UNIVERSIDADES SÉNIORES: ACONTECIMENTOS, TRABALHOS, ETC.

06
Mai 15

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 Estórias e Contos Tradicionais Portugueses

 

O CALDO DE PEDRA

 

Um frade andava ao peditório; chegou à porta de um lavrador, mas não lhe quiseram aí dar nada.

O frade estava a cair com fome, e disse:

– Vou ver se faço um caldinho de pedra. E pegou numa pedra do chão, sacudiu-lhe a terra e pôs-se a olhar para ela para ver se era boa para fazer um caldo. A gente da casa pôs-se a rir do frade e daquela lembrança. Diz o frade:

– Então nunca comeram caldo de pedra? Só lhes digo que é uma coisa muito boa.

Responderam-lhe:

– Sempre queremos ver isso.

Foi o que o frade quis ouvir. Depois de ter lavado a pedra, disse:

– Se me emprestassem aí um pucarinho.

Deram-lhe uma panela de barro. Ele encheu-a de água e deitou-lhe a pedra dentro.

– Agora se me deixassem estar a panelinha aí ao pé das brasas.

Deixaram. Assim que a panela começou a chiar, disse ele:

– Com um bocadinho de unto é que o caldo ficava de primor.

Foram-lhe buscar um pedaço de unto. Ferveu, ferveu, e a gente da casa pasmada para o que via.

Diz o frade, provando o caldo:

– Está um bocadinho insosso; bem precisa de uma pedrinha de sal.

Também lhe deram o sal. Temperou, provou, e disse:

– Agora é que com uns olhinhos de couve ficava que os anjos o comeriam.

A dona da casa foi à horta e trouxe-lhe duas couves tenras. O frade limpou-as, e ripou-as com os dedos deitando as folhas na panela.

Quando os olhos já estavam aferventados disse o frade:

– Ai, um naquinho de chouriço é que lhe dava uma graça...

Trouxeram-lhe um pedaço de chouriço; ele botou-o à panela, e enquanto se cozia, tirou do alforge pão, e arranjou-se para comer com vagar. O caldo cheirava que era um regalo. Comeu e lambeu o beiço; depois de despejada a panela ficou a pedra no fundo; a gente da casa, que estava com os olhos nele, perguntou-lhe:

– Ó senhor frade, então a pedra?

Respondeu o frade:

– A pedra lavo-a e levo-a comigo para outra vez.

E assim comeu onde não lhe queriam dar nada.

Extraído de, Contos Tradicionais do Povo Português, Teófilo Braga, 1883

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Ditos, Ditados e Provérbios Portugueses

  

"A cada boca uma sopa"

 

"Tal é o pão, tal é a sopa"

 

 "Palavras não engordam sopas"

 

"Razões não fazem sopas"

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  "A hóspede comedor, mais água na sopa"

 

"Boca calada faz boa sopa"

 

 

"Muitos cozinheiros estragam a sopa"

 

 

"Amizade renovada é como sopa requentada"

  

“Sopa a meio copo cheio”

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Sugestão de Culinária

SOPA DE LEGUMES   -   SAUDÁVEL

 

 

Ingredientes:

1 xícara de feijão branco 1 xícara de ervilhas

Sal

4 cenouras

1 nabo

2 alhos franceses

1 cebola

Talos de couve portuguesa

 

 

 

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 Preparação:

Coza o feijão branco e as ervilhas num litro de água temperada com sal.

Depois de bem cozidos junte os restantes legumes cortados grosseiramente, e deixe cozer.

Bata a sopa com um "passe-vite" ou uma varinha mágica e leve de novo ao fogo até levantar fervura.

Nota: pode, antes de servir, forrar os pratos ou a terrina, com fatias fininhas de pão.

 BOM APETITE! 

 

Poesia

 

“Rio Tinto com POESIA!”  -os poetas vão ao café!

  • Um projeto para a cidade viver e sentir a poesia, conhecer os poetas vivos e também aqueles que partiram mas estão vivos através dos seus versos!
  • Um projeto que eleva a poesia e os poetas, que aproxima as pessoas, que convida os cidadãos a ouvir e a participar, no dizer, no comentar, na música, no convívio…na arte e cultura!
  • Uma vez por mês num café/confeitaria da cidade… a poesia acontece!

No dia 14 de abril foi assim…no Café City Jovem, na Cidade Jovem em Rio Tinto.

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A Drª Maria José Guimarães fez a abertura da sessão e leu alguns poemas de sua autoria, ao longo da noite.

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Autores de Editora Mosaico de Palavras participaram nesta tertúlia poética…e tocaram viola e cantaram e encantaram!

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A Dª Ilda Sousa e a Dª Maria Teresa (alunas da UGIRT) estavam muito atentas…

 

POEMA DESTACADO nesta sessão

 

“LÁGRIMA DE PRETA” DE António Gedeão

 

Lágrima de preta

Encontrei uma preta

que estava a chorar,

pedi-lhe uma lágrima

para a analisar.

                                   

Recolhi a lágrimaPOESIA 4.jpg

com todo o cuidado

num tubo de ensaio

bem esterilizado.

 

Olhei-a de um lado,

do outro e de frente:

tinha um ar de gota

muito transparente.

 

Mandei vir os ácidos,

as bases e os sais,

as drogas usadas

em casos que tais.

 

Ensaiei a frio,

experimentei ao lume,

de todas as vezes

deu-me o que é costume:

 

Nem sinais de negro,

nem vestígios de ódio.

Água (quase tudo)

e cloreto de sódio.

  

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Dª Amélia e o Sr. António conversando com a professora Maria José

 

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Dª Elvira Santos declamando…

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Manuel Alves, poeta e cantor…

 

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Goreti Dias autora da Editora Mosaico de palavras também nos brindou com a sua poesia!

 

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Sugestão de Fim de Semana / O que visitar na minha Cidade?

 

Visitar o museu interactivo “Discovery World” na cidade do PORTO

 

Uma visita a não perder!

 

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 Uma viagem pela história dos Descobrimentos Portugueses…

 

Foto da Semana

 

As maravilhosas cores da NATUREZA!

e… Os desenhos esculpidos na árvore…

Ao centro, reparem…não parece uma pessoa ali sentada a ouvir o silêncio?!

Simplesmente encantador!

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publicado por IDADE MAIOR às 13:08

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