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17
Abr 15

 

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   Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

Lenda de “As Campas”

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É bem conhecido o ditado popular: “Filho és pai serás, como fizeres assim acharás”.

Em Cavez existe um monte chamado “As Campas”.

Segundo a tradição oral, era para aquele monte que se levavam as pessoas moribundas, as quais aí eram enterradas.

Certo dia, quando um filho, continuando a tradição, transportava num carro de bois o seu pai, que seguia embrulhado numa manta, este repetia continuamente: “Filho és pai serás, como fizeres assim acharás.” O filho ouviu, em silêncio, intrigado.

Chegando ao lugar de “As Campas”, o filho perguntou:

– Pai, quer ficar aqui ou mais adiante?

– Onde queiras. Já agora aproveita metade da minha manta, pois, um dia fará falta.

– Falta para quê? – Indagou o filho preocupado.

– Ora, para que é que havia de ser? Para quando chegar a tua vez de vires para este lugar…

– Então eu também venho para cá? – Interrogou o filho, assustado.

– Certamente que sim. Respondeu o pai.

– Não meu pai, não o vou deixar aqui. Voltamos para casa e a partir de hoje ninguém mais virá para cá. Atalhou o filho.

Desde então, as pessoas de Cavez começaram a sepultar os seus mortos no interior da igreja.

Mais tarde seria o adro o abrigo dos defuntos.

Finalmente, mas só longos anos depois, seria construído o cemitério, a última morada para aqueles que partem para a Eternidade.

A velha “história da manta” é conhecida por todos, faz parte da tradição oral de Cavez, a propósito do referido monte “As campas”.

Na verdade os mais antigos contam-na como um testemunho do passado, deixada pelos seus pais e avós.

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

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“Sarampo, sarampelo, sete vezes vem ao pelo”

 

O sarampo é uma doença infecto-contagiosa viral, cujos sintomas iniciais incluem febres, tosse rouca e persistente, coriza, conjuntivite e fotofobia, progredindo para manchas e borbulhas vermelhas na pele, que acabam por passar ao fim de três dias.

Mas a sabedoria popular de há muito tempo atrás não sabia distinguir o sarampo das outras doenças que também se manifestavam com manchas ou borbulhas vermelhas no corpo, logo julgavam que todas as doenças (eram sete) que assim se manifestavam, correspondiam a sarampo.

Nos nossos dias já sabemos que não é bem assim e que as outras seis vezes em que a sabedoria popular julgava ser sarampo, na realidade correspondiam à varicela (1), rubéola (2), varíola (3), escarlatina (4), eritema infeccioso (5) e exantema súbito (6).

 

Sugestão de Culinária

 

Pataniscas da D. Ana

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Ingredientes:

• 4 ovos inteiros

• Bacalhau desfiado (a gosto)

• 0,5 kg de farinha de trigo

• 0,5 litro de água

• Bastante salsa picada

• Cebola picada

 

Preparação:

De véspera, coloca-se o bacalhau a demolhar.

Desfia-se muito bem o bacalhau e pica-se a salsa e a cebola.

Num recipiente coloca-se a água e a farinha, mexendo muito bem, e, se for preciso, acrescenta-se um pouco mais de água.

De seguida, mistura-se o bacalhau desfiado, continuando a mexer muito bem.

Depois vai-se acrescentando os ovos um a um, sempre sem parar de mexer.

Quando o preparado estiver bem envolvido, junta-se a salsa e a cebola picadas.

Utilize uma colher de sopa como medida para cada patanisca, colocando-as numa sertã (em Cabeceiras de Basto a sertã também é conhecida como tacho), com pouco óleo, o qual deve ser previamente aquecido.

Frite-as e durante a fritura, se necessário, pode adicionar pouco a pouco mais óleo, para não queimar. Quando as pataniscas estiverem fritas retiram-se e deixam-se escorrer.

De seguida, colocam-se sobre papel absorvente de cozinha, para que fiquem bem sequinhas. São assim que elas sabem bem.

  

Poesia

Espelho meu…

 

Quando ao espelho me fito,

Nunca ele me responde;

Sou eu ali – acredito!

O meu espelho algo esconde.

 

E se perguntas lhe faço,

Responde-me a confusão;

Às vezes, neste embaraço

Se espalha minha ilusão.

 

Estou aqui, é porque vim…

Que me importa, sei que vou…

Esta vida é mesmo assim;

Eu sei que de cá não sou!!!

 

                       Ferreira da Costa

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

Sé do Porto

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A Sé do Porto é um edifício de estrutura romano-gótica, dos séc. XII e XIII, tendo sofrido grandes remodelações no período barroco (séc. XVII-XVIII).

No interior conserva ainda o aspecto de uma igreja-fortaleza, com ameias. É de destacar a bela rosácea (séc. XII) e a loggia ou galilé lateral (1736), obra de Nicolau Nasoni, voltada para a cidade.

Junto ás portas encontram-se monumentais pias de água benta, dos finais do séc. XVII.

Junto à pia baptismal seiscentista, há um baixo relevo de Teixeira Lopes (Pai).

A torre-lanterna, no cruzeiro, foi construída na segunda metade do séc. XVI, no tempo de D. Rodrigo Pinheiro. O acentuado verticalismo da nave central, marcada por grossos pilares fasciculados, com abóbadas e arcos já levemente apontados, traduz-se numa sóbria imponência.

Todo o monumento passou por obras de restauro de grande vulto durante os anos trinta. A atual capela-mor, que substitui a antiga ábside medieval, é do período maneirista (1610); apresenta um cenográfico retábulo de talha dourada, do segundo quartel do séc. XVIII, considerado um trecho capital do barroco joanino.

A decoração pictórica das paredes é de Nasoni. Por cima dos cadeirais do cabido, ficam dois órgãos de tubos; séc. XVII (esquerdo) e séc. XIX (direito). No transepto, lado esquerdo, está entronizada, desde 1984, a imagem de Nossa Senhora da Vandoma (séc. XIV), padroeira da cidade do Porto, "civitas Virginis". Na capela do SS. Sacramento, destaca-se o célebre "altar de prata" de enormes dimensões e executado em sucessivas fases (desde 1632 até ao séc. XIX).

É considerado uma obra fundamental da ourivesaria portuguesa, com vasta iconografia bíblica, centrada na Eucaristia.

O moderno lampadário tem o desenho de Teixeira Lopes. No transepto, lado direito, está entronizada a imagem de Nossa Senhora da Silva (séc. XV-XVI).

A outra capela barroca é dedicada a S. Pedro. No coro alto foi instalado, em 1985, um grande órgão de tubos, pela firma Georg Jann.

O importante claustro gótico foi começado nos fins do séc. XIV. Apresenta sete grandes painéis de azulejos (segundo quartel do séc. XVIII), com cenas do "Cântico dos Cânticos", em referência ao diálogo místico entre Deus e a Virgem, padroeira da Catedral. Evangelista, do séc. XIV, com a notável arca tumular de João Gordo, Cavaleiro de Malta, com estátua jacente e Ceia de Cristo.

Nos espaços adjacentes conservam-se capitéis das primeiras construções da Sé. O vizinho "claustro velho" integrava outrora o chamado "cemitério do Bispo". Situam-se aqui alguns elementos arqueológicos com interesse. A capela de S. Vicente (fins do séc. XVI), de sóbria arquitectura clássica, apresenta um notável cadeiral, do séc. XVII, com cenas bíblicas, do Antigo e Novo Testamento.

Vários Bispos do Porto estão aqui tumulados. Uma escadaria nobre, de Nicolau Nasoni, concluída em 1736, dá acesso ao pátio superior do claustro gótico.

Nos patamares destaque para a grande estante de bronze (1616), com as armas de D. Gonçalo de Morais, e para o antigo sino do relógio da cidade (1697, obra de D. José Saldanha). No pátio, observa-se a vista panorâmica e painéis de azulejos com cenas campestres e mitológicas.

A Casa do Cabido, anexa ao claustro e à Sé, é edifício arcaizante do primeiro quartel do séc. XVIII. Na andar superior estão expostas notáveis esculturas religiosas (dos séc. XIV a XVIII). Na antiga sala do cartório vêem-se painéis de azulejos, de Vital Rifarto.

Na grande sala capitular destaca-se o tecto de masseira com pinturas de Giovani Battista Pachini (1737), representando catorze alegorias morais, dispostas à volta de S. Miguel, patrono do Cabido. Os lambrins de azulejo foram fabricados em Lisboa, contendo cenas de caça.

No andar intermédio, constituído por quatro saletas abobadadas, está exposto o "tesouro" da Catedral. Em nove grandes vitrinas pode ver-se objectos de ourivesaria, paramentaria e livros litúrgicos, relativos ao culto catedralício. 

 

Foto da Semana

 

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 Praia Fluvial da Lomba, Rio Douro, vista da Freguesia de Melres,

Concelho de Gondomar

publicado por IDADE MAIOR às 17:07

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