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Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

“FADO”

Qual a origem da palavra FADO?

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Os dicionários situam a origem da palavra no latim fatu- (“destino”). No entanto, como refere José Lúcio, no www.portaldofado.net, “Uma coisa é a palavra Fado, que tem origem no vocábulo fatum (latim) que quer dizer destino e outra é Fado como expressão musical.”

O termo fado só surge associado ao género musical que hoje conhecemos na segunda metade do século XIX.

O dicionário brasileiro Houaiss indica 1879 como data de introdução do sentido de “canção popular de Portugal, frequentemente de caráter lamentoso, sempre acompanhada pela guitarra portuguesa”.

No Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa, José Pedro Machado transcreve um extrato de Eusébio Macário, de Camilo Castelo Branco, 1879, em que a palavra aparece na aceção moderna (“inclinou o tronco sobre o braço da guitarra, e dedilhou uns arpejos… o prelúdio do fado de Coimbra”), acrescentando que “parece que o vocábulo já se empregava com esta aceção por volta de 1820”.

Antes, nomeadamente em Camões, fado surge sobretudo com o sentido de destino, fatalidade.

História do Fado

Os portos de mar sempre foram locais de partida e chegada de pessoas e bens. Mas nos barcos também vinham as culturas e nas cidades portuárias existia uma fusão de culturas.

Ao longo de séculos, os barcos foram transportando, de porto em porto, traços culturais que criaram as raízes da primeira globalização. Muito ligado à vida marítima e à actividade portuária aparece também o fado.     Assim, o fado enquanto expressão de música popular característica e original de Lisboa será inserido numa ligação profunda ao mar. A importância do processo de intercâmbio cultural será uma constante do Festival que se realizará todos os anos, em Fevereiro. 

O fado das tabernas resistiu às luzes do salão. Mas em 1927 surgiu regulamentação que obrigava à posse de carteira profissional para se cantar em público. Mais tarde, o fado projetou-se internacionalmente como a canção nacional.

Mas permaneceu como expressão musical profundamente relacionada com outras manifestações culturais de cidades portuárias, o que exprime uma relação muito antiga de trocas culturais. Este facto dá ao fado um destaque especial na era da globalização. 

 

A alma dos portugueses

O fado não é apenas uma canção acompanhada à guitarra. É a própria alma do povo português. Ouvindo as palavras de cada fado pode sentir-se a presença do mar, a vida dos marinheiros e pescadores, as ruelas e becos de Lisboa, as despedidas, o infortúnio e a saudade.

A grande companheira do fado é a guitarra portuguesa. Juntos, fado e guitarra, contam a essência de uma história ligada ao mar.   O fado, por ser de todos os portugueses, está na taberna e no salão aristocrático. Surgido na primeira metade do século passado, depressa se tornou na canção popular de Lisboa. Desde então, manteve sempre as suas caraterísticas de expressão de sentimentos associados à fatalidade do destino. 

A canção emblemática de Lisboa é também indissociável dos seus bairros mais típicos. Alfama, Mouraria, Bairro Alto e Madragoa são os seus mais autênticos berços. Por esta razão, ouvir o fado é conhecer Lisboa. É também conhecer os portugueses, no mais profundo da sua alma de povo que enfrentou o mar desconhecido.

In attambur

NOTA: E falar actualmente de FADO é ligá-lo a algumas personalidades que levaram o nome de Portugal bem longe através deste estilo musical. AMÁLIA RODRIGUES a “diva” portuguesa do Fado, CARLOS do CARMO, CAMANÉ e, mais recentemente, MARISA entre muitos outros.

Fonte: (guitarrasdelisboa.pai.pt/ms/ms/guitarras-de-lisboa-o-fado-1100-345-lisboa/ms-90045819-p-3/)

 

Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

 

E como a nossa temática desta semana é o FADO vamos pesquisar provérbios ligados ao FADO, fado estilo musical e fado destino…

 

“Mete a mão no próprio seio, não dirás do fado alheio.”

Aqui significa que devemos olhar primeiro para as nossas atitudes e não falarmos dos outros.

 

"Deus nos livre de bocas abertas, homens de mau recado e de mulheres que correm fado.”

O Fado aparece nos provérbio populares ligado ao destino “correr o fado” significa ter um destino atribulado, precisar de cuidado…

“O corredor é um ser mutante, pode assumir a forma de lobo, de cão ou outro animal. Quando se encontra um, para quebrar o fado deve fazer-se sangue, isto é, fazê-lo sangrar. Dizem que uma pessoa se transforma em Corredor, se em criança, os padrinhos disserem mal o Credo no baptizado. Outra versão consiste em que, nascendo o sétimo filho numa família cujos filhos são todos do mesmo sexo, o primogénito tem de "correr o fado". “

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Corredor_%28folclore%29

 

Sugestão de Culinária

 

Notícias - Abril 11, 2007

Sabores do fado compilados em livro Da ginjinha da Mariquinhas às quentes e boas de Ary dos Santos, o repertório fadista é um cardápio de iguarias nacionais e algumas de além-mar, como a cocada e goiabada de Amália no «Fado Xuxu».

Diana Mendonça investigou durante um mês no Museu do Fado repertórios fadistas de Amália, Mariana Chagas, Quinita Gomes, Berta Cardoso, Carlos do Carmo, Maria Amélia Proença, entre outros, onde encontrou letras com sugestões gastronómicas.

Das entradas e sopas como pastéis de bacalhau, celebrados no fado Cruz Quebrada ao caldo verde de Reinaldo Ferreira cantado por Amália em «Uma casa portuguesa», o livro «Receitas de fado», editado pela 101 Noites, é uma ementa de pratos de peixe, carne, sobremesas e bebidas.

“O fado esteve sempre ligado a casas onde se comia e bebia, além dos piqueniques que se faziam nas hortas”, explicou a investigadora.

“Ao repasto, como se dizia outrora, presidia um espírito de tertúlia e cantava-se o fado, muitas vezes em louvor a um bom prato”, disse. Este espírito é caracterizado no fado «Fidalgo e boémio» de Carlos Conde, uma criação de Maria Amélia Proença, onde se afirma que “naquele típico almoço” alguém escreveu uns versos que a fadista cantou “com devoção”.

Entre os pratos de peixe refira-se o bacalhau assado do fado «Vamos para a farra» onde Carlos Conde faz menção ao prato comido em Odivelas, o peixe frito com salada no «Elogio do fado» de José dos Santos, ou a caldeirada de «Como o fado era diferente» de António Vilar da Costa, cantado por Maria José da Guia. Iscas com elas, do «Fado dos Cheirinhos» de José Carlos Ary dos Santos, cantado por Carlos do Carmo, pato de cabidela do fado homónimo de autor desconhecido, cantado por Teresa Nunes e Filipe Pinto, são dois dos pratos da lista de carnes.

Entre as sobremesas encontramos castanhas assadas, pão-de-ló, pastéis de nata, folar, farturas e pastelinhos de côco, celebrizados por Berta Cardoso no fado «Mais contradições», de Armando Neves. Acrescenta-se a esta lista o exotismo brasileiro da cocada e da goiabada, cantadas por Amália no «Fado Xuxu», de Amadeu do Vale e Frederico Valério, composto pouco depois da primeira ida da fadista ao Brasil, em meados da década de 1940. Completam a ementa as bebidas, vinho, água-pé e ginjinha, referidas em fados de Pedro Figueira, Mascarenhas Barreto e Alberto Janes, respectivamente.

Além das letras completas dos fados, com referência ao seu autor e o fadista que a criou, a investigadora incluiu a respectiva receita culinária. Carlos Conde é o poeta mais citado, com seis fados, incluindo o irónico e divertido, «Fui enganada», com que abre o livro e onde se relata a história de uma mulher que afirma: «Casei-me não sei p’ro quê!/Ele não mexe uma sopa,/Não frita, não faz puré,/Não cose nem lava a roupa», do repertório de Maria Amélia Proença. José dos Santos assina três e Armando Neves e Ary dos Santos, dois cada um, havendo também dois fados de autor desconhecido. Diana Mendonça não é uma estreante nestas lides. Anteriormente escreveu «Receitas de Ópera» e «Receitas dos contos de fadas de Hans Christian Andersen» com os quais venceu o Prémio Gourmand World Cookbook, uma proeza que repetiu com a apresentação do «Receitas de Fado», em Perigeux (Noroeste de França) no Salão do Livro Gourmand.

Nuno Lopes/ Lusa

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Poesia

 

Fado Português

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O Fado nasceu um dia,

quando o vento mal bulia

e o céu o mar prolongava,

na amurada dum veleiro,

no peito dum marinheiro

que, estando triste, cantava,

que, estando triste, cantava.

 

Ai, que lindeza tamanha,

meu chão , meu monte, meu vale,

de folhas, flores, frutas de oiro,

vê se vês terras de Espanha,

areias de Portugal,

olhar ceguinho de choro.

 

Na boca dum marinheiro

do frágil barco veleiro,

morrendo a canção magoada,

diz o pungir dos desejos

do lábio a queimar de beijos

que beija o ar, e mais nada,

que beija o ar, e mais nada.

 

Mãe, adeus. Adeus, Maria.

Guarda bem no teu sentido

que aqui te faço uma jura:

que ou te levo à sacristia,

ou foi Deus que foi servido

dar-me no mar sepultura.

 

Ora eis que embora outro dia,

quando o vento nem bulia

e o céu o mar prolongava,

à proa de outro velero

velava outro marinheiro

que, estando triste, cantava,

que, estando triste, cantava.

José Régio, in 'Poemas de Deus e do Diabo'

 

Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

Fim de semana muito intenso!

1º Noite de Fados em Rio Tinto, quinta à noite

 

Espetáculo solidário: angariação de fundos para

Ajudar o Sport Clube de Rio Tinto.

 

UGIRT solidária… alunas e direcção da nossa UNIVERSIDADE colaboraram neste espectáculo onde o FADO foi REI !

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 Jantamos ao som do FADO

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No dia 3 de maio comemora-se o Dia das Mães

A UGIRT organizou uma Caminhada!

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Mas como a Chuva veio visitar-nos, a Caminhada foi cancelada, no entanto, alguns resistentes insistiram e foram caminhar à beira-mar em Matosinhos, tendo-se passado uma manhã divertida e onde, ainda recolhemos algum conhecimento relativo ao património edificado.

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 Foto da Semana

 

A todas as Mulheres e MÃES

Matosinhos 2/maio/2015

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 A Alegria da Amélia é contagiante!

publicado por IDADE MAIOR às 12:01

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