, despeje na quiche;

Agora vamos decorar com a restante metade do queijo mozarela ralado e com as azeitonas;

Para finalizar, basta levar ao forno (previamente aquecido) e deixar dourar e deixar solidificar sem que fique duro.

 

Poesia

 

AMIZADE

 

Mais que uma mão estendida

mais que um belo sorriso

mais do que a alegria de dividir

mais do que sonhar os mesmos sonhos

ou doer as mesmas dores

muito mais do que o silêncio que fala

ou da voz que cala, para ouvir

é, a amizade, o alimento

que nos sacia a alma

e nos é ofertado por alguém

que crê em nós.


Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

karate.jpg

 

Foto da Semana

 

Universidade Sénior em visita de estudo a fábrica e museu de vidro em Marinha Grande

23a.JPG

 

23b.JPG

 

23c.JPG

 

23d.JPG

 

23e.JPG

 

publicado por IDADE MAIOR às 13:07

03
Jul 15

LOGO USG.jpg

 

Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

As Unhas do Diabo

 

Em tempos que já lá vão, os sinos de Ponte de Lima começaram a tocar a finados pela morte de um célebre escrivão. Pelas reações da população que progressivamente ia recebendo a notícia, era claro que este desaparecimento não era lamentado, pois o escrivão não era modelo de virtude ou honestidade tendo lesado muitas famílias.

Era mesmo sabido que o morto falsificava documentos e aceitava subornos que guardava numa arca escondida no sótão de sua casa. Era do consenso geral que aquela alma não tinha salvação possível e duvidava-se mesmo se teria sequer direito a um enterro cristão.

Estava instalada a polémica, quando os frades franciscanos do Convento de Santo António se ofereceram para o sepultar, o que veio a acontecer.

Nesse mesmo dia à meia-noite, os franciscanos foram acordados por três sonoras argoladas na porta do convento.

Do outro lado da porta, uma voz pedia-lhes para se reunirem na capela pois queria falar-lhes. Quando abriram a porta, um vulto imponente e de olhar penetrante entrou. Os frades assustados reparam que apesar de estar muito bem vestido tinha um pés estranhos, chanfrados como os das cabras.

O visitante dirigiu-se à capela onde estava sepultado o escrivão e parando à frente da sua sepultura, levantou a laje, retirou o corpo amortalhado e fez com que este vomitasse a hóstia que tinha na boca. Transformando-se num vulto negro e temível, elevou-se no ar com o corpo do defunto e saiu por uma janela com um grande estrondo.

A comunidade correu para o adro, ainda a tempo de ver os dois corpos unirem-se num só e voarem pelos céus com uma risada diabólica, deixando atrás de si um rasto de cheiro a queimado.

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Com a Corda Toda

corda.jpg

 

Antigamente, os brinquedos que possuíam movimento eram acionados torcendo um mecanismo em forma de mola ou um elástico, que ao ser distendido, fazia o brinquedo se mexer.

Ambos os mecanismos eram chamados de “corda”.

Logo, quando se dava “corda” totalmente num brinquedo, ele movia-se de forma mais agitada e frenética.

Daí a origem da expressão.

 

 

Sugestão de Culinária

  

Batido de Banana com Canela

batido.jpg

 

Ingredientes:

Banana – 2

Leite – 200ml +/-

Mel – 1 Colher de Chá ou Açúcar (Opcional)

Canela – Uma Pitada (Opcional)

 

Preparação:

Se quer uma variação mais refrescante deixe as bananas no frigorífico para o batido ficar mais fresco, depois descasque e coloque num copo triturador ou num recipiente alto para poder usar a varinha magica.

Adicione o leite e adicione um pouco de mel se achar que precisa de doçura e triture bem, se quer um creme bem suave e cheio de espuma, prove, se achar que está demasiado grosso adicione mais leite e volte a triturar.

E já está. Polvilhe um pouco de canela por cima e está pronto a beber!

 

Poesia

 

À nossa professora de Inglês

 

Maria Luísa Osório,

Facho de luz vibratório,

Ilumina quando ri;

Pois se na alma há riqueza

Natural a Mulher a beleza

Natural dentro de si.

Poetisa, é sofredora…

Que brilhante professora,

Sabe dar sem receber;

No aluno vê irmão,

Ajuda-o, abrindo a mão,

Ensina-o com o seu saber.

Em seu nobre português

Vai ensinando inglês

Com lições de Humanidade;

Assim, com bons professores,

Todos seremos doutores,

Doutorados na amizade.

                                                 Ferreira da Costa

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

  

Mosteiro de São Bento da Vitória

mosteiro 1.jpg

 

mosteiro 2.jpg

Mosteiro de São Bento da Vitória localiza-se no Morro do Olival, na cidade do Porto, em Portugal.

O mosteiro servia aos monges beneditinos, assim como a igreja monástica, tendo sido iniciada a construção do seu conjunto em finais do século XVI, no local anteriormente ocupado pela Judiaria do Olival.

Em função do que tinha sido determinado no Mosteiro de Tibães, os beneditinos entraram no Porto com o intuito de construírem um mosteiro na cidade, o que veio a acontecer depois de resolvidos alguns entraves, embora a construção só tenha terminado cerca de um século depois do seu início, corria o ano de 1707.

Durante a Guerra Peninsular uma parte do mosteiro foi ocupada pelas tropas invasoras francesas e posteriormente pelas portuguesas, tendo-se servido dele como hospital militar.

No que diz respeito à Igreja de São Bento da Vitória foi desenhada pelo arquiteto Diogo Marques Lucas, discípulo do italiano Filipe Terzio, em estilo clássico já deturpado pela Contrarreforma, com uma harmonia, solidez e proporções equilibradas.

Depois de ter servido de quartel, a administração da igreja e parte do mosteiro foram, confiadas aos beneditinos do Mosteiro de Singeverga, sendo lá instalado o Arquivo Distrital, assim como a Orquestra do Porto.

 

 

Foto da Semana

 

Fogo do S. João do Porto

foto.jpg

 

publicado por IDADE MAIOR às 10:45

U3I.jpg

 

Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Conto “O Negócio”

 

     Os Outeiros formava conjuntamente com os lugares contíguos um dos maiores aglomerados populacionais do concelho.

     Todas as regiões têm normalmente os seus usos e costumes e maneiras de agir, e por ali bem curiosa a forma como se espalhavam as notícias.

     Ávidas de falar, de transmitirem algo que suscitasse conversa e quebrasse a monotonia repetitiva do dia a dia, as pessoas começavam à janela, à porta, à guarita e depois quase corriam pelas quelhas a ver quem primeiro fazia chegar a novidade àqueles pequenos núcleos mais distantes:

     -O tio Francisco da Portela dá dois contos e uma casa a quem casar com a filha!

     -Mulher, cala-te aí! Isso pode lá ser, onde é que já se viu uma coisa dessas!

     -Olhe que é verdade, tia Carolina, foi ele quem o disse na taberna, em alto e bom som.

     -Logo vi, logo vi, só da taberna é que saem essas baboseiras. Decerto que ele já estava com alguma torcida daquelas de ser preciso ir levá-lo a casa.

     -Oh, lá tá você, sabe bem que o tio Francisco não é desses.

     -Então que raio é que lhe passou pela cabeça! Eu tenho sessenta e um anos e nunca tal ouvi. Onde é que já se viu fazer do casamento um negócio assim!

     Lameira acima, fonte abaixo, especadas junto aos portais, as mulheres pareciam dobadouras, ora a levantar o avental, ora a baterem com as mãos nas coxas para evidenciarem os seus comentários.

     Chegavam a estar tempos sem fim carregadas com o cesto ou o cântaro à cabeça, tal era a recompensa que encontravam na conversa:

     -Parece que a rapariga foi vista, aqui já há algum tempo, por aí, no meio do milho com um rapaz do lugar de baixo.

     -Pois é, olha, sabes o que te digo, coitado de quem nasce sem ninguém! A madrasta nunca gostou dela, o pai anda sempre por fora, e agora, para se ver livre dela, faz uma coisa dessas. Se ela fosse minha filha eu dava-lhe o negócio, se quisesse vender, vendesse-se a ele, tal está.

     A filha do tio Francisco, a tal que naquela altura andava de boca em boca, chamava-se Virgínia.

     -Ó mulher, eu quase me custa a crer que ela fosse vista com quem quer que fosse, ela parece uma saca de batatas e é mole como uma cebola podre!

     -Ó mulher, tu sabes bem que toda a vida houve gostos para tudo.

     -Lá isso é verdade. E, diga-se quanto é franco, ela lá para o trabalho não vale um chavo, mas quando via um homem nunca mais tirava os olhos de cima dele.

     Cada uma dizia sua coisa, e ai de quem tivesse a infelicidade de cair naquela teia…

     Na maioria dos casos tratava-se apenas da necessidade de alimentar a conversa, mas noutras existiam mesmo segundas intenções.

     Claro que também apareciam as mais contemplativas, “os tais frades encapotados de diabo”…

     Mas as mentalidades por ali eram mesmo do tempo da pedra lascada.

     Os namoros funcionavam à janela durante um ano ou mais, depois o rapaz ia pedir ao pai dela para o autorizar a namorar dentro de casa, onde estava sempre a mãe por perto. E com tudo isto, para uma rapariga ficar solteira, para não mais casar naquela terra não era preciso a efectivação do ato para aparecer a calúnia, para isso bastava somente que terminasse um namoro de alguns meses.

     O assunto corria rapidamente os circuitos habituais e até era cantando através das pulhas. O enxovalho era tal, que os rapazes não se atreviam nem sequer a olhar para essas vítimas. Qualquer aproximação era terrivelmente censurada, situação em que ninguém queria cair, tantos e tão grandes eram os “carrascos”.

     Claro que, como em tudo na vida havia sempre uma exceção, e o Manuel era um desses.

     Começara logo de pequeno a trabalhar nas cerâmicas, e era por aí que se mantinha, de dia a moldar o barro, a fazer tijolo e telhas de canudo, e de noite vigiando os fornos a cozer esses materiais.

     Tinha quase trinta anos e mulheres só as conhecia ao longe. O seu estado de frequente embriaguez, a sua rude e desmazelada apresentação e fundamentalmente a sua falta de vocação a isso conduziam.

     Quando ouviu os colegas falarem da proposta do tio Francisco, largou a forquilha com a paveia de mato e ficou de tronco erguido, muito atento a escutar:

     -Bem, pensando bem, a coisa até nem é má, não senhor. Dá uma casa, dinheiro, faz a boda e os bens ocupam quase meio lugar.

     -Então ó Manel, esse mato não vem de lá? Daqui a pouco o forno apaga-se!

     -És – estava só aqui a fazer um cigarro.

     -Qual cigarro, qual quê, tu estás mas é já a pensar nas casas e no dinheiro. Vê lá, não deixes fugir aquilo, olha que é um bom partido!

     Tocha entre os lábios, resmungando, metido somente consigo, o Manuel nem se apercebia do gozo dos colegas.

   -Se é assim, amanhã já vou saber da coisa, olá se vou.

     E se bem o pensou, melhor o fez. De manhãzinha, barrado o forno, enquanto os colegas, como era hábito, foram para a tarimba descansar um pouco, o Manuel pôs-se a caminho da casa do tio Francisco.

     Parecia não ver ninguém. A sua maior e única preocupação baseava-se na abordagem do problema. Por mais voltas que desse á cabeça não encontrava forma como começar a conversa.

     -Então Manuel, o que é que te tráz por cá?

     Até os olhos lhe sorriram de contentamento, tal foi o peso que aquelas palavras lhe tiraram de cima.

     -Ó tio Francisco, é por causa aí da, da…

     -O quê, da minha cachopa! O quê, mas tu gostas dela! Olha eu cá por mim, para te ser franco, não vejo mal. És bom rapaz, trabalhador e sabes guardar para amanhã. A casa que eu vos dou, é a da Boa Vista, um bom prédio, como tu aliás muito bem conheces, tem muita terra de amanho, macieira, figueiras touças, e só oliveiras são mais trinta.

     -Sim, sim, ó tio Francisco, eu conheço, eu conheço.

     -O dinheiro também já está ali, contadinho e á parte. Olha lá, e para quando é que tu pensavas o casório?

     -Olha cá por mim não seja a demora. E que diabo, tu também já vais tendo idade. Para os papéis correrem, chegam meia dúzia de dias, ora estamos no princípio do mês, que dizes lá para o princípio do que vem, acho que um mês chega bem para tudo. Olha tu é que sabes, mas para mim, quando menos pessoas melhor, mais te fica.

     -É verdade é, tio Francisco.

     - Então estamos combinados, a partir da amanhã a rapariga vai para lá lavar as casas, e entretanto vou ver se enjorco um pedreiro para lhe dar uma caiadela.

     -Sim, senhor, sim, senhor, tio Francisco.

     Despediram-se e o Manuel, feliz e sorridente, seguiu de novo o caminho de forno.

     Todo ele transpirava de satisfação, tinha sido mais fácil do que ele pensava. Não ia dizer nada aos colegas, haviam de se morder todos, ninguém lhe iria arrancar uma só palavra que fosse.

     E o Manuel, mal chegou ao trabalho, foi imediatamente assaltado pelos colegas, pareciam sanguessugas de volta dele, mas não houve tentativa nem jogo de palavras que o desviasse do seu pensamento, daquilo que tinha prometido a si mesmo. Aliás, ele nem ouvia nada do que lhe dirigiam. A vivência e o contentamento que lhe corriam nas veias eram tais que já se via dentro da casa com o dinheirinho na mão.

     E bem pode dizer-se que tudo correu a seu gosto. Aliás, o senhor Francisco bem se esforçou por isso, desde as coisas da igreja até ao arranjo da boda, tudo foi da sua responsabilidade.

     -Ó mulher, mas eu nunca vi uma coisa assim, o sogro é que arranja tudo, senhor!

     -É bem verdade essa, olha eu cá por mim moro praticamente ali ao pé deles e nunca os vi juntos.

     -Realmente é verdade, já agora só falta ser o pai a metê-los na cama.

     -Olha, mulher, que Deus me perdoe, mas isso é aquilo que ela não precisa que lhe ensinem, porque segundo parece já está bem farta de o fazer.

     Mas, quem não queria saber de comentários era o Manuel. Parecia um peru inchado quando saiu da igreja e foi beber um copo à loja do Turdo.

     -Ao menos estes não enganam ninguém, logo à saída da igreja vai um para cada lado.

     -Isto é como diz o outro, lá se voltam a juntar na boda.

     -Ó mulher, mas muito sinceramente, onde é que já se viu uma coisa assim! Uns noivos nascidos e criados porta com porta casarem sem sequer ao menos terem dado uma fala um ao outro!

     -Olha, sabes o que isto me faz lembrar? É o negócio nas feiras. Aí é que as bestas são vendidas por qualquer preço e vão para onde as tocam.

     O falatório não tinha fim, sucedendo-se com nova roupagem, à medida que os acontecimentos iam tendo lugar.

     -Pode ser que o namoro venha agora, depois do casamento.

     -Sim, não eram os primeiros…

     -Ó mulher, olha, quem não põe as mãos no lume sei eu bem quem é.

     Como em todas as situações havia ideias divergentes, as dos otimistas, as dos pessimistas e as dos esperançosos.

     Por ali não era hábito nem costume gozarem-se grandes férias nem prolongada lua de mel, mas guardavam-se sempre um ou dois dias a seguir ao casamento. Mas para o Manuel não fora assim, no dia seguinte ao casamento, enquanto a mulher ficou entregue à lavagem da louça, ele, ao nascer do sol, já estava no barro.

     -Então ó Manuel, valha-te um burro, fizeste mal não sair da igreja e vir trabalhar!

     -Só não o fez para ir receber as massas do sogro, quando não…

     -É o que faz ter o trabalho adiantado, não cansa tanto!

     O Manuel fingiu não ouvir, nem compreender onde os colegas queriam chegar.

     -Virgínia, o casamento fez-te bem, pareces outra!

     E na verdade assim era. A Virgínia estava totalmente diferente, fazia tudo em casa e ainda ia aos dias fora.

     Quem não via isso era o Manuel, que levava o tempo a acusá-la de não fazer nada e a chamar-lhe nomes difamatórios, vendo-lhe amantes por tudo quanto era sítio.

     De início, a Virgínia não ligou, a sua consciência não a acusava de nada.

     -Sim senhor, ninguém diria, trabalha, sorri e o marido nunca andou tão limpo!

     -É verdade, olha que ela agora até vira a cara ao lado quando passa por algum homem! Se uma pessoa não soubesse o que se passou, quase nem acreditava.

     E na verdade assim era.

     Enquanto a Virgínia passara facilmente de lobo a cordeiro, com o Manuel passara-se precisamente o inverso.

     -Então o malandro não deu em zupá-la todos os dias!

     -Ele tinha-o dito.

     -Sim, ele disse que o fazia, mas era para ela se emendar.

     -Mas ela, se teve algum erro, foi em solteira, portanto…

     -Está bem, está bem, mas ele é que não compreende nada disso.

     E perante os maus tratos e as permanentes injúrias, o comportamento da Virgínia alterou-se profundamente.

     Dava o corpo a qualquer gato sapato que lhe aparecesse.

     -Ó mulher, aquilo já lá estava no sangue dela.

     -Tem razão, comadre, eu também sou da sua opinião.

     -Olha, eu não sou, a culpa é toda dele, ela deu provas, ele é que não a ajudou.

     -Mas como é que ele a podia ajudar, ele nunca prestou para nada.

     Dizia-se, desdizia-se, o importante era dar opiniões, manter conversa.

     -Havia de ser comigo, o rais ma parte se não lhe fizesse o mesmo.

     -Oh, ela tem lá força para isso, ela nem foge quando o malandro a está a zupar!

     -Realmente ela nunca foi bonita, mas agora está mesmo transformada num farrapo.

     -Numa miséria comadre, numa miséria! Cá por mim nunca vi relaxamento tão grande.

     Uns duma maneira, outros de outra, todas as opiniões se estavam a conjugar no sentido de que a vítima do “famigerado negócio” era a Virgínia.

     E o seu desmazelo e descontrolo chegaram a tal que dava o corpo indiscriminadamente e tinha os filhos de qualquer maneira e em qualquer lado! Um deles foi mesmo aparado pelo chão, nasceu junto de uma árvore, em pleno mercado, quando se deslocara à Vila para fazer compras.

                                                                                              

                                                                                                             Sá Flores

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

  

Quem corre por gosto não cansa

 

 

Sugestão de Culinária

 

Espetadas com salada verde e carnes frias

Ingredientes: 

-espetadas de peru

- alface

- cenoura

- beterraba

- pepino

- 1 limão

- fatias de queijo

- fatias de fiambre de frango

- 1 queijo fresco

- azeite

- sal

- azeitonas
 

Preparação:

 

Passo 1: Grelhar as espetadas. Fazer uma saladinha com alface, cenoura e beterraba ralada e pepino aos quadradinhos. Temperar.

 

Passo 2: No prato dispor a salada, as fatias de queijo e de fiambre, azeitonas, as espetadas e um belo queijinho fresco temperado com pimenta a gosto.

 

 

Poesia

 

“Vira-te ó Rosa

Se não viro-me eu

Teu pai é meu sogro

Teu amor sou eu.

 

Teu amor sou eu

Tu és muito minha

Tua mãe é sogra

E tu és rainha.

 

E tu és rainha

Dá-me a tua mão

Ó linda rosinha

Do meu coração.”

                                                                         Sá Flores

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

ballet.jpg

  

Foto da Semana

 

Apresentação da peça de teatro “Os Nove Mandriões”, pelos alunos da

Universidade da Terceira Idade de Ferreira do Zêzere.

22.JPG

 

22a.JPG

 

22b.JPG

 

22c.JPG

 

22d.JPG

 

22e.JPG

 

22f.JPG

 

publicado por IDADE MAIOR às 10:19

LOGO USG.jpg

 

Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

São João do Porto

s joao.jpg

São João do Porto é uma festa popular que tem lugar de 23 para 24 de Junho na cidade do Porto, em Portugal. Oficialmente, trata-se de uma festividade católica em que se celebra o nascimento de São João Batista, que se centra na missa e procissão de São João no dia 24 de Junho, mas a festa do S. João do Porto tem origem no solstício de Junho e inicialmente tratava-se de uma festa pagã. As pessoas festejavam a fertilidade, associada à alegria das colheitas e da abundância. Mais tarde, à semelhança do que sucedeu com o Entrudo, a Igreja cristianizou essa festa pagã e atribui-lhe o S. João como Padroeiro.

Trata-se de uma festa cheia de tradições, das quais se destacam os alhos-porros, usados para bater nas cabeças das pessoas que passam, os ramos de cidreira (e de limonete), usados pelas mulheres para pôr na cara dos homens que passam, e o lançamento de balões de ar quente. Tradicionalmente, o alho-porro era um símbolo fálico da fertilidade masculina e a erva-cidreira dos pelos púbicos femininos. A partir dos anos 70, foram introduzidos os martelos de plástico que desempenham o mesmo papel do alho-porro, tendo, curiosamente, também um aspeto fálico. Nos anos 70, nas Fontainhas, vendia-se ainda, na noite de S. João, pão com a forma de um falo com dois testículos, atestando muito claramente as conotações da festa com as antigas festas da fertilidade. Existem, ainda, os tradicionais saltos sobre as fogueiras espalhadas pela cidade, normalmente nos bairros mais tradicionais; os vasos de manjericos com versos populares são uma presença constante nesta grande festa e o tradicional fogo de artifício à meia-noite, junto ao Rio Douro e à ponte Dom Luís I que faz as delícias dos milhares de residentes e visitantes que chegam de todo o mundo para assistir. O fogo-de-artifício chega a durar mais de 15 minutos, estando ao nível dos melhores no mundo, e decorre no meio do rio em barcos especialmente preparados, sendo acompanhado por música num espetáculo multimédia muito belo e digno de se ver.

s joao 1.jpg

Além de tudo isto, existem vários arraiais populares por toda a cidade do Porto especialmente nos bairros das FontainhasMiragaiaMassarelos, entre outros, dando mais animação e brilho durante a noite. Nos arraiais, normalmente, existem concertos com diversos cantores populares acompanhados, quase sempre, por boa comida, em especial, o cabrito assado e mais recentemente grelhados de carnes e também sardinhas. A festa dura até às quatro ou cinco horas da madrugada, quando a maior parte das pessoas regressa a casa. Os mais resistentes, normalmente os mais jovens, percorrem toda a marginal desde a Ribeira até à Foz do Douro onde terminam a noite na praia, aguardando pelo nascer do sol.

Não se conhece com rigor quando teve início a festa do S. João do Porto. Sabe-se, pelos registos do Séc. XIV, já que Fernão Lopes, por essa altura se terá deslocado ao Porto para preparar uma visita do Rei, tendo chegado na véspera do S. João, deixou escrito na Crónica que era um dia em que se fazia no Porto uma grande festa, descrevendo-a e como era vivida pelas gentes do Porto.

É no entanto possível que essa festa fosse mais antiga, pois existia uma cantiga da época que dizia até os moiros da moirama festejam o S. João.

Era também no dia de S. João que a Câmara Municipal do Porto se reunia em Assembleia Magna, que corresponderia à atual Assembleia Municipal, reunião essa realizada no Claustro do Mosteiro de S. Domingos, pelo seu grande espaço, onde se procedia à eleição dos Vereadores e onde se tomavam as decisões mais importantes para a cidade.

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

De pá virada

pa.jpg

Um sujeito da pá virada pode tanto ser um aventureiro corajoso como um vadio.

A origem da palavra é em relação ao instrumento, a pá.

Quando ela está virada para baixo, é inútil não serve para nada.

Hoje em dia, “pá virada” tem outro sentido.

Refere-se a uma pessoa de maus instintos e criadora de casos ou a um aventureiro.

 

Sugestão de Culinária

 

Bolo de São João

bolo.jpg

 

Ingredientes:

600gr Farinha;

180gr Frutas cristalizadas;

80gr Miolo de Noz;

80gr Manteiga amolecida;

3 Colheres sopa de açúcar;

2 Ovos;

60gr Amêndoas raladas na 1.2.3;

1dl Leite morno para dissolver o fermento padeiro (não usei);

1dl de Rum (usei Vinho do Porto);

25gr Fermento de padeiro (não usei porque a farinha já tinha fermento);

Ovo batido para pincelar (não usei);

Geleia para pincelar.

 

Preparação:

Colocar as frutas cristalizadas e os frutos secos numa tijela e regar com o Rum (ou vinho do Porto) e deixar repousar durante 20 minutos.

Deitar a farinha em cima do balcão e fazer uma cavidade ao meio. Dissolver o fermento no leite, juntar à farinha e adicionar, também, o açúcar, a manteiga amolecida e os ovos e misturar tudo muito bem com as mãos. Depois de trabalhar bem a massa, até esta se descolar do balcão, juntar a mistura das frutas com o rum e misturar muito bem. Fazer uma bola com a massa, colocar numa tijela polvilhada de farinha, cobrir com um pano por cima e deixar levedar por uma hora num sítio quente.

Passada essa hora, colocar novamente a massa no balcão polvilhado com farinha para a trabalhar mais um pouco.

Reservar um pouco da massa, moldar uma bola com a restante e colocar num tabuleiro untado com manteiga e farinha. Com a massa inicial moldar duas tiras que deverão ser colocadas por cima da bola que está no tabuleiro, em forma de cruz. Deixar novamente levedar por 50 minutos.

Pincelar com o ovo batido (não o fiz) e levar a cozer ao forno pré-aquecido a 180º por 40 minutos. Após a cozedura, retirar do forno, deixar arrefecer e pincelar com geleia a gosto.

Bom S. João!

manjerico.jpg

  

Poesia

 

 São João 

 

O São João é do Porto

deste Porto hospitaleiro

uma fonte de conforto

onde bebe o mundo inteiro.

 

S. João já foi a votos

e ganhou com maioria

o lema dos seus devotos

é reinar até ser dia.

 

Na noite de S. João

Ninguém consegue ser pobre!

Porque mesmo sem tostão

Baila sempre como o nobre...

 

As orvalhadas na rua

S. João sobre a cascata,

Lembram rendinhas que a Lua

Urdiu com flores de prata!

 

Meu S. João, não me caso.

Sou solteiro e estou contente...

É na mudança de vaso

Que o manjerico mais sente!...

 

Mais que santo da Igreja

É do Porto o S. João,

Cá todo o povo o festeja

Mouro, judeu ou cristão.

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

Concerto do Rui Veloso

rui veloso.jpg

Poderá não haver estrelas no céu durante os próximos dias. Mas vai haver muitas a brilhar nos Aliados durante os Concertos na Avenida, que se iniciam a 19 de junho e se prolongam até à maior e mais festiva noite do ano. E uma das maiores será seguramente Rui Veloso, que após quase dois anos de pausa nos espetáculos ao vivo, regressa à sua cidade para festejar 35 anos de carreira, dia 20, nos Aliados.

Neste concerto gratuito, o "pai do rock português" irá também assinalar outra data: os 25 anos do lançamento do seu quinto álbum de estúdio, Mingos & Os Samurais. Lançado em 1990, o disco vendeu mais de 200 mil exemplares e esteve durante 24 semanas no primeiro lugar do top de vendas em Portugal.

           

Do álbum, galardoado com sete discos de platina, fazem parte temas como "Paixão" e "Não há estrelas no céu", entre outros sucessos que serão revisados pelo cantor no próximo sábado, na principal sala de visitas da cidade.

           

Os Concertos na Avenida iniciam-se com os D.A.M.A (a 19 de junho) e seguem depois com as atuações de Rui Veloso, (a 20 de junho), dos Deolinda (a 21 de junho), António Zambujo (a 22) e José Cid (na noite de São João, de 23 para 24).

  

Foto da Semana

foto.jpg

 Caminhada da Ribeira de V.N. de Gaia a Lavadores/Casa Branca

publicado por IDADE MAIOR às 09:55

U3I.jpg

 

Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Conto Popular “O Corno”

 

     -Uma determinada senhora casada tinha um amante, encontrando-se com ele na casa onde morava.

     Para ele saber quando o marido dela não estava, combinaram entre si um sinal que constava da colocação dum corno num determinado sítio em cima do telhado.

     Ora certa noite, quando o marido se encontrava com ela na cama, começou a ouvir-se um grande “arrojeiro” em cima do telhado.

     O marido, ao ouvir aquele barulho tão estranho, disse:

     -Óh mulher, mas que raio é aquilo!

     -Óh homem, são as almas do outro mundo, eu vou já fazer uma reza para eles se afastarem.

 

“Almas do outro mundo

do céu venha o socorro

     eu tenho o meu homem na cama

               e esqueci-me de tirar o corno.”            

                                                                                                                  Sá Flores

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Falar é fácil, fazer é que é difícil.

 

Sugestão de Culinária

 

Salada de Atum e Delicias do Mar

Ingredientes: 

4 Batatas cozidas

1 Lata de atum

6 Palitos de delicias do mar

1 Cebola pequena

1 Cenoura

1 Ovo cozido

1 Colher de sopa de vinagre de vinho

3 Colheres de sopa de maionese

Uma pitada de coentros

Uma pitada de pimenta

Uma pitada de sal

 

Preparação:

 

Abre a lata de atum e deixa este escorrer, retira os palitos de delícias do mar para fora para descongelar.

Pica a cebola e os coentros, junta numa tigela grande, depois adiciona o atum e as delicias do mar cortadas em cubos, corta as batatas e a cenoura e junta também na tigela, seguido do ovo picado, prova e tempera com um pouco de sal e pimenta se necessário.

Agora à parte junta a maionese com o vinagre e depois junta esta à tigela, mistura bem e está pronto a servir.

Pode ser comido assim morno ou deixar arrefecer e comer frio.


  

Poesia

 

O importante da amizade

 

O importante da amizade não é conhecer o amigo;

e sim saber o que há dentro dele!...

 

Cada amigo novo que ganhamos na vida, nos aperfeiçoa

e enriquece, não pelo que nos dá, mas pelo

quanto descobrimos de nós mesmos.

 

Ser amigo não é coisa de um dia. São gestos, palavras,

sentimentos que se solidificam no tempo

e não se apagam jamais.

 

O amigo revela, desvenda, conforta.

É uma porta sempre aberta em qualquer situação.

 

O amigo na hora certa, é sol ao meio dia,

estrela na escuridão.

 

O amigo é bússola e rota no oceano,

porto seguro da tripulação.

 

O amigo é o milagre do calor humano

que Deus opera no coração.

 

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

festival.jpg

  

Foto da Semana

 

Apresentação do Livro “DAR” da Universidade da Terceira Idade de Ferreira do Zêzere, onde tivemos a honra da presença do

Dr. Bagão Félix e do Presidente da RUTIS Dr. Luís Jacob.

A bordo do Barco de São Cristóvão, desfrutando de um passeio turístico ao longo do Rio Zêzere.

21.JPG

 

21a.JPG

 

21b.JPG

 

21c.JPG

 

21d.JPG

 

publicado por IDADE MAIOR às 09:37

Julho 2015
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
10
11

12
13
14
15
17
18

19
20
21
22
23
24
25

26
27
28
29
30
31


APOIO
LOGO PENELA
arquivos
subscrever feeds
mais sobre mim
ENTIDADE PROMOTORA
LOGO PT FUNDAÇÃO1
UNIVERSIDADE SÉNIOR DE PENELA
pesquisar
 
blogs SAPO