UNIVERSIDADES SÉNIORES: ACONTECIMENTOS, TRABALHOS, ETC.

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Mai 15

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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

Um Conto baseado nas Lendas tradicionais da minha terra

     Todas as histórias e tal como esta começavam por Era uma vez. Num lugar chamado Vale do Sacho, onde existe uma estrada, com entroncamento, na qual, segundo os meus avós e familiares, contavam que certas noites à meia noite em noite de luar havia um encontro entre uma porca a roncar acompanhada de muitos pintos, os quais piavam ao lado daquela mãe emprestada, parando naquele sítio depois de andar por montes e vales e por outros lados: pinhais e matos. Andaria uma galinha seguida dos porquinhos os quais, ao lado da mãe galinha, iam grunhindo e caminhavam sempre para o dito encontro onde à meia noite iria aparecer um cão grande. Ali encontravam-se aquelas famílias de animais trocados fazendo alarido entre porcos, galinhas e pintos, ficando tudo à briga. Levantando-se uma enorme nuvem de pó toda a bicharada desaparecia no ar. Saindo da nuvem de pó que se levantava um homem que aparecia do chão. O homem, ao levantar-se, via o diabo que vinha a chegar de Ferreira. Estivera no baile onde as pessoas diziam que no baile que tinha havido até de manhã havia no chão do salão só as patas do diabo, pois ele aproveitava para ir ao club ver as jogatinas que ali se faziam. O homem não pensou duas vezes montou o diabo e aí vai ele correndo todas as encruzilhadas da freguesia seguindo pela estrada dos Casais direito à casa do homem onde atirando-o para o chão o deixou como morto. Ao acordar encontrou-se ao pé da enxada pronto para ir trabalhar.

     Estas histórias tinham o fim de assustar as crianças para não abalarem para onde não deviam e não demorarem quando íam fazer os recados aos pais. O homem acordado - ao raiar do Sol - indica que todos tinham de ir trabalhar após as noitadas.

   Hoje passados tantos anos, parece-me que ainda estou a ouvir a minha avó Emília e madrinha a contar estas histórias que à luz dos dias de hoje não dão para acreditar. Mas, as crianças daquele tempo ficavam sempre com medo ao passarem pelos sítios onde havia estes encontros. Passavam sempre a correr, sem descanso rumo a casa onde ficavam em paz. Nesse tempo só havia luzes pelos caminhos a passear, não havia telemóveis.

 Maria Emília Pires, aluna da Universidade da Terceira Idade de Ferreira do Zêzere

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

Água mole em pedra dura

Tanto bate até que fura

 

Sugestão de Culinária

 

Cachola de Porco

 

Cortam-se quinhentos gramas de redenho e leva-se num tacho, ao lume, a derreter.

Retiram-se em torresmos.

Cortam-se, em pedaços, setecentos e cinquenta gramas de carne magra de porco, duzentos gramas de fígado, cem gramas de baço que se deitam na gordura, bem quente.

Junta-se então, quatro dentes de alho bem picado, uma folha de louro, uma malagueta, duas colheres de sopa de caldo de pimentão, dois cravinhos, uma colher de cominhos e sal.

Deixa-se cozer.

Quando apura, rega-se com vinho branco, sangue de porco (que foi mantido líquido, desde a matança, com vinagre e sal).

Podem adicionar-se batatas no molho, que poderão acompanhar a cachola.

  

Poesia

 

Sou da serra sou serrana

Gosto de ouvir o vento soprar

Gosto muito da minha aldeia

E ver na serra a nevar

 

Gosto de olhar as estrelas

De ver o seu cintilar

A iluminar toda a terra

Quando a Lua a vem beijar

 

As rosas e o jasmim

Muito gosto de os cheirar

A serra é o meu enleio

Mas também gosto do mar

 

O sussurrar das ondas me envolve

Sua maresia me acalma

Quando dele estou perto

Tudo cerca a minha alma

 

Mas Ferreira onde me encontro

Tem muito de me encantar

Tem tojos e rosmaninhos

E o rio zêzere a deslizar

      

                                              Maria do Carmo Carvalho Francisco

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

  

Conferência “A (In)Sustentável Urgência da Ética”( Conferências )

O processo de globalização económica e financeira em curso ameaça os Fundamentos da democracia, ao devorara coesão social e a solidariedade inter e intrageracional.

Torna-se, pois, imperioso e urgente que a defesa do Bem Comum seja levada a cabo com elevados padrões éticos.

É neste contexto que no próximo dia 30 de Maio, o Senhor Doutor António Bagão Félix, referência incontornável e um dos mais destacados e sublimes defensores do primado da ética nas relações sociais, económicas e financeiras, proferirá uma conferência subordinada ao tema

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"A (IN)SUSTENTÁVEL URGÊNCIA DA ÉTICA"

 

 Foto da Semana

 

Seminário sobre prevenção Rodoviária para um público Sénior, realizado em colaboração com GNR de Tomar e o comandante do posto da GNR de Ferreira do Zêzere

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publicado por IDADE MAIOR às 15:07

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