UNIVERSIDADES SÉNIORES: ACONTECIMENTOS, TRABALHOS, ETC.

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Jun 15

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

Lenda “A coisa Má”

     A Cabrieira, que hoje não passa de um local estéril, totalmente despovoado, onde praticamente só abundam mato, pedras, alguns pinheiros e uma poluição ameaçadora, usufruíra outrora uma situação diferente, totalmente antagónica da actual.

     Por ali são ainda bem visíveis vestígios de humanização, como oliveiras, pedaços de hortas, uma ou outra azinheira que, embora de origem natural mereceram o cuidado do homem, chegando mesmo a fazer parte significativa da rica floresta por ali existente, e fundamentalmente paredes em ruinas, onde nasceu, viveu e morreu muita gente.

     Não tem esta minha afirmação referência ou alguma analogia com os povoados que nela estavam inseridos, como por exemplo o Rebelo, o Vailongo, etc., mas sim a casas isoladas construídas essencialmente junto à ribeira.

     Também o imenso mato e a acentuada poluição que por ali abunda nos revela bem esse grau de desumanização, uma vez que as muitas pessoas que por ali pescavam e totalmente banho, e os numerosos rebanhos que por ali pastavam, não permitiam tal degradação.

     A diversidade de histórias que se narram com origem na Cabrieira davam sobejamente para elaborar um longo e interessante trabalho somente a ela dedicado, o que demonstra bem quão belas e ricas foram as vivências que por ali tiveram lugar.

     Por aqui e por agora, vou apenas debruçar-me sobre um acontecimento relacionado com o penedo do galo.

     Depois de passar o penedo da Bica, e continuando junto á ribeira, temos a cerca de trezentos metros, localizado no lado oposto, sensivelmente a meio de serra, o penedo do Galo. Trata-se de uma rocha de tamanho considerável, com a particularidade de possuir uma pequena reentrância.

     Derivado ao seu isolamento e maus acessos, ninguém ali se deslocava, a não ser algum curioso que gostasse de aventuras e do desconhecido.

     Consta que certo dia, durante uma trovoada, em que o céu vomitava línguas de fogo e a chuva inundava tudo, um pastor, ao ser surpreendido por esse temporal, nele se foi recolher.

     Mas em virtude da chuva, relâmpagos e trovões de uma intensidade e abundância surpreendentes, o pastor, para se livrar dessa tempestade, ia-se encostando à cratera, parecendo a certa altura ter ouvido algo semelhante a pequenos gemidos.

     De início e talvez derivado à grande preocupação de que nada acontecesse ao rebanho, o que obrigava a que estivesse em constante movimento, para vigiar e contar as cabeças, não deu muita importância ao que parecia ter ouvido.

     Depois, e quando a trovoada serenou, a coisa aí mudou de feição, eram mesmo gemidos que vinham do interior da caverna, gemidos que pareciam exactamente choro de pessoa.

     O pastor não era de muitos medos, e depois de ir dar uma volta para juntar e contar o rebanho, voltou ao local disposto a pôr fim aquela situação.

     Só que, quando chegou junto ao penedo e bateu com o cajado duas ou três vezes no chão, pernas para que vos quero, faltando-lhe até a voz para chamar o rebanho!

     Chegando ao povoado, e por não ser usual ele recolher tão cedo, toda a gente se admirou:

     -Então que se passa, estás doente? Aconteceu-te alguma coisa com o mau tempo?

     Mas o pobre pastor não respondia, nem voz tinha para responder.

     -Mas o que é que se passa, homem? Foste mordido por alguma víbora, por algum lacrau?

     -Tia Maria, Deus nos livre, se fosse isso ninguém o segurava com dores!

     E perante o silêncio do pastor, as pessoas começaram a juntar-se à sua volta.

     -Mas, espera lá, ele está branco, branco como a cal da parede! Ó homem, desembucha, fala!

     -Ó tia Maria, ele deve ter-se assustado com a queda de algum raio, o melhor é fazer-lhe um chá de pele de cobra e meter-lho pela boca abaixo.

     -Na, na quero cá, cá chá, não quero co…co…coisa nenhuma. Eu só quero que me deixem, que me deixem, mais nada!

     E depois de tanta persistência, o pastor, com medo que lhe fizessem para ali alguma que ele não gostasse, não teve outro remédio senão revelar o acontecido.

     -Rapaz, gemidos tens tu na pinha, mas é!

     -Diga-lhe que sim, diga-lhe que sim, eu é que sei.

     -O rás ma parta se eu não vou lá ver o que é! Eh, rapaziada, quem é que quer vir comigo?

     -Ê, ê, posso ir.

     E lá foram, armados de foice e forquilha, aqueles que eram considerados os dois homenzarrões lá do sítio.

     Chegados junto do penedo, puseram-se lado a lado a olhá-lo, fazendo incidir toda a sua atenção no tão falado buraco:

     -Ele é parvo!

     -Parvo e bem parvo, nem uma mosca se ouve aqui, quando mais gemidos!

     -Gemidos, coisa má, tem ele mas é na cabeça, eu já lhe digo como é.

     Mas, quando o mais destemido avança para junto do penedo, desata aos berros e cai desamparado no chão sem dizer nem ai, nem ui. O outro desta a correr, caindo e levantando-se sucessivamente, surpreendido e assustado com os muitos e enormes morcegos e a respectiva chiadeira que eles faziam ao saírem da reentrância.

     -Realmente, o rapaz tinha razão, os gemidos daquela bicharada pareciam mesmo o diabo!

     -É verdade, na minha vida nunca assisti a nada igual, ainda sinto os cabelos em pé! – Comentavam a alguns metros do local os dois “audazes”, totalmente rendidos ao susto provocado pela praga dos morcegos.

                                                                                     Sá Flores

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Com a verdade me enganas.

 

Sugestão de Culinária

A MINHA SALADA DE FRANGO (4 Pessoas)

 

Ingredientes: 4 Bifes de Frango;

                       2 Cebolas médias;                       

                       4 Tomates;                       

                       4 Ovos;

                       3 Colheres de sopa de Azeite;   

                       1 colher de sopa de massa de alho;  

                       1 Alface média;

                       1 lata de Cogumelos laminados;

                        8 Colheres de Maionaise Light.(opção)

Preparação:

 Em 4 Pratos prepare a alface bem lavada e cortada em pedaços.

Junte em cada prato um tomate cortado em gomos pequenos.

Adicione em cada um meia cebola às lascas bem finas e reserve.

Coza os Ovos e, depois de cozidos e descascados, corte-os em rodelas, um por prato sobre a salada. 

Numa Frigideira aqueça o Azeite juntando a Massa de alho.

Corte os bifes de Frango em tiras finas e passe bem no Azeite quente.

Junte os Cogumelos bem escorridos e deixe apurar com o frango mexendo bem.

Distribua em 4 porções iguais em cada prato o frango com os Cogumelos sobre a salada e os Ovos às rodelas.

Pode pôr 2 Colheres de Maionese Light sobre cada Prato.

 

Poesia

 

Nos teus campos perfumados

de carqueja e rosmaninho

dá gosto andar p´lo caminho,

despejar nossos cuidados

nos penhascos enfeitados

nos pinheiros e cravinas

nas tuas lindas meninas…

e castelos bem fadados.

Na verdura dos teus prados

no teu rio cristalino

onde mergulha o destino

de quem te ama a valer

e sofre por não te ver,

senhora dóutros cuidados!.

      

                                   Sá Flores

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

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 Foto da Semana

Alunos e professores participaram no projecto do

CAI Cavaquinho Recorde Mundial do Guiness 6 6 2015

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publicado por IDADE MAIOR às 10:57

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